NARRAÇÃO DANIELLE
O despertador toca sem parar e me estico na cama para desligar. A preguiça da manhã esta forte hoje. Mãos firmes me puxam e levo um susto. Me viro apavorada e vejo um homem nu na minha cama.
- Aí me Deus!!!!
Sussurro vendo cada detalhe do corpo escultural dele. Que merda eu fiz ontem, pra não lembrar que trouxe esse homem maravilhoso pra minha cama? Bem!?!?!?!?Ele esta nu... Olho pra mim e também estou nua. A noite parece que foi boa. Meu celular começa a tocar e pulo da cama correndo.
- Alô...
- Graças a Deus você esta viva.
Começo a rir do desespero da Eloisa.
- Você sumiu do barzinho com aquele gorila.
Tento não rir, mas é impossível. Olho o gorila na minha cama e realmente ele é enorme. Tombo minha cabeça para saber se tem um tamanho bom o brinquedinho, mas não consigo ver.
- Parece que se livrou dele.
- Não diria exatamente isso.
- Oh meu Deus, Danielle !!!! Você dormiu com ele?
- Acho que sim.
- Acha!?!?
- Estou nua no meu apartamento com ele. Estou encarando seu corpo nesse exato momento.
Eloisa começa a rir do outro lado do telefone.
- Você dormiu com o cara e não se lembra?
- É um pecado isso né!?!?!
Sua risada agora é escandalosa e decido sair do quarto com medo dele acordar.
- E agora!??! Vai esperar o cara acordar e conversar?
- Não... você sabe que comigo não tem a conversa do dia seguinte.
- Mas você levou pra sua casa.
- Isso que é estranho. Nunca trago pra minha casa, é sempre na casa deles ou em algum motel.
Olho em volta na minha sala e vejo nossas roupas jogadas.
- Como vai mandar embora sem a conversinha do dia seguinte?
- Vou colocar minha roupa e sair.
- Vai deixar o cara ai na sua casa, perdido?
- Vou deixar um bilhete pedindo pra ele ir embora, que depois ligo.
- Você vai ligar?
Começo a rir.
- Não!
Me abaixo para pegar minha calcinha e escuto Eloisa tendo uma crise de riso.
- Bom dia!!!!
- Cacete!!!
Deixo o celular cair no chão ao sentir algo duro me encostar. Dou um passo para frente e me ergo.
- Bom dia!!!
Evito olhar o gorila.
- Você fica linda de manhã.
- Eu preciso ir trabalhar.
Pego o resto da minha roupa no chão e o celular. Eloisa esta na linha e desligo para ela não me ouvir.
- Vamos tomar um café da manhã juntos.
- Não posso. Preciso mesmo ir, já estou atrasada pra uma reunião.
Seus olhos maliciosos percorrem meu corpo. Tento cobrir as partes importantes, mas é impossível. Ele é gato demais! Moreno, olhos negros e um cabelo cortadinho tão perfeito que dá até inveja.
- Vou me arrumar. Já volto...
Não lembro a merda do nome dele.
- George.
- Isso!
Ele abre um sorriso e não faz ideia que daqui cinco minutos me esquecerei do seu nome de novo. Corro para o meu banheiro e respiro aliviada por estar longe dele. Só espero que tenha entendido que é para ir embora. Tomo um banho e me troco correndo. Tenho que estar mais cedo hoje na editora. Termino de colocar meu sapato e passo um perfume. Assim que saio do quarto, vejo o gorila sentado no sofá me esperando.
- Merda!!!!
Resmungo baixinho.
- Estava te esperando.
- Percebi.
Dou um sorriso sem graça. Pego minha bolsa e coloco o celular dentro.
- Então vamos.
Saímos do meu apartamento e seguimos para o elevador. Isso esta sendo totalmente estranho. Aperto o botão do elevador.
- Você não me passou o número do seu celular.
- Não!?!!
- Não...
