Delegado: Ares Baker
Trilogia Irmãos da Lei
Em busca da Justiça
Livro - I
Esta é uma obra de ficção. Nomes, personagens, lugares e acontecimentos descritos são de imaginação do autor. Qualquer semelhança com a vida real é mera coincidência.
Delegado: Ares Baker
1º Edição digital – Criado no Brasil
Todos os direitos reservados. São proibidos o armazenamento e/ou a reprodução de qualquer parte dessa obra, através de quaisquer meios – tangível ou intangível – sem o consentimento escrito da autora. A violação de direitos autorais é crime estabelecido pela lei nº 9.610/98 e punido pelo artigo 184 do Código Penal.
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Delegado: Ares Baker é um romance erótico e pode conter gatilhos e assuntos delicados como álcool, abuso verbal, físico, violência, linguagem imprópria e conteúdo sexual. Esta é uma obra de conteúdo sexual destinada a maiores de 18 anos.
O texto segue as normas vigentes da Língua Portuguesa, contudo, características do vocabulário informal estão presentes para deixar a leitura mais leve.
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Olá querido (a) leitor (a), bem-vindo (a) ao primeiro livro da Trilogia Irmãos da Lei. A Trilogia relata a busca incansável de três irmãos por justiça, mas que necessitam, também, de um pouco de amor.
Nesse primeiro momento será relatado as vivências de nosso querido Delegado, Ares Baker, que em meio ao caos encontrou o amor, uma história repleta de cenas quentes, tristeza, decepção e paixão.
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●Agradecimentos●
Pois é, estou aqui, graças a vocês.
Obrigada, Deus!
Obrigada, Mãe!
Obrigada, Autoras Sinceras!
Obrigada, meus leitores!
Escrever é esquecer. A literatura é a maneira mais agradável de ignorar a vida.-Fernando Pessoa
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•Ares Baker•
Quem é Ares Baker?
Sinceramente? Não sei mais quem sou.
Eu nunca deveria ter indo naquela maldita favela, aquela invasão foi uma tremenda emboscada, perdi muitos homens, uns morreram e outros ficaram feridos, e além disso, fui salvo por uma menina, aquela morena de cabelos cacheados e olhos claros.
-Tens que tomar mais cuidado, irmão. - Estou a quase meia hora escutando a ladainha do Hefesto
Não contei para meus irmãos que tinha sofrido uma emboscada e quase morri, já tem um mês que tudo ocorreu e eles só descobriram hoje, por que o bocudo do Elliot abriu a boca.
- Calma cara. - Falo.
- Calma o caramba, Ares. - Hades se pronuncia finalmente. - Você pode ser destemido, mas é de carne e osso e não de ferro.
-Hades tem toda razão. Parece que tem mioca na cabeça ao invés de um cérebro. - Hefesto fala, senta no sofá e cruza os braços.
- Eu estou bem. Já passou, vamos esquecer o passado e focar no presente. - Falo pegando o controle da TV e me jogando no sofá.
-Se você esconder algo tão sério da gente novamente, eu mesmo acabo com tua raça, moleque. - Hades esbraveja.
-Maninho revoltou. - Falo.
- Não brinca com fogo, Ares. - Hefesto fala.
- Eu não tô. - Falo normal.
Hades sai de perto de nós, subindo as escadas. Provavelmente foi para o escritório analisar o caso de algum cliente.
- Ele ficou puto, Ares. Você só faz merda em. - Hefesto fala balançando a cabeça negativamente.
Dei de ombros e liguei a TV, prestando atenção no filme da Marvel.
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Acordei pela manhã, mais cedo do que o normal. Depois me arrumei basicamente, hoje era domingo e eu não iria para a delegacia, a menos que precisassem de mim. Desci as escadas e a mesa já estava posta, mas só eu me encontrava sentado à ela.
-Acordou cedo hoje. - Hades fala.
-Milagre. - A voz foi de Hefesto ecoa na sala de jantar.
-Esta melhor? -Pergunto.
