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Depois da Dor

Depois da Dor

Autor:: Mia Connolly
Gênero: Romance
Para algumas pessoas parece que o que existe é um feliz até que... Sempre acontece algo para interromper a felicidade, e esse é exatamente o caso dele. Leonardo é um homem poderoso, bem-sucedido e muito requisitado no meio jurídico. Já passou por muita coisa em sua vida, tendo até mesmo que se adaptar algumas vezes a novas condições. Conseguiu vencer e encontrar a felicidade e o amor, contudo, a vida não é um conto de fadas com o viveram felizes para sempre. E numa reviravolta do destino as coisas mudam, o transformando num homem frio, amargurado e depressivo. Em meio a dor, o passado e o futuro podem se misturar, será ele capaz de abandonar toda a amargura e enxergar uma nova chance para a felicidade e o amor? Será que existe esperança para um coração quebrado?

Capítulo 1 Antes do Início

Todos os direitos reservados Copyright © 2022 by Mia Connolly.

Direção Editorial: Mia Connolly

EdiçõesRevisão: Nara Gomes

Projeto Gráfico e Diagramação: Mia Connolly Edições

Modelo: Daniel Sheehan

Direitos da imagem: Mia Connolly Edições

Designer de capa: Mia Connolly Edições

Todos os direitos reservados e protegidos pela lei 9.610 de 19/02/1998.

Nenhuma parte deste livro, sem autorização prévia por escrito da editora, poderá ser reproduzida ou transmitida sejam quais forem os meios empregados: eletrônicos, mecânicos, fotográficos, gravação ou quaisquer outros.

Os direitos morais do autor foram declarados.

Esta obra literária é ficção.

Qualquer nome, lugares, personagens e incidentes são produto da imaginação do autor.

Qualquer semelhança com pessoas reais, vivas ou mortas, eventos ou estabelecimentos é mera coincidência.

Classificação indicativa: + 18 anos.

A história que você está prestes a ler contém temas ou situações de todos os tipos, que podem incomodar os leitores.

Texto de acordo com as normas do Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (Decreto Legislativo nº 54, de 1995)

Contato: connollysmia@gmail.com

...SÉRIE DEPOIS: ...

Depois de Traído - Livro I

Depois da Dor - Livro II

...INTERAÇÃO COM A AUTORA...

Instagram: @miaconnollys

Facebook: @connollysmia

E-mail: connollysmia@gmail.com

Para algumas pessoas parece que o que existe é um feliz até que...

Sempre acontece algo para interromper a felicidade, e esse é exatamente o caso dele.

Leonardo é um homem poderoso, bem sucedido e muito requisitado no meio jurídico. Já passou por muita coisa em sua vida, tendo até mesmo que se adaptar algumas vezes a novas condições.

Conseguiu vencer e encontrar a felicidade e o amor, só que a vida não é um conto de fadas com o viveram felizes para sempre. E numa reviravolta do destino as coisas mudam, o transformando num homem frio, amargurado e depressivo.

Em meio a dor, o passado e o futuro podem se misturar, ele será capaz de abandonar toda a amargura e enxergar uma nova chance para a felicidade e o amor?

Será que existe esperança para um coração quebrado?

Recado da Autora

Esse livro narra o que acontece na vida de Leonardo Resende, pela perspectiva dele dos acontecimentos, e ele fará passagens de tempo entre passado.

Capítulo 2 Dias de Hoje

Londres

Dias atuais

Leonardo

Como todas as sextas-feiras após sair do tribunal, passo em minha casa, tomo um banho, coloco um jeans e camiseta, converso com Mirella e Mateus ao telefone e sigo para um bar e prostíbulo que tem um pouco afastado da cidade.

Assim que sento, peço meu whisky duplo e puro de sempre e acendo um cigarro, depois da terceira rodada eu escolho uma das garotas e subo para um quarto, já tem um tempo que venho aqui e os funcionários do local já conhecem a minha rotina e sabem que não gosto de conversar.

