* Elizabeth Narrando
Estou jogada no chão de um beco escuro, fui drogada na saída da universidade. Um colega me comprou um milkshake que vende na barraca de frente para a universidade, e eu bebi, bebi porque eu o conhecia, era Gabe, conheço ele desde o ginásio. Eu e ele tínhamos acabado de fazer um trabalho em dupla, tiramos nota máxima, e para comemorar ele me comprou um milkshake, e eu amo milkshake, mas eu nunca imaginei que esse milkshake estaria batizado, com apenas duas goladas eu comecei a ficar tonta, meu corpo fraco. Eu estava fraca, corpo mole, tonta, mas eu conseguia ver o que estava acontecendo, eu vi Gabe me pegar no colo e me colocar dentro de um carro, eu tentava falar, pedir socorro, mas eu não tinha força o suficiente para isso. Fui abusada não só pelo Gabe, mas por seus outros três amigos, Luigi, Antoni e Pietro. Eu não conseguia nem me mexer, meu corpo estava paralisado, não conseguia falar, a única coisa que eu conseguia fazer era chorar, e perguntar para Deus, o que eu fiz de errado para merecer aquilo. Enquanto eu chorava, escutava eles falando.
- Eu sempre fui louco para comer essa garota. – Disse Luigi enquanto colocava seu membro em minha boca.
- Sabia que ela era gostosa, mas a vadia nem era mais virgem. – Foi a vez do Pietro falar enquanto me penetrava.
- Piranha como todas as outras. Sai Pietro, que agora é a minha vez, eu vou acabar com essa vadia que se faz de santa. – Diz Antony.
- Geme, putinha. – Falavam dando tapas em meu rosto.
Eles riam enquanto abusavam de cada parte do meu corpo se revezando, eu também vi Gabe em cima de mim, mas ele foi o único que não disse nada.
Me largaram lá como se eu fosse um lixo, minhas roupas rasgadas, meu corpo todo machucado, se antes eu não tinha forças, depois de tudo isso, muito menos, eu só sabia chorar, e antes de eu apagar de vez, fiz um pedido a Deus, que não me deixasse sobreviver. Pois minha vida tinha acabado ali, naquele momento em que eu fui usada e humilhada.
DOIS ANOS DEPOIS
Faz uma semana que me mudei para a cidade grande, eu morava no interior com meus pais e minha irmã Helena. Passei dois anos da minha vida trancada dentro do sítio dos meus pais, abandonei a universidade, não tinha coragem de olhar na cara de ninguém, cidade pequena, todos sabiam o que tinha acontecido comigo. Eu perdi dois anos da minha vida, e eles? Eles, não perderam exatamente nada. Eu dei parte deles, mas pelo fato de Antoni, ser filho do prefeito, o caso foi arquivado. Fizeram meu depoimento, acusando os quatro ser anulado, pelo simples fato de eu estar drogada, afirmaram que eu estava alucinando.
Passei dois anos da minha vida vivendo um inferno, tentei me matar três vezes, e na última eu quase consegui, fiz um corte bem profundo em meu pulso, mas minha irmã chegou na hora e pediu ajuda.
Comecei fazer terapia, e percebi que, para eu conseguir seguir minha vida, tinha que ser longe de tudo isso aqui, e infelizmente longe dos meus pais e minha irmã. Meus pais trabalham em um pequeno sítio, e bom, aquele sítio é a casa deles, meus pais não se habituariam na cidade grande, como eles mesmo dizem, a cidade do barulho. Já minha irmã está louca para sair do sítio, prometi a ela que assim que eu conseguisse um lugar fixo e uma escola boa eu a buscaria para morar comigo, Helena só tem quinze anos, mas o sonho dela é sair daquele lugar.
Fiz uma entrevista ontem para ser secretária na San'Tech, e graças a Deus eu fui aprovada. Hoje é meu primeiro dia, e como não quero chegar atrasada no meu primeiro dia, acordei bem cedo, e tomei um banho para me ajudar a acordar. Saio do banho e começo a me arrumar. Escolhi um terninho, saia na cor azul lápis e a blusa social branca, o blazer na mesma cor que a saia, coloquei um saltinho não tão alto, pois eu sou um pouco alta, e se eu usar um salto enorme fico parecendo uma girafa. Termino de me arrumar e tomo um café bem rápido, e corro para o ponto de ônibus, ainda não posso, me dá ao luxo de ir de taxi.
