JULIETE CASTRO
- Julie, vamos andar de bicicleta um pouco, estou muito preguiçosa preciso me exercitar.
Ariane era minha melhor amiga e estava me chamando para fazer a coisa que eu mais odiava no mundo, eu andava de bicicleta muito mal, nunca aprendi direito e por isso não gosto.
- Sério, Arie? - cruzei os braços olhando para ela com cara de ironia. - Andar de bicicleta, tudo que mais amo no mundo? - sou irônica e Ariane riu alto, e a olhei com mais ironia ainda.
- Pare com esse medo de andar de bicicleta, precisa praticar ou nunca vai aprender!
Ela riu sem parar, olhei para minha melhor amiga: ela é uma bela mulher negra, de cabelos ondulados. Com um sorriso largo e cativante, somos amigas desde o primeiro ano da pré-escola, ela é mais que uma irmã.
- Eu não vou! Podemos caminhar!
- Vamos de bicicleta, eu comprei uma caríssima, parcelei em vinte e não uso - Ariane resmungou.
É verdade ela comprou uma bicicleta caríssima, disse que usaria parar ir até a faculdade e me fez comprar uma igual.
- E me fez comprar uma também, deveria ter feito você pagar, nunca usei essa porcaria!
- Vai usar agora, vai colocar uma roupa leve e vamos!
Ariane me arrastou escada acima até meu quarto, acabei cedendo, me troquei, coloquei um top e um shorts para me exercitar, prendi meus cabelos num rabo de cavalo e descemos. Ariane e eu fomos até a rua para irmos até a ciclovia, então começamos a pedalar.
- Seu pai e sua mãe, vão fazer a festa de aniversário de casamento deles na Itália mesmo?
Eu não conseguia me concentrar direito, é constrangedor não saber andar de bicicleta, puta merda eu pareço uma criança.
- Relaxa, Juliete!
Ariane ri do meu desespero quando chegamos em uma descida, ela não era longa, mas bem inclinada.
- Meu Deus por que eu aceitei isso?!
Ariane só ria, e eu devia socá-la, saí de cima da bicicleta.
- Vem logoooo!
Ariane passou por mim descendo a rua em velocidade.
- Vou te matar, desgraça! - falei voltando para bicicleta e a seguindo.
MARCO BELLINI
- Onde ele está? -olhei para o homem à minha frente, o maldito tinha resistência não posso negar isso.
Peguei minha faca e calmamente me aproximei, a passei lentamente de sua testa até seu queixo e estava tão afiada que sem fazer força, o sangue escorreu do maldito, cortando sua pele como se fosse um pedaço de carne bem amaciado.
- Eu não sei, não tenho mais contato com ele.
Matteo meu irmão passou por mim como um raio, furioso, e tomou a faca da minha mão, a enfiando dentro do olho do homem, que urrou desesperado se debatendo na cadeira, como se estivesse com o corpo em chamas.
Ele arrancou o olho do homem que saiu grudado na faca, como um espeto de doce de halloween, cheio de sangue. O homem gritou e se debateu desesperado, enquanto o sangue saía de seu olho o sujando ainda mais.
- Se não falar agora, você vai comer seu próprio olho, enquanto arranco o outro!
Eu ri, Matteo é meu irmão mais novo, e sua paciência é algo admirável, pois é algo tão impossível de se ver que quando via, tinha que admirar.
- Eu amo o quanto é paciente, fratello!
- Esse merda está demorando demais, não temos o dia todo, dannare! - Matteo falou, segurando o pescoço do homem.
- Você tem cinco segundos para dizer onde o Demitri está - Matteo aproximou a faca – com o olho espetado, da boca dele.
- Ele não usa mais o nome Demitri, porra! Seus italianos malditos, vou matar todos vocês!
Ele foi calado com o soco que dei em sua boca, alguns dentes dele caíram em seu colo.
- Seja rápido! - falei ouvindo os urros de dor do maldito, enquanto seu sangue escorria por todos os lugares.
