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ESPECIAL DIA DAS MÃES

ESPECIAL DIA DAS MÃES

Autor:: AutoraAngelinna
Gênero: Aventura
ROMANCE 2em1 VIVIAN CARTER TEM A VIDA PERFEITA. ELA É UMA CEO PODEROSA, TEM UM ÓTIMO APARTAMENTO NA CIDADE DE NOVA YORK E NUNCA TEM UM DIA RUIM. ELA É UMA MULHER SOLTEIRA, EM UMA CIDADE GRANDE, QUE VIVE SEUS SONHOS, MAS HÁ APENAS UMA COISA QUE ELA QUER, QUE FARÁ SUA VIDA COMPLETA ... UM BEBÊ. JAX LEMOINE É ATRAÍDO POR VIVIAN, DESDE QUE A VIU EM SEU PRÉDIO. ELE SABE QUE ELA É ATRAÍDA POR ELE, APENAS COMO MUITO, ENTÃO, QUANDO ELE TEM A CHANCE DE FAZÊ-LA SUA, ELE LEVA-A, MAS HÁ UM PROBLEMA: ELE TEM QUE CONCORDAR, EM FAZER UM BEBÊ COM ELA. TUDO O QUE ELE TEM A FAZER É TRANSAR COM VIVIAN E ELA NUNCA LHE PEDIRÁ NADA DE NOVO. SEM AMARRAS E SEM COMPROMISSOS. JAX ACREDITA QUE PODE LIDAR COM O ACORDO, ATÉ PERCEBER QUE O QUE ELE SENTE POR VIVIAN, É MUITO MAIS PROFUNDO, DO QUE ELE ESPERAVA. Ela não esperava estar esperando...Ter uma família não fazia parte dos planos de Patrícia para os próximos cinco anos, mas, de repente, um encontro inesperado e...ela se viu esperando um bebê! Solteirão transforma-se em homem de família?Peter Devereux não conseguia entender o que estava acontecendo com ele...Desde que a doce e apimentada Patrícia entrara em sua vida, transformando-o num futuro papai, começara a ouvir sinos de casamento.

Capítulo 1 1

Ela não esperava estar esperando...Ter uma família não fazia parte dos planos de Patrícia para os próximos cinco anos, mas, de repente, um encontro inesperado e...ela se viu esperando um bebê! Solteirão transforma-se em homem de família?Peter Devereux não conseguia entender o que estava acontecendo com ele...Desde que a doce e apimentada Patrícia entrara em sua vida, transformando-o num futuro papai, começara a ouvir sinos de casamento.

Capitulo I

Patrícia Roberts sabia que à tarde daquela terça-feira, dezesseis de março, seu trigésimo primeiro aniversário, marcava o dia em que sua vida havia começado a ir para o inferno.

Mas na manhã daquela mesma terça-feira, ainda não tinha idéia do que ia acontecer, e por isso tratou de cuidar da vida como sempre, ou seja, intrometendo-se nos negócios da irmã gêmea.

Pepper estava deitada no sofá naquele momento, chorando até não poder mais.

- Ele vai me deixar - disse entre um soluço e outro. - Eu sei disso, posso sentir...

- Bobagem! Ele é maluco por você!

- Não se eu... se eu não puder ter um be... um be...

Bebê. Não podia nem dizer a palavra, Patrícia pensou ao sentar-se ao lado da irmã para segurar a mão dela. Não havia nenhum tipo de conforto que pudesse oferecer à irmã que já não houvesse tentado nos últimos meses.

Pepper era casada com Luca Corsino, um verdadeiro garanhão italiano. Eram completamente apaixonados há seis anos, quando haviam fugido para se casar e entregar-se à paixão que os queimava, adiando assim o momento de iniciar uma família.

Agora, rumando diretamente para a tão famosa crise dos sete anos, Luca queria um filho. Pepper queria um filho. Estavam tentando há meses sem nenhum resultado.

Luca não ia à sauna e nem tomava banho de imersão desde que constataram os primeiros sinais de dificuldade, e só usava cuecas largas e confortáveis. Quanto à Pepper, media a temperatura do corpo todas as manhãs, e Luca abandonava o trabalho para voltar imediatamente para casa sempre que surgia a menor possibilidade de concepção. Quadris elevados, esperança e orações. Essas eram as palavras de ordem.

E nada havia acontecido.

Os soluços de Pepper soavam altos na sala de estar ensolarada. Olhando em volta, Patrícia quase sucumbiu aos temores que sentia pela irmã.

E se houvesse algo de realmente errado com ela em termos de fertilidade?

Luca, futuro pai devotado e empenhado, já se submetera a um espermograma e estava pronto para criar outro ser, guardando milhões de pequeninas sementes que só esperavam por Pepper para marcar um gol biológico.