E agora?!?!?!? Nunca dou o número do meu celular.
- Eu quase não atendo ele, onde trabalho é proibido usar.
- Então quando eu quiser te ver venho aqui no seu prédio.
Oh não!!!
- Anota meu número.
O elevador chega e entramos. Aperto o térreo e ele pega o celular dele.
- Fala.
Digo os números do celular da Eloisa e tento não rir.
- Quer anotar o meu?
- Não precisa, mais tarde você me liga e salvo.
A porta do elevador se abre e saímos. Passo pelo porteiro que me olha sorrindo.
- Bom dia, Srta. Amaral!
- Bom dia, Maurício!
Saímos do prédio e olho para o gorila.
- Foi um prazer te conhecer...
- George.
- Isso! George.
Ele vem pra me beijar e desvio o rosto.
- Até mais!
Me viro e saio andando muito rápido para longe dele. Isso é muito constrangedor. Preciso me lembrar de beber pouco pra nunca mais trazer um homem pra minha casa. Pego um taxi e passo o endereço da editora.
**************
Em pouco tempo chego e já encontro Eloisa na porta me esperando.
- Como foi com o gorila?
- Foi estranho.
Digo rindo e pegando meu café de sua mão.
- Qualquer dia você vai se apaixonar Danielle.
- Impossível, seguindo as minhas regras.
Ela revira os olhos.
- Não sair com o mesmo cara mais de uma vez. Não ter encontros românticos. Não saber da vida pessoal deles. Não deixar saberem da sua vida pessoal e...
Abre a porta de entrada da editora.
- Nunca... nunca... e nunca transar com os olhos conectados no boy. Isso da ligação sentimental.
- Exato!
Digo ao passar pela secretária do chefe e sigo para a sala de reuniões. Sou editora chefe e Eloisa é minha assistente. Somos melhores amigas desde sempre. Assim que entro na sala de reuniões, Pedro abre um enorme sorriso.
- Como vai minha editora sem coração?
- Linda e ainda sem coração.
Ele me abraça forte.
- Por isso você não esta no setor de romances.
Eloisa começa a rir e olho pra ela brava. O setor de romances é o mais cobiçado pelos editores daqui. É o que move o maior lucro da editora.
- Sabe que não concordo com isso, né? Tenho capacidade para assumir o setor de romances.
- Você é capaz Danielle, mas não possui o coração para isso.
- Me dê uma chance que provo que sou capaz.
- Não é esse o assunto da nossa reunião.
Fico calada ao ver os outros editores entrando na sala. Eu ainda não desisti dessa conta.
****************
Após horas organizando tudo para o evento de hoje à noite, Pedro termina a reunião.
- Espero por vocês no evento da editora. Quero todos se empenhando em seus escritores.
O evento tem como objetivo, lançar um escritor por categoria literária. O meu é o jovem Jerry, Um excelente escritor de suspense policial.
- Estão dispensados.
Vejo Helen se levantar e sorrateiramente se aproximar de Pedro. Ela é a atual editora do setor de romances. A safada fala algo no ouvido de Pedro que sorri com malícia. Todos sabem que ela não tem qualificação alguma para ser editora, mas tem o meio das pernas bem acolhedor.
A raiva cresce dentro de mim e saio irritada para a minha sala.
**************
Entro na minha sala e Eloisa vem atrás.
- Se acalma!
- Aquela...
Fecho meus olhos, respirando fundo.
- Vou arrancar dela o setor de romances ou não me chamo Danielle Amaral.
Me jogo na cadeira já tentando pensar em algo para convencer Pedro a me dar esse cargo.
*************
A festa esta lotada. Meu jovem escritor esta em sua mesa autografando seu livro. Pego uma taça de vinho e ando pela festa vendo os convidados. Olho para a mesa onde deveria estar o escritor de romances e não vejo ninguém. Busco em volta da mesa a Helen e nada dela também. Perco o equilíbrio e meu pé vira, me fazendo quase ir ao chão. Quase, porque braços fortes me seguram.
