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De volta pra casa

De volta pra casa

Autor:: aishaelenaovai
Gênero: Aventura
Maya foi envolvida em uma armação de sua madrasta e irmã, em quem confiava cegamente. Foi drogada e passou a noite anterior a seu casamento com um desconhecido. Na manhã do casamento, acordou e o homem estava no banheiro, não viu o rosto dele. E foi flagrada pelo noivo! Hanna assumiu seu lugar no altar enquanto ela foi expulsa de casa com uma passagem aérea para outro estado. Começou a faculdade de Sommelier e logo descobriu que estava grávida. Como agir agora, grávida de um homem que nunca viu, sem família e deserdada? Maya batalhou, se formou, se tornou altamente cogitada em seu ramo, e criou Justin como um príncipe. Mas seu pai ficou doente e ela foi chamada as pressas pra voltar para casa. Tomou a difícil decisão de voltar dez anos depois e conheceu Danilo pessoalmente. Um CEO poderoso de sua cidade, totalmente arrogante, que estava sempre nas revistas de fofocas com uma mulher diferente. A antipatia gratuita dele por ela, se deve ao fato de ele odiar os Dawson's, ter se mudado para a cidade justamente para se vingar da família. Mas os caminhos dos dois se cruzam quando Maya descobre que Hanna e a madrasta dilapidaram a fortuna do pai, que enfartou quando se descobriu totalmente endividado, e o genro não conseguiria ajudá-lo. E o maior credor da família era justamente Danilo, que faz a proposta do contrato de casamento. E agora? Ela aceita se casar com o homem que detesta e colocou seu pai em coma, mesmo que ele mexe com suas estruturas? Ou recusa e deixa a madrasta acabar com a fortuna que a mãe deixou, e perde a herança de seu filho? Maya tem uma decisão, e não é fácil, pois vai ter que lidar com a relação de amor e ódio que tem com Danilo...

Capítulo 1 Casados

Que droga, Maya. Você está bêbada!

- Não estou! Não vai embora. Fica comigo...

- Depois diz que não está bêbada! - Danilo falou, revirando os olhos. Ele odiava o poder de sedução de Maya. Pior que ela nem percebia o quanto ficava sexy e desejável com aquela saia de couro preta, top dourado que valorizavam um busto perfeito, batom vermelho na boca. Sua esposa era linda! Mas não o queria e ele que não iria fazer a força. Não tem graça quando a mulher não quer! Mesmo que ela seja sua esposa e ele tenha todos os direitos sobre o corpo dela, não tem nada mais gostoso que a mulher pedindo! E ele tinha muitas mulheres a seus pés, não precisava exigir seus direitos!

Ele fez algumas investidas nela, afinal, eles moram na mesma casa há alguns meses, mas ela se recusa a deixá-lo tocar nela. Aliás, ela é tão pudica, fica vermelha quando ele "acidentalmente" passa só de roupão perto dela ou quando fala alguma besteira. Se ela não tivesse um filho, ele acharia que ela é virgem!

- Eu não estou bêbada. E vou te provar!

- Como, vai fazer o quatro?

- Engraçadinho! Você uma vez me disse que me faria pedir!

- Pedir o que?

- Dan. Me beija...

Danilo viu o brilho nos olhos dela. Desejo? Será? Não ia ficar perguntando. Em duas passadas, eliminou a distância entre os dois e a tomou em um beijo quente e urgente. Logo estava passando o top pela cabeça dela, deixando os seios rosados expostos. Como eram lindos! Danilo esperou tanto por aquilo que não se controlou, virou ela de costas pra ele e roçou sua ereção na bunda dela, enquanto pressionava os seios dela e beijava seu pescoço.

Quase enlouqueceu quando ela rebolou no seu pau. Soltou um dos seios e desabotoou a saia dela, depois fez correr pelas pernas, deixando-a apenas com uma calcinha minúscula de renda preta, que rapidamente ele puxou, partindo!

Quando tocou sua intimidade, percebeu o quanto ela realmente queria ele. Sem pedir permissão, enfiou dois dedos nela e quase enlouqueceu. Ela começou a rebolar enlouquecidamente em seus dedos enquanto pressionava a bunda contra sua ereção. Rapidamente ela gozou. Tão rápido que ele cogitou acreditar que ela não fazia sexo há muito tempo, como ela disse.

Mas não saberia dizer, pois ele mesmo não estava aguentando mais. Ele deu uma leve mordida no lóbulo da orelha dela, enquanto ainda estimulava seu pontinho de prazer e passou a língua pelas costas dela, fazendo ela arquear. Ele abriu seu zíper, liberando o membro da box que já estava incomodando e pincelou a bunda dela , que rápido pediu:

- Me fode!

