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Doentia Obsessão - Do céu ao inferno em milésimos de segundos.

Doentia Obsessão - Do céu ao inferno em milésimos de segundos.

Autor:: Heidy Silva
Gênero: Romance
- Eles me chamam de vagabunda, promíscua e até prostituta.... Talvez eu seja! Às vezes faço coisas que eu mesma desprezo. Mas, talvez se eu fosse homem nunca me julgariam por usá-los ao meu bel prazer, sociedade hipócrita, machista eu sei, mas, não me julguem antes de conhecer minha história, minha vida sempre foi cinza e vazia e, ao conhece-lo teve cor e ao mesmo tempo, me levou do céu ao inferno em milésimos de segundos. Contém gatilhos emocionais como estupro, violência e vício.

Capítulo 1 Prólogo

Quinn

Boston, treze anos antes.

Naquela manhã chuvosa e fria de julho, tudo o que a jovem Quinn desejava era ter um dia aconchegante, assistindo seus filmes e séries, comendo pipoca e tomando seu chocolate quente, porém, seus pais tinham outros planos.

David e Lauren, justamente naquele final de semana, resolveram sair para se aproveitarem um ao outro, pois perceberam que a relação estava um tanto abalada por causa do intenso trabalho no hospital e por conta dos preparativos de um congresso de cardiologia programado para o início da próxima semana.

Lauren poderia levar Quinn, mas queria aproveitar as horas vagas para sair e fazer compras e não ficar tomando conta da garota. Decidiu deixar a filha com sua irmã, Deise, uma vez que moravam próximas. Telefonou para ela, que logo se prontificou a cuidar da sobrinha.

Chegando à casa de Deise, foram recebidas pela empregada e, enquanto esperavam pela tia, a menina questionou:

- Mamãe, por favor, me leve com vocês! Não quero ficar aqui.

- Deixa de ser chata, Quinn. Já disse que não posso levar criança. - disse Lauren um pouco irritada.

- Por favor, eu estou de férias.

- Já disse que não vai dar. Seu pai e eu já decidimos.

- A minha tia não gosta de mim! Por favor, não me deixe aqui.

- Deixa de ser insuportável, garota. Qual a parte de que não pode ir, você não entendeu? - passou a mão pelos cabelos, demonstrando mais irritação. - Sua tia é um amor de pessoa.

- Só não sua frente, mamãe. - Seus olhos lacrimejaram.

- Quinn, se sua tia reclamar de você quando eu voltar, o bicho vai pegar para seu lado, menina. E não seja mal-agradecida, porque, mês passado, realizamos seu desejo. Não foi bom comemorar seu aniversário de dez anos na Disney?

- Sim. Mas, por favor, mamãe. Me deixe em qualquer lugar, menos aqui! - implorou, abraçando a mãe chorando.

Lauren empurrou bruscamente a menina, que caiu sentada no sofá, em seguida alisou sua roupa. Cumprimentou a irmã, que havia chegado naquele instante e foi embora sem se despedir da filha.

Deise olha para a sobrinha com raiva.

- Vá agora para seu quarto e só apareça quando for chamada, negrinha!

Quinn olhou para a tia assustada e, sem compreender, obedeceu. Não conseguia entender o porquê ou o que poderia ter feito para sua tia não gostar dela. Não sabia que Deise ainda guardava rancor por sua mãe ter roubado o namorado dela anos atrás. E, além disso, a menina era a cópia do pai, a cor morena, os olhos castanhos esverdeados e até o jeito de falar.

As duas semanas passaram rápidas demais para os pais de Quinn, mas para a menina pareceram meses. A saudade dos pais e de casa era imensa.

Finalmente o dia de voltar para casa e a menina já estava com suas coisas arrumadas.

Vestiu um belo vestido rodado, seu favorito e fez uma trança em seus cabelos com ajuda da empregada. Olhava pela janela, esperando ansiosamente o retorno dos pais. No entanto, as horas foram passando, o dia também e eles não chegavam.

No meio da madrugada, Deise foi acordada pela empregada por causa de um telefonema urgente com a notícia do falecimento da irmã e do cunhado em um acidente aéreo. Deise ficou em choque por alguns instantes, mas se recuperou rapidamente pensando nas vantagens que isso lhe traria.

