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Em um Acordo

Em um Acordo

Autor:: Felicit Rebouças
Gênero: Romance
A história, O Acordo, começa quando Narin uma jovem de 17 anos perde seus pais, tragicamente. Ela ficaria sob a guarda de seu tio Murat, mas ele a entrega para uma família rica. Visto que não tem mais onde morar Narin se vê obrigada a viver com esta família rica. Onde ela conhece Ömer um playboy de 25 anos, filho único do casal Sr Ekin e Sra Gonul Korkmaz. Para Narin a convivência será muito difícil, mas ela não tem outra alternativa a não ser, viver sobe as regras da família.

Capítulo 1 Perda 😞

Narin e seus pais moram em uma casa modesta em um bairro popular na grande Istambul. Ela está se preparando para fazer sua inscrição para a faculdade aos 17 anos. Narin, devido ao problema de saúde da mãe, ela quer estudar medicina. A Sra Özlem a sete anos está lutando contra o câncer de mama. O pai de Narin, Sr Mert é um homem muito trabalhador e dedicado à família, se esforça para cuidar da sua esposa e sua filha, eles não tem muito, mas conseguem viver com dignidade.

- Narin, filha, você precisa se apressar, antes de ir trabalhar, ainda tenho que levar sua mãe ao Hospital. - Sr Mert apressa Narin que ainda está se arrumando.

- Estou indo pai. - Narin responde saindo do quarto.

- Você está linda minha princesa. - Sra Özlem fala acariciando o rosto da filha.

- Vamos meninas. - Sr Mert apressa a esposa e a filha.

Eles seguiram para o Hospital, Sr Mert deixa, Narin acompanhando a mãe no tratamento e segue para seu trabalho. A sessão de quimioterapia dura toda a manhã e quando termina, Narin avisa ao pai. Ele não demora muito e chega para pegá-las. Devido ao tratamento a Sra Özlem fica muito debilitada e precisa dos cuidados da filha e do marido. Eles chegam em casa, ajudam ela a tomar banho e depois a coloca na cama.

- Pai, amanhã será o dia da inscrição, o senhor acha que devo ir mesmo a mamãe não está bem? - Narin pergunta com um semblante triste.

- Filha, não se preocupe, a Sra Hulha vai ficar com ela e eu vou com você fazer sua inscrição, não vou deixar você desistir do seu sonho. - Sr Mert motiva Narin.

- Obrigada pai, eu amo muito o senhor. - Narin agradece e beija ternamente o pai.

No dia seguinte Narin e seu pai vai fazer a inscrição, eles voltam para casa muito felizes porque deu tudo certo, Narin será uma estudante de medicina. Narin chega tão feliz que vai direto para o quarto da mãe para contar a novidade.

- Mãe, como a senhora está? - Narin pergunta consertando o travesseiro da mãe.

- Estou bem, meu amor, como foi lá? - Sra Özlem pergunta forçando um sorriso devido às dores.

- Tudo certo, no próximo mês começará as aulas. - Narin responde animadamente.

- Estou feliz por você, minha princesa, você será uma excelente médica. - Sra Özlem incentiva Narin, sentindo muito orgulho da filha.

Um mês depois...

A Sra Özlem está um pouco mais saudável e vai junto com o marido levar Narin para seu primeiro dia de aula, eles ficaram orgulhosos de ver a filha realizando seu grande sonho. Narin segue para sua primeira aula. Seu pai vai levar a esposa para casa para depois ir ao trabalho. No meio do caminho Sr Mert para o carro entra em uma loja, compra o chocolate preferido da filha. Ele quer fazer uma surpresa para Narin quando ela chegar em casa. Sr Mert quando sai da loja e vai atravessando a rua, um carro em alta velocidade o atropela, infelizmente a Sra Özlem vê tudo, ela sai do carro desesperada enquanto o motorista volta para prestar socorro.