- Eu não sei onde ele está, só sei que o nome que ele usa agora é Rodrigo Alencar.
- Já é um começo, obrigado por sua colaboração, nos vemos no inferno! - Matteo falou e enterrou a faca direto no coração do maldito, que gritou e se debateu que nem um frango sendo abatido e logo seu corpo nojento estava sem vida na cadeira.
- Limpem tudo!
Ordenei aos meus soldados tirando minhas luvas e conferindo se ainda estava limpo, meu irmão fez o mesmo.
- Vou começar a investigação Don Marco! - disse Lucas o nosso sottocapi e melhor amigo de infância.
- Faça isso, Capi. - falei sério. - Vamos almoçar fratello?
- Sim, o bom de estar no Brasil é a boa comida, e esse maldito me esgotou, preciso repor as energias, andiamo fratello!
Eu e Matteo saímos do galpão e seguimos até o carro que alugamos enquanto estivermos aqui. Viemos para o Brasil em busca de vingança, o filho da puta que acabou com a nossa irmã mais velha, vai sofrer em nossas mãos, e isso eu garanto.
Entramos no carro e seguimos até um restaurante perto do hotel que estamos hospedados, Assim que saímos do carro ouvimos gritos desesperados de uma mulher:
- Saiam da frente!
Olhei na direção dos gritos e vi uma mulher descendo a rua em uma bicicleta totalmente descontrolada, a moça colocou as mãos no rosto e antes que pudéssemos fazer algo, fomos atingidos pela maluca.
- Sborra, maledetta!
Matteo gritou furioso, a mulher tirou as mãos do rosto e o que vi me deixou totalmente hipnotizado: é o rosto mais lindo que vi na vida, olhos grandes e arregalados, de um azul tão cristalino que me perdi por alguns instantes. O nariz fino e empinado levou a uma boca rosada e carnuda.
Muito tentadora. Senti minha boca seca e sedenta de vontade de experimentar aqueles lábios perfeitos.
- De...desculpem.
Ela murmurou num fio de voz, tomada pelo susto. Matteo se levantou do chão e praticamente a jogou para cima de mim, ela é tão pequena e frágil, uma perfeição, acabei segurando sua cintura para ela não cair no chão.
- Va tutto bene, angelo biondo? -falei tocando seu rosto e tirando o cabelo de sua face.
- O que disse? - ela perguntou com uma voz doce e tão bela que me pareceu uma doce melodia.
- Se você está bem, anja loira - falei sorrindo e vi as bochechas dela corarem a deixando mais linda ainda.
Então ela foi arrancada de cima de mim, por Matteo que a segurou pelo braço furioso.
- Esta maluca? Trabalha para quem, para se jogar em cima de nós assim?!
Matteo sacudiu a garota em fúria e ela o olhou com os olhos arregalados de medo. Essa paciência admirável do meu irmão... pensei ao me levantar.
JULIETE CASTRO
Meu Deus que homem louco, é só o que vem à minha mente. Eu perdi o controle da bicicleta e desci a rua como uma louca descontrolada, e acabei caindo... ou melhor atropelando, esses dois homens, e agora estou sendo sacudida por um deles que berra em italiano comigo, e pelo tom de voz, ele deve estar me xingando e muito.
- Larga a garota, fratello!
O outro falou, calmo, o que me sacudia parou, mas não me soltou.
- Desculpa meu irmão, bella mia, ele ainda não aprendeu bons modos diante de una ragazza bellizima!
Ele falou com um sotaque italiano simplesmente lindo, aliás ele é lindo de verdade, muito alto, acho que passa dos dois metros, tem ombros largos, forte, mas não muito musculoso, bronzeado e com um sorriso lindo. Jesus que homem... pensei encarando ele.
Eu não sabia o que fazer, estou morta de vergonha, que humilhação não saber andar de bicicleta e ainda atropelar não só uma, como duas pessoas.
