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Encontro com a máfia

Encontro com a máfia

Autor:: Vanessa Verones
Gênero: Romance
"- Porque você não me contou? - Você teria feito tudo igual, se soubesse?" Alice Campos formada em artes plásticas, trabalhando ainda com o seu pai, até ter suas obras reconhecidas! Uma menina calma e gentil, mas não confunda gentileza com ingenuidade, após a sua melhor amiga a convencer, elas estão de viajem para a "terra dos sonhos," onde se encontram várias galerias de artes, até mesmo a estátua de "Michelangelo" na qual um dos seus sonhos é conhecer... Matteo Mancini o topo da máfia, assumindo após perder os seus pais em um ataque rival, sendo o melhor e mais impiedoso quando necessário. A família Mancini é a mais temida de toda a Itália, até porque Matteo segue as regras à risca, castigando todos os que são pegos fazendo algum ato sujo, sendo da família ou não. Por uma obra do destino os seus caminhos vão se cruzar, Alice terá que lidar com várias situações precisando demonstrar força ou fraqueza, Matteo precisa continuar com a sua cabeça firme, senão vai perder o seu posto, e talvez até quem o ama.

Capítulo 1 Cap.1

Rumo ao novo.

Os dez mandamentos da máfia!

1. Ninguém pode se apresentar diretamente aos grandes, exceto caso a sua presença seja solicitada.

2. Nunca olhe para as esposas dos seus amigos;

3. Nunca seja visto com policiais;

4. Não vá a bares ou boates;

5. Estar sempre à disposição, é um dever, mesmo quando sua mulher estiver prestes a dar à luz;

6. Compromissos devem sempre ser honrados;

7. Companheiras devem ser tratadas com respeito! Independente de qual área da família você exerça.

8. Quando lhe for solicitada alguma informação, a resposta deve ser sempre a verdade;

9. Não se pode apropriar de dinheiro pertencente a outras famílias ou outros mafiosos;

10. Pessoas que não podem fazer parte são: qualquer um que tenha parente próximo na polícia; qualquer um que tenha um parente infiel na família; qualquer um que se comporte mal ou que não tenha valores morais.

Um dos princípios da máfia é nunca trair a sua esposa, pois: se você é capaz de trair quem confia, em fechar os olhos e dormir ao seu lado, você não é digno da confiança de ninguém...

" - Sei solo gattino?

Está sozinha, gatinha?"...

Alice Campos uma jovem independente de vinte e três anos, medindo um metro e sessenta, corpo exuberante, loira com seus cabelos um pouco abaixo dos ombros, olhos claros e dona de um sorriso encantador, formada em artes plásticas, ela ama seus pais, mas saiu de casa cedo, aos seus dezenove anos alugou um apartamento onde reside atualmente, contendo em um dos seus cômodos um estúdio de artes, onde ela passa a maioria do seu tempo livre, deixando sua mente levá-la a belíssimas telas. Alice acabou cedendo aos pedidos do seu pai, por ser filha única, ele sonhava em tela à frente dos negócios da empresa da família. Alice uniu o útil ao agradável, já que ela precisava de um emprego para se manter, até as suas telas serem reconhecidas. Mas ela impôs uma condição, ser tratada apenas como uma funcionária normal e não como a filha do chefe.

Alice trabalha na administração da empresa, sonhando até acordada em ter suas telas reconhecidas. Ela é focada no que faz, dando o seu máximo na empresa e no tempo que sobra ela passa decorando suas magníficas telas. Já Bianca Macedo, sua melhor amiga extrovertida de apenas vinte e três anos, começou a sentir uma certa preocupação por sua amiga. Alice não sai para se divertir, não namora. Tendo isso em mente, Bianca convidou sua melhor amiga para fazerem uma viagem juntas. Sabendo o lugar que Alice ansiava em ir, ela sabia que sua amiga não resistiria ao seu convite. Alice e Bianca estudaram juntas e compartilham do mesmo sonho. Viajar a Florença, conhecer as várias galerias de artes disponíveis naquela cidade. Com a ajuda dos pais de Alice, Bianca a convenceu... Depois de três horas de voou, Alice saiu do táxi, encantada com a beleza do hotel onde vão ficar por três meses.

