Gênero Ranking
Baixar App HOT
Início > Moderno > Ele roubou meu útero, perdeu tudo
Ele roubou meu útero, perdeu tudo

Ele roubou meu útero, perdeu tudo

Autor:: Seraphina
Gênero: Moderno
Meu noivo, Caio, virou meu herói depois de vingar brutalmente o aborto espontâneo causado por sua ex-esposa. Ele marcou o rosto dela a ferro e quebrou suas pernas, tudo pelo filho que ela me fez perder. Eu acreditei que ele era meu salvador. Mas na véspera do nosso casamento, eu o encontrei abraçado a ela. Ela estava grávida de um filho dele, e todo o caso deles era uma mentira encenada para me enganar. Ele confessou a pior parte: depois do meu aborto, ele secretamente transplantou meu útero para o corpo dela, me tornando estéril para sempre. Para me punir por descobrir seu segredo, ele me jogou em um quarto com homens selvagens para ser violentada, me deixando para morrer. Ele achou que estava destruindo uma vítima indefesa. Ele não fazia ideia de que estava despertando a filha perdida de uma família tão poderosa que poderia esmagar seu império com um único telefonema. Enquanto as mãos deles rasgavam minhas roupas, eu calmamente apertei o botão de pânico na minha pulseira. Meu verdadeiro noivo estava a caminho.

Capítulo 1

Meu noivo, Caio, virou meu herói depois de vingar brutalmente o aborto espontâneo causado por sua ex-esposa. Ele marcou o rosto dela a ferro e quebrou suas pernas, tudo pelo filho que ela me fez perder. Eu acreditei que ele era meu salvador.

Mas na véspera do nosso casamento, eu o encontrei abraçado a ela. Ela estava grávida de um filho dele, e todo o caso deles era uma mentira encenada para me enganar.

Ele confessou a pior parte: depois do meu aborto, ele secretamente transplantou meu útero para o corpo dela, me tornando estéril para sempre.

Para me punir por descobrir seu segredo, ele me jogou em um quarto com homens selvagens para ser violentada, me deixando para morrer.

Ele achou que estava destruindo uma vítima indefesa.

Ele não fazia ideia de que estava despertando a filha perdida de uma família tão poderosa que poderia esmagar seu império com um único telefonema.

Enquanto as mãos deles rasgavam minhas roupas, eu calmamente apertei o botão de pânico na minha pulseira. Meu verdadeiro noivo estava a caminho.

Capítulo 1

O dia em que perdi nosso filho começou com a ex-esposa do meu noivo me arrastando para fora de casa pelos cabelos.

O chão de mármore impecável estava frio contra minha bochecha. Dois homens corpulentos, com rostos impassíveis, prenderam meus braços atrás das costas, forçando-me a ficar de joelhos.

Camila Perin, com suas unhas laqueadas de vermelho cravadas no meu couro cabeludo, puxou minha cabeça para trás. Seu sorriso era um rasgo de triunfo em seu rosto perfeitamente maquiado.

"Você realmente achou que podia tirá-lo de mim, sua vadiázinha?"

Uma dor aguda e ofuscante explodiu no meu baixo-ventre. Eu arquejei, um grito estrangulado rasgando minha garganta.

"Por favor", implorei, minha voz um sussurro rouco. "Por favor, o bebê..."

"O bebê?" A risada de Camila era como vidro se quebrando. Ela se inclinou, seu hálito quente e com cheiro de champanhe caro. "Aquele bastardinho nunca deveria ter existido."

Ela se endireitou e, com um movimento casual do pulso, me deu um tapa forte no rosto. O mundo girou. Uma umidade quente e pegajosa começou a vazar pelo meu vestido, manchando o tecido branco com um carmesim horripilante.

A porta da frente se abriu com um estrondo. Caio Alexandre, meu noivo, o carismático CEO cujo rosto estampava uma dúzia de capas da *Forbes Brasil*, estava recortado contra a luz da tarde. Seus olhos, da cor de um mar tempestuoso, se arregalaram em choque, depois se estreitaram em fendas de pura fúria.

