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Entre Corvos e Lobos

Entre Corvos e Lobos

Autor:: corvus1369
Gênero: LGBT+
Bruno, estava simplesmente cansado! De tudo que existia na sua vida, ele sentia sozinho, e de certa forma tinha perdido o propósito na vida. Lutar contra os vilões, comandar sua empresa, não era mais o bastante. Não quando ele não tinha um amor para dividir a vida. Ele sabia quem amava, mas ao mesmo tempo, esse amor parecia tão errado. Porque ninguém aceitaria, o Grande Corvo, herói de Renascença. Estar simplesmente apaixonado pelo Pierre, aquele que era o maior vilão da Cidade. Mas amor, tem caminhos estranhos, e ele sempre acha um jeito de combinar dois amantes. E vamos dizer que Corvo, não era de todo bonzinho.

Capítulo 1 O Amor Nasce

Bruno On

Eu estou começando a me sentir tão cansado. Tudo parece tão banal, como se não merecesse atenção, lutar contra bandidos. Não parece mais valer a pena, quanto mais eu os coloco na cadeia, mas eles parecem se multiplicar! É como se Renascença fosse um criador de vilões e bandidos, e que por mais que eu acabe com eles. Eles continuam voltando, e às vezes eu quero simplesmente desistir. Deixar a Renascença se destruir, acabar consigo mesma, e se tornar a Capital do Crime. Mesmo que eu saiba, essa cidade é a mais perigosa do país. No passado, eu tinha esperança, que eu podia limpar a Renascença. Tornar ela um lugar melhor, fazer de um lugar, onde eu poderia ter filhos. E refazer minha família, mas quanto mais o tempo passa, mas eu sinto que falhei com a memória dos meus pais. Eu deveria defender a Renascença, mas parece cada vez mais, que estou falhando. Que não faço diferença nessa cidade, que quanto mais eu luto. Mas eu me canso, é como se eu não tivesse mais forças para lutar! E acho que eu não tenho, e às vezes parece que vou morrer. E de certa forma, eu espero morrer, e talvez eu possa reencontrar eles mais uma vez. Sinto tanta falta deles, que sinto que dói.

Vejo um banco e resolvo me sentar, olho para o céu, e não me surpreendo em ver ele escuro. Afinal, em Renascença sempre parece estar escuro. E acho, que de certa forma, acaba combinando comigo. Porque eu estou tão preso na escuridão, que ninguém quer se aproximar de mim. Eu estou cansado de estar sozinho, e na minha vida, eu só tenho o Alberto. Ele é a melhor pessoa que eu conheço, e cuidou de mim desde que eu tinha oito anos. E ele nunca me deixou sozinho, e mesmo quando eu fugi de casa, desaparecendo Mundo afora. Alberto, esteve me esperando e procurando por mim. Mas eu sei que ele não vai viver para sempre, que quando ele morrer, eu estarei realmente sozinho para toda a vida. Em todos os meus anos de vida, eu nunca consegui entregar o meu coração a alguém. Eu namorei homens e mulheres, mas nenhum deles tocou o meu coração ou me fez sentir como o meu pai se sentia com a minha mãe. Na verdade, eu estou mentindo, têm uma pessoa que eu amo. Desde o momento em que olhei nos seus olhos verdes, eu sabia que estava perdido. Eu estou apaixonado com ele, e cada vez que eu o encontro. Eu tenho que simplesmente fingir, que eu o odeio, quando na verdade. Quero lhe entregar flores e lhe convidar para jantar, fechar o restaurante inteiro e para que possamos ter privacidade. Mas eu seriamente duvido que ele goste de mim. Afinal, o Pierre não ama ninguém. Ele criou Arlequina, mas mesmo assim ele a descartou. Ou seja, nunca vai querer ficar comigo, o Bruno Warren, ou com o Corvo. Afinal, uma hora ou outra, eu teria que contar a verdade.

É então que sinto gotas de chuva caindo sobre mim, olho para cima e suspiro. Eu não me importo que esteja chovendo, eu sempre gostei da chuva, desde que eu era uma criança. Fecho meus olhos, e deixo que a chuva caia sobre mim. Porque isso me faz sentir menos sozinho, porque pelo menos a chuva suporta ficar ao meu lado. Alberto deve estar preocupado, afinal eu não voltei para casa ainda. Mas eu não quero voltar, pelo menos ainda não. É então que sinto uma arma, sendo pressionada do meu lado em seguida à voz.