- O que você fez seu irresponsável? - Sra Özlem pergunta e volta sua atenção para o marido desacordado. - Mert fala comigo por favor, fala comigo. - Sra Özlem pede deixando suas lágrimas banharem seu rosto.

- Senhora, vamos levá-lo ao Hospital rápido. - O motorista mesmo muito nervoso tenta ajudar.

Sr Mert é levado ao Hospital, mas infelizmente ele não resiste, a Sra Özlem fica completamente desnorteada. Uma semana depois do sepultamento do Sr Mert a Sra Özlem e seu irmão que é um policial leva Narin para o cartório.

- Mãe, o que estamos fazendo aqui, quem são essas pessoas? - Narin pergunta confusa.

- Uns amigos de seu tio, que vão ajudar com seus estudos filha. - Sra Özlem responde de olhos baixos.

- Mãe, eu posso deixar a faculdade e trabalhar para nos sustentar. - Narin propõem a mãe.

- De jeito nenhum, você fará a faculdade e não vamos mais falar sobre isso. - Sra Özlem diz com firmeza.

- Mas, mãe. - Narin tenta argumentar.

- Você fará a faculdade, depois que eu não estiver mais com você... - Sra Özlem é interrompida por Narin.

- Mãe, por favor não diga isso, eu já perdi o pai, não posso ficar sem a senhora. - Narin pede com lágrimas nos olhos.

- Filha, olha, essas pessoas irão lhe ajudar não só nos estudos, mas em tudo. - Sra Özlem avisa acariciando os cabelos da filha.

- Mas eu não os conheço. - Narin questiona confusa.

- Não se preocupe, vai dar tudo certo. - Sra Özlem promete beijando o rosto da filha.

No cartório as pessoas, Sra Özlem e Narin assinaram alguns papéis e depois foram para casa, durante o trajeto a Sra Özlem ficou todo tempo abraçando e beijando a filha. Narin não sabia que todo aquele carinho era uma despedida. Um mês depois do sepultamento do pai de Narin, sua mãe também faleceu. Narin fica completamente sozinha em casa. No dia seguinte ao sepultamento de sua mãe, alguém bate à sua porta.

- Oi, Narin. - Um homem cumprimenta Narin.

- Oi, o senhor é o homem do cartório!? - Narin pergunta lembrando do dia em que foi ao cartório com a mãe.

- Isso mesmo, meu nome é Ekin, eu vim lhe buscar, você vai morar na minha casa. - Sr Ekin informa sem rodeios.

- Mas por quê? Eu quero ficar aqui onde sempre morei com meus pais. - Narin questiona olhando para o homem com desconfiança.

- Eu sinto muito, isso não é possível, essa casa será entregue ao proprietário e de hoje em diante você fará parte da minha família. - Sr Ekin informa secamente.

- Como assim, o senhor será meu pai adotivo? - Narin pergunta se sentindo perdida.

- Vamos dizer que sim. - Sr Ekin concorda tentando encerrar a conversa.

- Eu não posso ficar com meu tio? - Narin pergunta na tentativa de não deixar o ambiente que está acostumada.

- Não, o Murat passou a responsabilidade sobre você para minha família, se apresse. - Sr Ekin informa olhando em volta.

- Está bem, vou fazer minha mala. - Narin se dá por vencida.

- Não será necessário, só leve o essencial, você terá um guarda-roupa novo, então não precisa se preocupar. - Sr Ekin informa entrando na casa.

Narin reuniu seus pertences de valor sentimental e seguiu com o homem que supostamente será seu pai adotivo. Quando ela viu o carro ficou impressionada. Eles seguiram viagem até chegar em uma mansão que deixou Narin de boca aberta. Ela nunca teve uma vida de luxo e agora foi adotada por um milionário.

Narin não entendia muito bem como sua mãe e seu tio conseguiam que uma família tão rica ficasse responsável por ela de uma forma tão rápida.

