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Doce Pecado  -série BDSM - livro 2

Doce Pecado -série BDSM - livro 2

Autor:: Felícia
Gênero: Romance
Ele é um um dominador experiente, especialista em bondage, mais romântico. Na medida do possível, dentro do mundo bdsm. Ela uma submissa romântica que sonha com um noivo e filhos, com tolerância pequena para dor, mais que ainda sim, gosta de fazer parte deste mundo. É amor a segunda vista, já que eles se conhecem a bastante tempo. Sabrina vive um dilema e Paulo só quer acertar as coisas entre os dois. Quem irá vencer, a vontade de amar ou o doce pecado que mora ao lado. Conheça a aventura desses dois que se completam, mais que não percebem que foram feitos um para o outro. Maiores de 18 anos Pode conter gatilhos

Capítulo 1 Madame Lavoisier

PRÓLOGO

Madame Lavoisier

Oito anos atrás...

-Bom dia Madame, que bom que respondeu meu chamado.

-Fiquei surpresa! Não costumo receber muitos chamados da senhora.

Falo isso porque estou num internato de freiras.

Elas costumam dizer que meu internato, é um prostíbulo com outros nomes, mas não me importa. Me orgulho do meu Internato, graças a ele tirei várias meninas das ruas, como protegendo e dando um futuro a elas.

Fiquei surpresa com o chamado da freira Dalva. Ela me disse que tinha uma menina aqui que eu poderia ajudar. Vamos ver...

-Esta menina não tem um perfil para seguir uma vida religiosa. E eu realmente gostaria de não jogar ela nas ruas daqui a um mês. É uma menina prendada, que merece ser feliz e realizar seu sonho de ter uma família.

-É isso que ela quer? Um marido, filhos?

-Sim, não é isso que seu internato propõe? Um curso para que elas aprendam a ser uma boa esposa, uma boa dona de casa e uma boa esposa obediente?

Se ela sabia...

-Mais ou menos isso Senhora. Mais não posso levar, se ela não quiser ir. Não obrigo nenhuma das minhas meninas a fazerem o curso. Preciso vê-la e conversar com ela.

Ela toca um sino e logo depois, uma outra freira entra no recinto.

-Sim senhora!

-Traga Sabrina Becker aqui...

-Becker? Não é aquele empresário que morreu com a esposa, num acidente de avião?

-Ele mesmo, a três anos atrás. A menina é filha deles... desde então tem sido mantida neste internato, até 18 anos e fica por conta própria.

-Mas e os familiares dela?

-Ninguém se interessou em assumir a guarda da menina. Um tio distante que a botou aqui, e paga todas as despesas. Ao completar dez anos, ela receberá a parte dela na fortuna da família, e irá sair daqui.

-Então porque eu fui chamada? Geralmente órfãos, sem eira e nem beira é que costumam se interessar pelo internato, senhora.

-A menina, apesar de estar completando dez anos, é muito bobinha, madame... e bonita. Não tenho coragem de soltá-la neste mundo. Apesar de não concordar com seu interno, eu confio na madame, sei que as meninas são treinadas para a vida lá. Eu encaro desesperadamente que você a receba lá, até conseguir se virar sozinha e cuidar de sua própria vida.

Zumbir! Interessante!

Minha primeira integrante que não é uma pobre coitada. Quero ver se vai se adaptar.

Escuto a porta abrir e vejo a freira entrar posteriormente da menina. Alta, magra, cabelos castanhos claros lisos, rosto fino, olhos verdes. Poderia ser uma modelo, de tão bonita que é. E tem a apresentação de uma bailarina. Linda!

Ela me olha com os olhos assustados, e abaixa a cabeça.

Hummm. Uma submissa em formação.

-Sabrina, está é Madame Lavoisier. Já te falei dela, a senhora que quer te ajudar, quando sair daqui.

Ela me olha ainda com a cabeça baixa.

-Olá Sabrina, prazer...

Eu estendo minha mão para ela, e ela a aperta sem muita firmeza.

-Prazer madame!

-E aí? Vai querer estudar no meu internato? Não sei se a Senhora Dalva te explicou. Mais é um internato de meninas, onde ensinamos a elas a serem boas esposas e mulheres, para homens poderosos. É importante dizer que tudo sempre será sua escolha, nada é decidido sem a sua permissão. Eu só encaminho vocês da melhor forma possível, para que não se percam no meio do caminho. O curso dura dois anos, e depois que termina, você escolhe o que fazer. Se continua conosco, ou se desvencilhar do internato. Mas até lá, você terá armas para escolher o melhor para ti. Eu vou te dar essas armas.

