SEOYUN.
Me olhar no espelho e não me reconhecer é um verdadeiro caos... Eu me pergunto sempre quando foi que me tornei essa mulher, quando as coisas saíram tanto do meu controle assim? Afinal quem sou eu de verdade?
Eu passei anos da minha vida achando que sabia o que estava fazendo, que tinha o controle de tudo e que nada seria capaz de me abalar, mas eu me enganei, parando para pensar eu vejo que eu não tenho controle de exatamente nada, nem mesmo da minha vida.
-A sessão de fotos começa em cinco minutos, Seoyun.
Ouço a voz de Nabi que apenas falou atrás da porta de meu camarim, será que se eu sair pelas portas dos fundos vão notar que eu sumi? É, acho que é uma péssima ideia, o negócio é enfrentar mais um dia de trabalho como se fosse o dia mais perfeito do mundo.
Vou tentar ignorar as outras dez sessões de fotos dessa semana, e os dois desfiles que preciso ir também...Não, a vida de uma modelo não é nada fácil, e quem disser por aí a fora que é a melhor coisa do mundo por favor pode dar um tapa no meio da cara dessa pessoa. De fato, eu admiro muito quem faz tal coisa por amor, só que no meu caso eu não queria isso para mim, mas perdi o controle da minha vida aos onze anos que foi quando todo esse inferno começou.
-Vem cá, deixa eu ajustar essa roupa.
Ouço a voz de Dahye e logo me levanto para ela ajustar minha roupa.
-Você se alimentou?
Ela me perguntou enquanto estava ajeitando algumas coisas em minha blusa.
-Eu comi uma salada de frutas de manhã.
Respondo simples esperando ela terminar o que estava fazendo.
-Céus está com uma mera salada de fruta no estômago, desde as seis e meia da manhã?
Ela me perguntou de olhos arregalados e eu concordei... Sim eu tenho uma certa paranoia em relação ao meu peso, mas vamos combinar que talvez toda modelo tenha uma certa paranoia quando se trata de peso.
-Quantas vezes eu vou precisar te dizer, que você não está acima do peso? Tem que se alimentar direitinho garota, você pode passar mal, sabia?
Ela me disse e eu revirei os olhos, é sempre a mesma coisa, o mesmo sermão e talvez algumas vezes é um pouco pior, mas eu sei o que estou fazendo... Eu estou ótima, eu conheço o meu corpo.
-Você entra no estúdio em vinte segundos Seoyun.
Nabi me diz antes que eu possa dizer algo a Dahye, então apenas afirmo e termino de me arrumar.
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A sessão de fotos foi bem tranquila, é sempre a mesma coisa, sabe? Pega o produto e finge que é a melhor coisa do mundo, e eu dou sempre o meu melhor... Dou o meu melhor sorriso e finjo para o mundo que a minha vida é totalmente perfeita só porque sou famosa e rica.
Acreditem, fingir que estamos felizes ou bem é a pior coisa que existe, mas eu tento...
-Você foi ótima, olha só amanhã tem uma reunião para falarmos sobre seu novo contrato com a Korean Fashion, e também vamos falar sobre a sua volta para Coreia.
Meu agente disse e eu apenas afirmei dando um pequeno sorriso... Voltar para a Coreia não era algo que estava em meus planos agora, mas não tenho muito para onde correr, a mídia coreana é um saco e eu posso afirmar que eles me odeiam, sim até demais.
Já surgiram tantos boatos sujos sobre mim, como um em que eles falam que só estou no topo porque fiquei com certas pessoas com poder, e isso é um absurdo, por que eu venderia meu corpo para ter algo que nem sequer gosto? Eu não seria tão louca assim.
Outros dizem que só estou no topo graças a minha mãe, o que talvez seja verdade, afinal minha mãe foi uma grande modelo e atriz, e ela fez questão que eu seguisse o legado dela e aqui estou eu.
Fechar contrato com a Korean Fashion para mim é um caos, não pela empresa, mas sim pelo dono dela... Kim Jongsun, o cara mais irritante e ridículo que existe, a gente não se suporta e já nos esbarrando nas ruas de Busan algumas vezes, o que foi um saco, ele não gosta de mim pelo que vê e ouve na mídia, e eu não o suporto pelo simples fato dele acreditar em tudo que é dito sobre mim nas revistas de fofocas, então trabalhar para ele vai ser um inferno.
