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Defendendo o Amor: Um Advogado e uma Mulher Ferida pela Traição

Defendendo o Amor: Um Advogado e uma Mulher Ferida pela Traição

Autor:: Kath Santana
Gênero: Romance
No silêncio da noite, os segredos se entrelaçam, tecendo uma teia de mistérios que envolve cada personagem desta intrigante história. As sombras do passado ainda pairam sobre Luna Blackwood, uma jovem que viu seus sonhos despedaçados pela ganância e traição daqueles em quem confiava. Mas será que a verdadeira história foi totalmente revelada? Enquanto Nathaniel Ryder busca desvendar os enigmas que cercam o destino de Luna, ele se vê mergulhado em um labirinto de intrigas e decepções. Os nomes de Arthur Blackwood e Lian Cruz ecoam como um sussurro sombrio, sugerindo uma conspiração que vai além do que se pode imaginar. À medida que as peças do quebra-cabeça se encaixam, revelações surpreendentes vêm à tona, lançando uma nova luz sobre os eventos passados. Luna Blackwood é muito mais do que uma simples vítima; ela é uma peça-chave em um jogo perigoso, onde cada movimento pode ser fatal. Enquanto o sol se põe sobre o horizonte, deixando para trás as sombras da noite, uma nova jornada começa. Os segredos enterrados no passado estão prestes a serem desenterrados, e apenas aqueles corajosos o suficiente para enfrentar a verdade poderão encontrar a redenção. Entre sombras e segredos, o destino aguarda aqueles que ousam desafiá-lo. O que o futuro reserva para Luna Blackwood, Nathaniel Ryder e todos os envolvidos nesta trama complexa? A resposta está além das sombras, esperando para ser descoberta por aqueles dispostos a desvendar o mistério que envolve suas vidas.

Capítulo 1 Desespero e Esperança: O Despertar de Luna Blackwood

Luna Blackwood:

Hoje, descobri de maneira cruel e suja toda a minha derrota e desgraça. Uma jovem que acabara de completar 18 anos e que sonhava com um futuro brilhante na dança viu todos esses sonhos serem despedaçados pela ganância e luxúria.

- [Sorriu com amargura ao recordar que menos de 24 horas atrás eu era milionária, estava nos braços do homem mais belo que já havia cruzado meu caminho nesta humilde vida. E em um piscar de olhos, tudo se desfez. Minha vida perdeu todo o sentido, como se o tapete sob meus pés tivesse sido repentinamente arrancado, deixando-me cair em um abismo de desespero e desamparo.]

Escuto meu nome sendo chamado, despertando-me dos meus sombrios devaneios. Dou algumas batidas no rosto, tentando dissipar as lágrimas teimosas que ameaçam cair. Então, Agatha chega, envolvendo-me num abraço reconfortante, suas palavras trazendo um raio de luz para minha escuridão. Ela já sabia de tudo e estava determinada a me ajudar. Prometeu falar com seu irmão, um advogado de renome cuja reputação era lendária. O brilho de esperança surge em meus olhos, como uma estrela brilhante no céu noturno, oferecendo a promessa de um novo amanhecer.

– Agatha, eu não tenho como pagar os honorários do seu irmão. Você sabe que aquele desgraçado do Lian Cruz...-Minha voz é um vendaval de raiva, cada sílaba carregada de uma amargura profunda.--- Além de me trair, ainda me roubou tudo. Não sei o que fazer. Só queria meus pais. - [As lágrimas transbordam pelos meus olhos, rios de dor que inundam meu rosto enquanto relembro a tragédia que me deixou órfã]. --Eu não entendo como minha vida saiu tanto dos trilhos. Como pude ser tão ingênua em acreditar em um homem tão...- [Minhas palavras são interrompidas por soluços de desespero, meu coração dilacerado pela traição e pela perda]. Agatha me envolve com seus braços, uma âncora de ternura em meio ao oceano turbulento das minhas emoções, enquanto luto para conter o desabrochar avassalador do desespero dentro de mim.

Nathaniel Ryder

Estou em meio a uma reunião com minha equipe quando sinto meu telefone vibrar com o apelido familiar "Piralha". Peço desculpas e saio rapidamente da sala para atender, consciente de que para mim, nada supera o vínculo com minha família. Minha irmã mais nova raramente me liga, a menos que haja uma emergência. Quando atendo, ouço sua voz em um estado de completo desespero, pedindo que eu aceite um caso urgente de sua amiga Luna Blackwood. Peço calma enquanto tento decifrar suas palavras apressadas e angustiadas.