"Caio!" gritei, um soluço de alívio preso na garganta.

Camila nem sequer vacilou. Ela simplesmente soltou meu cabelo e deu um passo para trás, admirando sua obra. A poça de sangue se espalhava ao meu redor, uma auréola macabra.

"Olha o que ela fez, Caio. Ela caiu. Tão desastrada."

Mas Caio não estava olhando para ela. Seu olhar estava fixo no sangue, no meu rosto pálido e manchado de lágrimas. Por um momento, o mundo parou. Então, um rugido de fúria primitiva explodiu de seu peito.

Ele se moveu tão rápido que se tornou um borrão. Agarrou Camila pelo pescoço, levantando-a do chão. Os olhos dela saltaram, suas mãos arranhando inutilmente o aperto de ferro dele.

"Você tocou nela", ele rosnou, sua voz um grunhido baixo e aterrorizante. "Você os machucou."

Ele não esperou por uma resposta. Ele a jogou contra a parede. O som de osso batendo no gesso ecoou pelo hall cavernoso. Camila deslizou para o chão, um monte amarrotado.

Ele estava ao meu lado em um instante, suas mãos gentis enquanto me pegava em seus braços.

"Elisa, meu amor, fique comigo. Vai ficar tudo bem."

Mas eu sabia que não ia. A vida dentro de mim estava escapando a cada gota de sangue. Meu mundo estava se apagando.

As horas seguintes foram um borrão de sirenes, corredores de hospital estéreis e a finalidade silenciosa e devastadora das palavras de um médico. Aborto espontâneo. A palavra foi um soco no estômago.

Quando acordei, Caio estava sentado ao lado da minha cama, com a cabeça entre as mãos. Seus nós dos dedos estavam em carne viva e ensanguentados. Ele olhou para cima, seus olhos vermelhos e cheios de uma dor que espelhava a minha. Ele me contou o que tinha feito.

Sua vingança foi tão rápida quanto brutal.

Ele não apenas arruinou Camila Perin. Ele a eviscerou.

Ele a mandou arrastar de seu apartamento de cobertura no meio da noite. Contratou um tatuador, um homem especializado em cobrir marcas de facções, para marcar permanentemente o rosto dela com a palavra "Puta". Ele quebrou as duas pernas dela, da mesma forma que ela uma vez quebrou a de uma rival em um "acidente" de esqui.

Então, ele a despojou de todos os bens, de cada centavo, de cada último resquício de sua identidade. A última vez que alguém viu Camila Perin, a socialite glamorosa, ela estava sendo empurrada de uma van preta para a favela mais perigosa de São Paulo, vestida em trapos, seu rosto outrora belo uma máscara arruinada.

"Ela nunca mais vai te machucar", Caio sussurrou, a voz rouca de emoção, enquanto me segurava na cama do hospital. "Ninguém nunca mais vai te machucar. Eu juro."

E nas semanas que se seguiram, ele provou isso. Ele nunca saiu do meu lado. Ele me alimentou, me deu banho, me abraçou quando eu acordava gritando de pesadelos. Ele me cobriu de presentes, de afeto, de uma devoção tão absoluta que era sufocante. Ele me fez acreditar que eu era o centro de seu universo, a única coisa que importava.

O mundo via Caio Alexandre como meu protetor devotado, o homem que travou uma guerra pela mulher que amava. Eu o via como meu salvador.

Eu acreditei nele. Meu Deus, como eu acreditei nele.

Na noite anterior ao nosso casamento, o maior evento social do ano, eu não conseguia dormir. A mansão estava silenciosa, o ar denso com o perfume de milhares de rosas brancas. Desci para beber um copo d'água, meus pés descalços silenciosos no mármore frio.

Foi quando ouvi as vozes vindas do escritório.

A voz dele, baixa e carregada de uma ternura desconhecida.

"Está quase acabando, meu amor. Só mais um pouco."

E então, outra voz. Uma voz que fez meu sangue gelar. A voz de Camila.

