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Do Ódio ao Desejo

Do Ódio ao Desejo

Autor:: Burn Knight
Gênero: Romance
Scarlett é uma mulher forte e determinada que trabalha como assistente executiva de Ethan Blackwood, um chefe arrogante e controlador. Entre reuniões e confrontos diários, surge uma tensão palpável entre os dois, alimentada por um misto de ódio e desejo. Enquanto Ethan tenta controlar cada aspecto da vida de Scarlett, ela se vê desafiando sua autoridade e se recusando a ser dominada. Porém, à medida que os encontros se tornam mais intensos, eles se veem envolvidos em uma atração irresistível. Em "Do Ódio ao Desejo", acompanhe a jornada de Scarlett e Ethan enquanto lutam contra suas diferenças e o amor que nasce entre eles. Será que eles serão capazes de superar o passado conturbado e se entregar ao desejo que os consome, ou sucumbirão à teia de emoções conflitantes? Este romance sedutor e repleto de tensão irá cativar os leitores, mergulhando-os em um jogo perigoso de atração e resistência. Prepare-se para ser fisgado pela química explosiva entre Scarlett e Ethan, onde o ódio e o desejo se entrelaçam em uma dança emocionante e apaixonada.

Capítulo 1 Eu odeio Ethan Blackwood.

Scarlett Reed

O apartamento estava um silêncio só, o tipo de silêncio que faz você se sentir como se estivesse flutuando em um universo paralelo. Minha irmã, Amélia, já tinha saído para o trabalho, e eu podia imaginar toda a sua energia contagiante agitando o escritório. Essa mulher é um furacão ambulante logo cedo.

Enquanto eu me espreguiçava na cama, senti um arrepio percorrer meu corpo. Ah, o clima frio! Sempre me pego pensando em como é incrível acordar debaixo das cobertas quentinhas quando lá fora tudo está congelando. É quase como ter o poder de controlar o tempo, pelo menos dentro do meu pequeno santuário.

Deslizei os pés para fora da cama e meus dedos encontraram o tapete felpudo que eu tanto amo. Pisar nele pela manhã é como ter um pequeno momento de carinho nos meus pés, uma massagem matinal gratuita. Não há nada como começar o dia com uma pequena dose de conforto.

Levantei-me e dei uma rápida olhada no espelho. Ai, meu cabelo parecia ter uma mente própria. Definitivamente, a batalha do frizz estava em pleno andamento, mas hoje eu estava com preguiça de lutar. Prendi-o em um coque despojado, chamando-o de "estilo casual", para mascarar minha falta de habilidade capilar. Quem precisa de cabelo perfeito quando se tem personalidade, certo?

Segui para a cozinha, onde o cheiro do café fresco me saudou como um abraço quente. Ah, cafeína, minha fiel companheira de todas as manhãs. Peguei minha caneca favorita e a enchi até a borda, saboreando o líquido escuro e revigorante. É como se cada gole me desse uma injeção de energia direto na alma.

Enquanto tomava meu café, dei uma olhada no celular e verificar a agenda do meu querido chefinho.

Terminei de me arrumar, escolhendo um look casual e confortável. Nada de saltos hoje, apenas um par de tênis que me acompanhará nas minhas andanças. Eu amo me sentir livre para explorar sem qualquer limitação.

Com um sorriso no rosto, tranquei a porta do apartamento e me preparei para enfrentar mais um dia de trabalho. Rapidamente, peguei um táxi na rua movimentada, agradecendo internamente por não ter que lidar com o estresse do trânsito. Adoro essa sensação de me deixar levar pelas ruas da cidade enquanto observo o mundo passar pela janela.

Chegando ao escritório, meu coração deu um pequeno salto quando avistei uma figura familiar parada em frente à minha mesa. Lá estava ele, o chefe mais rude e, vamos ser sinceros, absurdamente gostosão, Ethan Blackwood. Ele exalava um charme e uma confiança irresistíveis, mas também uma aura de mistério e desafio.

Com um suspiro disfarçado, abri um sorriso determinado e me aproximei.

- Bom dia, Ethan! Como vai?