Naquela manhã, acordou a sobrinha e, sem delicadeza alguma, deu-lhe a notícia. Quinn ficou desesperada e com uma dor dilacerante, perguntava-se por que eles a abandonaram, pois, mesmo que não fossem presentes, os amava muito.

As férias terminaram e a jovem voltou para escola, sentindo-se sozinha e com uma tristeza infinita. Sua tia, agora sua tutora, lhe ordenara que, quando não estivesse na escola, que ajudasse na casa e que ela teria várias regras. A menina ficou sem entender já que na casa haviam vários empregados.

Seus primos, filhos de Deise, chegaram na semana seguinte. Estavam fora por conta da faculdade. Quinn tinha esperança de que fossem melhores que a mãe, mas, infelizmente, se enganara.

Paul e Patrick eram insuportáveis e totalmente diferentes um do outro. O primeiro era mau-caráter e não se importava com o resto do mundo, a não ser que fosse de seu interesse. Só se formou porque o irmão se passou por ele várias vezes em provas da faculdade. Manipulava seu irmão, que parecia não ter personalidade e nem vontade própria.

Paul adorava fazer piadinhas sem graça com a prima considerando-a com um bichinho acuado e frágil.

Deise estava irritada por causa de sua outra irmã, Rachel, que havia ligado dizendo que estaria chegando na próxima semana para o aniversário da sobrinha, achava desnecessário fazer uma festa para a garota. Rachel não pode ir ao velório da irmã e do cunhado por causa de uma cirurgia, mas aparecia esporadicamente para ver a menina e, nos aniversários estava sempre presente, o que tirava Deise do sério.

Rachel era totalmente diferentes das irmãs fúteis e peruas, gostava de uma vida livre e não se importava com opiniões alheias. Vivia totalmente no lema de paz e amor. E, apesar de querer, seu estilo de vida não permitiu que pudesse cuidar da sobrinha. Deise alegou que ela não era apta para ser tutora de uma criança. Entretanto, Rachel não achava nada demais ser um espírito livre, sempre achou a sociedade hipócrita.

A felicidade de Quinn foi enorme quando sua tia chegou.

- Minha pequena, como você está? - perguntou abraçando a sobrinha.

- Que bom te ver, tia! - sorriu a menina, apertando-se ainda mais ao aconchegante abraço, mas logo sua voz se tornou triste - Ah, tia. Tenho tanta saudade dos meus pais.

- Eu sei, pequena!

- Faz essa dor passar, tia.

- Sinto tanto por você estar passando por isso, minha menina. - Soltou a garota e olhou em seus olhos.

- Por que todos que amo me abandonam?

Rachel, sem saber o que responder, engoliu em seco, apenas a abraçou novamente e ficaram um bom tempo envolvidas naquele abraço emocionado e choroso.

Os anos passaram-se rápidos. Quinn já estava às vésperas de completar seus quinze anos. Rachel chegou uma semana antes, para alegria da menina, que contava as horas para rever a tia.

A semana foi maravilhosa para Quinn, pois passearam bastante, foram ao cinema, praia e fizeram compras para sua festa de aniversário, ainda que Deise dissesse que não precisava, pois havia contratado pessoas para cuidar disso. Entretanto, Rachel quis dar seu toque à decoração.

A decoração estava linda e chique. Os convidados começaram a chegar, havia gente da alta sociedade e colegas da escola da jovem. Quinn, estava terminando de se arrumar. Usava um lindo vestido azul, justo no busto e com um caimento perfeito em tule esvoaçante. Sua tia fez uma maquiagem leve e uma trança embutida em seus cabelos. Poderia facilmente sentir-se uma princesa. Porém sentia-se melancólica e triste, imaginava e sonhava passar seu aniversário de quinze anos junto de seus pais.

Quinn já achava que a vida estava se tornando cruel para ela, mas tentou estampar um sorriso de felicidade em seu rosto e desceu para a sua festa, sendo recebida por uma salva de palmas iniciada por Rachel. Logo depois, foi abraçada por alguns colegas do colégio e pela tia querida. Entretanto, tudo poderia ser muito mais fácil se Deise não fingisse estar feliz também, Quinn tinha certeza de que vestira a máscara apenas para fazer charme aos amigos e conhecidos. Deixou isso de lado, pois era seu dia e queria se divertir.

