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E o Vento Levou

E o Vento Levou

Autor:: ellenzinha
Gênero: Romance
O que acontece quando um coração cansa de ser pisado? O que acontece quando sua alma grita por socorro? O que acontece quando seu subconsciente diz que não dá mais? "O que com amor construímos, com orgulho destruímos"

Capítulo 1 Adeus, meu amor

Notas do Autor

Minha mente fértil não parou mas não consigo largar esse mundinho,espero que gostem.

Depois que Alessandro saiu daqui dizendo que não dava mais pra ele, eu só consegui chorar. Deitada em posição fetal, eu choro como se as lágrimas não tivessem fim.. agora já sei o que fazer, decisão tomada, malas separadas e aqui vou eu, embora de uma vez.

Com muita dificuldade escrevo uma carta de despedida para ele, seria a última!

"Estou escrevendo esta carta para lhe dizer adeus. Muitas coisas aconteceram e está tão difícil continuar. Não sei se você irá me perdoar mas, agora, só isso me resta. Sinto muito por não ir atrás de você para te dizer o que sinto, mas eu não conseguiria ver seus lindos olhinhos e ficar bem de novo com este adeus."

Pensei muito sobre esta partida e entendi que isso é o melhor a se fazer. Pode ser que você não entenda meus motivos, mas isso o tempo irá te mostrar. Assim eu espero. Estou te deixando hoje, com essa vontade de continuar, mas não dá mais.

Nossos caminhos se separaram de uma maneira que eu não consigo nem entender. Foram paus e pedras para todos os lados e apenas eu saí machucada. As feridas estão abertas ainda e não é possível tapar buracos feitos com balas de canhão com um simples curativo.

Um relacionamento quando começa errado, não tem como dar certo. E nós lutamos para que desse certo, mas, apenas no começo. Hoje já não temos a mesma esperança de antes. Você mudou seus caminhos e se esqueceu do nosso amor. E hoje, nossos sonhos são passado.

Tentar continuar daqui é bobeira, pois, lá no fundo, sabemos que tudo continuará igual e apenas sofreremos ainda mais, desnecessariamente. Às vezes o amor dura, mas, às vezes, ele machuca em vez disso. E é o que está acontecendo conosco neste momento.

Suas pegadas pela minha vida irão continuar em mim, indeterminadamente. E eu lembrarei de você e de todos os nossos momentos. Porque o que a gente grava no coração nunca se apaga e eu não quero que se apague. Por mais que doam algumas de nossas lembranças juntos, eu sei que eu pude amar você tão intensamente, que até eu mesmo duvido.

Ser sincera agora é o que há. Nosso amor foi se perdendo aos poucos, pois nós nos esquecemos de regar. E amor é como uma flor; você planta, cuida, rega e ela cresce. E depois, você tem que regar todos os dias, senão, ela seca e morre. E nosso amor secou e morreu. Ele perdeu a vida, ficou preto e branco.

Pra quê continuar com algo que está morto? Da morte nada volta. Nada poderá ressuscitar nosso amor de novo. Perderemos tempo e vida tentando recuperar o irrecuperável. E pelo nosso bem, eu vou embora.

Vou embora para que eu seja livre, para que você seja livre. Você tem uma vida pela frente e eu também. E eu quero que você encontre alguém que te entenda melhor do que eu e que seja melhor do que eu. E eu não sei se farei o mesmo. Você foi bom demais para mim enquanto ainda me amava e eu não acredito que eu vá encontrar outro igual.

Que você possa ser feliz sem mim como você o fez até agora. Enquanto achava que poderia fazer o que quisesse, você não me perderia. Mas você se enganou. Hoje você me perdeu. Hoje você perdeu meu amor. Hoje você perdeu seu amor.

Do céu vão cair lágrimas frias e salgadas. Lágrimas de tristeza, saudade e de dor; mas eu sei que em um momento, elas vão cessar. Porque tudo na vida passa, até mesmo o amor. E então, volte a olhar para vida com esperanças novamente. Esperanças em um novo amor e em uma nova vida, mas, sem mim.

