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Dois amores e um segredo - Um herdeiro para o senhor Morgan

Dois amores e um segredo - Um herdeiro para o senhor Morgan

Autor:: Luna_Loh
Gênero: Bilionários
Aria Swan é uma mulher de vinte e seis anos, apaixonada e com um grande futuro pela frente, mas teve sua vida virada de cabeça para baixo, depois de se entregar a uma paixão. Ela era assistente de um CEO e eles acabaram se envolvendo intensamente, porém, de forma secreta. Encantada e apaixonada, Aria se viu em uma situação cheia de incertezas ao descobrir que estava esperando um filho. Mas quem é era aquele homem de verdade? Com tantos segredos envolvidos, ela acaba percebendo que o destino havia brincado com seus sentimentos e se viu perdida, tendo que recomeçar sua vida do zero. Sozinha e com um filho, Aria teria que fazer muito esforço para vencer na vida. Será que ela conseguirá esquecer aquele amor e seguir em frente? Essa é uma história onde o Amor vira ódio, as doçuras mudam para desencantos e a cada capítulo é como uma caixa de surpresas.

Capítulo 1 Por que ele está tão estranho

Aria S W A N – Narrando ♛

A minha vida, por algum motivo, havia saído completamente do meu controle.

Eu havia recebido um e-mail da empresa onde eu trabalhava, avisando que eu teria que retornar para uma reunião de emergência, com a equipe gestora.

Faziam menos de dois dias que tirei minhas tão planejadas férias e estava arrumando a minha mala para poder viajar, mas parecia que o destino não estava ao meu favor.

Tecnicamente, aquela seria a minha lua-de mel e eu estava ansiosa por isso, mas pela seriedade da mensagem, eu não embarcaria naquela noite.

Então, sai apressada do prédio e ao avistar o carro alaranjado se aproximando, terminei de abotoar os saltos e corri até lá.

- Bom dia, senhorita! – Disse o motorista, abrindo a porta para mim.

- Bom dia, Morgan Corporation, por favor! – Pedi com urgência na voz, me ajustando no banco. Enquanto o vi entrar no carro novamente, aproveitei para conferir minha maquiagem pela tela do celular, pois, não poderia haver defeitos.

E depois de alguns minutos, já pude avistar o enorme prédio de janelas espelhadas; era o maior que existia em toda YoungCity.

- Senhorita, chegamos! – Disse o homem, vindo até mim para abrir a porta novamente.

Paguei e segurei minha bolsa, correndo apressadamente para dentro daquele luxuoso prédio. Faltavam alguns minutos para a hora marcada e se eu chegasse atrasada, com toda certeza estaria ferrada.

Assim que passei pelas enormes portas, fui em direção as catracas, mas ao passar o meu crachá ele parecia ter falhado. Olhei confusa para as meninas da recepção e então, vi alguém se aproximar, vestida com o seu incrível terno feminino.

- Alex... – Falei sorrindo para a minha amiga, que logo passou o crachá para liberar minha passagem.

Confesso que, estranhei ela estar com um semblante desolado, mas fingi não notar. Talvez estivesse com saudades por saber que ficará esses dias sem mim na empresa. – Pensei.

Eu estranhei aquele silêncio momentâneo e de repente, a voz dela saiu baixa.

- Aria eu sinto muito! – Disse ela, em um tom de culpa.

Vinquei as sobrancelhas e então, entramos juntas, indo até o corredor.

Eu percebi que ela tinha algo sério para me contar e então, apertei o botão de todos os três elevadores que haviam ali, para ver qual chegaria primeiro.

E quando a primeira porta se abriu, corri para dentro, a puxando comigo.

Esperamos até que as portas fechassem e então, a encarei, vendo-a respirar fundo.

- O que houve? Por que tanto suspense? – Perguntei a vendo virar o rosto vagarosamente para o lado e respirar fundo, voltando a me olhar.

- Aria, desmarquei o seu voo. – Disse ela, me olhando com um semblante triste. - Amiga, a culpa não foi minha. Eu sinto muito mesmo!