Certa hora da noite, a festa ainda continuava para as tias, que já estavam bem animadas com champanhes e para seus primos com seu grupinho de amigos de sempre. Mesmo tentando, Quinn se sentia um peixinho fora d'água. As horas passaram, os parabéns já haviam sido cantados e seus colegas já tinham retornado para suas casas, decidiu, então, que já estava na hora de sair de cena. Por educação, despediu-se de Rachel e, subiu para o quarto, indo logo para o banho. Estava cansada, não só da festa como também da hipocrisia das pessoas

De banho tomado e higiene feita, vestiu um pijama confortável e deitou, aproveitou para conhecer seu novo amigo, um celular, presente de Rachel. E logo adormeceu.

Algumas horas mais tarde acordou sentindo alguém lhe acariciando. Assustada, levantou-se em um pulo. Assim que seus olhos se acostumaram com a pouca luminosidade do quarto, reconheceu o intruso.

- O que faz em meu quarto? - Quinn esbravejou.

- Vim te dar meu presente. - Paul respondeu com um tom indescritível.

- Não quero presente algum! - Já estava incomodada com a presença dele, logo agarrou o cobertor e cobriu o corpo.

- Deixa de ser mal-agradecida. - Paul falou rispidamente. Subiu na cama e foi se aproximando da prima.

- Saia do meu quarto agora, Paul! - protestou, apontando com o dedo para a porta.

- Quem você pensa que é para me mandar sair de algum lugar da minha casa? - esbravejou.

O medo começou a percorrer as veias de Quinn, pois, mesmo com a pouca claridade que entrava pela janela, percebeu que seu primo estava com um olhar estranho e se aproximava cada vez mais. Acuada, apertava o cobertor e se encolhia, o coração batia acelerado.

- Saia do meu quarto ou irei gritar!

- Pode gritar, ninguém vai te ouvir mesmo. - disse esboçando um sorriso perverso e se aproximando ainda mais.

- O que você quer? - Fala logo de uma vez e some daqui - sua voz não saiu com a força que queria, pois, o medo estava tomando conta. Já estava encostada na cabeceira da cama, com as pernas totalmente encolhidas.

- Vim te dar o que você está querendo há muito tempo - sussurrou, com uma das mãos acariciando-se entre as próprias pernas. Se aproximou tanto que quase tocou seu rosto com o dela. - Ou pensa que não vi você me provocando com essas suas roupinhas curtas?

- Você só pode estar louco, não é? - A surpresa e o temor estavam estampados no rosto da jovem.

- Quer saber? - Com a mão livre, desabotoou dois botões da camisa.

- Já perdi minha paciência com você! - disse, tomando o que lhe restava de coragem para o empurrar. Entretanto, ele se firmou sobre os joelhos e estufou os peitos para intimidá-la. Quinn sentiu seu corpo estremecer de pavor. - Por favor, me deixe em paz. Por que você está fazendo isso?

- Só vim pegar o que é meu - falou com audácia.

- Está louco! Não tem nada seu aqui! - Mal conseguia se mover por conta do pavor que se apoderou de seu corpo.

- Chega de conversa fiada - diz Paul, esbofeteando a jovem.

- Louco! - gritou, já com lágrimas. - Por que está agindo assim? Nunca fiz nada para você. - falou com a mão no rosto dolorido

- Não ter morrido foi o que você me fez. - Sua voz saiu carregada de raiva e rancor, em seus olhos havia um brilho tenebroso.

- Agora eu tenho culpa de viver, é isso mesmo? - Indagou entre soluços.

- É isso mesmo! - confirmou, passando os dedos pelos lábios, como se estivesse salivando diante de um banquete. - E a partir de hoje, decidi que você é minha! - seu sorriso era perverso.

- Só pode estar drogado ou enlouqueceu. - comentou sem pensar, nervosa e com medo.

- Você está muito atrevida para meu gosto, negrinha! - Paul rebateu, agarrando o pescoço da menina, encurralando-a. Fixou os olhos nela, seu medo era visível. Sorrindo cinicamente, continuou com arrogância. - Sabe, priminha, é assim que sua tia querida vai morrer se você abrir essa boca. Vou torcer o pescoço dela como se faz com uma galinha. Está me ouvindo?