-Sim senhora. Não tenho muitas opções. Ou vou com a Senhora ou me viro sozinha. Não estou preparado para enfrentar este mundo gigantesco. Preciso de ajuda.

Sorrio para ela, afinal, não é muito diferente das outras meninas órfãs. É só mais uma menina que não foi preparada pelos seus pais para enfrentar o mundo. Só que dessa vez não é uma plebeia.

É uma princesa que foi destituída de seu cargo...

Coitada!

-Então eu vou te ajudar querida! Pode ter certeza disso. Arrume suas coisas e vamos embora.

-Sim Senhora!

Eu sorrio e ela sai da sala feliz.

Só espero que não a decepcione.

Capítulo 2 Presente

Sabrina Becker

Presente

Me encaminho para a sala de aula. Hoje vou dar dois tempos de etiqueta para o primeiro ano. Ficar presa duas horas com essas meninas na sala, vai ser punk. Elas são bem bagunceiras e tagarelas.

Com 26 anos, já era para eu estar casada e com filhos a tempos. Mais não tive sorte! Tive alguns dominadores, alguns bem sadomasoquistas, outros bem brandos, mais nenhum deles não se interessou por casar.

Então resolvi colaborar com o internato. Moro aqui há oito anos, é o único lar que eu conheço. Enquanto não aparece a pessoa certa, eu vou trabalhando.

Neste internato aparece de tudo...Madame costuma dizer que a variedade é grande...

Existem aqueles homens que realmente procuram uma esposa, com pré requisitos de uma submissa treinada. Mas existem aqueles também que procuram apenas putaria, algo para passar o tempo ou até uma amante.

Geralmente são homens, que não tem tempo pra ir caçar a noite. O internato torna as coisas muito simples.

O mais importante, é que as nossas escolhas são levadas em conta.

Por isso, cada uma de nós, temos um currículo e pré requisitos e a palavra final, sempre será nossa.

Vejo Andrey no corredor. Lindo como sempre...

Quem resiste a este homem?

Acho que ele já comeu todas as internas deste colégio, inclusive eu estou na lista, e não saí ainda dela. Ele é um professor de dominação, ensina as submissas como se comportar diante de um dominador e da sociedade. Além de treinar aquelas que atuarão no bdsm. Muitas vezes as coisas esquentam e a química acontece.

Comigo e com ele foi assim...E sempre que estou sem DOM e volto para o internato, voltamos a nos encontrar. Ele é a pessoa mais constante em minha vida, nesses anos todos. Fora que é difícil ignorar sua presença...

1.80 de músculos, olhos verdes moreno, cabelos encaracolados até a cintura que ele mantém preso a maior parte do tempo, num coque estilo samurai. Sobrancelhas grossas, barba espessa e um olhar matador.

-Olá Sá... Vai dar aula agora?

-Sim, dois tempos...

-E depois...

-Vou dormir ...

-Que tal dormir no meu quarto?

-Hoje? Amanhã damos aula.

-É só pra dormir... Não estou a fim de ficar sozinho...

Eu concordo com a cabeça e ele sai...

Olho para a sua bunda, e penso... "Isso não pode ser obra de Deus! É um pedaço de mau caminho! Aff"

Balanço a cabeça e vou para a sala. É o melhor que eu faço...

***

Bato na porta dele, ele abre e eu entro direto, abrindo meu roupão e ficando de camisola. Ele está apenas com uma calça de pijama, e o cabelo preso num coque.

-Demorou...

Ele diz já segurando minha cintura e beijando meu pescoço.

-Tive que ir tomar banho. Ficou sabendo que Duda escolheu o dominador?

-Madame me disse... Finalmente!

-Finalmente porque?

Ele se afasta de mim e vai até o frigobar, pegando uma garrafa de água e tomando um gole.

-Ahhh para... Vc sabe que madame estava enrolando pra deixar ela sair do Internato.

-Só não parecia a pessoa certa.

-E Arthur Albuquerque é a pessoa certa?

Ele suspendeu uma sobrancelha me olhando...

É claro que não...

Ele destruiu meu coração e de muitas outras submissas. Um Dom experiente que é capaz de tirar água de um deserto. Claro que ele não é o dominador certo para Duda. E nem para ninguém...