Sem sanidade pra se lembrar nem do preservativo, ele se enterrou dentro dela, que começou a rebolar ensandecida. Ele levantou uma das pernas dela, enquanto encaixada, e a virou para o espelho de corpo inteiro que tinha no quarto.

- Abre os olhos, Maya. Me veja te fodendo.

Quando ela obedeceu, o encarou pelo espelho. Olhando nos olhos dela, ele começou a estocar com mais força e viu os olhos verde água virarem verde esmeralda de tão escurecido pelo desejo. Sem conseguir mais segurar, ele pediu: vem comigo, meu amor...

E se encarando, os dois explodiram juntos em um orgasmo maravilhoso. Maya fechou os olhos e encostou a cabeça no ombro dele, tentando acalmar a respiração.

- Vem, vamos dar um pulinho ali na ducha limpar essa sujeira.

- Não usamos preservativos!

- Oh, e agora? Se você ficar grávida vamos ter que casar. - ele falou em tom zombeteiro e ela foi se desencaixando dele e se afastando.

- Engraçadinho!

Danilo a puxou de volta e lhe deu outro beijo.

- Foi maravilhoso. Você é gostosa, apertadinha, quente e rebola como ninguém.

- Como ninguém, é? Nem todas as outras mulheres? E Alicia?

- Já te falei que não saí mais com ninguém desde que nos casamos. E chega de falação.

Danilo a pegou no colo, que ficou surpresa e eles riram. Enquanto ele a carregava pro banheiro, ela apoiou a cabeça no peito dele e congelou.

Ali, debaixo do mamilo direito dele, tinha uma mancha de nascença, parecendo um mapa do Brasil de cabeça para baixo. Ela só tinha visto aquela mancha em um homem na vida, e não se esquecia dela, pois seu filho "produção independente" tinha uma igualzinha.

- Me coloca no chão.

- Não, vamos tomar uma ducha.

- Me coloca no chão agora. - Maya disse, quase chorando.

- Vish, já azedou de novo. - Danilo respondeu, colocando ela no chão. - O que aconteceu?

- Desde quando você sabe?

- Sabe o que?

- Que Justin é seu filho?

Danilo gargalhou.

- Maya, se você ficar grávida agora, daqui a três meses saberemos e vou assumir. Justin já assumi no coração, mas não tem a menor possibilidade de eu ter te engravidado há dez anos atrás...

Danilo parou de falar, no momento que uma lembrança lhe veio à cabeça. De uma noite em que tem certeza de que foi drogado e fez sexo com uma mulher que não se lembrava do rosto e quando saiu do banheiro tinha sumido sem deixar rastros. Seus seguranças mandaram os vídeos das câmeras em volta do quarto e ninguém entrou ou saiu. Era muito nítida pra ele aquela noite e não poderia estar ficando louco.

Olhou a mulher nua e brava a sua frente, e o mamilo dos seios rosados dela era idêntico como se lembrava...

Capítulo 2 Dez anos antes

Maya estava fazendo a última prova do vestido, se olhando enquanto sua mãe e sua irmã acompanhavam.

- Está divina, Maya Dawson.

- Estou vivendo um sonho, mamãe.

- Eu sei, nós também. Maya, Hannah e eu estávamos conversando de que você precisa de uma despedida de solteira.

- Que idéia descabida, mamãe. Nem tenho amigas para isso.

- Porque você sempre foi séria demais, Maya. Nem sei como Denny se apaixonou por você!

A costureira avisou que estava pronto e as duas foram tiradas da sala pra Maya se trocar. Tinham combinado de almoçarem juntas depois da prova do vestido, e enquanto era tirada de dentro de todas aquelas camadas de tule branco, Maya pensava o quanto a mãe estava certa.

Sim, Maya foi uma jovem introvertida, não era de muitos amigos nem de baladas. Seu único amigo na adolescência era Samuel, um jovem afeminado e cheio de espinhas que tinha uma família muito amorosa. Mas eles eram religiosos devotos e a orientação sexual do filho lhes trouxe bastante problemas. Porque Napa não estava preparada para que um de seus filhos se assumisse gay, mesmo que ele fosse um cavalheiro, gentil e amigo, um voluntário em diversas causas sociais com crianças e animais e um pequeno cidadão do bem do qual a cidade deveria ter orgulho!

Não os moradores de Napa, uma pequena cidade com 20 mil habitantes que faz parte do complexo Napa Valey e tem um vasto turismo por causa de suas vinícolas.

Maya e Samuel faziam tudo juntos. Os pais dela tinham uma das maiores vinícolas da cidade e ganhavam um bom dinheiro, Hannah era dois anos mais nova do que Maya e passava todo seu tempo em shoppings e os finais de semana em baladas com as inúmeras amigas ricas e fúteis. Maya preferia ajudar Samuel, e passava seu tempo em missões de resgate de animais, visitando orfanatos, ajudando os pais de Samuel em bazares beneficentes.