Ele ergueu o olhar, seus intensos olhos azuis se fixaram em mim por um momento antes de voltarem à papelada espalhada pela mesa. Um suspiro de exasperação escapou de seus lábios enquanto ele respondia de forma ríspida:

- Bom dia. Não me chame pelo primeiro nome, Reed. Tenho coisas mais importantes para fazer do que trocar pleasantries matinais.

Sua resposta abrupta não me surpreendeu. Eu já estava acostumada com seu jeito rude e autoritário. Contudo, isso não me impediu de manter meu sorriso no rosto e continuar tentando quebrar sua casca de gelo.

- Desculpe se pareço estar invadindo seu território, mas eu estou apenas tentando estabelecer uma atmosfera de trabalho positiva. Ah, e aqui está a papelada que você pediu.

Estendi os documentos que ele havia solicitado, esperando que ele os pegasse e talvez até agradecesse. Mas, em vez disso, ele olhou para mim com um olhar crítico e bufou de frustração.

- Você levou uma eternidade para encontrar esses arquivos. O mínimo que você poderia fazer é ser mais eficiente. Não me decepcione, Reed.

Balancei a cabeça, tentando não deixar sua atitude rude me afetar. Era difícil, mas eu não iria desistir tão facilmente.

- Vou me esforçar para melhorar, senhor. Se você precisar de mais alguma coisa, é só me avisar.

Antes que eu pudesse dizer mais alguma coisa, ele saiu, caminhando em direção a sua sala.

Eu estava determinada a provar meu valor, não apenas como sua secretária, mas também como alguém capaz de lidar com sua personalidade difícil. A batalha estava apenas começando, e eu estava disposta a enfrentá-la de frente.

Com um suspiro resignado, me dirigi ao meu próprio espaço de trabalho, pronta para mergulhar nas tarefas do dia. Ethan podia ser rude e exigente, mas eu não iria permitir que sua atitude me afetasse. Eu tinha objetivos a alcançar, e estava disposta a superar qualquer obstáculo que surgisse no meu caminho.

Eu trabalhava como secretária de Ethan há dois anos, tempo suficiente para conhecer cada canto daquele escritório. A dinâmica entre nós era desafiadora, para dizer o mínimo. Ele era o chefe mais exigente e rude com quem já trabalhei, mas também o mais fascinante.

Ethan era um homem de contrastes. Seu jeito áspero e autoritário contrastava com a intensidade de seus olhos azuis, capazes de transmitir emoções complexas. Eu sabia que havia algo mais por trás daquela fachada rude, algo que eu estava determinada a descobrir.

Nossas interações eram, na maioria das vezes, compostas de silêncios constrangedores e ordens curtas. Ele nunca perdia a oportunidade de me lembrar que eu estava ali para trabalhar, não para ser sua amiga. E eu respeitava isso, mesmo que meu coração insistisse em me empurrar para além da relação profissional.

Apesar de tudo, eu me surpreendia em como ele era um líder habilidoso. Ethan era brilhante, estratégico e sempre tinha soluções rápidas para qualquer problema que surgisse. Ele comandava sua equipe com mão de ferro, mas também os incentivava a serem melhores, a darem o seu máximo. Era difícil não admirar sua competência, mesmo quando ele me tratava com frieza.

Enquanto eu digitava freneticamente no teclado, percebia que minha relação com Ethan era como uma montanha-russa emocional. Um dia, ele podia me elogiar por um trabalho bem feito e no dia seguinte me criticar por um pequeno erro. Era como se ele estivesse constantemente testando meus limites, me provocando.

Apesar de todas as dificuldades, eu permanecia determinada em conquistar seu respeito e admiração. Eu acreditava que, por trás de sua máscara de rudeza, existia um homem que estava cansado de se esconder. Eu queria ser a pessoa que o ajudaria a revelar seu verdadeiro eu, aquele que eu sabia que existia.

Enquanto os dias se transformavam em semanas, e as semanas em meses, eu continuava a trabalhar duro, mantendo-me focada em meus objetivos. Não importava quantas vezes Ethan me tratasse com frieza, eu não iria me deixar abalar. Eu tinha uma determinação inabalável, e estava disposta a enfrentar todos os desafios que viessem pela frente.

