Gênero Ranking
Baixar App HOT
Início > Romance > Em Acordo
Em Acordo

Em Acordo

Autor:: Ge Soek
Gênero: Romance
Gustavo Giordano , grande CEO da G-Corp, tem um problema que acompanha ele desde que assumiu seu cargo: Precisa ter uma herdeira. Pode parecer uma existência estranha, mas no mundo atual, onde pessoas como ele são alvos de pessoas más todos os dias, é extremamente necessário que o seu pupilo aprenda logo cedo como administrar a empresa que será dele ou dela no futuro. Então porque o problema? Gustavo não tinha ninguém. E uma pequena escorregada em suas atitudes acabou fazendo esse problema virar uma catástrofe eminente que ameaçava seu posto. Então por um acaso do destino, o Giordano acaba (sem saber) deixando a entender que a filha de sua secretária era sua enteada, e consequentemente... A mãe dela, e sua sua noiva. Qual a solução para esse problema então? Simples! - ou não - Convencer mãe e filha a virarem sua nova família.

Capítulo 1 1 - Problemas A Vista

Gustavo Giordano tinha uma vida que a maioria desejaria: Bilionário, CEO e dono de uma empresa, gênio, e por aí vai. Mas tinha um problema que ninguém vê mas ele era pressionado todos os dias por ele. Um herdeiro.

Sim. Mesmo aos seus 30 anos, os acionistas da empresa já o pressionavam para ter uma família, uma mulher e herdeiros. Mas o problema era: Gustavo era estéril, ou seja, em resumo, o único herdeiro que poderia dar seria por meio de adoção, o que seria extremamente complicado, já que ele praticamente não tinha vínculos com ninguém e para encontrar uma criança que demonstrasse afeto e ainda por cima, jogar nela o peso de um legado inteiro nas costas, seria no mínimo estressante, para ele e para a criança. Em resumo, essa questão era a única coisa da vida na qual Gustavo procrastinava. Procrastinava em todas as reuniões, enrolava os acionistas e empurrava ou evitava aquele assunto máximo. Mas uma coisa era certa, ele precisava resolver aquele assunto, e nem sabia como.

Esse problema era o que Gustavo pensava toda vida que pisava na G-Corp de manhã, ou saia dela a noite, e nunca achou uma solução para aquilo.

Cecília: Bom Dia senhor Giordano - Cecília, sua assistente pessoal e secretária a cumprimenta, como todos os dias com seu sorriso acolhedor de sempre. E como sempre, Gustavo não respondia, apenas assenti com a cabeça. E assim se iniciava o ritual de todas as manhãs, Gustavo adentrava na sala e Cecília seguia em seu encalço, na sala ela repassava para o chefe seus compromissos diários e logo depois saía da sala para deixar o Giordano em paz e só voltava quando era chamada.

Cecília Soares... o que dizer de Cecília Soares? Cecília havia sido mãe aos seus 16 anos, mãe de uma garota chamada Eloise, ou Loise como a garota gosta de ser chamada. O namorado de Cecília na época, e pai de Loise, havia rejeitado as duas e assim... a loira assumiu sozinha a maternidade dela. Mas mesmo assim a Soares conseguiu fazer tudo o que planejou fazer, conseguiu ir para a faculdade e cursar jornalismo e economia enquanto Loise dividia o pequeno apartamento próximo a faculdade com sua mãe e ia para a escola normalmente. Por estar próxima de universitários na maioria do seu tempo, Loise pode-se dizer que desenvolveu mais cedo suas habilidades e mentalidade, às vezes até Cecília se surpreende com a filha, se surpreendeu por exemplo quando ambas tiveram que se mudar para National City pois Cecília tinha que encontrar um emprego para concluir sua faculdade (os famosos estágios) e a sede da G-Corp havia oferecido uma vaga a ela. Podemos dizer que Loise foi quem incentivou a mãe a ir, em vez de Cecília.

No trabalho Cecília era bastante reservada de sua vida pessoal, omitindo detalhes sobre sempre que podia e só falando o mínimo quando necessário, não queria expor nem a si mesma, e muito menos sua filha. Mas isso acabou que estava prestes a mudar.

(...)

- Gustavo você precisa de um herdeiro - Um dos acionistas falam com Gustavo na reunião, voltando novamente ao assunto que estava fazendo o moreno perder a paciência

Gustavo: Me diz de novo o porquê disso ser necessário agora. Tenho 30 anos, eu ainda sou jovem! - O outra exclama já perdendo a paciência.

