Sabe quando sua mãe te avisa para não sair para a balada dia de semana pois tem trabalho no outro dia e isso pode dar merda? E mesmo com raiva você a escuta e não vai. Pois, mãe sempre tem razão e no fundo você realmente sabe que ia mesmo dar merda?
Bom, eu não escutei a minha, e é por isso que estou assim hoje.
Mas calma, eu não escutei porque a minha morreu quando eu nasci e esse papel ficou para o meu pai, mas ele também não fez isso, ao menos não nos últimos anos porque eu não moro mais com ele.
Me mudei há quatro anos para cidade vizinha para fazer faculdade, o coitado não tinha como saber quando os universitários fariam uma festa de calouros regada a álcool e suruba plena quarta-feira e muito menos que eu estaria nela.
Agora estou aqui, pronta para pedir a morte de joelhos e com um gosto de lama na boca me avisando que estava de ressaca. Usando o vestido de ontem pois vim direto diferente de todas as vezes que dormi na casa da minha melhor amiga e pegava algo no guarda-roupa dela. Mas aquela vadia estava sumida desde que tinha sofrido um pequeno acidente e fodido com o pé.
Bem, olhe para mim sentada no meu pequeno cubículo, os olhos queimando com a mistura de sono e bebidas.
- Clarinha, vai tomar um café, aproveita e traz para mim. - Maurinho se aproximou da minha mesa me entregando documentos que deveriam ser levados para a simpática assistente do diabo.
Estiquei a coluna me espreguiçando. - São todas para Doutor Romano?
- Sim. - Respondeu e meu suspiro escapou.
Alguns meses atrás Doutor Valentim Romano tinha ocupado o cargo do agora então aposentado Doutor Reinaldo Ribeiro e não tinha nenhum problema nisso, juízes se aposentavam mesmo, o problema era que doutor Reinaldo era um doce e ia muito com minha cara, ao contrário do recém-chegado que parecia me odiar e querer me chutar a cada vez que eu entrava na sua sala.
- Tudo bem, vou buscar café primeiro, o seu é sem açúcar?
- Por favor.
- Já volto. - Assenti desejando que há uma semana eu não tivesse feito promessa de ficar sem comer doce para então poder atacar meu pacote de jujubas vermelhas escondidas dentro da minha gaveta para momentos de emergência.
Sigo pelo corredor que me levaria até a cozinha e diminuo os passos quando escuto a voz do que eu reconhecia ser do filho do diabo.
"- Você sabe que não faço essas coisas, levo a sério a ética do trabalho. "
" Ah, Valentin, ela é gostosa, e quer te dar, você já come a cidade inteira mesmo que diferença faz? "
Quem queria dar para aquele capeta? Provavelmente qualquer mulher que tivesse olhos.
Ok, não seria hipócrita. Doutor Valentin Romano era tão gentil quanto um demônio? Sim! Mas o infeliz parecia um deus. Era tão lindo, que chegava a ser sacanagem.
O corpo que sempre estava coberto por ternos impecáveis de aparência caríssima, mas tinha certeza ser malhado! E aquele rosto? Era tão divino que chegava a ser vulgar... aquela mandíbula bem marcada com a pequena faixa de barba que levavam a boca grande e carnuda, o nariz afilado e os olhos meio puxadinhos faziam minha mente rodar a cada vez que me encarava e brigava comigo por algo que segundo ele eu tinha feito errado! A pele era a cereja de tudo, parecia ter sido moldado perfeitamente e no fim Deus tinha dito: "Muito bem, já está muito gostoso, agora para finalizar, o mergulhem no chocolate. "
Chocolate era o que eu sempre pensava quando meus olhos caiam distraidamente sobre ele, eu disse distraidamente, pois em sã consciência eu tinha a certeza de que ele era o capeta. Sim, o anjo caído mesmo, sua beleza severa e sua maldade eficaz comigo me davam a confirmação.
"A diferença é que ela é uma das estagiárias, eu não posso torar Patrícia e fingir que não, fora que ela poderia contar para alguém... "
Patrícia? Aquela puta que eu odiava estava prestes a conseguir transar com Valentin?
" - Ah na minha época de solteiro sem estar apaixonado faria todas as estagiárias, todas bonitas pra caralho! "
" - Sim e eu também amigo... aliás nem toda, temos a fofinha ne? Aquela lá eu deixava para você. "
A bile subia por minha garganta enquanto mantinha os pés plantados no corredor. Valentin me desprezava de todas as maneiras, agora eu sabia que tanto na minha frente quanto em minhas costas. Quem ele achava que era para dizer que não me comeria? Quem disse que eu queria dar pra ele? Eu o detestava!
" - Está falando da Clara? Tá brincando? Ela é linda cara. Inclusive hoje ela está com um vestido que com todo respeito... está belíssima. "
Quis agradecer a quem quer que fosse pelo elogio.