Após terminar de digitar freneticamente, eu sabia que era hora de enfrentar mais um desafio: a sala de Ethan. Respirando fundo, coloquei os documentos que precisava apresentar a ele em uma pasta e me levantei da minha mesa.

Caminhei pelo corredor até chegar à porta imponente de mogno que dava acesso à sua sala. Bati suavemente e entrei sem esperar permissão. Ethan estava sentado atrás de sua mesa, imerso em seus pensamentos, com um olhar distante.

- Desculpe interromper, Senhor Blackwood - disse com uma voz controlada, enquanto me aproximava da mesa. - Aqui está a agenda de compromissos para hoje. Temos uma reunião com a equipe de vendas às 10h e uma videoconferência com os acionistas às 14h.

Ele ergueu os olhos rapidamente e pegou a pasta de minhas mãos, examinando os documentos com um olhar atento. Seu rosto permanecia impassível, sem demonstrar qualquer sinal de gratidão ou reconhecimento pelo meu trabalho árduo.

- Certifique-se de que tudo esteja preparado para as reuniões, Scarlett - respondeu Ethan com voz fria e autoritária. - Não tolerarei atrasos ou erros.

Engoli em seco, mas não me deixei intimidar. Era uma cena que se repetia todos os dias, mas eu me mantinha firme, mesmo diante de suas palavras afiadas. Eu tinha aprendido a separar o profissional do pessoal, mas às vezes era difícil não deixar sua atitude rude me afetar.

- Entendido, Senhor Blackwood - respondi, mantendo minha voz calma e profissional. - Eu me certificarei de que tudo esteja perfeito para as reuniões. Se precisar de mais alguma coisa, estou à disposição.

Sem esperar por uma resposta, virei-me para sair da sala. Eu sabia que qualquer tentativa de iniciar uma conversa casual ou um momento de aproximação seria em vão. A dinâmica entre nós era estritamente profissional, e eu precisava aceitar isso.

Enquanto caminhava de volta para a minha mesa, eu ponderava sobre o que tinha acabado de acontecer. Era desafiador trabalhar com alguém tão distante e exigente como Ethan, mas eu não desistiria facilmente. Eu estava determinada a provar meu valor, não apenas como sua secretária, mas como alguém capaz de enxergar além da armadura que ele vestia.

E assim, enquanto o dia seguia seu curso, eu continuava a enfrentar os desafios impostos por Ethan Blackwood. Sabia que cada interação com ele era uma oportunidade de mostrar minha competência e resiliência.

Com um misto de determinação e curiosidade, voltei para minha mesa e mergulhei novamente no trabalho. Afinal, eu tinha muito a fazer para garantir que o dia transcorresse sem problemas.

Só consigo pensar em uma coisa, mesmo com todo esse trabalho: Eu odeio Ethan Blackwood.

Capítulo 2 Meu chefe bravo

Scarlett Reed

Respirei fundo e segurei a pasta com firmeza enquanto caminhava em direção à sala do Senhor Blackwood. Era um cenário que se repetia diariamente, uma dança exaustiva com um parceiro que eu desprezava. Mas, infelizmente, fazia parte do meu trabalho lidar com sua arrogância e mau humor.

Abri a porta da sala e entrei, encarando-o de frente. Seus olhos frios e desinteressados encontraram os meus brevemente antes de desviar para um relatório em sua mesa. A falta de resposta era esperada, assim como sua atitude distante e grosseira.

- Bom dia, Senhor Blackwood - cumprimentei, tentando manter a formalidade apesar da minha aversão.

Ele olhou para mim de soslaio, mal se dignando a me responder.

- O que você quer? - disse com um tom de voz ríspido.

Ignorei sua indelicadeza e mantive a compostura.

- Trouxe a agenda do dia para revisão. Há algumas reuniões importantes, telefonemas a retornar e...

Fui interrompida abruptamente.

- Deixe na minha mesa. Eu darei uma olhada depois.