Eu só espero que ela tenha o coração de gelo, como diz ter... Pq eu gosto demais daquela menina para ver ela sofrer nas mãos dele.

-Ela não se apaixonou por vc Andrey, bem que tentou... Acho que ela consegue manter o coração intacto.

Ele sorri, põe a água em cima do frigobar, se aproxima de mim e me escora na parede.

-Está com ciúmes!

-Claro que não. - falo revirando os olhos.

- Mas ela é uma menina... Ele é brutal nas técnicas dele, Sabrina... Você sabe né? Foi uma das últimas que foi danificada por ele ... Tão danificada que prefere dar aula no internato, do que aprofundar laços com outro dominador.

Eu suspiro. Ele tem toda razão! Duda merecia alguém menos intenso que Arthur. Mas se Madame acha que ela é a melhor opção para ele, quem sou eu para julgar?

-Eu só não quero mais dominadores sadomasoquistas. Quero algo calmo e tranquilo.

-E vai conseguir ficar longe da dor?

- Não significa que eu não possa ter dor. Meu nível é pequeno, você mesmo me disse várias vezes. Só preciso de um dominador que goste e não goste de coisas intensas. Eu...

-Não aguenta a intensidade. Esse pobre coração frágil! -ele diz beijando meu pescoço com seu corpo todo colado a mim.-Você gosta de uma transa baunilha com pimenta, não é gostosa???

Ele me pega no colo e me joga na cama. Eu dou um gritinho...

-Vamos só dormir... -falo respirando com dificuldade.

Que homem gostoso!

-Mudei de ideia putinha...

Ele levanta meu vestido e tampa minha cabeça com ele.

-Nada de tirar isso daí... Ouviu?

-Sim...

Ele bate na minha bunda.

-Sim o que?

-Sim Mestre...

-É assim que eu gosto das minhas putinhas... Mansas e obedientes...

Ele me penetra com um dedo e eu gemo, depois sinto a pressão de mais um... E depois de mais um... Eu gemo me sentindo toda preenchida. Ele soca com força ali por um tempo, arrebentando minha calcinha em seguida, e me penetrando de uma só vez.

Dou um grito agudo e ele rosna. Começa um vai e vem louco e eu começo a gritar...

-Que putinha escandalosa. Daqui a pouco o Internato todo vai saber que eu estou te comendo, Sabrina...

E isso seria um problema não é mesmo? Já que esse homem tem mais submissas do que meus dedos podem contar.

Ele tira a camisola da minha cara e enfia a calcinha rasgada na minha boca para diminuir os ruídos. E depois tampa meu rosto novamente.

-Vamos putinha... Goza pra mim, goza... Goza para seu mestre!

E como se fosse um mantra, eu gozo no seu pau.

Ele mete mais um pouco e depois tira o pau de dentro de mim, ouço ele tirando a camisinha, e depois goza na minha barriga urrando.

Sinto o movimento da cama, dele deitado ao meu lado. Ele tira a camisola do meu rosto e eu tiro a calcinha da boca.

-Tudo bem gostosa?

-Sim Mestre!

Ele me segura em seus braços, limpa minha barriga com sua calça jogada no chão, e ficamos abraçados até eu pegar no sono e não ver mais nada.

Uma noite com o Andrey nunca é demais!

***

Bato na porta do escritório de Madame. Escuto ela mandar eu entrar.

-Mandou me chamar Senhora?

-Sim querida, preciso conversar...

-Claro...

Vou até o tapete do escritório e me ajoelho ao lado do sofá. Ela sai de trás da mesa com uma pasta, se aproxima e se senta em minha frente.

-Tenho novidades. Um dominador se interessou por seus serviços.

-Mas já? Pensei que fosse demorar dessa vez, já que não quero abrir mão do meu trabalho do internato.

-Ele está disposto no começo a te deixar trabalhar aqui, mais a longo prazo, se houver uma renovação ele não quer que você continue.

-De quanto tempo seria o contrato?

-Seis meses.

-E ele se encaixa no meu novo perfil?

-Sim, você o conhece... Já até jogou com ele, querida...

Olho para ela , abrindo a boca e fechando. Eu não quero me envolver novamente com algum dominador, que eu tenha já feito contrato.

Se o contrato terminou houve motivos, meus ou dele.

-Madame, não quero uma figurinha repetida.

-Não teve contrato com ele. Você foi compartilhada num jogo com ele.