Estou sentada na minha mesa, eu sou secretária da Layla Willians, ela me apresentou por toda a empresa, só não conseguiu me apresentar ao seu irmão, Tom, que junto com ela, comanda essa empresa.
- Bom dia, Elizabeth. – Diz Layla assim que chega.
- Bom dia, senhora Willians. – A cumprimento.
- Sem formalidades, não sou essas chefes chatas e irritantes, pode me chamar só de Layla.
- Certo, senhora.... Desculpa, Layla. – Me corrijo.
- Assim é bem melhor, Elizabeth. – Fala sorrindo.
- Pode me chamar só de Liz. – Falo.
- Adorei. Liz, você viu se meu irmão já chegou? – Questiona.
- Eu ainda não o conheci, mas não vi ninguém chegar desde a hora que eu cheguei.
- Ele com certeza vai se atrasar novamente. Coitado do meu irmão, está em uma luta para conseguir a guarda do meu sobrinho, mas aquela vagabunda não gosta do menino e não ajuda, ela que extorquir meu irmão. Mas, vamos começar os trabalhos, depois que ele chegar eu falo com ele, tenho muitas coisas para te passar, pega seu caderno e uma caneta para você fazer suas anotações e vamos para minha sala, vai ser melhor, será muitas coisas. – Disse.
Passei a manhã toda na sala de Layla, e como ela disse, eram muitas coisas, reuniões, agenda, visitas, gráficos, agendamentos de visitas nas lojas físicas, e tudo isso tem dias específicos. Depois de me passar tudo, ela me chamou para ir almoçar com ela, aceitei por educação, porque na verdade eu não tenho dinheiro suficiente para ir aos restaurantes que ela frequenta, mas eu tenho meu cartão de crédito, e vou ter que usar ele, não queria, mas vou ter que usar.
Assim que saímos da sala dela ouvimos gritarias vindo da sala ao lado, Layla corre até lá, e eu fui atrás.
- Tom, o que está acontecendo aqui? – Layla o questiona.
- Tira essa vagabunda da minha frente, ou eu vou enforcar ela com minhas próprias mãos. – Disse.
- Luiza, some daqui, por favor. – Layla fala apontando para a saída.
- Eu vou, mas já te deixo avisado, Tom, se não me der o que eu quero, você nunca mais verá o Luan. – Ela fala e sai.
Eu não sei o que ela falou para ele, mas foi algo bem sério, pois ele estava transtornado, dá para ver o ódio em seus olhos, parece estar pegado fogo.
- Pode me dizer o que aconteceu aqui? – Layla pergunta para ele.
- Não. – Responde seco.
- Mas vai. Anda logo, Tom, o que ela te falou para te deixar desse jeito.
- Ela quer um milhão de euros para me entregar a guarda do Luan. – Disse.
- Tom, com todas as provas que você tem ela perde a guarda do Luan para você, fora que a Luiza é instável, nenhum Juiz em sã consciência, vaio querer dar a guarda para ela.
- Aí que está, se ela abrir a boca para o Juiz, eu perco meu filho de vez. – Diz com tristeza.
- Eu não estou entendendo.
- Layla, essa vagabunda acabou de esfregar na minha cara, que o Luan, não é meu filho de verdade. A Luiza me traiu. – Fala se jogando em sua cadeira.
- Que desgraçada. – Layla diz chocada.
- Meus problemas só estão começando, essa vagabunda está tirando minha paciência. – Ele disse.
Eu fiquei parada sem reação alguma, só olhando para eles dois, me sentindo uma intrusa.
