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Em busca de um amor verdadeiro

Em busca de um amor verdadeiro

Autor:: Mel Oliveira
Gênero: Romance
Mabel é uma garota introvertida, cheia de traumas da infância e que busca suprir sua carência emocional no amor de um homem. Ela sonha com um príncipe que irá resgata-la de seus próprios medos e inseguranças, porém essa busca a machuca ainda mais, mas ela não desiste de ser feliz, e nessa jornada ela encontra muitos desvaneios, porém também muitos aprendizados que a tornará ainda mais forte e evoluída emocionalmente.

Capítulo 1 Mau humorada

Era noite quente de verão, típico do sertão nordestino. No pequeno povoado de Flor de açucena duas garotas estavam a passear pelas ruas, uma delas era bastante comunicativa e cumprimentava todos a quem via, pois povoado pequeno todos se conhecem.

- Oi! Dona Alice, como a senhora está? Manda um beijo pra sua filha e um abraço pra Dona Ana. -Enquanto isso a outra garota se queixava com a amiga, pois ela estava atrasando o passeio com tanto falatório.

- Jade! Você parece até que é a prefeita daqui, quer dá atenção a todos por onde passa, isso já está me irritando. Vamos logo!

- E você mal humorada como sempre, Mabel! - a garota respondeu chateada.

Ao chegarem na quadra poliesportiva logo avistaram o irmão de Jade, o mesmo se chama Túlio. Ele é de estatura mediana, pele morena e maltratada pelo sol, o que indicava o quanto trabalhava desde muito cedo, apesar de ainda ser adolescente. Ele ao ver Mabel os olhos brilharam como duas estrelas, pois tinha uma "paixonite" nela.

- Túlio, o que você está fazendo aqui? Pensei que estava dormindo. Você sempre dorme cedo igual as galinhas - Jade disse rindo de si mesma.

- Eu gosto de assistir jogo de futebol. - Ele disse, envergonhado pelo que a irmã disse. E Mabel apenas observava entediada, pois naquele dia estava mau humorada.

Na quadra poliesportiva pública os times disputavam a vitória, os torcedores vibravam com as ameaças de gols, enquanto isso Mabel só queria ir pra casa, mas decidiu esperar mais um pouco, porque percebeu que Jade se divertia.

Túlio não conseguia parar de admirar a beleza daquele rosto, que mesmo com a expressão emburrada não deixou de ser muito bonito. As sobrancelhas bem feitas e marcadas estavam franzidas, os olhos cor de mel com um olhar distraído, os lábios levemente volumosos fazendo um sútil biquinho.

- Jade, eu já me cansei! Não gosto disso. Vou embora! - Disse Mabel irritada.

- Mabel, você é estranha! Se fica dentro de casa, reclama, mas se vem a rua se distrair, também reclama - Jade disse dando de ombros.

Túlio ao ver que a irmã não queria ir embora, se encorajou e disse:

- Deixa que levo ela, Jade, pode continuar se divertindo aqui enquanto eu levo a moça em casa.

Mabel arregalou os olhos surpresa, abriu a boca para falar, mas não sabia o que dizer, pois sabia que seus pais não gostariam que algum rapaz a levasse para casa, porque as pessoas daquele povoado fofocavam muito, e ela poderia ficar "mal falada", ser alvo de especulações e mentiras.

- Túlio, agradeço por se dispor a me levar, mas eu não posso.

Jade sabia o porquê ela havia recusado o convite do seu irmão, e simplesmente achou aquilo ridículo, pois era só o irmão dela, de boa família, de boa índole.

- Mabel!! Pelo o amor de Deus, o que poderiam falar de você e meu irmão? Nós somos primos , somos família. Deixa de bobagem e vai logo com ele.

Mabel ficou um pouco envergonhada, pois Jade tinha razão, e sabia que seus pais eram exagerados na rigidez. Então, ela balançou a cabeça confirmado que ia. Túlio fez um gesto com a mão pedindo para que ela o seguisse. Ao caminharem um pouco ela logo avistou a moto dele, e ele subiu na mesma e deu partida, mas Mabel continuava parada, receosa do que aconteceria. Ele olhou para ela timidamente e disse:

- Vamos?