Capítulo 2 2

Pepper ainda não reunira a coragem necessária para consultar um especialista em reprodução. Patrícia compreendia essa atitude, pois ela também sempre adiava momentos importantes e decisivos.

Essa era uma das razões pelas quais sua vida estava tão confusa, mas essa confusão teria de esperar enquanto pensava numa forma de ajudar a irmã a superar a dor e o medo.

O cunhado realmente partiria se Pepper não pudesse dar a ele o tão desejado filho? Manifestara o desejo de começar a tentar antes que Pepper se sentisse preparada, e talvez a culpasse por isso.

Patrícia sentiu o nó que se formava em sua garganta. Se, Deus não permitisse, sua irmã fosse incapaz de ter filhos, Luca ainda a aceitaria como esposa?

Demonstrara o fervor com que a amava quando a perseguira até Las Vegas. O namoro havia sido tão diferente quanto se pode imaginar, até culminar com o casamento na pequena capela de Glen.

Sem soltar a mão da irmã, Patrícia abaixou a cabeça.

Preciso de ajuda. Sei que tenho implorado por seu auxílio para descobrir o que devo fazer com minha vida, mas podemos deixar isso de lado por um momento? Que tal algo por minha irmã? Não suporto vê-la sofrendo tanto. Não pode me dar um sinal, uma indicação da direção que devo seguir?

A campainha interrompeu sua prece silenciosa.

Um sinal definitivo, Patrícia decidiu.

Ela soltou a mão fria e trêmula da irmã, levantou-se do sofá e caminhou até a porta da frente da espaçosa casa na cidade.

A mulher parada diante dela ia além de qualquer possibilidade de descrição.

Os cabelos caíam até a cintura, longos, loiros e fartos. As orelhas ostentavam tantos brincos quantos podiam suportar, e uma ofuscante coleção de cristais adornava o pescoço, os pulsos, e até um tornozelo que podia ser visto sob a ampla saia de tecido esvoaçante e colorido.

- Olá, Pep! Pronta para ir?

Um engano comum e freqüente, já que eram gêmeas idênticas.

- Não sou Pepper! Sou irmã dela.

- Patrícia! Oh, ela fala muito a seu respeito! - A mulher agarrou sua mão e apertou-a com vigor. - Sua mãe não ficou maluca quando soube que teria dois bebês?

Já havia escutado todo o tipo de comentário sobre o fato de ter uma irmã gêmea, mas essa mulher tinha algo de original na maneira de falar, algo que fazia jus a uma resposta direta e honesta.

-Ela ficou bastante emocionada, especialmente quando viu isto aqui - e tocou uma mecha dos cabelos vermelhos.

A mulher riu.

- Admito que também ficaria emocionada. Chocada, talvez. Meu nome é Deva. Sua irmã está em casa?

- Sim, mas... ela não se sente muito bem no momento.

- Hmmm. - Compaixão e praticidade misturavam-se na expressão da exótica visitante. - Talvez ela tenha esquecido nosso compromisso.

-Com um especialista em reprodução?

Deva suspirou, balançou a cabeça e fitou-a com um olhar grave.

- Não. Com madame Babala da Hungria, a melhor técnica em hipnose que Las Vegas pode oferecer. Pesquisei todas elas, e essa mulher já alcançou resultados impressionantes.

- Vamos ver se estou entendendo. Vai levar minha irmã a uma técnica em hipnose para ajudá-la a conceber?

- Resumindo, é isso mesmo.

- E ela sabe disso?

- Ela mesma me pediu para encontrar a melhor da cidade.

Pepper devia estar maluca!

- Não sei se ela está em condições de ver alguém, Deva.

- Mas, Patrícia...

- Pode me chamar de Pat, como todo mundo.

- Uau! Que apelido incrível! Aposto que tem um grande impacto!

- Tem seus momentos.

Deva voltou ao assunto original, os cristais brilhando sob o sol forte do deserto.

-Pat, ela precisa ir! Madame Babala tem uma agenda muito cheia, e precisei usar de uma certa influência para conseguir essa consulta. Era o único horário disponível para os próximos três meses.

- Essa mulher é tão boa assim? .

-É simplesmente a melhor.

- Acha que ela poderá ajudar?

- Ela já ajudou muitas outras mulheres a relaxaram o suficiente para engravidar. - Deva tocou seu braço e Pat viu simpatia nos olhos azuis que a fitavam. - Já ouviu falar sobre a síndrome da adoção? Uma mulher adota uma criança, e logo depois descobre que está grávida. Às vezes, fazer alguma coisa para diminuir a pressão pode ser muito útil.

Patrícia suspirou enquanto ponderava o que acabara de ouvir.

Um sinal. Uma indicação. Uma direção. Está bem, seguirei por esse caminho.

