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Destinada aos meus Alfas

Destinada aos meus Alfas

Autor:: Chris Angels
Gênero: Lobisomem
CONTEÚDO PARA MAIORES DE 18 ANOS! "- É assim que você gosta, Vic? - Enquanto Aiden sorria de lado, passando a mão pelas coxas de Victoria, Teagan a devorava com os olhos. - Acha que dá conta? - Teagan provocou. Victoria engoliu em seco, de nervosismo, mas ela não era do tipo que desistia de um desafio, não é? Ainda mais um desafio duplamente delicioso." Victoria Taylor se muda de Bando porque a mãe dela, Jodie, finalmente parece ter encontrado a felicidade. O que Victoria não sabia era que ser a enteada do Alfa Rei não seria uma tarefa tão fácil, ainda mais quando ela precisa conviver com os filhos gêmeos do Lobisomem, Aiden e Teagan. Eles são lindos, charmosos, perigosos e... Algo a mais? Numa roleta russa de emoções, Victoria descobrirá mais sobre o próprio passado, precisará conviver com o presente e lutar para que haja um futuro. Ela estará sozinha ou dois bonitões a ajudarão?

Capítulo 1 O que é isso

VICTORIA

- Você achou mesmo que eu tava interessado em você? - Risadas ecoaram ao meu redor e eu me encolhi. - Uma ômega pensando que pode conquistar um Alfa!

Logan Woods, filho do Alfa do Bando ShadowCrest. O garoto bonito que eu vi assim que cheguei àquela escola. Ele me dava alguns sorrisos e, quando Lizbeth Pearson disse que ele queria conversar comigo, fiquei eufórica.

Que tonta!

Olhei ao meu redor e, claro, Lizbeth estava ali, de braços cruzados e me olhando com deboche.

- Você disse que ele queria...

- Eu? - Lizbeth se aproximou de mim e senti minhas bochechas arderem com o tapa que ela me deu. - Como se atreve a falar comigo nesse tom?

Eu não era uma menina briguenta, mas também não costumava levar tapas! Eu levantei a minha mão para devolver, porém, meu pulso foi agarrado e em seguida, empurrada contra os armários, antes de cair no chão. Tinha sido o próprio Logan! Decepção é pouco para descrever o que senti.

- O que é isso? - Uma voz mais grossa ecoou pelo corredor e os outros lobisomens abriram espaço. Um rapaz alto, de cabelos curtos e castanhos, olhos cinza penetrantes, perguntou. Se eu achei Logan bonito, é porque não tinha visto aquele ali.

- Essa ômega me atacou! - Lizbeth mentiu na cara dura!

- Não foi... AH! - Logan pisou na minha mão.

- Ela levantou a mão para bater em Liz. Se eu não estivesse aqui... Não é, galera?

Eu levantei meus olhos, na esperança de que aquela platéia falasse o que houve. Eles viram! Porém, eu vi cabeças concordando com o que Logan Woods havia dito.

O bonitão se aproximou de mim, me olhando de cima e, caramba, ele tinha uma aura muito poderosa.

- Novata? - Eu assenti, incapaz de falar. - Logan, é assim que ela deveria ser tratada?

O sorriso dele me fez ficar na dúvida sobre as reais intenções dele.

- Tem razão, cara. Nós começamos errado. - Ele me olhou e estendeu a mão. Olhei para a mão dele e para o rosto dele. Ele estava sério. - Vamos, pegue! Temos que corrigir isso, não é mesmo?

Ao olhar em volta, percebi que muitos tinham debandar, mas Lizbeth e as amigas dela ainda estavam ali. A loira parecia grudada no bonitão.

Eu me levantei, sem a ajuda da mão de Logan, pois eu ainda não confiava plenamente. Ele não me chutou ou me empurrou, mas ofereceu um sorriso. Será que ele estava arrependido? Quer dizer, ele não precisava querer nada comigo, mas não precisava me tratar daquela maneira. Um "não" era suficiente!

Logan pegou as minhas coisas do chão que eu ainda não havia recolhido e me entregou, sem nada dizer. Eu olhei para aquele grupo e, assim que peguei o que era meu, me afastei.