Sem poder responder, por causa da dor na garganta e pela falta de ar, Quinn assentiu com um penoso balançar de cabeça. Estava em choque, aterrorizada. Sem esperar, sentiu seu rosto queimar com outra bofetada. O grito de socorro estava preso na garganta, ansiava em berrar para que todo o mundo pudesse ouvir, mas sempre que puxava o ar para exteriorizar seu pedido, a imagem da tia Rachel surgia em seus pensamentos. Não sabia se Paul faria mesmo o que prometera, entretanto, algo lhe dizia que ele era capaz.

De repente, uma dor se espalha por seu corpo por conta do tecido do seu pijama sendo rasgado contra sua pele. Sentiu-se totalmente vulnerável quando o rapaz rasgou também sua calcinha. O choque foi tão grande que não conseguiu reagir. O desespero aumentou quando foi empurrada bruscamente na cama.

Paul não se importava com o desespero da prima ou com suas súplicas entre soluços para que não lhe fizesse nada. Porém, há muito tempo estava esperando por aquele momento. Paul sentia-se poderoso ao sentir o temor exalando da s pele da prima e isso deixava-o cada vez mais excitado, como um predador ao deixar sua presa acuada e frágil. A Jovem mal sabia que, se tentasse, ninguém apareceria para atrapalhá-lo, pois deixou seu irmão de vigia, caso alguém resolvesse aparecer.

O desespero da jovem aumentou ainda mais, fazendo seu corpo todo estremecer, quando notou que Paul desceu a calça e a cueca e colocou um preservativo. Seus olhos procuraram uma rota de fuga, mas, infelizmente, não havia chance de escapar.

- Por favor, não faça isso comigo! - implorava entre soluços.

- Sabe... - Lançou um olhar perverso para ela. - Não entendo porque está lutando contra o inevitável!

- Por favor, não faça isso comigo! - disse aos prantos.

Sem se importar com o choro da jovem, Paul pegou uma caixinha que havia trazido e tirou de dentro umas fitas de seda.

- Não vai forçar as fitas enquanto estiver amarrada. Está ouvindo? Se não obedecer, te enforco com ela.

Quinn afirmou com um leve aceno de cabeça, ainda com medo de prejudicar sua tia. Então apenas fechou os olhos cheios de lágrimas, enquanto ele amarrava a fita em seus pulsos. Um sentimento de repulsa e nojo quase a fizeram vomitar quando sentiu suas mãos acariciando seus seios, em seguida, sua boca inescrupulosa sugando e mordendo-os. Tentava diminuir seus toques movimentando o corpo, mas ele era bem mais forte. Uma ânsia de vômito parou em sua garganta quando ele desceu de seus seios até sua intimidade. Segurou um grito de dor misturado com medo quando ele a penetrou violentamente, rompendo-a no mais profundo de sua alma. Não sentiu mais nada ao seu redor a partir daquele momento, seu corpo pareceu anestesiado depois da dor aguda que se espalhou. O terror daquele momento foi indescritível, ao ponto de deixar seu corpo e seus sentidos, por algum tempo, paralisados.

Após ter saciado parte do seu desejo, ele a soltou levemente.

Ainda havia em seus lábios um sorriso perverso. Virou-a de costas sem nenhuma dificuldade ou resistência.

- Ah, Priminha! Como você é gostosa e apertadinha! - rosnou Paul, invadindo a garota novamente. - Vamos, diga que está gostando! - exigiu com investidas determinadas. Como não obteve resposta, agarrou seu pescoço e rosnou-lhe mais uma vez - Vamos! Responda, sua vadia! Estou te dando o privilégio de experimentar meu pau.

- Eu... es... es..tou... gostando. - esforçou-se a balbuciar com um fio de voz angustiante.

Quinn não conseguiu distinguir se foram minutos ou horas de angústia que aquele pesadelo durou. Certo momento, em uma das trocas das várias posições que ele a submeteu, tentou lutar, porém, parou de resistir ao perceber que isso o deixava agressivamente mais excitado, ao ponto de arranhá-la e mordê-la.

Em certo momento, a estocou com mais selvageria, urrando como um animal selvagem e, gradativamente, diminuindo até parar. Ao sair da sua vítima, esboçou um sorriso de satisfação e crueldade. Segurou firmemente seu maxilar, forçando-a olhar para ele, o que a fez quase vomitar.