- Agatha, por favor, acalme-se. Não posso perder tempo com jogos de adivinhação.

–[Lembro-me com tristeza daquela garotinha que uma vez animou nossa casa, ao lado da minha querida irmã]. Cada palavra que minha irmã pronuncia ressoa em meu coração, enquanto tento absorver tudo com compaixão e entendimento. - Vou examinar cuidadosamente esse caso e contatar um colega de profissão. Ele será responsável nessa jornada difícil. Mas, por favor, se acalme. Peça à sua amiga para retornar para casa e descansar.

[Ao encerrar a ligação com minha irmã, um véu de culpa se instala em meu peito, obscurecendo minha mente. Volto à reunião, mas as palavras dela continuam ecoando em meu ser. Conheço bem Lian Cruz; sempre foi um homem ambicioso, mas Arthur Blackwood... Como ele pode trair sua própria irmã, mesmo que Luna seja apenas sua irmã adotiva?

A herança deixada pelos pais foi dividida entre os dois, mas há algo sombrio nessa história. Luna ainda era menor quando eles faleceram, e Arthur parece ter se aproveitado disso para lesar a pobre garota. A versão de Agatha insinua que Lian, alegado namorado de Luna, também está envolvido nessa trama.]

Os corredores da minha mente estão repletos de sombras, de dúvidas e de mistérios. A reunião se encerra, mas o enigma persiste. Despeço-me dos clientes com um sorriso enigmático, ocultando minhas preocupações por trás de uma fachada polida. Enquanto retorno para casa, a aura de mistério se intensifica, envolvendo-me como uma névoa sinistra, deixando-me ansioso pelo desvendar dos segredos que espreitam nas sombras da noite.

Capítulo 2 Desabando entre Sombras: A desgraça de Luna Blackwood

Luna blackwood:

Sorrio fracamente para Agatha, mas por dentro estou despedaçada. Ouvir minha história contada por ela me fez sentir uma dor profunda, uma ferida que parece não ter fim. E a perspectiva de voltar para o mesmo teto que aquele que mais me destruiu... é um peso insuportável sobre meus ombros. Meu irmão era tudo o que eu tinha. Eu o amava com toda a minha alma, confiava nele mais do que em mim mesma. Mas ao ver sua verdadeira face, o medo tomou conta de mim como um fogo devorador.

Tenho medo de voltar para casa, mas sei que preciso encontrar coragem para enfrentar essa situação. A humilhação já é grande demais. Ter medo? Já não é mais o caso. Fui roubada, traída por aqueles que deveriam me proteger. Internamente, estou em pedaços. Ao escutar meu irmão dizer que nunca me amou, que eu era apenas uma bastarda que veio para roubar tudo dele, meu coração se despedaçou em mil pedaços. Ele sabia dos meus planos, das minhas esperanças, e deliberadamente os destruiu. Disse que eu teria que me humilhar para ter as coisas, que teria que trabalhar porque assinei um termo entregando a ele tudo que meus pais tinham deixado para mim. Ele nunca aceitou minha adoção, me viu como um erro, como uma ameaça à sua vida perfeita. Como pude ser tão cega, tão ingênua?

E Liam... Oh, Liam... Ele foi meu segundo amor, mas também minha segunda decepção. A dor de ser usada, descartada como algo sem valor, é como uma ferida que sangra sem parar. Ele foi meu refúgio em meio ao caos, mas no fim, revelou-se um predador disfarçado de príncipe encantado. Fui roubada de mim mesma, da minha inocência, da minha fé no amor.

Agatha me tira dos meus pensamentos, mas a dor continua lá, como uma sombra que me segue onde quer que eu vá.

- Luna vamos embora, meu irmão falou que vai acionar um advogado, vai dar tudo certo! Vou te deixar em casa, vamos!

- Eu agradeço, Agatha. Preciso descansar um pouco. Queria só entender como minha vida deu esse salto de cabeça para baixo. Eu achei que tinha encontrado meu príncipe, mas no fim ele era o Lawrence da princesa e o sapo, sabia? Aquele barrigudo que fez truques para parecer um príncipe.

Rimos um pouco, e logo o riso deu espaço para o choro ao relembrar minha desgraça.

Agatha coloca uma mão gentilmente em meu ombro e diz: – Eu sei, Luna. É difícil aceitar que alguém em quem confiamos tanto possa nos fazer tanto mal.