- Acho que alguém bebeu vinho demais.
A voz grossa e sexy do homem lindo a minha frente, me faz suspirar.
- Obrigada!
Digo me soltando de seus braços.
- Não foi à bebida que quase me derrubou.
- Então foi o que?
- Foi à merda do salto extremamente alto que estou usando.
Ele desce os olhos pelo meu corpo e para em meus pés.
- Gosto de salto alto.
Sorri e quando ergue os olhos para mim, da uma piscada sexy. Cabelo levemente ruivo jogado de lado, lábios levemente grossos, olhos azuis, corpo muito coberto para analisar, barba bem aparada.
- Você é!?!?!
- Leandro Reis.
Estica a mão.
- Danielle Amaral.
Pego a mão dele e nos cumprimentamos. Seus olhos desviam de mim.
- Preciso ir. Foi um prazer.
- O prazer foi todo meu.
Solta a minha mão e passa por mim, indo embora. Controlo a vontade de me virar e ver pra onde ele foi. Procuro por Pedro e o acho no bar.
- Achei você.
Ele se vira e sorri pra mim.
- Como esta seu escritor?
- Muito bem!
Peço mais uma taça de vinho.
- Quero o setor de romances.
Digo já sendo direta. Odeio enrolar e ele começa a rir.
- É sério! Sou competente e posso provar que entendo de romances.
- Quando foi à última vez que se apaixonou?
- Isso não vem ao caso.
Vira toda a bebida de seu corpo.
- Vem sim! Preciso de alguém que entenda de amor para se entregar a leitura de um bom romance e me dizer se vale a pena publicar.
- E você acha que a Helen é essa pessoa?
Pergunto debochada.
- Acho...
Reviro os olhos.
- Me dê uma chance só.
Ele me encara.
- Só uma chance de te provar que entendo de amor e romances.
- Vamos fazer assim.
Fala e pede mais uma bebida.
- Temos o lançamento de um romance daqui dez dias.
Pega a bebida da mão do garçom.
- Se nesse evento me apresentar uma pessoa que tenha ficado com você nesses dias todos e esteja apaixonado por você, te dou o setor de romances.
- Tenho que ficar com essa pessoa por dez dias e ele se apaixonar?
- Sim...
- Se apaixonar em dez dias é impossível, Pedro. Quer escolher a pessoa também pra foder ainda mais a minha chance?
- É uma boa ideia.
- O que!??!?
Pergunto quase gritando e ele começa a olhar em volta.
- Isso é brincadeira, né?
- Não...
Viro minha taça toda de vinho. Quero a merda do setor de romances.
- Ali...
Aponta com a cabeça para a mesa do escritor de romances, mas não tem ninguém sentado. Tem algumas pessoas em volta.
- Quem?
- Vou facilitar sua vida e escolher alguém que possui a alma romântica.
- Quem!?!?!?
- Ao lado da Helen, nosso escritor de romances.
O homem ao lado da Helen esta de costas, então ele se vira.
- Leandro Reis.
NARRAÇÃO DANIELLE
Respiro fundo vendo-o sorrir encantadoramente para Helen.
- Tem que ser mesmo ele?
Pergunto nervosa.
- Acha um cara com menos romance no corpo, porque quando eu tiver que dar o pé nele depois dos dez dias, não sofrerá e nem eu fico com dó.
Pedro começa a rir alto e todos em volta nos olham.
- Você realmente não tem coração.
- Eu tenho sim. Não quero que aquele pobre coitado se apaixone e fique muito abalado quando eu terminar com ele.
- Eu te conheço, Danielle. Você não o quer no seu pé, isso sim.
Tento não rir, mas é impossível.
- Detesto homem que não tem o amor próprio. Eles grudam demais e é insuportável. Ainda estou tentando me livrar do último que disse que me amava.
Pedro vira todo o whisky.
- Você quer ficar como editora de romances?