Em uma visita aos vinhedos da região, conheceu Denny Toronto. Ele era o filho de um magnata da produção de vinhos e estava sendo preparado para assumir os negócios do pai.

Na época, eles estavam organizando uma espécie de cooperativa, onde vários produtores se associaram para aproveitar melhor o turismo na região. O senhor Toronto era o idealizador, e John Lee Dawson se recusava a participar.

Denny, alheio a tudo isso, se apaixonou por Maya e os dois começaram um namoro. A avó materna, Sophia, aprovava e então Maya se entregou totalmente a essa relação.

Sophia era uma espécie de talismã para Maya, seu contato com sua família anterior! Ela era mãe de Maggie, viúva pra frentex, tinha seu próprio sítio e vivia com humildade e tranquilidade em um dos bairros mais afastados do centro da cidade. A filha Maggie quem administrava os negócios que o pai deixou desde a adolescência. Quando se casou com John Lee, fazia questão de incluir a mãe em sua vida. Quando Maggie morreu no parto de Maya, Sophia não quis assumir seus negócios e a única exigência que fez foi que John não a separasse da neta.

E o pai manteve a promessa, mesmo quando menos de um ano depois, conheceu e casou com Jenny. Sophia não gostava muito dela, então as visitas enquanto Maya era criança sempre ocorriam na casa de Sophia. O motorista deixava Maya por lá e depois buscava. Como Jenny tratava a menina bem e nunca soube de nenhum maltrato, mesmo depois do nascimento da outra filha, Sophia não se envolvia no casamento do antigo genro. E assim Maya cresceu, se tornou uma adolescente voluntária em causas sociais e uma menina que não dava trabalho. E sempre visitava a vovó Sophia! Ela não conhecia outra mãe que não Jenny, não podia dizer que era maltratada ou tinha menos do que a irmã que era filha legítima de Jenny. Claro que Hannah gastava mais, tinha mais coisas e Jenny saia mais com ela. Mas isso não era diferenciação por parte da mãe. Maya entendia que tinha a personalidade mais pacata e simples, como a avó Sophia. Não tinha necessidade de tantas roupas, calçados, maquiagem e carro chique! Adorava andar descalça no sítio da avó, mexendo nas plantas que a avó a ensinou a cuidar. Gostava de dirigir seu velho jeep. Hanna caçoava dela, andando pela cidade com aquela lata velha, mas Maya entrava na brincadeira:

- O jeep que foi de minha mãe é o tipo de carro que não sai nem arranhado depois de atropelar seu Mustang em um acidente!

E desse jeito, ela passou o fim de sua adolescência. Namorando com Denny que lhe era sempre muito bom e entendia seu jeito mais simples, passando várias tardes com a avó no sítio e sonhando com o dia que sairia da cidade para fazer faculdade de sommellerie. Ela queria ser uma enóloga sommelier, e apesar de ser uma cidade conhecida por seus vinhedos, ainda não tinha formação e capacitação. Ela teria que ir pra fora para se capacitar e estava preparada pra isso. A avó tinha lhe dado de presente toda sua formação. Ela só não sabia como faria para convencer Denny, seu namorado há três anos, a continuarem um relacionamento à distância pelos próximos três anos para ela se formar!

Capítulo 3 Formação não, casamento

Quando falou com o pai sobre se mudar para estudar, ele muito nervoso conversou com ela, à mesa do jantar, com toda a família presente:

- Você não pode fazer isso comigo, Maya. O menino Denny vai te pedir em casamento nesse final de semana.

- Gosto muito de Denny papai, e se ele me pedir em casamento, vou aceitar, mas se ele concordar de que minha formação e carreira são mais importantes nesse momento. Somos jovens, temos toda uma vida pra formar uma família, mas depois que eu for independente e auto suficiente! Samuel já está providenciando minha matrícula e moradia.

- Você não pode fazer isso! Denny não vai aceitar ficar três anos afastado de você!

- Cinco, papai. Depois tem capacitação e eu pretendo concluir todas as fases antes de voltar pra cidade. E se Denny não aceitar isso, paciência...

- Não! Você não vai. Você vai ficar, se casar com Denny e salvar sua família!

- Salvar minha família? Do que está falando, papai?

- Não me associar à cooperativa de Toronto quatro anos atrás foi uma decisão mal tomada. Agora eles estão prosperando, e quem não se associou não consegue acompanhar. Quase todos nossos clientes estão debandando para a cooperativa. Perdemos contratos milionários e mercado.

- Mais um motivo para eu estudar, me capacitar e levantar a empresa, papai!