* Tom Narrando
Minha vida está uma merda desde quando eu pedi o divórcio para Luiza, eu pedi, descobri que ela me traiu com o motorista do Luan, meu filho. Tem três meses esse inferno está acontecendo, eu pedi o divórcio e sai da minha casa. Acontece que que seu eu quiser eu deixo Luiza sem um centavo, quando nos casamos, eu já tinha tudo, casa, empresa, carros. Nosso regime de casamento é fechado, ela não tem direito nenhum a nada do eu tinha antes de me casar com ela, e bom, eu não sou tão burro assim, eu coloquei uma cláusula, que se caso houver traição da parte dela, não terá direito a nada que eu construí depois do casamento, porém ela não sabia disso. Eu só me casei com ela por um motivo, meu filho, ela engravidou e só queria levar a gravidez adiante se eu me casasse com ela, mas ela foi burra e não leu o contrato que eu fiz antes de nos casar, e assinou, eu sabia que ela só queria meu dinheiro, mas eu só queria ter meu filho.
Faz um mês que eu não vejo o Luan, a vagabunda da Luiza me proibiu, eu entrei em contato com meu advogado, ele solicitou uma ordem judicial para que eu possa pegar meu filho, mas essas porras demoram demais, eu não aguento mais essa distância entre mim e meu filho. Eu fui até minha mansão, que é onde os dois estão morando, eu estou em um apartamento. Eu fui cedo, para tentar ver ele indo para a escola, mas assim que eu chego vejo ela gritando com meu filho, a verdade é que Luiza nunca amou nosso filho, ela o odeia por tudo, eu não consigo entender o porquê de ela odiar tanto o próprio filho, já que não gosta porque continua brigando para ter ele? Me entrega o menino e segue a vida dela, mas não, tem que infernizar primeiro. Nós discutimos, e foi aí que ela jogou na minha cara que Luan, não era meu filho, e que quando ela saia comigo ela saia com uma outra pessoa. Eu peguei meu filho que não parava de chorar, e levei ele para a escola, meu filho só tem três anos, e está sofrendo tudo isso.
Assim que cheguei na escola com ele, eu o acalmei, ele foi a viagem toda chorando falando que eu não era o pai dele, falei que a mãe dele mentiu, e que eu era o pai dele sim, e sempre vou ser, e não é mentira, não importa que ele não seja meu filho biológico, eu o amo, e ele sempre vai ser meu filho. Depois de acalmar ele no corredor da escola, eu dei um beijo nele e um abraço bem apertado, eu estava morrendo de saudades dele, Luan, sempre vai ser e ter o melhor de mim. Assim que sai da escola fui para casa, eu não estava com cabeça para ir a empresa agora, então resolvi ir para casa e tomar um banho para eu relaxar. Tomo meu banho e me deito um pouco e acabo pegando no sono.
...
Acordo com meu celular tocando, era minha secretária, ela disse que Luiza estava lá me esperando, e prestes a começar a fazer um escândalo, essa desgraçada está querendo me tirar o pouco de paciência que me resta. Chego na empresa e Luiza estava me aguardando do lado na recepção, e ali, mas uma vez discutimos, ela começou a gritar pela empresa, então eu a arrastei para dentro da minha sala.
- Fala Luiza, diz o que você quer! – Falo olhando para ela.
- Um milhão de euros. Eu te entrego ele e sumo da vida de vocês dois, mas, caso contrário, eu o entrego para o pai verdadeiro dele. – Diz na maior Naturalidade.
Sinto meu sangue ferver, ela está vendendo o Luan, com se ele fosse uma mercadoria qualquer. Eu gritei com ela, mas minha vontade era de matar ela a enforcando com minhas próprias mãos, mas, para a sorte dela minha irmã chegou bem na hora.
Contei para Layla o que ela me contou, e nem ela está acreditando.
- E agora Tom? Vai pedir o DNA? – Layla me questiona.
- Não. O Luan é meu filho e ponto.
- Com licença, Layla, eu vou te esperar na minha mesa. – Olho e vejo uma morena linda, seus cabelos pretos e longos, me perco olhando suas curvas. Deus de onde veio esse anjo.
- Desculpa Liz, eu acabei esquecendo do nosso almoço. – Layla fala olhando para ela. – Bom já que está aqui, Liz, esse é meu irmão Tom, e Tom, essa é minha nova secretária, Elizabeth, mas eu já a chamo de, Liz. Liz, eu e ele trabalhamos juntos, mas, você é minha secretária, e não dele, ele adora ficar pedindo favores para as minhas secretárias, ele sobrecarrega a dele e depois vai encher o saco das minhas.
