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Destino...

Destino...

Autor:: Kathyera
Gênero: Romance
7 anos de sofrimento. 7 anos de perdas. 7 anos de renascimento. 7 anos de conquistas. Será o passado capaz de destruir o Destino? Ou será o Destino capaz de traçar a União? Fuga, traição, falsidade, ambição... Qual será o Destino?

Capítulo 1 Presente...

Magda

Está bastante calor esta manhã. Tomei uma pausa nos relatórios semanais e apreciei o jardim Giardini Indro Montanelli, visto apartir do meu escritório.

Hoje, Doze de Maio, faz, precisamente, sete anos que mudei por completo a minha vida. Abandonei a minha única família, a Tia Kira, com Alzeimer, em troca do capricho de outros.

Com 15 anos presenciei a perda dos meus pais num acidente de viação, tendo

ficado a cargo da única família que tinha, Tia Kira. Esta senhora foi sem dúvida uma avó,

para mim, e uma mãe, para os meus pais.

Pelo que sei, o amor dos meus pais era mal visto

pelos meus avós o que levou a ambos fugirem. Sei, também, que ambos são naturais do

Canadá e que Kira fora incansável, dando-lhes um abrigo e abrindo a porta para que

ambos pudessem viver o amor, sem entraves, em Nova Iorque. Também ela teve um amor

proibido, no passado. Apesar de não ter o meu sangue, ela tem o meu coração. Desde

pequena convivi com ela. Ensinava a cozinhar e a pintar enquanto os meus pais iam

trabalhar. Com a morte deles, Kira não me abandonou e tomou conta de mim. Lembro-me que na época, estava muito abalada e sentia-me em baixo. Esta não tinha filhos, mas

acredito que os meus pais e eu fomos a família que sempre quis. Recebi dela, o carinho

que nunca tive dos meus verdadeiros avós. Até mesmo a Faculdade, Kira financiou e

incentivou a formar-me. Foi por essa altura que notei que a Tia Kira não estava bem.

Esquecia-se de quem eu era e de como fazia tarefas do dia a dia. Fomos a um especialista

e descobrimos que sofria de Alzeimer num estado, deveras, avançado. Foi um choque

para mim. Nessa altura, namorava com Theodore Foster, um rapaz lindo e carismático

que me fazia sentir única. Era como o meu porto de abrigo. Conhecemo-nos durante a

Faculdade. Foi como amor á primeira vista. Sabem aquele amor que nos faz querer a

pessoa mais que qualquer coisa no mundo? Bom era essa a nossa relação. Queríamos

tanto um ao outro que Theo pediu-me em casamento ainda durante a faculdade. Porém,

era bom demais para ser verdade. A família descobriu as suas intenções e tratou de nos

afastar. No momento, os Foster's tinham uma oportunidade de negócio, altamente,

lucrativa com os Smith's. Esse acordo exigia e união dos futuros herdeiros. E aí entra

Kloe Smith, a causadora da minha fuga. Ela própria contou-me do acordo entre as famílias

e da necessidade de me afastar. No início, tentei fazer frente e negar o ultimato. Contudo,

Kloe descobriu o meu ponto fraco e ameaçou a vida de Kira. Caso cede-se, esta propôs

pagar todos os tratamentos necessários para a minha Tia. Não vendo outra opção, fugi,

escondido de Theodore.

Hoje recordo todos esses acontecimentos. Estava nesta hora em França.

Michel

Foster, primo de Theo, esperava-me na saída do aeroporto. Levou-me para um

apartamento e encerrou-me lá. Desde então, sabia que Michel estava junto com Kloe e o

objetivo era ficar com as empresas Foster. Estive cinco dias encerrada naquele maldito

apartamento. Vivia como uma prisioneira. No quinto dia consegui fugiu depois que

Michel entrou na casa de banho. Nesse dia, ele esquecera de trancar a porta. Vi, assim, a

oportunidade para fugir.