- Gustavo entenda... - Outro acionista fala - Pessoas como você, são um alvo todos os dias. Precisa ter um herdeiro que seja preparado desde cedo para cuidar do seu patrimônio, do legado da sua família, para quando algo de ruim acontecer com você... a empresa esteja em boas mãos.

Gustavo: Mas... - Ele tenta contestar mas outro acionista o interrompe.

- Já chega! - Ele fala se levantando - Gustavo Giordano você precisa ter um herdeiro imediatamente, se não vamos procurar outra pessoa que assuma o cargo de CEO da G-Corp.

Gustavo: VOCÊS NÃO PODEM FAZER ISSO! - Gustavo se levanta batendo com as mãos na mesa com força.

- Me diga porquê não então...

Gustavo: PORQUE EU JÁ RESOLVI ISSO! - Gustavo solta deixando todos ali surpresos, por essa não esperavam. Na verdade... nem o próprio Gustavo esperava, mas agora tinha que inventar algo - Eu já estou noivo caramba! E-ela tem uma filha, nós dois temos uma boa relação. A minha enteada que governará a G-Corp quando eu me for.

- Ótimo. Viu como não era difícil. - Eles falam e Gustavo suspira - A reunião está encerrada. - Eles falam e Gustavo sai indo até sua sala e passando pela assistente sem dizer uma palavra e trancando a porta da sua sala.

Gustavo: Puta que... - Gustavo fala finalmente se dando conta do que fez - O que eu fiz?

(...)

Gustavo: Senhorita Soares estou saindo para o almoço, quero que desmarque minhas reuniões da tarde, hoje preciso pensar um pouco e por isso quero distância daqui.

Cecília: Sim, senhor Luthor. - Cecília fala de sua mesa que ficava ao lado da sala de Gustavo, no corredor, e indo logo ao computador desmarcar os compromissos do chefe. - Todos estão desmarcados.

Gustavo: Obrigado. - Gustavo agradece - Quando der o seu horário pode ir também. - Ele conclui para a funcionária que assente feliz por não ter que ficar até depois do expediente naquele dia. Ela, Loise e Lena teriam sua noite de filmes, tradição na família.

Como um timing perfeito, assim que o horário de almoço de Cecília chega, seu celular toca. Ela bufa, pois nem tempo deu de comer o seu sanduíche e atende o telefone.

- Senhorita Soares? - A voz pergunta.

Cecília: Ela mesma. - Cecília diz e já sentia que seu dia não seria nada normal após aquela ligação.

- Somos da escola da sua filha. - Ele diz e Cecília fecha os olhos suspirando. Realmente não seria nada normal aquele dia. - Você poderia vir aqui na escola?

Cecília: Claro. - Cecília diz se levantando e pegando sua bolsa e sanduíche, comeria no Uber.

(...)

Cecília chega no colégio e logo se dirige a sala do diretor. Ao abrir a porta encontra logo Loise na cadeira e ela viu que a filha estava nervosa, ela balançava a perna direita e tocava em seu óculos a cada 5 segundos. Vendo o gesto da filha, Cecília logo imitou, tocando no seu óculos e chamando a atenção dos dois.

Cecília: Me chamaram?

Haley: Olá Senhorita Soares. Sou a diretora Haley, e chamei a senhora aqui pois sua filha, Eloise, se envolveu em uma briga hoje e bateu em um colega. - A diretora fala e Cecília tem um ataque de risos involuntário na frente da filha e diretora.

Cecília: Estamos falando da mesma Eloise? - Cecília pergunta ainda tentando controlar a respiração - Porque assim... Loise desse lado puxou a mim: A gente é péssima em brigas, então as evita ao máximo

Loise: É verdade mãe... - Eloise conta a mãe, chamando a atenção da outra loira e a deixando séria.

Cecília: Explique-se - Cecília diz cruzando os braços e olhando diretamente para a filha, que engoliu seco.

Haley: Ela jogou uma bandeja na cabeça dele durante o almoço no refeitório.

Cecília: Tudo bem... - Cecília fala suspirando - Diretora Haley, serei sincera agora com a senhora. - Ela começa - Não irei negar e dizer que minha filha estava certa, pois não estava, e teremos uma conversa mais tarde sobre isso. Mas também lhe afirmo que ela só deve ter batido nele pois ele passou dos limites. Loise é a criança mais madura, responsável e amorosa que já vi, e não falo isso como sua mãe. Então conhecendo minha filha e a criação que dei a ela, peço que me conte a história completa, pois tenho certeza que há mais de um culpado aqui, e somente minha filha que está sendo punida. - Cecília fala firme e até a diretora engole seco.

