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Então, prenda-me se for capaz

Então, prenda-me se for capaz

Autor:: Luiza Costa
Gênero: Bilionários
Eliza é uma jovem noiva de um engenheiro civil. Após seis meses desempregada, Eliza recebe uma proposta de emprego em São Paulo. Quando chega ao polo industrial do país, sua vida toma novos rumos. Ao se mudar para um condomínio residencial, Eliza conhece o Chefe de cozinha Christian Bonatti, descendente de uma família italiana, lindo, educado e gentil, imediatamente ela sente uma atração inevitável. No mesmo prédio, Eliza conhece Tyler, um jovem americano lindo tanto quanto Bonatti. Os dois disputam a atenção de Eliza mesmo sabendo que ela é noiva e está preste a casar-se. Quando começa a se relacionar com o Chefe, Eliza se ver dentro de uma relação totalmente diferente do que já experenciou antes, o sexo passa a ser de um nível diferente, envolvendo sadomasoquismo, algo novo, mas que desperta curiosidade na engenheira. Eliza se ver dentro de uma relação de submissão, onde ela é a submissa.

Capítulo 1 Libertinagem

- Temos um acordo, se você descumprir receberá severas punições, entendeu querida?

Ela leu baixinho que o som quase não alcança seu ouvido. Sorriu. As punições eram excitantes e ela gostava. Não respondeu a mensagem, abriu uma outra conversa com um documento do trabalho e concentrou-se nele.

Estava no térreo, não via a hora de entrar eu sua residência.

Quando o elevador estava quase fechando, uma mão foi colocada entre a porta fazendo-o abrir. Entraram duas pessoas, um homem bonito, jovem e alto, juntamente com uma mulher atrapalhada cheia de sacolas de supermercado empurrando um carrinho de bebê. O homem ajudou a mulher entrar com sua bagagem e, ela o agradeceu sorridente.

Ao adentrar o elevador, o homem bonito, educadamente deu boa noite para as pessoas que ali já se encontravam e, elas o responderam de volta em um uníssono:

- Boa noite.

O homem encostou-se a esquerda na parede de aço e ficou em silencio assim como todos ali também permaneceram mudos, incluindo o bebê que, dormia feito um anjo, ele observou.

"Meio anjo, meio demônia, uma junção perfeita", formulou mentalmente olhando para a jovem de cabelos escuros que estava no fundo a direita.

No elevador haviam cinco pessoas, uma delas era uma jovem vestida em uma blusa social azul com a barra metida por dentro da saia alfaiataria preta. Ela era estonteantemente linda. Havia ainda um senhor na casa dos 65 anos de idade, além da mãe e o bebê que entraram junto com o homem bonito, este, trajando elegantemente um terno preto.

Encostada na parede do elevador a jovem de blusa azul estava séria mexendo no celular, concentrada demais para ouvir o que a outra mulher e o idoso ao seu lado conversavam. O homem de terno preto apenas a fitava sem piscar pensando: "Como é bonita, eu poderia arrancar-lhe a roupa aqui mesmo e a possuir! Droga, mas que pensamento?". E a moça contraiu o cenho fazendo um vinco na testa, mordeu os lábios inferiores como que para aliviar alguma tensão sobre algo que a perturbava, digitou no algo smartfone e finalmente ergueu-se inspirando fundo, meteu o celular na bolsa e alinhou as costas estufando o peito fazendo a blusa subir. Ela, portanto, levou as pontas dos dedos até a altura da cintura e puxou a blusa para baixo, na volta carregou rápido com as mãos, os seios que, se movimentaram debaixo da seda azul. O homem a olhava mordiscando e lambendo os lábios, tentando mudar os pensamentos libidinosos.

O elevador parou no quarto andar e a senhora com o carrinho saiu. Próximo ao quinto andar a moça encaminhou-se para a porta dizendo para o homem na terceira idade:

- Tenha uma boa noite, senhor Arthur. - E, para o homem bonito piscou sorrindo provocante falando: - Boa noite para você também. - E saiu do elevador.

A jovem retirou a chave da bolsa e encaminhou-se para a porta de seu apartamento, o scarpin maltratava seus pés delicados.

- Odeio esse salto idiota, não vou usá-lo nunca mais. - Mentiu mais uma vez.

Deu a volta na fechadura e sentiu que alguém se aproximava atrás de si, mas antes que pudesse se virar completamente, uma mão entrelaçou-se em seu pescoço enquanto a outra apertava-lhe os seios macios e desciam para o meio das pernas.

- Chiii, quietinha, não resisti esses lindos seios no elevador, fez para me provocar foi? Agora termina de abrir a porta, rápido, antes que alguém apareça.