- [suspiro pesadamente] É, é difícil mesmo. [forço um sorriso] Mas pelo menos no caminho até aqui, conseguimos nos distrair um pouco, não é?

Agatha assente – Sim, foi bom podermos conversar e rir um pouco juntas. Mas agora temos que enfrentar o que vem pela frente.

[ao chegar em frente a minha casa olho para os sacos de lixo no portão, com uma expressão de confusão e tristeza] - É, parece que as coisas estão longe de serem fáceis. Obrigada por estar aqui comigo, Agatha.

Agatha me abraça Luna com carinh0 - Sempre estarei ao seu lado, Luna. Vamos dar um jeito nisso juntas. [ Descemos do carro juntas e fomos até a entrada quando fomos barradas].

O ar parou por um momento quando Matheus, o porteiro que sempre foi uma presença constante em minha vida, pronunciou aquelas palavras. "Desculpa, Senhorita Blackwood, mas o Senhor Blackwood deu ordens para não deixá-la entrar, e pediu pra lhe entregar esses sacos e essa carta, sinto muito." Senti como se o mundo ao meu redor tivesse desmoronado em um instante. Matheus, com seus olhos marejados de pena, testemunhou minha infância, me viu crescer, brincar no jardim da mansão. E agora, ele estava aqui, na minha frente, com uma ordem que me excluía da minha própria casa.

Minha voz falhou ao agradecer a ele, enquanto lutava contra as lágrimas que ameaçavam transbordar. Peguei a carta das mãos dele, sentindo um peso opressivo em meu peito. Agatha colocou gentilmente uma mão em meu ombro, como se quisesse compartilhar o fardo da dor que eu carregava. E ali, diante da minha casa, eu me vi obrigada a enfrentar mais uma prova de minha vida, desvendando os segredos que aquela carta guardava.

''Luna,

Espero que já tenha arranjado um lugar para se esconder, porque, como lhe disse, não há mais lugar para você aqui. Não quero mais você sob o meu teto. Na verdade, você nem deveria ter o meu sobrenome, só serviu para enlameá-lo.

Sempre esperei ansiosamente pelo momento em que você seria expulsa desta casa. Tive que suportar ver meus pais te idolatrando, enquanto a mim só restavam olhares de reprovação e desdém. Você sempre foi o motivo do meu tormento, Luna. Todos os olhos estavam sempre em você, recebendo atenção e cuidado, enquanto eu era relegado ao segundo plano. Decidi, finalmente, que você não vai mais morar aqui. Tudo isto é meu, e você não passa de uma intrusa, um estorvo.

Ordenei às empregadas que jogassem todas as suas coisas dentro desses sacos de lixo, onde pertencem. Porque é assim que você é vista: como lixo.

Arthur''

Caí no chão em prantos e desespero, incapaz de conter a corrente de emoções que me consumia. Arthur, meu próprio irmão, havia lançado suas palavras venenosas sobre mim como se fossem facas afiadas perfurando minha alma. Gritei seu nome com toda a minha dor, desafiando-o a enfrentar-me de frente com suas acusações covardes.

Ao olhar para a janela, vi sua expressão de satisfação, seus lábios curvados em um sorriso cruel enquanto me via sendo humilhada na rua. A imagem dele, desfrutando da minha miséria, só intensificou minha agonia.

Agatha, minha amiga fiel, testemunhou tudo incrédula, seu olhar carregado de fúria direcionado ao meu irmão. Mas assim que ele desapareceu da janela, ela se virou para mim, estendendo os braços em um gesto de consolo. Chorei em seus braços como uma criança, desabando sob o peso avassalador da traição e da dor.

Juntos, reunimos minhas poucas posses, agora relegadas a sacos de lixo, com a ajuda do motorista de Agatha. Enquanto as lágrimas continuavam a rolar, eu me sentia grata por ter Agatha ao meu lado, um raio de luz em meio à escuridão que se abatia sobre mim.

- Agatha, não tenho para onde ir! - Disse sem emoção, minha mente já absorta em pensar no que faria em seguida.

- Luna, você vai para minha casa. Nathan está sempre viajando e só vem uma vez ao mês; o quarto dele está vazio, e meus pais não vão se importar em recebê-la. Depois a gente vê o que fazer.

Chegamos à casa de Agatha, e fui recebida pelos olhares calorosos e fraternos do Senhor e da Senhora Ryder. Eles me envolveram em abraços reconfortantes, fazendo com que as lágrimas que eu tentava conter finalmente escorressem livremente. O calor do afeto familiar me atingiu em cheio, e tudo o que pude fazer foi deixar-me levar pela emoção.