Eu tinha me mudado há pouco tempo. Minha mãe e eu éramos de um bando chamado Giant Claws. Meu pai tinha morrido há muito tempo e mamãe finalmente arranjou um namorado, e foi por isso que nos mudamos para o Bando DarkMoon. Isso foi há três dias. E hoje, finalmente iríamos para a casa do namorado dela. Quer dizer, noivo. Até então, estávamos em um hotel, esperando que tudo ficasse pronto para a nossa chegada.

Enquanto caminhava pela trilha até a o hotel, eu estava tão perdida em pensamentos que quando ouvi um carro atrás de mim, apenas dei um pequeno passo para o lado. Tinha espaço, ali para que o veículo passasse. Ouvi um "hey!" e me virei, apenas para ser atingida por algo gelado e pegajoso. O carro estava muito perto e, pelo susto, eu acabei pisando em falso e caí pela ribanceira, ouvindo risadas.

A única coisa que consegui ver antes de cair foram os meus algozes. Lizbeth, no banco de trás, enquanto O bonitão dirigia e Logan ria no banco do passageiro.

Eu sentia meu corpo todo doendo e eu definitivamente tinha torcido o meu tornozelo. Catei o meu material, ou que achei dele, e subi de volta pelo mato, até chegar à estrada. Eu queria chorar.

Chegando ao hotel, que não ficava longe, minha mãe estava esperando por mim, olhando no relógio e batendo o pé no chão repetidamente. Eu quase podia ouvir o Tap-Tap. Um carro luxuoso estava na frente dela. Assim que os olhos dela caíram em cima de mim, ela abriu a boca. Eu devia estar mesmo uma visão de cair o queixo.

- Vic! O que... Minha nossa, o que aconteceu com você? - Ela correu até mim e ia me tocar, mas claro, eu estava imunda e ela mudou de ideia. - Vai lá dentro e se troca. Rápido. O motorista já está nos esperando!

Manquei para dentro de casa. Minha mãe não era ruim, ela só era... ela, sabe? Jodie podia ser um tantinho egoísta de vez em quando, mas era isso.

Joguei uma água no corpo e me vesti - roupa escolhida pela minha mãe e separada para mim, em cima da cama. Me olhei no espelho. Um conjuntinho de saia e blusa, com um casaco por cima. Meus cabelos estavam penteados, molhados. Meu rosto, sem maquiagem e apresentava alguns cortes, bem como meu pescoço, braços e pernas.

- Ai... Bom, vai ter que ser assim! - Mamãe disse ao me olhar e quase me jogou para dentro do carro.

A jornada não foi longa, mas quando chegamos na casa, não, Mansão, eu não acreditava. Era ali que iríamos morar?

- Não responda de maneira grosseira, entendeu? Comporte-se. - Como se eu fosse grosseira! - Ele tem dois filhos, que serão seus irmãos. Eles são um pouco mais velhos que você, se não me engano. Seja boazinha!

Eu apenas assenti.

Assim que saímos do carro, minha mãe foi chamada para dentro e pediu que eu esperasse. Provavelmente ela queria ser recebida com beijos, e ter a filha de dezessete anos olhando, não devia ser muito confortável. Eu entendia.

Um carro parou não muito longe de mim e, para a minha surpresa - uma não muito boa - era o tal bonitão. O que ele fazia ali?

Pelo rosto dele quando seus olhos caíram sobre mim, ele parecia perguntar a mesma coisa.

- O que tá fazendo aqui? Me seguindo?

Eu neguei com a cabeça.

- O que foi, veio aqui fazer reclamações? Acha que alguém vai ligar para os choramingos de uma ômega como você?

Quem ele pensava que era?

- Olha só, eu...

- Ou veio tentar me seduzir, como pensou que podia fazer com o Logan? - Ele me olhou de um jeito estranho e abriu um sorriso de lado.. - Deve ser, vestida desse jeito.

Eu me senti suja vestindo aquela saia acima dos joelhos. Mas pera aí, eu tinha esse direito! Eu estava decente!

- Você sonha alto!

A expressão dele ficou mais escura.

- O que você disse?

- O que você ouviu! Você sonha alta! Por que eu iria querer a sua atenção? - Levantei o queixo. - Mas você me deve desculpas!