Me levanto e vou até ela a cumprimentar, jamais perderia a chance de olhar suas curvas mais de perto.
- Prazer Liz, não acredita nela, não é sempre que eu faço isso. – Digo estendendo minha mão, ela fica receosa, mas aperta minha mão e sorri.
- O prazer é meu, senhor Tom. - Ela diz e sorri sem graça. Deus que sorriso lindo.
- Bom, Tom, eu e a Liz estávamos indo almoçar, quer nos acompanhar, só assim você esfria um pouco a cabeça.
- Claro. – Quero saber de onde esse anjo saiu.
Nosso almoço foi muito bom, Liz, é uma mulher linda, tem um sorriso que encanta qualquer um, ela é simpática, mais ao mesmo tempo tímida. Minha irmã a adorou, e disse que ela está se saindo muito bem para seu primeiro dia. Eu sou um homem muito perceptivo, e no pouco tempo que estou perto da Liz pude perceber uma coisa, ela é linda, perfeita, seu sorriso é encantador, mas seu olhar é de tristeza, mesmo sorrindo dá para perceber sua angústia. Pode estar sofrendo um luto, ou problemas em seu relacionamento, não sei, mais de uma coisa eu sei, ela sofre com alguma coisa.
* Tom Narrando
A semana passou voando, e eu estou cada dia mais estressado sem meu filho. Ontem eu tive uma audiência da guarda do Luan, e as coisas não estão fáceis, Luiza está tentando complicar minha vida, mas eu vou lutar pelo meu filho, ou eu não me chamo Tom Willians. Luiza, me ligou, pediu para marcarmos um horário, eu não quis marcar aqui na empresa, vai que a maluca resolva fazer seu show. Marquei com ela na cafeteria perto do meu apartamento, depois que eu sair da empresa, como hoje é sexta feira, e nosso expediente finaliza, mas cedo, e não irá me atrapalhar, mas minha vontade era de ir logo, queria muto saber o que ela está planejando, porém eu tenho uma reunião para confirmamos a abertura de mais uma de nossas lojas, essa será inaugurada no shopping de New York, uma loja enorme com todas das nossas tecnologias de ponta.
Saio da minha sala e vejo Liz e Bruna, minha secretária, conversando, as duas estão se dando muito bem, eu até queria saber o que elas conversavam, mas elas perceberam minha presença e pararam de falar.
- Senhor, Tom, aqui estão todos os documentos para a reunião. – Diz Bruna me entregando a pasta com todas as documentações.
- Obrigada, Bruna, já está pronta. – A questiono.
- Sim, senhor. – Responde de imediato.
- Liz, e Layla? – A questiono
- Já está vindo senhor, está em uma ligação. – Responde de cabeça baixa. Eu já percebi isso, Liz, só fala com as pessoas de cabeça baixa. E isso fica martelando na minha cabeça, o porquê ela só fala assim.
- Estou pronta. – Layla diz saindo de sua sala com uma cara péssima.
- Layla, que cara é essa? – A questiono.
- Karen. – Diz com ódio.
- O que essa mulher quer em? Mas, depois conversamos sobre ela, vamos, temos uma reunião agora.
Nossa reunião ocorreu perfeitamente, marcamos a abertura da loja para o próximo final de semana, pois já estava tudo pronto, só faltava a inaugurar. Eu e Layla sempre comparecemos em todas as aberturas, de todas as lojas. Assim que a nossa reunião acabou, saímos da sala de reuniões e eu fui direito para a sala de Layla, quero saber o que aquela infeliz quer com minha irmã. Karen é nossa madrasta, ela odeia nos odeia, mas ela inferniza mais a minha irmã, pelos simples de Layla, ser o xodó do nosso pai. Nossa mãe faleceu assim que deu luz a Layla, parto difícil, e minha mãe acabou não resistindo. Alguns anos depois meu pai se casou com Karen, e ainda veio de brinde sua irritante filha, Alison, essa garota me irrita, e vive dando em cima de mim, Karen já até tentou nos casar, mas só se eu for maluco para se casar com ela. Nem casar eu queria, só me casei com Luiza, pelo meu filho. Eu não sei o que meu pai viu naquela mulher.
- O que aquela mulher queria, Layla? – A questiono entrando em sua sala, e fechando a porta.