- Sim...
Coloca o copo sobre o balcão do bar.
- Daqui dez dias quero Leandro Reis apaixonado por você.
Pisca pra mim com um sorriso irritante.
- Boa sorte!
Se vira e vai andando até Helen e o meu futuro passaporte para o setor de romances.
- Que cara é essa?
Olho para o lado e vejo Eloisa.
- O que você conversava com o Pedro?
Tomo um gole da minha bebida.
- Acabei de fazer uma aposta com ele.
Eloisa me olha assustada.
- O que você apostou?
- O cargo de editora do setor de romances.
- O que você tem que fazer?
Coloco meu copo no balcão do bar.
- Fazer o novo escritor de romances se apaixonar por mim em dez dias.
Seus olhos se arregalam.
- Mas você nunca fica com um homem mais que uma noite.
Respiro fundo, muito irritada.
- Eu sei.
- Você vai quebrar todas as suas regras por causa de um cargo? Você já é editora.
Olho para Eloisa bem firme.
- Você sabe o que significa ser editora de romances.
- Sim...
- Eu quero e vou conseguir esse cargo. Movimentaria a maior venda da editora. Seria um passo para editora geral.
Eloisa olha em direção a Pedro e Helen.
- Quem é o escritor de romance, seu alvo?
- Esta do lado direito da Helen.
A boca dela se abre.
- Caramba, ele é lindo.
- Bonitinho.
- Bonitinho? Eu já estou apaixonada e se quer falei com ele.
- Você se apaixona fácil, Eloisa. Até hoje tem essa paixão pelo Pedro.
- Fala baixo.
Fica toda vermelha.
- Já tentei esquecê-lo.
Olho pra ela tendo uma brilhante ideia.
- Você vai me ensinar.
- Te ensinar o que?
- Essas coisas sem graça de romance. Como fazer as coisas cafonas de casais apaixonados.
Eloisa me olha brava.
- Por que eu tenho que te ajudar?
- Você é a rainha dessas coisas de coração. Já amou e sofreu por homem tantas vezes que deve entender disso.
Bate em meu braço.
- Eu falei alguma mentira? Nesse mês, quantas vezes você disse "estou apaixonada"?
- Duas...
Responde rindo.
- Dessas duas, quantas foram amor de verdade?
- Nenhuma.
Minha risada chega a ser escandalosa.
- Ninguém melhor que você pra me ensinar a ser assim, idiota.
Levo outro tapa no braço.
- Por favor, Eloisa! Não faço ideia de como se faz isso.
Ela respira fundo e sei que ganhei a ajuda dela.
- Vai fazer tudo que eu mandar?
- Sim...
- Promete?
- Sim...
Digo revirando os olhos.
- Primeira coisa é esquecer as suas regras.
- Todas?
- Sim.
- Mas assim eu fico vulnerável.
- Se quer minha ajuda, esqueça tudo.
Agora sou eu que respiro fundo me entregando a sua vontade.
- Certo!
Um enorme sorriso surge em seus lábios.
- Vou dizer minhas regras aos poucos. Hoje você só vai se preocupar em fazê-lo olhar pra você.
- Isso vai ser fácil.
Pisco para ela.
- Fácil?
Ela começa a rir.
- Vai fazê-lo olhar para você, mas não vai transar de cara.
- Como assim? Ele precisa se apaixonar por mim.
- Exatamente! Você vai poder beijar, brincar, mas não vai poder transar com ele antes do quinto encontro.
- Você esta de brincadeira, né?
- Não.
Estou assustada com a cara séria dela.
- Romance não é já dar a sua bolachinha de cara.
- Bolachinha?
Começo a rir da cara dela.
- Sim... não gosto de chama-la das formas vulgares.
- Não gosta de dizer buceta, xavasca, toca sombria, boca banguela.
Ela me bate rindo.
- Não... não gosto.