Imediatamente o corpo da bela jovem foi invadido por uma adrenalina enlouquecedora, especialmente na região interna da coxa, que logo contraiu-se. Era a quarta vez naquele mês que ela era surpreendida por aquele homem que lhe provocava os mais libertinos desejos carnais que um ser humano pode ter. Para manter o charme que gostava, fazendo-se de difícil, ela falou tentando manter um tom de autoridade em um sussurro baixinho que queria dizer "Continue":

- Me solta cretino, acha que pode pegar meu pescoço e...

- Quer mais apertado, hum? Eu aperto! - Ele provocou enquanto sua saliência crescia dentro da calça social.

Ela gostava, ele mais ainda. A pulsação entre a região intima aumentou e uma descarga elétrica percorreu seu corpo inteiro.

A porta foi aberta, para em seguida ser fechada após o casal entrar rapidamente sem que a mulher tivesse a chance para livrar-se do homem que a segurava firmemente. Ela não queria livrar-se dele.

Do lado de dentro do apartamento, o homem encostou-a na parede ainda segurando-a pelo pescoço, só que agora pela frente, a mão ágil já entrava por baixo da saia afastando-lhe a calcinha para o lado. A linda morena olhava no fundo dos olhos escuros daquele homem que a masturbava e a deixava com as pernas bambas, "Gostoso, ohh isso, continue", fechava os olhos e entre abria a boca com a respiração ofegante. Puxou-o para mais próximo de seu corpo envolvendo as mãos pelo pescoço para beija-lo em seguida.

- Você é uma delícia, mas não deveria ter me pego de surpresa na porta do meu apartamento, eu disse que apenas mais tarde...

- Eu não pude resistir você tão gostosa naquele elevador, se você visse o que eu vejo, você me entenderia Eliza, sabes que é uma delícia, não sabe? - Ele perguntou com a voz rouca e provocante ao ouvido de Eliza.

Ela não poderia dizer não a aquele homem, era impossível.

- Qualquer dia vamos ser surpreendidos, e a culpa será sua, meu amor. - Ela gemeu mais do que falou.

- Francamente, eu não ligo minha querida, você se importa? - Ele lhe sussurrava roucamente mordiscando aqueles lábios bonitos.

O homem continuava a toca-la, as investidas eram mais frenéticas e os dedos deslizavam cada vez mais para dentro da umidade macia.

- Ahh, eu... - A jovem murmurou baixinho.

- O que? Fale minha vadiazinha. - Ele disse aumentando o ritmo lá em baixo.

- Eu, ahh....eu vou...

E o moreno sedutor retirou a mão de baixo da saia de Eliza, os dedos estavam melados, ele levou-os até a própria boca e chupou-os para em seguida beija-la na boca. Um dos maiores prazeres daquele homem, era, negar o orgasmo a Eliza, isso a deixava enlouquecida, fazendo-a correr feito uma cadelinha rastejante e obediente aos pés dele. Ele adorava vê-la implorar por mais.

- Eu vou para minha casa, tomar um banho e desço com o jantar, não se atreva a cozinhar, seria desperdício de ingredientes.

- Não cozinho tão ruim assim. - Ela riu.

- Também não cozinha bem. - E ele gargalhou beijando-a e segurando-a pela cintura encaminhando-se para a porta e saindo elegantemente do apartamento.

Eliza atravessou a sala e encaminhou-se cheia de tesão para o quarto, tirou a roupa e entrou no banheiro para se renovar daquele longo dia e se preparar para o homem delicioso que lhe causara aquela vibração frenética que sentia por todo o corpo naquele instante. A vagina molhava, e não era pela água que caia em seu corpo. Ao sair do banho, Eliza avaliou as possibilidades de roupas para usar posteriormente, pegou um vestido branco, mas desistiu. Após olhar várias peças, resolveu usar um vestidinho longo listado bem simples. Seria inútil se arrumar para aquele homem desmanchar a produção toda em questão de segundos e, ela estava cansada de um dia exaustivo. A beleza natural bastaria.

Embora não fosse caprichar no visual, iria usar e preparar alguns acessórios interessantes que seriam úteis para mais tarde. Abriu uma gaveta e retirou de dentro uma algema com corrente que terminava com uma coleira acoplada, fora presente do seu belo vizinho que a abordara na porta, era uma de suas favoritas, pois, ela também tinha outros modelos de algemas. A lingerie escolhida resumia-se em uma minúscula renda talhada em formato de calcinha, de modo a combinar a peça, usou um soutien da mesma cor em renda, porém, com detalhes azul turquesa.

- Ele vai gostar dessa.

A vida sexual de Eliza Mattos sempre fora satisfatória, no entanto, houve uma reviravolta quando a jovem conheceu o vizinho que morava no mesmo prédio. Toda vez que Eliza pensava nele, o coração acelerava-se, o estomago contraia-se e as pernas fraquejavam, tudo que ele fazia era excitante, viver com aquele homem era como descer uma montanha russa e, ela adorava a sensação.