A garota me segue em silêncio, quando entramos no quarto, mando ela tirar a roupa, assim que ela o faz, mando se aproximar e tirar a minha roupa, reparo em seu rosto e me recordo que já a comi outras vezes, melhor assim, não preciso perder tempo explicando o que ela pode ou não fazer.

Ela retira minha camisa e segue desabotoando minha calça e a descendo, levando junto minha cueca, nem a deixo levantar.

- Chupa! -

Ordeno e ela me abocanha, ela tira sua mão do chão, fazendo menção de me acariciar.

- Não! Mantenha suas mãos no chão.

Seguro sua cabeça e começo a estocar em sua boca, fico ali, tentando descontar meu estresse, quando estou bem duro retiro de sua boca, coloco o preservativo e falo.

- Fica de costas para mim. -

Ela faz o que mandei, então a empurro até a parede, onde ela apoia as mãos.

- Separa um pouco as pernas. -

Ordeno enquanto me aliso, a deixo na parede como se ela fosse ser revistada, então encosto por trás, seguro em sua cintura, uma mão minha desce conferindo se ela está lubrificada, afinal não quero machucar a garota.

- Tá seca Porra! -

Resmungo a soltando e olho em volta, ela sai da posição que estava.

- Não mandei se mexer, fica parada aí. -

Pego um lubrificante que tem a disposição no quarto, passo em minha mão e volto a encaixá-la por trás, esfrego minha mão nela, espalhando bem o lubrificante, me posiciono e vou entrando devagar, assim que estou todo dentro eu começo a estocar forte, estoco com raiva, até derramar minha porra toda no preservativo.

- Arghhhhhh, caralhoooo! -

Saio de dentro dela, vou ao banheiro, descarto o preservativo dando um nó antes de jogá-lo no lixo, me limpo, volto ao quarto, me visto e desço, tomo mais uma dose de whisky enquanto fumo um cigarro, pago pela bebida, pela garota, pelo quarto e lubrificante, volto para minha casa.

Assim que chego, pego uma garrafa de whisky e me jogo no sofá, bebendo no gargalo mesmo, esse horário a empregada já foi embora e até segunda-feira pela manhã estarei completamente sozinho.

Fico ali, contemplando a minha merda de vida até apagar no sofá mesmo. Acordo no dia seguinte, por volta das onze da manhã, vou à cozinha e preparo um café preto bem forte, assim que fica pronto, tomo uma caneca bem grande, sem açúcar, vou para o meu quarto, tomo um banho e me jogo em minha cama, por volta das três da tarde levanto, coloco uma lasanha congelada no micro-ondas e como, lavo, seco e guardo a louça que sujei pois não suporto bagunça e sigo para a academia que tenho em casa, fico ali fazendo diversos exercícios para ficar bem exausto. Até que olho no relógio e já são cinco e quarenta da tarde, corro tomar um banho, porque sei que quando der dezoito horas Mirella irá me ligar, não importa o dia da semana, o que está acontecendo, ela me liga religiosamente todos os dias as dezoito horas e nem sei como ela consegue, já que lá são apenas duas da tarde, mas ela não falha e eu não sou nem louco de não atender.

Uma vez meu celular descarregou, quando eu dei por mim e coloquei no carregador já era tarde da noite, acabei deixando para falar com ela no dia seguinte, de manhã vi que tinham mais de cem mensagens dela e quando eu liguei era o dela que estava na caixa postal, fui trabalhar, pensando que falaria com ela no fim do dia, na hora da ligação, mas perto da hora do almoço eu fui surpreendido no meu gabinete. A maluca pegou Mateus e se enfiou no último voo da noite anterior que saiu de São Paulo com destino a Londres.

Flashback ON...

Estou sentado em meu gabinete estudando um caso quando ouço uma batida na porta.

- Entra. -

Assim que a porta abre, um pequeno furacão em forma de mulher entra correndo e se joga em meus braços começando a chorar.