- Bolachinha! Se sou um cara e você diz pra mim: "Come gostoso a minha bolachinha". Pode ter certeza que meu pau morre.
- É fofo.
- Tenho medo de saber como chama um pau.
Ela fica vermelha.
- Salsichinha.
Explodo em uma risada estranha e todos me olham. Inclusive o tal Leandro.
- Bolachinha não combina com salsichinha. Por isso os caras não ficam muito tempo com você. Você fode qualquer sexo gostoso com isso, e sexo é tudo em um relacionamento.
- Já que sabe tanto de relacionamento, vai sozinha conquistar aquele cara.
Eloisa sai brava e ando rápido até ela, segurando seu braço.
- Desculpa! É que isso é muito estranho pra mim. Realmente vou precisar de você, nunca fiz isso.
Ela me olha ainda brava.
- Se aproxime dele. Quando vocês estiverem saindo, começamos a agir como uma mulher romântica.
- Obrigada!
- Preciso ir embora.
Diz se aproximando de mim.
- Nada de sexo Danielle, ouviu!?!?!?
- Sim, bolachinha!
Tenta não sorrir, mas não consegue. Se vira pra ir embora.
- Até amanhã, salsichinha.
Passo a festa toda apenas próxima ao Leandro, no mesmo grupo de pessoas. O tempo todo trocamos olhares. Escuto atenta as coisas que ele diz às vezes e parece inteligente.
O jeito que me olha, deixa a certeza que fisgou a isca. Agora é a hora do ataque.
- Preciso ir.
Digo ao grupo onde estamos.
- Amanhã é dia de muito trabalho.
Apenas abraço Pedro.
- Que os jogos comecem.
Sussurro antes de soltá-lo e nós dois estamos rindo. Passo por todos e não olho para o Leandro, mas posso sentir seus olhos sobre mim. Saio do local da festa e paro na calçada. Poderia facilmente pegar um táxi, mas tenho algo em mente. Pego meu celular na bolsa e deixo o número da Eloisa a postos para ligar. Fico de costas para a porta de entrada da festa, com o celular no ouvido. Meu corpo todo se arrepia e chegou a hora da encenação. Disco pra ela que atende rapidamente.
- Fala, Danielle!
- Como assim não vai poder me buscar?
Digo brava ao telefone.
- Como assim? Não combinei nada com você sobre te buscar e acabei de sair dai.
- Agora vou ter que pegar um táxi, porque simplesmente esqueceu de me pegar.
Fecho meus olhos para dar mais drama à coisa, ignorando Eloisa na linha.
- Você bebeu? Estou meio perdida aqui.
Abro meus olhos e vejo Leandro.
- Eu me viro, não preciso mais de você.
- O que?
Desligo o telefone nervosa e me segurando para não rir.
Eloisa vai surtar.
- Oi!
- Oi!
Leandro sorri.
- Não pude deixar de ouvir.
- Pois é! Um amigo ficou de me pegar aqui no evento, mas parece que esqueceu.
- Se quiser eu te dou uma carona.
Isso!!!! Caiu feito um patinho.
- Não precisa, pego um táxi.
- Eu te levo! Mora aqui perto?
- Uns dez minutos.
- Te levo.
- Tem certeza? Não quero causar problemas pra você.
- Seria um prazer.
Sua voz rouca me arrepia. Merda!!!! Não posso transar com ele, então é melhor parar de me arrepiar assim.
- Tudo bem!
Andamos até seu carro. É um belo carro por sinal. Ele abre a porta pra mim e entro. Leandro fecha a porta e segue para o lado do motorista. Enquanto ele entra, coloco o cinto. Se arruma e sorri pra mim.
- Podemos ir?
- Sim...
Liga o carro e segue para a avenida principal. Coloca uma música calma e apenas indico o caminho. Em pouco tempo estamos em frente ao meu prédio. Solto meu cinto assim que para o carro e me viro pra ele.
- Obrigada pela carona!
- De nada!
