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Em dívida

Em dívida

Autor:: Rê autora
Gênero: Romance
A vida de Maria é muito difícil, mas tudo muda quando ela conhece o chefe do tráfico mais perigoso do Brasil. Trabalhar e estudar fazia parte da sua rotina diária, até o dia em que a sua mãe morreu, e ela teve que sair da escola e lidar com o seu irmão problematico. Porém, tudo muda assim que a mesma conhece Léo, sua vida tem uma reviravolta gigante, mas ela precisa descobrir se ela mudança será boa ou ruim.

Capítulo 1 Um

Eis aqui a minha vida! Acordar antes das cinco da manhã com o chamado desse despertador horrível que está latejando na minha cabeça. Levanto, tomo um banho frio para acordar e escovo os dentes.

Partiu trabalho! Apesar de ter acabado de completar dezoito anos, trabalho a morrer em uma lanchonete no asfalto, preciso da grana para me sustentar, minha mãe morreu ano passado, e meu irmão mais velho Luan, em vez de cuidar de mim, só faz o contrário, ultimamente eu quem preciso esconder dinheiro dele, caso contrário sou roubada, ele está perdido para as drogas, e infelizmente eu não posso fazer nada.

- Garota limpa aqui essa mesa! Não vê que derramou suco? - uma patricinha ruiva reclama comigo, vou correndo com um paninho nas mãos, mas percebo que a mesa está limpa.

- Desculpa senhorita! Mas a mesa está... - começo a dizer mas desisto de terminar a frase assim que vejo a nojentinha derramar o copo de propósito na mesa, no mesmo instante ela e as amigas começam a rir.

Respiro fundo e controlo minha vontade de quebrar a cara dela, pois preciso desse emprego para não morrer de fome, então engulo o meu orgulho e começo a limpar a mesa. Prazer! Eu sou a Gabizinha, e essa é a minha vida! (...)

Eu recebo por semana, mas sempre tem uma e outra gorjeta que faz com que eu fique com alguma grana pelo menos pra pegar o ônibus, por sorte, hoje eu consegui uns trocos e em breve tô brotando em casa, hoje vai dar certo pra ir na escola. Ainda tenho que seguir um caminho a pé depois que desço do busão, a Maju diz que eu tenho as pernas grossas de tanto caminhar, e de subir e descer o morro todo dia pra ir trabalhar no asfalto, eu sempre dou risada da minha amiga maluquinha, mas eu gosto muito dela, é a única amiga que eu tenho, aliás, que me dá tempo de ter, já que é minha vizinha e me conhece desde pequena, ela tem presenciando tudo o que acontece de ruim e de bom na minha vida.

- Fiu! Fui! Delícia! - os nóia da favela sempre fazem isso quando eu passo, e como sempre, eu reviro os olhos e continuo o meu caminho.

- Qual é santinha! Dá uma moralzinha aqui pra esses vagabundos. Apenas respiro fundo e sigo meu caminho até minha casa, minha mãe morreu, mas eu vou continuar seguindo os conselhos dela, a única vibe que eu vou seguir, vai ser a da minha escola e do trabalho.

- Aí amiga! Baixou cedo na favela, conseguiu grana pro buzão né bandida? - Maju marca ponto assim que me vê chegando na rua, destranco a porta do meu barraco e dou passagem para ela entrar.

- Amiga vou correr no banho e ir direto pra escola, tenho fé em Deus que eu termino o ensino médio amiga. - vou correndo direto pra o meu quarto, mas assim que eu entro nele paraliso com a visão.

- Puta que pariu amiga! Que furacão é esse no teu quarto heim! - Maju quebra o silêncio e eu volto pra real, tinha ficado fora do ar por causa do desgosto. - Amiga só pode ter sido o Luan atrás de dinheiro pra comprar droga, ele tá cada dia pior amiga. - as lágrimas correm soltas e minha amiga me abraça.

- O que cê vai fazer amiga? - Maju pergunta e eu apenas balanço minha cabeça.

- Sinceramente, eu não sei mais o que fazer, nossa casa está praticamente vazia porque ele já vendeu tudo, quando eu tenho algum troco, preciso andar sempre comigo, pra que ele não me roube, é o fim da linha amiga, não sei mais o que fazer não.

