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Desafiando o amor

Desafiando o amor

Autor:: Ana Elói
Gênero: Romance
Sou fiel a minha profissão e sou fiel ao meu marido. Até ai nenhum problema. As coisas começa a complicar quando te digo que sou policial... Tá bom ainda não é a parte complicada, mas é a ponta do iceberg. Meu marido é o criminoso mais temido em Atlanta. Como uma policial pode se envolver com um criminoso? Simples. Ela ver uma versão dele que ninguém ver e acha que pode tirar ele dessa vida. Engano meu.

Capítulo 1 C1

Sentei na cama esfregando meus olhos e bocejando, abrir meus olhos olhando o grande quarto que me encontrava. No centro do quarto um lindo tapete no chão, dois sofás com uma mesinha de centro, uma cama enorme e claro sem contar com o banheiro e o closet. Acabei sorrindo. Esse quarto dá a metade da minha casa, mas tenho coisas melhores para se pensar. Sorrir mais ainda lembrando da noite passada, uma ótima noite assim como as outras quando estamos juntos. Pena que não é com muita frequência que isso acontece, mas estou acostumada.

Tenho que está. Não tenho muita escolha sobre a isso e nem perco mais meu tempo parando para pensar.

– Bom dia, linda.

Fechei meus olhos sorrindo por ouvir sua voz rouca. Abrir meus olhos novamente vendo o homem maravilhoso que eu tinha, mas claro ele tinha seus defeitinhos. Coloca defeitos nisso. Porém, não nego que o amo. Que homem não tem seus defeitos... meu marido não seria diferente.

– Bom dia, amor.

Ele veio até a mim para me beijar. Seu corpo ainda estava molhado e seu cabelo estava caindo umas gotas d'água. Ele acabou de tomar banho e nem me chamou. Temos poucos tempos juntos e deveríamos aproveitar ao máximo. E isso inclui o banho, com toda certeza. Abracei ele e fiz deitar comigo de novo.

– Vai molhar a cama toda, Madison! – Ele brigou comigo.

– Não ligo, ninguém mandou você levantar cedo.

– Tenho que ir trabalhar. – Falou levantando e entrando no closet.

Dei uma risadinha, difícil não dar aquela risadinha debochada. Esse era o defeitinho dele, o desonesto trabalho do meu marido.

– Trabalhar? Seu trabalho poderia ser mais digno. – Abracei meu corpo esperando ele sair do closet.

– É o que eu faço! E você sabia disso, quando se casou comigo.

Paramos no mesmo assunto. Fui para o banheiro ignorando o que ele disse e escovei meus dentes. Minutos depois sentir ele me abraçando por trás e nosso olhar se encontrou através do espelho. Me abaixei para lavar a boca e empinei minha bunda de propósito dando uma rebolada no seu amiguinho. Ele segurou minha cintura com força e fez eu levantar de novo.

– Para de provocar.

É o que mais gosto. Provocar quando ele pode fazer nada, apesar que às vezes nos atrasamos por causa disso.

– Eu não estou fazendo nada de mais. – Sorrir, mas logo meu sorriso se desfez. Suspirei. – Não vai. – Pedi.

– Madison...

– Drake, é sério...

– Como já falei: você sabia o que faço, quando se casou comigo.

Olhei para o chão apoiando minha mão na pia. Talvez tenha sido uma idiota naquela época. Queria que as coisas fossem diferentes, muito diferentes. Talvez eu pensasse que tudo poderia mudar depois que casamos. Mas quando se ama suportamos certas coisas, pelo menos até onde aguentamos... Até quando será assim? Ou até quando aguentaremos?

– Você não se arrepende, não é? – Não respondi. – Madison... Estou falando com você.

Não queria começar o dia de hoje brigando. Quase não nos vimos e se possível seria bom evitar brigas. Sair dos seus braços ainda sem responder e voltei para o quarto. Ajeitei minha camisola no corpo e voltei a deitar na cama. O dia será longo...

– Você quer me ver estressado? Porque está conseguindo. – Olhei para ele. – Porra, Madison! Você está arrependida de ter casado comigo?