Menos mau... Quando somos compartilhadas, geralmente não há intimidade com o dominador. Então se fosse uma pessoa que já jogou comigo, pelo menos uma amizade inicial teríamos.

-Quem é madame, estou curiosa...

Falo para ela ansiosa para saber quem é a pessoa.

-Paulo Niko...

Eu arregalei os olhos para ela.

Paulo? Mas nunca imaginaria que ele quisesse me ter como submissa.

Tá certo, jogamos uma vez na época em que fui submissa de Arthur, mas como disse, compartilhamentos não contavam. Principalmente com esses três meninos. Eles eram éticos entre si, e cheios de regra para compartilhamento, não dava pra sentir muita coisa.

Lembro que eu gostei de fazer sexo com ele, e lembro que também gostei de ser amarrada por ele. Paulo é especialista em shibari... Lembro que foi muito diferente para mim!

Taí... Ele não é tão intenso quanto Arthur. E ainda poderei conviver com Duda. Começo a sorrir...

-Vejo que gostou da opção. - ela diz sorrindo.

-Sim, ele não é muito intenso, e ainda poderei conviver com Duda.

-Tem certeza que não tem nada a ver com Arthur?

-O que? -Não entendo no começo o que ela está dizendo, mas logo compreendo. -Não Madame, não sinto mais nada pelo Arthur. Hoje sei que nunca daria certo.

-Não sente mais nada ou se convenceu de que não daria certo?

-Nãoooo.

-Não o que Sabrina? Eu não devia, mas vou lhe dar um conselho. Não aceite o contrato com Paulo, se o motivo for ficar perto do Arthur. Aqueles meninos têm uma lealdade muito grande um com o outro. Eles não vão perdoar se descobrirem que você se aproximou de Paulo, com segundas intenções.

-Madame, está me ofendendo. Não sinto mais nada pelo Arthur. Estou feliz que Duda o escolheu. E se eu aceitar contrato com Paulo, será porque quero a experiência.

-Espero que sim. Ele mandou o contrato, pediu para você estudar e marcou um almoço no clube que eles frequentam no domingo. Se caso você aceitar, eu vou confirmar com ele. Pediu sigilo, Sabrina, nada de comentar com Duda. Acho que ele mesmo quer contar para o Arthur.

-Qual é o prazo para ler o contrato e dar minha resposta?

-24 horas.

-Pode deixar madame, começarei a ler agora mesmo.

-Agora pode ir, tenho muito serviço para adiantar.

-Sim Madame.

Me levantei do tapete e fui em direção a porta, saindo em seguida.

Paulo... Nunca imaginei ser sua submissa. Será que daria certo?

Estou muito propensa a aceitar. Muito mesmo!

Ele é um gato, super dotado, carinhoso e generoso. Gosta de provocar dor, mas é brando com castigos e torturas. A antiga submissa dele, sempre falava que os castigos dele eram bem brandos, que chegava a dar sono.

Eu sorrio lembrando o que ela dizia.

Não adianta! Se a submissa não combina com os gostos do dominador, não adianta que não dê certo.

A cumplicidade é muito importante no BDSM. Muito mesmo!

Agora resta saber se eu e Paulo combinamos.

Será?

Capítulo 3 Paulo Niko Sankyo (2)

Paulo Niko Sankyo

Chego no clube e me sento na mesa que sempre reservo, quando vou almoçar aqui. O mesmo garçom de sempre, vem até a mesa e me dá o cardápio.

-Boa tarde Senhor Niko.

-Boa tarde . Vou esperar minha convidada chegar, Romeu.

-Sim Senhor! Deseja beber algo?

-Pode trazer whisky sem gelo.

Ele se retira e eu olho o lugar. É domingo, então o clube está cheio. Marquei esse almoço aqui por ser impessoal. Não gosto desses encontros entre Dominadores e submissas, onde o Dom as avaliam, como se fosse um pedaço de carne.

Sei que a primeira vez é importante, é quando sentimos se as coisas vão combinar, mas gosto de marcar num local neutro, e só depois ir para outro lugar. Acho que elas precisam disso, para se sentir à vontade.

Os meninos costumam dizer que eu sou romântico, até nos primeiros encontros. Que geralmente submissas, não gostam dessas coisas.

Teve um tempo atrás que eu tentava ser igual a eles, levar as coisas por esse lado... mas era uma tortura ser assim. Então desta vez, seguindo o conselho dos dois, resolvi fazer diferente. Seguir meus instintos e procurar por algo que eu realmente quero, não por algo que Arthur e Bernardo gostariam.