" - Prefiro bundas menores. "
" - Pois eu não, caralho tem dias que ela vem com uns vestidos que não marca nenhuma calcinha, acho que ela vem sem, sabia? Mas sou muito bem casado, é claro que estou comentando só pelo fato de não ser cego. Eu amo a minha mulher e não devia estar aqui de conversa fiada. "
Puta que pariu! Finalmente consegui distinguir a voz que conversava com o mal-acabado. Doutor Jonas Silvério. Porra, depois de Valentin ele era o mais gostoso daquele Tribunal. Ele achava minha bunda bonita? Realmente era uma pena ele ser casado. E mal sabia ele que estava certo, eu quase nunca usava calcinha.
O que? Pois saiba que minha xana precisa respirar e aquela merda marca nos vestidos, eu só estou fazendo o que você também deveria fazer.
"- Você além de cego é louco, Clara é a patinho feio meio a tanta carne boa, meu amigo. Tenha dó! "
Filho de uma mãe! Eu não ia mais ficar parada ouvindo aquele otário me diminuir. Andei até lá e os surpreendi enquanto Jonas estava prestes a dar outra resposta.
- Bom dia, doutores. - Falei com minha cara de tacho fingindo muito bem que não tinha escutado nada e comecei a preparar dois cafés.
- Esta bonita hoje, Clara. - Jonas elogiou e agora sabendo que ele me achava gostosa deixava tudo ainda mais quente, meti o meu sorriso mais bonito no rosto antes de jogar uma mecha do cabelo que caia em meu rosto.
- Obrigada pela gentileza, doutor, o senhor também está incrível nessa manhã.
- Ah imagine, você votaria em mim para ser o mais bonito deste Tribunal?
- Sem dúvida nenhuma, o mais galanteador de todas as Varas. - Não pestanejei e vi Valentin subir as sobrancelhas antes de fazer um barulho de indignação com a boca.
- Sabemos que a estagiária Clara Maria só está querendo agradar, Jonas.
- Por que eu estaria? Ele é bonito mesmo, com todo respeito doutor. - Rebati mirando os olhos escuros de Valentin.
- Imagina, Clara. Eu que agradeço o elogio. Toma, otário! - O amigo começou a rir e vi a irritação tomar o rosto do homem.
- Jonas é casado, se você não sabe, Clara.
- Estou apenas dizendo que ele é bonito, não que quero trepar com ele, doutor Romano, o senhor deve ter se precipitado em seu entendimento. Mas acho que Jonas entendeu o elogio não é Doutor Silvério? - Os surpreendo com minhas palavras.
- Com certeza, Clara. Inclusive agradeço de novo o elogio, saiba que você também seria votada por mim. - Piscou de um olho só e trocamos um sorrisinho de amigos.
- Ótimo, então se me dão licença preciso voltar ao trabalho, tenham um bom dia.
Sai daquela cozinha com o corpo todo tremendo, voltei para minha mesa carregando os cafés literalmente a base do ódio. Valentin era um filho de uma puta que se achava! Ele me dava pena! Que era um mulherengo todos ali sabíamos, e que ele era simpático com todos menos comigo por me achar uma gorda ridícula? Eu também já desconfiava! Mas o que ele não sabia era que eu era muito boa em fazer pessoas engolir as palavras. E eu faria Valentin engolir cada uma delas!
Como? Sei lá, talvez planejando em colocar laxante no seu café? Arranhando um daqueles seus carros importados que ele vem trabalhar? Desenroscando o parafuso da sua cadeira para estatelar no chão?
Fala sério!
A quem eu queria enganar? Não faria nada além de chorar mais tarde no banho.
- Clara?
Subo o pescoço para encontrar Maurinho me olhando estranho.
- Está se sentindo bem? - Não! Estou de ressaca e com ódio daquele canalha desgraçado.
- Estou! - Estendo o copo de café para que ele pegue. - Vou levar os processos para o gabinete de Doutor Romano. - Fico de pé pegando as pastas e saindo antes que ele fale mais alguma coisa.
Para o meu descontentamento Yanna a coitada da assistente não estava as minhas vistas, teria de ser eu a bater na porta e entregar pessoalmente. Bati duas vezes e um som baixo veio do outro lado.
- Com licença. - Parei na porta e vi que ele levantou os olhos meio descrente.
- O que foi, Clara? - Seu tom saiu descontente.
- Educação mandou lembrança. - Sussurro.
- O que?
- Nada. - Digo ainda com raiva. - Vim lhe trazer estes processos, são os que estão com audiências marcadas para o mês.
- Deixe naquela mesa. - Apontou para onde eu deveria ir e segui colocando a pilha que carregava sobre a bagunça da mesa. Dois segundos depois o que era meio óbvio aconteceu. A pilha cedeu e algumas pastas aterrissaram no chão.
- Droga! Pego tudo num minuto. - Me abaixei ficando de cócoras começando a recolher o mais depressa possível antes que ele abrisse a boca e começasse a reclamar da minha competência.
Somente na última pasta em mãos senti o vento bater direto no meu centro me fazendo lembrar da minha florzinha livre. Arregalei os olhos, não por estar naquela posição sem calcinha e sim por estar naquela posição sem calcinha bem frente a mesa de Valentin!
Levantei no mesmo segundo rezando intimamente para que ele não tivesse visto minha boceta e muito menos que ele achasse que aquilo tinha sido feito propositalmente.
Não esteja olhando! Não esteja olhando! Não esteja olhando!