- Nunca mais faça isso, eu achei que tinha acontecido alguma coisa com você. -

- Ei! Pequena, não chora, o que aconteceu? O que você está fazendo aqui? -

- Você não me atendeu, seu celular só dava fora de área, eu achei que tinha acontecido alguma coisa. -

Vejo Mateus encostado no batente da porta rindo, ele me olha e logo diz.

- Porra cara, passei a noite em um assento de avião por sua causa, como você está irmão? -

- Tudo na mesma, desculpa pequena, meu celular descarregou, quando percebi já era de madrugada, achei que não teria problema falar com você só a noite. -

Ela me solta e me analisa por um instante.

- Não faça mais isso, eu vou sempre ligar as dezoito horas, portanto esteja pronto para me atender, ou largo tudo e corro para cá, agora vem, você vai nos levar para almoçar. -

Saímos para o almoço e eu pergunto como ela conseguiu isso e ela disse que desde que mudei para cá, eles mantém os passaportes e vistos em dia, para poder viajar a qualquer momento sem problemas, nem questionei o fato de Mateus estar junto, ele é louco por essa mulher e faz tudo que ela quer e sei que não deixaria ela vir sozinha independente do compromisso que ele tivesse, desde que começaram a namorar e ele se recuperou, Mirella sempre foi e sempre será sua prioridade.

Leonardo

Pego uma xícara de café e não demora meu celular toca, atendo logo no segundo toque.

- Oi pequena. -

- Como você está querido? -

- Igual ontem. -

Ela me olha feio e pergunta.

- Vai sair esse fim de semana? -

- Você sabe que não. -

- Você precisa sair Leonardo, já está na hora. -

- Eu saí ontem. -

- Não estou falando de bar e putero Grandão. -

- Fala para o linguarudo do Mateus que eu vou cortar a língua dele fora. -

- Eu estou aqui irmão! Desculpa aí, ela estava se arrumando quando você me contou, então ela ouviu, mas prometeu que não ia falar nada. -

Ele beija o rosto dela sorrindo.

- Até parece que temos segredos. -

Ela me diz sorrindo.

- Não temos, mas mesmo assim, tem coisas que eu tenho vergonha. -

- Vergonha de que? Já esqueceu que eu já limpei sua bunda? E vi seu amigo aí mais de uma vez e até peguei nele para limpar? -

- O que é isso amor! -

Mateus diz caindo na risada.

- Está certo pequena, você tem razão. Como estão todos aí? -

- Bem, mas Miguel está com saudades de você, prometi a ele que você virá para o aniversário de setenta e cinco anos dele, vou fazer um almoço de família. -

- Pequena isso é daqui dois meses, não sei se consigo ir... -

- Não quero saber Grandão, dá seu jeito, prometi que vou reunir a família toda nesse dia, e já estão todos avisados. -

- Mateus? Me ajuda aí cara... -

- Nem vêm cara, o pai só te viu uma vez desde que você se mudou, ele sente sua falta e além do mais você sabe que não vou contrariar a Mi. -

- Tudo bem, eu vou ver o que faço. -

- Isso aí! Dá tempo suficiente para você se organizar... Beijo meu bem, até amanhã! -

- Tchau cara. -

- Tchau, beijo pequena, cuida dela cara. -

Desligo o telefone e continuo na sala. Minha família e principalmente Mirella e Melissa, são os únicos que ainda trato com carinho ou converso um pouco.

Peço uma comida, e já pego uma garrafa de whisky, aliás é o que mais tem em minha casa, whisky e cigarro. Assim que a comida chega, como um pouco e sigo para a área da piscina com minha garrafa e uma carteira nova de cigarro, fico ali bebendo até fumar a carteira toda, depois me jogo em minha cama e apago, no dia seguinte acordo com a cabeça estourando já são duas da tarde.

Hoje é domingo e como não vou beber, eu como um frango e uma salada, limpo tudo e sigo para a academia, malho a tarde toda, seguindo a rotina de parar para o banho e falar com Mirella, depois da ligação faço um café e um sanduíche e depois volto para a academia, fico correndo na esteira até às nove horas da noite, tomo um banho e me deito exausto, acabo apagando de cansaço, por volta das três da manhã, acordo desesperado, com o mesmo pesadelo que me atormenta a anos.