Suspirei, controlando a frustração que ameaçava escapar. Era exasperante lidar com sua falta de educação, mas eu sabia que precisava manter a paciência se quisesse sobreviver nesse ambiente de trabalho tóxico.

Coloquei a pasta com a agenda em sua mesa, ao lado dos outros documentos.

- Está aqui. Caso precise de algo mais, estarei na minha sala - informei, tentando disfarçar a irritação em minha voz.

Ele apenas assentiu sem olhar para mim, ocupado demais com sua papelada.

Dei meia-volta, saindo da sala com um misto de alívio e frustração. Aquela breve interação só reforçava o quanto eu detestava trabalhar para ele. Ethan Blackwood era um chefe insuportável, mas também um homem que despertava sentimentos conflitantes em mim.

Eu não tinha interesse em ter qualquer tipo de relacionamento com ele. Não depois de presenciar sua postura arrogante e o tratamento desrespeitoso dispensado aos funcionários. Mas, confesso, havia algo nele que me intrigava, uma chama oculta que eu não conseguia ignorar.

Meu foco era o trabalho e minha carreira. Eu não podia me deixar envolver por emoções confusas e atração superficial. Eu era uma profissional competente e estava determinada a provar meu valor, independentemente das dificuldades.

Minha manhã havia sido preenchida com tarefas diversas, desde a preparação de relatórios até a organização de reuniões estratégicas. Como assistente executiva de Ethan Blackwood, meu trabalho envolvia estar sempre um passo à frente, antecipando suas necessidades e mantendo tudo funcionando perfeitamente.

Uma das minhas primeiras tarefas era levar uma xícara de café quente à sala de Ethan todas as manhãs. Era uma rotina estabelecida desde o primeiro dia em que comecei a trabalhar para ele há dois anos. Às vezes, eu me perguntava se ele era realmente viciado em café ou se era apenas uma desculpa para ter um motivo para me ver todos os dias.

Além disso, também era responsável por agendar suas reuniões, filtrar suas ligações e cuidar de qualquer demanda urgente que surgisse. Era um trabalho desafiador, mas eu estava acostumada com a intensidade e sempre me esforçava para superar as expectativas.

Enquanto finalizava algumas anotações na agenda do dia, ouvi o barulho das portas do elevador se abrindo. Aproximando-se da minha mesa, estava Daniel, um colega de trabalho simpático e sempre disposto a fazer uma pausa para uma conversa rápida.

- Ei, Scarlett! Está pronta para o almoço? Aquele novo restaurante tailandês perto daqui parece promissor. O que você acha?

Eu sorri, agradecendo a oportunidade de deixar minha mesa por um tempo e trocar algumas palavras com um amigo. Deixei minha caneta de lado e peguei minha bolsa.

- Claro, Daniel! O restaurante tailandês parece uma ótima opção. Estou pronta para uma pausa no meio do dia. Vamos lá!

Enquanto caminhávamos em direção ao elevador, eu sabia que essas pausas eram essenciais para manter minha sanidade em meio à agitação do escritório. Era uma oportunidade de recarregar as energias, compartilhar risadas e lembrar que a vida era muito mais do que apenas tarefas e prazos.

Enquanto Daniel e eu caminhávamos em direção ao restaurante tailandês, o sol brilhava acima de nós, iluminando as ruas movimentadas da cidade. Era revigorante deixar para trás a pressão do escritório e respirar o ar fresco, mesmo que por alguns momentos.

Daniel era um colega divertido e descontraído, sempre com uma piada na ponta da língua. Nossas conversas nos almoços eram uma pausa bem-vinda do ambiente corporativo, um momento de relaxamento e camaradagem.

Enquanto andávamos pelas calçadas movimentadas, Daniel começou a falar sobre seu fim de semana, descrevendo com entusiasmo uma aventura que teve ao escalar uma montanha. Eu o ouvia atentamente, rindo das suas histórias engraçadas e fazendo comentários ao longo do caminho.

A conversa descontraída fluía facilmente, e era bom ter alguém com quem compartilhar as pequenas alegrias e frustrações do trabalho. Daniel era um amigo leal, sempre presente para apoiar e alegrar os dias mais difíceis.