Porque eu sou diferente dos dois, e tudo bem ser assim...

Fomos criados juntos como irmãos, e dentro deste mundo chamado bdsm. Mas isso não nos modificou, tanto que cada um é diferente do outro. A nossa personalidade sempre prevalece.

Estamos acostumados a este mundo, fazemos parte dele, mas ele não nos domina. Graças a Deus!

Acho que a única coisa que nos une em gostos comuns, é gostar de relacionamentos 24/07. É cômodo ter alguém à nossa disposição, já que trabalhamos demais e não gostamos de boates, com exceção de Bernardo. Esse de vez em quando frequenta algumas boates, quando está sem um bottom.

Mas... contrariando todas as hipóteses... ele é o único que está a seis meses comprometido.

Arthur acabou de contratar uma menina. Ela é diferente de tudo que ele já experimentou. Espero que dê certo, gosto de ver meu irmão feliz.

Eu tomei um pé na bunda da minha última submissa.

Aliás, que pé na bunda!

Me trocou por um outro dominador!

A desculpa dela, foi que eu não a estimulava da forma, que tinha estimular.

Bom, não quero pensar nisso...

Passou... Águas bem passadas...

Agora tentaria com Sabrina... Não tinha contado para ninguém ainda sobre ela. Queria conversar e até combinar algumas coisas, antes de espalhar para todos. E também tinha um problema, ela foi submissa do Arthur, não sei como ele reagiria sobre isso.

Quando madame me deu ela como opção, achei uma ideia absurda no começo... Mas depois, lembrando de nosso encontro, das conversas que tínhamos quando saímos em grupo, pensei: "porque não? Não custaria tentar..."

Quando joguei com ela foi gostoso e divertido, e olha que era num compartilhamento.

Como seria ela, sendo minha submissa?

Se Madame confirmou o almoço, é porque ela está interessada. Logo vejo ela vindo em minha direção com um terninho rosa, com saia nos joelhos, e scarpin branco alto.

Ela é mais linda do que me lembrava. Seus cabelos estavam bem mais longos, desde a última vez que a vi... eu amava cabelos longos. Pedi um carro para buscá-la no Internato.

Ela se aproxima e eu me levanto.

-Boa tarde Sabrina!

-Boa tarde Mestre Paulo!

Afasto a cadeira para ela sentar , e ela se senta sorrindo.

-Quer beber algo?

-Água, por favor.

Chamo o garçom e peço a água dela.

-Já vão pedir Senhor?

-Não Romeu, quando for a hora te chamo.

Ele deixou um cardápio na mesa e sai novamente.

-Algo que você não coma Sabrina?

-Apenas frango.

-Ok! Ficou surpresa pelo meu interesse?

Ela sorri:

-Um pouco mestre, não esperava...

-Pra te dizer a verdade, nem eu... -Ela fica um pouco vermelha.-Eu pedi uma menina que não fosse masoquista, e ela me mostrou seu perfil. Eu achei que você fosse masoquista.

Ela bebe um pouco da água que o garçom acabou de trazer, e suspira.

-Eu sei que é estranho eu dizer isso aos 26 anos e depois de tanta bagagem, mais eu acho que eu não sou masoquista. Todos meus outros dominadores se estressaram com a minha fragilidade em sentir dor. E sempre, não me sentia satisfeita nas sessões.

-Mais você e Arthur se davam bem...

-Arthur era uma exceção, gostava do cuidado dele. Era apaixonada pelo jeito que ele se dedicava a mim. Quando ele me castigava ou quando exigia de mim nas sessões, aquilo não era prazeroso como é para as outras meninas. Eu fazia porque eu queria a segunda parte.

-O aftercare...

-Exatamente... Era maravilhoso o jeito que ele cuidava de mim...

Hummm... Sinto uma paixão pelo meu melhor amigo?

-Posso te fazer uma pergunta indiscreta? - pergunto já com medo da resposta.

Madame já havia comentado da paixonite dela pelo Arthur, mas não custa dar a oportunidade a ela, de me dizer a verdade.

-Claro mestre!

-Você é apaixonada pelo Arthur?

Ela abre a boca e fecha, fica vermelha.

Cuidado com o que vai dizer Sabrina...