Me permito chorar em minha cama, lembrando que na realidade o pesadelo nada mais é do que uma lembrança do pior dia da minha vida, fico ali rolando na cama, até me levantar às cinco da manhã para minha rotina semanal. De segunda a sexta eu levanto, corro trinta minutos na esteira, tomo banho e me arrumo, preparo e enquanto tomo café leio o jornal, vou para meu gabinete ou audiências, permaneço lá até às dezessete horas, chegando em casa por volta das dezessete e trinta, as dezoito horas falo com Mirella, depois vou para academia e fico lá mais ou menos até às nove da noite, aí tomo banho, janto, e me deito, às vezes durmo, às vezes tenho insônia, quase sempre acordo com o pesadelo.

E assim sigo, até chegar sexta e ir ao bar, onde tomo meu whisky, fodo uma puta para satisfazer meus instintos de homem, afinal já estou com cinquenta anos e não gosto de me aliviar na mão. Então volto para casa, sexta e sábado normalmente bebo até apagar, domingo me recomponho e a rotina começa toda novamente. Assim sigo, nesse borrão que se tornou essa merda de vida.

Capítulo 3 Dias de Hoje 2

Leonardo

Londres - Dias Atuais

Na mesma rotina mais quinze dias se passam, e hoje é um dia que se eu pudesse nem acordaria, as lembranças e pesadelos se tornam mais fortes nessa época, e agradeço aos céus por ser sexta-feira.

Como não tenho nenhuma audiência, cancelei minha ida ao gabinete, e antecipei minha rotina de bebedeira, começando ontem assim que desliguei o telefone, após falar com Mirella.

Logo que acordei, percebi que estava deitado no chão da sala e haviam duas garrafas vazias ao meu lado, ao invés de uma como de costume, explicando o fato de minha cabeça latejar mais que o normal e meu estômago estar embrulhado, após permanecer um bom tempo parado olhando para o teto, me levanto meio zonzo rumo a cozinha, penso em fazer um café, mas quer saber, que se foda, pego outra garrafa e sigo para o meu quarto, hoje faz cinco anos que minha vida se transformou nesse inferno.

Fecho as cortinas e me jogo na cama, dando um longo gole no gargalo da garrafa, lágrimas começam a rolar e eu viajo pelo tempo, passando minha vida em minha mente como se fosse um filme.

A raiva e a fúria me tomam e eu me levanto, pego tudo o que eu vejo pela frente, arremessando contra a parede, até que no quarto sobre apenas os móveis intactos.

- Porra! -

Percebo que quebrei a garrafa que estava bebendo, então desço em busca de outra, abro a garrafa, mas ainda estou com raiva, pego meu celular e ligo para o putero que vou toda sexta, o dono me conhece, peço para ele me mandar uma puta que seja discreta, decido tomar um banho, entro no chuveiro gelado, lá novamente minha raiva aflora e por mais que eu tente respirar fundo e me acalmar, eu não consigo, quebro todos os produtos que estão na bancada da pia do banheiro. Após quebrar tudo, respiro e nem me seco, apenas enrolo uma toalha na cintura, procuro entre a bagunça a escova de dentes e a pasta, assim que termino eu desço para esperar a garota, ela não passará do hall de entrada.

Enquanto caminho, a toalha que estava na minha cintura cai, foda-se! Continuo caminhando pela casa pelado mesmo, não tem ninguém, dispensei a empregada essa semana toda, ela só virá na quarta-feira.

Não sei quanto tempo depois a garota chega, droga, não conheço essa, e ainda parece uma menina... Mas, que merda mesmo!

- Quantos anos você tem? -

Pergunto para me certificar, mas sei que o dono do local não iria dar esse mole de ter uma menor de idade trabalhando para ele.

- Vinte e um. -

Ela responde se aproximando.

- Fique parada aí...

Eu digo e ela me olha confusa e assustada.