Enquanto nos aproximávamos do restaurante, o aroma sedutor das especiarias tailandesas preenchia o ar, aguçando meu apetite. A fachada do local era convidativa, com uma decoração vibrante e exótica.

Daniel folheou o menu com interesse, seu sorriso brincalhão revelando antecipação. Ele olhou para mim e perguntou animadamente:

- E aí, Scarlett, qual vai ser sua escolha? Tô pensando em encarar o famoso curry vermelho, mas tô aberto a sugestões, viu?

Eu sorri, curtindo a disposição dele em se jogar na culinária tailandesa. Olhei o cardápio de um jeito indeciso antes de responder.

- Acho que vou me render ao clássico Pad Thai. Sempre é uma opção segura e deliciosa por aqui. E você, vai pedir alguma coisa diferente com o curry?

Daniel fez uma carinha pensativa antes de responder com um brilho safado nos olhos.

- Acho que vou começar com umas samosas de entrada.

Nossas risadas ecoaram enquanto chamávamos o garçom pra fazer nossos pedidos. O clima descontraído que Daniel trazia era um alívio em meio àquela selva de trabalho.

Enquanto esperávamos nossa comida chegar, Daniel olhou para mim com um sorriso travesso e perguntou:

- E então, como vai o babaca do nosso chefe? Ainda mandando ver na grosseria matinal?

Eu soltei uma risadinha, sabendo exatamente de quem ele estava falando. Ethan Blackwood, o temido chefe do último andar, era conhecido por sua atitude rude e exigente.

- Ah, você sabe como é, Daniel. O bom e velho Ethan está em plena forma hoje. Reclamando das planilhas, criticando os relatórios... Nada de novo sob o sol.

Daniel balançou a cabeça, fingindo indignação.

- Esse cara não tem limites, né? Às vezes, eu até imagino se ele sabe o que é um sorriso ou uma palavra gentil. Acho que nasceu com um manual de como ser o chefe mais babaca do mundo.

Nós dois rimos, concordando com a observação sarcástica de Daniel. Era difícil não se questionar sobre as origens daquela personalidade impiedosa que Ethan exibia no ambiente de trabalho.

- Tenho minhas teorias sobre isso, sabe? Talvez ele tenha sido criado por um bando de lobos selvagens ou passado a maior parte da vida em uma caverna escura, sem contato humano. Não consigo imaginar outra explicação plausível para tanta falta de empatia - comentei, brincando.

Daniel gargalhou, batendo na mesa com entusiasmo.

- Pode ser! Só espero que ele não nos transforme em lobos também. O mundo já tem cota suficiente de chefes rabugentos.

Concordei com um aceno de cabeça, enquanto o garçom trazia nossos pratos fumegantes à mesa. O aroma delicioso da comida tailandesa invadiu o ar, aguçando ainda mais nosso apetite.

O aroma delicioso da comida tailandesa invadiu o ar, aguçando ainda mais nosso apetite. Os pratos estavam artisticamente arranjados, com cores vibrantes e ingredientes frescos que saltavam aos olhos. O curry picante de frutos do mar exalava seu perfume tentador, enquanto uma tigela de arroz branco perfeitamente cozido repousava ao lado.

Meus olhos brilharam de antecipação quando o garçom colocou os pratos à nossa frente. O vapor quente subia, formando pequenas nuvens que dançavam no ar. Era um convite irresistível para saborear cada garfada.

- Uau, isso parece incrível! - exclamei, admirando a apresentação dos pratos. - Mal posso esperar para experimentar.

Daniel concordou, com os olhos brilhando de empolgação.

- Não tenho dúvidas de que vai ser uma explosão de sabores. Vamos mergulhar nessa aventura culinária juntos!

Sem perder tempo, pegamos nossos talheres e nos entregamos ao prazer da refeição. O curry revelou-se uma combinação perfeita de temperos exóticos, picância na medida certa e a textura suculenta dos frutos do mar.