Tudo em Paris era novo para mim, até a própria língua.

Vagueei pela cidade em busca de alguém que me pudesse ajudar. Até que o universo enviou-me Stefania. Contei a minha história e esta disponibilizou a sua ajuda. No mesmo dia, Magda D'Amico nasceu. Para salvaguardar a minha vida, Stef conseguiu que a minha identidade como Sarah Lewis morre-se junto a um cadáver sem identidade na morgue de um hospital local.

Desde então, parti para Milão, onde fui bem recebida pela sua família que, hoje em

dia, considero igualmente minha. A cerca de cinco anos atrás, os investigadores da

Família Greco transmitiram a triste notícia de que Kira tinha falecido. Fiquei abalada e

pensei em deixar tudo. Foi então que Alessandro Greco, irmão de Stef, acompanhou-me

a Nova Iorque para o velório. Sem me expor assisti, de longe.

Foi aí que vi Theodore e ao seu lado Kloe. Kira e Theo dava-se bastante bem. A vontade de correr para Theo era tamanha, mas, apesar de não ter mais Kira, sentia que era errado voltar com uma

explicação que, provavelmente, não iria acreditar. No ano seguinte, soube pelos média

que Theodore tinha-se casado com uma tal de Emma Bill. Foi como um balde de água

fria para mim. Pouco tempo depois, a notícia da queda da família Smith e o suicídio de

Kloe, chegou até mim. Não vou ser hipócrita ao ponto de dizer que estou triste, mas sim

aliviada. Decidi fechar um ciclo da minha vida. Apaixonei-me, novamente, e há dois anos

casei-me com Alessandro. Sempre tive o seu apoio nos momentos mais difíceis e

proteção. Foi incansável e nunca desistiu de mim.

Nestes sete anos formei-me em Administração e comecei a trabalhar com Stef e

Alex. Juntos detemos várias filiais na Europa. Além da moda, também Ciência e

Tecnologia, entre outras áreas, toda a nossa empresa criou vários investimentos e vertente

de modo a destacar no mercado internacional.

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Espero que tenham gostado deste primeiro capítulo. Em breve sairá mais. Sigam no insta @kathyera_Destino. Lá colocarei novidades e novos posts.

Beijinhos🕊

Capítulo 2 No escritório

- Cara cognata, posso entrar? – Stefania tirou-me dos meus desvaneios.

- Lógico, entra.

- Então, que cara é essa? – perguntou com as sobrancelhas – o meu irmão fez-te alguma coisa?

- Calma, não fez nada.

- Então...?

- Relembrar o passado. – Fiz uma pausa e reparei a expressão da sua face demonstrando compreensão. – Faz hoje sete anos que fugi.

- Sei o que passaste, mas sabes que tinha que ser assim. A vida muda, as pessoas mudam e os sentimentos também. És uma lutadora por estares onde estás. Sabes bem o valor que tens e o orgulho que os teus pais devem ter neste momento. – Stef sempre reconforta e me dá uma palavra amiga.

- Sei bem disso. A única coisa que me arrependo foi ter abandonado a minha Tia.

- Compreendo, mas acredito que o destino tinha que ser assim. – e então, para não ficar um ambiente apático, mudou de conversa. – Hoje á noite é noite de Signoras, vens? Vou falar com Vitória.

Vitória é uma amiga nossa que conhecemos numa pastelaria do centro. Esta trabalhava como empregada de mesa nas horas vagas e frequentava a faculdade. Também ela associou-se á empresa, porém, na sua área, o Marketing. A ligação prevalece ainda hoje. Vi, é a mais extrovertida do grupo, sempre com energia positiva para dar e vender.

- Não precisa. Eu aceito a proposta. – disse Vitória enquanto entrava, sorridente.

- Mio amore, a tanto tempo que não te via. Até já estava a arranjar conversa para te ver. – Stef falou na brincadeira. – Bem, cognata, só faltas tu.