E aí você deve tá se perguntando: Ah então por que vai trabalhar para ele, se vocês não se suportam?
Primeiro porque o salário é ótimo, segundo eu vou poder ficar quietinha em uma única cidade durante cinco anos, e terceiro... Eu não tenho escolha, afinal quem cuidou de tudo foi a minha mãe, e para ela fazer qualquer negócio com a família Kim é motivo de sucesso, então eu apenas sigo o roteiro porque no fim de tudo ela é a minha mãe e sabe o que é melhor para mim.
-Você tomou seus remédios?
Dahye perguntou assim que entrei no meu camarim para trocar de roupa.
-Sim eu tomei, estou bem, não se preocupe.
Digo olhando para ela, tem sempre alguém de olho em mim perguntando se tomei meus remédios, talvez seja medo que eu surte do nada e não saiba lidar com essa situação sozinha, pessoas burras que esquecem que passo a noite toda sozinha lidando com meus monstros internos e tentando não pensar em fazer uma besteira.
-Vamos almoçar, dessa vez eu quero ver você comendo, só assim vou ficar de fato tranquila, quem sabe depois do almoço você possa descansar.
Ela disse pegando a bolsa e colocando seus pertences dentro.
-Tenho entrevista às duas da tarde, vou dar uma passada no médico às três e meia, e tenho academia às cinco horas, acha mesmo que vou ter tempo de descansar hoje?
Digo olhando para ela, que parece ficar cansada só em me ouvir falar dos compromissos do dia.
-Eu não sabia que tinha tudo isso para fazer hoje.
Dahye me disse um tanto preocupada, porque de fato eu mal tenho tempo de dormir, ou de comer e quando tudo isso ocorre é em um curto tempo, então são coisas que me deixam sobrecarregada e que acabam preocupando não só Dahye como meu agente também.
-A entrevista foi coisa de última hora.
Digo simples.
-Deixa eu adivinhar, coisas da sua mãe?
Ela perguntou revirando os olhos... E de fato foi coisa da minha mãe, porque para ela me ver parada é perda de um flash em cima de mim, ela quer me ver sempre na ativa sendo sempre sorridente como se a minha vida fosse perfeita, e ai de mim reclamar de algo.
As pessoas têm a mania de achar que só porque sou rica é que sou feliz, mas não é bem assim que as coisas funcionam, se cada pessoa que me admira por me achar perfeita soubesse o inferno que passo todos os dias, elas não diriam que o dinheiro é o motivo da minha felicidade, porque na verdade na vida que levo eu não sou feliz, eu tenho tudo aquilo que sempre sonhei, mas isso não significa que eu seja realmente feliz... Afinal quem é feliz fazendo algo que não ama? Essa sou eu, então sejam bem-vindos a vida de... Lee Seoyun!
JONGSUN.
A vida é repleta de surpresas, e foi com uma dessas surpresas que fui pego, me tornar pai tão cedo não era lá meus planos, mas a vida quis assim então tive que me adaptar.
Hoje sou pai da garotinha mais linda do mundo que se chama Kim Agnes, o amor da minha vida, a garota que mais amo nesse mundo e apesar das loucuras que aconteceram eu não me arrependo de nada, faria tudo de novo só para ter essa garotinha pra mim.
Perder Nina enquanto ela dava à luz a nossa pequena foi uma das piores dores que senti em minha vida, afinal eu perdi a mulher com quem fui casado e apaixonado por tanto tempo, lidar com a dor da perda e cuidar de uma bebê recém-nascida foi uma das coisas mais complicadas que ocorreu em minha vida.
Quase enlouqueci, ser pai solteiro foi algo assustador no início porque Agnes foi uma criança pra lá de chorona e não tinha babá no mundo que ela aceitasse, talvez a falta de sua mãe fizesse que ela se acalmasse apenas comigo já que conversei muito com a pequena enquanto ela estava na barriga de Nina, então podem imaginar o quão difícil foi cuidar dela e administrar minha agência...
Hoje sou pai de uma princesa de oito anos, Agnes é uma garota esperta e muito madura para a idade, e isso é algo de si mesma, ninguém a forçou a ser assim, e eu me orgulho muito da minha pequena garotinha e por ela eu dou a minha vida!