- Eu ainda não acredito que estamos realmente em Florença - A animação esbanjava no tom de Alice, enquanto ela parou sua mala ao lado do seu corpo e admirou o hotel.

- Pois acredite, nega! - Bianca se aproximou puxando sua mala, parando ao lado dela, com sua empolgação em seu semblante - Não podemos perder tempo, temos muito o que conhecer...

Após pagar o taxista, Bianca segurou no braço de Alice e juntas caminharam em direção ao hotel. Sua fachada é linda, escrita em italiano "albergo firenze, Hotel Florença". De longe, elas observam várias janelas, algumas abertas e outras fechadas, a estrutura é típica italiana, parecendo pequenos tijolinhos moldados milimetricamente um sobre o outro, em um tom claro, deixando as garotas ainda mais encantadas... Após passarem pela recepção, as duas foram encaminhadas para seus aposentos, claro que elas vão ficar no mesmo. Felizes, elas entraram olhando cada detalhe, como o lado de fora, em um tom branco. Alice caminhou até a enorme janela da sala e a abriu, tendo a visão de uma varandinha e o vento soprou o seu rosto, fazendo-a fechar seus olhos de emoção. Enquanto Bianca admira o local, tendo duas camas enormes lado a lado, uma televisão no suporte à frente, um frigo bar, dois guarda-roupas espelhados, duas cômodas ao lado das camas. E vários quadros com lugares de Florença...

- Não há outra palavra para descrever este lugar, a não ser 'incrível' - Bianca pronunciou ao se jogar sobre a cama, enquanto olhava para o teto.

- É Realmente perfeito! - Alice falou, enquanto retornava para dentro do quarto.

- Nossa primeira noite em Florença, o que vamos fazer nega? - Bianca perguntou empolgada se sentando sobre a cama.

- Talvez noitinha de pizza! - Alice falou, enquanto jogou sua mala sobre a cama.

- Ah! Vamos deixar as arrumações para depois. - Bianca suspirou, se jogando para trás novamente, deixando o macio do colchão bater em suas costas.

- Estamos com tempo. - Alice olhou para ela sorrindo. - Até as oito da noite, conseguimos arrumar tudo e nos preparar. Eu só saio após deixar tudo organizado - Alice ironizou sua última frase.

Bianca suspirou, revirando seus olhos, as amigas organizaram todas as roupas e o necessário que haviam levado, deixando separado o que iriam usar naquela noite. Depois de um banho relaxante que cada uma tomou, Alice se produziu com uma calça preta, camiseta branca com alguns detalhes de arte abstrata na frente e por cima um sobretudo marrom-claro, sua bolsa preta contendo tudo o que ela precisava e um tênis marrom. Já Bianca estava usando uma regata de alça fina amarela, calça preta apertada, e uma jaqueta jeans longa abaixo da cintura aberta na frente, e um tênis preto... Por volta das oito da noite, as amigas estavam prontas, como Alice havia dito, com uma breve caminhada até a calçada, um táxi estava passando e, com um sinal, ele parou.

Alice entou sorrindo e falou:

- Moço, nos leve na melhor pizzaria de Florença, por favor.

- Vocês são turistas? - O homem perguntou, olhando pelo retrovisor, com um sorriso amigável.

- Somos, mas por pouco tempo. - Bianca falou, dando um leve cutucão em Alice.

O carro começou a se afastar do hotel onde estavam hospedadas e Alice sorriu, mas seu corpo tremeu fraco, como se algo frio tivesse passado perto dela. O sorriso que estava em seus lábios se desfez, enquanto ela olhou para o homem que falou.