- Se alguém souber o que aconteceu aqui, eu mato sua tia querida! - intimidou-a com um sorriso jocoso. - E, em seguida, acabo com você!

- Vá para o inferno, seu monstro! - Quinn gritou com o que restava de suas forças se livrando das mãos dele também.

- Está avisada! - Pôs-se de pé e, enquanto ajeitava sua roupa, declarou friamente - E outra coisa, essa buceta é só minha a partir de hoje. Sinta-se privilegiada! É para isso que sua raça está aqui, para servir aos brancos. - Saiu tranquilamente do quarto.

Quinn estava em choque. Queria chorar de tanta dor que sentia, mas parecia que suas lágrimas haviam secado. Suas ilusões e inocência haviam sido roubadas e destruídas naquele dia. Os únicos sentimentos que conseguia discernir eram um misto de culpa e nojo.

Infelizmente, não imaginava que aquela não seria a única vez.

Capítulo 2 Londres

Doze anos depois...

Após passar três semanas em Nova York, Quinn está retornando para casa. Seu avião acabara de pousar no aeroporto Gatwick. Depois de horas de voo, tudo o que mais deseja é sua cama.

A viagem foi maravilhosa, havia fotografado de tudo um pouco. Fez vários trabalhos para algumas empresas de publicidades e participou de dois eventos de moda. Nas horas vagas, aproveitou para sair. Em sua opinião, os nova-iorquinos eram maravilhosos e bem quentes.

Quinn passará apenas uma semana em Londres, pois já havia outra viagem de trabalho agendada para uma empresa de um amigo. Logo pensa que sua estadia será maravilhosa, pois, além das boas amizades, já prevê alguma libertinagem por lá. Entretanto, sabe que ali tem que ter cautela com o Edward, às vezes, ele confunde as coisas com dela. Ele é o único com quem ela sai quando está no Canadá e só abre essa exceção por ele ser um puto de um gostoso que sabe deixá-la satisfeita. Durante o dia o trabalho poderia ser pesado, mas durante a noite a azaração corria solta com seu pau amigo.

Quinn chama um táxi e em vinte minutos está chegando no centro de Londres.

Escolheu o Camden por ser um bairro extenso, com praticamente tudo, por causa de seus conjuntos de mercados e lojas. Local ideal para se viver como um londrino e observar as pessoas acotovelando-se nos diversos pubs e bares, além de, também possuir alguns dos melhores espaços com música ao vivo da Europa.

Chegando ao seu prédio, Quinn cumprimenta o porteiro e sobe para seu apartamento.

Entra em casa e leva suas malas e mochila para seu quarto. Logo vai tomar um banho, deixando a água morna cair sobre seu corpo para relaxar os músculos. Com banho tomado, se seca e passa hidratante, coloca um top e uma calcinha e vai para a cozinha preparar um sanduíche e um copo com leite. De volta ao quarto, deitou e hibernou nos braços de Morfeu.

(•••)

- Acorda, bela adormecida!

- Você só pode estar querendo perder a vida para me acordar de madrugada, Annie! - Quinn resmunga, forçando-se para abrir os olhos.

- Affh! Quinn, você é uma péssima amiga mesmo! - Annie abre as cortinas fazendo a escuridão desaparecer do quarto. - Eu aqui, morrendo de saudades e você me trata assim.

- Deixa de drama, Annie! - Cobre a cabeça com o travesseiro. - Sabe muito bem que não tenho um humor muito bom pela manhã.

- Hum! Levanta logo, vai! Trouxe até seu café da manhã com aqueles bolinhos de chocolate que você ama.

- Agora está perdoada, Annie! - Quinn fala sorrindo, se espreguiça, levanta e dá um abraço apertado em sua amiga, a irmã que nunca teve. As duas tomam o café da manhã, colocando a conversa em dia.

Quinn conheceu Annie na faculdade e, desde então, são inseparáveis. Elas têm as chaves da casa uma da outra e, como Quinn viajava muito, Annie cuida do seu apartamento, além de manter as contas em dia. Ela, ainda, trabalha na empresa de sua família, uma empresa de publicidade e propaganda conceituada no mercado.

Quinn mora em um apartamento pequeno, muito bem decorado e sem frescuras.