Ele me olhou por dois segundos, antes de soltar uma risada.

- Desculpas? Pra uma qualquer como você?

Uma... qualquer? Apertei meus lábios e não me aguentei, desferindo um belo tapa no rosto dele.

O olhar que ele me lançou parecia capaz de congelar o sangue nas minhas veias. Porém, não pude me concentrar muito nisso, porque uma figura se movendo em nossa direção chamou a minha atenção. Era um rapaz parecido com aquela peste, e ele parecia furioso.

Eu nem tive tempo de me mover quando senti o perigo, pois ele me empurrou pelo ombro, me jogando ao chão.

- Como se atreve a tocar no meu irmão?

- O que é isso? - Uma voz mais alta e cheia de poder gritou. Olhei para o lado e vi uma versão mais velha daqueles dois caminhando até nós, com minha mãe no encalço. Calma aí, não era possível... Eles eram os meus futuros meio-irmãos?

Capítulo 2 A nova casa

VICTORIA

Mas que grande meleca! Aqueles dois brutamontes e eu teríamos que conviver na mesma casa? Só de lembrar a forma como o primeiro me tratou, na escola, já mandava calafrios pela minha espinha. O segundo, dava pra entender, afinal, ele não me conhecia e eu tinha "agredido" o irmão dele.

O senhor Mcdowell olhava para os dois filhos, os olhos faiscando com algo que eu diria, no mínimo, irritação profunda.

- Pai, ela bateu no Aiden! - O segundo irmão falou, acusando-me com o dedo e, claro, lançando-me um olhar horrível.

- O que você fez, Aiden?

Aiden, o primeiro dos irmãos que conheci, abriu a boca e olhou para mim, para o gêmeo, para o pai e apertou os lábios.

- Ela me bateu e eu fiz algo?

- Pai, eu cheguei e vi a bofetada. Aiden não estava fazendo nada de mais!

- Você não estava aqui ouvindo as barbaridades que o santo do seu irmão estava me dizendo! - Eu tive que me defender, porque minha mãe se mantinha calada, e pelo menos o senhor Mcdowell estava disposto a me ouvir!

Os dois se voltaram para mim, e eu não ia abaixar a cabeça.

- Eu não disse nada! Essa garota... - Aiden olhou para o pai e eu vi o olhar dele recair então sobre a minha mãe. - Pelo visto, a fruta não cai longe da árvore, não é mesmo?

- O que quer dizer com isso, Aiden? - O senhor Mcdowell perguntou.

- O senhor largou a nossa mãe pra ficar com essa daí. Não é ela a mãe dessa garota oferecida?

O rosto da minha mãe, que até então parecia apenas chocado com o que estava se desenrolando, deu um passo à frente.

- O seu pai já está solteiro há um bom tempo! Ele e eu nos conhecemos e a sua mãe já não estava por perto! - Ela falou e me olhou. - Vic é uma menina decente! Eu conheço a minha filha! - Os lábios dela se crisparam. - Posso entender agora o motivo de ela ter lhe dado um tapa.

- Não fale com o meu irmão desse jeito! - O outro gêmeo rosnou e o pai deles se colocou na frente, rosnando ainda mais alto. Minha mãe segurou-lhe o braço.

- Titus, eu acho que isso não foi uma boa ideia. - Ela inspirou fundo. - Acho que eu não deveria ter vindo pra cá.

O semblante do senhor Mcdowell murchou imediatamente.

- Jodie, o quê...?

- Vic e eu vamos embora.

- Mas...

- Não vou submeter a minha filha a esse tipo de humilhação! - Mamãe segurou minha mãe, passando o outro braço pelos meus ombros.

Devo dizer que fiquei muito emocionada, porque eu sabia o quanto aquilo significava pra ela, quero dizer, aquele casamento com o senhor Mcdowell. Ela vinha falando dele há algum tempo e parecia gostar muito dele.

Titus Mcdowell se voltou para os filhos, que pareciam sustentar um sorriso satisfeito.

- Pelo menos ela ainda tem alguma decência e bom senso!

- Cale-se, Teagan!