Revirei os olhos, esse acabará tendo um treco, ele fica estressado muito rápido. Drake precisa tomar uns calmantes de vez em quando. Meu Deus, me dê paciência e muita. Subir em cima da cama ficando maior do que ele, chamei ele com a mão. Drake ficou meio cismado, mas veio andando lentamente até a mim como se eu fosse sua caça e ele o caçador. Meu caçador, meu homem e meu marido.

Envolvi meus braços no seu pescoço, Drake estava levemente vermelho, era assim que ele fica sempre que está estressado ou chorando, uma coisa que só vi uma ou duas vezes desde que estamos juntos. Coloquei minhas pernas ao redor da sua cintura me pendurando nele, mas o filho de uma boa mãe não me segurou nem teve reação nenhuma. Apenas ficou olhando para minha cara. Birrento como sempre. Pior do que criança.

Continuei pendurada nele e mordi seu lábio inferior dando um beijinho em seguida. Olhei nesses lindos olhos cor de mel e sorrir.

– Nunca vou me arrepender, Drake. São quatro anos de casados. – Beijei sua bochecha. – Quatro anos complicados, mas estamos aí.

Sim, são quatro anos juntos.

Eu estava ficando cansada e para minha alegria ele resolveu me abraçar colocando as duas mãos na minha bunda, mas continuava sério. É gostoso de qualquer jeito.

– Você sabe, o quanto gosto de você.

As palavras eu te amo não são tão frequente no seu vocabulário. Mas ele nunca deixou de provar isso. Suas atitudes me mostram constantemente o sentimento que ele tem por mim. Foi Drake que planejou o nosso casamento. Sim, o cara mais temido de Atlanta.

– Eu sei.

– Espero que a sua profissão não nos separe...

– Ou a sua! – Rebati.

Drake fez uma careta.

– Sou bom no que faço.

Parei de abraçar ele, apenas com minhas pernas em volta da sua cintura e coloquei minhas mãos na cintura olhando para ele indignada, Drake me segurou mais forte para não cair. Mas não deve ser peso nenhum me segurar, porque parecia que sou um papel em sua mão já que o mesmo não demonstrava nenhum sinal de cansaço. Ele gosta de me deixar estressada!

– Está dizendo que eu não sou boa no que faço?

Drake riu. Oh, desfiz a carranca dele.

– Isso é o que você está dizendo.

– Idiota!

Antes que começasse a bater nele, Drake me puxou pela nuca e me beijou até tentei me soltar dele, mas foi em vão. Seus beijos são os melhores e muito, muito difícil recusar. Consigo ser forte às vezes, mas não vou me segurar agora. Fiquei brincando com seu cabelo perto da nuca desejando que aquele beijo nunca acabasse, mas para minha tristeza a falta de ar veio. Encostei minha testa na dele e ficamos assim por um tempo olhando um para o outro.

– Quando vai deixar de ser policial?

Sorrir.

– Quando vai deixar de ser um criminoso?

Drake deu um meio sorriso. Isso não vai acontecer. Ele selou nossos lábios em um selinho rápido. Drake me deitou na cama ficando por cima de mim. Poderíamos passar o dia todo assim. Um casamento normal seria bom.

– Até quando vamos ficar assim? – Ele cariciou minha bochecha.

– Até você sair do crime?

– Ah, para. – Drake negou com a cabeça. – Você só é policial por causa do seu pai.

– Drake, eu gosto do que eu faço.

Meu pai é o delegado de Atlanta, ele sabe sobre meu envolvimento com o Drake e o odeia com força total. Vocês já devem imaginar o porquê, não é? Liam, meu pai, é contra tudo que envolve eu e Drake, mas deixa eu tomar minhas próprias decisões. Já tenho vinte e quatro anos, e acho que ser casada com um criminoso não é um orgulho para qualquer pai. Ainda mais por ser delegado da cidade e Drake ser um criminoso mais temido de Atlanta. Por mais que todos saibam que Drake mexe com tal coisa não tinha uma prova sequer contra ele. Ah, detalhes para as pessoas da cidade, as pessoas que não mexem com essas coisas acreditam que ele é apenas um empresário. Já que suas boates são muito famosas aqui.