Nunca achou necessário ter uma casa tão grande para uma pessoa sozinha. Seu lar tem a sua personalidade com móveis modernos e muitas fotos suas, de seus pais, da tia Rachel e de alguns poucos amigos. O maior cômodo é seu quarto, nunca sentiu falta do espaço de uma mansão.

Passam o restante da manhã juntas e, assim que Annie sai, Quinn decide aproveitar para resolver algumas pendências e responder alguns e-mails do administrador do hospital.

"Como esse hospital tem problemas para resolver! " - pensa. Só aparece para vistoriar quando é realmente necessário. E, pelo visto, esse mês não haverá jeito, terá de ir a Boston de qualquer maneira.

Horas mais tarde e, depois um dia exaustivo, Quinn só precisa relaxar e cair na noite londrina. "Nada como uns drinks para dar uma boa relaxada! " - pensa.

Abre o closet e fica olhando para a variedade de vestidos. Escolhe o mais óbvio: um preto, curto e justo, com mangas compridas, com detalhes em paetês e costas nuas. Por baixo, lingerie de cor vermelha. Pega um salto poderoso, nude, dez centímetros, porque, como sempre diz: "Baixinha sem um belo salto, não rola!"

Após uma ducha demorada, se seca e passa um hidratante pelo corpo todo. Define ainda mais seus cachos e os joga de lado. Faz uma maquiagem para noite com seu batom da cor do pecado e passa seu perfume favorito, Carolina Herrera, nos pontos estratégicos.

Se olha no espelho com a mão na cintura e declara a si mesma:

- Quinn, você está gostosa, garota!

Pega sua bolsa, as chaves de casa e chama um táxi.

Meia hora depois, Quinn está em frente à boate Luxus. Vai direto para a entrada, cortando a fila, pois já havia dado uns amassos nos dois seguranças que estavam ali. Se senta no bar e pede um uísque duplo para o barman. Não é porque é mulher que tem que tomar bebida mais fracas. A música está bem alta e as pessoas dançam sem parar. Como não pretende demorar, não vai para a pista de dança. Faz uma varredura pelo local e encontra sua presa para a noite: um lindo moreno vestido casualmente. Ela só precisa atraí-lo para o motel mais próximo e saciar sua sede. O rapaz percebe o interesse da linda morena sentada no bar e se aproxima com um sorriso malicioso.

- Você vem sempre aqui?

- Sabe, gato, nem vou te responder. Com essa cantada fraca você não vai pegar nem mosca! - diz Quinn e toma mais um pouco do seu uísque.

- Ah, nossa gata! Que delicadeza! - O rapaz vira-se para sair, mas Quinn o segura e se aproxima, quase colando seus rostos.

- Então? O que está esperando para irmos para um lugar mais tranquilo? - atiça o rapaz.

- Adoro mulheres com atitudes!

Eles saem da boate e entram no primeiro motel que encontram. Não tem como não reparar que o lugar é bem simples, na opinião dela, "Bem pé-de-chinelo". Quinn acha engraçado o letreiro berrante da entrada: Cê que sabe. O ventilador de teto é o único luxo que encontram. O quarto tem a aparência limpa, apesar de que o que foram fazer ali não tivesse nada de limpo, a mobília simples, com uma cama redonda, forrada por um lençol vermelho e, ao lado, um frigobar pequeno. E um simples banheiro. Não é fácil passar despercebido por seus olhos observadores, mas, para ela, isso não importa, porque o que mais quer é transar.

Quinn empurra o rapaz para a cama, que a olha atordoado. Ela começa a se despir lentamente, acariciando-se e mordendo seus lábios carnudos. O rapaz não resiste muito tempo, logo puxando-a para um beijo selvagem.

"E não é que o traste tem pegada! ", pensa Quinn.

Com as mãos percorrendo em todas as partes de seus corpos, o moreno desce pelo corpo de Quinn deixando um rastro de beijos por onde sua boca passa. Em instantes já está na intimidade dela e então começa a chupá-la. Quinn rebola gostosamente na boca dele procurando seu alívio. Percebendo que ela estava quase chegando ao clímax, começa a tirar sua roupa afobadamente e coloca uma camisinha em seguida. Quinn encaixa suas pernas na cintura dele que a penetra de uma vez só. Suas mãos passeiam em todos os lugares do corpo dele enquanto as estocadas a levam à loucura.