Seus olhos nos meus estão tão intensos. Merda!!!! Quero dar pra ele, mas não posso.
- Quer subir para uma bebida?
O que estou fazendo? Sei muito bem que não quero beber, mas sim sexo com ele.
- Quero.
- Quer?!?!?
Digo meio assustada com sua resposta. Achei que os românticos dissessem: "deixe para outro dia". Como forma de prolongar o encontro.
- Sim... eu quero.
- Certo!
Saímos do carro e seguimos para a portaria do prédio. O porteiro que já me conhece, sorri como se eu fosse me dar bem hoje. Nem sabe que vou ter que me fazer de difícil por cinco dias. Entramos no elevador em silêncio, aperto o botão do meu andar e o elevador sobe. Posso ouvir a respiração dele baixa ao meu lado. O elevador chega ao meu andar e as portas se abrem. Saímos do elevador e seguimos pelo corredor. Paro em frente a porta do meu apartamento, coloco a chave na porta e sinto ele atrás de mim. O que vou fazer com ele dentro da minha casa que não seja sexo? Eu nem sei o que falar. Eloisa filha da mãe! Tinha que me fazer prometer fazer as regras dela!? Abro a porta e dou passagem a ele. Assim que Leandro entra, fecho a porta e respiro fundo. O que vou fazer agora? Me viro e levo um susto. Ele empurra meu corpo com o dele e avança em minha boca com tudo. Seus lábios devoram os meus e suas mãos percorrem meu corpo. Solto a chave e a bolsa, minhas mãos agarram seu cabelo com força. Meu beijo se torna desesperado como o dele. Sua boca solta a minha e desce para o meu pescoço. Beija e chupa com força, sinto meu sexo contrair de tesão. Que porra de boca é essa?
- Seu quarto?
- Fim do corredor.
Sussurro sentindo sua mão em minha bunda.
NARRAÇÃO LEANDRO
Chego à festa da editora e vejo Helen. Ela sorri toda dada para mim e me arrependo muito de ter comido ela semana passada. Não estou mais suportando esse sorriso e suas investidas. Ainda não sei como fiz uma merda dessa, já que é responsável pela publicação do meu livro e não misturo trabalho com prazer.
- Leandro...
Sussurra meu nome tentando ser sexy e tenho vontade de rir.
- Helen...
Beija meu rosto.
- Seu livro esta sendo um sucesso.
- Que bom!!!!
- Ainda quero conhecer esse homem romântico que escreve lindas histórias de amor.
Começo a rir alto e me olha sem entender.
- Não misture as coisas, Helen. O fato de escrever romances, não me torna um romântico.
Me aproximo dela.
- Acho que já sabe o tipo de homem que sou.
Pisco e a vejo ficar vermelha.
- Sou o tipo que apenas dá prazer. Meus envolvimentos com mulheres são sem qualquer interesse, além de sexual.
Espero que tenha entendido o recado. Sinto um toque em meu ombro, me viro e abraço Pedro.
- Como vai amigo?
- Bem...
Helen sorri para nós dois.
- Vou dar uma volta na festa.
Passa por Pedro se esfregando nele. Quando ela se afasta, começo a rir.
- Filho da mãe! Você esta comendo a Helen.
- Ainda não.
Responde rindo.
- Estou esperando o cheiro do seu pau sair dela.
Minha risada é tão alta que todos me olham.
- Vai demorar pra sair dela viu. Ainda quer mais.
- Por isso ainda não peguei. Não sou o tipo de uma noite só como certas pessoas.
- Isso foi indireta?
- Foi uma direta, Leandro.
Reviro os olhos.
- Não sou homem de uma mulher só. O mundo esta aí e quero provar todas que eu puder.
- Ainda não entendo como pode escrever livros tão bons de romance.
Me inclino pra ele e sussurro.
- Isso atrai mulher. Elas acham que eu sou o cara ideal.
- Ai você vai e mostra que é o maior safado da terra.
- Bem assim!