- Narin vou lhe apresentar a sua nova família, esta é Gonul, minha esposa. - Sr Ekin diz conduzindo Narin até uma mulher de meia idade e um rapaz, aparentando uns vinte poucos anos.

- Prazer senhora. - Narin fala beijando a mão da Sra Gonul.

- Este é Ömer, meu filho.- Sr Ekin apresenta o filho para Narin.

- É um prazer conhecê-lo senhor Ömer. - Narin cumprimenta estendendo a mão para Ömer.

- Não precisa me chamar de senhor, me chame só Ömer. - Ömer fala examinando Narin.

- Desculpe, Ömer, nós agora somos irmãos adotivos. - Narin se desculpa sentindo seu rosto esquentar de vergonha.

Ömer olha para o pai, revira os olhos, pede licença e sai.

- Venha querida, vou lhe mostrar seu quarto. - Sra Gonul fala conduzido Narin até a escada que dá acesso aos quartos.

Sr Ekin vai até Ömer que está no escritório.

- Ela será sua responsabilidade, você a levará para faculdade e trará para casa, eu não quero problema com a garota, você está me entendendo!? - Sr Ekin adverte, Yaman.

- Eu vou ser a babá dela, é isso que o senhor quer dizer!? - Ömer questiona irritado.

- Se é desta forma que você quer ver as coisas, então, sim, você será a babá dela. - Sr Ekin afronta Yaman.

Enquanto isso, Narin vai com Sra Gonul conhecer seu novo quarto.

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Capítulo 2 As Regras 😳

Ao entrar no quarto, Narin fica mais impressionada. O quarto é muito bonito, bem decorado com uma cama de casal, deixando Narin envergonhada com tanto luxo.

- Sra. Gonul, não precisar me dar um quarto como este, posso dormir em um quarto mais simples. – Narin diz um pouco envergonhada.

- Não querida, não pode, seu quarto é este se acostume. - Sra. Gonul diz com um sorriso cordial.

Alguém bate à porta e Sr Ekin que decide conversar com Narin.

- Entre. - Sra. Gonul autoriza a entrada.

- Gonul, vamos logo deixar a Narin a par das regras da casa. – As palavras do Sr Ekin sai em um tom severo.

- Ekin, não é melhor deixá-la se instalar primeiro? – Sra. Gonul tenta impedir o marido.

- Não, eu não quero ter problema futuro. – Sr Ekin insiste em advertir Narin.

Narin ficou sem entender do que eles estão faltando, mas não se atreveu a dizer nada.

- Olha Narin, o Ömer a levará para a faculdade todos os dias e tratar você de volta para casa. – As palavras do Sr Ekin saem como uma ordem.

- Não é necessário, eu posso ir de ônibus, não me importo. – Narin tente impor sua vontade.

- De forma nenhuma, não tem autorização para sair só, ter amizade com garotos, nem ir a outro lugar além da faculdade, você irá para a faculdade e voltará para casa, não irá para nenhum outro lugar, estamos entendidos. – O tom na voz do Sr Ekin sai com de um ditador.

- Por que, série uma prisioneira? - Narin pergunta com lágrimas nos olhos.

- Não é isso filha, é só para sua segurança. - Sra. Gonul acalma Narin.

- As regras são essas, eu não quero ter que me preocupar com você, outra coisa Gonul passa o número do celular de Ömer para ela. – Sr Ekin vira dando as costas para as duas.

- Ekin, por favor, você vai assustar a garota. – Sra. Gonul tenta apaziguar a atenção entre eles.

- E tem mais, o que você precisar é só falar com Ömer, ele resolverá tudo para você. – Sr Ekin diz antes de sair do quarto.

Sr Ekin sai do quarto deixando Narin sem entender o que realmente está acontecendo.

Sra. Gonul fica olhando para Narin e percebe o quanto ela está assustada com toda aquela mudança.