Loise: O Jordan. - Loise começa a contar, já que sabia que a diretora não contaria. - Ele sempre me provoca, e a senhora sabe disso. - Louise fala e Cecília assente, muitas vezes Loise já reclamou de Jordan na coordenação e direção mas ele continuava impune. - Hoje foi de novo... porém ele... - Loise fala tentando ir até o final. - Ele disse que eu era tão horrível e deslocada que fui rejeitada até pelo meu pai e que ninguém queria a senhora mais por minha causa. - Loise diz e passa a encarar o chão enquanto mexia sua perna. - Aí o resto a senhora já sabe...

Cecília: Isso é um absurdo! - Cecília exclama com a diretora. - Minha filha tem feito queixas recorrentes de agressão verbal e Bullying desse aluno e agora quando ela chega no próprio limite dela, vocês a culpam? - Cecília pergunta

Haley: Senhorita Soares... - A diretora tenta falar algo mas Cecília a interrompe novamente.

Cecília: Não diretora. Você sabe que está errada, só quero saber qual a punição de Eloise e ir embora logo para tomar as devidas providências contra a instituição. - Cecília diz séria

Haley: Suspensão o resto da semana. - Ela diz e Cecília se levanta da cadeira logo em seguida.

Cecília: Ótimo. Vamos Loise .

Cecília fala e Loise se levanta para acompanhar a mãe, pegando suas coisas logo em seguida.

Cecília: Já almoçou? - Ela pergunta e a filha nega. - Agora entendi porque bateu nele também, ninguém atrapalha a refeição de uma Soares- Cecília brinca mas no fundo sendo sincera. Ela queria amenizar o clima com a filha, iria conversar com ela sobre o que houve no almoço.

Loise: Mãe...

Cecília: Conversamos no almoço Eloise Katherine Soares. - Cecília fala o nome completo da filha e Loise percebe: Cecília estava furiosa.

(...)

Cecília: Droga! - Ela exclama enquanto ambas andavam de volta até a G-Corp - Lena não pode ficar contigo. Vai ter que ficar comigo no trabalho filha.

Loise: Mãe eu posso ficar sozinha casa. - Loise tenta.

Cecília: Nada disso. - Cecília fala - E lembrando bem... está de castigo. Dá o celular - Ela estende a mão enquanto Loise bufando põe o celular na mão da mãe. - E somente pode usar o Spotify quando for para estudar. Sei que só estuda escutando música. - Cecília fala e a filha assente. - Agora vamos voltar a pauta... Uma bandeja Eloise?!

Loise: Era isso ou o meu celular... - A menina se defende e Cecília bufa. - Não vou quebrar meu celular jogando em lixo humano mãe.

Cecília: Ok... - Cecília diz passando a mão na nuca quando elas chegam na recepção da G-Corp e Loise cumprimenta os funcionários. Eles haviam a conhecido na festa de fim de ano dos funcionários, e assim como amaram Cecília... amaram sua filha. - Amanhã finja que eu lhe dei uma bronca daquela e que fui atrás de um advogado logo depois disso e que entro com um processo a qualquer momento. Como não temos dinheiro para um advogado, vamos esperar que eles tentem algum acordo antes. Se não teremos que infelizmente deixar isso passar. Desculpa. - Cecília termina quando elas adentraram no elevador

Loise: Tudo bem mãe...

Cecília: O que eu mais queria era te tirar dessa escola e colocar em uma particular, uma que explorava sua capacidade, mas meu salário não consegue arcar com isso... - Cecília bufa se desculpando com a filha. Às vezes sentia que falhava com ela.

Loise: Ei mãe - Loise diz quando elas chegam na mesa da Soares- Não se desculpe. Já conversamos sobre isso não foi? Eu mesma elevo minha capacidade com matérias extras em casa. Não preciso ir para uma escola de riquinhos para me destacar mais ainda. - Loise fala rindo e arrancando um sorriso da mãe

Cecília: Já disse que é a melhor filha do mundo?

Loise: E eu já disse que é a melhor mãe do mundo? - Ela rebate e a mãe a abraça.