-Papai acorda...
Ouço a voz baixinha de minha filha, logo sinto um beijo em minha bochecha e abro meus olhos, logo vendo ela em cima de mim toda arrumada para ir à escola, prometi levá-la hoje, pois com a vida corrida que tenho deixo sempre essa parte para o motorista... Porém nunca deixo de dar atenção a minha pequena, afinal ela é uma criança que precisa de todo amor e carinho, então sempre que posso levo ela à escola, ou para almoçar e algumas vezes a levo para agência onde ela se dá muito bem com todos os funcionários.
-Oh, bom dia meu amor.
Digo olhando para ela que sorri largo e me abraça.
-Já tomou café?
Pergunto me sentando na cama enquanto ela se sentou ao meu lado.
-Já sim papai, e eu pedi para a Ana trazer seu café da manhã também.
Ela disse apontando para a bandeja de comida que está na mesinha próximo a minha cama, dou um sorriso para a mesma e dou um beijo em sua testa.
-O papai vai comer e tomar um banho, e aí a gente segue para a escola tá bom?
Pergunto vendo ela concordar toda sorridente...
-Tudo bem papai, ainda temos uma hora.
Ela me falou e eu assenti, então pego um copo de suco para dar início ao meu café da manhã.
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-Chegamos, boa aula meu amor.
Digo estacionando o carro em frente a escola, desço e abro a porta para Agnes descer e assim ela faz.
-Obrigada por me trazer papai, tenha um bom dia de trabalho.
Ela disse após me abraçar, por fim ela seguiu para dentro da escola logo encontrando alguns coleguinhas de classe ali, e eu entrei no carro e dei partida para a agência não demorando para chegar na mesma, já que não peguei trânsito.
-Bom dia, senhor Kim.
Luana, minha secretária, fala assim que adentro o lugar.
-Bom dia Luh, o que temos para hoje?
Pergunto pegando o café que ela sempre me traz quando chego, pois sem o café da cafeteria da frente da agência eu não trabalho direito, tem que ter sempre o café.
-O senhor tem uma reunião às dez, revisão de contratos às doze e vinte, outra reunião às duas e meia, ah e o contrato de Lee Seoyun chegou hoje já assinado pela mesma, o agente dela disse que assim que os trabalhos dela fora da Coreia derem finalidade ela começa a fazer parte de nossa agência.
Luana disse tudo andando ao meu lado enquanto eu prestava atenção em cada palavra dita por si.
-Tudo bem então, vou me preparar para a reunião.
Digo abrindo a porta do meu escritório.
-Sim senhor, assim que faltar minutos para dar início eu venho avisá-lo.
Ela disse e por fim saiu dali me deixando sozinho, digamos que Lee Seoyun não era bem uma pessoa que eu gostaria de ter em meu convívio, ela é uma garota arrogante, egoísta e mimada e eu não a suporto... Sem contar que ela só está no topo por conta de sua mãe, e por ter seduzido alguns empresários famosos.
Eu não a queria em minha agência, mas por questão de ambas as famas eu meio que não tive para onde correr, a notícia que ela poderia em breve fazer parte de minha agência circulou rápido por toda Coreia, e eu fui interrogado diversas vezes sobre tal assunto, por fim acabei por afirmar que ela vai mesmo fazer parte da Korean Fashion o que fez o público ir a loucura. Também aceitei ela aqui por conta de sua mãe, senhora Lee é uma mulher que tem bastante amizade com meus pais então ela pediu isso a mim e ao meu pai, alegando que precisa ficar mais perto da filha e tudo mais, então digamos que todos precisam mesmo ser gratos a mim, que fui um homem de bom coração e aceitei fechar contrato com aquela garota chata.
E se ela pensa que vai entrar na minha agência e seduzir meus funcionários, ela está bem enganada vou logo deixar claro assim que ela pôr os pés aqui, que o buraco é mais embaixo e que ela trate de se comportar, não digo que vamos ser amigos eu serei totalmente profissional e espero o mesmo dela, não é nada pessoal eu só não gosto dela por ser tão dada a qualquer um, aqui eu serei seu chefe e ela vai ter que me obedecer, afinal minha agência... Minhas regras.