- Ei, não fique assim, ele tem aquela cara feia, mas não é tão ruim assim, vamos descer para jantar. - Sra. Gonul tranquiliza Narin a conduz para fora do quarto.

Elas chegaram na sala de jantar e Narin não sabe onde deve sentar, fica de pé com vergonha do Sr Ekin.

- Não vai sentar, garota? - Ömer pergunta com um tom de provocação.

- Ömer, o nome dela e Narin, você sabe muito bem, então a chame pelo nome certo! – Sra. Gonul exclama olhando feio para o filho.

- Tudo bem Sra. Gonul, eu não me importo. – Narin exclama revirando os olhos.

- Sente filha. - Sra. Gonul conduz Narin para sentar ao lado de Ömer, deixando Narin mais nervosa por perceber que ele não gostou dela.

Todos jantam em silêncio até que Ômer quebra o silêncio.

- Pai, amanhã tenho algo importante para fazer cedo...

- Não existe nada mais importante de agora em diante, Narin é sua prioridade. - Sr Ekin interrompe Ömer.

- Sr Ekin, não quero dar trabalho para seu filho. – Narin tenta se livrar da companhia de Ömer.

- Você agora é da família, não fala como se ele não fosse nada seu. – Sr Ekin diz sem desviar os olhos de seu prato.

- Desculpe Sr Ekin, eu sei que agora somos irmãos, mas...

- KKKk irmãos. - Ömer ri de Narin, deixando o pai irritado

- Olha aqui seu moleque... - Sr Ekin fala partido para cima do filho.

- Ekin por favor, calma, Ömer vá para seu quarto. – Sra. Gonul interfere na discussão de pai e filho.

Ömer saiu furioso com a imposição do pai, Narin por sua vez, pede licença e vai para seu quarto completamente atordoada com a discussão. Na manhã seguinte todos tomaram o café da manhã em silêncio, Narin não se atreve nem a levantar os olhos de vergonha e se sentindo deslocada naquela família.

- Filha, você tem tudo para sua aula? – Sra. Gonul pergunta para aliviar a atenção.

- Tenho sim, senhora. – Narin responde se sentindo um peixe fora da água.

- Vamos logo, tenho que ir para minha aula também. - Ömer apressar Narin.

- Só vou pegar meus livros. - Narin vai rápido, pega seus livros e segue Ömer até seu carro.

- Quando sua aula terminar me avise para vim lhe buscar, vou lhe passar meu número. - Ömer fala sem olhar para Narin num tom áspero.

- Sra. Gonul já me passou, eu posso voltar de ônibus, você não precisa ter esse trabalho. – Narin responde irritada com o tratamento de Ömer.

- Eu não tenho escolha, meu pai fez de mim sua babá, para infernizar minha vida. – As palavras de Ömer saem entre os dentes.

As palavras de Ömer fizeram o sangue de Narin ferver.

- Olha aqui, eu não pedi para ser adotada por sua família, então não desconte sua raiva em mim. - Narin fala cheia de ódio.

- Há resolveu mostrar quem você é, agora que meus pais não estão por perto!? – Ömer debocha de Narin.

- Não, seu idiota, os meus pais me ensinam a respeitar os mais velhos, parei esse carro agora. – Narin diz farta das atitudes de Ömer.

- Ainda não chegamos! – Ömer exclama dividindo sua atenção na estrada e em Narin.

- Se você não parar, vou abrir a porta e me jogar. – Narin diz com muita raiva de Ömer.

- Você ficou louca... – Ömer se surpreende com a atitude dela.

- PARA!! – Narin grita abrindo a porta do carro.

Ömer parou o carro, Narin saiu, foi em direção ao ponto de ônibus.

- Que garota insuportável. - Ömer resmunga estacionando o carro e indo atrás de Narin. - Você quer por favor voltar para o carro.

Enquanto Ömer tenta convencer Narin voltar para o carro, um ônibus parar e Narin entra para desespero de Ömer.