- Eu já sei aonde levá-las, as senhoritas vão adorar...

Alice trocou um olhar alegre com Bianca e, ao mesmo tempo, um sorriso apareceu em seus lábios... Enquanto o táxi percorria Florença, elas olhavam pela janela encantadas, com a beleza surreal que era aquele lugar, digno de um conto de fadas, mas não é exatamente um conto de fadas, vamos dizer que está mais para um lado negro. Um lado em que Alice vai ser impelida a conhecer...

Capítulo 2 Momento de pânico.

Alice sentiu algo estranho novamente, um sentimento de angústia, ela soltou o ar entre seus lábios suavemente e olhou pela janela, mordendo seu lábio inferior levemente ao perceber que o taxi havia parado.

- Hoje eu me liberto. - Bianca falou saindo do automóvel - Chega da santinha filha de papai. Hoje sou apenas a Bianca, uma turista sedenta por um belo italiano. - seu tom saiu carregado de malícia.

- Bianca pisa no freio. - Alice falou se retirando, após pagar o taxista. - Eu realmente não estou com forças hoje para carregar você. - Alice riu.

Bianca fez beicinho e deu de ombros, juntas as amigas caminharam lado a lado para dentro daquela bela pizzaria. Sua bela estrutura contém vidros esfumado, por fora não se vê por dentro, mas por dentro consegue-se ver perfeitamente cada movimentação do lado de fora, dando privacidade e modernidade aos clientes. As mesas são escuras e redondas com um espaço bom entre as outras. Bianca se sentou olhando em volta e sussurrou.

- Hoje eu pretendo encontrar um italiano bem gostoso.

Alice riu

- Mas. Vê se toma jeito Bianca, não vá sair com qualquer um não. - Alice terminou a sua frase com uma leve careta

Um belo garçom se aproximou, chamando a atenção das amigas . Alice apenas levantou o seu olhar, já Bianca moveu sua cabeça e encarou o rapaz com um belo sorriso travesso. Ela mordeu seu lábio sedutoramente quando ele retirou uma caderneta de anotações do bolso do seu avental e uma caneta de cima da sua orelha.

- O que as moças desejam? - Ele estava pronto para anotar.

- O que você tiver de mais álcool aí! - Bianca sussurrou e Alice arregalou seus olhos ao perceber o que ela estava fazendo - E para comer! - o olhar da jovem garota, deslizou pelo rapaz parado ao seu lado - Eu posso virar refeição essa noite, se. - Alice segurou o riso e o rapaz engoliu em seco - Se você me prometer que vai me deixar segurar na sua parmiggiana.

O rapaz olhou em volta e a Alice deu um suspiro pesado, tampando sua boca com suas mãos, enquanto tenta olhar para lugares aleatórios, tentando não rir. Bianca está até puxando uma mexa do seu próprio cabelo, enquanto encara o rapaz, que a observa com um certo interesse. Alice deu um leve chute na ponta do pé de Bianca e ela sorriu apenas assentindo.

- Eu ia pedir esse sabor mas... - as bochechas de Alice estavam vermelhas e a ponta do seu nariz havia uma leve coloração rosada. - Uma portuguesa e um suco natural de uva, por favor.

- Eu quero um drink por favor. - Bianca passou um dedo pelo braço do homem - Eu aceito uma sugestão sua.

- Pode deixar. - O rapaz piscou para ela, se retirando em seguida.

Os olhos de Alice se arregalaram automaticamente, ela se remexeu em sua cadeira, enquanto observava seu celular, tentando fugir do clima de vela em que ela estava, enquanto Bianca seguiu o rapaz com o seu olhar, até o perder de vista.

- Bianca. Toma cuidado, pelo amor de Deus. - Alice abaixou o seu tom - Não conhecemos nada, nem ninguém por aqui.