- Leke tão novo, ele que tinha que tá cuidando de tu amiga, cara tem vinte e dois anos e ainda é sustentando pela irmã que acabou de fazer dezoito, as fita da vida é diferente. - Maju tenta me consolar, e eu novamente respiro fundo, não vou deixar isso me abater, já faz tempo que entreguei o Luan nas mãos de Deus.

- De boa amiga! Agora eu vou tomar banho e descer pra escola. - digo já pegando a minha toalha. - Miga eu sei que tu não curte, mas a favela hoje vai ferver, acredita que vai ter MC Cativa no baile? Geral vai brotar por lá. - minha amiga diz entusiasmada e eu apenas dou de ombros. - Curto essas vibe não amiga, eu vou chegar tão cansada da escola que com certeza eu vou passar direto pra cama, e amanhã às quatro cê sabe que eu já tô de pé. - explico minhas condições e minha amiga fica com pena, mas logo se despede e diz que vai se arrumar pro baile. Ela tá de lance com o Danger, um dos braços direito do Lobão, o chefão do tráfico aqui do morro, não concordo com minha amiga dando moral pra bandido, mas também não vou julgar, minha vida tá a maior zona, quem sou eu pra falar de ninguém. Cada um com suas tretas! Apenas tomo banho, visto minha roupa e vou direto pra escola do morro, ano passado infelizmente abandonei a escola depois do acontecido com a minha mãe, foi a maior barra, mas esse ano eu tenho fé que consigo concluir, e depois... Bom, o futuro a Deus pertence. Cato meus cadernos, tranco o barraco e... Partiu escola.

Capítulo 2 Dois

Lobão

O movimento hoje tá do jeito que o pai gosta! Favela fervendo, baile funk estourado, cheio de puta requebrando a raba, descendo até o chão, os coligados tudo na paz, tudo nas tranquilidade. O pai tá de boa, então todo mundo também tá no mec, é assim que eu gosto, é assim que eu governo esse caralho.

- Aí mano! Puta que pariu, o baile tá cheio de gostosa, olha o jeito que aquela cachorra tá requebrando a raba, assim quebra o pai. - meu chegado elogia a Mia, a gata mais no cio que tem na favela, é também a que eu banco, esse corpo gostoso dela foi todo montado com o meu dinheiro.

- Aí! Cabeça! - chamo um dos meus soldados. - Traz ali a Mia pra mim. Pouco tempo depois ele chega com a vadia, já toda se esfregando em mim, mas hoje ela não vai dar pra mim não, hoje ela vai ser cortesia da casa pro meu amigo. - Aí gatona, já conhece o PH? Ele tá pagando um pau aí pra tu. - eu digo e a safada já olha sorrindo pra ele.

- Tá liberada hoje só pra ele, mostra pro parça que os material aqui do Alemão é de primeira. - Você que manda meu Lobão. - a puta diz e já vai pra cima dele se esfregar.

- Aproveita a comida aí parceiro! Vou dar um rolê pelo baile. - aviso pro PH, que já tá todo doidão na Mia, e ele apenas balança a cabeça babando na minha cachorra.

- Pode pá! - o PH disse e voltou a se esfregar com a Mia. Desci o camarote e fui até a pista, a cachorra que tiver a raba maior vai ser a escolhida pra sentar no pai, e não é que assim que eu encostei na zuera, fechou de piranha em cima de mim, vou difícil, mas eu escolhi a que tinha mais talento.

- Qual é gostosa! Tá afim de brincar com o pai? - perguntei pra gostosa da raba grande, toda tatuada.

- Já é, meu Lobão, dá uma moral aqui pra Jack que eu faço tu esquecer rapidinho da Mia e da Mel. - cachorra disse se jogando pra cima de mim, mulher é bicho ruim mesmo, já querendo tomar o lugar das minhas peguetes fixa, mas eu tenho uma ideia melhor.

- Não vai fazer eu esquecer, porque eu não gosto de piranha, mas se tu quiser dá um sentada pra eu conferir o material, eu posso te adicionar na minha lista, eu sei o que tu tá querendo cadela, e o pai tem pra te dar. - a safada sorri, essas vadias tudo se vendem por dinheiro, e eu tenho muito, porque eu sou o dono dessa porra toda.