- Desculpe o transtorno, doutor. Está tudo aí, tchau. - Gaguejo e me aventuro a olhar seus olhos.
Valentin estava impassível, olhando além de mim. Como se tivesse sido tele transportado o que me acalmou bastante, se estava me ignorando como sempre fazia o que significava que minha gafe tinha passado ilesa.
Andei para fora do seu escritório correndo de volta para minha mesa sentindo suar frio sem saber se era pela tensão a pouco sofrida ou pela ressaca que insistia em manter forte. Daqui para seis da tarde meu corpo subia aos céus.
Encarei ao redor e vi Patrícia me olhando com um certo desprezo nos olhos, ela sempre ficava assim quando Maurinho sabendo que a única garota ali presente a não ter interesse em Valentin era eu, por isso me mandava a cumprir todas as coisas em seu gabinete.
Espera! Mauro me mandava por saber que eu não tinha interesse em Valentin ou mandava eu por saber que Valentin não tinha interesse em mim?
Com esse questionamento e muito trabalho a tarde correu. Somente quando estava sozinha trocando algumas mensagens com o cara que tinha beijado e trocado número na noite anterior esperando o elevador senti alguém parar ao meu lado e o cheiro amadeirado tomou todos meus sentidos. Era o diabo!
- É seu namorado? - Levantei a cabeça rápido e escondi a tela do telefone a colando no peito encontrando Valentin bisbilhotando.
- O quê?
- O Arthur que você está trocando mensagens aí. Achei que não tivesse namorado senhorita Clara.
- E não tenho.
- Ah, então é só uma paquera? Entendi.
Nosso elevador chegou e entramos, ele sendo gentil e me deixado entrar primeiro. Encostei no lado oposto ao seu e Valentin me encarou por uns segundos antes de limpar a garganta.
- Sinto muito pelo que disse mais cedo sobre você elogiar Jonas, não quis te ofender. - Acenei com a cabeça e ele continuou: - É sério, não quis ser rude.
O olhei com desprezo. - Não precisa se preocupar, conheço gente do seu tipo.
- Meu tipo?
- Por fora bela viola, por dentro pão bolorento.
- O que disse? - O rosto dele parecia chocado, mas graças ao bom Deus o elevador abriu na hora e o saguão ficou a nossas vistas.
- O que você ouviu, doutor.
- E está se referindo a mim?
- Se a carapuça serviu.
- E se eu lhe disser que nem por fora a senhorita é bela viola, minha querida?
- Você já diz isso. Todas as vezes que olha para mim. - Sai na sua frente com uma vontade imensa de chorar, eu o odiava com todas minhas forças.
Nunca precisei de ninguém me dizer que eu era bonito, inteligente, roludo e bom de cama. Eu não precisava que me falassem o que eu já sabia.
As pessoas não gostam de gente que se acha! Pois eu digo que as pessoas não gostam de gente que nãos são e se acham. Eu era tudo aquilo, não tinha porque falsa modéstia.
Por isso que eu, Valentin Romano Sánchez, nos meus plenos trinta e quatro anos não entendia porque minha mente vira e mexe vinha o flash que eu tive naquela manhã em meu escritório. A boceta de Clara.
Não me sentia atraído por Clara! Não mesmo. Ela era literalmente a junção do que eu não achava atraente em uma mulher, nem agora nem nunca!
Primeiro porque gostava de loiras e ela tinha o cabelo preto escuro, depois eu gostava de mulheres gostosas, e digamos que Clara era gordinha demais para se encaixar naquele meu padrão e terceiro que eu gostava de garotas submissas e aquela menina parecia ser tudo, menos isso! Vivia com o nariz para cima e de todas as mulheres que trabalhavam ali ela nunca tinha medo de me olhar nos olhos.
Por isso voltávamos ao questionamento inicial, porque diabos desde que Clara se abaixou frente a minha mesa e vislumbrei sua boceta rosa por meros segundos que a cada maldita vagina que eu enfiava o meu pau nunca parecia ser o suficiente? Eu estava curioso demais para ver por inteiro e sentir a xota daquela insuportável? O pior é que eu sabia que ela não tinha feito de propósito! Logo depois de desviar os olhos da boceta encontrei seu rosto concentrado nos papéis do chão em uma carranca enquanto resmungava baixinho distraída.
Jonas tinha razão, Clara amava vestir roupas coladas ao seu corpo, e muitos dos seus vestidos não deixavam nada para imaginação alheia, (não a minha) de que por baixo não tinha uma calcinha sequer.
Há alguns dias tínhamos tido nosso embate no elevador, desde então nos ignorávamos, mas hoje era um dia fodido dos quais ela estava usando um vestido preto que ia até os joelhos e pelo que eu imaginava nenhuma peça intima. Aquela garota tinha que ter noção de onde estávamos! Para piorar mais ainda estava passando pela sala dos estagiários e a escutei discutindo com Patrícia (a gostosa que estava louca para dar para mim) e ao ser rechaçada Clara rebateu dizendo que eu não fazia o tipo dela e que a loira deveria procurar outro cara para ela usar como ofensa dizendo que nunca teria interesse nela! Vejam só que absurdo! Era impossível ela ter dito a verdade porque eu fazia o tipo de todas!