- Me desculpem? Por favor, me desculpem? - minha voz saiu tremula devido a vergonha, o susto e o pavor que esse bombado à minha frente me causou.
- Desculpa o caramba! Você trabalha para os nossos inimigos, veio se aproximar de nós com esse rostinho de anjo para nos confundir!
- O que?! - falei ao olhar para esse outro que gritou comigo, sem entender o absurdo que esse cara me falou, que merda de inimigos são esses?
- Para de ser paranoico, irmão - o cara muito lindo fez o outro – que também é lindo e extremamente forte, me soltar. - Se machucou, bella mia?
- Ahh... eu estou bem, eu sinto muito de verdade, sinto muito.
Eu não sabia onde enfiar a minha cara de tanta vergonha e para ajudar, Aria se aproximou de mim e chorava de tanto rir.
- Eu filmei, eu filmei tudo! - Aria ria apontando para seu capacete que tinha uma câmera embutida.
- Eu vou te matar, Ariane! – eu falei furiosa.
- Desculpa senhores a bebezona aqui, não sabe andar de bicicleta!
- Cala a boca Ariane! – eu devia estrangular ela.
O gostoso que me sacudiu começou a rir e eu olhei furiosa para ele.
- Qual é a graça? – eu falei o encarando séria.
- Quem não sabe andar de bicicleta? Minha sobrinha de seis anos sabe andar de bicicleta!
O idiota ria feito uma hiena, senti meu rosto esquentar de raiva e vergonha.
- Eu não sei e não é da sua conta! - levantei minha bicicleta, que vou jogar no lixo, olhei para os dois gatos à minha frente.
- Desculpa ter atropelado vocês, se não se machucaram, já vou indo!
- Almoça com a gente, bella mia? - o mais a tatuado deles perguntou.
- O que?! – eu e o bombado falamos juntos.
- É pazza? Non conosciamo nemmeno suo, fratello - o bombado falou ao tatuado.
-Ma voglio incontrarla, fratello! - O tatuado respondeu, eu fiquei olhando de um para o outro e puta merda, eles são sexys demais falando em italiano, muito mesmo.
Senti um calor estranho entre minhas pernas só de ouvi-los conversando entre si, achei os dois gostosos demais. Afastei os pensamentos rapidamente, eu nem conhecia esses dois e já sentia esse calor estranho.
- Sborra, pensa solo a testa bassa!
- Guarda questo angelo biondo e dimmi, si ai pensato la stessa cosa?
- Nemmeno, fratello (Não mesmo, irmão)!
- Quindi pela prima volta, non sarema interessaria alla stessa ragazza!
- Non o detto che non ero interessato a lei, fratello!
- Quindi non perdiamo tempo e lasciamoci tutto per noi!
- Siamo fidanzati, te ne sei dimenticato, fratello?!
- É solo um affare do mafia, so che questa ragazza é nostra.
- Bom eu não faço ideia do que estão falando, e parece ser importante! desculpa mais uma vez, tchau! - eu tentei passar e o tatuado barrou minha passagem.
- Calma, bella mia almoce conosco! - o tatuado disse me lançando um largo sorriso, e fiquei uns instantes perdida naquele lindo sorriso.
- Nós aceitamos, mesmo não tendo sido convidada, eu me convido!
Eu olhei para Arie, ela estava querendo levar um soco, só pode.
- Claro que está convidada, signorine! - o tatuado sorriu polido, para Ariane, eu cruzei os braços.
- Sinto muito, estou ocupada, não posso ir!
- Ocupada com o que? Coçar o saco, que você não tem, o dia todo?
- Arie, cala a boca!
- Por favor, bella mia, nos compense o atropelamento, com sua companhia no almoço! - o tatuado se aproximou de mim, e eu dei um passo para trás.
- É só um almoço garota, anda logo, para de frescura, piccola strega! – o bombado falou e revirei os olhos, é um gato gostoso, mas um idiota.
- Vamos Julie! Já estou faminta quero almoçar!