– Ele fez você pensar que gosta. Por que seu irmão não é policial como você? – Drake sempre batia na mesma tecla.

Jack Fischer tinha vinte e dois anos, não trabalhava, pelo menos que eu saiba. Meu pai tentou ajudar ele em tudo possível para encontrar um rumo na vida, mas não adiantou. Jack quer tudo fácil e chegou a se envolver com mulheres ricas só para não precisar trabalhar. Esse é o irmão que tenho que aturar. Queria entender o que fizemos de errado para ele seguir esse rumo.

– Porque Jack é um perdido na vida! – Bufei. – E não quero você dando drogas para ele.

Drake saiu de cima de mim e saiu da cama. Ele pegou uma camisa em cima do criado-mudo.

– Eu não faço isso.

Revirei os olhos.

– Imagina se fizesse.

Foi a vez de Drake revirou os olhos.

– Tenho que ir. Se cuida e caso acontecer alguma coisa me liga. – Drake falou pegando a carteira e vindo me beijar.

– Tá bom. Se cuida também. – Abracei ele forte. – Eu te amo.

Drake me soltou e olhou para mim sorrindo mostrando suas covinhas, deixando com uma cara inocente. Que ironia. Como amo cada sorriso dele, cada parte dele e o que temos é incrível mesmo sendo perigoso. Não tem como eu me arrepender de ter casado com ele, de ter escolhido ele e de ter amado como sempre amarei ele. Drake sempre me propõe momentos inesquecíveis ao seu lado. E mantenho a minha esperança de que as coisas vão mudar.

– Eu também te amo. – Me deu um selinho. – E é sério, me liga caso aconteça alguma coisa, caso precise de ajuda ou até mesmo se precisar de uma simples informação...

– Drake, relaxa! É apenas mais um dia como qualquer outro.

Ele bufou concordando e me beijou de novo antes de sair. Afundei na cama novamente não querendo levantar, mas as ruas não estarão seguras sem minha presença.

Porque sou ótima no que faço!

Capítulo 2 C2

– Atrasada querida, atrasada. – Liam disse quando entrei na sua sala.

– Pai, não começa. – Sentei em sua frente.

Eu não estava atrasada, mas ele deve imaginar aonde passei a noite. Então vai ficar implicando até não querer mais é sempre assim. Como eu tenho esperança de que as coisas possam mudar, ele tem esperança de que eu e Drake termine. Liam ficou me olhando com ternura e pensei até ter visto seus olhos marejados.

– Você sabe que te amo, não é?

– Pai...

– Só quero teu bem, querida. Seu bem e do seu irmão. Vocês são os meus bens mais preciosos...

– Não quero brigar, por favor. – Pedi.

Liam respirou fundo se ajeitando na sua cadeira giratória e olhou para o porta-retratos em cima da sua mesa na foto estávamos eu, ele, Jack e minha mãe. A gente estava na praça fazendo piquenique e nesse dia meu irmão deixou entornar sorvete no meu lindo vestido branco, éramos crianças na foto e Jack me deixava de cabelo branco de tanto que era atentado. Sinto saudades daquela época, todos sentimos.

– Sinto saudades dela. – Sussurrei.

Liam sorriu.

– Também.

Laura, minha mãe, morreu em um acidente de carro. Ela era médica e nesse dia teve que fica até mais tarde no hospital na volta para casa era de madrugada e chovia muito. Eu tinha dezenove anos quando tudo isso aconteceu, Jack ficou arrasado, mas juntos tentamos superar. Porém mãe é mãe e nos deixou saudades. Talvez as coisas fossem diferentes agora, ela sabia do meu relacionamento com Drake. Mas em questão do Jack, eu acho que ele ficou desse jeito depois da morte de nossa mãe.

– Vamos voltar ao trabalho. – Liam ficou sério. – Archy, fugiu na cadeia.

– Louis Archy? – Perguntei surpresa.

– Sim, ele mesmo.