-Já fui... Hoje não mais... Porque vi que não daria certo. Posso dizer que depois dele, eu compreendi muitas coisas na minha vida.

-O que por exemplo?

-Que não sou uma masoquista. Quero um homem que cuide de mim, como ele cuidava. Que eu mereço isso, que eu mereço cuidar do meu equilíbrio emocional, cuidar de mim... Por isso que eu prezo muito pelo meu trabalho e é uma das minhas condições. Estou gostando de exercitar minha mente para outras coisas.

-É... Mas esse trabalho não precisa ser no Internato. Pode ser em qualquer outro lugar...

-Sim, concordo...

Falo isso, porque não me agrada ela trabalhar no internato e ter ela tão longe de mim uma parte do dia. Eu também sou possessivo, quero atenção o tempo todo.

-Num primeiro contrato Sabrina, não vou encrencar com isso, mas se isso der certo não abrirei mão de ter você o tempo todo.

-Ok! Se isso acontecer, voltamos a conversar.

Concordo com a cabeça, chamando o garçom.

Ele chega logo e digo.

-Queremos o salmão grelhado com ervas e de acompanhamento a salada campestre.

-Sim Senhor, algo para beber?

-Pode ser suco de laranja.

-Sim Senhor!

Ele sai de perto e eu volto a falar.

-Já combinou seus horários se caso aceitar o contrato.

-Pensei em trabalhar na parte da manhã. -eu confirmo com a cabeça.

-Está ideal para mim. Alguma dúvida sobre o contrato?

-Não... Seu contrato é parecido com o do Arthur.

-Foi elaborado pelo mesmo advogado. Algum problema sobre o compartilhamento?

-Não da minha parte, mas eu não sei se terá algum problema com Arthur.

Arthur... Arthur... Arthur...

Será que ela não tem outro nome nessa cabecinha?

Que porra!

-Deixa que isso eu me preocupo, Sabrina.

-Desculpe Mestre!

-E em relação às práticas? Algo que você queira acrescentar ou tirar?

-Não... Acredita? Isso é novidade pra mim, pois quase em todos os outros contratos me dava vontade de tirar algumas coisas. Mas no seu, eu me identifiquei.

Eu sorrio... Não lembrava que Sabrina era tão espontânea.

-Você dá aula de que no internato?

-De etiqueta.

-Combina com você. E a dor Sabrina, sei que não é masoquista, mas quero saber o quanto disposta a dor você está.

-Gosto de algo mais duro, mais hardcore. Gosto de um pouco de dor, mas nada acima disso. Se a dor fosse um número de um a cinco, eu escolheria dois.

-Ok, posso lidar com isso.

-Em relação às roupas, o Mestre é igual Arthur?

-Não, deixo a seu critério. Minhas preferências são muitas rendas. Gosto de lingerie e também gosto de vestidos, mas não tenho nada contra calças e shorts. Essas coisas com o tempo nós vamos descobrindo um do outro. E sobre fetiches? Gosta de ser observada?

-Sim Mestre. Concordei com tudo que o senhor marcou, no contrato.

-Até o pet play?

-Sim...

-Vai ter dias que eu vou querer brincar assim. Tipo um dia de fantasias. Me excito com esse tipo de coisa. Também gosto de observar...

-O senhor é igual Arthur?

Olha ele aí mais uma vez, em nossa conversa...

-Tipo câmeras para todos os lados? Não... E também não tenho uma ala só para você. Moro numa cobertura, então seria inviável. Tenho apenas uma governanta e uma arrumadeira. Então sem babá o tempo todo. Não sou controlador como ele, Sabrina. Gosto de ser surpreendido por minha submissa. Com um vestido sem calcinha, ou uma lingerie que ela comprou num shopping e lembrou de mim, com uma maquiagem que preparou apenas para mim. Ou um penteado. Só não abro mão de pequenos detalhes, que serão explicados quando você aceitar o contrato. Outra coisa que não abro mão, é que você esteja o tempo todo com um segurança e que peça permissão para fazer algo fora de sua rotina. De resto será uma relação normal, como qualquer outra.

Ela enrubesceu mais uma vez. Não lembrava que ela ficava tão linda fazendo isso.

- Em relação às tarefas. Algo que queira me passar agora?

Ela bebe um pouco mais de água.