Enquanto degustávamos, nossas conversas fluíam animadamente, intercalando entre assuntos de trabalho, eventos recentes e até mesmo alguns devaneios divertidos sobre viagens e aventuras. O almoço não era apenas uma pausa para satisfazer a fome, mas também um momento de conexão e cumplicidade.

O tempo parecia voar enquanto nos deliciávamos com cada garfada. O saboroso curry era acompanhado por risadas e gestos animados, criando um ambiente de descontração e camaradagem. À medida que as horas do almoço se esgotavam, sentia-me agradecida por esse breve momento de escape da rotina e pela companhia agradável de Daniel.

Quando finalmente terminamos a refeição, nossos pratos estavam vazios, restando apenas a satisfação de ter desfrutado de um almoço delicioso e uma boa companhia. Pagamos a conta e nos levantamos da mesa, prontos para retornar ao escritório e enfrentar o restante do dia com energia renovada.

- Foi um ótimo almoço, Scarlett. Obrigado pela companhia - disse Daniel, sorrindo.

Retribuí o sorriso, sentindo-me leve e revigorada.

- O prazer foi todo meu, Daniel. Foi uma pausa muito necessária. Vamos voltar lá e conquistar o mundo corporativo!

Com uma dose extra de motivação e um estômago satisfeito, nos despedimos do restaurante e caminhamos de volta ao escritório. Assim que sai do elevador, respirei fundo ao dar de cara com meu chefe bravo.

Capítulo 3 Ethan, solte-me agora!

Scarlett Reed

- Senhor Blackwood... - murmurei, tentando disfarçar meu desconforto ao vê-lo parado em frente à minha mesa.

Ethan lançou-me um olhar impaciente, as sobrancelhas franzidas em uma expressão de desaprovação.

- Scarlett, finalmente decidiu aparecer? Onde diabos você estava? Parece que a cada dia mais você implora para ser demitida. - sua voz ressoou com autoridade, ecoando pelo corredor do escritório.

Engoli em seco, mantendo a compostura enquanto lutava contra a vontade de revirar os olhos. Aquela era a rotina diária com ele, um show de grosseria e reclamações intermináveis.

- Desculpe pelo atraso, me desculpe mesmo, Senhor Blackwood. Eu estava almoçando com Daniel e...

Ethan me interrompeu com um gesto brusco da mão.

- Pouco me importa com quem você estava almoçando, que merda. Precisamos discutir esses relatórios urgentes que você deixou pela metade. Eu não estou pagando seu salário para você se distrair por aí! Para ficar perdendo tempo com qualquer panaca.

Suspirei, resistindo à vontade de rebater. Ele sempre encontrava uma maneira de criticar e diminuir meu trabalho, mesmo quando eu me dedicava incansavelmente a ele. Era uma batalha constante manter a calma e lembrar-me de que aquilo não definia meu valor.

- Entendo, Senhor Blackwood. Vou terminar os relatórios imediatamente e entregá-los até o fim do dia.

Ele bufou, lançando-me um olhar desconfiado.

- É melhor que sim. Não tolero erros ou atrasos. Espero que você tenha aprendido a lição.

Assenti, forçando um sorriso educado, enquanto ele se afastava em direção à sua sala, mas não sem antes se virar e olhar com ódio para mim.

- Scarlett, eu acho melhor você não se aproximar tanto do Daniel. Não quero ver vocês dois se envolvendo em situações desnecessárias.

Levantei uma sobrancelha, encarando-o com firmeza.

- Desculpe, Ethan, mas minha vida pessoal não é da sua conta. Com quem eu escolho sair ou ser amigo é uma decisão minha. Você não tem autoridade para interferir nisso.

Ele bufou, claramente insatisfeito com minha resposta.

- Eu sou seu chefe, Scarlett, a porra da sua vida é da minha conta. - Ele diz se aproximando e com o dedo apontado para mim. - Se eu estou dizendo que você não vai sair com Daniel, é porque você não vai.

Eu recuei alguns passos, mantendo minha determinação, mesmo diante da sua atitude ameaçadora.

