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De Esposa da Máfia a Mulher Livre

De Esposa da Máfia a Mulher Livre

Autor:: Gong Mo Xi O
Gênero: Máfia
Há três anos, sou a esposa de Dante Moretti, o chefe do Comando de São Paulo. Meu único propósito era dar a ele um herdeiro. Hoje, encarei a segunda linha rosa em um teste de gravidez - uma sentença de morte. Mas meu marido não queria uma esposa. Ele queria um receptáculo. Escondida do lado de fora da porta de seu escritório, ouvi-o conversando com sua irmã, Isabela. Eles estavam fazendo uma aposta de um milhão de reais no sexo do meu filho ainda não nascido. "Mas e ela?", perguntou Isabela. "Assim que ela te der o herdeiro, se tornará inútil." O silêncio que se seguiu foi pesado, sufocante. "Ela cumpriu seu propósito", disse Dante, sua voz baixando para um sussurro gélido. "Uma parideira só tem valor quando pode produzir. Depois disso..." Ele não precisou terminar. Em seu mundo, coisas inúteis são descartadas. Violentamente. Cada toque, cada sorriso calculado tinha sido uma mentira para garantir sua dinastia. Ele via um legado, não um filho. Ele via um receptáculo, não uma esposa. A única maneira de vencer seu jogo era virar o tabuleiro inteiro. Peguei meu celular e liguei para a clínica que minha amiga havia me indicado. "Sim", eu disse, minha voz estranha, oca e firme. "Gostaria de agendar uma interrupção."

Capítulo 1

Há três anos, sou a esposa de Dante Moretti, o chefe do Comando de São Paulo. Meu único propósito era dar a ele um herdeiro. Hoje, encarei a segunda linha rosa em um teste de gravidez - uma sentença de morte.

Mas meu marido não queria uma esposa. Ele queria um receptáculo.

Escondida do lado de fora da porta de seu escritório, ouvi-o conversando com sua irmã, Isabela. Eles estavam fazendo uma aposta de um milhão de reais no sexo do meu filho ainda não nascido.

"Mas e ela?", perguntou Isabela. "Assim que ela te der o herdeiro, se tornará inútil."

O silêncio que se seguiu foi pesado, sufocante.

"Ela cumpriu seu propósito", disse Dante, sua voz baixando para um sussurro gélido. "Uma parideira só tem valor quando pode produzir. Depois disso..."

Ele não precisou terminar. Em seu mundo, coisas inúteis são descartadas. Violentamente. Cada toque, cada sorriso calculado tinha sido uma mentira para garantir sua dinastia.

Ele via um legado, não um filho. Ele via um receptáculo, não uma esposa.

A única maneira de vencer seu jogo era virar o tabuleiro inteiro. Peguei meu celular e liguei para a clínica que minha amiga havia me indicado.

"Sim", eu disse, minha voz estranha, oca e firme. "Gostaria de agendar uma interrupção."

Capítulo 1

Ponto de Vista: Elara

A segunda linha rosa apareceu, uma sentença de morte rabiscada em tinta fraca. Eu carregava o herdeiro de Dante Moretti, o chefe do Comando de São Paulo. Por três anos, esse foi meu único propósito. Mas agora, era minha única vantagem.

Meu estômago revirou, uma mistura azeda de enjoo matinal e pavor puro. Nosso casamento não era uma união; era um contrato assinado com sangue e selado com as dívidas de negócios do meu pai. Dante não queria uma esposa para amar. Ele queria um útero para produzir um legado.

Agarrei o teste, o plástico escorregadio de suor. Eu tinha que contar a ele. Era uma regra. Mas ainda não. Não até eu ter um plano. Minha esperança tola de que ele pudesse se abrandar, de que um filho pudesse preencher o abismo entre nós, morria um pouco mais a cada dia.

Encontrei forças nas pernas e caminhei pela mansão fria e silenciosa que ele chamava de nosso lar. Cada superfície era de mármore polido ou madeira escura, refletindo uma versão distorcida de mim mesma - um fantasma em uma gaiola dourada. A porta de seu escritório estava entreaberta, o murmúrio baixo de vozes se espalhando pelo corredor.