- Relaxa amiga! - Bianca sorriu. - O que mais poderia acontecer? Estamos em Florença - ela sorriu olhando em volta - A cidade do amor. E eu pretendo fazer muito hoje. - Bianca fez careta e abaixou o seu tom - Voce viu que italiano gostoso. Hum, o meu tipo, moreno de olhos claros. Os pais dele fizeram na medida certa.

Alice revirou seus olhos sorrindo, talvez a pequera de bianca não seja o seu tipo, na verdade talvez nem ela saiba qual seja.

- Alice você tem que seguir a sua vida amiga. - Com a frase de Bianca, Alice a olhou com uma expressão neutra, seu sorriso se desfez rapidamente - Não é porque aquele babaca do Alan não pretava que todos tem o mesmo caráter de merde Ali. Eu sou eclética e sei muito bem disso, vamos encontrar idiotas de carteirinha, mas se soubermos olhar bem. Tem caras legais.

Alice saiu de um profundo pensamento, com a última frase da sua amiga e sorriu, ela soltou um breve suspiro de alívio ao pensar que agora ela está livre de um relacionamento frustrado. As amigas mudaram de assunto e conversavam, enquanto aguardavam o seu pedido, Bianca estava mostrando para Alice, como seduzir um homem, como se Alice não soubesse. A mesma riu ao ver o garçom o mesmo rapaz que anotou seus pedidos, olhando Bianca brincar com alguns fios do seu cabelo, ele parecia imovel, para não rir, Alice olhou para outra direção. O rapaz percebeu que Alice também ficou corada e se aproximou colocando um copo na frente de Bianca.

- Temos aqui o negroni senhorita, um dink contendo gim, vermute rosso e campari, gelo e uma fatia de laranja.

Bianca apenas sorriu para o jovem de uma maneira sedutora, enquanto ele entregou o restante dos pedidos, Alice para não soltar uma gargalhada, levou o seu copo à sua boca e bebeu do suco que havia pedido, pensando em outras coisas, deixando Bianca usar das suas táticas com o jovem italiano. Depois que ele se retirou Bianca sorriu orgulhosa, tomando um gole generoso da bebida indicada pelo rapaz e tossiu em seguida, colocando sua mão sobre a sua garganta, fazendo careta com o teor de amargo e álcool que ela sentiu.

- Gente! - Bianca ficou com seus olhos cheios de lágrimas.

- Você pelo menos chegou a ouvir o que ele falou que tinha dentro dessa bebida? - Alice riu - Para você beber como se fosse um simples suco.

- Não.

A resposta de Bianca fez as amigas rirem. Mesmo depois do amargo, Bianca ainda bebeu lentamente e ambas provaram da deliciosa pizza, Bianca pediu um vinho depois de terminar o seu suco e quando o garçom foi entregar, ele fez um pedido inusitado a Bianca, se ela o aguardava pois seu turno terminaria em trinta minutos, Bianca já havia pegado gosto da bebida e visivelmente alterada aceitou. Alice até tentou convencê-la ao contrário, mas Bianca estava decidida a sair com o rapaz. Passado os trinta minutos, as amigas estavam pagando a conta, Bianca ainda estava sentada aguardando o rapaz que já estava falando alguma coisa com seu gerente. Ao perceber, Bianca se levantou e começou a sair junto de Alice, sentindo que o rapaz estava vindo atrás, ela sorriu.

- Senhorita, gostaria de me acompanhar em um passeio? - O rapaz parou ao lado de Bianca. Ela sorriu assentindo.

- Será um prazer - Bianca voltou sua atenção para Alice - Vamos nega?

- Não, pode ir vocês - Alice falou olhando para a rua, em busca de uma condução. - Eu vou voltar para o hotel. - Alice sorriu e Bianca arqueou uma de suas sobrancelhas - Qualquer coisa me liga Bi.