- Merda, essa garota vai me dar trabalho. - Ömer fala com a mão na cabeça vendo o ônibus ir embora.

Ömer volta para o carro e segue o ônibus, quando chega na frente da faculdade, ele fica observando, Narin chega na faculdade e segue para sua aula. Ele liga o carro e segue para sua faculdade também.

Ömer está no último semestre de administração em comércio exterior, assim que terminar irá trabalhar nas empresas de importação e exportação do pai.

No intervalo das aulas, Narin encontra Zeynep, sua amiga de infância que está no segundo semestres de medicina.

- Zeynep, que bom lhe vê, eu preciso conversar com uma amiga. – Narin diz como um desabafo quando encontra a amiga.

- Narin, você desapareceu, eu fui a sua casa e não a encontrei. – Zeynep diz abraçando a amiga.

- Há Zeynep minha vida virou de cabeça para baixo, depois que perdi meus pais. - Narin diz choramingando.

- O que aconteceu, onde você está morando? – Zeynep pergunta curiosa.

- Lembra quando fui ao cartório com minha mãe e meu tio, eu pensei que só se tratava da faculdade, mas não, ela e meu tio me deram para adoção a uma família rica. – Narin conta as mudanças em sua vida.

- Não brinca!? – Zeynep exclama surpresa.

- Agora eu tenho um pai, uma mãe e um irmão que me odeia, lá eu só tenho autorização para vim a faculdade e mais a lugar nenhum, eles não me permitem nem ter amizade com garotos, não sei o que fazer. – Narin se lamente com as mãos entre os cabelos.

- Mas eles lhe tratam bem? – Zeynep pergunta preocupada.

- Tratam, quer dizer, a Sra. Gonul, ela é muito gentil, o Sr Ekin é mais sério e de poucas palavras já o Ömer é um insuportável. – Narin se queixa com a amiga.

- Esse Ömer é seu irmão adotivo? – Zeynep pergunta arqueando as sobrancelhas.

- Sim, e o pior de tudo, é ele que está responsável por mim, e além disso tudo o que eu precisar tenho que pedir a ele. – Narin diz sentindo um desespero.

- Eles não lhe deram cartão de crédito, nem dinheiro? – Zeynep pergunta incrédula.

- Não, mas eu tenho umas economias que meus pais deixaram, mas um dia vai acabar e eu vou te pedir o que precisar a ele. – Narin diz frustrada.

- Amiga, sua situação é muito complicada. - Zeynep exclama com pena da amiga.

Narin cobre o rosto com as mãos sem saber o que fazer da vida.

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Capítulo 3 A Trégua

Narin e Zeynep voltam para a aula, no final da manhã elas voltam a se encontrar, ficam conversando sentadas em um banco dentro do campus, quando são surpreendidas por Ömer.

- Vamos para casa, anda, logo não tenho tempo a perder com você. - Ömer chama Narin de forma rude.

- Zeynep, eu preciso ir, amanhã conversamos, tchau. - Narin se despede da amiga com vergonha da forma que Ömer falou com ela.

- Tchau, Narin - Zeynep se despede franzindo a testa com o comportamento de Ömer.

Ömer sai na frente e Narin o segue, quando entra no carro Ömer vira para Narin e diz.

- Olha aqui sua fedelha, nunca mais saia do carro daquele jeito, eu não quero ter problema com meu pai por sua causa. Você me entendeu? - Ömer pergunta com um olhar severo para Narin.

- Olha aqui seu imbecil se você continuar me tratando assim, eu vou fugir. - Narin ameaça Ömer colocando o dedo no rosto dele

- Sério? Vamos lhe encontrar facilmente. - As palavras de Ömer saem em tom de deboche.

- Quando for encontrada eu digo que foi você que me deixou no meio da rua para eu ir embora. - Narin desafia Ömer.

- Não se atreva a fazer isso. - Ömer fica aterrorizado com as palavras de Narin.

