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Dois Irmãos & Uma Mulher Para Amar

Dois Irmãos & Uma Mulher Para Amar

Autor:: Ninha Cardoso
Gênero: Moderno
+18 - Conteúdo adulto, cenas diretas - Anete, à beira dos trinta e cinco anos, decide recomeçar sua vida em uma pequena cidade chamada Andaluz, após um relacionamento fracassado que a deixou devastada. Movida pela necessidade de escapar de seu passado doloroso, ela aceita o convite de sua irmã, para morar temporariamente na peculiar comunidade onde ela reside. No entanto, em Andaluz, as coisas acontecem de forma surpreendentemente diferente do que Anete estava acostumada. Sua vida vira de cabeça para baixo quando ela conhece dois irmãos, incrivelmente atraentes e dominantes, que a deixam intrigada e preocupada. Esses dois homens decidem que a desejam para si, desafiando a zona de conforto de Anete e a deixando confusa sobre seus próprios desejos. Com seu ex-namorado a perseguindo e os dois irmãos irresistíveis lutando por sua atenção, Anete se vê em uma encruzilhada emocional. Agora, ela precisa encontrar uma maneira de recolocar sua vida nos trilhos. Mas como conseguirá conciliar esses sentimentos conflitantes e escapar de seu passado tumultuado?

Capítulo 1 Início Capítulo 1

Parte 1...

Marlene entrou no quarto e parou ao ver a amiga fechando uma mala pequena.

- Você já separou tudo o que vai levar? - Marlene perguntou - Essa mala aí não está um tanto pequena?

- Já sim - Anete fechou o notebook - E não vai ser muita coisa de início, porque não sei se vou demorar mesmo por lá - respondeu melancólica.

- Mas já não acertou tudo com sua irmã, criatura? - Marlene cruzou os braços - Como não sabe se vai demorar? E nossas conversas?

- Já falei sim - ela deu de ombros - Mas eu não quero ficar incomodando. Não conheço direito o lugar, ainda vou ter que ver se cabe no nosso plano. Espero que sim - mexeu os ombros indecisa - Mas tem o marido dela também, que a gente não se vê faz tempo...

- Mas isso não é problema... A Anita não falou que vamos amar ficar lá? - se aproximou dela.

- Só que ela é suspeita, né - Anete levantou - Ela já mora em Andaluz faz muito tempo, já tem a vida organizada, os amigos, a casa... Fica suspeita de falar. É claro que pra ela está tudo muito bem por lá.

- Verdade - Marlene deu uma risadinha - Mas eu acho que depois de tudo o que conversamos, vai dar muito certo essa mudança - disse animada - Não vejo a hora de ir também. Estou correndo com as coisas aqui pra não ter que voltar tão cedo, caso precise resolver algo que esqueci.

- Sabe que você está mais animada do que eu até? - ela torceu a boca.

- Ah, mas é porque você anda meio sem graça da vida - lhe deu um abraço leve - Mas isso vai mudar, vai ver. O pior já passou.

- Será que vai mudar mesmo? - ela ergueu a sobrancelha - Eu ainda fico meio temerosa.

- Ai, amiga, você já se livrou do traste do seu ex, agora tem que ficar mais animada com as coisas. Vai ser bom viajar - tentou animá-la - Vai fazer novas coisas, conhecer gente nova...

- Eu sei, mas às vezes é bem difícil - suspirou - Fiz tantos planos e foi tudo pra nada.

Anete abaixou a cabeça, pensando em tudo que havia planejado viver ao lado do homem que ela achava que a amava, mas que demonstrou que estava enganada.

- Faz de novo, ué... Qual o problema? - Marlene balançou o corpo - Eu também não estava enfiada em um problema gigante e você me ajudou?

- Acho que você é mais animada e esperançosa do que eu - ela torceu a boca.

- Sou mesmo, mas eu me forço a ser assim e você também tem que fazer igual. Se a gente ficar pra baixo, esses idiotas vão ter vencido e não vou dar esse gostinho a eles.

Marlene sentia raiva só de pensar em tudo o que elas tinham passado antes. E mais ainda a amiga, que vinha sofrendo calada há bastante tempo.

- Também não quero dar... Mas você sabe que eu fico com o pé atrás...

- Então se anima. Você tem uma irmã maravilhosa e um cunhado show que vão te dar uma força. Tudo vai dar certo - segurou as mãos dela - Tem que se abrir para novas possibilidades, mudar o pensamento, ir por outros caminhos...