Cecília: Te amo El. - Ela fala usando o apelido que somente usava com Loise quando a garota a derretia com alguma ação.

Capítulo 2 2- Como Resolver

Gustavo: Samantha o que eu faço? - Gustavo praticamente se joga no sofá da casa da amiga em desistência.

Sam: Amigo desculpa o que vou dizer, mas... você fez cagada - Sam diz se sentando na poltrona ao lado do sofá e olhando para amigo.

Gustavo: Falou o que eu não sabia. - Ele diz sarcástico.

Sam: Amigo... acho que você só vai resolver isso se um milagre cair do céu. - Sam fala sincera para o Giordano que assente.

Podemos dizer que Gustavo não era um romântico nato, ele não queria conhecer alguém... se apaixonar e casar como num conto de fadas. Mas ele também não queria passar o resto da vida sozinho, Gustavo planejava sim, casar-se um dia, só não queria ser obrigado a isso.

Gustavo: Ultimamente estou aceitando qualquer ideia que me ajude com esse problema. - Gustavo fala e nesse momento seu celular toca, o Giordano então tira ele, a contragosto, da bolsa e atende. - Giordano falando... - Gustavo diz no telefone - O conselho o quê?! - Ele diz se levantando. - Eu já estou indo para aí. Eles não podem fazer isso.

Sam: O que foi? - Samantha pergunta vendo um Gustavo apressado arrumando sua bolsa para voltar para a empresa.

Gustavo: Estão planejando me derrubar do cargo nesse momento. - Ele fala e Samantha entra em estado de choque. Estavam derrubando Gustavo do poder na própria empresa apenas porque ele não tinha filhos nem esposa? Isso era extremamente inapropriado, para não dizer mais. - Mas não vão conseguir.

Sam: Boa sorte.

Gustavo: Vou precisar. - Gustavo fala fechando a porta de Samantha e indo até a garagem correndo enquanto tirava o seu celular - Soares. - Ele chama o nome de Cecília quando liga para a assistente - Faça um levantamento dos lucros da G-Corp nos últimos 4 anos e deixe na minha sala. Preciso disso urgentemente.

Cecília: Sim Senhor Giordano. Quantas cópias precisa?

Gustavo: Para todos os acionistas e sócios que estão neste momento tentando me tirar da presidência. - Ele fala e pelo o que escutou da respiração de Cecília, a assistente também não sabia o que acontecia até aquele momento. - Preciso que procure a sala onde estão, me informe quem são e quantos são, por favor Soares. Chegarei em 20 minutos. - Gustavo fala e desliga o telefone.

Cecília: Droga. - Ela fala indo para o computador apressada e procurando os números da G-Corp - Droga. Droga.

Loise: O que foi mãe? - Loise pergunta saindo do sofá de onde lia o seu livro em paz e vai até a mesa da outra se aproximando do computador para ver o que ela fazia.

Cecília: Estão tentando tirar o senhor Giordano da presidência e ele precisa impedir isso. Preciso fazer um levantamento dos lucros da G-Corp desde que Gustavo assumiu basicamente e ainda preciso saber onde é essa maldita reunião e quem está nela.

Loise: Eu faço o levantamento. - Loise diz e Cecília para de fazer as pautas para olhar a filha. - Que foi? Eu sei fazer isso lembra? Te vi fazendo milhares de vezes na faculdade e ainda sei fazer aqueles gráficos legais, além disso esqueceu que um dos cursos que estou fazendo online é de administração de empresas?

Cecília: Não esqueci não. E ainda não sei como deixaram uma menina de 14 anos fazer um curso desse. - Ela fala suspirando se levantando da cadeira - Como eu confio em você e também não daria tempo fazer tudo só, vou deixar você fazer isso enquanto eu procuro onde é essa maldita reunião. Tome o celular - Cecília fala entregando o aparelho a filha - Quando eu achar, irei te ligar e mandar fazer o número de cópias desse levantamento. Por favor... tenha terminado até lá. - Cecília suplica e a filha assente enquanto alongava os dedos.

Loise: Mãe? - Loise chama a atenção - Desde qual ano ele quer?.

Cecília: Gustavo assumiu no ano que viemos para cá. Faça dos últimos 4 anos. - Cecília diz para a filha e de repente teve uma ideia - Se sobrar tempo faça uma comparação entre os lucros da gestão de Gustavo e as do pai. Além disso procure notícias positivas sobre a G-Corp e a gestão do senhor Giordano. Ele precisará de todo argumento que encontrar.