Bianca tentou convencer Alice de pelo menos deixar que eles à acompanhassem até o hotel, mas Alice sabia quais eram os planos deles e não queria ser uma interferência. Ela tranquilizou a amiga dizendo que retornaria de táxi e que eles poderiam seguir seus caminhos. Bianca com receio aceitou se despedindo com um abraço apertado. Após ver eles se retirando em um carro típico do país, Alice sorriu olhando em volta, várias tentativas falhas, mesmo levantando a mão, nenhum táxi parou para ela.

Frustrada Alice digitou seu endereço no mapa do celular e viu que o hotel ficava a trinta minutos de onde estava. Pensativa ela olhou para a direção em que teria que caminhar e um casal abraçado passou por ela. Outro suspiro escapou dos lábios da jovem e ela começou a caminhar. Quinze minutos de caminhada, ela percebeu que o caminho estava perdendo sua luminosidade, alguns postes tinham luzes queimadas, Alice olhou para o celular e viu que a caminhada demoraria mais do que trinta minutos, essa posição seria de carro, ela suspirou abraçando seus braços, continuando a caminhar.

- Sei solo gattino?

Essa pergunta, seguida de uma voz masculina em deboche, fez Alice parar no lugar de olhos arregalados. Na sua frente não tinha nenhum sinal de pessoas, só estava ela e o dono dessa voz. Alice piscou algumas vezes e sem dar atenção a voz, com suas pernas trêmulas ela começou a caminhar. Mas alguém agarrou seu braço tão forte que ela gemeu e virou bruscamente, batendo seu corpo contra o daquele homem que ela não tinha muita visão do seu rosto, pelo local mal iluminado. Mas pelo coração batendo irregular de Alice, ela já sabia que ele não tinha boas intenções.

- Me solta! - Ela falou dura, enquanto tentava esconder o seu medo, puxando o seu braço do agarro dele.

- Porque eu deveria? - seu aperto ficou mais forte e a expressão de dor no rosto de Alice foi inevitável, enquanto ouvia seu tom irônico -Estamos sozinhos gracinha. - O homem se aproximou tanto dela, ao ponto de Alice sentir o cheiro de álcool - Uma mulher tão linda assim. - seu olhar poderia despi-la a qualquer momento - Não deveria andar sozinha, as ruas de Florença guardam segredos terriveis, sabia?

Alice sentiu um frio gélido percorrendo seu corpo, e antes que ela pudesse abrir a boca, sentiu a mão fria e suja do homem a cobrindo, enquanto a levantou rapidamente e mesmo Alice se debatendo ele começou a arrastá-la para dentro de um beco, ainda mais escuro. Com lágrimas em seus olhos o pânico dominou Alice e ela morder a palma do homem, que gritou a soltando.

- Socorro!!!! - Alice gritou caindo de barriga no chão, colocando suas mãos rapidamente na frente, para não chocar seu rosto, ela tentou se levantar, mas foi segurada por suas pernas e caiu novamente de barriga no chão.

Sem esperança de receber ajuda, Alice começou a chorar e tentou se rastejar gritando por socorro, enquanto o homem à puxou para dentro do beco com raiva ele a levantou pelo tronco em um solavanco e a segurou com a mesma mão sangrando, fazendo Alice sentir o gosto de ferro e fazer anciã de vômito, enquanto suas lágrimas molham o homem.

Dentro do beco o homem à encostou na parede prendendo seus braços à cima da cabeça dela, dando início a beijos em seu pescoço e descendo para seus seios, Alice tentou se afastar bruscamente, ela o chutou entre as pernas, mas ele conseguiu se esquivar e a virou de costas, Alice gritou quando ele apalpou sua bunda e o pânico fez ela soluçar alto, implorando por ajuda. Alice fechou seus olhos, em pânico imaginando que nunca passou por sua cabeça que em sua primeira vez em Florença iria acabar com ela sendo violentada.

- Solta ela vagabundo!!! - Alice abriu seus olhos rapidamente, ao ouvir uma voz mais rouca e o barulho do homem sendo tirado de trás dela.