- Espero mesmo que as coisas saiam assim, como você imagina. Estou precisando de novidade.

- Vai sair, sim - ela sorriu - Você vai na frente. E eu vou logo atrás. Fico só esperando seu chamado e enquanto isso, adianto aqui.

A animação de Marlene era boa de se ver, mas ela não conseguia se animar tão rápido quanto a amiga. Sabia que seria ótimo sair dali e procurar um novo lugar para recomeçar, mas falar sempre era mais fácil do que fazer. Anete tinha um jeito mais calmo de fazer as coisas e quando ficava sobrecarregada, ela tinha tendência a se fechar.

Anete sentia que suas forças estavam mais fracas. Depois de tanta decepção e problemas, queria algo diferente que desse uma guinada em sua vida e a tirasse de sua zona de conforto. Queria esquecer o passado. Queria mudar e ser uma nova pessoa, uma mulher mais aberta às coisas novas da vida.

** ** ** ** ** ** **

Enquanto isso, em outro lugar...

Uma garçonete passou entre as mesas ocupadas com cowboys de todos os tipos. Era comum que eles se reunissem a partir do fim de tarde, para conversarem, jogarem e beberem. Entre outras atividades para adultos, que ocorriam no bar.

Na entrada havia uma placa com um grande aviso, mostrando que ali não era um ambiente para menores de idade e nem para pessoas sensíveis. A cidade de Andaluz era pequena, a maioria das pessoas já sabiam bem o que rolava dentro de suas paredes.

E a maioria dos habitantes frequentavam o bar, mais de uma vez por semana. Era até um ponto turístico de Andaluz, que atraía turistas e curiosos.

Em uma mesa perto da grande janela aberta para o jardim da frente, um grupo de amigos estava disputando a sorte em mais uma rodada de apostas.

Os irmãos Felipe e Pedro estavam com cara de cansados, mas estavam tão arrumados que chamavam a atenção de um grupo de mulheres, sentadas perto deles. Todas eram turista e tinham ido para um encontro que estava marcado no clube Desejos & Liberdade.

Elas olhavam para a mesa com curiosidade. Os irmãos eram fazendeiros, porém eram os donos de suas próprias empresas, o que lhes pedia vez ou outra, que fossem até a capital e até fizessem viagens mais longas, para cuidar dos negócios.

Tinham chegado de uma viagem ao município vizinho, onde participaram de uma reunião para diversificar seu ramo de negócio. Estavam parecendo mais com um CEO de uma cidade grande, do que como cowboys que eram e gostavam mais.

- Mais uma, seus tontos... - Rubens disse animado, rindo e jogando as cartas de baralho com força em cima da mesa - Bati!

Pedro olhou para o irmão Felipe fazendo uma careta. Jogou as cartas também.

- Parece que hoje você está com sorte pesada.

- Verdade, eu estou mesmo – ele gargalhou.

Capítulo 2 Continua Início Capítulo 1 2

Parte 2...

- Só se for sorte no jogo realmente - Reinaldo disse, com uma cara engraçada - Porque no amor ele está é bem azarado - riu alto - Encheu tanto o saco da Mariane que ela está sem falar com ele.

- Verdade - Fábio riu olhando os dois primos - Nós já tentamos falar com ela pra voltar a falar com ele de novo, mas a diaba é teimosa. Vai demorar um pouco até passar a raiva dela.

- Não dou a mínima para a teimosia dela - ele mexeu com os ombros, de modo palhaço - Eu avisei que ela acabaria levando uns tapas e foi o que aconteceu.

- Ela até gostou disso - Fábio disse bebendo um pouco - Esse foi o problema maior - deu uma risadinha.

- Ela gostou mesmo, se quer saber... Eu sempre disse que deve levar o celular com ela, porque às vezes pode acontecer um imprevisto e sem celular não vai ter como pedir ajuda, como avisar o que houve - bebeu o resto que estava no copo e bateu com força em cima da mesa - Agora, ela fica de cara feia, reclamando que eu sou um babaca, troglodita, reclamando que a espanquei - ele negou com o dedo para o alto - Não fiz isso, não. Foram só umas palmadinhas pra ela saber que eu falo sério. Está no nosso acordo. E foi ela quem começou com a ideia de que uma palmadinha aqui e ali era gostoso.

- Sorte dela que foi você - Fábio disse - Se fosse eu, ela estaria era com a bunda vermelha. Mariane é muito teimosa. Quem é que hoje em dia, sai sem levar o celular? E se por acaso a gente tivesse um problema ou quisesse falar com ela? - ele gesticulou abrindo os braços.