- Olha, Ethan, eu respeito que você seja meu chefe, mas isso não lhe dá o direito de controlar minha vida fora do escritório. Eu sou uma profissional competente e sei separar as coisas. Você não pode simplesmente ditar com quem eu devo me relacionar.

Seus olhos faiscaram de raiva enquanto ele mantinha seu olhar fixo em mim.

- Você acha que pode desafiar minha autoridade, Scarlett? Acha que pode me enfrentar e sair impune? Lembre-se de quem é o seu chefe aqui. Eu tenho o poder de fazer sua vida um inferno, se assim eu quiser.

Cruzei os braços, tentando controlar minha indignação.

- Isso é um abuso de poder, Ethan. Se você tem algum problema pessoal com Daniel, resolva-o de outra forma. Não coloque sua insegurança e ciúmes no meio do nosso ambiente de trabalho.

Ele cerrou os punhos, demonstrando uma mistura de raiva e frustração.

- Escute bem, Scarlett. Você vai se afastar de Daniel e ponto final. Se você não está disposta a acatar minhas ordens, pode considerar seu futuro aqui comprometido.

Fiquei em silêncio por um momento, avaliando a situação. Sabia que confrontar Ethan poderia ter consequências negativas para minha carreira, mas também não podia permitir que ele interferisse dessa maneira na minha vida pessoal.

Com uma expressão determinada, respondi:

- Eu não vou abrir mão das minhas escolhas pessoais por causa do seu ataque doentio, Ethan. Se você quiser tomar medidas drásticas, faça o que for preciso. Mas saiba que eu não vou ceder.

Deixei-o parado ali, com seu olhar feroz fixo em mim, enquanto eu me afastava determinada, pronta para enfrentar as consequências da minha decisão. O desafio estava lançado, e eu não estava disposta a ser controlada por ninguém.

Me pegando completamente de surpresa, Ethan empurra meu corpo levemente contra a parede, se aproxima de mim e cola nossos corpos.

- Está querendo ser demitida?

Fiquei sem reação, surpresa com a atitude agressiva e invasiva de Ethan. Meu coração acelerou, mas me forcei a manter a calma e não demonstrar medo.

- Ethan, solte-me agora! - minha voz saiu firme, embora eu pudesse sentir a tensão em cada palavra. - Isso é completamente inaceitável. Eu exijo respeito e você está ultrapassando todos os limites.

Seus olhos faiscavam com uma mistura perigosa de raiva e desejo. Ele aproximou seu rosto do meu, sussurrando com uma voz rouca.

- Talvez eu esteja cansado de jogar de acordo com as regras, Scarlett. Talvez eu queira ver como você reage quando o controle é tirado de suas mãos.

Minhas mãos tremiam, mas minha determinação permanecia inabalável. Empurrei-o com todas as minhas forças, me afastando dele.

- Você é um babaca, Ethan! Eu não vou tolerar esse tipo de comportamento. Se acha que pode me intimidar, está enganado.

Ele se aproxima tanto que seu nariz se encosta no meu e sinto todo meu corpo se arrepiar. Que merda está acontecendo comigo? - Não vou repetir... fique longe dele!

Minha respiração acelerou com a proximidade repentina de Ethan. Suas palavras ecoaram em meus ouvidos, mescladas com uma estranha sensação de atração. Sacudi a cabeça, tentando afastar aqueles pensamentos confusos.

- Você não tem o direito de ditar com quem eu posso ou não me relacionar, Ethan. Isso é um absurdo! - tentei manter minha voz firme, embora minhas pernas tremessem ligeiramente.

Ele permaneceu imóvel, seus olhos fixos nos meus, como se buscasse ler minha alma.

- Você não sabe o que é melhor para mim, Ethan. Não tem o direito de interferir em minha vida pessoal. Não vou permitir que faça isso. - Tentei reforçar minha posição, ignorando o turbilhão de emoções contraditórias que aquele momento despertava em mim.

Ethan soltou um suspiro frustrado, afastando-se bruscamente. Seu semblante carregado de raiva e confusão.

- Está bem, Scarlett. Faça o que quiser.

Então ele saiu em direção à sala dele, me deixando sozinha e completamente perdida.

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