Parei, minha mão pairando sobre a maçaneta. Sua voz, um ronco baixo que poderia comandar exércitos ou congelar o sangue, era inconfundível.

"O médico confirmou esta manhã. Ela está grávida."

Minha respiração engatou. Ele sabia. Claro que ele sabia. O médico se reportava a ele, não a mim. Eu era apenas o receptáculo.

Isabela, sua irmã e uma mulher com veneno no lugar de sangue, soltou uma risada aguda e zombeteira. "Finalmente. Demorou o suficiente para domá-la. Eu já estava ficando entediada."

"Está feito", disse Dante, sua voz plana, desprovida de qualquer emoção. Sem alegria, sem alívio. Apenas... finalidade. "Agora o verdadeiro jogo começa."

"Qual é a aposta desta vez?", perguntou Isabela, sua voz iluminada por uma diversão cruel.

Meu sangue gelou. Uma aposta?

"Um milhão de reais que é um menino", declarou Dante, como se estivesse discutindo o tempo. "Se for uma menina, pode ficar com a cobertura nos Jardins."

Meu mundo inclinou. Eles estavam apostando no meu filho. Em uma vida que não era nada mais do que uma ficha em sua mesa de pôquer.

"Fechado", ronronou Isabela. "Mas e ela? Assim que ela te der o herdeiro, se tornará inútil. Você vai simplesmente mantê-la por aí como um móvel bonito?"

O silêncio que se seguiu foi pesado, sufocante. Prendi a respiração, meu ouvido pressionado contra a madeira fria da porta.

"Ela cumpriu seu propósito", disse Dante, sua voz baixando para um sussurro gélido que eu sabia ser reservado para sentenças de morte. "Uma parideira só tem valor quando pode produzir. Depois disso..." Ele não terminou a frase. Ele não precisava. No mundo do Comando, coisas que não eram mais úteis eram descartadas. Violentamente.

Meu estômago se contraiu, e eu cambaleei para trás, apertando a mão sobre a boca para abafar um soluço. Isso não era apenas sobre um casamento sem amor. Era sobre sobrevivência. A sobrevivência do meu filho. Ele não colocaria as mãos neste bebê. Eu não deixaria meu filho ser criado por monstros.

O amor que eu uma vez tolamente esperei que pudesse crescer tinha sido uma mentira. Cada toque, cada sorriso calculado - tudo fazia parte de sua estratégia.

Uma clareza fria e dura tomou conta de mim, extinguindo as últimas brasas de esperança. Eu era um peão em seu jogo, e a única maneira de vencer era tirar a peça mais valiosa do tabuleiro por completo.

Tirei o celular do bolso, meus dedos tremendo enquanto encontrava o número do contato que minha amiga havia me dado meses atrás - um homem especializado em fazer pessoas desaparecerem.

Uma voz calma e profissional atendeu no segundo toque. "Sim?"

Olhei para a porta fechada do escritório, atrás da qual meu marido apostava na vida de nosso filho. O filho que eu roubaria dele.

"Sou eu", eu disse, minha voz estranha, oca e firme. "O plano está ativo. Preciso de uma nova identidade e uma estratégia de saída. Vou levar meu filho, e nós vamos desaparecer."

Capítulo 2

Ponto de Vista: Elara

Não saí do meu quarto pelo resto do dia. Ignorei as batidas suaves da empregada e a mensagem de Dante que dizia simplesmente: "Jantar. 20h." Ele esperava obediência. Ele sempre a conseguia.

Esta noite seria diferente. Esta noite, eu começaria a agir.

Às 19:55, ele abriu a porta do quarto sem bater. Era um lembrete sutil de que eu não tinha privacidade, nenhum espaço que não fosse dele. Ele estava vestido com um terno preto feito sob medida, seu poder uma presença física no quarto, sugando o ar dos meus pulmões. Ele governava o submundo desta cidade com mão de ferro, um legado de violência passado de geração em geração.