- Ainda pai! O patrão é quem manda. - a safada responde e já vem marcando em cima. - Marca quinze e sobe lá em cima, vou te dar um trato. A piranha subiu pra o quarto privê no fundo do baile, antes isso aqui era uma igreja de crente, depois que eu assumiu o morro, transformei numa casa de show pros fiote cantar funk, e pra eu e meus chegado comer muita buceta. Subi lá no quartinho e já topei com a gostosa, a cachorra já veio me alisando, cheia das intenção. - Uau que cacete grande é esse pai! Assim eu me apaixono. - disse e já começou a me punhetar. Eu coloquei uma camisinha de sabor e dei aval pra bandida me chupar. - Eu gosto de contato com carne amor, deixa eu tirar essa camisinha vai? A bandida pediu e levou um tapão na cara, já passou da hora de eu acabar com a ousadia dessa vagaba, tá se achando demais. - Vai chupar com a camisinha cachorra! Tu acha que deixo alguma piranha encostar a boca em mim? Anda vadia, pra de chorar e chupar meu cacete antes que eu te dê um tiro na cabeça. - falei mostrando minha arma e a vadia obedeceu caladinha. Comigo é assim, nada de beijo, abraço ou sentimento, eu gasto mais com camisinha do que com silicone pra essas puta, as safadas dão pro morro inteiro, e acha que tem moral pra exigir nada comigo. Assim que termino o serviço com a puta, volto pro baile e encontro o Danger com a novinha que ele pegou pra fiel. - Que isso mermão! O baile tá o maior cawdeado! Gostei de ver, puta que pariu. - Danger diz enquanto fazemos nosso toque de mão, aqui na favela, ele é o único que eu confio, e mesmo assim com um olho fechado e outro aberto, dou ousadia pra ninguém não, ainda deixo o cara ficar de sub do morro porque nos conhecemos desde fiotes. - Qual foi? Viu a Mel por aí? - pergunto pela minha segunda puta, a outra que banco silicone. - Sei dela não pow, se tu que é o dono da mina não não sabe. - Qual é cuzão! Tá na Disney? Sou dono de ninguém não otário, ela é de todo mundo, inclusive tua que já comeu. - disse pra causar o inferno mesmo, e a mina fuzilou ele com o olhar. - Qual é amor? Tu tá me traindo? - a morena perguntou e os dois começaram uma discussão, virou o maior b.o e eu fiquei sorrindo do palhaço, isso é que dá, ficar dando moral pra essas novinha, são tudo emocionada, por isso que o meu negócio é a putaria. - Qual foi mermão! Furando o lance do Danger com a mina dele. - o Bola chegou perto da gente, já se tocando das minhas intenções. - Quem vê pensa que tá querendo uma fiel pra tu. - Qual foi cuzão! Tá me pagando de fiote? O pai vive no meio da cachorrada, não dou moral pra ninguém não. - os Zé ruela riram, e concordaram, eles sabem que sou te todas, o Morro é muito grande pra eu me prender só com uma puta. - Mas mudando de assunto, passa logo o papo reto aí, catou os otario? - Já é mano! Os fiote já tão na casinha, eles não amanhece vivo amanhã não. - Bola fala sorrindo, o gordo é sinistro, só não ganha de mim aqui na favela. - O pau no cu do Lua também tá no meio né? - perguntei do viciado filho da puta que tá me devendo uma nota, faz dias que eu tô doido pra dar cabo nele. - Qual foi mano, o Lua foi o primeiro que os vapor pegaram, o fiote tá se cagando todo dizendo que não quer morrer. - O Luan foi pego? - a mulher do Danger pergunta com os olhos arregalados, e deixa o mesmo zangado. - Qual foi Maju? Tá toda preocupada com aquele viciado de merda porque? - Ele é irmão da minha amiga! Coitada vai ficar sozinha no mundo. - disse toda chorosa. - Ah, isso é verdade! O otário só fala numa tal de Gabi, que precisa pedir perdão e pá. - Bola comenta sorrindo. - Pensasse nisso antes de dever pra nóis! Amanhã o fiote acorda na terra dos pés junto, o pai vai fazer questão de acender a fogueira. - eu disse dando logo o assunto como encerrado e me retirando dali. Sai do baile e fui subindo o morro até a casinha, hoje eu tenho umas almas pra mandar pro inferno.