– Ele não estava em Londres?

– Estava e resolveu fazer Atlanta a sua nova moradia. – Liam debochou. – Coisa que não vamos deixar.

E acreditei que poderia ter um dia tranquilo, mas estava enganada. Louis Archy é um gangster que saiu correndo de New York depois que seu grupo foi pego, dizem que ele é perigoso e sua fixa não mente. O cara mata sem piedade e ama torturar as pessoas isso até me lembra o... Drake. Tento não levar meus pensamentos para esse lado. Louis fez o seu nome através dessas torturas e cresceu na vida do crime. Foi difícil pegar ele e agora esse homem foge. Espero que esse caso possa ser resolvido o mais rápido possível.

– Já temos problemas com os nossos. – Revirei os olhos. – Vamos ter que ficar de olho nesse também.

– A vida não é fácil, filha.

Revirei os olhos novamente.

– Espero que esse Archy não dificulte muito as coisas.

[...]

– Boa tarde, donzela de Atlanta.

Eu ri.

– Larga de ser idiota, Paulo!

Abri a porta do carro e sentei no banco de carona, pronta para mais uma rotina. O dia está bem bonito hoje. Paulo entrou logo em seguida.

– Poxa, não gosta quando te chamo de donzela, princesa, rainha...

– São palavras muito delicadas para minha.

E era mesmo. Não sou delicada como pareço ser.

– Mas é verdade...

– Me chama de Mandy.

Ele ligou o carro e seguimos pelas ruas de Atlanta.

– Ah, não! É muito comum e somos íntimos o suficiente para temos apelidos. – Paulo falou sorrindo.

Não tão íntimos assim.

– Mesmo assim, você sabe que não gosto dessas frescuras de apelidos. E estamos trabalhando. Fim de papo. – Dei um fim nessa conversa.

Não tem porque ele me chamar assim. Ajeitei minha roupa e fiz um rabo de cavalo no cabelo para não me atrapalhar. Depois de algumas horas nas ruas Paulo parou o carro em frente a lanchonete Clayton'S e foi pegar nossos lanches para comermos, sair do carro e me escorei no capo esperando Paulo. Sentir meu celular vibrar e olhei para os lados para ver se não tinha nada suspeito, antes de pegar meu celular.

"Não gosto de ver você perto desse idiota!" – Drake.

Eu ri. Humm, meu ciumento deve estar por perto.

"Onde você está?"

"Por que quer saber? Quer me prender?" – Drake.

"É o sonho dos policiais de Atlanta, mas no meu caso só se for para prender na minha cama."

"Eles são iludidos... Gostei dessa parte de prender na cama. Você com essa farda de policial é uma delícia! Podemos tentar, hein?" – Drake.

Ri alto, imaginando Drake mordendo os lábios e sorrindo malicioso. Sonho dele fazer isso. Não realizei até hoje e não pretendo.

– O assunto está bom, hein? – Paulo falou.

Olhei para ele tentando para de rir.

– Nada demais. – Peguei o café que ele me ofereceu.

– Vai querer rosquinhas?

– Não, obrigado.

Voltei a digitar uma mensagem para Drake.

"Uma delícia é? Hum. Cuidado! Meu marido, pode não gostar de saber disso."

Enviei e logo tive resposta.

"A única coisa que seu marido não está gostando nesse momento é esse idiota do seu lado te olhando descaradamente" – Drake.

Paulo me olhava pensativo e sorrindo ao mesmo tempo. Ignorei voltando para as mensagens.

"Aonde você está?"

Demorei para ter minha resposta. Drake não ficaria estressado só porque Paulo estava me olhando, ficaria? Bem provável. Já brigamos por bem pouco.

"Depois a gente se fala. Se cuida!" – Drake.

Ah, não!

"Drake? Pode parando! E me fala aonde você está!"