Ah, Teagan. Esse era o nome dele.

- Vocês não precisam ir, por favor, Jodie! - Titus se aproximou da minha mãe. - Eles não vão fazer mal a ela. E nem a você. Afinal, como os futuros Alfas Reis daqui, seria um absurdo que abusassem de inocentes.

Alfas... Alfas Reis? Pera aí... Eu era péssima com nomes e, como nunca tinha visto aquele homem, eu não sabia o que ele era, além de um Alfa.

Meu lobo ainda não tinha despertado muito bem. Quer dizer, ela era fraca e, segundo mamãe, seria perigoso deixar que uma loba desse tipo fosse sentida pelos outros. Pelo que ela me falava, melhor não ter lobo, do que ter um fraco como aquele, que só me faria ser consumida. Como isso afetava o meu corpo humano, eu tomava suplementos diários.

Por não ter uma conexão com meu lobo, eu conseguia sentir algumas coisas, notei que aquele era um macho Alfa, porém, como a tonta que sou, não me liguei que ele era o Alfa do DarkMoon, e, claro, menos ainda, que ele era um Alfa Rei.

Os Alfas Reis existiam por todo o mundo. Normalmente, alguns Alfas eram submetidos a eles. Com divisões, como países.

- Não é mesmo, meninos? - Titus perguntou e os dois, Aiden e Teagan, mesmo claramente à contragosto, concordaram. - Excelente. Agora, para desfazer essa primeira impressão errada, vocês dois irão cuidar de Victoria como a irmã mais nova de vocês.

Eu precisei me controlar para não torcer a boca. Aqueles dois eram lindos, parecidos, porém, diferentes. Porém, pelo que eu podia ver, não era lá muito legais. Teagan eu não podia falar tanto, mas pelo que Aiden fez comigo, a forma cruel como se divertiu às minhas custas e não parecia sentir um pingo de remorso, mesmo vendo que eu tinha me machucado - sim, sem um lobo, eu me recuperava mais lentamente -, eu não queria muita proximidade com ele.

- Claro, pai. - Teagan respondeu, quase entre dentes. Aiden não respondeu nada, apenas me olhou, com a expressão ilegível.

- Que tal entrarmos? Vamos comer, conversar um pouco e então, alguém irá mostrar a Vic o novo quarto dela.

Olhei para a minha mãe. Eu teria um quarto só meu? Ela abriu um sorriso, como se lendo os meus pensamentos.

Eu segui atrás de Jodie, tentando ignorar a sensação estranha que estava sentindo. Provavelmente eram os olhares dos irmãos nas minhas costas. Eles deviam me odiar.

A casa era imensa! Eu nunca imaginei que pisaria em uma casa daquelas na minha vida! Mamãe e eu morávamos em uma pequena casa de um quarto e uma sala minúscula, além do banheiro compartilhado, claro. Só o hall de entrada da casa já era maior do que o nosso antigo apartamento.

Mamãe e Titus seguiram na frente, conversando um com o outro e com aqueles olhares de apaixonados. Eu estava feliz por ela, porque depois que o papai morreu, ela ficou bem triste e sozinha, - não que ele fosse um marido lá muito atencioso ou um pai amoroso.

Eu estava tão distraída que acabei diminuindo os meus passos, e foi quando alguém esbarrou em mim de um lado, e depois, do outro. Os irmãos se entreolharam, com sorrisinhos, fingindo que eu nem estava ali.

Apesar das palavras do senhor Mcdowell, eu tinha certeza de que a minha estadia ali não seria lá muito agradável.

Durante o almoço, eu respondi o que me era perguntado, e ouvi o que era dito. Aiden e Teagan eram gêmeos não idênticos. Enquanto Aiden tinha os cabelos castanhos mais escuros e olhos acinzentados, os olhos de Teagan reluziam alguns reflexos dourados naquela luz, e os olhos azuis tinham um brilho diferente de qualquer outro que eu já tivesse visto. Ambos eram atléticos, porém Teagan, que andava mais com os patrulheiros, era mais encorpado e um pouco mais alto. Não que Aiden não fosse alto, porque ele devia ter uns um metro e noventa, por aí, eu acho.