Uma batida na porta fez Eliza olhar para o relógio no pulso, já se passavam das vinte e meia, o tempo passou-se tão depressa que ela mal notara. Só então observou que o estômago roncava de fome. Correu para atender a porta, o homem do elevador entrava com um suporte para panelas em cada uma das mãos. Ele entrou e foi direto para a cozinha, a mesa estava arrumada com o bom gosto para decoração que só Eliza possuía. As cores combinavam entre verde, branco e marrom. A especialidade da noite para aquela refeição combinava uma Bruschetta como entrada e, um Carpaccio como prato principal. Para acompanhar, Eliza tirou da geladeira um vinho tinto que ganhara dois meses antes. O jantar foi uma maravilha, como sobremesa comeram um mouse feito por Eliza, que embora não mandasse bem na cozinha, nas sobremesas ela improvisava muito bem.

- E então, o que achou da sobremesa? - Ela quis saber.

- Devo admitir, com as sobremesas você me impressiona Liz. - Ele elogiou com sinceridade terminando de devorar o Mousse de pêssego, manga e maracujá.

- YouTube tem suas utilidades... Só para saber, o meu chefinho quer algo mais? - Eliza perguntou lambendo os lábios que ainda estavam com o gosto do mousse.

- Um pouco mais de vinho seria excelente para começarmos a noite.

- Vou pegar mais uma garrafa. - E virou abrindo a geladeira pegando o vinho tinto. Enquanto abria a garrafa o telefone tocou. E continuou a tocar incansavelmente.

- É o seu! Não vai atender? - Ele indagou.

- Claro. - E Eliza pegou o celular que estava na ponta da mesa. - Alô?

- Eli, querida, sou eu, Ruan, você está muito ocupada agora, está podendo falar meu amor? Estou próximo ao seu prédio, pensei em passar aí agora para conversarmos - A voz ecoou naquela sala silenciosa. Embora não estivesse ligado na viva voz, o volume era alto o suficiente para todos ouvirem.

"Droga".

Capítulo 2 Pequenas mudanças

Eliza acordou feliz e disposta naquela manhã ensolarada de Fortaleza, estava desempregada e não poderia fazer muito a respeito, a não ser esperar alguma empresa sortear seu currículo e ligar, enquanto isto, iria curtir uma praia. Por um momento desejou que o noivo estivesse ali, seria uma delícia fazer amor antes de mergulhar e tomar um sol para marcar aquela pele branca, porém, nem sempre se pode ter tudo de uma única vez.

"Aquele corpo, nossa, eu desistiria da praia para ficar o dia nesse quarto com ele, que homem incrível, como o amo e o desejo. Nossa.", Eliza pensava escolhendo o biquíni. "Isso é falta do que fazer, meu Deus, que pensamentos...estive com ele anteontem... tocando naquele...", e foi interrompida de completar o pensamento pois o celular tocava na mesinha ao lado da cama. Ela olhou a tela do dispositivo móvel e viu que o DDD era de São Paulo e região metropolitana.

Eliza atendeu a ligação e, nas primeiras conversas o coração já se alegrava vitorioso. A jovem ouvia atentamente a voz suave de mulher no outro lado da linha convocando-a para uma entrevista de emprego.

- Senhorita Eliza, sou Joana, secretária da Real Engenharia, estou ligando para dizer que seu currículo foi analisado e selecionado para uma seleção concorrendo a uma vaga de emprego nessa empresa, posso marcar uma entrevista para amanhã? Será on-line para agilizar as coisas, se você for selecionada já começa a trabalhar na próxima segunda feira. Seu currículo é admirável, meus parabéns.

- Obrigada, me sinto lisonjeada. Segunda feira?

- Tem algum problema para você?

- Bem, eu estou em outra cidade, portanto, receio que precisarei de um tempo até chegar em São Paulo.

- Não se preocupe, veremos isto amanhã, de qualquer forma, vá logo arrumando as malas. Amanhã a espero às nove horas, irei enviar as instruções... - E a voz no outro lado continuou a falar sobre os passos a serem seguidos para a entrevista.

A jovem engenheira ficou tão saltitante que mal conseguia controlar sua ansiedade naquele momento. A sensação de voltar à ativa a deixava animada, finalmente poderia novamente lutar por uma carreira de sucesso. A praia teria que esperar.

Eliza foi pega de surpresa, não esperava que uma empresa de São Paulo fosse entrar em contato para uma entrevista, especialmente a Real Engenharia que tinha nome em outros países. Ela cadastrou o currículo em um site, porém, foi apenas por curiosidade, sem muitas expectativas, mas agora, como a oportunidade apareceu, ela agarraria e não a deixaria escapar, afinal um bom emprego anda em escassez no Brasil diante de tanta concorrência no mercado. Embora não quisesse se engrandecer, Eliza sabia do seu potencial, admirava muito sua inteligência e estava convencida de que era merecedora do futuro cargo naquela empresa concorrida. O universo estava a seu favor e ela era grata.