Os amigos deram risada. Sabiam que Mariane iria deixar os maridos loucos, até que eles fizessem o que ela queria. O gênio dela era muito forte e entrava em conflito com eles de vez em quando, mas eram muito apaixonados, isso se podia ver.

- Bom, hoje vai ser mais uma batalha quando voltarmos pra casa. Eu até já me preparo.

- Não quero nem saber - Reinaldo disse - Hoje essa birra vai acabar. Eu não vou ficar dentro de casa com uma mulher que não fala comigo, mas não vou mesmo.

Pedro riu e olhou os dois irmãos reclamando sobre a esposa. O casamento deles era um dos mais fortes que ele conhecia, mesmo ali, em Andaluz.

Os três eram casados com Mariane.

Rubens, Reinaldo e Fábio, o primo que foi criado como um irmão, dentro da casa deles. Eram apaixonados e casados com Mariane há quase vinte e três anos e tinham dois filhos vivos. Um rapaz e uma garota que eram seus alicerces. Faziam tudo por eles. A família era muito unida.

Infelizmente, um dos filhos veio a falecer ainda pequeno por causa de uma meningite que se agravou. Foi muito difícil para eles passar por essa perda, mas eles eram e continuam unidos, se apoiando nos momentos difíceis. Os três são muito apaixonados pela mulher e na verdade, quem manda na família, é Mariane. Eles quase que só falavam dela o tempo todo, inclusive quando estavam brigados, como agora.

Era até engraçado em momentos como esse, em que eles estavam aborrecidos por Mariane ter dado alguma bronca neles, ou como no caso, ela estava há dias sem falar com Rubens por causa da confusão do celular. Mas todos ali sabiam do enorme amor que tinham por ela.

Era tão engraçado de ver as brigas, que de vez em quando eles tinham, porque no fundo todo mundo já sabia que eles iriam fazer exatamente o que a esposa quisesse e o assunto logo seria esquecido, até a próxima confusão.

Quando eles apareciam no clube com a cara amarrada, os outros já queriam saber o que acontecera. Era divertido ouvir as fofocas dos três.

Agora mesmo tinham muitos homens jogando, comendo ou só bebendo um pouco para passar o tempo, mas que estavam ligados na conversa deles na mesa. Cada um queria saber o final daquele drama familiar. E todos apostavam em Mariane. Como sempre.

Aliás, fofoca era uma das coisas que mais rolava por ali, entre as outras atividades principais.

Se brincar, os homens da cidade eram mais fofoqueiros até do que as mulheres, mas nada saía dali. Não se criavam historinhas com as vidas dos moradores, não se aumentava um assunto para fazer drama. Ninguém queria se meter na vida particular do outro. Era tipo uma fofoca do bem, mais calma.

Até porque, eles não queriam também que se metessem nas suas próprias vidas. Era algo mais só para passar o tempo mesmo. Uma diversão mais branda, por assim dizer.

- Essa eu quero acompanhar até o final - um conhecido sentado na mesa do outro lado disse, erguendo o copo de chopp - Vai ser divertido demais.

- Até parece! - Rubens gritou - Você fala isso porque ainda é noivo. Deixa só quando casar.

As risadas em volta foram altas.

Autora Ninha Cardoso.

Livro adulto com cenas eróticas e hot. Completo.

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Obrigada!

Capítulo 3 Continua Capítulo 1 3

Parte 3...

A garçonete que estava servindo o grupo deles se aproximou com uma bandeja grande, cheia de copos de chopp e parou ao lado deles, sorrindo.

- Não quero ser fofoqueira - ela disse fazendo uma careta - Mas não tem outro jeito, então vou avisar - ela apontou para trás - Naquela mesa ali, eles estão fazendo apostas sobre quem vai ficar mais tempo de castigo - deu uma risadinha - E quem vai ser o primeiro a perdir perdão para Mariane.

- Ah... Fala sério, né pessoal! - Rubens levantou e apontou para a mesa - Se a aposta for em dinheiro, quem ganhar vai ter que me pagar uma rodada.

- Isso depende - um homem gritou do outro lado - E se for você o vencedor? Aí um dos dois que sobrar é quem vai ter que pagar, não a gente.

- Ah, vocês não entendem de nada - ele fez um gesto abanando a mão para o alto.

- Ei, senta aí cowboy - Fábio o puxou - Eu quero é resolver essa birra logo.