- Não temos cinco anos! Se Toronto não nos aceitar nos próximos seis meses, vamos a falência!

- Porque não previu isso antes, papai?

- Eu previ. Estou há um ano em negociação, mas aquele velho gaga disse que não é interessante associar mais ninguém agora.

- Se ele não vai te aceitar de qualquer jeito, qual a utilidade de eu ficar e me casar?

- O velho vai se aposentar. Vai passar tudo para o filho, inclusive a presidência da cooperativa. Mas exigiu que ele se casasse antes, para mostrar respeito e que não é só um boyzinho que vai gastar tudo o que o pai construiu.

- Querido, acho que você está exigindo demais de nossa filha! Não pode obrigar ela a se casar para nos salvar!

- Você não entende, Jenny. Não estou sacrificando Maya! Não é como se tivesse vendendo ela! O menino Denny é louco por ela, trata ela como uma princesa! Ela acabou de dizer que também o ama! O que custa ela adiantar esse casamento e adiar os estudos por uns dois anos? Até que o menino Denny se estabilize no cargo e ela possa se ausentar da cidade?

Maya pensou muito na situação do pai e de sua família. Pesou seus sonhos e projetos versus tudo o que Hannah perderia se não aceitasse ficar. Para ela, dinheiro, riqueza e o status não valiam nada! Mas para Hannah, com 16 anos, seria a morte ficar sem os seus luxos.

Viu durante os quatro dias seguintes o pai e a mãe discutindo, pela primeira vez na vida! Ela ia fazer 19 anos. Já fazia mais de ano que tinha terminado o ensino médio, Samuel saiu da cidade com a desculpa da faculdade assim que terminaram. Ele conheceu um rapaz de São Francisco e ficaram namorando a distância por um tempo. Quando acabou a escola, o rapaz o convidou a morar com ele e estudar por lá. Samuel agarrou a oportunidade e nem olhou pra trás. Não visitava Napa, seus pais que o visitavam. E Maya não tinha mais ninguém para conversar. Não era a mesma coisa falar por telefone. E mesmo assim, Samuel foi categórico em chamada de vídeo:

- Pare de loucura, mulher! O que esse velho tem na cabeça de obrigar o filho a se casar assim, do nada, pra assumir os negócios que já vão ser dele? Agora ou depois do velho bater as botas! Isso não existe mais, Maya. Vem pra cá, tem um apartamento lindo e simpático te esperando. Sua avó depositou uma fortuna pra eu arrumar um canto pra você e te ajudar a sobreviver nos primeiros meses, mas a família do Steve vai te arranjar um emprego na própria universidade pra você sobreviver. É de puro egoísmo seu pai querer que você abra mão dessa liberdade agora.

Maya ainda não estava convencida e foi conversar com a avó:

- Nunca vi meus pais brigando, vó. Agora eles vivem aos gritos pela casa. Mamãe não quer aceitar de jeito nenhum que ele atrapalhe meu futuro pra me casar. Disse que ele é um troglodita, homem das cavernas.

- Jenny tem meu respeito depois de quase 20 anos. Eu pensei que ela quem exigiria você se sacrificar pra não perder a vida boa, mas vejo que ela está te defendendo!

- Vó, ela me criou e sempre foi muito boa pra mim. Te falei milhões de vezes que ela nunca me tratou diferente de Hannah. Somos uma família, vó. E meu pai quem está sendo intransigente.

- Maya. Aquela empresa é muito importante para seu pai. Ela representa todo um trabalho de sua mãe, e seu pai pode ter casado e tocado a vida, mas ele ainda a ama! E se você for honesta, vai perceber que Jenny nunca tratou você diferente da filha dela, mas seu pai sim. Você sempre foi a queridinha dele, a protegida, a amiga. Você mesma me disse que quando pergunta pra ele sobre essa diferença, ele diz que você requer mais cuidado porque sua mãe morreu e a dela está viva! Hannah cresceu tendo tudo o que o dinheiro pode comprar, mas carinho e amor de pai, só você teve! Se ele está te pedindo algo tão sério agora, é porque deve estar desesperado e você é a única saída dele. E como ele te disse, não é como se tivesse te sacrificando. Você mesma expressou o desejo de casar com Denny muitas vezes. Só não está acontecendo no momento que você queria, mas pense se quem está sendo intransigente não é você, abrindo mão do que quer por não ser na hora que quer!

Com esse conselho no coração, no dia seguinte, quando Denny a pediu em casamento, ela aceitou e então começaram os preparativos e todo mundo parecia muito feliz, exceto Samuel, que ficou irritado que além de ela não ir morar perto dele, ainda o obrigaria a visitar Napa em dois meses pra ser o padrinho dela...

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