- O quê? Ah, não tem problema, marcaremos para a próxima semana. Vou sair daqui e buscar alguns ingredientes frescos para preparar um jan.... - Antes que eu terminasse de falar, Alex me interrompeu.

- Aria, estou falando sério! Terão mudanças na empresa e suas férias foram interrompidas.

Sorri desacreditada, enquanto estava tentando absorver aquela frase sem nenhum nexo.

- Está bem, sabe que isso não tem graça, Alex. Nos falamos no almoço! – Respondi, vendo as portas metálicas se abrirem e logo me apressei em passar por elas, mas ao chegar em frente a porta da minha sala, assim que toquei a maçaneta, senti meu braço ser puxado.

- Aria espera! – Disse Alex, me olhando de forma hesitante. Naquele momento, sorri e me virei para a encarar.

- Amiga, fala logo! – Falei já impaciente e de repente, a porta atrás de mim foi aberta.

Olhei assustada, pois não esperava o ver ali, mas tive que conter o meu sorriso, a final, na empresa eu era apenas a assistente do "Senhor Morgan".

Eu estava tão surpresa, que não notei a presença da pessoa ao meu lado.

- Suponho que seja a Senhorita Swan! – Disse uma mulher alta e de longos fios alaranjados, caídos sobre os ombros. Ela emanava poder desde o timbre da voz, até a postura em que se encontrava.

- Bom dia! – Respondi, levando os olhos para Alex, que no mesmo instante, respirou fundo.

- Eu tentei avisar! – Disse ela, entre dentes e em forma de cochicho.

A mulher, então, colocou um sorriso nos lábios e me estendeu a mão.

- Sou Ellen Morgan e a partir de agora, trabalharemos juntas! – Disse a mulher, me encarando com uma certa curiosidade.

- Muito prazer! – Respondi e antes de me questionar sobre ela ter o mesmo sobrenome que o meu namorado, uma voz grave e fria chamou o meu nome.

- Senhorita Swan, entre!

Naquele momento, senti calafrios por todo meu corpo.

Fazia um bom tempo que eu não ouvia Cássio se referir a mim daquela forma; ele sempre usava apelidos fofos quando nos encontrávamos e na empresa, me chamava pelo sobrenome, mas com um tom mais doce.

Eu trabalhava para ele a quase dois anos e a pelo menos sete meses estávamos juntos, mas somente algumas pessoas tinham conhecimento disso.

No caso as mais próximas, como Alex que é minha amiga desde a infância e Thomas, o advogado de Cássio.

Naquele momento, respirei fundo e olhei para Alex, a vendo prender os olhos e então, fiz o que ele mandou.

- Sim, senhor Morgan! – Falei, caminhando até ele. Confesso que senti meu corpo se arrepiar com o olhar frio que ele lançava sobre mim, mas preferi acreditar que fosse algo com o trabalho mesmo.

Não teria lógica ele mandar cancelar as nossas férias, depois de ele pedir para que eu procurasse um lugar calmo e relaxante para ficarmos juntos.

Parei em frente a ele e então, ouvi os passos firmes da mulher, vindo até nós. Ela parou ao meu lado e se encostou na mesa, cruzando os braços na altura do peito e mantendo um sorriso vencido sobre mim.

Aquilo foi estranho. – Pensei.

E de repente, Cássio se levantou e ajeitou o paletó de um tom azul, que ficava muito bem nele. Só com um a única diferença. As pernas dele estavam mais torneadas?

- Senhorita Swan, gostaria de apresentar a nova chefe do jurídico! Ela ficará um tempo na empresa para avaliar alguns contratos e ajudar com a mudança de alguns costumes por aqui. E até lá, sua mesa estará na sala da senhorita Alex Burks. – Disse ele, me fazendo levantar os olhos espantada até ele.

O que estava havendo? Será que Cássio estava sendo formal demais por causa da mulher que estava ao nosso lado, ou foi por conta do que aconteceu na noite anterior?

Capítulo 2 Vamos terminar!

Senhor M O R G A N – Narrando ♔

Noite Anterior...