-Eu gosto que minha submissa esteja disponível todas as vezes que a chamar. Gosto de chegar em casa e ver ela preparada para mim, mas para que dê certo isso, te ligarei avisando. Ao contrário do Arthur, passo uma boa parte do dia no hospital, então vai ter dias que vou querer você lá comigo. Gosto que sempre esteja preparada para mim. Cheirosa, macia e pronta, isso me agrada muito. Em relação ao cuidado, sou bem cuidadoso com minhas submissas. Gosto de servir, e em troca quero obediência e disponibilidade e cumplicidade. Acho que nós vamos nos dar bem Sabrina.

-Também acho Mestre

Nosso almoço chega, e começamos a comer.

-O Senhor sempre traz suas pretendentes para cá?

-Sim... Podendo acabar em meu apartamento, se a conversa for boa e proveitosa. Existe aquela parte chata do primeiro encontro...

Ela sorri e diz:

-Porque chata Senhor?

-Porque parece um açougueiro, escolhendo o pedaço de carne que vai ser da vez.

Ela solta uma gargalhada. Logo depois ver o que fez, olha em sua volta e diz:

-Desculpe Mestre! Eu me empolguei.

-Tudo bem, gostei de ver sua espontaneidade... Quer dizer que está à vontade comigo.

Ela sorri novamente, comendo a sua comida e soltando um gemido ao apreciar o peixe.

Ela é uma delícia!

Acho que por causa do Arthur, eu nunca prestei atenção nela. Acho não, tenho certeza.

Os compartilhamentos são frios, e não nos atentamos a pequenos detalhes, mesmo porque o que realmente importa é o prazer que proporcionamos um ao outro, não quem está jogando com você.

É só pra ser assim ...

Não podemos nos interessar demais pela submissa de nossos irmãos. A lealdade está acima de tudo.

Por isso que estou me surpreendendo positivamente com Sabrina. Há coisas que eu não havia percebido anteriormente.

Esses olhos verdes, são cheios de pontinhos escuros. Algo que nunca havia observado antes.

Ela enrubesceu fácil. É tímida, e bem espontânea ao mesmo tempo.

Muito feminina! Me enlouquece uma mulher feminina e delicada.

Esse queixinho pontudo, como se implorasse para ser mordido.

É fofo!

Imagino ela com uma fantasia de gatinha, e um plug imitando um rabinho... Vai ficar linda!

Tomo um pouco do meu suco, e sinto meu pau querendo armar barraca.

Se concentra Paulo!

-Está gostando do salmão?

Minha voz sai grossa por causa da excitação.

-Sim Mestre. Está uma delícia! Nunca tinha experimentado este prato aqui.

-É o meu preferido!

-Bom saber Mestre.

-O que gosta de fazer?

-Gosto de cozinhar... Também gosto de ler um bom romance, de malhar...

-Qual é o prato preferido que você gosta de fazer, e que recebe elogios?

-Hummm... Minha lasanha é uma delícia. Quando faço no internato, tenho que fazer bastante coisa, porque vai tudo.

Eu sorrio para ela.

-Então será a primeira coisa que você fará se aceitar o contrato. Gosto de comer bem, e sou meio enjoado para comida. Vamos ver se eu gosto de seu tempero.

-Nossa, agora fiquei insegura...

-Não precisa!!! É bom saber que terei uma cozinheira nas horas vagas. Às vezes eu enjoo da comida da Zefa.

-Quem é Zefa? -ela pergunta curiosa.

-Minha governanta.

Ela confirma com a cabeça e continua comendo.

Apesar de ser magra, é boa de garfo. E eu gosto disso numa mulher. Comer definitivamente é um prazer. E saber que ela não é cheia de frescuras, me alivia um pouco.

Terminamos de almoçar, pergunto a ela se quer sobremesa e ela recusa. Peço a conta ao garçom.

-Gostou do almoço? - pergunto a ela.

-Sim, foi muito agradável a sua companhia.

-Me acompanhará até meu apartamento?

-Sim Mestre.

Sorrio, pago a conta e a ajudo a se levantar da mesa, segurando a sua cintura, enquanto nos encaminhamos para o meu carro seguido de longe pelo meu segurança.

Não gosto de segurança fungando no meu cangote, como Bernardo e Arthur.

Tenho consciência que preciso de seguranças, mas deve ser feito de uma forma que eu não perceba, e nem tropece em ninguém.

Abri a porta para ela entrar no banco de carona, arrumando seu cinto e fechando em seguida.

Vou para o volante, arrumo meu cinto e digo:

-Preparada para o próximo passo?

-Sim Mestre.

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