Carregado de indignação tinha passado o dia estressado! Tudo piorou ainda mais quando a noite tentando me divertir no aniversário da noiva do meu melhor amigo meus olhos bateram sobre aquela maldita dando um show na pista. Ela usava um vestido bem mais curto que os habituais, o cabelo negro brilhava na pouca luz enquanto rebolava sem cerimônia até o chão! Se ela estava sem calcinha de novo muitas pessoas estavam vendo o que não deviam!
Quis ir até lá e a sair puxando até a saída, porque apostaria um dedo que não existia homem ali que mesmo intimamente imaginou comendo ela ou a amiga que a acompanhava, ou melhor ainda, as duas juntas. Mas eu não tinha nada com ela e nunca teria, nunca tinha dado cena de ciúme na vida e Clara não seria a primeira.
Segurei a raiva e elas sumiram no rumo que era o banheiro, quase cuspi a bebida quando as vi voltando e dois caras as cercando. Por sorte Gustavo foi mais rápido e andou até a amiga dela. Ele a conhecia?
Descobri que Clara era melhor amiga da garota que Boaz tinha atropelado há alguns dias e que agora Gustavo estava comendo e pelo jeito apaixonando na menina que se chamava Ísis.
Observei meu amigo a abordá-las e sem nenhuma novidade vi que se negou a aproximar quando me viu no camarote, trocou algumas palavras com a amiga e deu as costas seguindo na direção oposto rebolando aquele traseiro imenso para longe das minhas vistas.
Quem ela achava que era? Vai tarde já minha filha!
Puto dentro das minhas calças decidi que Clara não era importante, nunca foi e nunca será, queria mais é que ela se fodesse! Me arranjei com duas loiras gostosas e as levei para casa.
A tragédia veio quando nós três peladões dentro da minha piscina começamos a festa. Uma se dedicava na minha boca enquanto a outra pegava meu pau na mão e puta que pariu... nada aconteceu.
- Alô! - Boaz falou aparentemente de péssimo humor como eu.
- Aconteceu uma tragédia, cara!
- Por aqui também.
- Como por aí também? O que foi? Perguntei em alerta terminando de enrolar uma toalha na cintura depois de dispensar as duas gostosas (na verdade elas que quiseram ir depois do que aconteceu, ou melhor, não aconteceu.)
Boaz abriu o jogo sobre ter mentido que era solteiro e que tinha transado com Ísis por horas depois de ir confrontá-la sobre Gustavo, isso tudo antes de todos nós nos encontrarmos por acaso naquela boate.
- Mas vou dar meu jeito, nada com o que se preocupar. - Tentou se auto afirmar.
- Me preocupo sim cara, acho que você deve resolver isso logo. Seja qual for sua decisão eu te apoio, tu sabes!
- Eu sei Tin, obrigado. E então qual o seu problema?
- Eu tô doente Boaz! Provavelmente perto da morte!
- O quê? Como assim? Que loucura é essa?
- Essa é a única explicação para eu ter acabado de expulsar as duas mulheres da minha casa porque eu não dei no coro Boaz! Broxa! Puta que pariu eu estou morrendo irmão! Será que é o que? Câncer?
- Talvez. - Boaz desenrolou começando a gargalhar.
- Filho da puta você está rindo de quê? Acabou de dizer que só tá ficando duro imaginando a outra.
- Exatamente seu idiota. - Meu amigo cessou a risada antes de proferir palavras que acabariam com minha vida. - Descubra qual a garota que faz o seu pau ficar duro só de imaginar, porque provavelmente é ela que está provocando isso.
- Não tem garota nenhuma!
- Sei...
- É sério, você me conhece cara! Eu nunca trepo mais de uma vez.
- Bom, se não está fixado numa boceta então procure um médico... ou tente de outro jeito né, tem muito ativo por aí, é só ficar de quatro e mandar ver.
- Vai tomar no cú, Boaz!
- Eu não, você quem vai ter de tomar se continuar broxando é o único jeito de mandar ver. - A conversa foi interrompida quando desliguei na cara daquele desgraçado.
Tenso andei para o meu quarto tentando pensar numa solução. Pelado sobre meus lençóis encarei meu pau mole e quase chorei. Segurei o infeliz na mão e apertei a rola preguiçosa. - Desgraçado, o que está acontecendo com você, cara?
"- Descubra qual a garota que faz o seu pau ficar duro só de imaginar, porque provavelmente é ela. "
A imagem da boceta de Clara veio a minha mente e como um feitiço meu pau acordou começando a dar sinais de ficar duro na hora. Mas que desgraça? Aquela filha da puta só podia ter me rogado praga.
Com medo de que nunca mais ficasse duro eu me rendi ao fato de bater uma punheta imaginando aquela maga de uma figa. Clara ia ver só comigo, eu ia pegar dela o que eu queria dando uma bela surra de pau que ela merecia.
- Yanna! - Chamei minha assessora pelo viva- voz. - Peça a estagiária Clara Maria para vir a meu gabinete, uns dos processos que ela me trouxe outro dia está errado! - Menti na cara dura.