"Você disse isso da última vez, Caio. Você disse que a deixaria. E o que aconteceu? Ela engravidou."

Minha mão voou para a boca, abafando um suspiro. Pressionei-me contra a parede, meu coração martelando contra minhas costelas.

"Desta vez é diferente", disse Caio, em tom apaziguador. "O casamento é uma farsa necessária. Pelos negócios. Você sabe disso."

Espiei pela fresta da porta. Meu estômago se revirou.

Ele a estava abraçando. Caio, meu Caio, estava embalando Camila Perin em seus braços, sua mão acariciando o cabelo dela. O rosto dela, uma paisagem grotesca de tecido cicatrizado, estava enterrado em seu peito.

"Você me deve, Caio", ela sussurrou, a voz abafada contra o paletó dele. "Pelo meu rosto. Pelas minhas pernas."

"Eu sei", ele murmurou. "E eu vou compensar você. Eu prometo."

"Eu quero que ela sofra", Camila sibilou, afastando-se para olhá-lo. Seus olhos brilhavam com uma luz venenosa. "Quero que ela sinta o que eu senti. Quero que ela seja jogada aos cães, assim como você fez comigo."

Um instante de silêncio. Prendi a respiração, rezando. Diga não, Caio. Por favor, diga não.

Ele hesitou por apenas uma fração de segundo.

"Certo."

A palavra foi uma morte silenciosa.

"Você não sente pena dela?" A voz de Camila era afiada, desconfiada. "Afinal, ela é sua preciosa salvadora."

Caio riu, um som frio e vazio.

"Salvadora? Ela é uma substituta. Um bode expiatório. Nada mais." Ele inclinou o queixo dela, o polegar traçando a cicatriz irregular em sua bochecha. "Não se preocupe. Amanhã, você será minha esposa. E ela..." Ele fez uma pausa. "Ela terá o que merece."

Ele tentou se afastar, mas Camila envolveu os braços em seu pescoço, puxando-o para um beijo possessivo e brutal.

"Não", ele resmungou, afastando-a gentilmente. "Você vai acordar o bebê."

Meu sangue gelou.

Camila sorriu de lado, sua mão embalando protetoramente sua própria barriga ligeiramente arredondada.

"Ele é um lutadorzinho forte. Assim como o pai. Você não deixaria nada acontecer com ele, não é?"

"Cala a boca, Camila", Caio retrucou, a voz afiada de irritação.

Mas eu já tinha ouvido o suficiente. Eu não conseguia respirar. O mundo estava girando em seu eixo, a realidade cuidadosamente construída da minha vida se estilhaçando em um milhão de pedaços.

Capítulo 2

Grávida.

Camila Perin estava grávida do filho de Caio.

O homem que vingou meu aborto com uma brutalidade tão teatral estava dormindo com minha agressora o tempo todo. O homem que me abraçou enquanto eu chorava por nosso bebê perdido estava criando uma nova vida com a mulher que o matou.

Um ácido amargo e corrosivo encheu minha garganta. Cambaleei para trás, afastando-me da porta, minha mão instintivamente indo para minha própria barriga lisa. Uma dor fantasma latejava fundo dentro de mim, um eco oco do que eu havia perdido.

A memória era visceral. A cãibra súbita e aguda. O jorro de calor. A visão do vermelho, tanto vermelho, manchando meu vestido branco, formando uma poça no chão de mármore frio. Um teste de Rorschach do meu inferno pessoal.

Lembrei-me da fúria de Caio. Tinha sido épica, aterrorizante, uma força da natureza.

"Eu vou fazê-la pagar", ele rugira, o rosto uma máscara de fúria. "Vou amaldiçoá-la aos poços mais profundos do inferno pelo que ela fez a você, ao nosso filho."

Lembrei-me dele ordenando a seus homens que quebrassem as pernas dela. Lembrei-me da satisfação fria em sua voz quando descreveu o tatuador marcando seu rosto. Lembrei-me de ver a reportagem, uma foto borrada de uma figura desgrenhada sendo expulsa para as favelas, e sentir um doentio e culpado alívio.