Cuide bem de você de agora em diante, eu não estarei mais aqui. Nos dias frios, se agasalhe bem, e não sinta minha falta te abraçando enquanto estávamos em frente à lareira e cobertos com nosso edredom favorito. Essas lembranças logo não farão mais sentido. E um novo amor estará debaixo das suas cobertas.

E eu termino esta carta dizendo o quanto eu te amei. Aqui dentro, eu te amei mais do que a mim. Te amei em cada momento e de cada forma. Te amei na dor, na tristeza e na solidão. Mas recebi muito pouco em forma de gratidão. Amor é uma troca e tem que haver um equilíbrio. Se apenas um ama, tão fortemente e o outro não liga, o fim sempre chega. E o fim chegou para nós.

Está sendo difícil escrever estas últimas palavras, pois elas serão as últimas que escreverei para você. Assim que terminar, deixarei ela em cima da sua escrivaninha e me irei. Me irei e nunca mais voltarei. Apenas esta carta irá restar de mim, pois minhas roupas eu já levei. Tudo que era meu já não está mais aqui.

O taxi já está me esperando lá fora e já chegou o momento de partir. Com lágrimas nos olhos, deixarei a carta aqui e olharei pela última vez para sua foto na parede. Eu sei que vou sonhar com você por um tempo, mas espero que isso passe logo.

Por favor, tenha uma vida maravilhosa pela frente. Mas não se esqueça: o que com amor construímos, com orgulho destruímos. E tudo o que construímos juntos, agora está em pedaços. Talvez quando você ler isso, eu já esteja bem longe..

Então, depois de tantas lágrimas derramadas e um coração em pedaços e sangrando, eu te digo finalmente e tão dolorosamente: adeus, meu amor.

Ass: Sua eterna pequena (Giovanna)"

Capítulo 2 Até Mesmo O Amor

Alessandro

Depois de muito andar pelas ruas de Rio de Janeiro, eu finalmente me permito voltar para casa. Eu precisava conversar com Giovanna, precisava esclarecer as coisas com ela. Mas eu não podia contar tudo, a missão era sigilosa.

- Giovanna?? - Grito e não sou correspondido, ela realmente ficou bem chateada comigo. - Giovanna?

Ué, realmente não tem ninguém, estava sozinho... mas, cadê ela? Cadê a Giovanna? Procuro em todos os lugares na esperança de ela aparecer, mas isso não acontece, ela não aparece. Me jogo na cama e me pego a pensar: "Onde Giovanna deve estar?", "O que será que a maluca vai aprontar?". Olho para o aparador que tinha no quarto e reparo num papel com uma espécie de vaso em cima... espera! Que papel é esse?

Era um envelope com as seguintes palavras escritas:

"De: Sua pequena Para: Meu ogrodoce."

Meu coração gelou, eu nem sabia do que se tratava e já estava nervoso, como vou ler isso sabendo que é dela? O que será que está escrito nesse papel? Por que não uma mensagem de texto, que século essa maluca vive? Sem coragem para ler, jogo o papel de lado... daqui a pouco a maluca volta. Vou vestir minha armadura e dizer que não a quero novamente, eu preciso ficar longe dela. Não a quero ver sofrer ainda mais. Deito naquela cama maravilhosa e nem mesmo o cheiro dela estava ali, os lençóis estavam lavados, os mesmo tinha cheiro de amaciante. Minha mente começou a martelar, eu estava ficando nervoso sem saber notícias dela. Pego o celular e decido ligar pra ela, mas o celular só chama caindo na caixa postal. Me sento na cama e num impulso abro a carta e começo a ler a mesma.

"Estou escrevendo esta carta para lhe dizer adeus. Muitas coisas aconteceram e está tão difícil continuar... Não sei se você irá me perdoar mas, agora, só isso me resta. Sinto muito por não ir atrás de você para te dizer o que sinto, mas eu não conseguiria ver seus lindos olhinhos e ficar bem de novo com este adeus.".