- Então pare de me tratar mal, eu também não quero estar em sua casa, muito menos perto de você. - As palavras de Narin sai em tom de desprezo.

- Tudo bem, vamos fazer um acordo, eu lhe dou um pouco de liberdade e você faz meu pai acreditar que estou cuidando muito bem de você, combinado? - Ömer pergunta estendendo a mão para Narin apertar.

- Combinado. - Narin aceita apertando a mão de Ömer.

- Então, vamos começar por hoje...

- O que tem hoje? - Narin pergunta interrompendo Ömer.

- Eu vou sair com uns amigos e você irá fazer um trabalho da faculdade com aquela sua amiga. - Ömer propõe a Narin uma forma de enganar o pai.

- Mas seu pai disse que não posso ir para outro lugar além da faculdade! - Narin exclama confusa.

- Mas, se eu te levar tudo bem para ele. - Ömer informa com um sorriso maroto.

- Eu entendi, será ótimo, quero mesmo sair um pouco daquela casa e ficar com a Zeynep. - Narin confessa sentindo um alívio.

- Então, liga e diz que está indo para casa dela. - Ömer pede freneticamente.

- Vou ligar para minha mãe e avisar a ela, agora tem uma coisa, você só sairá da casa dessa Zeynep quando eu for lhe buscar, entendido!? - As palavras de Ömer sai com um tom de ordem.

- Tudo bem. - Narin concorda sem dar importância ao tom de voz de Ömer.

Ömer e Narin seguem com seu plano, no final da tarde, Ömer leva Narin para casa de Zeynep.

- Oi amiga, o que aconteceu, como deixaram você vir aqui? - Zeynep pergunta surpresa e ouve Narin contar o plano dela e de Ömer.

- Então, vocês ficaram amigos? - As palavras de Zeynep soam maliciosamente.

- Não exatamente, mas ele me deu uma trégua para sair com os amigos dele. - Narin explica o motivo da trégua.

- Agora, você não falou que ele era tão gato. - Zeynep questiona, franzindo o nariz.

- Bonito, mas insuportável. - Narin retruca revirando os olhos.

Horas mais tarde...

Ömer percebe que já é tarde, precisa levar Narin para casa, então ele decide ligar para ela.

- Atende o telefone fedelha. - Ömer resmunga nervoso.

Narin e Zeynep acabaram adormecendo, Ömer não vê outra alternativa a não ser bater na porta da casa de Zeynep.

- Quem é você e o que quer a está hora na minha porta? - O pai de Zeynep fica desconfiado ao vê Ömer.

- Desculpe senhor, mas eu vim buscar a Narin, meus pais não permitem que ela durma fora de casa. - Ömer justifica o motivo de está lá aquela hora.

- Querido quem é? - A voz da mãe da Zeynep é ouvida por Ömer do lado de fora da casa.

- Um rapaz veio buscar a Narin, vai chamar ela. - O pai de Zeynep pede ainda encarando Ömer desconfiado.

A mãe de Zeynep vai até o quarto e volta com Narin.

- Muito obrigado senhora. - Ömer agradece e pega Narin pelo braço e leva para o carro.

- Você demorou. - Narin fala ainda sonolenta.

- E você não atendeu a porcaria do celular, eu estou a mais de uma hora tentando falar com você. - Ömer fala ligando o carro e sai cantando pneus

- Meu celular está ruim, ele tem descarregado muito rápido. - As palavras de Narin sai arrastada por conta do sono.

Ömer e Narin chegam em casa e tentam entrar sem serem vistos, mas são pegos.

- Onde diabos você estava com essa menina até esta hora? - Sra Gonul pergunta furiosa com o filho.

- Sra Gonul eu acabei adormecendo na casa da Zeynep e meu celular descarregou, o Ömer tentou falar comigo e não conseguiu. - Narin se justifica tentando proteger Ömer.