- Irei avisar Alex e irei com vocês.

Após as meninas saíram da sala, liguei para Alessandro. Confesso que tenho saudades dele. Este está numa viagem de negócios a França, á quase uma semana. As saudades já apertam.

- Amore, tudo bem?

- Sim, cielo, tenho saudades tuas. Quando voltas?

- Também, morro de saudades. Ainda tenho uma reunião amanhã pela manhã. Em princípio, amanhã a tarde.

- Mal posso esperar. Hoje vai haver noite de signoras, decidi avisar.

- Foi a minha irmã que propôs, não foi? – Alessandro não gosta muito das nossas saídas, mas não tem coragem de contrariar a irmã. Ele é o estilo de irmão que protege a sua irmã mais nova e não tolera os homens próximos dela. Porém, Stef sempre demonstra uma atitude independente da sua vida. Quanto a mim, confesso que há um bocadinho de ciúmes, mas a confiança tem reinado no nosso relacionamento.

- Sim. Na verdade, já não tínhamos uma noite de meninas a muito tempo. Não te zangues. Stef tem a mesma idade que eu e é bastante responsável. Confia.

- Eu confio. Só não confio nos homens a babar-se nela. – tentei controlar o riso. – Porque estás a rir? Falo a verdade.

- Imagino quando Stef decidir casar -se. Ainda gostava de ter um sobrinho. – Brinquei um pouco com o limite.

- Isso ainda vai demorar. Mas já que falas nisso, que tal começarmos a pensar em dar um sobrinho para a minha irmã? – aposto que tem um sorriso maldoso no seu rosto.

- Um caso a pensar. – A ideia de ter um bebé começou a nascer dentro de mim. Quiçá fosse uma ideia a por em prática a curto prazo. Já estou casada a dois anos, o suficiente para dar o próximo passo.

- Amore, esse nosso projeto terá que ser discutido depois. Estão a chamar. Tenho que ir. Ti amo.

- Tudo bem, Anch'io ti amo.

Capítulo 3 Um grande problema

A noite estava agradável. Eu e as meninas entramos num bar que costumamos frequentar. Sentamos e pedimos as nossas bebidas. Vários homens estavam vidrados na nossa mesa. Para não sermos incomodadas, o truque é falarmos que não temos atração por homens. Quase sempre resulta, a não ser que o homem seja insistente. Nesses casos costumamos ter o meu marido que, sim, faz questão de nos acompanhar. Sozinhas, temos que nos virar. Uns homens perto do balcão, continuam a olhar e pouco depois vejo eles a aproximar.

- Parece que vamos ter companhia. -aviso e já vejo os olhares que Vitória e Stefania ao encontro do alvo.

- Estratégia do costume? – sussurra Stef para nós. Assentimos.

Eram exatamente três homens. Um loiro de olhos azuis e dois gêmeos morenos com olhos castanhos. Após estarem a dar em cima de nós, aplicamos a nossa técnica, mas o estilo macho alfa característico deles não deixou passar a nossa desculpa. Chegou a um certo ponto que se tornou sufocante a cola deles. Um dos gêmeos reparou na minha aliança.

- Zangada com o marido? – disse o gêmeo mostrando um sorrisinho nojento de lado.

- Nem por isso. Amo bastante o meu marido. – respondi seca.

Tanto a minha paciência como a das meninas estava a esgotar-se. A ideia era sair para descontrair e não para levar com três marmanjos que só pensa em levar a primeira mulher que vir para a cama.

Do nada, senti a presença de dois homens a aproximar. Quando ergui a cabeça, entrei em choque por um momento e desviei o olhar o mais rápido que pude. Por ironia do destino, na minha frente estava o melhor amigo e o irmão de Theodore, Logan Duncan e Steve Foster. O medo de me reconhecerem era enorme. Porém, Logan pareceu analisar-me enquanto Steve afastava os brutamontes da nossa beira. Formei uma expressão natural como se nada tivesse acontecido e tão pouco os tivesse reconhecido.