- Até esse momento eu estava lendo com a voz alta, mas a mesma sumiu quando comecei a ler aquela carta. Era uma carta linda, as palavras estavam bem colocadas, mas eu preferia ter lido ela mandando ir pro inferno do que dizendo que desistiu do nosso amor. Estava nítido que ela falava sério, tantas vezes ela provou seu amor por mim, tantas vezes por trabalho joguei pra longe de mim aquela mulher que só fez me amar. Começo a chorar sem me importar com nada, a cada palavra era uma emoção diferente, a cada nova palavra era uma dor diferente. Fecho os olhos e ela me vem a mente, aquele sorriso, aquela voz, aquela gargalhada que somente ela sabia dar. Volto a ler e os soluços do choro são inevitáveis, não posso acreditar que perdi a única pessoa nesse mundo que me entende, a única pessoa que me aceita como eu sou de verdade, um verdadeiro filho da puta compulsivo, uma pessoa da pior espécie possível.. Aquela pessoa que todos pensam que é uma coisa, quando na verdade é outra completamente diferente. Meu lábio treme, respirar estava quase que impossível, minhas mãos tremem com aquele papel na mesma, as lágrimas batiam contra o papel deixando as letras borradas, mas ainda assim, legíveis. A carta estava imensa, ela tinha mesmo o que falar, a mesma estava tão linda, mas ao mesmo tempo tão triste. Um nó se forma em minha garganta, um sentimento de culpa cresce cada vez mais dentro de mim. Respira Alessandro, você não pode ter um infarte agora, você precisa finalizar essa leitura. Eu ainda estava na metade da carta, minha mente não estava assimilando muito bem as coisas, eu não queria acreditar que ela se foi, ela me deixou assim como eu havia pedido para que ela fizesse. E desde quando ela sabe usar as palavras tão bem? Eu nunca vi uma carta tão bem escrita como essa, nunca pensei que ela era um ser tão sensível a esse ponto. Me sinto culpado por não ter tratado ela como realmente merecia, imagino ela escrevendo essa carta e meu peito dói só de imaginar, eu queria pegar ela no colo, eu queria cuidar dela.

- Por favor, tenha uma vida maravilhosa pela frente. Mas não se esqueça: o que com amor construímos, com orgulho destruímos. E tudo o que construímos juntos, agora está em pedaços. Talvez quando você ler isso, eu já esteja bem longe.

Então, depois de tantas lágrimas derramadas e um coração em pedaços e sangrando, eu te digo finalmente e tão dolorosamente: adeus, meu amor.

Ass.: Sua eterna pequena (Giovanna)" - Leio o final dessa carta em voz alta e trêmula pelo choro. Solto o ar que ainda estavam preso nos pulmões. Me jogo com as costas na cama e nem tento impedir as lágrimas, elas são minha única companhia a partir de agora. Como ela havia dito na carta, nem mesmo o cheiro dela ficou por aqui, aquela carta martelava em minha mente... cada palavra, cada declaração, cada decepção..

"Eu sei que vou sonhar com você por um tempo, mas espero que isso passe logo.",

penso nessa parte e não sei como vou conviver com a ausência dela, mas como ela mesma disse, tudo na vida passa, até mesmo o amor. Agora sim eu vou para os Estados Unidos levando somente a imensa saudade dela.

Capítulo 3 Seguindo Em Frente

Nossos caminhos se separaram de uma maneira que eu não consigo nem entender. Foram paus e pedras para todos os lados, e apenas eu saí machucada.

Passar a noite naquele apartamento sozinho não foi fácil, decidi que pra matar o tempo começaria a fazer minhas malas. Eu não iria atrás dela, eu não poderia acabar com a sua vida desse jeito. Giovanna merecia ser feliz, ter alguém que pudesse dar atenção a ela.

A noite foi mais longa que o previsto, rolei de um lado pro outro sem conseguir sequer pregar os olhos. Olho para o teto e vejo aquele imenso espelho que ela havia mandado colocar ali para que através do mesmo contemplarmos o ato de amor. Suspiro fundo lembrando do jeito maluco que ela tinha.. a gargalhada exagerada, o olhar doce, a voz super carregada no sotaque carioca, o jeito manhoso que tinha após uma noite longa de amor. Uma coisa é certa, ela fará falta.