- Ela ligou para falar da festa beneficente da associação de amanhã. – Disse. E droga eu me esqueci dessa porra.
- Ela só te ligou para isso?
- Não, ela ligou para informar que EU, não vou poder entrar com meu pai na festa, que os primeiros entrarem serão, ela, nosso pai, e a pentelha da filha dela, e que eu iria entrar depois, poxa, Tom, foi nossa mãe que fundou. E há, e ainda disse para eu arranjar um acompanhante, nem que seja um garoto de programa, pois eu já estou ficando mal falada na associação como encalhada. E aí eu discuti com ela, falei que eu e a filha dela temos a mesma idade, e que ela também nunca foi acompanhada. Sabe o que ela disse?
- O que?
- Que ela colocou seu nome como acompanhante da filha dela, pois como você e Luiza se separaram, vocês dois precisam se entender de uma vez, e se casar logo.
- Filha da puta. O caralho que aquela garota vai ficar andando atrás de mim.
- E o que você vai fazer? – Me questiona.
- Ainda não sei. Vou pensar.
- Pense logo, ou vai ter uma seguidora amanhã, e ela não vai te largar.
Me sento na cadeira de frente para minha irmã pensativo. Ouço batidas na porta e minha irmã manda entrar.
- Layla, só queria saber se ainda vai precisar de mim? – Liz pergunta.
- Não, pode ir. – Ela responde e quando eu olho para ela, tive uma ideia.
- Fica, Liz. Senta- se, aqui por favor.
- Tom? – Layla me olha intrigada.
Liz me olha assustada, mas se senta, seu olhar era de assustada.
- Eu fiz alguma coisa errada senhor, Tom? – Questiona nervosa.
- Não. Fique calma, não é nada demais. Eu só quero te convidar para ser minha acompanhante amanhã em uma festa beneficente. – Falo e ela arregala os olhos.
- Não, senhor Tom, por favor não. – Responde bem nervosa, ou melhor com medo.
- Liz, se acalma. Será só uma festa, que eu sou obrigado a ir, e a Layla, também vai estar, você só irá me acompanhar, por favor, Liz. – Falo e ela me encara bem assustada.
- Liz, por favor. Pode confiar no Tom, olha, se você fizer isso não vai ajudar só ele, vai me ajudar também, nos ajuda a infernizar nossa madrasta que tanto nos inferniza, por favor, não quero que a lacraia da filha dela ande agarrada nos braços dele, eu odeio as duas.
- Layla! – Ela diz toda desconcertada.
- Por favor, Liz, é só uma festa beneficente. – Layla diz, e nossa, eu amo a minha irmã.
- Eu não tenho nem roupa para essas festas de vocês. – Diz cheia de vergonha.
- Isso não será um problema. É só dizer que sim. – Falo.
- Eu não sei. – Disse receosa.
Pego nas mãos dela e ela me encara de olhos arregalados, eu não sei por que, mas ela perecer ser muito assustada. Mas eu olho em seus olhos.
- Confia em mim, não será nada demais, só uma festa. Olha, eu só estou te pedindo isso para a filha da minha madrasta não ter que ficar no meu encalço. Eu a odeio, a Layla a odeia, e eu vou ser sincero, eu só vou nessas festas, porque quem fundou essa associação, foi nossa minha mãe, ela faleceu, e quando meu pai se casou com a... Karen, ela assumiu o lugar da minha mãe, mas eu só vou nas festas, porque em todas elas, a minha mãe é homenageada. – Falo e pela primeira vez ela olha em meus olhos.
- Tá bom, eu aceito, mas será só para te acompanhar né, não preciso fazer nada? – Ela questiona.
- Não, só me acompanhar, fica tranquila. – Falo.
- Liz, não se preocupa, eu vou estar lá, e vou ficar sempre com você. – Layla diz.
- Está bom, eu aceito. – Ela diz e Layla sorri batendo palmas.
- Muito obrigada, eu te pego amanhã às oito, me passa seu endereço, vou mandar entregar um vestido para você. – Falo.
- Não, não precisa se incomodar senhor Tom, eu dou um jeito com meu vestido.
- Precisa sim, você está nos ajudando. – Layla diz.