Ela deu alguns passos se aproximando e respirou fundo.

- Desculpe! Eu não tenho muito costume de andar de moto. Vou precisar segurar em você para conseguir subir, pois a moto é alta e eu sou baixinha.

Túlio confirmou com a cabeça. Mabel segurou nos ombros dele e pôde sentir quão rígidos eram, "puro músculo" ela pensou.

- Posso ir? - ele perguntou.

- Sim! - ela confirmou.

Ele acelerou e Mabel quase infarta de tanto medo, mas relutou em se agarrar nele para ficar mais segura. E o pior era que não usavam capacete por a distância ser curta. "Droga! que garota idiota eu sou! Todo mundo anda de moto e eu aqui nesse medo absurdo" ela pensou de si mesma.

3 minutos depois...

- Pronto! Chegamos! - ele disse chateado, pois gostaria que tivesse demorado mais para ficar mais tempo com ela.

Ela desceu da moto e acidentalmente tropeçou, mas ele foi rápido e a segurou para que não caísse, suas faces ficaram muito próximas, e Mabel sentiu medo de que seus pais os vissem. Então o agradeceu, em seguida entrou em casa, e Túlio se foi.

- Mabel? Você veio com quem? Cadê a Jade? - Viviane, que é mãe dela, questionou-a.

- Vim com o Túlio! Jade não queria vir agora e pediu para ele me trazer em casa.

- minha filha, você sabe que seu pai não gosta disso. E as pessoas desse povoado falam demais.

- Mas, mãe, o jogo foi bem próximo daqui, Saímos de lá e viemos direto para cá. Não aconteceu nada - Mabel disse chateada e foi para seu quarto dormir, pois aquele dia havia sido ruim e ela só queria que acabasse logo.

Ao vestir o pijama e deitar-se, logo dormiu profundamente...

... "Era primavera, os jardins estavam floridos, o sol estava brilhante, a brisa estava fresca, os pássaros estavam cantando, e o aroma de flores pairava no ar.

No meio do nada havia uma casa muito bonita com um jardim imenso e repleto de flores de vários tipos, Mabel ama roseiras, e por isso as observava, ela estava encantada com tanta beleza. Avistou um canteiro de roseiras vermelhas como sangue, e logo se inclinou para cheira-las, o perfume era perfeito, ela fechou os olhos e apenas desfrutou daqueles aromas, mas de repente ela se assustou, um odor fétido tomou conta do ar e ela abriu os olhos e se levantou rapidamente fazendo careta, quando olhou a sua esquerda viu um homem vestido de preto, portando um sorriso sínico se aproximar dela, ela temeu muito. Porém, ao olhar para o seu lado direito viu Túlio com semblante calmo, e com voz suave a chamou para ir com ele, ela correu em direção a ele, mas o homem mau não deixou, a segurou pelos braços e a arrastou, em seguida deu altas gargalhadas..."

- Aaahhh!! Me solte!! - Mabel acordou assustada gritando!

Augusto, o irmão dela que tinha o quarto ao lado do dela, estava a usar o celular quando a ouviu e correu para vê-la.

- O que aconteceu, menina? Você está bem? - ele disse assustado.

Mabel olhou para ele com os olhos cheios de lagrimas sem entender muito o que havia acontecido...

- Meu irmão, eu tive um pesadelo muito feio. Nunca mais quero sonhar com isso - ela o abraçou aos prantos.

Depois que Augusto a acalmou, ela pediu que ele dormisse com ela, pois não conseguiria sozinha. Então ele buscou um colchão, um travesseiro e um cobertor e se acomodou ao lado da cama dela.