-Sim. - Ele pega a xícara de café e toma um pouco olhando diretamente para mim. - Da próxima vez que você esconder algo tão sério de nós, se você não morrer em combate, eu mesmo te mato.
- Pra que tanta agressividade, irmão? - Pergunto rindo. - Te amo irmão.
- A conversa esta boa, mas eu tenho que ir trabalhar, amanhã tem uma audiência daquelas. -Hades fala e se retira da mesa, nos deixando para trás.
Não demorou muito e lá estava Hefesto indo embora para o tribunal e eu fiquei sozinho em casa. Sai da sala de jantar e resolvi ir para a biblioteca ler um pouco, fazia um tempo que eu não fazia isso. Peguei um livro qualquer na estante e sentei na poltrona para ler, em meio as palavras me perdi em pensamentos de um mês atrás e aqueles olhos claros invadiram minha cabeça. Como pode ser tão ousada, em enfrentar um bandido, "chefe" do morro, para defender um policial, se você defende um policial em um lugar daqueles e você é morador, sua vida esta por um triz, espero que ela esteja bem.
Sub: Olha quem mudou de ideia. Ontem estava me perguntando o que de ter mudado tanto, falando que a menina era isso e aquilo, agora tá ai, todo preocupadinho.
Para de me atormentar sub.
As vezes acho que sou meio maluco por conversar comigo mesmo, mas fazer o que se o subconsciente tem mais sabedoria que nossa razão. É como uma mãe, que fala pra não fazer tal ato, mesmo assim fazemos e depois ela esta lá falando " eu te avisei". Fui despertado de meus devaneios com aporta da biblioteca sendo aberta bruscamente, olhei assutado para a porta e lá estava a mulher da minha vida.
-Mamãe. - Levantei e fui abraça-la.
-Oi meu bebê.- Ela beija minha bochecha.
-Bebê não, mamãe.-Falo me afastando e cruzando os braços.
-Que seja. - Ela dá de ombros. - Cadê seus irmãos?
-Já foram trabalhar. - Falo me jogando na poltrona.
-Em pleno domingo?
-Sabe como eles são, fazem tudo pela causa. -Dou de ombros.
-Fala como se você não fosse igual. -Mamãe fala e senta na poltrona ao lado.
Meu celular toca e eu rapidamente atendo, era Elliot, e ele só me liga por dois motivos, pra farra ou para algum chamado importante. Atendi o celular, me levantei e já fui saindo da biblioteca, desci as escadas e só podia escutar os tiros, merda.
-Ares, eu levei um tiro. Eles recuaram, mas eu fiquei pra trás. - Elliot fala com a voz falha e eu desligo o celular praticamente correndo de casa.
Pra que merda ele foi pra essa operação, eu falei para ninguém ir, aquela favela é mais protegida que a base do exército, que ódio. Bato com força no volante, estou completamente frustrado, quando eu pegar cada um que foi para essa missão sem autorização, eu vou dá uma advertência excelente, maravilhosa, Elliot vai ser um deles, e os outros vão levar uma segunda advertência por ter deixado um dos nossos para trás. Cheguei na frente da favela e já estava tudo calmo, eu precisava entrar lá e achar o meu amigo, mas agora que a poeira tinha abaixado seria muito difícil conseguir achar o Elliot. Sozinho para ajudar outra pessoa ferida e defender nossas vidas, não daria tempo de chamar reforços, esses bandidos poderiam acha-lo e tortura-lo. Como eu odeio não ter opções válidas.
-O que você faz aqui de novo? - Quando ouvi aquela voz, meu corpo todo arrepiou.
-Meus homens vinheram em uma missão não autorizada e deixaram um para trás.
-Eu estou começando á achar que você adora ser salvo por mim.
-Claro que não. - Falo. - Mas sua ajuda seria muito útil.
-Venha comigo, ele pode esta no lixão. -Ela fala e eu a sigo.
-Que bom que esta bem. - Falo.
-E porque não estaria?
-Por ter infrentado um bandido por um policial, sabemos que quem faz isso não vive para contar história.