Embora sua competência profissional excelente, não foi o suficiente para salva-la de ser desligada do antigo trabalho quando uma crise se instalou meses antes. A jovem de 25 anos trabalhava há três anos na Elétrica Capital. Foi o primeiro emprego logo que terminou a faculdade, o que a manteve no mestrado sem pedir dinheiro aos pais. Não ganhava para se tornar uma milionária, mas dava para bancar os caprichos e viver uma vida confortável. Eliza tinha um desejo em tornar-se uma CEO em uma multinacional, mas era um sonho apenas, que havia sido interrompido quando perdeu o emprego.

A jovem engenheira se sentia bem e feliz com a vida, tinha um namorado bonito e inteligente, a vida sexual era regada de muito amor e desejo com Ruan Juarez de 28 anos, um jovem engenheiro civil, que trabalhava em uma das maiores empresa de engenharia de Fortaleza. Naquele primeiro momento Eliza não falou para o namorado sobre a atual situação, pretendia contar logo após ser definitivamente contratada, o que não demorou a acontecer.

No dia seguinte Eliza acordou cedo para aguardar o horário da entrevista, levantou-se da cama as sete horas, usava uma camisola branca transparente que evidenciava todas as curvas do corpo esbelto. Deixou a delicada roupa cair no chão ao lado da cama e, entrou no banheiro, a água fria na pele a despertava para o belo dia. Uma sensação de calmaria tomou conta de seu corpo, inspirar aquele cheiro de sabonete pela manhã era embriagante, um dos cheiros favoritos de Eliza nas primeiras horas do dia, um cheiro de frescor, de higiene.

Após o banho tomado, a mulher vestiu uma blusa branca e uma calça jeans, prendeu os cabelos deixando apenas duas mechas escuras descendo nos dois lados do rosto até a altura do pescoço. Tomou o café, escovou os dentes e usou um batom nude para esconder a palidez do rosto na frente da câmera para a entrevista, que por sua vez correu bem.

Eliza precisava estar em São Paulo em quatro dias, levar todas as documentações exigidas pela empresa e começar a trabalhar na quarta-feira. A primeira coisa que Eliza fez após encerrar a entrevista foi correr atrás dos documentos e passagens, além de arrumar as malas. Quando o relógio bateu meia noite, a engenheira deixou-se cair na cama e dormiu exausta.

O despertador soou as seis e meia da manhã despertando Eliza de uma noite de sono pesado. Naquele sábado ela havia planejado muitas coisas antes da viagem, e, uma delas era fazer um jantar de despedida para Ruan, dizer que estava empregada e no dia seguinte estaria se mudando para São Paulo. Ele ficaria feliz por ela, e provavelmente iria se mudar para lá com ela, talvez até conseguisse um emprego na mesma empresa. Naquela manhã Eliza ligou para a amiga que morava em São Paulo e disse que estava indo a trabalho.

- Ohh, puta merda, não brinca Liz, você pode ficar em minha casa, tenho um quarto vago.

- Não vou lhe incomodar, ficarei em um hotel até alugar um apartamento.

- De jeito nenhum, você ficará comigo aqui, quando eu cansar da tua carinha linda te boto para fora.

- Tudo bem, por uns dias apenas.

- Você vem quando?

- Segunda-feira, vou deixar minha chave com o Ruan, depois verei o que faço com o apartamento, vou alugar provavelmente, depois de fazer minha mudança.

O dia foi exaustivo, mas às dezenove horas Ruan estava batendo na porta do apartamento. Eliza atendeu toda contente abraçado e beijando ardentemente Ruan nos lábios.

- Vem cá minha linda, eu estava louco de saudades, mas essa semana foi uma loucura no trabalho. - Ruan falou suspendendo Eliza no ar em um abraço devorador. - Você está maravilhosa e cheirosa, fez tudo isso para mim? Eu adorei.

- Quis surpreender meu noivo mais lindo dessa cidade, afinal ele merece um capricho da minha parte de vez em quando.

- Ahh, como amo você Eli, agora vamos nos atualizar né, afinal já faz uma semana? - E os beijos iniciaram-se.

Eliza usava um vestido preto sensual, um batom vermelho e cabelo solto que iam dar em cima do ombro. Estavam na sala, um espaço pequeno, porém decorado com bom gosto. O apartamento era decorado todo em vintage, deixando o local charmoso e divertido, bonito de se apreciar.

Conduzindo-o em direção a cozinha aos beijos, Eliza impediu que Ruan levantasse todo o seu vestido que já se encontrava na cintura, enquanto a mão boba subia e descia freneticamente.