A Família Ryder sempre foi um porto seguro para mim. Composta por quatro membros, minha mãe e a Senhora Ryder eram amigas desde a infância, e o destino quis que engravidassem no mesmo ano. Assim, nasceram Arthur e Nathaniel, seguidos mais tarde pela chegada de Agatha. No entanto, um acidente impediu minha mãe de ter mais filhos, e foi então que uma empregada me abandonou, com apenas alguns dias de vida. Fui acolhida por essa família amorosa, tornando-me a melhor amiga de Agatha ao longo dos anos.

Mas a rivalidade entre meu irmão e Nathaniel sempre esteve presente. Quando Nathaniel foi aceito na faculdade de Direito em Harvard aos 18 anos, meu irmão não lidou bem com a notícia. Ele optou por estudar na Universidade Federal de São Paulo, ao lado de Lian, e a partir daí, distanciou-se dos almoços em família. Não suportava ouvir os elogios a Nathaniel, alimentando assim um ressentimento que só crescia com o tempo.

Assim que me recompus, dirigi-me ao quarto onde iria ficar. O quarto de Nathaniel tinha uma atmosfera rústica, revelando pouco sobre sua personalidade. Ele nunca foi muito de tirar fotos, então minhas memórias dele eram vagas, limitadas aos raros encontros durante os almoços de fim de semana. Sempre o via imerso nos livros, com aqueles olhos azuis marcantes absorvendo cada palavra. Sorri ao lembrar desses momentos. Nathaniel era o tipo de pessoa que despertava interesse em todas as garotas, e por sua causa, muitas delas se aproximaram de Agatha, e por consequência, de mim.

Quando eu tinha apenas 12 anos, ele partiu para os Estados Unidos. Durante os anos que se seguiram, ouvia falar dele apenas ocasionalmente, sempre envolto em elogios e histórias de suas conquistas acadêmicas. Havia uma aura de mistério em torno dele, que me deixava curiosa sobre o que ele havia se tornado. Há cerca de três meses, ele voltou por conta da doença do Tio Miguel, Sua fama como advogado excepcional se espalhou rapidamente, e logo ele se estabeleceu em Gramado, um município no Rio Grande do Sul, onde foi contratado pela melhor empresa do país. Desde então, ele vem aqui apenas uma vez ao mês, e nunca tive a oportunidade de revê-lo.

Após o dia difícil que tive, decidi que era hora de relaxar. Preparei uma banheira com todos os luxos possíveis e me entreguei ao relaxamento por horas a fio. Finalmente, deitei-me na cama e sucumbi ao sono, deixando para trás as preocupações e tristezas que me assombravam.

Meus pensamentos vagavam para longe enquanto eu me entregava ao sono, buscando uma fuga temporária da realidade que me cercava.

Capítulo 3 Turbulências em São Paulo: Talvez em fique estério

Nathaniel Ryder:

Depois de chegar em casa, meus pensamentos simplesmente não param de girar. A mente insiste em voltar para a minha infância, lembrando de como Arthur Blackwood costumava competir por coisas pequenas. Nunca o vi como alguém capaz de grandes feitos, especialmente considerando que seu QI não é lá essas coisas. E Luna... ah, Luna. O que passa pela cabeça dela para se envolver com alguém como Lian Cruz? Um sujeito que não hesita em pisar em qualquer um para subir na vida.

Começo a questionar se o caráter dela é tão puro como minha irmã insiste em afirmar. A empresa dos pais dela está afundando em dívidas e enfrentando grandes perdas por má administração. Será que isso tudo não passa de um golpe para que meus pais ajudem a empresa a não fechar? Como alguém que viveu dois anos ao lado de Lian no mínimo tem um caráter duvidoso. E Luna deve estar se aproveitando da amizade entre nossas mães para obter alguma vantagem.

Decido pegar meu celular e pesquisar sobre a Senhorita Luna Blackwood. Não há uma foto dela, mas várias manchetes aparecem, todas elas falando sobre ela e Lian em festas, boates noturnas... Observo uma em particular que mostra ela saindo de um motel com Lian. A foto é borrada, mas dá para ver os longos cabelos negros. ---Mas espera aí!! Luna é ruiva, um cabelo vermelho escarlate que lembra um morango[Me questiono]. Nunca vi alguém com aquela cor de cabelo natural. Por que ela teria pintado?