No dia seguinte era dia de aula, ela estudava no período vespertino, então se levantou e viu que seu irmão já havia ido estudar, pois seu período escolar era pela manhã, então arrumou a casa, fez almoço, tomou banho, almoçou e foi pegar o ônibus escolar, e ao subir no no mesmo ela tentou encontrar assento, mas não conseguiu e acabou ficando de pé, porém quando ela levantou o olhar...

Capítulo 2 Vestido sedutor

Lá estava Túlio nas últimas cadeiras do ônibus, ele a observava enquanto trocava algumas palavras com seus amigos. Mabel ficou intrigada com aquilo.

"Será que é impressão minha? Será que ele está interessado em mim? Ah, deixa de ser boba, Mabel. Ele é só o irmão da Jade, seu primo distante, deixa de ilusão. Ele é muito novo, nem sabe o que quer da vida ainda, e você só quer namorar com intuito em casar-se". Ela viajou em seus pensamentos acerca da dúvida que sentia.

A noite, após a aula Jade foi na sua moto e buscou Mabel para ir a casa dela assistir novela e tagarelar. Quando elas entraram na sala, lá estava Túlio com um prato cheio comida na mão, sentado no sofá assistindo à novela preferida dele.

Mabel apenas acenou com a cabeça para ele. Jade mandou ela se sentar, e assim Mabel fez, então ela foi na cozinha e buscou 3 copos de suco de laranja, e alguns biscoitos.

Túlio comeu seu jantar e foi tomar o suco e comer os biscoitos que sua irmã havia trazido.

De repente Jade olhou para ele perplexa.

- Túlio, calma! Se não, você não vai deixar nada para nós. Não sei onde cabe tanta comida na seu estômago! - disse Jade irritada com a comilança de Túlio.

Mabel sorriu e disse:

- Ele trabalha muito, tem que comer mesmo para repor as energias gastas.

Túlio envergonhado saiu da presença delas.

- Jade, você constrangeu o seu irmão. Faça isso não, fiquei com pena dele!

Jade revirou os olhos.

Depois de alguns minutos Túlio voltou, pois ele não queria perder de assistir a novela.

Mabel, usava um vestido curto que marcava os quadris dela, ela cruzou as pernas no sofá e pôde notar que Túlio a olhava muito, mas ele tentava disfarçar quando ela olhava para ele, porém ela nem se importou.

Depois que a novela acabou, Mabel perguntou as horas, Jade disse que já passava das nove, então ela pulou do sofá e disse q tinha que ir embora logo, se não seus pais iam briga-la.

Quando Jade procurou a moto para levá-la, não a encontrou, pois a mãe dela tinha saído com o veículo. Túlio aproveitou a situação e disse que poderia levar ela, já que duas mulheres sozinhas andando a pé naquele horário não era muito seguro. Então, foram os três a pé até a casa dos pais de Mabel.

- Obrigada por me trazerem! Boa noite! Até amanhã! - Disse Mabel se despedindo.

Após, Mabel entrar em casa, Túlio e Jade retornaram a residência deles, e no caminho ele disse para a irmã o quanto achava Mabel bonita e interessante, e que aquele vestido que ela acabara de usar estava perfeito nela...

- Por favor, Jade! Me ajuda a conquista-la!

- Será que você merece essa ajuda, meu irmão? - Jade disse em tom de brincadeira.

- Se você me ajudar, eu prometo que vou convencer meu pai a te dar aquela moto que você tanto quer - Túlio propôs, e Jade deu de ombros

- Relaxa, irmão. Precisa me recompensar não. Eu vou te ajudar, pois eu amaria ver vocês dois juntos. Minha melhor amiga e meu irmão, que fofos! - Ela disse enquanto se derretia só de saber da possibilidade dos dois ficarem juntos.

- Olha, você sabe que sou tímido. Então, você fala com ela que eu quero conhecê-la melhor, e veremos qual será a reação dela. Dependendo de como ela reagir, então tomarei a iniciativa.

- Certo! Amanhã mesmo eu vou falar isso com ela quando vocês chegarem do colégio!

Passava das 19 horas quando Jade se dirigiu ao encontro de Mabel.