Não tive resposta. Bufei e resolvi conversar com Paulo que já tinha parado de me olhar descaradamente e ficamos conversando por um tempo, voltamos para o carro. Paulo é um grande amigo e trabalhamos juntos há três anos, sei que posso contar com ele para o que precisar e o mesmo pode contar comigo. Começamos juntos na polícia e se fosse pelo meu pai, eu estaria casada com Paulo e não com Drake. Mesmo ele sendo meu amigo, posso até dizer melhor amigo, eu não poderia dizer a ele sobre o meu casamento com Drake.

Drake cisma que Paulo gosta de mim. Ok, as vezes parece. O jeito dele dá a entender que gosta de mim, mas é apenas o jeito caloroso que Paulo tem. Porém desde que Paulo entrou para polícia e trabalhamos juntos Drake tem vontade de esganar o Paulo. Acredito que ele só não fez isso por causa de mim.

– Câmbio patrulha 59, estão me ouvindo? – O rádio do carro apitou.

– Câmbio na escuta. – Falei segurando o rádio.

– A duas quadras daí a um suspeito que envolve Archy. O nome é Gregory. Vão até lá e qualquer coisa chamem reforço.

– Ok.

Coloquei o rádio no lugar e Paulo acelerou mais um pouco para chegamos logo. Paulo diminuiu um pouco o carro quando estávamos chegando perto de um grupo de homens. Olhei atentamente para eles atentamente. Saímos do carro e andamos até o grupo. Eles ficaram nos olhando e param de conversar entre eles.

– Jeito fácil ou jeito difícil? – Paulo perguntou.

Eles se entre olharam.

– Qual é, mano? Aqui só tem sangue bom, não queremos treta. – um deles falou.

O cara era alto, não muito magro, olhos castanhos. Olhei para cara de todos no total era cinco, dois parecia ser menor de idade e o que falou parecia ter uns vinte e poucos anos.

– Nem a gente, mas...

– Quem é Gregory? – Perguntei interrompendo Paulo.

Não estou nem um pouco a fim de papo furado. Se temos a chance de pegar esse cara, que seja logo. Archy pode fazer mais vítimas a qualquer momento. Depois que falei o nome todos me olharam com atenção, mas apenas um, deu um passo não muito grande para trás. E eu vi. O cara era moreno todo tatuado e usa correntes de prata no pescoço.

– Aqui não tem nenhum Gregory. – O mesmo cara falou.

Ignorei e continuei olhando para o meu alvo. Não importa o que eles disseram agora, eu já tinha achado Gregory.

– Acho bom vim por livre e espontânea vontade...

– Qual é moça, tá perdendo seu tempo...

Encarei o cara que continuava querendo falar por todos dali.

– A minha conversa não é com você. Então cala a boca e deixa eu fazer o meu trabalho. – Falei firme.

– Moça...

– Você mora nessa casa? – Apontei para casa atrás dele. Assentiu. – Aposto que se eu entrar aí dentro vou achar cocaína suficiente para colocar você na cadeia por dez anos. Quer isso? Será um prazer para mim.

O cara engoliu em seco e puxou o moreno pelo braço.

– Esse é o Gregory.

Sorrir. Os outros começaram a reclamar, chamando o cara que entregou o Gregory de dedo-duro e entre outras coisas. Mas ele iria cuidar dele, realmente teria muita coisa ali além das drogas, mas hoje não é o dia dele. Paulo se aproximou do Gregory e o levou para dentro do carro, em nenhum momento Gregory falou nada ou esboçou emoção. Não sei se isso é bom ou ruim.

Capítulo 3 C3

P.V. DRAKE HAYS

Desci as escadas com rapidez indo para o meu escritório resolver meus assuntos. Assim que entrei vi vários pacotes com maconhas no chão. Esqueci de guardar ontem, fui até minha mesa separando dez em dez. Cada uma ia para um canto ainda teria que ligar para os garotos vim buscar para entregar. Eu poderia mandar meus seguranças, mas para fazer esses tipos de entrega tem que ser pessoas de confiança. As chances de acontecer algo ruim conosco é grande, imagina se deixar com qualquer um.

– Fala, Hays! – Ryan gritou, entrando sem bater à porta.

Esse filho da puta quer morrer.

– Ryan, não é porque você é meu melhor amigo que pode ficar entrando sem bater. E gritando desse jeito.