Eu havia acabado de sair do banho e estava enrolado apenas por uma toalha, quando meu celular tocou.

Suspirei antes de atender a ligação, vendo o nome de uma Deborah na tela.

- O que foi agora? – Perguntei, ouvindo-a suspirar de forma manhosa.

- Amor, por favor, vamos conversar? Eu vou até você se quiser! – Disse ela, me irritando.

- Eu estou em uma viagem de negócios. Conversaremos quando eu voltar! – Respondi e em questão de segundos, ouvi a porta ser destrancada. Vinquei minhas sobrancelhas e me virei, vendo uma mulher parada me encarando.

Minha primeira reação, foi desligar a chamada e a segunda, foi a de pegar uma camisa e me cobrir.

- Por que está aqui? Saia! - Falei, apontando para fora, mas ao ir até ela, a garota entrou fechando a porta, me apontando o dedo em seguida.

- Eu sabia que você não estava viajando! – Disse ela, vindo até mim, mas algo me chamou a atenção. Ela estava...embriagada!?

Por mais que eu não estivesse em uma situação agradável, confesso que era difícil olha-la e não querer toca-la. Ela tem o corpo atraente, mas sem excessos, os cabelos passavam dos ombros; eles eram negros e escorridos. E a franja tampava partes da testa dela, dando um toque angelical.

Só que, naquele momento, eu queria mesmo era a mandar para o inferno!

- Eu vou perguntar só mais uma vez. O que faz aqui? – Perguntei entre dentes, vendo-a sorrir, como se eu tivesse contado uma piada.

- Acha mesmo que agir assim vai tampar o buraco que causou em mim? – Perguntou ela, vindo até mim e me acertando com a bolsa algumas vezes.

Eu a segurei, puxando-a para mim tentando a conter e então, ela encostou a cabeça no meu peito, começando a chorar.

- Você some por duas semanas e aparece sem me falar nada? – Perguntou ela, me fazendo travar o maxilar e a empurrar. Ela então, levantou os olhos até os meus e me mostrou uma expressão triste. - O que está acontecendo?

- Você está sendo inconveniente! Se não sair daqui agora, eu chamarei a segurança! – Falei, puxando-a para fora, mas antes de sair, ela se desfez do toque e me encarou com um olhar de fúria.

- Como ousa, depois de tudo? Você me levou no mais profundo dos buracos ao desaparecer sem nem ao menos me dizer nada. Quando ia me contar que estava de volta? – Perguntou ela, em lágrimas.

Por uma fração de segundos, senti pena dela, mas não é isso que todas as dissimuladas fazem?

Teatro!

Puxei ela de volta e bati a porta com força, deixando-a assustada.

- Amor o que te deu? – Perguntou ela, tentando se aproximar, mas me desviei e como ela estava embriagada, a deixei cair sobre o sofá.

- Aria! Olha essa situação, que lamentável! – Falei em forma de resmungo, me virando para a olhar e de repente, a vi adormecida no sofá. - Ei, acorde!

Suspirei fundo e fui até ela, para a levantar. Assim que a segurei nos braços, ela abriu os olhos vagarosamente e me encarou de forma tão intensa, que não consegui decifrar o que aquele azul acinzentado queria me dizer.

E de repente, ela me deu um tapa.

- Você está com outra? Por isso está me tratando assim? – Disse ela, com um tom áspero.

Como ela conseguia ser tão falsa?

Travei meu maxilar e segurei os braços dela a levantando e a coloquei por cima dos meus ombros, levando-a para o banheiro e então, senti as mãos dela acariciarem meu peito por dentro da camisa, de forma lasciva.

- Eu estava com saudade! – Resmungou ela, me provocando, mas instantaneamente acabei me lembrando de o porquê eu estava com tanta raiva e a afastei.

- Não me toque! – Pedi entre dentes a colocando no chão.

Abri o registro do chuveiro e a forcei ficar embaixo para que se recuperasse daquela bebedeira e assim que a soltei e fiz menção de sair, ela me puxou.