Os dois estavam fingindo que eu não estava lá e, francamente, eu preferia daquele jeito. Antes invisível do que um alvo para as malvadezas deles, principalmente de Aiden.

Uma ômega me mostrou o meu quarto, no segundo andar e uau! Era amplo, com paredes de um lilás fofo. A cama era imensa! Imagine, eu dormia na cama auxiliar da cama de solteiro da minha mãe, antes, portanto, eu estava, literalmente, me sentindo uma princesa!

A ômega se foi e eu me deixei cair na cama, sentindo toda aquela maciez. Nem em um milhão de anos eu sonhei que aquilo seria possível!

Alguém bateu à minha porta e eu me apoiei nos meus cotovelos, antes de me sentar.

- Pode entrar! - Imaginei que fosse mamãe, porém, para a minha decepção e leve desespero, era Teagan.

Capítulo 3 No bar

VICTORIA

- Posso? - Ele perguntou, após abrir a porta, com uma das mãos no bolso da calça enquanto a outra segurava a maçaneta. Eu assenti. Ele não me faria nada, foi o que o senhor Mcdowell afirmou!

Ele caminhou até mim, olhando diretamente nos meus olhos e parou em frente. Ele parecia capaz de me engolir ali mesmo, porém, as sobrancelhas dele relaxaram um pouco e ele estendeu a mão para mim.

- Sou Teagan Mcdowell. Acho que esse deveria ter sido o nosso primeiro contato. - Ele falou e eu olhei para a mão dele e, de volta para o rosto. - Não vai apertar a minha mão?

Eu pisquei e balancei um pouco a cabeça, levantando a mão e apertando a dele. Foi tão estranho, porque eu senti não só o calor da pele dele, mas parecia ter algo a mais ali. Não sei se ele também sentiu, mas retraiu a mão de uma forma estranha.

Ele inspirou.

- Desculpe por ter agido daquela maneira. Eu desci do carro, vi você com meu irmão e, de repente, ele levou um tapa. Eu deveria ter ouvido o seu lado, antes de te empurrar. - Ele então olhou para o meu rosto, com a sobrancelha franzida. - Por que está toda machucada? Não foi do meu empurrão.

Minha língua coçou para acusar o irmão dele, porém, se conviveríamos ali, talvez fosse melhor não incitar mais problemas e desentendimentos.

- Eu caí enquanto voltava da escola. - Respondi, o que não era mentira.

- E o seu lobo não te curou ainda?

- Meu lobo é... fraco.

- Hmm... - ele levantou o queixo. - E o que o meu irmão fez pra merecer um tapa como aquele? - Agora tinha um tom um pouco mais brincalhão na voz dele.

- Teve uma situação na escola e eu não sei exatamente o que andaram falando de mim, mas seu irmão pareceu acreditar que eu estava dando em cima dele, quando me viu aqui.

Teagan levantou uma sobrancelha.

- Situação na escola?

- Nada preocupante. Só uma pegadinha. - Eu suspirei. - Enfim, acho que agora ele sabe que eu não vim aqui para persegui-lo. Devemos ficar bem daqui pra frente.

- Hmm... - ele fez, novamente. Pelo visto, quando não tinha algo exato para falar, Teagan apenas soltava aquilo. Ou não tinha, ou não queria falar. - Então, para demonstrar como eu realmente vejo a situação, que tal tomarmos um sorvete?

Será que Teagan realmente me veria como irmã dele? Talvez ficar ali não fosse tão ruim!

- Claro!

Ele olhou para o relógio no pulso dele.

- Eu tenho umas coisinhas pra resolver. Esteja pronta às sete.

Teagan saiu do meu quarto e eu não podia acreditar. Ele não era tão ruim quanto eu pensei, mais cedo!

Mais contente, tomei um banho e escolhi uma roupa bonita. Era a primeira vez que eu sairia com Teagan, e eu não faria ele se arrepender de ser legal comigo!

Mamãe sumiu o restante do dia e eu só podia pensar que ela estava com o noivo. Bom, ela ficando feliz, eu também ficava.