Alice se abaixou e ficou ali paralisada chorando baixinho, enquanto sentia seu corpo tremer violentamente. Com medo de ser um segundo acediador, Alice olhou devagar e viu um homem alto, vestido um terno que parecia refinado, ele estava de costas e segurava o homem pelo colarinho como se fosse um pedaço de papel, ele falou palavras em italiano que a princípio Alice não entendeu e ela pulou no lugar, quando ele transferiu um soco no rosto do homem que o fez cair no chão, como um saco de batatas.

- Você está bem? - seu salvador se virou para ela e caminhou devagar na sua direção, não querendo assusta-lá.

Os olhos de Alice se arregalaram novamente ela não sabia se sentia medo ou gratidão, mas aquele belo homem alto de cabelos escuros e olhos castanhos claros e uma barba desenhando perfeitamente seu maxilar, com um sorriso marcante se abaixou na sua frente e tocou a sua mão causando uma eletricidade pelo corpo de Alice, algo que ela nunca havia sentido antes, a voz dela não saiu, mas Alice conseguiu assentir rapidamente, enquanto suas lágrimas começaram a escorrer.

Capítulo 3 Cap. 3

Quem é você?

- Por favor... Só não... Me machuque! - Alice falou entre suspiros, fechando seus olhos, enquanto seu corpo tremia violentamente.

- Eu não ousaria machucar uma dama! - A voz dele parecia lhe passar uma calma tremenda, seu toque em seu rosto era diferente.

Ela abriu seus olhos lentamente e algo conectou os seus olhos com os dele instantaneamente. Entre o desespero, Alice sorriu brevemente.

- Senhor, o que faremos com este meliante? - Uma voz ecoou atrás dele.

Alice levantou o seu olhar e viu vários homens de preto parados envolta, um em específico estava segurando o homem que tentou contra ela. O homem estava com uma mordaça em sua boca e parecia terrivelmente assustado. Com essa imagem, ela temeu que talvez esses homens fossem mais, pior do que o anterior. Ela se levantou bruscamente e tentou se afastar deles, mas ela foi para o lado errado, o beco não tinha saída.

- Oh! Merda. - Alice praguejou.

Seu olhar vagou de um lado para o outro, enquanto seu coração estava bombeando tanto sangue que o seu cérebro se encheu de oxigênio e ela se sentiu tontura. Alice se apoiou na parede e começou a hiperventilar. Seu pânico começou a ficar maior, quando ela ouviu passos se aproximando.

- Eu não vou te machucar! - A voz dele ecoou entre as paredes e Alice começou a olhar em volta apavorada.

- Eu só quero ir para casa! - Ela falou com sua voz trêmula. Tentando se manter calma.

- Posso te levar. - O homem estendeu sua mão na direção de Alice, e ela se assustou, fechando seus olhos e abrindo - Prazer, eu me chamo Matteo.

Ela olhou para a sua mão e para ele por alguns segundos, a princípio ele não parecia ser uma ameaça, o coração de Alice já havia até voltado a bater normalmente, apesar de errar algumas por conta da presença marcante desse belo italiano. Ela segurou a mão dele, com a dela levemente trêmula.

- Alice!

O olhar dele era tão intenso que Alice começou a sentir suas bochechas corarem, ela sorriu e abaixou o seu olhar, ao sentir um lenço macio tocando o seu rosto.

- Ele te machucou? - A voz de Matteo soou fria. Enquanto ele limpava o sangue do rosto dela.

- Não. Mordi ele. - Ela falou envergonhada. - É... Aconteceu muita coisa... Obrigada por estar aqui - Alice o olhou e sorriu em gratidão - Mas por favor, não me leve a mal, eu só queria um táxi e ir para casa.

- Não se preocupe, eu entendo. Posso te ajudar com isso? - Matteo retirou seu celular do bolso, enquanto digitava com uma agilidade. Ele continuou: - Tenho um amigo nesse ramo. Ele estará aqui em breve.