- Aria, me solta! – Pedi, tendo meu corpo abraçado por ela e então, eu já estava todo molhado novamente.

- Cássio, o que está acontecendo? Por que você está me tratando assim? – Perguntou ela, com a voz manhosa, encostando a cabeça no meu peito.

Inspirei o ar de meus pulmões mostrando a minha irritação e então, virei a cabeça para o lado, tentando esconder minha repulsa. E antes que eu a afastasse, senti as delicadas mãos dela passearem pelo meu corpo.

Ela era completamente provocante! - Pensei, me repreendendo por aquilo estar passando pela minha mente.

- Diz que não sentiu a minha falta? – Perguntou ela, com uma voz manhosa, passeando com a mão pelo meu abdômen.

- Aria... – Chamei irritado, tirando a mão dela do meu corpo e ao me afastar, ela estava se despindo.

- O que está fazendo? – Perguntei indo até ela, tentando a impedir. Ela tirou minhas mãos com aspereza e continuou. - O que?! Acha que vai me comprar, ficando pelada na minha frente?

- Acho! – Gritou ela, ficando apenas de lingerie. Respirei fundo e a segurei, prendendo-a na parede.

- Pare com isso agora! – Falei com um tom frio, tendo os olhos dela fixos aos meus novamente. Ela abriu os lábios suavemente e eu me repreendi por aquilo ter saído de alguma forma, um tanto sensual.

Ela me enlouquecia, mas eu estava furioso demais para pensar nisso naquele instante.

- Vista-se e saia daqui. Se algum dia te fiz entender que tínhamos algum tipo de relacionamento, ele acabou! – Falei, ainda mantendo o nosso corpo colado e então, dei um passo para trás, a soltando.

Ela se desesquilibrou, caindo sentada no chão e confesso que, naquele momento, ela pareceu muito lamentável. Vinquei minhas sobrancelhas a encarando e então, suspirei irritado, desligando a água em seguida.

Me abaixei até ela e ao me aproximar, ela levantou os olhos até mim e resmungou algo com dificuldade.

- Você mudou! – Disse ela, tentando se levantar.

Fiquei parado a observando. Ela caminhou com o corpo molhado até o quarto e foi até o closet para pegar a toalha.

Ela conhecia bem cada canto daquele lugar.

Aria estava a ponto de me enlouquecer. – Pensei, levando a mão até os meus cabelos o bagunçando.

E então, ela saiu de lá, vestida com uma camisa branca e a toalha enrolada nos cabelos.

- Droga! – Resmunguei a olhando. Ela sabia que era golpe baixo. - O que está fazendo? Você não vai embora?

- Onde quer que eu vá a essa hora? Não tem nem um taxi pela vizinhança e não é a primeira vez que dorme ao meu lado. – Disse ela, se jogando na cama.

- Aria! – Chamei irritado e ao ir até ela, me surpreendi ao vê-la adormecida. Ri desacreditado e com pura ironia. Entrei no closet e me vesti, voltando até ela.

Ela estava tão tranquila, será que não fazia ideia do que estava acontecendo? – Me perguntei naquele momento, imaginando sobre quantas vezes ela esteve nesse apartamento com outra pessoa. E ao vê-la tranquilamente sobre aquela cama, foi o limite para mim.

- Deixe a chave ao sair e não volte mais aqui. Nós realmente terminamos.

Capítulo 3 Ele me protegeu

Aria S W A N – Narrando ♕

Sala de Reuniões da Morgan's Company, 10:00 am...

Cássio já estava falando a mais de uma hora e confesso que, não ouvi nada do que ele dizia. A voz dele envolvia meus sentidos, me trazendo à tona, lembranças que não fazia ideia que existiam.

- Quando ele me deu banho? – Perguntei, pensando estar confusa entre algo que poderia ser real ou sonho. Aquilo talvez explique o fato de eu ter acordado no apartamento do Cássio.

- Do que está falando? – Perguntou Milena, cutucando o meu braço. Eu a olhei confusa e então, ela sorriu. - Quem te deu banho?

- Nós terminamos? – Perguntei a vendo vincar as sobrancelhas. E foi então que, me virei para o lado, encarando Alex que me deu de ombros.