- Eu tenho algumas regras: sem nomes, não me interessa o seu e pouco me importa se você sabe o meu, sem falar, a menos que eu pergunte algo, sem me tocar, a não ser que eu mande, sem beijo, e eu só fodo em pé... Você aguenta? -

- Sim, senhor. -

Ela responde sorrindo e eu reviro os olhos.

- Ótimo, tire a roupa e me espere aqui. -

Me viro e sigo para o escritório, onde pego algumas camisinhas e um sachê de lubrificante em minha carteira e volto a encontrando já nua no meio da minha sala.

- Achei que tinha mandado você esperar na porta. -

- Desculpa, eu... -

- Não foi uma pergunta, vêm! -

Falo enquanto ando, vou até o hall e me encosto na porta.

- Se ajoelha, chupa, e não coloca a mão. -

Já falo para não me estressar, ela me abocanha e eu já seguro a cabeça dela, começo a mover a cabeça dela para frente e para trás, sinto meu pau bater em sua garganta e até que a puta tem uma boquinha bem gostosa, começo a estocar com força na boca dela, movo sua cabeça e meu quadril, forte e rápido, e acabo gozando na boca dela. Respiro para recuperar meu fôlego, então solto sua cabeça.

- Fique aí ajoelhada como está, eu já volto. -

Saio dali e vou à cozinha, tomo uma água e volto, me encosto na porta novamente.

- Agora fica em pé e se toca. -

Mando ela se masturbar, preciso disso para ver se me acalmo um pouco. Ela começa a se acariciar, e eu começo a me massagear, então me afasto da porta e começo a colocar o preservativo.

- Se encosta na porta do jeito que eu estava. -

Me aproximo dela, me ajeitando para que minha virilha fique na altura da dela e a penetro, viro minha cabeça para o lado e fico ali, estocando fundo e forte, descarregando toda minha raiva, quando sinto que vou gozar novamente, saio de dentro dela, pego o lubrificante e passo, a viro de costas para mim, prendendo-a na porta, com a ajuda das mãos vou ajeitando-a até que a penetro de uma vez, é bem apertado e ela dá um grito quando entro. Algumas estocadas fortes e gozo novamente, fico ali, parado, respirando fundo, ainda dentro dela, assim que minha respiração estabiliza, eu saio.

- Pode se vestir e ir embora. -

Ela se vira para se vestir e noto que ela está chorando. Puta que pariu!

- Caralho garota, está chorando porquê? -

Ela se assusta e baixa a cabeça.

- Responde merda! -

- Eu, nunca tinha feito anal, doeu um pouco, desculpa. -

- Porra garota, eu perguntei se você aguentava, puta que pariu! -

Passo as mãos na cabeça, sei que sou um porco cretino, que só uso o corpo das mulheres para o meu próprio prazer, mas é por isso que eu pago prostitutas. Porém não gosto de machucar nenhuma mulher. Eu sinto minha fúria e raiva voltando, mas tento respirar e me controlar.

- Espere aqui. -

Vou à cozinha e volto com uma garrafa de água, ela já está vestida.

- Senta um pouco e bebe essa água. -

Ela me obedece e enquanto bebe a água, algumas lágrimas ainda escorrem pelo rosto dela.

- Me desculpe se eu te machuquei, não foi minha intenção, não sei porque Piter te mandou, ele sabe do meu jeito. -

- Ele não sabia de mim, quando comecei com ele, disse que já tinha feito de tudo. Não precisa se desculpar, você não tinha como saber, eu que peço desculpas por essa cena, obrigada pela água, mas agora é melhor eu ir. -

- Tá! -

Ela levanta e sai, e eu fico ali olhando ao redor de minha casa, me sentindo ainda pior do que eu estava, vou ao escritório em busca de bebida, pego todas as garrafas que encontro, volto para sala e me sento no tapete, começo a beber, novamente me sobe uma raiva e taco a garrafa longe, me levanto e arremesso contra a parede tudo que consigo, enquanto entorno a segunda garrafa, sento novamente no tapete, em meio as garrafas e começo a chorar enquanto bebo, fico ali não sei por quanto tempo.