Loise: Sim, capitã - Loise bate continência e começa a mexer no computador enquanto a mãe saia pelos corredores da G-Corp com um sorriso orgulhoso da filha.

Loise, como Cecília havia previsto, conseguiu fazer o que Gustavo havia pedido minutos depois de Cecília ter saído. Uma coisa que sua mãe era, era organizada, isso facilitou muito o trabalho de Loise, que agora estava fazendo os gráficos, ficava impressionada com o quão bem Gustavo conseguia gerir uma empresa. As margens de lucro eram impressionantes, e a publicidade melhor ainda.

Loise: Conseguiu mãe? - Loise pergunta a mãe quando ela ligou para seu celular.

Cecília: Consegui sim. Já estou voltando para aí. Imprima 8 cópias. Preciso ligar para o senhor Giordano enquanto volto para minha mesa.

Loise: Certo. - Loise fala e coloca os papéis para imprimir e grampeou cada um deles. Ao terminar o processo, a Soares menor sentiu orgulho de si mesma, aquela apresentação estava ótima. Sua mãe ganharia uns pontos com o chefe.

Cecília: Senhor Giordano? - Cecília liga para o chefe que estava no trânsito presa nele.

Gustavo: Diga Soares. - Ele fala com assistente de forma rude, devido ao estresse do engarrafamento.

Cecília: São só 8 acionistas, Edge, Olsen, Scott, Allen, Queen, Jackson, Smitt, McAllister e Ramon. Estão na sala de reuniões 6, a mais afastada do prédio. Meu chute é que estão tentando comprar as ações de Grant, que está tendenciosa a sair para poder usar o dinheiro e abrir sua empresa de jornalismo.

Gustavo: Droga. Se comprarem dela, assumem a maioria da porcentagem da empresa - Ele entendeu a jogada. - Eles não podem fazer isso Cecília. - Gustavo estava tão desesperado que até chamou Cecília pelo primeiro nome.

Cecília: Estou ligando para a senhora Grant para ela vir pessoalmente negociar com o senhor. Acredito que ela irá ficar do seu lado.

Gustavo: Ótimo. Agora procure o melhor caminho para sair desse engarrafamento. - Gustavo pede e Cecília não responde - Soares?

Cecília: O senhor não gostaria do caminho. - Cecília fala tensa. - Apesar de ser o mais rápido.

Gustavo: Fale Soares.

Cecília: Pegar o metrô na estação e descer na Central. O senhor andará menos de 5 metros até a G-Corp. - Cecília fala com medo do seu chefe gritar com ela por sugerir um metrô

Gustavo:Tem certeza que é o mais rápido?

Cecília: Faço esse caminho todo dia senhor Giordano - Cecília diz com propriedade. - A senhor chegará em 10 minutos

Gustavo: Ótimo. Deixe tudo em cima da minha mesa, pegarei e irei pelo meu elevador particular para a sala de reuniões.

Cecilia: Sim Senhor Giordano. - Cecília fala e Gustavo desliga o telefone. Cecília entra no campo de visão de Loise suspirando e com o coração acelerado. - Acabei de dizer ao meu chefe para pegar o metrô e não fui demitida. - Cecília fala para a filha e Loise para a leitura para rir com a mãe, Loise não conhecia o Giordano, mas a imagem de um CEO andando de metrô era ligeiramente engraçada.

Loise: Os papéis estão todos em cima da sua mesa mãe. - Loise avisa e vai até a mãe para explicar o que fez - Aqui tem todos os lucros dos últimos anos como o Senhor Giordano pediu. Aqui eu fiz a comparação com o arrecadado pelo o pai dele, é incrível mãe! O senhor Giordano fez o mesmo valor de lucro em 4 anos do que seu o pai fez em todos os anos de CEO! - Loise fala com um brilho no olhar, ela via o chefe da sua mãe como um ídolo no ramo que ela queria seguir no futuro. Administrar uma empresa como Gustavo Giordano administra com tanta pouca idade, era o sonho da garota. - Aqui eu fiz um gráfico mostrando o crescimento das ações da G-Corp nos últimos anos graças a publicidade positiva para a empresa com as doações feitas pelo senhor Giordano e também uma lista de premiações que a empresa ganhou nos últimos anos. A argumentação dele está forte mãe. Se eles ainda sim tirarem ele, darão um tiro no próprio pé, já que a G-Corp tem seu símbolo como Gustavo Giordano.