Era tudo mentira. Uma performance. Uma peça elaborada e sádica encenada para meu benefício.

Uma única lágrima quente de pura raiva escorreu pela minha bochecha. Eu a enxuguei com as costas da mão, meus dedos se fechando em um punho.

Um sorriso esticou meus lábios, mas era uma coisa morta, fria e desprovida de qualquer calor. Era o sorriso de um predador.

Por tanto tempo, eu interpretei o papel da noiva gentil e amorosa. Eu busquei uma vida tranquila, uma vida normal, longe do caos do meu passado. Eu me permiti ser suave, maleável, confiante. Eu enterrei a garota que sobreviveu à selva, a garota que sabia ser implacável.

Eu havia esquecido que uma loba encurralada é o animal mais perigoso de todos.

E eu acabara de ser encurralada no canto do universo.

Virei-me e me afastei do escritório, meus passos medidos e silenciosos.

"Senhorita Paes?" uma jovem empregada perguntou, seus olhos arregalados de surpresa ao me ver. "Está tudo bem? Posso pegar algo para a senhorita?"

Meu olhar passou por ela, para a magnífica peça central do grande salão. Suspenso no teto, brilhando sob a luz suave dos lustres, estava meu vestido de noiva. Um modelo exclusivo de Martha Medeiros, vindo de Alagoas, adornado com milhares de pérolas costuradas à mão. Era um vestido de conto de fadas, um símbolo do futuro perfeito que Caio havia me prometido.

Lembrei-me do dia em que chegou. Eu havia girado na frente do espelho, rindo, me sentindo como uma princesa. Caio me abraçou por trás, o queixo no meu ombro, sussurrando: "Você será a noiva mais linda que o mundo já viu."

Agora, a visão dele me dava vontade de vomitar. Cada pérola era uma mentira. Cada fio era um ponto na teia de enganos que ele teceu ao meu redor. A bela seda branca era uma mortalha, não um vestido de noiva. Era uma ferramenta projetada para me humilhar, para cimentar a vitória de Camila.

Um gosto metálico e forte encheu minha boca. Eu havia mordido o interior do meu lábio, com força. A dor era uma força de ancoragem no caos turbulento da minha mente.

"Senhorita Paes?" a empregada repetiu, uma centelha de preocupação em sua voz.

Virei-me para ela, meu sorriso frio ainda fixo no lugar.

"Aquele vestido", eu disse, minha voz tão calma e plana quanto um lago congelado. "Está sujo."

"Sujo? Mas... está perfeito."

"Livre-se dele", ordenei. "Queime-o. Não quero vê-lo nunca mais."

Ela me encarou, a boca aberta em descrença.

"Mas... Senhorita Paes... o casamento é amanhã..."

Não me dei ao trabalho de responder. Simplesmente me virei e subi a grande escadaria, deixando-a ali, uma estátua de choque e confusão, sob um vestido de noiva que já era um fantasma.

Capítulo 3

Ignorei os sussurros frenéticos e os suspiros chocados da equipe enquanto subia a escada. As opiniões deles eram irrelevantes. Eram peças em um tabuleiro que eu estava prestes a virar.

Eu estava em nosso quarto, olhando para as luzes da cidade, quando Caio finalmente entrou. Já passava da meia-noite. Ele se moveu silenciosamente, um predador em sua própria casa, e envolveu seus braços ao meu redor por trás, enterrando o rosto no meu pescoço.

"Senti sua falta", ele murmurou, a voz um ronronar baixo.

Fechei meu celular, desligando a tela que exibia um arquivo de vídeo nítido e claro que acabara de ser enviado por um investigador particular. O arquivo estava rotulado: Caio & Camila. O Escritório. Esta Noite.

"O que é essa história de você querer queimar seu vestido de noiva?" ele perguntou, o tom leve, provocador.

Não me virei. Mantive meu olhar fixo no fluxo interminável de faróis lá embaixo.

"Estava sujo", eu disse, as palavras secas. "Algo o... contaminou."