Dez minutos depois as batidas na porta me deixaram em alerta, mas ver Mauro entrando no meu escritório me deixou totalmente possesso!
- Doutor, está tendo problemas com os processos?
- Se não me engano eu mandei chamar a Clara.
- Ela pediu que eu mesmo viesse porque fui quem os separou, e se tem erros...
Ela quer guerra? Medir forças comigo? Pois teria!
- Na verdade eu quero que ela venha porque quero pedir um favor.
- Favor? - Mauro me olhou sem entender.
- Sim Maurinho, quero pedir para Clara me auxiliar aqui por um tempo. Veja só toda essa papelada... Yanna é minha assessora, mas não está conseguindo sozinha, visando o número de estagiários que temos aqui pensei que não atrapalharia eu a trazer para cá.
- Bom, se o senhor acha que ela consegue e sendo só por um tempo eu não vejo problema, por mim tudo bem.
- Que ótimo! Então peça que ela venha até aqui e eu farei a proposta.
Mas quinze minutos se passaram. Não houve batidas na porta. Ela simplesmente entrou com os olhos nublados e o rosto que mostrava estar de péssimo humor. Aposto que estava de ressaca por ontem.
- Pois não, doutor Romano?
- Clara, arrume suas coisas, preciso que você fique uns dias me ajudando por aqui, você vai ocupar a mesa lá fora ao lado de Yanna.
- Eu o que? - Questionou abismada.
- É surda? Pegue seus pertences em sua mesa e os traga para cá, preciso que me ajude a colocar uns processos em ordem.
- Perdão, doutor Romano, mas não tenho essa função.
- Mauro já concordou, Clara, você tem que vir.
- Mas...
- Clara Maria, não quero perguntas, preciso que comece a organizar aqueles papéis ali para mim. - Apontei para a mesa onde ela tinha deixado cair tudo quando me trouxe aqueles documentos noutro dia.
- Ok.
- Ótimo. - Falei encarando sua boca carnuda. - E por favor, mude também o jeito que vem vestida para o trabalho, isso é um Tribunal não uma festa.
- O que tem minhas roupas?
- Como o que tem com suas roupas, isso aqui não é um desfile!
- Mas eu não estou desfilando.
- Não é o que parece.
- Meu Deus, porque você implica com tudo que eu faço? Aliás, me trouxe para sua sala para me atazanar ainda mais? Esse é o seu plano? Infernizar a minha vida diabo?
Ela me chamou do que eu ouvi? Porra, de diabo é foda!
- Eu te trouxe para separar papéis porque você é tão incompetente lá fora que talvez separar por ordem alfabética você seja boa!
- Se sou incompetente porque não chama outra pessoa?
- Clara! Não quero ouvir mais nada! Vá pegar suas coisas e amanhã apareça com roupas decentes!
- Eu não vou mudar minhas roupas, você é o único que as acha indecentes, pelo amor de Deus, você acha que manda em mim?
- Eu mando enquanto estivermos aqui dentro sua atrevida! - Falei a encurralando na parede sentindo meu pau endurecer rápido ficando duro feito pedra. Quando mirei a cor dos lábios da boca percebi que eram da mesma cor dos lábios da boceta, foi meu fim. Eu não estava doente e nem broxa, só precisava comer aquela infeliz.
- Não manda não! Não sou sua funcionária!
- Você está sem calcinha?
- O que?
- Ouviu bem, está sem calcinha como aquele dia? Aliás não precisa responder vou conferir por mim mesmo.
Clara falhou as pernas e os olhos aumentaram quando enfiei uma mão por baixo da barra do vestido e cobri o meio das suas pernas em cheio descobrindo o que já sabia. Nenhuma merda de calcinha. Inferno!
- Você além de muito malcriada é uma safada. - Proferi com a boca colada em sua bochecha enquanto espalmava a mão livre em seu ventre depois no seu quadril afundando na carne macia para só depois se juntar a minha outra mão embaixo do seu vestido. Abaixei a cabeça para encontrar seus olhos que me observavam atentamente.
Podia ver seu peito subindo e descendo num ritmo frenético, esperei que ela me interrompesse, mas assim como eu ela parecia estar com muitas sensações para digerir.
Com a mão ainda em concha encontrei o caminho entre sua fenda penetrando fundo no canal apertado dela com o médio e anelar começando um vai e vem gostoso sentindo sua lubrificação aumentar ficando molhada a ponto de começar a fazer barulho.
- O que você... está... fazendo...Valentin? - Gaguejou e eu me odiei por amar meu nome em seus lábios.
Segurou meu pulso e cravou as unhas afim de me fazer afastar, mas o que eu fiz foi acelerar o ritmo. Clara parecia uma virgem de tão apertada. Espremia demais meus dois dedos, mas não encontrei nenhuma barreira, continuei afundando sentindo ela ficar tão encharcada que desejei mais que minha vida tirar o pau para fora e meter nela até machucar.
Nunca tinha me sentindo assim com alguém e nunca imaginaria que um dia me sentiria dessa maneira em relação a ela.