Mabel estava no quarto a ouvir músicas, quando Viviane sua mãe a chamou.

- Ei! Que som alto é esse? Baixa isso aí. Jade está lá na varanda te esperando!

Mabel desligou a caixinha de som, e foi rapidamente ao encontro da amiga.

- Oi, Jade. Vamos entrar, amiga?

- Não. Eu estou com muito calor. Aqui fora está mais fresco. E eu preciso te falar uma coisa que seus pais não devem saber por enquanto. - Jade disse quase sussurrando.

- Desembucha logo! Não me mate de curiosidade! -

Ambas se sentaram na calçada. Jade respirou fundo e começou a falar.

- É que tem um rapaz muito trabalhador, muito bonito, e honesto que está interessado em você. Adivinha quem é?!

- Aí amiga, eu não faço a mínima ideia. Eu não conheço muita gente. Fala logo!

- Bom, eu espero que você dê uma chance a ele. Tenho certeza que vocês serão muito felizes juntos, eu adoraria vê-los juntos. Eu... - Mabel interrompeu o falatório de Jade.

- Deixa de falatório, mulher. Diga logo quem é! - Mabel disse impaciente.

- Amiga, é que... Eu... Espero que você não me desaponte, por favor. Bom, essa pessoa é... É... Ah, bem... É que... Olha... É meu irmão! Pronto, falei! - ela falou desconfiada e receosa da amiga desdenhar do irmão e elas ficarem com a amizade estremecida.

Mabel olhou incrédula. Não conseguiu dizer uma só palavra. Seu cérebro tava processando aquela informação.

Após alguns instantes...

- Quê? Seu irmão? Túlio? - Jade confirmou com a cabeça. - bom, eu preciso pensar... Minha mente anda meio cansada. Passei por algumas coisas que ainda estou digerindo. Desculpe amiga! Vou ter que entrar, não me sinto muito bem. Depois eu te dou a resposta.

Mabel entrou em casa fechando a porta rapidamente atrás dela. Correu para seu quarto e foi se deitar. Seus pensamentos estavam um turbilhão, pois no dia que Túlio a levou em casa pela primeira vez de moto, ela estava mau humorada, porém havia uma razão, a qual ela nem queria lembrar.

Há alguns meses infelizmente ela havia cometido o erro de responder mensagens de um homem misterioso em uma rede social. A partir daí a vida dela estava um inferno.

Enquanto ela se perdia em pensamentos ouviu o celular tocar, era mensagem do homem que ela tanto tinha medo, e não conseguia se desvencilhar.

Capítulo 3 Obsessão

Dias antes...

Passava um pouco do meio dia, Mabel estava no ponto de ônibus o esperando para ir ao colégio.

De repente seu celular toca, era quem ela mais temia, o homem misterioso que a atormentava há alguns dias. E a mensagem de texto dizia:

- "Olá. Como você está? Desde ontem você não me responde. Estou preocupado com você! Sinto saudades suas!"

Mabel prendeu a respiração e ficou imóvel por alguns segundos. "Mas o quê que esse cara quer comigo? Ele está obcecado por mim?" pensou.

Logo seu ônibus chegou ela subiu e foi para a aula. Mas enquanto ela assistia às aulas o celular não parava de vibrar, mensagens e ligações de Andrey, que era seu perseguidor obsessivo.

Ela se levantou, e foi até a mesa da docente.

- Professora, com licença! Posso ir ao banheiro? – Mabel pediu permissão e a mesma a concedeu, então foi rapidamente para o banheiro e se trancou na cabine, e na mesma hora o indivíduo ligou, ela revirou os olhos e atendeu.

- Alô? – ela disse.

- Oi, princesa! Por quê você não me atende? Preciso falar contigo. Sinto sua falta. Não vivo sem você! – ele disse.

- Quê que você quer, hein? Quantas vezes vou precisar falar que não quero nada com você. Inicialmente eu só queria sua amizade, mas você confundiu as coisas. – Mabel disse irritada, e em seguida ele respondeu sem hesitar.