-Eu sei, mas o dono do morro é meu irmão, então eu estou protegida. -Quando ela terminou de falar me surpreendi totalmente.
-Porra!
-Meu irmão não foi sempre assim, nosso pai era policial e foi morto depois de tentar investigar por conta própria um caso de corrupção na corporação, então mataram ele, o lado dos mocinhos matou nosso pai, deixando meu irmão desolado e assim fazendo ele entrar na vida do crime, meu irmão não é uma pessoa do mal, ele ajuda todos nessa comunidade, é dinheiro de tráfico, mas serve para fazer reformas em escolas e hospitais, você acha que todas essas reformas é o governo que faz? Não, não é. As favelas são aqueles 10% esquecidos, é triste, mas é a realidade.
-Eu sinto muito.
-Eu sei, você é aquele 1% que não esta na corrupção. Talvez sua ajuda seja muito boa para a comunidade, o DK da favela vizinha vive tentando atacar nosso morro, ele sim é perigoso, ele não faz o bem para os moradores, cobra taxa das vendinhas e ainda tem parceria grande com os policiais, essa invasão não autorizada com certeza foi mandada por algum peixe grande, fica esperto delegado Baker, nem todos a sua volta são de confiança.
Eu não conseguia responder depois de tudo que ela falou. Andamos mais um pouco e chegamos ao tal lixão, e lá estava meu amigo desmaiado, peguei ele e coloquei em minhas costas e fui seguindo a moça por outro caminho, chegamos aonde meu carro estava parado, coloquei meu amigo lá e voltei para falar com ela.
-Como é seu nome? -Pergunto.
-Milena.
-Marque uma reunião com seu irmão, podemos juntar forças, quero saber ao máximo para desmascarar todos, assim como seu pai, eu e meus irmãos também investigamos fraldes e corrupção.
-Farei o possível. - Ela fala e sobe o morro novamente.
Entrei no carro e segui para o hospital mais próximo.
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Milena Johnson
Um mês desde quando salvei aquele policial e eu simplesmente não consigo tirar ele da minha cabeça. Fico tão nervosa com a possibilidade de sentir esses sentimentos por uma pessoa que, para mim, é totalmente proibida.
-Onde você estava, Milena? - A voz extremamente brava de meu irmão ecoou atrás de mim, me dando o maior justo.
-Porra, Mike. - Coloquei a mão no peito. - Que susto!
-Se tá assustada é por que tá devendo. Em que você se meteu dessa vez?
-Me escuta até o fim. - Peço e ele assente. - Eu ajudei um policial no ataque.
-Você fez o que?
-Calma Mike, ele é como a gente, só que do outro lado, e está disposto a nós ajudar, eu expliquei tudo para ele, e ele quer te ver, quer conversar com você, claro que sem a farda. Mike, por favor, essa é uma oportunidade única, ele é como o papai, ele também investiga por conta própria, irmão, essa é nossa chance de conseguir vingar a morte do papai.
-Mila, eu já estou enrolado até o pescoço com a comunidade e com os caras que querem nos atacar diariamente, não temos apoio dá polícia, DK tomou até nosso meio de suborno pros tiras, eu estou ferrado, eu preciso proteger todo mundo.
-Não, você não precisa proteger todo mundo, mas sei que se falarmos com o Ares, podemos ter o apoio dele e bolar um plano para acabar com tudo isso de uma vez por todas, ele tem bastante ajuda.
-Está bom.
-Obrigada, vou falar com ele.
-Amanhã, na pracinha da favela, mande ele vir disfarçado, não posso sair da comunidade.
-Okay. - Falo e saio de casa, descendo as escadas correndo para sair da favela, peguei o primeiro táxi e segui para a delegacia.
Parei em frente à delegacia, entrei rapidamente pedindo informações, perguntando se o delegado Baker estava, mas para minha tristeza, ele tinha pegado o resto da tarde de folga, falei que era um problema pessoal e que eu tinha perdido o meu celular e não conseguia me comunicar com ele, então ligaram para ele e falaram que eu o procurava, ele falou para passar o endereço dele para mim, assim fizeram e eu saí de lá agradecendo e pegando outro táxi. Cheguei na casa dele e ele já me esperava na porta, sorrindo.