– Ah, Hays. – Ryan revirou os olhos. – Como se você tivesse fazendo alguma coisa interessante.

– Eu poderia esta transando.

– Mandy, se certificaria de deixar a porta trancada. – Ele respondeu dando de ombros.

– E se não fosse com ela?

– Você? Traindo a Madison? – Ryan gargalhou. – Me conta outra.

Revirei os olhos. Perda de tempo falar com esse daí. Terminando de empilhar os pacotes de maconha. Ryan foi até o meu sofá e deitou, ele ficou me olhando. Mas espera quem é o chefe sou eu, então... parei de fazer o que estava fazendo e encarei ele cruzando os braços. Está na hora de colocar alguém pra trabalhar. Ryan é um filho da mãe também, não se ofereceu para ajudar.

– Pode vindo arrumar essa maconha!

– Ah, qual é, Drake? Pode continuar não ligo, não. – Ryan deu de ombros.

– Vai a merda, Ryan! E levanta essa bunda seca do meu sofá! – Ordenei.

Ryan bufou e quando levantou a porta foi aberta.

– Fala, cunhado! Quanto tempo. – Jack entrou na sala sorrindo.

Só me faltava essa! Vou até minha mesa e sentei na minha cadeira, suspirando. Já prevejo mais problemas vindo.

– O que você está fazendo aqui? – Perguntei.

– Vir ver meu cunhado preferido.

– Sou seu único cunhado.

Jack colocou uma mão no queixo fazendo cara de pensativo.

– Como você tem tanta certeza? – Jack perguntou erguendo uma sobrancelha.

– Porque eu mataria o desgraçado que encostasse na sua irmã.

– Faz sentido. – Ele respondeu e deu de ombros. – Então já que estou aqui... Você bem que podia liberar umas ervas da boa, não é?

Fiquei movendo a minha cadeira giratória de um lado para o outro.

– Não. Sua irmã me mata se souber que te dei...

– Quem disse que ela precisa saber? – Jack deu um sorriso malicioso.

O bom do Jack é que ele não dá muito prejuízo. Sim, dou as ervas de graça a ele. Mas ele usa moderado. Jack aproveita as ervas para fazer trocas nas ruas ou oferecer para essas madames. Resumindo ele está sendo empreendedor com as minhas mercadorias.

– A resposta é não, Jack! E se manda daqui.

Não quero confusão com a Madison por um bom tempo. A gente já demora para se ver e quando vamos nos ver tem que ficar resolvendo esses b.os. Ele continuou ali parado e olhando para maconha em cima da mesa. Olhei para o Ryan pronto para mandá-lo juntar toda aquela maconha e se não fizesse deixaria de fora de vários assaltos, mas meu cunhado tinha que atrapalhar. Sempre é assim.

– O que vocês estão fazendo?

Curioso como sempre. Ryan olhou para mim e logo sorriu fiquei olhando para ele meio confuso, mas logo entendi.

– Preparando esses pacotes de maconha para fazer entrega. – Respondi.

Ryan puxou uma cadeira na frente da minha mesa para se sentar.

– E depois vamos fazer as entregas, sabe? Na casa desses viciados que paga bem. – Ryan disse.

Os olhos de Jack chegaram a brilhar.

– Tipo, vereadores, Gangster, governadores, o prefeito...

– Esse povo aí mesmo. – Afirmei.

– Vocês querem ajuda?

Eu e Ryan sorrimos.

– Pode começa a juntas as maconhas e colocar dentro dos sacos pretos. Dez em dez.

Jack assentiu e começou a fazer o que mandei. Enquanto isso eu e Ryan fomos para o mini bar que tinha ali no meu escritório que por ser bem grande ficamos afastados do Jack, assim ele não poderia ouvir qualquer coisa que a gente fosse falar.

– Hays, ele apareceu na hora certa.

– Verdade, se ele não tivesse aparecido seria você no lugar dele. – Falei apontando para Jack.

– Drake Hays, você acordou de mal humor.

– E você acordou preguiçoso!

– É concordo com você.