Já estou tão bêbado que nem consigo raciocinar, quem dirá me levantar, me arrasto tentando alcançar uma garrafa que está mais afastada, desisto, pego a outra que está ao meu alcance, meio zonzo, escuto a porta da frente ser aberta.

- CARALHOOOO! O que aconteceu aqui? -

Mateus fala e Mirella se aproxima se abaixando.

- Meu Deus! Leonardo! Amor me ajuda aqui. -

Ela diz e coloca as mãos em meu rosto me fazendo olhar para ela, nem levar a garrafa que peguei a boca eu estava conseguindo mais, seguro ela ao lado do meu corpo, enquanto Mirella me olha.

- Calma querido, nós vamos te ajudar, estamos aqui por você. -

Mateus e ela me erguem do chão, me apoiando para que eu me mantenha em pé.

- Você consegue andar Grandão? -

- Vamos cara, vamos para o chuveiro. -

Eles me arrastam, e eu embolado solto algumas palavras.

- O... Que... Vocês... Estão... fazendo... Aqui? -

- Viemos te ver cara, e acho que foi bom. -

Ele fala enquanto praticamente me arrastam escada acima.

- Eu tô peladão... -

Falo dando risada e ele responde.

- Já vimos cara. -

- Sai daqui pequena. -

- Como se eu nunca tivesse te visto pelado antes. Jesus amado! Segura ele amor, que eu vou olhar o banheiro. -

Ela fala quando vê meu quarto destruído.

- Vamos ter que usar um de hóspedes, o banheiro também está detonado. -

Eles me arrastam para um quarto ao lado, entramos no banheiro e Mirella liga o chuveiro no gelado.

- Porra Leonardo! Podia ao menos ter tirado a camisinha gozada. Que nojo cara! -

Noto que a camisinha ainda está no meu pau, só que agora, meio pendurada já que ele está mole, tento levar minha mão para tirar, mas a bebedeira está tão forte que me desequilibro, Mateus me segura com os dois braços e Mirella se aproxima e retira a camisinha de mim, balançando a cabeça em negação e rindo.

- Eu amo vocês! -

- Nós também te amamos querido. -

Ela me responde e Mateus ri balançando a cabeça, ele tenta me colocar embaixo do chuveiro, como não consegue, acaba entrando comigo, molhando toda sua roupa.

- Vou pegar roupas e toalhas para vocês. -

Ela sai e Mateus fica me segurando, enquanto a água gelada escorre em nós dois, Mirella volta e ao ver os dois ali, tentando cuidar de mim, sem julgamentos, eles me olham com amor e paciência, eu desabo num choro sentido. Mateus me abraça e eu me agarro nele chorando mais ainda, Mirella acaricia minhas costas, e eles permanecem ali, ao meu lado, me dando apoio, até que eu me acalme.

- Vem, vamos secar vocês antes que fiquem gripados. -

Mateus me senta no vaso sanitário e Mirella começa a me secar, enquanto ele tira a roupa e se seca.

- Peguei um short e camiseta de Leonardo para você amor, não quis descer pegar a mala para ser mais rápida.

- Tudo bem, amor, depois eu pego. -

Ela me seca, me veste uma cueca e um short, me fazendo levantar e apoiar nela para poder subir os dois, como fazia anos atrás.

- Vem, vamos deitar. -

Ela fala e eles me levam ao quarto de hóspedes e Mirella arruma a cama e logo me deito.

- Vou fazer um café e ver se consigo preparar algo para comermos. -

- Eu já desço te ajudar minha vida. -

- Está tudo bem amor, fica aqui com ele. -

Ela dá um beijo em minha testa um selinho em Mateus e saí, ele se senta na cama ao meu lado e acaricia meu rosto.

- Me dói muito te ver assim irmão, queria saber como te ajudar a superar isso. -

Lágrimas escorrem de meu rosto, e ficamos ali em silêncio, Mateus começa a acariciar meus cabelos e em meio as lágrimas eu acabo apagando.

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