-Você é muito difícil de ser encontrado. - Falo rindo.
-Ha Ha, sério? -A risada dele é tão linda. - Vamos entrar, Milena.
Não falo nada apenas o sigo. Entrando na sala vejo que tem dois rapazes e uma senhora que até então estava de costas, fiquei meio que envergonhada e sem saber o que fazer.
-Olá pessoal, boa tarde. - Falo tímida.
-Boa tarde! - Os dois rapazes me cumprimentam.
-Milena? - A senhora indaga olhando para trás e ai eu á reconheço.
-Tia Grace. - Falo indo abraçá-la. - Quanto tempo.
-Muito tempo mesmo, minha querida. - Ela beija minha testa. - Mas o que faz aqui, e com meu filho?
-Seu filho? - Confesso que fiquei surpresa.
-Meus filhos viajavam muito enquanto morei no Brasil. - Grace fala.
-Ah! - Murmuro. - Eu só estou ajudando-o em um caso.
-Você quer ser policial?
-Não, não mesmo, isso não é para mim. - Falo. - Pelo menos não mais.
-Tenho perguntas. - Ares fala. - Primeiro: De onde vocês se conhecem?
-Eu e seu pai éramos muito amigos dos pais de Milena, antes deles morrerem. Linda e Richard eram um casal tão lindo e apaixonado, Linda morreu quando Mila tinha cinco anos, perdemos ela para um câncer, já Richard era um excelente policial, perdemos ele em uma invasão mal sucedida. Depois disso, Mike e Milena sumiram, o pai de vocês morreu e eu fui para a Europa, pois estava desolada, perdemos contato totalmente.
-Eu e Mike fomos morar na favela. Perdemos tudo, aqueles sanguessugas nos tiraram até o último centavo.
-Quais sanguessugas? - Um dos irmãos de Ares pergunta.
-Seus amigos da lei. - Falo já ficando nervosa. - Meu pai não morreu em uma invasão, ele levou uma emboscada dos próprios companheiros de trabalho porque investigava a corrupção deles.
-Milena, isso é uma acusação muito grave. -O outro irmão fala.
-Hades, tudo indica que seja verdade, não há registro de Richard Johnson, tudo sumiu e quando tentei perguntar, os mais antigos na corporação desconversaram. Tem peixe grande metido nisso e eu vou descobrir, vou juntar forças com o irmão da Milena e vou me infiltrar na favela vizinha.
-O que? - O outro irmão que deduzi ser Hefesto indaga como se fosse a coisa mais absurda do mundo.
-Você está maluco? -Tia Grace pergunta.
-Tenho uma ideia. - Falo. - Eu vou com ele, meu irmão falou que vai falar com Ares amanhã, ele pode raspar o cabelo para se infiltrar, podemos mudar as roupas etc., na semana que vem, DK vai em uma reunião amigável com meu irmão e com certeza vai querer levar alguma coisa, e essa coisa vai ser eu. Ares se infiltra antes disso e se torna o braço direito de DK e vai acompanhá-lo, e vai se interessar por mim, e com isso DK vai querer me levar para satisfazer seu mais novo prodígio, vai dar certo, confiem em mim.
-É um plano arriscado, mas pode dar certo, pode dar muito certo, e assim podemos descobrir quem é o peixe grande da polícia que está com esse tal de DK. - Hades fala e todos concordamos.
Depois dessa longa conversa fui até a favela e passei todo plano para meu irmão, ele ficou puto da vida, mas concordou e achou melhor Ares não vir para a favela, pois poderia ser reconhecido por algum X9, ou infiltrado que tenha na comunidade, pois sabemos que tem. Eu estava adorando toda essa história, estava me sentindo em um filme de detetives e tal, estava até repensando a possibilidade de realizar meu sonho, de ser uma policial como meu pai foi.
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