- Ruan, primeiro o jantar, depois a sobremesa.

- Prefiro iniciar pela sobremesa.

- Não tive tempo para cozinhar, mas encomendei uma comidinha deliciosa, você irá adorar. - E abriu a uma bandeja exibindo um Kafka de dar água na boca.

- Nossa, vamos começar pelo prato principal, quem é seu MasterChef? Isso parece delicioso. - Comentou Ruan destampando mais duas bandejas.

- É o meu vizinho de cima, vou sentir saudade do senhor Fernando, é um excelente cozinheiro.

- Vai sentir saudades? Não entendi Eli...

- Ahh, sim. Sente-se, precisamos conversar. - Enquanto jantavam, Eliza deu a notícia. - Enviei uns currículos para umas empresas, e uma delas entrou em contato comigo me oferecendo um emprego na minha área.

- Que incrível Eli, isso é perfeito.

- Então eu terei que viajar.

- Trabalhar viajando, é exaustivo meu amor.

- Na verdade, eu irei viajar para outro estado Ruan. A empresa que me contratou é de São Paulo, terei que morar fora por tempo indeterminado, irei na segunda feira, fico realmente triste por ter que ir de repente, nós temos uma vida aqui há três anos, tudo aconteceu de repente e nem consegui processar tudo isso ainda.

- Eli, e nós? Você vai assim, simplesmente? Porque não falou comigo antes? Poderíamos ter conversado sobre a situação, teríamos achado uma alternativa. Sim, com certeza teríamos! Nós vamos casar no ano que vem, não era esse o combinado? Como vai ficar tudo isso? Ahh Eli, eu não sei o que pensar, você não poderia esperar... - Ruan ficou inconformado com a notícia, ficar sem Eliza era viver na amargura, ele a amava imensamente e agora o destino a levaria para longe. Era injusto!

- Ahh Ruan, eu sei meu amor, isso me deixa desconsolada, mas o que eu poderia fazer? Eu preciso trabalhar.

- Nós vamos nos casar, eu posso assumir as responsabilidades financeiras, você fica até conseguir um emprego aqui no estado, você é incrível, tenho certeza que logo uma empresa irá contrata-la.

- Já fazem seis meses, não posso esperar mais, vamos dar um jeito, você pode conseguir um emprego em São Paulo, é mais viável no seu caso.

- Talvez você tenha razão, mas há um porém, minha mãe quer que eu assuma a gerencia geral dos Hotéis, e você pode imaginar como é trabalhoso, certamente largarei meu trabalho como engenheiro. Eu tentei recusar, mas ela não me deu alternativa, minha irmã embora mais velha, resolveu abandonar o barco, está em Paris trabalhando não sei em que, só tem eu, não posso abandonar meus pais agora, eles precisam de mim.

- E eu preciso de você.

- Eu sei, eu sei Eli, ahh Deus, vamos resolver isso.

Os pais de Ruan tinham uma rede de Hotéis na cidade, um dos melhores para se hospedar, o rapaz era o segundo filho, mas, como a irmã mais velha não estava disponível, ele iria assumir a gerência, o patrimônio da família era responsabilidade dele agora. Eliza sofria muito, mas acreditava que algo pudesse ser feito. Dizem que quando o amor é verdadeiro resiste a distância e ao tempo, então ela faria um esforço para dar certo mesmo a distância. Ela amava Ruan como nunca amou alguém na vida toda, se conheciam há quatro anos, o casamento seria marcado para o ano seguinte, mas agora, o primeiro passo era resolver o problema do novo emprego.

- Tenho certeza que iremos dar um jeito nisso, só preciso focar na situação presente, nada vai mudar entre nós amor, são só alguns quilômetros. - Eliza falava para Ruan.

Ela sabia que tinha como noivo um dos homens mais cobiçado da cidade. Ele era inteligente, educado, gentil, carinhoso e rico, um dos herdeiros mais gato e comentado na alta sociedade. Quando estavam juntos em público, via os olhares das mulheres de cobiça para Ruan e os de inveja para ela. Muitas tentaram seduzir Ruan, mas falharam. Ele só tinha olhos para Eliza.

Em ocasiões onde Eliza não estava, as garotas chamavam os amigos deles e pediam para apresenta-las ao belo Ruan Juarez. Ele as conhecia, mas em poucos minutos de conversa deixava claro que tinha namorada.

Certa vez uma jornalista em busca de conteúdo, foi a um evento onde Ruan estaria, levou duas amigas que homem algum diria não, mesmo que fosse por alguns minutos de aventura. Após algum tempo de conversa com uma das moças flertava descaradamente com ele:

- Comprei recentemente uma casa, e quero reformá-la por completo, há alguns problemas com fiação também e...