Decido que preciso entender essa história e proteger minha família. Eles têm um coração muito mole e são fáceis de enganar. Pego meu celular e compro uma passagem para São Paulo. É hora de confrontar Luna e descobrir a verdade por trás de tudo isso.

Ao pegar o primeiro voo disponível, marcado para às 23 horas, calculo que chegarei em casa por volta da 1 da manhã. Arrumo uma pequena mala rapidamente, já que não pretendo ficar por muito tempo. Nunca fui fã do clima paulista.

No avião, aproveito para tirar um pequeno cochilo, mas sou levado a um sonho perturbador. Caio em um poço escuro, ouvindo apenas risadas enquanto clamo por ajuda em meio à dor e angústia. A imagem da lua e das estrelas é tudo o que

consigo enxergar. Acabo despertando com uma aeromoça me avisando que estamos prestes a pousar e que preciso deixar a cadeira reta. Sorrio ironicamente, pois esse pesadelo sempre me assombra quando venho para São Paulo.

Ao chegar em casa, entrei silenciosamente, como se estivesse entrando em um território inimigo. O dia tinha sido uma maratona de frustrações, e tudo o que eu desejava era um pouco de paz e tranquilidade no meu santuário pessoal. Mas, claro, a vida adora me presentear com surpresas.

Caminhei diretamente para o meu quarto, na esperança de encontrar um refúgio temporário dos infortúnios diários. Ao abrir a porta, fui imediatamente saudado pelo aroma característico do perfume de Agatha. "Ah, a essência da intrusão", murmurei para mim mesmo, lançando um olhar cansado ao ambiente.

Decidi então tomar um banho para lavar as agruras do dia. Sem acender as luzes, ffui até o banheiro e tomei um banho quente peguei uma toalha e seguir até minha mala em busca de uma cueca limpa, meio que esperando encontrar uma armadilha de cabelos de Agatha dentro dela. Mas, para minha surpresa (ou não), o destino tinha reservado algo muito mais cômico para mim.

Quando sentei em minha cama, pedi à Alexa para ligar uma luz fraca, preparando-me para um momento de paz. Foi então que, como se saltasse de um filme de comédia, fui abruptamente envolvido por um abraço por trás.

"Ah, Agatha, quanta gentileza", comentei sarcasticamente, esperando ver o rosto familiar da minha irmã. Mas, como sempre, a vida adora me surpreender com suas reviravoltas hilárias. Os olhos castanhos quase vermelhos da intrusa refletiam uma mistura de surpresa e desconforto, enquanto eu tentava compreender o que diabos estava acontecendo.

Antes que eu pudesse esboçar uma reação adequada, ouvi uma voz suave vindo de trás de mim. "Agatha, me deixa dormir mais um pouco, estou cansada", sussurrou a desconhecida em meu ouvido, presumindo erroneamente que eu era a própria Agatha.

--Desculpe, mas você está confundindo os endereços. Não sou Agatha, sou Nathan, o irmão que tem menos paciência e mais músculos", [retruquei, tentando manter meu humor intacto] apesar da confusão em que me encontrava.

Foi aí que as coisas se tornaram ainda mais surreais. Eu, o advogado respeitado, sendo confundido com minha própria irmã. Só podia ser um daqueles momentos em que a vida decide dar um toque de humor à minha rotina já complicada.

após uma tentava explicar a confusão, as coisas só pioraram. com o Susto da desconhecida ela acabou puxando minha toalha, me deixando completamente nu e fiquei sem reação.

e antes de conseguir expressar qualquer reação para reaver minha toalha, ela acerta chute doloroso nas minhas partes íntimas e um grito de dor depois, Agatha finalmente apareceu para salvar o dia, trazendo consigo uma lufada de alívio e, é claro, mais confusão. E quando o nome de Luna foi mencionado, tudo começou a fazer sentido, embora não menos irritante.

E assim, entre suspiros exasperados e olhares de descrença, percebi que mesmo no meu próprio refúgio, a vida encontrava uma maneira de me surpreender. E, como sempre, era eu quem saía perdendo. Mas pelo menos eu teria uma história hilária para contar nos próximos jantares em família.

Enquanto ainda estava de joelhos, com os olhos marejados pela dor, olho para Agatha e falo com um tom irônico.

-Talvez eu fique estéril agora [ Meu sarcasmo aguçado apesar da situação desconcertante em que se encontrava]. Agatha rir da situação enquanto Luna não esbolava nenhuma reação além de parecer um tomate.

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