Ele segurava uma xícara pequena e fumegante. "Você perdeu o jantar. Beba isso. É uma mistura de ervas da minha irmã. Ela diz que faz bem para você."

Seus olhos, da cor de nuvens de tempestade, estavam fixos em mim. Não havia calor neles, apenas avaliação. Ele estava olhando para seu investimento, verificando sua propriedade.

O vapor carregava um cheiro amargo e terroso. "Não estou com sede", eu disse, minha voz mal um sussurro.

Sua mandíbula se contraiu. Foi um movimento minúsculo, mas eu sabia que era um sinal de que sua paciência estava se esgotando. Ele se aproximou, o cheiro de colônia cara e algo perigoso preenchendo o espaço entre nós.

"Eu disse, beba." Não era um pedido. Era uma ordem, apoiada pela ameaça não dita do que ele era capaz.

"Não", eu disse, uma centelha de desafio que eu não sabia que possuía surgindo dentro de mim. Isso era pelo meu bebê. Eu não consumiria nada que eu mesma não tivesse preparado.

Sua expressão não mudou, mas o ar ficou denso de ameaça. Ele pousou a xícara e, em um movimento rápido, agarrou meu queixo, seus dedos cravando em minha mandíbula. Ele forçou minha cabeça para trás, sua força esmagadora. Com a outra mão, ele pegou a xícara e a levou aos meus lábios.

"Você vai aprender a obedecer, Elara", ele sussurrou, sua voz uma promessa fria. Ele inclinou a xícara, e o líquido quente e amargo inundou minha boca. Eu engasguei, tentando cuspir, mas ele manteve minha mandíbula fechada até que fui forçada a engolir.

Ele me soltou, e eu desabei de volta na cama, tossindo e engasgando. Ele me observou, seu rosto uma máscara indecifrável. "Não foi tão difícil, foi?"

Uma onda de tontura me atingiu quase instantaneamente. As bordas do quarto começaram a borrar. A figura imponente de Dante vacilou, dividindo-se em duas, depois três. Uma sensação pesada e entorpecente se espalhou por meus membros.

A última coisa que vi antes de meus olhos se fecharem foi o leve e satisfeito curvar de seus lábios.

Acordei horas depois com uma dor de cabeça latejante e um gosto seco e fétido na boca. A escuridão me pressionava. Meu corpo parecia pesado, violado.

O pânico arranhou minha garganta, mas eu o forcei para baixo. Lembrei-me da câmera minúscula que eu havia escondido na estante semanas atrás, um ato desesperado de autopreservação.

Minhas mãos tremiam enquanto eu recuperava o pequeno cartão de memória e o inseria no meu tablet. Encolhi-me sob as cobertas, o brilho da tela iluminando meu rosto. Avancei rapidamente por horas de um quarto vazio até encontrar o momento depois que desmaiei.

O vídeo mostrava Dante de pé sobre mim. Isabela entrou no quarto.

"Ela apagou?", ela perguntou, sua voz afiada.

"Completamente", respondeu Dante. "A dosagem foi perfeita."

Meu coração parecia estar sendo espremido por uma mão invisível. Dosagem. Ele estava me drogando.

Isabela caminhou até a cama e olhou para minha forma inconsciente com puro desprezo. "Ela te desafiou por causa do chá? A vadiazinha está ficando ousada."

"São os hormônios da gravidez", disse Dante com desdém. "Não importa. Mais algumas semanas disso, e ela estará perfeitamente dócil. Submissa. Exatamente como deveria ter sido desde o início."

O ar que eu estava segurando escapou em um suspiro irregular. Ele queria me drogar até a submissão durante toda a minha gravidez.

Isabela riu, um som como vidro se quebrando. "E na festa de aniversário, vamos nos divertir. Depois que a fizermos beber o champanhe comemorativo, ela não se lembrará de nada. Finalmente poderemos mostrar a todos o que acontece com uma noiva que não conhece seu lugar."

Dante não respondeu. Ele apenas olhou para mim, sua expressão fria, calculista. Ele era um monstro, mas não do tipo que se esconde nas sombras. Ele era do tipo que constrói impérios e destrói vidas silenciosamente no conforto de sua própria casa.