Eu gosto de tudo do meu jeito, se não for assim as coisas passam a ser complicadas, nunca tive problema nenhum com modelos aqui, sou sim um chefe rigoroso porque tudo para mim tem que ser perfeito e se algo sai do controle eu saio junto, talvez seja por ser assim que a minha empresa é tão bem sucedida, porque eu não deixo que ninguém faça o que bem entende aqui dentro, meus contratos são todos avaliados com cautela e todas as empresas com quem tenho parceria são de alto sucesso...
Ouço batidas em minha porta e logo autorizo a entrada da pessoa que está do outro lado.
-Senhor Kim, sua reunião começa em trinta minutos, deseja algo antes de darmos início?
Luana me perguntou simples, ela sempre foi uma secretária exemplar e está comigo desde que iniciei a agência, sempre muito competente e faz tudo do jeito que eu gosto, além de me respeitar e claro eu a respeito muito, ela é casada e tem um menininho que é a coisa mais linda, conheço seu esposo que também é amigo de minha família, enfim nos damos bem e isso é o mais importante aqui.
-Oh... Na verdade preciso de um remédio para dor de cabeça, pode trazer para mim?
Pergunto vendo ela concordar e sair para ir buscar, o fato de pensar demais em ter Lee Seoyun aqui me deixou com dor de cabeça, mas vamos deixar algo bem claro aqui ok? Saibam que eu odeio... Lee Seoyun!
SEOYUN.
Digamos que a volta para Coreia foi um tanto tranquila, e como já é de esperado tinham várias pessoas no aeroporto esperando por mim, e vários fotógrafos também registrando meus passos como sempre... Nesse mundo maluco tem sim as pessoas que me odeiam, e tem as que gostam ou me aceitam e eu já sou acostumada com isso, então nenhum hater me abala!
Porém me sinto desconfortável no meio de tanta gente, não é que eu não goste de ver essas pessoas, mas não é todo dia que vamos estar dispostos a ficar posando para fotos e sorrindo como se o mundo fosse colorido até demais... Ou talvez eu só seja antissocial mesmo, mas sou obrigada a estar no meio das pessoas todos os dias de minha existência.
Após todo tumulto no aeroporto, eu Dahye e Eun, finalmente pegamos o carro e seguimos para minha casa... Voltar a Busan não é legal, pois me traz péssimas lembranças, será que é errado odiar a cidade em que nasci? Eu sinceramente espero que não... Eu odeio esse lugar, porque foi aqui que fui abandonada pelas pessoas que eu tanto amava, e foi aqui que todo inferno na minha vida se deu início, então estar de volta causa em mim certos gatilhos.
-Misuk não virá hoje, vai ficar bem sozinha?
Eun me perguntou no momento em que adentramos minha casa.
-Irei ficar bem, não precisam ficar preocupados... Vão para casa e descansem, afinal vocês merecem um tempo sem ter que ficar comigo enchendo o saco de vocês.
Digo rindo e vejo Dahye revirar os olhos.
-Não fale bobagens, sabe que para nós não é problema nenhum ficar ou cuidar de você.
Ela disse vindo até mim e me abraçando com todo carinho do mundo.
-Tá bom, mas vou ficar bem, eu prometo... Preciso apenas de um banho e dormir um pouco, mais tarde peço algo para jantar.
Falo simples e vejo ela sorrir concordando.
-Sua mãe não vai vim te ver?
Eun perguntou curioso e eu apenas neguei.
-Ela nunca vem, por ser uma mulher ocupada, sabe? Um dia no shopping outro no salão, essas coisas.
Digo dando um pequeno sorriso para não mostrar que fiquei mal com as minhas próprias palavras.
-Oh, tudo bem... Olha só, mais tarde a gente te liga para saber se está tudo bem, por favor não esqueça de tomar seus remédios ok?
Dahye disse me abraçando novamente e eu apenas concordei.
Por fim me despedi do casal que saiu de minha casa, olhando ao redor me bateu um arrepio, essa casa é super grande e além de grande é vazia e repleta da cor branca, e de verdade eu odeio isso aqui.
Eu queria ter coragem de enfrentá-la, de falar o que realmente penso e jogar tudo o que sinto sobre ela, para que ela pudesse ao menos se colocar no meu lugar e tentar me entender, mas são as palavras vindas dela que me faz desistir de tudo e seguir a minha vida no automático de sempre.