- Olha aqui Narin, isso não irá acontecer mais, quando você precisar fazer algo da faculdade, essa sua colega virá aqui, se Ekin ficar sabendo estou acabada, vá para seu quarto. - Sra Gonul repreende Narin olhando para Ömer ainda desconfiada.

Narin segue para seu quarto e Ömer tenta fazer o mesmo.

- Você não, vamos conversar. - Sra Gonul diz e pega Ömer pelo braço e o leva até o escritório.

- Agora mãe!? - Ömer resmunga frustrado.

- Sim, agora, você acha que sou boba, daqui estou sentindo o cheiro de álcool, você deixou a menina na casa da colega e foi para suas farras. - Sra Gonul repreende Ömer trazendo à tona o plano dele.

- Maldição mãe já basta o papai me controlar. - Ömer protesta coçando a cabeça.

- Você esqueceu que esta garota é uma bomba relógio em nossas mãos? Você esqueceu também que é por sua causa que estamos nessa situação? Filho você está vivendo sua vida como se nada tivesse acontecido. - Sra Gonul tenta trazer Ömer para a realidade

- E o que a senhora quer que eu faça, vou deixar de viver!? - As palavras de Ömer saem em tom de revolta.

- A sua função é proteger ela, e não a colocar em perigo. - Sra Gonul pressionou os lábios antes de continuar. - O tio dela ligou hoje e falou com seu pai, depois Ekin ficou muito nervoso. - Sra Gonul informa com as mãos na cabeça.

- Nós já estamos cumprindo o acordo, o que ele quer mais!? - As palavras de Ömer é de revolta.

- Eu não sei, seu pai não quis falar sobre o assunto, agora vá dormir, não faça mais isso. - Sra Gonul pede com um semblante preocupado.

Ömer vai em direção as escadas e para.

- Mãe, a senhora acha que ele está nos vigiando? - Ömer pergunta se sentindo derrotado.

- É possível. - Sra Gonul pondera um pouco e responde e acena com a cabeça.

Ömer vai para o quarto, fica pensando como se livrar daquele problema. Na manhã seguinte, Ömer leva Narin para a faculdade, e depois vai para sua faculdade, antes do horário do almoço ele passa no shopping e no final da manhã vai buscar Narin, quando ela entra no carro ele entrega uma sacola a ela.

- Toma, isso é para você. - Ömer fala colocando a sacola no colo de Narin.

- O que é? - Narin pergunta abrindo a sacola. - Eu não acredito, um celular novo, muito obrigada!! - Narin agradece com um largo sorriso nos lábios.

- Isso é para nosso plano funcionar direito. - Ömer informa revirando os olhos.

- Mas a culpa não foi só minha, você também chegou tarde. - Narin se defende admirando o celular.

Os dias passam e Ömer sempre criava oportunidades para sair e deixar Narin em um lugar seguro, geralmente na casa da Zeynep. Narin passou a fazer novos colegas e entre eles está um garoto chamado Boran. Narin, Zeynep e Boran ficam sempre juntos, mas Zeynep está em semana de provas, está estudando muito e sem tempo para os amigos. A companhia de Narin neste período é Boran. Em um dia, Ömer chega para buscar Narin, e vê Boran com o braço envolta do ombro de Narin, Ömer vai até eles furioso.

- É assim que você está estudando Narin? - Ömer pergunta com raiva do que vê.

- Oi Ömer, este é... - Narin não consegue terminar a frase.

- Não me importa quem ele é, você não está aqui para ficar de papo com garotos, mas sim para estudar, e você seu imbecil fique longe dela. - Ömer diz cheio de ódio, pega Narin pelo braço e sai arrastando.

- Ömer, o que você pensa que está fazendo, ele é meu colega!? - Narin protesta em vão.

- Você não tem permissão para ter um colega homem. - Ömer lembra a Narin as regras que o pai dele impôs.

Ao entrar no carro Narin fica fuzilando Ömer com os olhos com muita raiva do comportamento dele.

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