- Não queria vir fazer exercício? Agora quer ir comer? Não pedalamos nem meia hora!
- E você quase matou duas pessoas nesse pouco tempo, não quero mais correr riscos!
Os dois italianos riram e eu senti aquele calor me invadir de novo.
- Vamos, bella mia! - o tatuado chamou e eu suspirei, podem ser dois loucos tarados, mas a culpa por tê-los atropelado falou mais alto.
- Ok, vamos então! - falei, por fim, ajeitando a minha roupa e vi que o tatuado me olhou atentamente, parecia me despir com os olhos, cheguei até a ficar envergonhada pelo jeito que me olhava.
Ele era muito bonito, mas também assustador, não tanto quanto o bombado que realmente é um monstro de grande e pavoroso.
- Que bom que aceitou, bella mia, estamos de férias e precisamos de alguém que nos mostre os melhores lugares para se conhecer por aqui! - o tatuado falou.
- Nossa, conheço um monte de lugares, inclusive eu e a Julie vamos à uma boate hoje à noite, é aniversario de um amigo nosso, vocês poderiam ir! - Ariane falou enquanto entrávamos, eu resmunguei e concluí que ela realmente precisa ser morta no tapa hoje!
MATTEO BELLINI
Eu olhava para aquela garota, ela era linda não tinha como negar, senti algo esquisito só de olhar para ela, mas não penso como meu irmão, que acha que assim que colocar os olhos em uma mulher vai saber na hora que é sua alma gêmea?
A mulher de nossas vidas? Já que sempre gostamos da mesma mulher, é algo que acontece conosco, geralmente vemos isso acontecer com irmãos gêmeos que são muito unidos. Eu e ele não somos gêmeos, mas somos unidos como se fossemos e se uma mulher atrai um consequentemente atrai o outro.
Mas eu não quero ser capacho de mulher nenhuma e quando se ama de verdade, acaba virando um cachorrinho, eu não quero isso, não sirvo para ser domado por ninguém. Nunca, nem por essa coisinha linda à minha frente.
- Scusa, não nos apresentamos sou Marco, e esse é meu irmão Matteo Bellini! - meu irmão falou, sem desviar os olhos da garota.
Ele não conseguia disfarçar seu interesse, devorava a garota com os olhos, ela parecia notar isso e ficava muito sem graça, muito linda aliás, com as bochechas e a ponta do nariz vermelhinho, uma gracinha, parecia uma pintura de tão bela, e as sardas que ela tinha eram muito fofas.
Porra, ta louco, Matteo? Eu me repreendi mentalmente por estar com esses pensamentos bobos, eu nunca pensei tão carinhosamente em mulher alguma, eu só queria foder e pronto.
Agora estou pensando essas idiotices que com certeza, vinha de Marco. Desviei meu olhar dela, me achando um idiota, eu sou o capo da máfia, não tenho sentimentos por ninguém, foi assim que fui ensinado e gosto de ser assim, e ninguém vai mudar isso, nem que eu tenha que matar essa garota para não vê-la nunca mais, ninguém vai me fazer ter sentimentos bobos e inúteis.
- Sou Juliete Castro - ela falou, e agora mais calmo, pude ouvir sua bela voz, tão bonita, forte e doce ao mesmo tempo, deve ser um espetáculo ela gemendo com essa voz, sentando no meu pau.
Olhei aqueles belos seios no top de ginástica, eram perfeitos, grandes do jeito que eu adorava, devia ter os bicos bem rosadinhos e uma delícia de chupar.
Eu suspirei, lá estava eu com aqueles pensamentos de novo, eu não ia querer essa garota, se Marco a quisesse tudo bem, eu me recuso a ficar perto de quem me faz ter pensamentos assim, não sou e ninguém vai me deixar fraco, ainda mais uma mulher com metade da minha altura.
- Eu sou Ariane! São italianos isso é óbvio, estão de férias no Brasil? Vão ficar por quanto tempo?