Estavam rindo quando viram uma garota passar de mãos dadas com dois rapazes. Ela parecia bem relaxada e sorridente ao lado deles. foram para um canto do bar e sentaram juntinhos no mesmo sofá.

- Parece que o clube já está liberando o pessoal que chegou essa semana - Pedro comentou, olhando na direção dos três, sentados mais na penumbra - A coisa parece que vai rolar ali - fez um gesto com a cabeça.

- Também acho - Fábio disse - E eu quero também estar nessa mesma vibe com minha mulher.

Algumas cabeças se viraram para o trio que estava no canto, começando a trocar carícias, sem se importar com a quantidade de gente em volta. Parecia até que eles estavam sozinhos ali.

- E continuando com minha fofoca, sem querer ser fofoqueira - todos na mesa riram - Naquela outra mesa ali - apontou por baixo da bandeja - As mulheres estão falando sobre vocês dois - mexeu o dedo mostrando os dois irmãos - Acho que vocês podem se dar bem hoje.

Eles olharam para a mesa sem nem disfarçar. Felipe até que fez uma cara de quem tinha achado o grupo feminino interessante, mas Pedro nem se demorou em sua observação e pegou o copo de chopp, virando quase tudo de um só gole.

- Eu não estou querendo - Pedro disse, pegando um guardanapo - E você, Felipe?

- Nah! - franziu o nariz - Eu também estou muito cansado hoje para ficar perdendo tempo com flertes.

- Vocês só dizem isso porque tem muitas mulheres dando em cima - Reinaldo comentou - Se estivessem na seca, aí sim, eu queria ver essa cara de pouco caso.

- E por falar nisso, Reinaldo... Se foi seu irmão aqui quem fez a bobagem - ele apontou para Rubens - Então porque a Mariane está com raiva de vocês dois também?

- Ora, isso é bem simples, até... Se nós três somos seus maridos, tudo tem que ser em conjunto, então - ele riu - Se vocês pensam em ter uma mulher só para vocês dois, é melhor já irem se acostumando a dividir tudo, até as brigas e confusões. Problema de um é problema de todos. É assim que rola.

- Isso é a verdade mais pura - Fábio coçou a cabeça - Eu que o sei bem. Já me meti em brigas por causa desses dois aí, sem nem ter direito a defesa.

- Quando vocês se casaram eram jovens demais e eu não quis me meter na escolha. Achei que vocês seriam diferentes da maioria dos locais aqui - Reinaldo deu de ombros - Sabe que respeito as escolhas de cada um. Os pais de vocês eram casados assim, em trio, então achei que vocês não curtiam ou não entendiam nosso modo de viver e não tentei puxar o assunto. Só quando se separaram foi que eu vi que somos parecidos. Eu não sei se conseguiria viver de outra forma.

- Nem eu - Fábio e Rubens falaram ao mesmo tempo.

- Quando estamos em casa, quem manda é a Mariane. Nós mandamos só no quarto - Rubens disse.

- Ou no celeiro, na cozinha, garagem... - Reinaldo brincou e eles riram.

- Mas esse tipo de casamento é sério - Rubens continuou - Não é pra qualquer um e às vezes a pessoa nem sabe como se libertar dos padrões e ter coragem de desenvolver esse lado - bebeu um pouco - Por isso Andaluz é um bom lugar pra se viver, para gente como nós.

- É verdade. Aqui somos uma comunidade unida pelo mesmo interesse - a garçonete concordou e se afastou.

- Ela tem razão - Reinaldo disse.

- Ninguém aqui nos questiona e todos nos tratam bem, como qualquer outra pessoa. Somos três homens casados com uma só mulher e em outros lugares isso seria visto como uma aberração - Rubens explicou.

- Exato! - Fábio completou - E ela é quem manda, então se ela diz não, é isso mesmo - gesticulou em direção a eles - Não, sempre vai ser não. Se você escolher uma mulher e a amar e lhe der uma boa vida, livre de estresse, ela vai retribuir esse amor e dificilmente você vai ouvir um não da boca dela - gesticulou mais ainda - Toda mulher tem seu limite e você não deve nunca ultrapassar esse limite. Não vai ser bom para ninguém. Mas não desista de cuidar da sua mulher, mesmo que ela não entenda. Só saiba a diferença entre cuidar e possuir.

- Meu Deus... - Pedro deu uma risada - Virou conselheiro, homem?

Autora Ninha Cardoso

Livro completo. Será postado após aprovação da plataforma.

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