- Quem você pensa que é para me rejeitar assim, hein? Eu já te falei que se você me abandonar eu vou na sua casa mostrar ao seu pai nossas conversas. Quando você se sentiu sozinha, você quis conversar comigo, agora que não se sente mais, quer me descartar? Você acha que eu sou o quê? Eu sou um homem de verdade e vou te mostrar isso. Me aguarde! – ele disse em tom ameaçador e desligou sem dá a chance dela responder.

Mabel começou a se tremer, porém tinha que voltar para a aula, e assim ela fez. O seu celular parou de receber mensagens e ligações do indivíduo, mas o coração dela estava acelerado com medo do que ele poderia fazer.

Na hora do lanche, ela estava na fila esperando sua vez chegar para lanchar, enquanto isso ela ouvia músicas no fone de ouvido para tentar se distrair das preocupações que o obcecado produziu. Porém, a distração não durou muito, de repente o celular vibrou, a impressão que ela era que até o aparelho eletrônico pedia socorro por não aguentar mais receber mensagens e chamadas daquele indivíduo. Ela percebeu que dessa vez era mensagem de texto, a qual dizia:

- "Você dúvida do meu amor, não é mesmo? Pois eu vou no colégio agora te fazer uma surpresa romântica e você vai adorar, tenho certeza!"

Mabel sentiu o coração bater forte novamente, e imediatamente perdeu a fome.

- meninas, eu perdi a fome. Encontro vocês na aula depois. Agora vou ao banheiro. – ela disse as colegas de classe. E uma delas a respondeu.

- O que aconteceu Mabel? Está com dor de barriga? – a garota disse e deu gargalhadas.

Mabel ignorou a indecência da colega e foi para o banheiro. Se trancou novamente e ligou para Andrey.

- Andrey, por favor! Não faça isso! Você vai me envergonhar diante de todos do colégio e eu não vou mais conseguir estudar aqui. Por favor, você está tirando minha concentração, me deixe estudar em paz! – ela disse sussurrando e com a voz trêmula.

- Tudo bem, gatinha. Eu só falei aquilo para ver a sua reação. – ele disse rindo.

Mabel sussurrou.

- Maldito!

- O que você disse? Me chamou de maldito? – ele questionou irritado.

- Não. Eu disse bendito, pois você não vai me envergonhar. Agora tenho que ir. – ela disse com medo. Desligou , saiu do banheiro e foi para a aula.

E foi nesse mesmo dia em que Mabel estava mau humorada no campeonato de futebol que Jade a havia levado, e Túlio a tinha trazido de volta para a casa.

Dias depois...

No final do dia, após a aula, Jade decidiu que iria ver se a amiga já havia se decidido a respeito de seu irmão apaixonado.

Viviane a mãe de Mabel ouviu alguém bater na porta e foi atender.

- Oi, Jade! Entre! Sente-se! Vou chamar Mabel!

Mabel estava trancada em seu quarto, embrulhada dos pés a cabeça com seu cobertor, e não chorou porque odiava chorar, mas estava tremendo muito, com palpitações, e os pensamentos acelerados. Ao ouvir sua mãe lhe chamar na porta avisando que Mabel estava esperando na sala, ela respirou fundo e tentou se recompor.

- Certo, mãe! Eu já vou! - disse tentando parecer estar normal.

Jade quando a viu escancarou um sorriso radiante.

- Oi, futura cunhada! Vamos dá uma volta? - Jade a convidou.

- É que...- Mabel tentou achar uma desculpa em cima da hora para não sair de casa, pois não tinha o menor ânimo - Eu... Eu estou com dor de cabeça - ela disse fazendo careta tentando fingir.

Jade olhou ela dos pés a cabeça, e estreitou os olhos, e em seguida a questionou.

- Você está deprê por quê, amiga?

- Eu não estou deprê. De onde você tirou isso? - ela disse tentando disfarçar.

- Você está de pijama, descabelada, deitada na cama 7 horas da noite. Alguma coisa aconteceu!

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