Minha mãe é uma mulher decidida que não tem medo de enfrentar as pessoas, sempre teve muita classe, porém sempre foi discreta em tudo que faz, ela fez Doramas que estouraram dentro e fora da Coreia, e desfilou para as melhores marcas de roupas, sapatos e etc... Ela é uma mulher muito bonita no auge dos quarenta e um anos, ama saltos sempre está com os cabelos longos preso em um rabo de cavalo alto, usa sempre batom vermelho e seu corpo sempre está vestindo um vestido longo até os joelhos, uma mulher realmente muito elegante... Porém parece que me esconde tantas coisas, eu olho para si e vejo o quanto seu olhar é vazio, não tem o brilho real, nem mesmo parece ser um olhar esperançoso, e talvez só talvez, seja isso que me faz desistir de enfrentá-la.
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A noite para mim foi um tanto complicada, eu tomei os meus remédios, mas parece que já não fazem mais efeito como antes, passei praticamente a noite toda em claro e quando peguei no sono não demorou para meu despertador tocar, indicando que preciso enfrentar mais um dia de trabalho.
-Bom dia Misuk.
Digo adentrando a cozinha e vendo a mais velha ali, Misuk cuida de mim desde o meu nascimento, ela tem a mesma idade que a minha mãe e sempre cuidou de mim com muito amor e carinho como se seu amor por mim fosse infinito... Tão diferente de minha mãe.
-Bom dia minha princesa, eu estava morrendo de saudades de você meu amor, está bem? Está com fome? Eu fiz panquecas para você.
Ela disse após me abraçar com força demonstrando o quanto estava realmente com saudade de mim, engraçado como me sinto acolhida em seus braços, sabe aquele abraço com sentimento de lar? Pois é, o abraço de Misuk é exatamente assim.
-Você emagreceu garota... Lee Seoyun não me diga que voltou a fazer dietas malucas... Pelo amor de Deus em, não me faça ter um siricutico uma hora dessas.
Ela disse após me analisar de cima a baixo e eu dei uma risada.
-Oh por favor, se acalme, não estou fazendo dieta, apenas trabalhei demais e isso acaba atrapalhando em todas as coisas na minha vida como sono e alimentação, mas não se preocupe que tudo vai ficar bem.
Digo sorrindo na tentativa de acalmá-la.
-Hum... Eu não quero que volte a fazer aquele tipo de dieta, tá me ouvindo? Não quero que passe mal... Agora venha comer, para poder tomar seus remédios da manhã.
Ela disse me puxando para o balcão da cozinha onde ela colocou meu café da manhã a minha frente, então começo a comer as panquecas com suco natural de laranja e estava tudo de fato uma maravilha, por fim tomei meus remédios e terminei de me arrumar para poder sair.
-Nos veremos no almoço, ok? Tenha um bom dia Misuk-ah.
Digo dando um beijo em sua bochecha, e sigo para meu carro hoje é o dia em que vou precisar estar no mesmo ambiente que Kim Jongsun, e eu juro que não sei se tenho humor para isso...
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Adentro a Korean Fashion ao lado de Eun, já que ele é meu agente e tem que estar comigo em qualquer coisa que eu vá fazer, hoje é aquele dia em que nós vamos conversar sobre as regras da empresa, e quais as empresas da moda vou trabalhar, vamos falar também sobre a questão dos dias que vou ter entrevistas, ou que vou ter que vir posar para fotos, a mesma coisa de sempre sabe? Porém nem todas as agências exigem tanto de nós assim, mas como isso aqui é administrado por aquele ser chamado Kim Jongsun, eu já deveria estar pronta para enfrentar tanta frescura vindo dele.
-Olá bem-vindos, o senhor Kim já está aguardando por vocês na sala de reuniões, por favor me acompanhem.
Uma moça de cabelos pretos disse a nós assim que nos viu ali, então nós a seguimos para tal sala onde o senhor arrog... Quero dizer a sala onde Jongsun já está à nossa espera, eu e Eun adentramos o lugar e lá está o senhor poderoso com seu nariz em pé, vejo ele me encarar com um certo deboche, mas nem sequer um bom dia ele me dá... O dia vai ser longo, e eu vou lutar para não matar um, em específico Kim Jongsun esse ser irritante do cacete!