Cecília: Estou orgulhosa de você - Cecília fala bagunçando as madeixas loiras da folha e dando um beijo em sua cabeça. - Agora volta para o seu livro que eu vou deixar isso lá dentro. - Cecília fala para a filha e a outra volta para o sofá. Gustavo chegaria em 5 minutos segundo as previsões de Cecília.

Capítulo 3 3 - Enteada

Gustavo: Os arquivos já estão na minha mesa Soares? - Gustavo pergunta enquanto passava como um furacão pelo corredor e nem notando a adolescente sentada no sofá lendo "O Capital" de Karl Marx entretida. Cecília se levanta e vai logo atrás dele.

Cecília: Estão sim, Senhor Giordano. - Ela fala para o homem apressado que pega as folhas e vai até o elevador

Gustavo: Enquanto vou até a reunião, você me conta o que temos - Gustavo diz entrando no elevador e Cecília no encalço. - E Cecília... – Gustavo chama a mulher antes de entrarem no elevador. - Nunca mais me faça andar de metrô se não for um caso de extrema necessidade.

Cecília: Sim Senhor Giordano. - Ela fala mexendo nos seus óculos nervosa - E sobre as anotações... eu tomei a liberdade de pôr algumas coisas a mais no material. - Cecília diz tímida ainda

Gustavo: Prossiga.

Cecília: Aqui tem todos os lucros dos últimos anos como o senhor pediu, uma comparação com o arrecadado pelo o seu pai nos anos dele de CEO, um gráfico mostrando o crescimento das ações da L-Corp nos últimos anos graças a publicidade positiva para a empresa com as doações feitas pelo senhor e por fim, uma lista de premiações que a empresa ganhou nos últimos anos. Está tudo bem auto-explicativo - Ela fala orgulhosa da filha.

Gustavo: Os dados são melhores do que eu pensei Soares. -Ele fala olhando a planilha e a apresentação feita. - Deseje-me sorte. - Gustavo fala saindo do elevador e indo em direção a sala de reuniões.

Cecília: Boa sorte senhor Giordano. - Cecília fala e as portas do elevador se fecham.

Gustavo então chega na porta da sala de reuniões e segura na maçaneta, respirando fundo. Hora da reunião da sua vida.

Gustavo: Então estava havendo uma reunião e não fui chamado? Que triste. - Gustavo fala adentrando na sala e todos olham para ele, brancos de medo. Eles mexeram com um Giordano, ele não perdoaria tão fácil.

- Senhor Giordano...

Gustavo: Então... Por que estamos aqui? - Ele pergunta para os acionistas

- Não acreditamos na sua história - Edge solta. - Você provavelmente criou uma história no calor do momento Giordano.

Gustavo: Escutem aqui. - Ele fala - Ao contrário de vocês, eu gosto de manter minha vida pessoal escondida dos holofotes. Mas a minha vida pessoal não importará se comparado as perspectivas que teremos caso me tirem do poder - Gustavo fala se distribui as anotações que havia mandado Cecília fazer. - Como podem ver... minha margem de lucro em 4 anos de empresa, fora a mesma quantidade da de meu pai em 30 anos de CEO, e as previsões futuras são melhores ainda. Além disso... as ações estão supervalorizadas graças a mim, resumindo senhores: Se me tirarem, vocês falem. - Ele diz cruzando os braços na ponta da mesa enquanto os homens se encaram indecisos sobre o que fazer agora. Ele tinha um ponto.

(...)

Loise: Um latte por favor - Loise pede a garçonete da lanchonete da L-Corp sua bebida enquanto segurava seu livro na mão - Obrigada Anne.

Anne: Na conta de sua mãe, El? - A garçonete pergunta e Loise nega

Loise: Não Anne. Aqui está - Ela fala entregando o dinheiro a garçonete e indo até a mesa ao fundo da lanchonete e sentando ali para continuar a ler enquanto o horário de sua mãe não acabava.

Anne: Senhor Giordano. - Anne cumprimenta o chefe - Que surpresa! Geralmente é Cecília que vem pegar os seus cafés.

Gustavo: Resolvi mudar um pouco - Ele diz simples. Aquela reunião havia sido cansativa e o moreno precisava de um plano urgentemente. Apenas conseguiu adiar aquilo, os sócios e acionistas iriam voltar ao assunto uma hora ou outra. Cobrariam ver sua noiva e enteada. Mas e agora? Onde tiraria uma noiva e uma enteada?!