Eu tentei ligar pra ela muitas vezes, mas todas as vezes caía na caixa de mensagem. Eu queria dizer adeus para ela, nem que fosse pra ela me mandar ir pra puta que pariu, eu precisava falar com ela. O ódio de não ser atendido foi tanto que esbravejei e joguei o celular contra a parede. Certamente ela foi para a casa dos pais dela, isso de certa forma me conforta um pouco. Mas isso aqui não é a mesma coisa sem ela, a casa fica vazia, silenciosa.

P.O.V Giovanna

Deitada naquela enorme cama sozinha, sinto meu mundo girando, minha cabeça parece que vai explodir. A noite havia sido longa e o dia tinha tendência para ser mais longo ainda. As ligações de Alessandro foram constantes durante toda a madrugada, até que uma hora ele resolveu desistir. Agradeci mentalmente a Deus por isso. Não queria ter ouvido ele rindo da minha cara e me agradecendo por ter desistido de foder com a vida dele. A partir de hoje, a única coisa que quero dele é distância.

- Nossa... - Coloco a mão na cabeça no momento em que tento me levantar e sinto uma forte tontura. - Levantei rápido demais, é só isso! - Sigo em direção ao banheiro com a mão na testa.

P.O.V Narrador

Estava nítido que Giovanna não se sentia bem naquela manhã, ao entrar no banheiro e parar de frente ao enorme espelho ela pôde ver o quanto estava diferente. Não sabia explicar o que havia mudado, mas sentia-se diferente. Ela ainda não sabia, mas uma coisa havia mudado na vida dela para sempre.

- O que vai ser da minha vida sem você ein Alessandro?! - Com as mãos espalmadas no mármore gélido, ela encara sua própria imagem que refletia no espelho se penitenciando por sentir falta dele.

Longe dali, não era diferente com Alessandro, ele se penitenciava por não ter chegado um pouco mais cedo e impedido a partida dela, ele se culpava por ter deixado tudo pra viver para o trabalho. No momento em que ele leu a carta que Giovanna havia deixado, se sentiu culpado por ter jogado tudo para o ar. Mas agora não adiantava mais chorar o leite derramado, ela havia ido embora e daquela vez não tinha volta, a não ser que o destino mude a rota dos dois.

Depois de muito se perder em meio a pensamentos, Giovanna resolve sair, espairecer, esquecer dos problemas. Ela precisava esquecê-lo, precisava seguir em frente e era isso mesmo que ela faria, seguiria sozinha, pelo menos era assim que ela imaginava.

Depois de muitas tentativas falhas de tirá-lo cabeça, Giovanna só consegue sentar num banco da orla e chorar, ela não sabia o que seria da sua vida dali pra frente. Ela não sabia por quanto tempo ela aguentaria aquela avalanche de emoções dentro de si. E ela fica ali, olhando pessoas correrem de um lado para o outro, vendo a vida passando devagar diante dos seus olhos. Ela estava irritada, esgotada, aquele dia estava sendo uns dos mais difíceis de toda sua vida e olha que ela já havia passado por muita coisa.

- Moça... - Uma mulher com roupa esportiva e tênis para frente a ela. - Desculpa incomodar... mas está tudo bem?

- Parece que está?! - Ela tentou, mas não conseguiu segurar as lágrimas que caiam sobre seu rosto, borrando sua maquiagem.

- Desculpa mas... será que eu poderia te ajudar? - Pergunta a gentil mulher. Ela tinha mais ou menos a mesma idade que Giovanna. - Eu não quero parecer intrometida, mas te ver aí sozinha chorando...

- Você poderia mudar minha vida, tirar ele do meu coração? - A mulher olha para Giovanna sem entender sobre o que ela falava. - Então, você não pode me ajudar!

- Eu posso tentar! - Abriu um largo sorriso para a outra, que continuou chorando. - Prazer, meu nome é Amora!

- Giovanna ! - Trocou um aperto de mão quando a simpática mulher lhe oferece a mesma.