- Só estou provando um ponto... ouvi você dizer mais cedo que eu não faço o seu tipo... fugiu de mim ontem na boate quando sua amiga foi até o camarote que eu estava, mas agora está aqui com a xota babando com vontade de mim, né? Ela sequer respondeu, fulminou meu olhar com o seu e empurrou a boceta contra meus dedos, montando em minha mão.
Eu queria dar um tapa no rosto dele, depois puxar pela gravata e lamber o pescoço, sentia por seu olhar que ele esperava que eu o interrompesse, mas eu não era tão hipócrita, seus dedos já estavam dentro de mim, tive tempo para me empurrá-lo e ir embora. Mas não o fiz.
- No que está pensando, Clara? - Sua voz baixa e rouca atingiu meus ouvidos de novo depois que não respondi sua afronta. Ergui os olhos do seu pescoço encontrando os dele uma mistura de zombaria e ansiedade.
- Você também disse que eu não fazia seu tipo.
- É porque não faz. - O insolente falou e meu ódio aumentou ainda mais se encontrando com a sensação boa dele me comendo devagarzinho com os dedos.
- Então estamos quites, nem você o meu! - Rebati e ele aumentou as investidas. Deixei meu corpo cair para trás contra a parede me curvando para lhe dar mais acesso, os gemidos doloridos escaparam da minha boca e a raiva por deixar que meu corpo reagisse daquela maneira me encheu. Queria estapear, mas acima disso queria que ele continuasse até me fazer gozar. O desejo forte estava se concentrando no meu ventre em sensações deliciosas a cada resvalar que seu polegar dava em meu clitóris enquanto metia sem dó e eu rebolava contra.
Mordi os lábios forte tentando sem sucesso abafar as lamurias. Olhei seu rosto e vi o quão concentrado ele estava com as sobrancelhas juntas encarando o ponto que suas mãos sumiam em meu vestido.
- Inferno, você está tão molhada. - Seus olhos se fecharam e ele pareceu lutar uma batalha consigo mesmo, assim como eu estava a pouco quando ele me enjaulou em seus braços.
Sem abrir os olhos Valentin tirou os dedos de dentro e pressionou a testa na minha respirando pesado, um engolindo a respiração do outro, eu lamentando em silêncio ele ter parado.
Tremi toda sentindo abandono pelo afastamento, me segurei para não implorar que voltasse, olhei para baixo e vi a ereção gigante marcando no tecido da sua calça. Com um movimento rápido Valentin puxou minhas coxas com força jogando meu corpo sobre a mesa abarrotada pelos papéis que havia me mandado organizar e abriu minhas pernas na sua frente lambendo aqueles lábios perfeitos quando bateu os olhos na minha boceta piscando de vontade.
Um gemido saiu quando os dedos voltaram escorregando por minha virilha até mergulharem dentro de mim novamente.
Desprezava aquele idiota com todas minhas forças, mas meu corpo ali me traía, porque odiava ter que admitir o quão bom ele era naquilo. A pegada de homem que estava acostumado a conseguir tudo o que queria, e pelo jeito o que ele queria naquele momento era eu.
Entrou e saiu tantas vezes que me sentia lânguida quando esfregando meu grelo em círculos me fez pender a cabeça para trás. Para fechar ainda mais a humilhação eu soltei um sussurro implorando: - Aí... por favor, sim! Sim!
Foi a deixa para seu completo deleite. Valentin sorriu de lado e parou de mexer. Me apoiei nos cotovelos sentindo o orgasmo que se aproximava a todo vapor ficando para trás abandonando. Mas não ia deixar mesmo. Sentei o agarrando pela gola da sua camisa colei minha boca contra a sua com força.
Valentin tinha a boca perfeita, ele parecia conhecer cada ângulo e movimento certo. Mordi seu lábio inferior e chupei enquanto minhas mãos iam para seus ombros o livrando do blazer caro.
- Você quem começou, agora trate terminar! - Exigi e um grunhido saiu da sua boca no segundo que suas mãos grandes deslizavam por minhas costelas até o seio. Os segurou por baixo e apertou os mamilos endurecidos.
- Tira essa merda que você chama de vestido ou vou rasgar.
Encarei seu rosto bruto e o ar selvagem de quem faria mesmo o que dizia. Puxei a peça pela barra a deixando de lado. Valentin engoliu seco e olhou meu corpo por uns segundos antes que suas mãos enormes e ásperas voltassem para meus seios apertando e beliscando os mamilos nus, ao invés de reclamar pressionei o corpo contra suas palmas querendo tudo que ele pudesse me dar. Rosnou e apertou ainda mais os dedos.
- Você é uma putinha provocadora, Clara. - Ronronou na minha orelha e me apressei com os dedos no cós da sua calça descendo o zíper tirando suas calças e cueca para apertar forte seu pau na mão.
Arregalei os olhos ao sentir ele pulsar e me afastei para encarar tudo aquilo que eu segurava.
- O que foi? - Sussurrou entre os dentes cerrados enquanto as mãos passeavam por todo meu corpo me apertando com força.
- Nem pensar que isso vai caber. - Soltei sem pensar sentindo que por mais embriagada de luxúria que eu estivesse a rola imensa de Valentin iria me arrombar.