- Tem algo a perguntar, senhorita Swan? – Perguntou Cássio, com um tom frio.

Naquele momento, um frio percorreu meu corpo e então, levei meus olhos para

- Não, senhor, me desculpa. – Falei, tendo os olhares de todos e de forma curiosa sobre mim. Talvez porque eu nunca fosse do tipo que responde meus superiores.

- Ótimo, então, vem comigo! – Disse ele, em um timbre seco, juntando os papéis em cima da mesa e indo até a porta.

Fiquei parada e em transe, tentando assimilar o que estava acontecendo. Eu não estava prestando atenção em nada por ali e de repente, as duas ao meu lado me cutucaram.

- Aria! – Chamou Alex entre dentes e em um tom baixo, para me alertar.

Olhei para porta, sentindo o olhar escurecido de Cássio sobre mim e então, me levantei apressada indo até ele.

Nós nos olhamos por um instante e confesso que, eu não queria ter tido aquela expressão sobre mim. Eu nunca o vi me encarar com tanto desprezo e aquilo fez com que meu coração se apertasse.

Quando todo aquele amor que ele dizia sentir, se transformou em ódio?

- Me segue! - Disse ele em um tom gélido, indo em direção a sala dele.

Respirei fundo e o segui. Assim que passei pela porta, levei um susto ao ouvi-lo bater à porta e quando me virei para o olhar, Cássio estava tirando o paletó, seguindo até a mesa enquanto afrouxava a gravata.

Ele abriu o computador e começou a digitar algo, enquanto eu permaneci parada na frente dele e depois de alguns segundos, ele levantou o olhar até os meus, me causando um certo calafrio.

-Vai ficar aí ou trabalhar? – Perguntou Cássio, voltando a atenção para o computador.

Me sentei na lateral da mesa, onde havia outro notebook me esperando e então, o liguei, desbloqueando o sistema em seguida.

E assim que digitei a senha, meu coração gelou. Era o dele particular e havia uma foto nossa no protetor de tela. Para quê colocar uma foto nossa sorrindo, se iria terminar comigo?

- Cássio...- Chamei com a voz fraca, tendo os olhos dele sobre mim.

- O que foi? Algo de errado? – Perguntou ele, abrindo o primeiro botão da camisa. Ele acostumava fazer isso quando estava com a cabeça cheia de problemas.

- Quer que eu vá buscar um café? – Perguntei o vendo se encostar na poltrona de couro e respirar fundo.

- Quero que fique quieta aí, Aria e trabalhe! – Disse ele, voltando a atenção para o notebook em sua frente.

- Certo! – Respondi, me levantando. Fui até filtro e me servi com um copo de água e logo após terminar de beber, peguei um elástico no meu pulso e prendi meu cabelo no alto para aliviar aquele calor que eu estava sentindo.

Não era nada obsceno, mas confesso que, seria muito difícil para mim trabalhar ao lado dele, fingindo ser uma desconhecida.

Cássio era muito lindo e estava ainda mais!

Ele tinha os braços fortes e as pernas torneadas, mas nada era tão exagerado. O abdômen dele era definido e ele estava sempre preocupado com a saúde; tanto que, vivia praticando esportes nas horas livres. A pele dele era clara, os cabelos eram castanhos escuros e o olhar era tão intenso, quanto o de um lobo.

Eu me pagava olhando para aqueles castanhos amarelados por minutos, até esquecer de respirar, mas eles de repente, não me retornavam mais como antes.

- Cansou de olhar? – Perguntou ele, travando o maxilar e se levantando em seguida. Cássio se escorou na mesa e abaixou até mim, se aproximando lentamente e aquilo fez com que meu coração acelerasse dentro do meu peito. - O que está tramando?

- Que você não se separe de mim! – Falei baixo e sem pensar, o vendo arquear uma sobrancelha.

Por mais que aquele homem me fizesse atingir o ápice da loucura, tinha algo que parecia faltar. E eu queria descobrir o que era, para tentar colocar de volta.