Quando deu a hora, eu estava pronta e a batida na minha porta foi certa. A abri e era Teagan. Descemos as escadas e só vimos Aiden passando da cozinha para a sala imensa e se jogando num dos sofás. Ele fez sinal de despedida para o irmão, e me ignorou completamente.

Diferente do que eu pensava, não iríamos de carro, mas de moto. Eu olhei para o capacete que Teagan me ofereceu, incerta.

- O que foi?

- É que... eu nunca andei de moto.

Ele pegou o capacete da minha mão e o colocou na minha cabeça, ajeitando-o. Nesse momento, eu pude olhar melhor para ele, pelo visor. Teagan era um dos homens, se não o mais bonito, que eu já tinha visto na vida. Os traços dele eram masculinos, mas não brutos demais.

- Eu vou subir, você segura no meu ombro e passa a perna por cima da moto. Beleza? É só montar. - Ele deu uma olhada para mim, por cima do ombro, com um sorriso que eu não compreendi muito bem.

- Eu... acho melhor eu voltar e trocar de roupa. Estou de vestido.

- Relaxa, ninguém vai ver nada. - Ele me olhou e sorriu ainda mais. - Não confia em mim?

Suspirei e assenti.

- Sim, confio. Claro.

Lá no fundo da minha mente, parecia ter algum tipo de aviso, eu só não entendia o que era. Talvez para que eu me segurasse firme?

Teagan olhava de vez em quando por cima do ombro, como se para checar se estava tudo bem comigo. Porém, quando a moto parou, não foi bem onde eu imaginava. Aquilo ali não era uma sorveteria.

- Onde estamos?

- Eu só preciso resolver uma coisa. Me espera perto do bar, okay? Já volto.

Ele piscou e praticamente me deu um empurrãozinho em direção ao balcão, onde um homem preparava bebidas.

Sentei em um dos bancos altos e fiz o que Teagan disse: eu esperei.

Cinco minutos, dez minutos, vinte minutos, meia hora. Eu já estava ficando impaciente. Se ele tinha algo muito importante para lidar, não teria sido melhor remarcar a saída comigo? Tamborilei os dedos em cima do balcão, recusei as duas vezes que o barman perguntou se eu queria beber algo, e então senti uma sombra atrás de mim.

Me virei, pronta para sair daquele lugar, mas não era Teagan, e sim um estranho.

- Olá, doçura.

Eu franzi a sobrancelha e fechei a minha expressão.

- Ah... Quem é você?

O estranho primeiro se apoiou com o antebraço no balcão, sorriu de lado e estendeu a mão, próxima ao corpo dele.

- Spencer Mack. E você?

Engoli em seco. Eu não deveria falar com estranhos. Olhei em volta e achei melhor não ser grosseria. Eu estava sozinha ali.

- Victoria Taylor. - Apertei a mão dele e aquele foi um erro, porque ele me puxou mais para perto e passou a outra mão em volta da minha cintura.

- Você é uma delícia, sabia disso? Que tal a gente ir pra um lugar mais reservado?

Eu torci a boca e empurrei o peito dele.

- Não! Eu não vou a lugar nenhum com você!

- Qual é... Vai ficar se fazendo de difícil?

- Cai fora!

O homem me encarou por um segundo, antes de colocar a mão atrás da minha cabeça e tentar me beijar. Eu consegui virar o rosto e ele não tocou meus lábios, porém, um nojo subiu pelo meu corpo todo. Pisei no pé dele, que soltou um palavrão e afrouxou o aperto. Deu-lhe um tapa e me afastei.

- Sua vadia! - Ele reclamou, furioso e foi pra cima de mim, porém, alguém se colocou na frente. Eu esperava que fosse Teagan, porém, era o barman.

- O senhor está importunando um cliente. Por favor, retire-se!

- E quem caralhos você pensa que é?!

- Eu sou o caralho do dono, agora, CAI FORA! Ou eu vou tomar medidas...

O outro lobisomem me olhou de cima a baixo, como se prometendo que aquilo não ficaria daquele jeito, e se afastou. O tal salvador se virou para mim e só então eu realmente o olhei.

- Você tá bem? - Assenti. - Aqui não é um lugar muito bom para moças desacompanhadas. O que veio fazer aqui sozinha?

- E quem disse que ela tá sozinha?

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