- Ah vai sim. - Forçou meu corpo cair de volta na mesa e numa rapidez absurda sacou um preservativo do bolso da calça o deslizando pela ereção, antes que eu contestasse de novo seu tamanho avantajado ele segurou com uma mão meus calcanhares os erguendo e o pau na outra, dando um passo mergulhando fundo dentro de mim.
Fiquei perplexa com o grito alto que eu dei e o tapa estalado que recebi na bunda, a sensação de que estava recebendo algo maior do que podia era melhor do que qualquer coisa que eu imaginei.
- Se não quer que ninguém saiba o que está acontecendo aqui, se contenha, safada! - Batendo os quadris contra minhas coxas indo cada metida mais fundo, grunhi com ódio por ter cedido aquilo e ódio de ser incapaz de o mandar parar. - Nunca foi fodida assim, Clara? Aposto que não, você não seria assim se fosse fodida direito, não é?
- Já tive melhores. - Foi a única provocação que meu cérebro conseguiu raciocinar. Ele riu uma risada debochada como se soubesse que eu estava mentindo.
Na verdade, não era tão grande a mentira, gostava de transar e era boa nisso, por ser livre eu as vezes tinha sorte de gozar gostoso, as vezes não. Com ele especificamente tinha tido sorte, Valentin sabia o que fazia e eu estava cada vez mais perto de um orgasmo.
Saiu de dentro de mim quando eu estava prestes a gozar e por um instante achei que me deixaria ali daquele jeito só para me humilhar ainda mais do que já tinha feito. Mas então agarrou meus braços e me puxou para fora da mesa me roubando um beijo.
- Pede para eu te deixar gozar, Clara. - Valentin piscou uma vez os olhos escuros e sombrios.
O tom de voz parecia mais uma pergunta. Mas a sombra de sorriso em seu lábio me fazia lembrar de quem ele era realmente, o descarado devasso que falava mal de mim sempre que tinha oportunidade. Por isso olhando em seus olhos pronunciei: - Nem pensar.
O sorriso desdenhoso apareceu de novo e quis meter uma joelhada no meio das suas pernas, Valentin era um convencido de merda, mas olhando-o aqui na minha frente desgrenhado ainda vestido só com as calças arreadas nas coxas e com aquele pau de chocolate enorme, tinha que admitir que ele podia ser.
- Só se pedir que eu te dou, Clara.
- Valentin, já que vai ficar nessa eu vou me vestir. - Segurei o vestido entre os dedos e a próxima coisa que senti foi ter o tronco curvado sobre a mesa, meu rosto pousou na madeira fria enquanto meus peitos prensaram em uma pilha de documentos.
- Afasta as pernas, porra. - Mandou e eu as separei sem hesitar, empinei a bunda e ele puxou meu quadril para trás entrando em mim me arrancando um arquejo. - Você é uma safada, Clara. Olha só como arrebita esse rabo querendo tomar pau. - Murmurou tomando minha orelha entre os dentes enquanto aumentava suas estocadas. - Que boceta gostosa, bem do jeito que eu imaginei.
- Cala a boca, Valentin, só faz e fica calado, porra! - Pedi desesperada sentindo o orgasmo dando as caras de novo, e ao contrário do que tinha acabado de dizer suas palavras sujas estavam me levando a loucura. Ao que parece ele sabia disso e mordeu minha orelha, firmou uma de suas pernas sobre o móvel tornando o ângulo mais estreito do que já era arrancando suspiros de nós dois.
- Caralho que isso! - O som abafado saiu de sua garganta e eu comecei a latejar por dentro contraindo involuntariamente a boceta. - Se ficar fazendo isso eu vou gozar, Clara!
- Não consigo controlar. Deus do céu. - Chorei quando deslizou a mão que apertava meu seio pelo meu corpo até o meio das minhas pernas, esfregou repetidas vezes meu clitóris inchado exercendo ali a pressão e ritmo perfeito.
Podia sentir seu sorriso em minha nuca quando ele mordeu no segundo que um dos espasmos dentro de mim tão fundos que não tinha outro fim, comecei a gozar. O fogo e o tremor se espalhou por todo corpo, empurrei contra deixando o orgasmo me tomar de cheio. Quando acabou, Valentin espalhou beijos em minhas costas e saiu de dentro de mim me virando deixando beijos lentos em meu pescoço, queixo e lábios. Afundei minhas mãos em seu cabelo baixinho e apertei sua nuca com força esperando tirar alguma reação dele que parecia sempre impenetrável.
Pressionando a ereção na minha barriga beijou minha boca e grunhiu se afastando e descartando a camisinha.
- Agora é sua vez. - Sussurrou contra minha boca e eu o agarrei começando a mexer.
Valentin era um homem esculpido, o pau pesado, grosso e longo, cheio de veias, me dava água na boca definitivamente e minha vontade era livrá-lo de todas aquelas roupas para vislumbrar seu corpo inteiro. Chutaria vinte e dois ou mais centímetros de rola grossa entrando e saindo, eu devia estar sem fundo, tinha certeza que nunca mais olharia para outras rolas sem julgá-las antes.