O rapaz posiciona Quinn de quatro e a fode com força repetidas vezes. Quinn percebe que o rapaz está gozando e se sente frustrada, mais uma vez. Estava suada e bem irritada. O rapaz ofegante lhe sorri e diz:

- Isso foi... Sensacional, gata! Me passa o seu telefone para repetirmos a dose em outra noite!

- Gato, vou ser sincera e não me leve a mal, mas eu não repito foda! - fala irritada e doida para ir logo embora dali. Jamais repetiria algo que não foi tão bom para ela.

Algum tempo mais tarde, chega ao seu apartamento completamente atordoada, joga sua bolsa e chaves em qualquer lugar da sala e vai direto para o banheiro, deixando suas roupas pelo caminho. Entra debaixo chuveiro, passa o sabonete na bucha e se esfrega até sua pele ficar avermelhada e arder, ficando sobressaltada.

Quinn se sente suja e vazia. Um sentimento angustiante e sufocante.

Capítulo 3 A manhã promete

Quinn

Quinn acorda assustada pelo som irritante do despertador na mesinha de cabeceira. Jura a si mesma que se o inventor daquela geringonça ainda fosse vivo, ela mesma o mataria.

Levou alguns segundos para despertar de vez e, após se vestir, faz um rabo de cavalo nos cabelos. Pega a mochila e confere se pegou tudo o que precisava. Toma seu café, como de costume, come algumas torradas e sai em seguida.

Cogita uma breve ida ao seu estúdio para revelar logo algumas fotos que entregaria na próxima semana. Não gosta de deixar nada para a última hora. Na saída, cumprimenta o porteiro e deixa o prédio. Fecha os olhos por alguns segundos, sentindo a brisa fresca da manhã enquanto caminha.

Na calçada, se depara com Lucky, um conhecido do bairro, conversando com outro rapaz, próximos a um Porsche vermelho. No momento em que a vê, se despede e logo se aproxima.

- Você anda sumida, moça! - Lucky fala, girando a chave do carro entre os dedos e olhando para Quinn, de cima a baixo, com um olhar malicioso.

- Bom dia para você também, Lucky.

- Foi a emoção de te ver, Quinn. Até esqueci das boas maneiras. - O rapaz sorri e passa a mão pelos cabelos. - O que anda fazendo da vida?

- Trabalhando muito. - responde e ajeita a alça da mochila no ombro.

- Gata, você trabalha demais! - comenta, alisando o cavanhaque.

- E você? O que anda fazendo por aqui?

- Tenho um amigo que trabalha na empresa do meu velho que mora por aqui. Meu pai pediu para entregar a ele uns documentos antes de viajar.

- Que coincidência, não é?

- Pois é! E aonde você vai a essa hora?

- Estou indo trabalhar um pouco.

- Você não acha que trabalha demais?

- E você, Lucky? O que você está fazendo da vida?

- Ah! Eu estou curtindo o que vida oferece de melhor.

- Só você para me fazem rir a essa hora, Lucky! - sorri. Quinn o conheceu em um dos pubs do bairro, mas seu jeito de levar a vida nunca entrava em sua cabeça. Lucky era um playboyzinho que vivia às custas dos pais.

- Vai andando? - pergunta, exalando curiosidade.

- Sim! É perto daqui. - comenta sem interesse.

- Eu te levo. Estou indo para o mesmo lado. - fala solícito.

- Não precisa se incomodar. É realmente perto daqui.

- Não me faça essa desfeita, Quinn. Te levo com o maior prazer! - diz, abrindo a porta do carro como um cavalheiro, pensando se conseguirá impressioná-la.

Quinn percebe o que ele está querendo com essa carona, seus olhares deixaram isso bem claro. "Pobre Lucky, pensa que vai me usar, mas será o contrário, nós dois sabemos jogar esse jogo. ", pensa Quinn, com um sorriso discreto.

Lucky é bonito, loiro, com um corpo sarado; porém, Quinn sabe suas intenções com essa carona. "Ele pensa que vai me usar para seu prazer? Está muito enganado! Ele é quem será usado. " - Pensa achando esse jogo bem excitante.

O trajeto foi percorrido com conversas amenas e, assim que chegam ao destino, ele a olha de lado.