Capítulo 3 Três

Gaby

É muito cansativo trabalhar o dia todo e estudar à noite, mas eu tenho fé que vou conseguir finalizar o ensino médio, é um dos meus maiores objetivos, pois era o que minha mãe sempre quis e sonhou para mim, por isso eu batalho mesmo dia e noite para conseguir concluir tudo, e fazer com que minha mãezinha se sinta orgulhosa de mim lá do céu.

- Gaby trouxe isso pra você! - Alyson diz me entregando um copo de suco e um sanduíche. No mesmo instante em que olho pra comida, minha barriga me lembra que eu não comi nada o dia todo, e devido aos surtos frequentes do Luan, na minha casa também não há comida nos armários, então eu aceito o lanche que amigo trouxe pra mim, porque não estou podendo me dar ao luxo de recusar comida por causa de orgulho.

- Obrigada Alyson, mas não faça isso novamente. - eu digo mesmo sabendo que amanhã ele me trará lanche de novo, ele sempre faz isso, pois percebe que eu sempre me afasto e fico em um canto do pátio estudando durante todo o intervalo, enquanto o restante do pessoal da sala compra lanches na cantina. É sempre isso, mesmo morrendo de trabalhar, eu nunca tenho dinheiro, recebo pouco na lanchonete e não tenho ajuda com as despesas de casa, pelo contrário, se eu não ficar esperta, acabo sendo roubada pelo meu próprio irmão.

- Tudo bem princesa, agora termina o seu lanche tá? - ele pede com um sorriso largo, o Alyson é muito bonito, ele tem cabelos castanhos claros e olhos bem verdes, e eu sei que ele tem sentimentos por mim, porém, não posso correspondê-los no momento, pois não posso me dar o luxo de pensar em romances com tantas coisas acontecendo na minha vida. Assim que termino o meu lanche, peço licença para o Alyson e para os amigos dele que sempre sentam ao redor da gente no intervalo e ficam conversando com ele e puxando assunto comigo também, sempre os trato com educação, mas tudo dentro dos limites.