Arquejou entre os dentes quando meu dedo esfregou sobre sua uretra e fez a coroa da cabeça, dei-lhe um olhar devasso antes de soltar: - Vou te fazer gozar tão forte que nem vai lembrar que é o maior filho da puta, doutor Romano. - Me abaixei segurando a ereção apreciando o membro rígido moldado pelo divino brilhando de lubrificação, os testículos pesados bem depilados, lambi os lábios ansiosa antes de beijá-lo ali.
Tomei uma de suas bolas na boca e ele se retesou um pouco soltando um xingamento baixinho. Alternei entre elas as chupando firme antes de subir lambendo todo o caminho até a ponta. Esfreguei a língua no freio até que suas mãos agarrassem meu cabelo com força me afastando.
Valentin respirou fundo, segurou e bateu com o pau na minha cara antes de esfregar a ponta na minha boca. Eu fui mais rápida e engoli a ponta o deixando surpreso, depois forcei seu pau até o meu limite o sentindo encostar no fundo da garganta. Meus olhos marejaram e eu olhei para cima para que ele tivesse um a visão ampla de mim engasgada com sua rola.
Ele soltou um chiado profundo seguido de um xingamento. Cheio de tesão alisou minha bochecha e depois fechou os olhos com força puxando ar pela boca. Pela primeira vez parecia vulnerável. Em abandono deixou a cabeça tombar um pouco para trás gemendo de novo: - Que desgraça de boca maravilhosa é essa, porra?
Ele estava lindo ali exposto, os quadris se mexendo devagarzinho de encontro minha boca, os braços firmados sobre a mesa respirando pesado.
- Ah que gostoso, nunca imaginaria que você era tão boa nisso...
Foi então que verdade me tomou e me jogou de volta a quem era o homem ali na minha frente. Valentin era o maior cretino do planeta e depois de tudo que sabia que ele dizia de mim eu ainda estava de joelhos na frente dele? A fofinha aqui já tinha conseguido seu orgasmo, ele que se fodesse!
Ouvindo seu suspiro me afastei de novo ganhando sua atenção, só então me levantei. Apesar de estar desamparada pela nudez não vacilei mesmo sabendo que se suas mãos me tocassem do jeito que ele tinha mostrado fazer eu cederia. Agarrei o vestido que estava jogado ao lado de onde ele se apoiava na mesa e sem que desviássemos o olhar me enfiei dentro da peça que entrou fácil por ser de malha canelada.
Valentin estreitou os olhos quando me viu vestida e pareceu sair do transe: - O que você pensa que tá fazendo? Ajoelha agora.
- Sem chance, doutor. - Limpei ao redor da boca em provocação. - Também já provei meu ponto aqui. Vou buscar minhas coisas e já assumo minha nova função. - Falei ajeitando meu cabelo o melhor que pude e sai da sala, rezando para que ninguém tivesse escutado nós dois, e muito menos que meu estado deplorável me denunciasse.
Andei de volta para minha mesa sentindo minha boceta ainda latejando, peguei tudo que precisava no momento e andei de volta para o gabinete de Doutor Romano só parando no caminho para me limpar e recompor no banheiro. Enquanto me olhava no espelho me permiti pensar no que tinha acontecido. Tinha deixado Valentin me foder e me dar o orgasmo que admitia tristemente ter sido o melhor da minha vida? Por último o deixado na mão desejando que ficasse lá com bolas roxas e muita raiva, aquilo era para ele aprender a não me tratar como um lixo, afinal a gorda que dizia não sentir atração tinha servido muito bem agora pouco.
Tudo a fazer era fingir que nunca aconteceu seguindo em frente como tinha de ser.
Ainda estava de porta fechadas quando voltei e encontrei Yanna com o que parecia ser um caminhão de papéis.
- Ah, você chegou. - Ela sorriu simpática.
- Isso tudo é para mim?
Yanna franziu a testa e me olhou com o que eu diria ser até pena. Qualquer um ali via a perseguição que aquele filho da puta estava comigo. - Doutor Romano pediu que separasse isso por ordem alfabética e datas.
- Certo. - Concordei olhando para a porta de novo imaginando o que ele estava fazendo lá dentro. Terminando o que eu tinha começado?
- Ele saiu e pelo jeito não volta hoje..., mas por favor o mais rápido que puder? Nem eu nem você quer ele resmungando por aqui.
- Ele saiu?
- Há alguns minutos... e de péssimo humor.
- Novidade. - Me sentei na cadeira e esfreguei as mãos uma não outra.
- Pois, é. Devo confessar que no fundo estou feliz por você aqui? Estou abarrotada de trabalho, Clara, você nem imagina o quanto vai me ajudar.
- Pode contar comigo, Yanna. - Ri verdadeiramente, a garota era gentil diferentemente da maioria ali, até porque era noiva e não tinha nenhum interesse em Valentin.
- Ótimo, então vamos começar!
Quase engasguei com a água que bebia quando alguns minutos depois distraída meio aos papéis a menina me chamou dizendo: - Clara, quer chocolate? - Não esse. Meu cérebro traidor gritou.
- Hoje não, obrigada. Já comi chocolate hoje. - Ou o chocolate te comeu... e um bem grande.