Desliguei o tablet, a tela escurecendo. A fúria dentro de mim era uma coisa silenciosa e fria. Ele não queria apenas um herdeiro. Ele queria quebrar o receptáculo que o carregava.

E eu o deixaria pensar que estava ganhando, até o momento em que eu pegasse seu legado e desaparecesse para sempre.

Capítulo 3

Ponto de Vista: Elara

Na manhã seguinte, fingi uma dor de cabeça, uma desculpa plausível depois do "chá de ervas". Dante já tinha saído. O silêncio que ele deixou para trás era minha chance.

Usei o tempo para investigar. Eu sabia a senha do laptop dele - a data em que seu pai foi assassinado, um lembrete constante do trono que ele havia herdado. No fundo dos arquivos criptografados, eu o encontrei. Um chat em grupo privado chamado 'O Canil'.

Minhas mãos tremeram quando cliquei para abrir. Os membros eram seus homens mais próximos. O assunto da discussão era eu.

Eles me chamavam de 'A Égua'.

Rolei por meses de mensagens, meu estômago se revirando. Havia fotos minhas dormindo. Havia comentários avaliando meu corpo. Havia um calendário grotesco detalhando meu ciclo de ovulação, com apostas sobre em que mês ele "teria sucesso".

'A Égua parece fértil hoje.'

'Já domou ela, chefe?'

'Ouvi dizer que ela finalmente está grávida. Hora de cobrar minhas apostas.'

Esta galeria representava minha vida - minha alma - reduzida a piadas grosseiras entre homens violentos. Eles me viam como gado.

Minha repulsa foi interrompida por um bipe do meu celular. Era uma mensagem de grupo de Isabela.

'Você está cordialmente convidada para celebrar o terceiro aniversário do meu irmão, Dante, e sua adorável esposa, Elara. Vamos brindar ao futuro deles e ao legado que está por vir.'

Anexada estava uma foto de Dante e eu no dia do nosso casamento. Ele parecia poderoso. Eu parecia apavorada.

Uma premonição fria desceu pela minha espinha. A festa de aniversário. Este era o palco para a humilhação que ela havia planejado. O champanhe.

Agindo por puro instinto, encaminhei cada arquivo, cada captura de tela de 'O Canil' para uma conta na nuvem sob um nome falso. Fiz backup duas vezes. Evidência era poder.

Assim que terminei, a porta do quarto se abriu. Dante estava lá, segurando uma caixa de veludo. Meu coração martelava contra minhas costelas. Empurrei o laptop para debaixo das cobertas.

"Pensei que você tivesse saído", eu disse, tentando manter minha voz firme.

"Eu voltei. Por você", disse ele. Ele se sentou na beira da cama.

"Um presente. Pelo nosso aniversário", disse ele, abrindo a caixa.

Dentro, aninhado em um leito de cetim preto, havia um colar de diamantes. Era uma coleira de pedras brilhantes que gritava posse.

"É lindo", menti, as palavras com gosto de cinzas.

Ele o tirou e o prendeu em volta do meu pescoço. Seus dedos estavam frios contra minha pele. "Você vai usá-lo esta noite."

Não era uma pergunta.

"Não estou me sentindo bem, Dante", tentei, minha última tentativa de fuga. "A dor de cabeça..."

"Você vai ficar bem", disse ele, seu tom endurecendo. "Você estará lá. Você vai sorrir. E você será a esposa perfeita e dedicada. Você me entende?" Sua mão moveu-se do fecho para minha garganta, seu polegar pressionando levemente meu pulso. Era um aviso.

Eu assenti, a palavra 'sim' presa na minha garganta.

Ele se levantou, satisfeito. "Vou mandar a estilista em uma hora."

Quando ele saiu, coloquei a mão sobre minha barriga ainda lisa. Eu tinha que suportar isso. Pelo meu filho. Eu interpretaria o papel da esposa perfeita e dócil uma última vez. E então nós estaríamos livres.

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