- Não tem medo delas te odiarem?
- Não! Nunca repito figurinha e sabe disso.
- Qualquer dia vai encontrar alguém tão filha da puta quanto você.
- Acho difícil de acontecer.
- Um dia uma mulher te amarra.
- Pedro, não sou homem para essas coisas.
Ele olha em volta rindo.
- Vamos fazer uma aposta?
- Aposta?
- Sim! Se gaba de que todas as mulheres se apaixonam por você.
- É o meu carma.
Seus olhos continuam percorrendo a festa.
- Tenho uma amiga que nunca se apaixona.
- Isso é impossível.
Ele olha pra mim.
- Se fizer ela se apaixonar por você, deixo publicar seu livro de suspense policial.
- Esta falando sério?
- Sim...
Pedro não aceitava de forma alguma minha saída do setor de romances e agora é minha chance de publicar algo que gosto.
- Aceito.
Abre um enorme sorriso e aí tem coisa!
- Ela é horrível, né?!?!?
Aponta com a cabeça para a entrada da festa.
- Aquele é seu alvo.
Olho e tem duas mulheres, uma loira e uma morena. Espero que seja a morena, ela é linda.
- Qual das duas?
- Quero você longe da Eloisa.
Olho pra ele e o vejo.
- Você gosta dela.
- Nada de tentar alguma coisa com ela.
- A minha é a loira ou a morena?
- Morena.
- Isso!!!!
Bato em seu ombro.
- Se prepare meu amigo. Vou deixa-la de quatro por mim, com o poder da minha varinha.
Ele começa a rir alto.
- Boa sorte com a Danielle.
Passo um tempo na festa observando a morena. Ela já bebeu algumas taças de vinhos. Parece procurando algo em meio a algumas pessoas. É hora de me ver. Me aproximo com calma e continua procurando algo. Antes que consiga puxar conversa, ela se desequilibra. Merda!!!! Seguro-a em meus braços para não cair.
- Acho que alguém bebeu vinho demais.
Me olha e suspira. É assim que tudo começa. Quando encaro seus olhos, me seguro para não suspirar também. Nunca vi um azul tão lindo assim. Seu cabelo longo até a cintura, muito liso e escuros, contrasta com sua pele branca.
- Obrigada!
Agradece se soltando dos meus braços. Sem que perceba, observo seu corpo. Vai ser divertido brincar com ela. Danielle tem um corpo lindo, bem trabalhado, só preciso saber se trabalha bem no sexo, também.
- Não foi à bebida que quase me derrubou.
- Então foi o que?
- Foi à merda do salto extremamente alto que estou usando.
Percorro novamente com os olhos seu corpo e paro em seus pés. O salto realmente é bem alto, mas a deixa bem sexy.
- Gosto de salto alto.
- Você é!?!?!
- Leandro Reis.
Estico minha mão.
- Danielle Amaral.
Vejo Helen me chamar para começar a autografar meus livros.
- Preciso ir! Foi um prazer.
- O prazer foi todo meu.
Me afasto dela e sigo até Helen. Primeiro o trabalho e depois o prazer.
*****************
Durante toda a festa ficamos próximos. Algumas vezes trocamos olhares, mas ainda não é a hora de me aproximar. Pego mais um copo de whisky.
- Preciso ir! Boa noite a todos.
Quase deixo o copo cair. Danielle não pode ir agora. Se despede de algumas pessoas, mas não chega até mim. Vejo-a indo embora e entrego meu copo ao Pedro.
- É hora do ataque.
Pisco pra ele e ando atrás dela. Paro na porta ao vê-la conversando com alguém. Observo-a brava com a pessoa e parece que não vai ter quem a busque na festa. Parece que o fofo Leandro vai ter que leva-la para casa. Se vira e me vê encostado na porta. Desliga o celular, irritada.
- Oi!
- Oi!
- Não pude deixar de ouvir.