Anne: Mudanças às vezes são positivas. - A mulher fala entregando o café para o chefe e dando uma piscadela. O outro apenas sorriu com o conselho e se retirou para sentar nas mesas.

Gustavo: Pensa Giordano! Pensa - Ele fala batendo com a mão na cabeça - Pensa... Pensa - Gustavo fala e dá um gole no café e vendo as pessoas da lanchonete. Mas algo lhe chamou a atenção, uma garota sentada nas últimas mesas com uma xícara na mão, e um livro de Karl Marx na outra. Ela estava extremamente entretida na leitura. - Essa é uma cena estranha. - O CEO fala se aproximando da menina e chamando sua atenção.

Loise: Qual das? - Loise fala olhando para o CEO e percebendo de quem se tratava - Você é... Você é Gustavo Giordano? - A garota pergunta

Gustavo: Sou sim porquê? - Ele pergunta a garota que oferece uma cadeira para se sentar.

Loise: Podemos dizer que eu sou uma fã sua. - Ela fala e Gustavo se senta junto com ela.

Gustavo: Pergunta rápida: por que alguém da sua idade está lendo Karl Marx? – Ele pergunta a menina intrigado.

Loise: Ele interpretou o capitalismo como ninguém. Eu gosto de ler para entender como isso tudo aqui - A menina fala fazendo um círculo por volta da cabeça como se dissesse a empresa e seu sistema inteiro. - Funciona. Acredito que você apenas pode administrar uma coisa, quando sabe como ela funciona. - Loise explica.

Gustavo: Não está errada - Gustavo fala para a garota. - Mas ainda é estranho.

Loise: Estranho é apenas uma questão de ponto de vista. - Loise responde o moreno dando de ombros e fechando o livro. - Não há idade para ser inteligente senhor Giordano.

Gustavo: Gostei de você. - Ele fala e nesse momento, por ironia do destino, ou azar dele, Edge aparece na lanchonete e encontra Gustavo sorrindo ao lado de uma menina, será que? Não... seria verdade mesmo? Ele tinha que tirar a prova.

- Então era verdade mesmo... - Morgan fala atrapalhando a conversa de Gustavo e Eloise, assustando Gustavo.

Gustavo: Edge. - Ele fala o nome do cara e Loise olha para ele, deduziu ser um dos acionistas. - O que faz aqui?

- Eu também sou humano e venho tomar um café Giordano. E que bom que vim, agora pude saber que sua noiva e enteada realmente existem. - Ele fala e Gustavo tensiona. Ele acha que a garota é sua enteada, e agora? O que ele faria? Céus! Gustavo estava perdido.

Loise: Eu existo? Como assim? - Loise pergunta olhando para ambos, em busca de uma resposta.

- E ela ainda lê O Capital... acertou em cheio Giordano - O homem continua a falar e Gustavo entra em choque. A garota havia sido aprovada pelo conselho e nem precisou dizer nada. E se ela negasse Morgan ali? O que aconteceria? – Ela vai para o jantar anual no fim de semana junto com você e sua noiva?

Noiva? Enteada? Loise estava confusa, da última vez que conferiu, sua mãe nem namorado tinha. Será que Cecília estava escondendo o tempo todo? Não. Ela nunca esconderia isso. Então Loise se levanta entendendo tudo, Gustavo estava a usando naquele momento para ter aprovação do conselho, e uma Soares nunca seria usada.

Loise: Eu já vou indo. Minha mãe já deve estar me procurando - Loise fala fria e seca, poderia muito bem negar tudo, fazer o que Gustavo não fez, mas o homem estaria em lençóis piores para negar tudo depois, então a melhor opção para Loise, foi a pior para Gustavo. - Passar bem - ela diz e sai dali tirando o celular do bolso para ligar para a mãe e saber onde ela estava. Graças a Deus seu horário já havia acabado.

- Gostei dela. Parece ter o pé no chão, a mãe deve ser parecida - Edge diz - Como disse, espero encontrá-lo na festa. Adeus Giordano. - Edge fala e sai, deixando um Gustavo sozinho, e mais uma vez, desesperado.

Gustavo: O que eu fiz? - Ele diz batendo a mão na testa em desistência. Onde encontraria aquela menina de novo? E como convencer ela a se passar por sua enteada?

Baixar livro

COPYRIGHT(©) 2022