- Que tal a gente ir no quiosque que tem ali na frente? - Apontou. - Lá podemos conversar tranquilas!

- Sério mesmo? Tu num é nenhuma enviada daquela porra de delegacia não, né?! Olha, não quero problemas com ninguém! - Falou rápido, como de costume. A mulher olha pra ela com a sobrancelha arqueada.Ela realmente não entendeu nada. - Eu não estou mais com ele, não precisa me sequestrar nem nada do tipo!

- Do que você tá falando? - Perguntou confusa.

- Não, eu não enviada do que quer que você tenha dito... não sou enviada de nada! Eu só fiquei comovida com tu aí sentada, sozinha e chorando...

- Desculpa.. é que tô meio atordoada ainda, muita coisa passando na minha cabeça.. - Nem de longe essa parecia a garota determinada que só pensava em se dar bem na vida, essa era a nova Giovanna.

- Não, sem problemas! - A mulher libera um sorriso compreensivo para ela. - Então, vamos?

- Ela fez que sim, levantando-se do banco e seguindo lado a lado na orla a morena de vestido largo e chinelos de dedos e a mulher de roupa esportiva e tênis.

Elas conversam sobre diversos assuntos, as duas tinham problemas em comum. Giovanna sentiu que com aquela mulher, aquela completa desconhecida, ela poderia contar e Amora sentiu a mesma coisa. Elas ainda não sabiam, mas aquela amizade que havia se estabilizado ali, iria longe, muito longe.

- E depois disso eu vim pro Rio e hoje tô aqui, seguindo em frente! - Amora abre os braços num gesto de liberdade fazendo Giovanna sorrir, ela havia contato detalhes de sua vida para morena que estava fascinada com a história de vida da outra.

- Eu sempre fui assim, como te contei, tranquila, vivia com meus pais.. Até conhecer o Alessandro!

- Suspirou fundo ao terminar de falar. Ela realmente se sentiu confiante pra conversar de todo e qualquer assunto com aquela mulher. - E olha como o mundo dá voltas, agora tô aqui, conservando com uma desconhecida na orla..

- E tentando mudar de vida!

Amora completa sorrindo. - Sabe Deusa, temos muitas coisas em comum: Eu sou uma pessoa sofrida, tu também. Eu vim pro Rio tentar mudar de vida e querendo ou não, tu também está tentando mudar de vida. Sofremos por idiotas que não merecem nosso amor, tamo juntas nessa! - Piscou para Giovanna, estendendo a mão. - Amigas?

- Amigas! - Retribuiu o aperto de mão sorrindo. Era incrível a ligação que tinham, era incrível como pessoas que mal se conhecem se derem tão bem. Giovanna não se sentia tão bem com alguém assim a muito tempo, era como se essa mulher fosse um anjo enviado de Deus para ajudá-la. Já Amora, sentia o mesmo, aquela parceria iria pra vida, uma ajudando a outra e vise versa.

- E então, ele te ligou? - Giovanna fez que sim. - Esse cara é um idiota!

- Ele é sim.. E o pior que estou me penitenciando por ter deixado aquela maldita carta e ter sumido, evaporado! Eu não sou nada sem ele.

- Opa, como assim Braseel? - Perguntou exagerada. - Eu nunca pensei! Não é você quem não é nada sem ele, é ele quem não é nada sem você!

- É? - Pergunta receosa.

- Claro que é! - Revirou os olhos sorrindo.

- Tem mais uma.. - Respirou fundo criando coragem pra dizer.

- Mais uma? Pô Deusa, que história longa essa sua! - Brincou.

- Mas me conta, o que é?

- Eu tô atrasada! - Falou entre os dentes.

- Atrasada pra quê? Tu precisa ir pra algum lugar? Bora passar lá em casa pra pegar meu carro, moro aqui na orla mesmo!

- Não maluca, tô dizendo atrasada no ciclo.. Meu ciclo tá atrasado!

- O quê? - Colocou a mão na boca ,incrédula. - Sério isso? Porraaaaa, não creio! Não pode ser!

- Pode crer! Eu acho que tô grávida! - Soltou assustada com a possibilidade.

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