Fui ao banheiro, e depois que fiz minha higiene senti o meu celular vibrando no bolso, e quando olhei pra tela, notei que haviam mais de trinta chamadas de áudio da Maju. Abri o watsap no mesmo instante, para a minha amiga estar ligando tanto assim no meio da aula, com certeza é porque algo aconteceu, e o Luan deve estar metido em alguma confusão, e minha suspeitas foram confirmadas assim que ouvi o áudio que ela havia me mandado. - Amiga sobe rápido o morro, teu irmão tá em apuros. - a voz da minha amiga estava desesperada. Assim que finalizei o áudio, abri a imagem de uma só visualização que ela me mandou. Aí meu Deus. Meu irmão e mais três garotos estavam envoltos dos pés ao pescoço com pneus de carro, nem precisa ser do morro pra saber o que está prestes a acontecer com eles, comecei a tremer as mãos até o ponto de fazer meu celular cair no chão, e o barulho da tela se quebrando faz eu acordar pra o mundo e ir correndo dali, sem nem voltar pra onde o Alyson e os colegas estavam pra avisá-los, também deixando meus livros e cadernos para trás. Subo o morro feito uma louca, até a parte que eu nunca nem me arrisquei a passar. A parte mais alta do morro pertence ao dono da favela, por aqui só rola o tráfico, drogas, bailes, bandidos e um monte de Maria Fuzil, coisa que eu sempre odiei, mas nesse momento eu não me importo, apenas estou indo rápido de encontro ao meu irmão. (...) - Se tu não paga a dívida pra mim, vai pagar para o Capeta. - uma voz grossa soava estridente para os garotos envoltos nos pneus, que choravam e se tremiam de medo. - Mas olha só o que temos aqui! - um dos malandros que sempre tira onda comigo quando passo na rua me surpreendeu por trás, revelando minha chegada pra todo mundo. - Sai fora daqui bonequinha, aqui não é lugar pra você não. E então o homem que está de costas ameaçando o meu irmão, se vira e seus olhos negros se cruzam com os meus, e ali eu vejo os olhos do próprio demônio. Ele demora um pouco me olhando de cima a baixo, e um meio sorriso perverso se forma no canto de seus lábios. - Oi boneca! - a maneira que ele está me olhando, me dá calafrios, e não é de um jeito bom. - Tá procurando o pai? Gostei de você! Pequeno leva ela pra o meu camarote que mais tarde eu apareço por lá, o que vai rolar aqui não vai ser bonito. - Na... Não! - tratei logo de explicar, ele estava achando que eu sou Maria Fuzil. - E.. eu... tô atrás do... - Gaby! - a voz chorosa do meu irmão se fez presente. - Gaby minha irmã, eu não quero morrer, eu não queroooo. Meu irmão chorava e logo as lágrimas começaram a escorrer dos meus olhos também, até o momento em que um tiro pro alto soou e nos fez engolir o choro. - Aqui não é lugar pra reunião de família! Se tu quiser ver o teu irmão morrer, faz isso calada. - Lobão disse com uma voz grossa que me fez tremer, mas eu tenho que fazer algo, não posso deixar o meu irmão morrer. - Por... por favor... não mata ele. - pedi e novamente ele se virou pra mim. - Esse Zé tá me devendo a maior grana, e ele não vale nem metade disso, pois é um drogado de merda, tenho certeza que vou até te fazer um favor empacotando ele. - Ele é meu irmão! Não posso permitir que ele morra assim por nada. - não sei de onde tirei a coragem, mas disse tudo de uma vez. - Amiga! Você veio até aqui. - Maju disse subindo o topo do morro de mãos dadas com o Danger, e já veio correndo me abraçar. - Caralho Danger controla tua fiel porra! Minhas atividades virou fofoca de mulherzinha agora? - ele disse e dando outro tiro, mas em vez de ser pra cima, dessa vez foi na testa de um dos caras que estava preso. - Tô nervoso caralho! Os fiotes chega querendo enquadrar o meu serviço, tão me devendo e vão morrer porra. - Beleza! Beleza patrão! - Danger disse olhando feio para a minha amiga, fiquei com medo dela entrar em problemas por minha causa, esses caras não são brincadeira, coitada da mulher que se envolver com eles. - Eu solto esse Zé que tu chama de irmão se tu pagar a dívida dele. - disse o chefão do tráfico novamente me olhando com o seu olhar gelado. - Tudo bem, eu aceito! Eu saio da escola e arranjo outro emprego, nem que eu me vire em mil eu... - Não é assim que tu vai me pagar boneca. - ele disse me devorando com o olhar, e com um sorriso diabólico. - Tu vai pagar sentando bem gostoso pro pai. - Eu... eu não sou puta. - Não é só puta que dá que dá a buceta. - todos os soldados estavam calados, até o Danger, apenas observando a conversa, ninguém é doido de desafiar o Lobão. - Eu já me demorei demais, vou mandar esse caraio pro inferno e voltar pro meu puteiro. - Eu não quero morrer, por favor irmãzinha. - meu irmão suplicou com a voz embargada e meu coração se apertou. - Já te saquei novinha! Tu se acha melhor que as outras cachorras da favela, e gosta de fazer cu doce. Tu que sabe, vaza logo dessa porra. - apontou a arma pra testa do Luan. - NÃO! - eu gritei e percebi que o Lobão sorriu, ele tá claramente jogando com a minha mente. - Eu aceito! Eu faço tudo o que o senhor quiser, apenas solte o meu irmão. - Danger! Liberta esse pau no cu. - deu a ordem pra namorado da minha amiga. - Pode pá! - o Danger soltou o meu irmão, que veio correndo e me abraçou. - Fica de boa bonequinha! Logo logo tu vai ser solicitada. - tremi quando ele disse isso, mas tentei ignorar e levar meu irmão pra casa. - Chefe, e esses que sobraram? Solta também? - um dos vapores perguntou, apontando para os outros dois garotos que estavam presos. - Tá doido fiote! - Lobão disse dando um tiro nos galões de gasolina próximo aos pneus, e de repente tudo começou a pegar fogo. - Pra você ver o que vai acontecer com o teu irmão se tu não ficar de leves comigo. Assim que ouvi o que esse monstro disse, desci o matagal do morro com o meu irmão e a Maju, queria deixar logo aquela cena de terror, e levar o Luan pra o nosso barraco. Abri a porta de casa e passei direto pro banheiro, abri a tampa do vaso e logo comecei a vomitar, joguei tudo o que tinha comido pra fora, depois escovei os dentes e encarei minha própria face no espelho da pia. Eu tenho que preparar bem o meu estômago, pra poder encarar o que está por vir.

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