Ameacei tocar o rosto dele vendo-o se esquivar e então, ele respirou fundo e fechou os olhos.

Quando vi que aquilo era uma permissão, o toquei, vendo-o os abrir, me encarando fixamente.

- O que eu fiz para você? – Perguntei, sentindo-o tirar minha mão com aspereza e se afastar, voltando para o lugar.

- Não sou obrigado a ficar explicando quando não quero algo! – Disse ele, sem me olhar.

Ele voltou a digitar, fingindo ignorar completamente a minha existência e aquilo fez com que o meu interior se remoesse.

Fechei o computador e me levantei irritada, saindo daquela sala.

Fui até o banheiro e me tranquei lá para tentar relaxar e quando ia pegar meu celular, me lembrei que o havia deixado na sala dele.

- Droga! – Resmunguei fazendo menção de sair, mas ao tocar no trinco da porta, ouvi uma voz encorpada e feminina soando por todo o lugar.

- "Hm, estamos bem sogra, não se preocupe! O próximo ultrassom será na semana que vem". – Disse a mulher, dando um riso.

Abri a porta a observando pela fresta da porta, notando se tratar de Ellen. Aquilo me deixou intrigada, quem fará ultrassom? Será que ela...

Tampei a minha boca ao vê-la alisar o ventre e continuar a falar.

- Diga ao Senhor Morgan para não se preocupar, Sogra. Por aqui está tudo sobre controle! – Disse ela, com um timbre tranquilo, saindo de lá em seguida.

Meu mundo caiu. Como assim, ela chamou de sogra a pessoa que eu pensava ser a minha?

Eu me senti enganada e saí de lá em passos firmes, voltando a sala de Cássio. Assim que entrei, ele parecia ter se assustado ao me ver e desligou a chamada rapidamente.

- Isso são modos, Aria? – Perguntou ele, entre dentes e então, me aproximei o acertando um tapa.

- Como ousa falar que me ama todo esse tempo e de repente aparecer com a mãe do seu filho? – Perguntei irritada, o olhando com fúria.

Cássio olhou para a porta e sorriu. Me virei para olhar também, vendo a ruiva parada bem atrás de nós.

- Estou atrapalhando? – Perguntou a mulher, com um sorriso vencido.

- Não, a senhora não está. Quer saber de uma coisa... – Falei ameaçando ir até ela e então, senti meu braço ser puxado com rispidez.

- Aria, cale-se! – Disse Cássio, com um tom autoritário, me puxando para ele. Nós nos olhamos por um instante e então, ele travou o maxilar, me encarando com ódio. - Se queria a minha atenção, parabéns, você a tem.

- Você está brincando comigo? – Perguntei, sentindo-o apertar meu braço brutamente.

- Precisa de algo, Ellen? – Perguntou Cássio, a olhando com os olhos suaves. Aquilo fez com que meu interior se revirasse, eu realmente senti repulsa por ele naquele instante.

- Estou indo almoçar, você vem? – Perguntou ela, sorrindo.

- Vá na frente! – Disse ele, olhando para mim em seguida e quando a porta foi fechada, ele me soltou. - O que pensa que está fazendo?

- Cássio, que merda é essa? Você é o pai daquela criança? Você me traiu esse tempo todo? E tudo o que passamos juntos? – Perguntei, alisando o meu braço, me encostando na mesa.

Ele riu de escárnio.

- Do que está falando? Quem te traiu? – Perguntou ele, se aproximando de mim.

Naquele instante, senti um mal-estar e minhas pernas fraquejarem. Eu senti como se fosse cair a qualquer momento. Tudo estava rodando e quando me apoiei, me celular tocou em cima da mesa.

Fiz menção de pegar, mas Cássio o pegou primeiro.

- O quê, vai pedir socorro? Olha só para você! Parece patética. – Disse ele entre dentes. - Não adianta fingir, eu não caio nesse teatro!

- Cássio...Me ajude, eu não... - Pedi, sentindo meu corpo fraquejar e quando eu estava prestes a ir ao chão, senti os braços dele me segurando.

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