Ele ficou imóvel. Pude sentir a mudança nele, a tensão súbita em seus braços. Ele era um mestre em ler pessoas, e sabia que algo estava errado.

"Elisa, meu bem, o que foi? Você está tendo dúvidas?" Ele me virou para encará-lo, suas mãos segurando meu rosto. "Não fique nervosa. Somos só você e eu."

Ele se inclinou para me beijar.

A imagem dele beijando Camila, de suas mãos no corpo dela, brilhou em minha mente. O cheiro do perfume dela, uma fragrância enjoativa e doentia que eu agora reconhecia, agarrava-se ao seu terno caro. Era fraco, quase imperceptível, mas para meus sentidos aguçados, era como uma agressão física.

Uma onda de náusea tão poderosa que dobrou meus joelhos me atingiu.

Engasguei, um som seco e arquejante.

Eu o empurrei, cambaleando para trás.

"Não me toque", ofeguei, as palavras com gosto de bile.

Outro espasmo violento sacudiu meu corpo. Tapei a boca com a mão e corri para o banheiro da suíte, mal conseguindo chegar ao vaso sanitário antes que meu corpo expelisse violentamente o conteúdo do meu estômago. Vomitei e solucei, meu corpo tremendo, até não restar nada além de um vazio cru e ardente.

Quando finalmente saí, fraca e trêmula, a cena do quarto havia se transformado. Caio não estava mais sozinho. A governanta e uma dúzia de outros empregados estavam em fila, com as cabeças baixas, os rostos pálidos de medo.

Caio estava recostado em uma poltrona, polindo calmamente um abridor de cartas de prata com um lenço de seda. Seu rosto, no entanto, estava tudo menos calmo. Era uma nuvem de tempestade de fúria controlada.

"Então", ele começou, a voz perigosamente suave. "Nenhum de vocês pensou em verificar sua patroa? Nenhum de vocês notou que ela não estava bem?"

A casa dos Alexandre funcionava com base no medo. Caio pagava salários exorbitantes à sua equipe, mas o preço por qualquer erro, por menor que fosse, era severo. Um único deslize poderia significar demissão instantânea, lista negra e, em alguns casos, uma viagem a uma discreta "instalação correcional" da qual as pessoas voltavam... mudadas.

"Senhor", a governanta, uma mulher que estava com ele há uma década, gaguejou. "Nós... estávamos preocupados com... a situação do vestido. A saúde da senhorita Paes é nossa maior prioridade, o senhor sabe disso."

A mão de Caio disparou, agarrando a governanta pelos cabelos e puxando-a para frente. Ele pressionou a ponta do abridor de cartas em sua bochecha.

"Não minta para mim", ele sibilou.

Ele não precisou fazer mais nada. Dois de seus guarda-costas pessoais se materializaram das sombras, agarraram a mulher que gritava e a arrastaram para fora do quarto. A pesada porta de carvalho se fechou, cortando seus apelos.

Um silêncio sufocante desceu. Ninguém ousava respirar.

"Parece que todos vocês precisam de um lembrete de seus deveres", disse Caio, seu olhar varrendo a equipe restante. "Talvez um mês de salário descontado para todos? Ou algo mais... memorável?"

"Caio, pare", eu disse. Minha voz estava fraca, mas cortou o silêncio.

Ele estava ao meu lado instantaneamente, sua expressão mudando de fúria fria para preocupação terna tão rapidamente que me deu vertigem. A performance era impecável.

"Meu amor", ele sussurrou, puxando-me para um abraço do qual eu não conseguia escapar. "Você vê como eles a negligenciam? Não posso permitir." Ele virou a cabeça para a equipe aterrorizada. "Sua patroa intercedeu em seu favor. Vocês estão poupados... por enquanto. Saiam."

Eles saíram correndo do quarto como se o próprio diabo estivesse em seus calcanhares.

Na manhã seguinte, todos os empregados da mansão haviam sido substituídos.

Baixar livro

COPYRIGHT(©) 2022