Ruan disse educadamente alto o suficiente para mais de uma pessoa além da jornalista ouvir:

- É mesmo? Posso falar com algum engenheiro para avaliar para você, e posso lhe apresentar minha noiva Eliza, ela é uma profissional competente, tenho certeza que resolverá o seu problema com a fiação. Ela ainda pode lhe dar umas dicas de decoração...

A jornalista contentou-se em escrever uma matéria dizendo Ruan Juarez é o milionário mais lindo, elegante e fiel de Fortaleza, um verdadeiro príncipe que não cede a encantos de outras mulheres que não a sua amada noiva Eliza Matos, também engenheira. Eliza odiava publicidade, mas gostou de ler, Fiel e amada noiva.

O jantar terminou e os dois tomaram algumas cervejas, nada podia ser feito, depois que Eliza tomava uma decisão, ninguém a dissuadia do contrário por nada nesse mundo, e Ruan sabia disto, portanto, era inútil espernear.

- Já que não temos muito tempo, vem cá, vamos aproveitar essas últimas horas, porque só poderei visitar você em quinze dias. - Ruan falou carregando Eliza no colo e beijando-a enquanto caminhava para a porta do quarto.

O vestido da morena foi arrancado, deixando aquele lindo corpo apenas com uma minúscula calcinha rendada preta sobre aquela pele macia. Ruan acariciou as rosadas aréolas de Eliza, levou a boca até um dos biquinhos rosados e chupou. Eliza olhava no fundo dos olhos verdes daquele moreno lindo de um e oitenta metros de altura enquanto envolvia as mãos nos cabelos ondulados e fatos, segurou firme e o fez descer mais até o meio de suas pernas já úmidas.

Como todas as vezes que faziam amor, era sempre de tirar o fôlego. Ruan adorava cada movimento que Eliza fazia, ela sempre o surpreendia. A beleza daquela mulher o deixava encantado a cada dia, ele sentia-se o cara mais sortudo do mundo em ter Eliza como noiva e futura esposa. Agora que estavam deitados e exaustos, Ruan olhava como a noiva parecia frágil, como que se precisasse ser protegida, uma delicadeza pairava sobre cada centímetro daquele corpo, era linda, tão perfeita. A luz foi apagada, Eliza deitou-se sobre o braço forte do namorado e dormiu.

Capítulo 3 O contato

Eliza andava às pressas entrando naquele arranha céu para conhecer o novo local de trabalho. O prédio era o Avenida Paulista, localizado na Avenida Paulista, uma das avenidas que concentra as maiores empresas de São Paulo. O clima naquele dia estava fechado, ameaçava chuva, o sol não apareceu o dia todo. A cidade impressionava Eliza pelo tamanho, em contrapartida ela estava odiando o ar poluído, ficou pensando na qualidade do seu pulmão se continuasse a morar nos próximos dez anos naquela cidade. Com aquela poluição, quem precisaria de cigarros?

A jovem se direcionou a recepção do prédio e se informou sobre a localização da Real Engenharia. A mulher na recepção, uma loura bonita respondeu que ficava no décimo andar. Eliza agradeceu e se direcionou rapidamente para disputar uma vaga no elevador com um grupo que ia entrando. Ficou na frente, a capacidade esgotará naquele cubículo espaço de aço.

O elevador abriu no terceiro andar e Eliza saiu encaminhando-se para a entrada da Real engenharia, chegou à recepção e informou que era funcionária nova, estava iniciando naquele dia. Uma recepcionista confirmou que a aguardava, e encaminhou-a até outro compartimento. A engenheira foi levada até uma outra sala.

- Espere aqui, ela já irá lhe atender. - Falou a recepcionista saindo.

Eliza aguardou ser chamada em uma mini recepção, optou por ficar em pé. A decoração do espaço era comum, porém bonita, um local agradável e refrigerado. Passados alguns minutos, um rapaz magro de óculos que andava apresado falou ao sair de uma sala:

- Senhorita Eliza? Pode entrar.

Eliza encaminhou-se até a porta e bateu abrindo:

- Com licença, bom dia, sou Eliza Mattos.

- Entre e sente-se minha jovem, é uma enorme satisfação finalmente poder conhece-la.

- Igualmente senhora, Adriana certo? Me sinto honrada por estar tendo essa oportunidade na Real Engenharia, é sem dúvida uma das mais conceituadas empresas do país.

- Seja bem vinda, desejo-lhe toda a sorte, você tem potencial pelo que andei investigando. Apesar de muito jovem, já possui um currículo e tanto. Conversei com seu ex-chefe, e só ouvi elogios. Pois bem, vou lhe explicar porque quis tanto seus serviços nessa empresa. Recebemos um projeto bem complexo, e você tem capacidade para trabalhar nele, vi seus trabalhos nos últimos três anos, especialmente no que se refere a prédios... - Adriana Martinez falava.