Depois de uns quatro copo de whisky, Jack finalmente tinha acabado. Levantei junto com Ryan e pegamos duas sacolas pretas com maconhas. Hora de ir trabalhar.

– Já estão indo?

– Sim, Jacob e Wesley vem buscar o resto depois. – Falei indo na direção da porta.

– Eu posso ir com vocês?

– Oh, isso não. – Parei e olhei para ele. – Você vai para qualquer canto onde eu não esteja.

Se caso Jack aprontar que ele esteja bem longe de mim.

– Poxa, Hays. Não custa nada...

– É, Drake. Deixa o garoto ir. – Ryan falou apoiando Jack ir.

Fuzilei o Ryan com o olhar. Jack é sinal de problema e não estou falando coisa com coisa, e quando você menos imaginar Jack já está arrumando problema. E vai da problema ele ir. Muito Problema. Problema de mais.

– Prometo só ficar olhando e nem falo nada.

Bufei.

– Vamos logo e sua irmã não pode saber disso.

– Pode deixar, Drake. Agora vamos mostrar quem manda em Atlanta.

Revirei os olhos. Já está se empolgando de mais.

[...]

Parei minha Ferrari de frente a casa do prefeito. Sim, ele usa e uma grande quantidade. Não só ele como muito dos seus amigos, quando eles querem levamos para casa do prefeito e ele vai dá um jeito de tirar de Atlanta e fazer negócios em outros países, estados e cidades. Assim ninguém suspeita e a carga vai mais longe sem ter alguém para interferi, no caso é a polícia que estão na espera de alguma falha minha para me colocar atrás das grades. Um bando de iludido, mas reconheço que eles são bons e que deveriam entender que sou melhor ainda.

Saímos todos do carro indo até a porta com olhos do prefeito em nossa direção.

– Hays, você deveria ter vindo pelo fundo da casa. – Evans disse abrindo a porta e olhando para os lados para ver se ninguém além dos seus seguranças estavam vendo.

Me poupa!

– E eu sou cara de entrar pelos fundos?

Adentrei a casa sendo seguido pelos garotos e olhando ao redor, segundos depois ouvir barulho de saltos. A primeira-dama. Olhei na direção do corredor vendo a loira com um corpo chamativo e um grande sorriso no rosto parando no lado seu marido. Estávamos na sala. Senhora Evans raramente vinha falar com a gente, não faço questão. Eles tão precisam bancar anfitrião, estamos aqui apenas para fazer negócios.

– É um prazer revê-los. – Diz a primeira-dama.

– O prazer é nosso. – Diz Ryan.

– Todo nosso. – Diz o idiota do meu cunhado.

Jack a olhava de cima a baixo mordendo os lábios sem disfarçar. Às vezes eu acho que ele se garante demais por estar comigo. É claro que não vou deixar que nada aconteça com ele, mas Jack tem que ter em mente que não passamos o tempo todo juntos. Antes que o prefeito visse essa cena e falasse algo resolvi fazer alguma coisa.

– Então prefeito podemos começar agora? – Chamei a atenção dele.

Quanto antes saímos dali seria melhor.

– Ah, claro! Vamos para meu escritório.

Nos despedimos da senhora Evans e seguimos o senhor Evans por um amplo corredor onde daria ao seu escritório, já conhecia essa casa como a palma da minha mão. Claro que antes de entra em qualquer lugar eu faço uma breve pesquisa, nunca sabemos quando pode acontecer alguma coisa ou quando um aliado vai virar um inimigo. Então saber de alguns detalhes de onde ele mora é de grande favor para gente.

– Fica de olho no Jack. – Cochichei com o Ryan.

– Tá bom.

Andamos mais um pouco, não sei o porquê de ser tão longe o escritório, mas tudo bem o caminho fomos todo em silêncio e ficar carregando a sacola já estava me cansando. Apenas eu e Ryan estava com duas sacolas cheias de maconhas quantidades certas que o prefeito pediu. Entramos no escritório dele e já fui me sentando, colocando as sacolas em cima da mesa. O assunto seria longo e eu queria que tudo acabasse logo.