Resignada, Pat terminou de abrir a porta e convidou Deva a entrar.

Madame Babala era uma visão e tanto.

Vivia numa casa espaçosa nos arredores da cidade, e no minuto em que entraram as três visitantes foram recebidas pelos aromas de goulash, noz moscada e patchouli.

- Entrem, entrem! Não tenham medo!

- Já não vi esse mesmo cenário em Contos da Cripta? - Patrícia sussurrou.

Deva envolveu-a num olhar de censura.

-Ah, então temos uma descrente em nosso meio.

Pat deparou-se com os olhos mais escuros e profundos que já havia visto. Era uma mulher bonita, dona de um rosto largo de traços marcantes, certamente originária do leste europeu. Não havia reprovação na maneira como a encarava, apenas uma tentativa de compreendê-la.

De repente sentiu-se envergonhada por debochar de algo que a irmã encarava com seriedade e esperança.

Desculpe - pediu em voz baixa.

- Não precisa desculpar-se. Todos nós ficamos nervosos quando fazemos algo que não compreendemos. Madame Babala passou um braço sobre os ombros trêmulos de Pepper e levou-a para uma sala de estar arejada e ensolarada.

Pat lançou um olhar aborrecido na direção de Deva.

- E melhor que isso funcione!

- Vai funcionar - ela murmurou, sem desviar os olhos da dona da casa. - Esta tarde mudará nossas vidas. Estou sentindo!

Pat não tinha idéia de como a afirmação de Deva se mostraria verdadeira.

_ Não posso entrar sozinha - Pepper sussurrou, agarrando o braço da irmã.

- Por quê? Ela vai hipnotizá-la, não colocá-la sobre a maldição do conde Drácula - Patrícia respondeu, soltando gentilmente da mão que segurava sua blusa.

- Eu... não posso Pat! Não sou corajosa como você.

- Casou-se com Luca. Para mim isso é prova de grande coragem.

- Por favor, Pat, me ajude.

Madame Babala passou um braço sobre os ombros de Pat e ela pulou.

- Não tenha medo. Não há razão para isso. Se quiser entrar com sua irmã, sinta-se à vontade.

- Oh, eu não. Isso me parece muito particular e íntimo...

- Por favor, Pat!

Capítulo 3 3

Patrícia fitou os olhos aflitos da irmã e sentiu que estava perdida. Quatro minutos mais velha, sempre tomara a iniciativa em suas variadas aventuras. Apesar do nome sugestivo, Pepper sempre fora a seguidora, a mais tímida e maleável.

E nesse caso, completamente apavorada.

Patrícia podia sentir que começava a ceder.

- Tem certeza de que não há nenhum problema?

- E claro que sim - a dona da casa sorriu. Parecia completamente inofensiva. Tomaram café e

comeram biscoitos húngaros na espaçosa sala de estar enquanto ela questionava Pepper sobre seu desejo de ser mãe. Aqueles olhos escuros, profundos e insondáveis brilhavam com compaixão e simpatia, e demonstravam que madame Babala compreendia os temores de sua irmã.

- Vamos à hipnose.

O quarto que madame Babala usava era pequeno e afastado, confortável, embora desprovido de adornos e mergulhado na penumbra.

Um lugar para se renascer, Pat pensou, sorrindo da própria tolice.

- E agora - a dona da casa anunciou com um misto de firmeza e doçura -, Patrícia, você gostaria de saber algumas coisas para não ser afetada pela hipnose que se destina a sua irmã?

- Oh, não se preocupe! Sou dura como uma rocha. - Pat olhou para a porta. Pepper havia ido ao banheiro, e ela aproveitou a oportunidade para dizer coisas que preferia que ela não ouvisse. - Tenho de ser honesta. Não acredito em nada disso que está propondo. Só estou aqui para ajudar minha irmã, porque a amo muito.

- Eu entendo.

- Quero que ela seja feliz - E claro.

- Se submeter-se à hipnose e pensar que isso vai ajudá-la a ter um bebê e ser mais feliz, então estou disposta a cooperar.

- Mesmo assim, sugiro que aceite minhas...

- Não. Honestamente, nada disso poderá me afetar.

Os olhos escuros a estudaram por alguns instantes e Pat conteve o desejo de gritar.

- Então saiba que estou aqui para ajudá-la, se algum dia sentir que precisa de mim.

- Obrigada.

- Às vezes, Patrícia, não podemos impedir que as pessoas corram de encontro ao destino.

- Fale-me sobre isso.

Nesse momento Pepper entrou na sala e a conversa teve de ser interrompida.

-Seu marido a chama por algum apelido? Algo que só seja pronunciado na privacidade do seu quarto? Pat fechou os olhos. Isso estava começando a se tornar constrangedor. A última coisa que queria saber era o que Luca dizia quando estava sob o lençol.