Adriana era uma mulher de 47 anos, alta, cabelo curto e de pele mestiça, diretora de operações da empresa.

Eliza adorou o primeiro dia de trabalho, sentia-se útil e agora entendia perfeitamente a frase que diz "O trabalho dignifica o homem". Ela sentia-se digna de estar contribuindo para a sociedade, estava bem e feliz.

Há medida que dias iam passando tudo encontrava-se no seu devido no lugar. Eliza, só precisava arrumar um local para morar, e de preferência próximo ao Edifício Avenida Paulista, porque morar longe do local de trabalho era insanidade naquela cidade.

Quando terminado o expediente, Eliza voltou para o apartamento de sua amiga Cláudia Aguiar, uma jovem de 29 anos, advogada criminalista que morava no bairro Consolação, centro. A residência de Cláudia era pequena, como a maioria dos apartamentos para jovens que vivem sozinhos, havia dois quartos, era um local com uma decoração moderna nas cores branco e tons de marrom, bonito e confortável.

Embora Cláudia fosse adorável, Eliza estava incomoda de estar em sua casa, já faziam dois meses, portanto, em uma tarde de sexta feira, enquanto as duas conversavam, ela tocou no assunto.

- Cláudia, Claudinha, eu preciso providenciar um apartamento o quanto antes, um mais perto do trabalho, você sabe, não aguento dez minutos de trânsito, me mata. - Reclamou Liza deitada com as pernas em cima do encosto do sofá e as costas sobre o assento, deixando os cabelos para baixo enquanto segurava uma vasilha cheia de pipoca.

- Tudo bem, você vai mesmo me abandonar, eu aceito essa, tudo bem Liz. Tenho um amigo que irá lhe ajudar, amanhã falo com ele, vamos achar um apartamento para você. - Cláudia respondeu antes de encher a boca com pipoca. Estava sentada no chão com a cabeça apoiada no assento do sofá ao lado de Eliza.

No dia seguinte as duas mulheres encontraram-se com Fernando Alencar, um dos melhores amigos de Cláudia. Tinha 32 anos de idade, louro, olhos azuis, rosto fino e alegre, media um e setenta e sete de altura, pesava 83 kg, era corretor imobiliário e sempre a disposição de Cláudia. Após Eliza dar uma explicação do que desejava, Fernando pisou no acelerador e minutos depois estavam cruzando o Bairro Bixiga. Os três direcionaram-se a um prédio bonito na avenida Brigadeiro Luís Antônio.

- Bem vinda ao Bella Vista, totalmente moderno e encantador. - Comentou Fernando.

Entraram no prédio após o corretor falar com a portaria. Era de fato um local bonito, com espaço para garagem, 10 andares, um prédio enorme com 6 apartamentos por andar. De imediato Eliza soube que ficaria naquele local, entraram e pegaram o elevador. A porta abriu no quinto andar.

Os três visitaram um apartamento quase de frente para o elevador, era o único naquele andar que se encontrava vazio, Eliza adorou nos mínimos detalhes, era espaçoso, comados grandes, ela pensou logo em como decoraria o espaço.

- Nossa, eu simplesmente adorei esse local, vou ficar com o apartamento.

- Tem um outro vago no...

- Não precisa se incomodar, este está perfeito Fernando.

- Então a chave é sua. Quando pretende se mudar?

- Logo, minha mudança está a caminho.

Duas semanas depois Eliza estava fazendo a mudança, um caminhão estava na frente do Bella Vista. Carregadores subiam e desciam levando inúmeras caixas e móveis para o apartamento. Faltavam as últimas caixas a serem subidas, Eliza pegou uma e abraçou com todo cuidado carregando por baixo, se encaminhou até o elevador, mas este encontrava-se no oitavo andar, ela resolveu pegar as escadas. Ia subindo a toda velocidade que suas pernas permitiam, na curva do terceiro andar um baralho de louça de vidro estilhaçando ecoando pelas escadas. A caixa de Eliza caiara no chão na divisa da escada, por sorte ela não fez companhia as louças. Estava em choque, o coração palpitava descompassadamente enquanto segurava forte com as duas mãos o braço de um desconhecido. Tudo aconteceu rápido demais. Enquanto Eliza subia, um homem descia as pressas, o celular vibrou no bolso e ele pegou rápido olhando a tela, a escadaria é pouco iluminada, e isto também influenciou para o choque entre os dois tornar-se inevitável.

- Maldição, ninguém sobe essas escadas, poderias ter se machucado feio agora garota. - Ele falou como se chamasse a atenção de uma adolescente. - Você está bem?