- Sarah, és mesmo tu? – a minha respiração travou por um momento. O meu olhar pousou em Stef que percebeu a encruzilhada que estava. Reuni forças e adotei amnésia do meu passado.

– Desculpe, nos conhecemos?

- Não finjas que não me conheces . Sabes, perfeitamente, quem sou eu e o que fizeste. Pensávamos que tinhas morrido. Estivemos no teu velório. Não sabes como Theo sofreu estes anos todos. E agora encontro-te aqui, viva. Tens noção do que fizeste. Tu quase acabaste com a vida do meu amigo. – A raiva e visível e a vontade de me estrangular parecia ser o próximo passo. Steve agarrou-o ao mesmo tempo que lançava um olhar de julgamento para mim. Vitória era a única que não sabia o que se estava a passar. Nunca existiu uma conversa que fizesse eu lhe contar acerca do meu passado. Já Stef sabia de tudo, apesar de não conhecer os intermediários, e decidiu tomar o controlo da situação.

- Acho, simplesmente, uma falta de respeito chegar a beira de uma pessoa que nunca viu na vida e descarregar atrocidades como se a conhece-se. A minha cunhada nunca os viu na vida. Só para terem noção que acabaram de estragar a nossa noite. Magda e Vitória, vamos embora e deixar os senhores e as suas especulações. – ao mesmo tempo faz um gesto para nos levantarmos.

- A sua amiga sabe bem o que digo , e não me venha com outros nomes. O nome dela é Sarah...

- O meu nome é Magda. Pare lançar comentários obscenos a uma pessoa que nunca viu na vida. Não sou a pessoa que busca. Peço que reveja o vocabulário que usou e que se controle. Agora, tal como disse a minha cunhada, acabou de estragar a noite. Agradeço a ajuda com aqueles homens. Meninas, vamos. – arranjei forças onde não existiam e contornei a situação. Sabia, perfeitamente, que caso não tomasse uma atitude cederia á pressão e revelaria a minha antiga identidade.

Enquanto contornava-o, o meu braço foi agarrado. Voltei o meu olhar para Logan.

- Em breve saberemos quem você é. Magda. – Soltei o meu braço e voltei para a saída.

Quando chegamos ao carro, havia tensão nos nossos rostos.

- Alguém me explica o que acabou de acontecer? – perguntou Vitória atoa que se passava. Stef e eu nos entreolhamos e eu assenti a sua pergunta muda. Era necessário contar para Vi. É nossa amiga e tem todo o direito a saber. Sabemos o caráter dela e confiamos sem margem de dúvidas.

- Ficamos todas no meu apartamento. Lá te contaremos. – disse Stef.

Assim que chegamos, mandei uma mensagem a Alex a dizer que já tínhamos chegado em casa da irmã dele e que ficaríamos cá. Depois de vestir os pijamas emprestados, sentamo-nos em cima da cama. Contei o meu passado observando a sua expressão. Expliquei também quem eram os homens que me confrontaram. Vi olhou-me com pesar. Nunca pensou que já tinha passado por muito na vida até chegar onde estou.

Depois das revelações, para descontrair da tensão acomodada, decidimos assistir a um filme com a companhia de vinho e queijo aos cubinhos. Melhor terapia para relaxar.

Porém, mesmo que me mostra-se tranquila, sentia medo das sombras do meu passado. Tinha receio de magoar-me e magoar os meus ao meu redor. Todos seguimos em frente e nos reconstruindo, mas confesso que voltar a ver os próximos de Theo fez nascer em mim, incerteza e insegurança.

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Vi os feedbacks positivos do último capítulo. Obrigada por tudo. É gratificante receber a vossa apreciação. Colocarei novidades no insta nos próximos dias. @kathyera_Destino, inclusive os dias de publicação.

Beijinhos 🕊

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