- O menor tempo possível!
Falei amargo e Juliete me olhou e aqueles olhos azuis, que me fizeram estremecer.
- Porra! - eu me levantei bruscamente e bati na mesa a fazendo balançar, Juliete me olhou com os olhos arregalados, e nossa que linda, que linda, porra que linda.
Eu saí da mesa furioso comigo mesmo por não conseguir controlar meus próprios pensamentos, por isso não quero me apaixonar nunca, só uma atração mais forte por uma mulher eu já estou assim, imagina apaixonado, Deus me livre.
MARCO BELLINI
Meu irmão era um bruto mesmo, assustando essa pequena, tão bela e delicada como uma linda flor. Eu tinha toda certeza de que essa garota seria minha, e sim ela é a minha alma gêmea, sei que pareço louco, mas eu acredito nisso, sempre acreditei que quando a encontrasse, saberia e eu sei que é essa pequena loira sardenta, é nossa metade, minha e do meu irmão, mas aquele bruto lutará contra esse sentimento até o fim.
- Desculpem meu irmão, modos e educação são coisas que ele desconhece!
Eu falei e as duas riram e eu só conseguia olhar para a pequena linda garota à minha frente e seu largo sorriso que fez meu coração acelerar de tão bonito.
- Deu para perceber isso! – ela falou e eu sorri.
- Eu e meu irmão adoraríamos ir a tal boate que nos falou signorine, Ariane!
- Nos dê seu número e vamos nos falando para combinarmos um horário certo! - Ariane falou.
Eu passei meu número para elas e elas me passaram o delas e eu só salvei o da minha bela loira, e já mandei uma mensagem, com vários corações para ela, que olhou o celular e sorriu sem graça para mim, puta que pariu que garota fofa, com aquelas bochechas sardentas toda vermelha.
- A Julie não é muito de sair, e nem de socializar com as pessoas, dá para acreditar, com ela sendo assim tão bonita?!
- Quer parar de falar sobre mim, Arie!
- Realmente essa sua beleza é impressionante, bella mia!
- Ela é solteira! – Ariane falou.
- Posso dizer que saber disso me animou muito, ragazza -falei e minha bela loirinha virou o rosto, ela parecia ser tímida o que ne deixou ainda mais interessado, com uma puta beleza dessa e tão tímida assim.
Quando o garçom se aproximou ele foi logo beijando a bochecha da minha bela loirinha, e senti meu sangue ferver na hora, se estivesse na Itália eu arrancaria os lábios desse maldito na hora por encostar na minha bela.
Matteo ao voltar para mesa "esbarrou" nele acidentalmente, o fazendo cair no chão, eu e Matteo o olhamos ferozmente, ninguém iria tocar na nossa garota.
- Scusa, maledetto stronzo! -Matteo disse e o cara se levantou, o olhou confuso e furioso.
- O que disse, senhor?
- Apenas me desculpei! - Matteo falou com um olhar feroz.
- Se machucou, Denis? - disse a pequena e bela loirinha, ao ajudar o homem, Matteo a segurou, a fazendo ficar sentada.
- O que está fazendo? Seu grosso!
- Senta, não pediram sua ajuda, belíssima piccola insolente - Matteo falou sério para ela, que revirou aqueles olhinhos lindos para ele.
- E desde quando você pensa que manda em mim? Seu grosso!
Matteo se inclinou, bem próximo dela, que foi para trás de susto.
- Desde que coloquei os olhos em você, piccola insolente.
- Você não manda em mim, seu maluco! Nem te conheço para ter esse tipo de intimidade.
- Não conhece e nem vai, mas já que um Bellini a quer, ele a terá.
- Que papo doido é esse? Eu hein! - nossa bela falou e o garçom se aproximou dela e tocou aqueles cabelos lindos.
- Eu estou bem Julie, não se preocupe - ele se calou quando Matteo empurrou a mão dele de cima da nossa bela.
- Non toccare, suo figlio de puttana!