- Pois é! Um amigo ficou de me pegar aqui no evento, mas parece que esqueceu.
Ainda bem que ela tem um amigo de merda.
- Se quiser eu te dou uma carona.
- Não precisa! Pego um taxi.
- Eu te levo, mora aqui perto?
- Uns dez minutos.
Preciso ficar com ela cinco minutos sozinho para começar meu plano para fazê-la se apaixonar por mim.
- Te levo.
- Tem certeza? Não quero causar problemas para você.
Tem um brilho estranho no olhar. Por que será que nunca se apaixonou?
Será que gosta de mulher e o Pedro me tacou pra ela sabendo disso? Se fez isso eu mato ele.
- Seria um prazer.
- Tudo bem!
Seguimos para o meu carro e olho novamente seu corpo. Será uma pena se esse corpo lindo gostar de mulher. Entramos no carro.
- Podemos ir?
- Sim...
Em pouco tempo estamos em frente ao seu prédio. Danielle solta o cinto e se vira pra mim.
- Obrigada pela carona!
- De nada!
Poderia beija-la no carro e ver como reage.
- Quer subir para uma bebida?
Isso é melhor que um beijo. Talvez eu possa me dar bem essa noite e ela também. Se toca-la direito com a minha varinha, com toda a certeza do mundo vai se apaixonar.
- Quero.
Parece surpresa com minha resposta. Será que perguntou por educação? Cacete, ela gosta de mulher.
- Quer?!?!?
- Sim... eu quero.
- Certo!
Saímos do carro e seguimos para a portaria do prédio. Passamos pela portaria e o porteiro sorri demais pra ela. Será que ele esta feliz em vê-la com um homem? Entramos no elevador em silêncio. Aperta o botão do andar dela e o elevador sobe. Preciso descobrir se gosta de homem. O elevador chega ao andar e as portas dele se abrem. Saímos do elevador e seguimos pelo corredor. Danielle abre a porta do apartamento e me da passagem para entrar. Entro e a espero fechar a porta. Só tem um jeito de saber se gosta de homem.
Assim que se vira, empurro seu corpo com o meu e avanço em sua boca. Sua boca é deliciosa. Minhas mãos começam a trabalhar em seu corpo e ela geme. Isso é bom, mas não significa que goste de homens. Mulheres também sabem dar uns pega. Preciso ouvi-la gemer enquanto estou dentro dela. Solta tudo que segurava e agarra meu cabelo com força. Agora sou eu que solto um gemido na boca dela. Gosto quando agarram meu cabelo assim. Isso mostra tesão. Seu beijo começa a ficar forte e intenso. Chegou a hora de ver do que ela gosta.
- Seu quarto?
- Fim do corredor.
Diz ofegante e agarro sua bunda, erguendo-a pra mim. Enquanto caminho pelo corredor, ela rebola e me beija com fome. Entro no quarto dela e a jogo na cama. Enquanto tiro minha camisa, puxa o vestido pelo seu corpo e joga longe. Caralho!!!! Que corpo é esse!?!?!? Esta só de calcinha me olhando. Morde o lábio e meu membro esta desesperado para sair dessa calça. Tiro meus sapatos e a calça, ficando apenas de cueca. Me ajoelho entre suas pernas e me deito sobre ela.
Começo a beija-la novamente e ela se esfrega em mim. Beijo seu pescoço e vou para baixo em seus seios. Seu mamilo está duro e o chupo com vontade. Se contorce e geme de prazer. Nem fodendo gosta de mulher. Desço pela sua barriga e chego em sua calcinha. Beijo seu sexo sobre o tecido fino. Puxo a calcinha pelas suas pernas e ela me olha cheia de desejo. Seu lindo sexo depilado surge e já sinto vontade de prova-lo. Olho pra ela e passo minha língua nos lábios. Vou me inclinando para chupa-la.
- Salsichinha... salsichinha... salsichinha.
Olho pra ela sem entender nada, que respira fundo.
- Salsichinha.