Alice ficou surpresa, mas não disse mais nada, ela pensou que talvez seria rude da sua parte recusar novamente. Matteo pediu permissão para acompanhá-la até a calçada e aguardar ao seu lado. Alice achou ele bem cavalheiro e permitiu, lhe agradecendo novamente. Sem demora, o taxista chegou, ambos não tiveram tempo de conversar muito, Alice sorriu novamente e o agradeceu mais uma vez, se despedindo. A gratidão estava estampada em seu olhar.

- Não precisa agradecer. - Matteo falou, abrindo a porta - Nos veremos em breve, quem sabe.

Alice sorriu, segurou na porta e entrou no automóvel. Matteo fechou a porta e o taxista começou a seguir para o endereço em que Alice o informou. Ela olhou para trás intrigada, pensando em como eles poderiam se ver novamente se nem trocaram seus números. Ela viu que Matteo permaneceu em pé, olhando em sua direção e um sorriso bobo apareceu em seus lábios. Antes de perdê-lo de vista, ela percebeu que um dos homens de preto parou ao lado dele, dizendo algo próximo ao seu ouvido. Alice sorriu, se ajeitando confortavelmente no banco, enquanto suspirou aliviada.

Aliviada por essa noite não ter terminado com ela, em um jornal sendo anunciada como vítima de um abuso. Uma pergunta sobrepôs todo o seu medo, quando ela pensou: quem é Matteo?

- Tudo bem, senhorita? - A voz do motorista tirou Alice dos seus devaneios.

- Sim... - sua voz saiu embargada ao lembrar do homem a tocando.

Ela engoliu em seco e um nó havia se formado, algumas lágrimas começaram a escorrer e ela as limpou rapidamente, suspirando pesadamente. Alice tentou se manter calma... O táxi parou em frente ao seu hotel, Alice pegou dinheiro da sua bolsa e estendeu em direção ao motorista.

- Não posso aceitar, senhorita, sua corrida já foi paga. - Disse o homem, olhando pelo retrovisor.

- Como? - Alice perguntou perplexa.

- Já foi paga, senhorita. - O homem assentiu.

Alice até tentou argumentar, sem acreditar no que estava ouvindo, como já foi paga? Ela acabou de entrar no táxi e ninguém pagou antes disso. Mesmo que Alice tenha tentado pagar novamente, o motorista não aceitou e, um pouco frustrada, Alice saiu do automóvel, vendo-o ele seguir caminho e uma breve imagem passou por sua mente. O motorista não estava vestido como um taxista normal. Ela ficou parada olhando para o carro virar a esquina. Ele estava usando terno, Alice franziu seu cenho.

Suspirou pesadamente e seguiu para o seu quarto, chegando lá ela procurou por Bianca, mas percebeu que ela não havia retornado, Alice tomou um banho demorado tentando esquecer tudo o que passou, ela chorou um pouco esfregando o seu corpo com força, tentando apagar aqueles toques forçados, mais uma imagem não saia da sua cabeça o rosto bonito de Matteo, seu jeito calmo e, ao mesmo tempo, misterioso, ela sorriu feito uma boba algumas vezes, lembrando dele.

- Matteo, quem é você? - Alice sussurrou sorrindo, enquanto se arrumava para deitar.

Após se certificar de que todas as portas estavam trancadas, Alice se deitou de barriga para cima, olhando para o teto. Ela suspirou. Preocupada com Bianca, Alice ligou algumas vezes, porém as ligações caíam direto para a caixa postal, deixando Alice ainda mais preocupada. Porém, uma imagem passou por sua cabeça, o seu assediador. Seu rosto estava em pânico e ele estava amordaçado, quem amordaça uma pessoa? Alice se virou e abraçou o travesseiro, com as imagens e algumas perguntas na sua cabeça, o pânico do homem e o rosto calmo e bonito de Matteo, o que ele ia fazer com o rapaz? E quem realmente é Matteo?...

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