Eliza afastou-se do estranho, seu olhar dava na altura do peito do homem, ela não teve tempo de pensar muito, olhou para baixo e quase gritou de indignação enquanto abaixava-se para abrir a caixa.

- Não, não, não, olhe só, não pode ter quebrado, são minhas favoritas, droga.

- Deixe-me ajuda-la, fico feliz que não tenha se machucado.

- Minhas xícaras provavelmente não ficaram inteiras.

- Você está preocupada com xícaras?

- É claro que estou, são minhas, como é que você desce uma escada correndo desse jeito? - Eliza reclamou mais lamentando que fazendo uma pergunta.

- Você está dizendo que a culpa é minha? - E o desconhecido desembrulhava uma xicara para se certificar do estrago.

- Não! Eu só...

Eliza não encontrou palavras, perdeu-as completamente quando finalmente ergueu os olhos e encarou a pessoa com quem falava. Nesse momento se sentiu como uma garotinha chorando por um brinquedo quebrado. Quem faz tanto drama por umas xícaras? Ela fazia!

- Vamos, eu ajudo você. Você deve ser a nova inquilina que o síndico falou, lamento pelas xícaras, me chamo Christian, pode me chamar de Chris.

"Que inquilina, minha nossa" pensou Christian olhando-a no fundo dos olhos.

- Isso, eu... me chamo Eliza, sou sim a nova inquilina. - Disse com a voz mais firme.

Eliza levantou-se enquanto Chris levantava-se com a caixa nas mãos.

- Nossa, isso está pesado, agora entendo porque caiu, tem chumbo aqui também?

- Uns pires na verdade. - Finalmente ela sorriu mostrando os dentes.

Essa boca, e esses dentes brilhantes, são de fato encantadores... pensou Christian.

Chegaram no apartamento e as últimas caixas foram deixadas. O local estava uma verdadeira bagunça.

- Uau, pelo visto você terá um trabalho e tanto por aqui.

- Sim, não sei por onde começar a arrumar. Pode colocar a caixa em qualquer canto.

- Vamos ver quantas xícaras intactas tem aqui. - Falou Chrisian sorrindo um sorriso largo exibindo os dentes perfeitos.

Eliza o olhava com um leve frio no estômago, as pernas fraquejavam e, ela odiava essa sensação, pois era completamente inapropriada para uma mulher que estava preste a se casar.

Por algum milagre haviam quebrado duas xícaras apenas, o que Eliza comentou.

- Eu ganhei da minha avó quando fui morar em Fortaleza, dois meses depois ela faleceu, elas têm um valor sentimental, se é que me entende...

- Eu sinto muito, talvez eu possa dar um jeito nelas, vou levar para ver o que posso fazer.

- Não se incomode com isso.

- Não será incomodo algum. - Disse a fitando nos olhos.

- Tudo bem então. - Sorriu boba.

- Quando eu as concertar devolvo-as, boa sorte com a mudança.

O homem saiu e Eliza Respirou fundo pensando: "Minha nossa, o que é isso, quem tem sorte de morar num prédio com um vizinho tão atencioso? E aqueles braços, tão firme e forte...Ok, pare, ele é apenas um vizinho bonito e gentil que me atropelou!".

Chris era a verdadeira personificação da beleza. Cabelos escuros e cheio, penteado num lindo topete arrumado, barba perfeitamente alinhada e farta, rosto quadrado, os olhos eram de um castanho escuro, era impossível Eliza ou qualquer outra mulher não admirar tamanha beleza.

O smartfone tocou e ela atendeu alegre e empolgada:

- Ei Ruan, bom dia meu amor, eu estava esperando sua ligação, minha mudança acabou de chegar, está uma verdadeira bagunça aqui, você precisa ver isso, vou lhe mandar uma foto.

- Receio que não será necessário, verei pessoalmente.

- O que?

E a porta do apartamento foi aberta, entrando Cláudia, Fernando e Ruan que, a suspendeu no colo beijando-a.

- Mandei o caminhão e comprei passagem para chegar aqui no dia da bagunça... quero dizer, mudança. Falei com sua amiga que queria fazer uma surpresa, ela me pegou no aeroporto há pouco e aqui estou.

- Estou tão feliz em vê-lo aqui meu amor, estou com tanta saudade. Agora, me diz, o que o Fernando tem a ver com essa história para estar aqui? Não achando ruim, aliás e muito bom vê-lo novamente, adoro esse apartamento Fernando. - Eliza falou apertando a mão do corretor.

- Cláudia me chamou para passar o dia com ela e aproveitou para entrar sem ser anunciada, já que tenho entrada livre nesse prédio. - Fernando respondeu.

Claudia confirmou:

- É, estamos indo dar uma volta, se vocês quiserem vir? A menos que...

- Nós vamos. - Interrompeu Ruan. - Vim aqui duas vezes apenas, quero conhecer a cidade melhor.

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