Pepper hesitou antes de dizer:

-Ele me chama de sua pimenta do reino.

Que apropriado para um cozinheiro, Pat refletiu. Contendo a vontade de rir, fechou os olhos e teve de abrilos em seguida. O quarto tornava-se tão quente que temia começar a derreter!

-Então, quando ele diz a expressão pimenta do reino, você se tornará uma mulher disponível e relaxada com uma única coisa em mente: levá-lo para a cama e fazer um filho com ele. Horas e horas de amor ardoroso e apaixonado.

-Está bem - Pepper respondeu com voz fraca.

Madame Babala sorriu, exibindo dentes perfeitos.

-Não haverá vergonha, nem inibições. Todas as possibilidades entre um homem e uma mulher serão exploradas, sem hesitação. Seu desejo florescerá de maneira a envolvê-la. O principal pensamento em sua mente será relaxar, desfrutar do prazer e deixar que a natureza siga seu curso...

Quando estava quase adormecendo, Patrícia ouviu Madame Babala sussurrar: Pimenta do reino...

-Esta noite verá tudo isso funcionar - Deva previu com um sorriso malicioso.

As três estavam sentadas na mesa da cozinha, bebericando copos de chá gelado.

-O que achou dela, Pat? - Pepper quis saber.

Ela é uma fraude. Mas não podia ferir a irmã manifestando sua desconfiança em voz alta.

-Foi bastante intensa.

Aí estava. Uma opinião suficientemente neutra.

Pepper sorriu, mas Patrícia podia ver que não conseguira enganar Deva. Mais tarde, quando as duas seguiram para seus respectivos carros, Deva abordou o assunto.

- Não quero que pense que estou tentando oferecer falsas esperanças à sua irmã, ou magoá-la de alguma maneira.

- E claro que não acredito nisso. E só... hipnose?

- Coisas estranhas têm acontecido. Nunca assistiu ao "Arquivo X"?

- Não acredito nessas coisas.

Deva parou prestes a inserir a chave na fechadura.

- Está falando sério?

- Estou. Aprendi uma lição muito dura sobre a realidade com meu pai.

- Eu sei. Pepper já me contou como eram as coisas quando vocês estavam crescendo. Deve ter sido duro.

- Pode apostar nisso. Deva hesitou:

- Você é uma grande irmã, Pat. Pepper a adora.

-Eu sei. Apesar de não acreditar nessa história de hipnose, não podia decepcioná-la. Mas às vezes... esperança pode matar, sabe?

Deva afirmou com a cabeça, e em seguida virou-se e abriu a porta do carro. Patrícia fez a mesma coisa, e logo estava ultrapassando as ruas da cidade e voltando para casa.

Peter Devereux chegara à cidade com uma missão. Tinha de comprar o sêmen de um certo boi na próxima semana, mas, até lá, descobrir-se preso em Las Vegas à espera do reprodutor não era exatamente a mais dolorosa das experiências.

Havia jogado nos dados e vencera. Experimentara o pôquer e havia perdido, e agora, depois de um banho e uma barba bem feita e de um jantar farto e delicioso, estava pronto para lançar-se à caça. Estava pronto para uma mulher. Uma mulher bonita, interessada e simples. Uma mulher que pudesse fazê-lo esquecer todo o trabalho do rancho, e perceber quanto estava perto de finalmente realizar seu sonho.

Sêmen de boi podia não parecer o maior dos negócios para a maioria das pessoas. Na verdade, podia parecer até um pouco repulsivo. Mas, para um rancheiro e criador de gado que estava prestes a cruzar algumas de suas melhores vacas com os dotes genéticos de um dos maiores campeões de todos os tempos, bem, esse era um negócio simplesmente magnífico.

-Ei, amor. - Uma prostituta num vestido curtíssimo e colorido chamou-o.

Peter examinou-a dos pés à cabeça com um olhar insolente, o cérebro entrando em ação provocada pela curiosidade. Estaria usando alguma roupa íntima?

A julgar pelo tamanho do vestido, era pouco provável.

-Ei, beleza - ele respondeu.

A jovem jogou a cabeça para trás e riu, balançando os longos cabelos ruivos.

-Está esperando alguém?

Devereux afirmou com a cabeça, certo de que ela não era aquilo que procurava. Sempre tivera uma queda por ruivas, e quanto mais quentes e selvagens, melhor. E esta noite, tinha a sensação de que teria sorte e dormiria saciado, nessa ordem.

Sem ligações complicadas. Sem a necessidade de aplacar mulheres sensíveis. Sem famílias a conquistar. Estava bem perto desse sonho, e não queria ninguém, especialmente uma mulher, para prejudicar tudo.

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