- Está entregue, morena! Mas... - sorri sedutoramente.

Quinn afasta suas pernas uma da outra e o olhar dele queima sobre suas coxas.

- O que tem atrás do seu "mas"?

Ele sorri e corre os olhos ávidos pelas pernas dela. Quinn passa a língua pelos lábios carnudos, contornando-os. Lucky a observa morder o canto da boca e logo responde:

- Mas ficará em dívida pela carona!

- Não sou mulher de dever nada a ninguém! - sorri o encarando.

- Ah, mas agora deve! - ironiza. - E esta dívida é muito cara, não sei se terás condições de pagar.

- Não há dívida impossível de se pagar para mim. - Quinn sorri de forma a revelar todos os seus pensamentos maldosos. O jogo está ficando interessante para ela. - Diga seu preço que eu pago!

Lucky se solta do cinto que o prendia e se curva até Quinn.

- Eu quero um beijo como pagamento, morena - sussurra, chegando próximo ao rosto dela.

- E você acha que sou mulher de ficar só em beijo, Lucky? - responde com uma risada baixa, regada de sexualidade.

Antes de se afastar para olhá-la, ele passa seu nariz fino e gelado em sua orelha acordando de vez a fera indomável que habita dentro dela. Antes que ele se afaste completamente, Quinn o puxa pela gola da camisa, desprendendo um minúsculo botão.

- Nossa, você é direta!

- Você ainda não viu nada.

Quinn não dá tempo para que ele pense desprende-se de seu cinto, já com o vestido na altura dos quadris, acariciando sua intimidade, cogitando se ele será suficiente para aplacar seus desejos de um sexo quente dentro daquele carro.

Ele beija o pescoço dela, contornando a linha do seu ombro e, retornando para o pescoço, encontra a orelha desnuda, pois saíra de casa rápido e esqueceu de colocar seus brincos. Suas mãos são hábeis na curva da cintura de Quinn. Ela encontra os lábios quentes e o beija, mordendo-o sem pudor e, já desabotoando os botões da camisa.

Assim que a pele clara do rapaz se revela, Quinn beija todo seu peitoral e sente seu membro já duro. Ele beija seu colo e retira um dos seus seios do vestido, passa a língua e o suga fazendo seu corpo estremecer.

Quinn levanta seu quadril por um instante e quase senta no volante para desabotoar a calça e libertar o tão desejado membro. Ele sorri, levanta mais o vestido dela e rasga a pequena calcinha de renda preta, levando-a até o nariz para sentir seu perfume íntimo, jogando-a em seguida no banco do carona.

Lucky coloca Quinn sentada no volante, pressionando a buzina, despertando-os por um breve momento. Ele curva-se, abrindo mais as pernas de Quinn, podendo, assim, colocar a cabeça entre elas. Passa sua língua na intimidade dela, arrancando-lhe gemidos e palavrões que ela sabia dizer como ninguém na hora do sexo, enquanto sente as mãos dela embrenhadas em seus cabelos, puxando sua cabeça cada vez mais.

Quinn está totalmente possuída pelo tesão. Tira o rapaz dentre suas pernas e senta em seu colo, roçando sua intimidade em seu membro duro, enquanto o beijava para sentir o seu próprio gosto. Sem soltar os lábios dele, ela puxa sua bolsa ao lado e pega uma camisinha, veste o órgão excitado e sem pudor algum senta-se sobre ele, que se encaixa e entra de uma só vez, fazendo os dois estremecerem.

Os movimentos começam um tanto tímidos, mas logo se tornam mais rápidos, acarretando gemidos, como se fossem animais no cio. Nem se importam de estarem na rua. E nesse vai e vem prazeroso, Lucky não se aguenta de prazer e chega ao seu ápice, dentro do corpo moreno e quente, totalmente satisfeito e arfante.

Quinn vivencia mais essa experiência, mas não como gostaria. Sabe que em breve terá que procurar por mais para alimentar seu vício. Sua luxúria é como uma droga.

Em instantes eles se ajeitam e se despedem. Ele querendo mais, ela o riscando da sua "lista do prazer. "

Quinn entra em seu estúdio para realizar logo seu trabalho, porém, já pensando na sua viagem para Boston. Não tem como escapar de resolver algumas pendências do hospital e participar de um evento importante.

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