– Esperem um pouco, vou pega o dinheiro. – Evans disse.

Ele se virou tirando o grande quadro do lugar mostrando um cofre muito fácil de roubar por sinal e mostrar isso para mim está sendo muito burro da sua parte. O prefeito está precisando de uma aulinha sobre segurança. Por milagre Jack ainda não tinha aprontado nada, mas ele está quieto demais. Jack não é de ficar quieto. Olhei ao redor, nada do Jack. Cadê ele? Olhei para o Ryan recebendo um olhar confuso.

– Cadê o Jack?

Ryan olhou ao redor e resmungou.

– Ele estava atrás de mim...

– Ele chegou a entrar?

– Acho que não.

– Eu mandei você ficar de olho nele!

Merda! Eu falei que ele ia aprontar, mas ninguém me ouve. Não deveria ter trago ele. Passei as mãos pelo cabelo ao imaginar o que ele estava fazendo agora. E não me surpreenderia se ele estivesse transando com a primeira-dama. Filho de uma boa mãe! Jack adora uma mulher mais velha, principalmente aquelas que podem bancar eles. De tantas mulher agora tem que se envolver com a mulher do prefeito? Ele não é tão trouxa a ponto de aceitar quieto e ser corno.

– Então essa é a quantia combinada. – Evans foi colocando o dinheiro na mesa.

Peguei uma boa parte para conferir e como ele não é nenhum louco estava tudo certinho quinhentos mil pela maconha mais o que ele receberia depois que conseguisse vender por fora. Conseguimos fazer uma grande distribuição, mas ele não é o único que faz esses serviços para mim. Então ganho bastante dinheiro por hora. Muitos dessa cidade me conhecem pelas minhas boates e eles reconhecem que meu lado empresário é muito bom, outros me conhecem o lado empresário na vida do crime. Sou bom nos dois. E consigo manter uma vida separada, mesmo meu sobrenome tendo poder nos dois lados.

– Por quais lugares vai passar?

Evans arrumou o paletó no corpo e sentou na sua poltrona.

– Primeiro será Londres, ficarei por lá dois dias. De lá vou para Los Angeles e em seguida para Bahamas. – Ele se escorou na mesa. – Acho bom que a encomenda esteja em perfeito estado.

Olhei para ele franzindo o cenho. Esse cara está ficando louco de me ameaçar?

– E se não tiver? – desafiei.

– Hays, o mundo é dos espertos...

– E parece que você faltou essa aula. – Falei levantando e batendo forte na sua mesa. – Porque se fosse esperto saberia que não deve tentar engrossar a voz pra mim. Você sabe que tenho uma fama e honro o que faço.

Evans engoliu em seco e desviou o olhar. Todos sabiam que se falassem um "A" que me irritasse não veria o sol nascer no dia seguinte, mas ainda tem aqueles engraçadinhos que acham que pode mandar em algo sendo que não manda em porra nenhuma. Evans tem que parar de achar que é insubstituível, por que ele é. Quanto antes ele entender isso, melhor. Assim garante mais alguns anos de vida.

– Vamos, Ryan!

Saímos do escritório com Evans logo atrás a cada passo eu e Ryan olhávamos nos cômodos disfarçadamente para ver se encontrávamos Jack, mas nada dele. Chegamos na sala e eu estava torcendo para que Jack já tivesse ido embora.

– Vocês não estavam em três? – Evans perguntou confuso.

Nem precisei responder. Jack desceu as escadas arrumando a roupa com a primeira-dama logo atrás distribuindo beijos pelo seu pescoço. Dar agora perceber que eles conseguiram fazer muita coisa nesse pouco tempo. Vou matar Jack! Falei que iria fazer merda. Os dois pararam no final da escada e arregalaram os olhos por nos ver ali. Mulher burra também, como faz essas coisas com o marido aqui. Olhei rapidamente para o prefeito vendo seus olhos praticamente saindo faísca, puxei Jack pela camisa saindo dali rápido possível com Ryan.

– Você vai me pagar. – Evans sussurrou, mas deu para ouvir.

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