- Tudo bem, se é assim. – Disse. – Posso ir?
- Pode, obrigada mais uma vez. – Falo, ela assente com a cabeça e saí.
- Tom? Você está interessado, na minha secretária? – Layla questiona.
- Claro que não, Layla, eu só não quero chegar lá amanhã e ter uma praga me seguindo, aquela garota parece um carrapato. – Falo e ela tenta analisar minha resposta, mas eu não estou mentindo, bom, não na parte que eu não quero a Alison me seguindo, porque eu estou interessado sim na Liz.
- Certo. Obrigado, e bom, eu também não vou sem acompanhante. Eu estou namorando, e eu já falei com ele, vou apresentar ele ao papai amanhã, e você também, claro. – Ela fala toda sorridente.
- E por que você não esfregou isso na cara da Karen na ligação?
- Porque eu quero ver a cara dela, quando eu for apresentar meu namorado. – Disse.
- Estou feliz por você, e eu preciso ter uma conversa muito séria com esse homem. – Falo.
- Nem começa, Tom.
- Só estou protegendo minha irmãzinha,
- Haa, eu te amo. – Diz.
- Eu também, minha amora. Eu já vou indo, Luiza quer conversar comigo, seja o que Deus quiser. – Falo e saio de sua sala.
Saio da empresa e vou direto para a cafeteria me encontrar com Luíza, mas como sempre, ela está atrasada. Luiza, sempre foi uma mulher desajuizada, bonita, mas não vale nada. Peço meu café do jeito que eu gosto, preto e sem açúcar. Olho para a entrada e vejo Luiza entrando com o amante dela, ela só pode estar de brincadeira com a minha cara.
- O que esse homem faz aqui, Luiza? – Questiono.
- Ele já está indo. – Disse, e se despede dele.
- Fala logo o que você quer, não tenho tempo para suas ladainhas. – Falo nervoso.
Ela pede um cappuccino para ela e começa a falar.
- Quero propor um outro acordo. Eu te entrego a guarda do Luan para você, mas eu quero um apartamento e cento e cinquenta mil euros, para eu recomeçar a minha vida. Caso contrário, obrigo o pai verdadeiro do Luan registrar ele, e aí você perde o Luan de vez.
- Então, você realmente entrou e, contato com essa tal pessoa?
- Sim, eu te avise, eu não estou brincando, Tom, eu quero recomeçar a minha vida, e o Luan, vai me atrapalhar. O pai verdadeiro não quer saber dele, mas se eu processar ele vai ser obrigado a ter com o menino, e sabe-se lá o que vai acontecer com o Luan, porque eu não quero saber. Tom, eu estou te dando a chance que você quer, que é ter o Luan, e pegar ou largar, se você não aceitar minhas condições, eu vou mandar meu advogado entrar com o processo de paternidade e de anulação do registro, tirando seu nome como de pai.
- Você, é uma desgraçada, filha da puta, como você pode querer fazer isso com seu filho? Você não tem noção das coisas absurdas que você está fazendo.
- Tom, eu não estou aqui para ouvir o que você acha, ou deixa de achar de mim, eu só quero saber, aceita ou não meu acordo?
- Você sabe muito bem, que eu, ao contrário de você, faço tudo pelo Luan. Eu aceito, mas você não vai, mas aparecer na minha frente, nem da dele.
- Me entrega a chave do apartamento e o dinheiro na segunda, e aí eu te garanto que nunca mais, nem você e nem ele, vão me ver. Até segunda, Tom. – Fala e sai.
Pego meu celular e ligo para Bruna, minha secretária, peço para ela resolver tudo isso com meu advogado. Bruna, é uma ótima secretária, sempre faz o que eu peço, pode ser em qualquer dia e hora, é por isso que eu sempre pago a mais para ela toda vez que ela faz o trabalho depois de seu expediente, ou nos finais de semana.
Pago a conta e vou para o shopping ver o vestido para Liz, eu quero escolher o que ela irá usar amanhã, quero um vestido que aproveite cada curva de seu corpo, e se tem uma coisa que eu percebi foi nas suas curvas, Liz, tem um corpo perfeito, eu sei, porque desde que ela chegou na empresa eu não tiro meus olhos dela.