"- Bruno, Bruno! Você não sabe, como é perigoso andar nas ruas de Renascença a essa hora? Afinal, têm pessoas perigosas andando pelas ruas desta cidade - Não abro os olhos, porque eu conheço esse cheiro. Que é muito característico do Pierre, o de pólvora e explosivos. Por um tempo, eu odiei o cheiro de Pólvora, porque lembrava a morte dos meus pais. Mas com o tempo, eu me acostumei e gostei, deste cheiro em Pierre.

"- Pierre, porque não me surpreendo que seja você, a ter me encontrado. Mas, eu não estou para brincadeira. Mas me encontre amanhã, e eu deixo que você me sequestrar, ou fazer qualquer coisa parecida - Continuo com olhos fechados, mas sinto a arma ser retirada da minha pele. E por um momento nada acontece, eu simplesmente respiro, enquanto que deixo o cheiro daquele que eu amo se infiltrar em mim. E ele diz.

"- O que houve, pequeno Bruno? Alguém te magoou? Ou você caiu e ralou o joelho, coitado do pequeno Bruno se machucou - Começo a rir, porque é realmente engraçado! Eu nunca falei com Pierre, sendo Bruno Warren, e devo dizer que é divertido. Porque não preciso ser impassível, posso simplesmente rir de suas palhaçadas. E muitos podem pensar que são horríveis, mas eu acho engraçado.

"- Sabe, faz muito tempo, que alguém faz eu rir assim. Eu lembro que a única pessoa que me chamava assim, era minha mãe. E eu simplesmente odiava, porque eu insistia que já era grande, para esse apelido - Abro meus olhos, e finalmente olho nos olhos do Pierre. Percebo seu cabelo molhado, e um pouco da tinta nos seus lábios escorrendo. Mas ele nunca esteve mais belo, porque tem um olhar confuso no rosto.

"- Você não tem medo de mim? Eu sou o Pierre! Rei da Renascença, o maior vilão dessa cidade, mas você não tem medo de mim? - Pierre fez uma cara de magoado, como se eu tivesse matado o seu bichinho de estimação. Abro um sorriso, porque esse dia está ficando cada vez melhor para ser sincero. Eu esperava ser um dia deprimido, mas Pierre o estava iluminando e digo.

"- Eu não tenho, eu perdi o medo da morte a muito tempo. Afinal, depois de ver meus pais morrerem na minha frente, tudo que você espera é a morte. Te acolher de braços abertos, porque talvez assim, eu não esteja mais sozinho - Volto a olhar o céu, e percebo que a chuva está piorando. Mas isso não importa para mim, porque eu nunca me senti tão feliz. E o Pierre diz.

"- É um pensamento estranho, para o homem, mais rico de Renascença. Tenho certeza, que qualquer um da cidade, quer ser seu amigo ou até mesmo se casar com você! - Ele começou a rir e disse - Imagina, Bruno Warren o Solteiro mais cobiçado de Renascença se Casa! Aquelas pobres mulheres, perdendo o Bruno para sempre - Começo a rir, e o Pierre se junta. Eu estava rindo tanto, que meu estômago doía. E eu disse.

"- Sim, isso é realmente muito engraçado. Acontece que eu já amo alguém, e mesmo eu sendo o homem mais rico da Renascença. Essa pessoa nunca ficaria comigo, afinal, somos muitos diferentes - Pierre se aproxima mais de mim, até que deita a cabeça no meu ombro. Eu me sinto nervoso, porque não sei como agir.

"- Já sei! Você vai jantar comigo, e vai ser agora! Imagina o grande Bruno Warren, num encontro com o Pierre, aquele que não entristece! - Arregalo os olhos, mas meus olhos se movem até o Pierre. Em seu rosto, o maior sorriso que eu já vi em seu rosto. E ele têm um brilho nos olhos, que eu nunca tinha visto. Suspiro, porque mais que eu quisesse eu não podia negar a esse olhar.

"- Tudo bem, eu aceito. Mas sem armas de fogo, eu tenho uma aversão a elas, desde a morte dos meus pais

O Pierre revira os olhos, mas confirma. Ele pega na minha mão e começa a me puxar, enquanto andamos pela chuva. Eu realmente não esperava uma coisa dessas neste dia. Ele geralmente é tão triste, porque eu tenho lembranças do que aconteceu. Mas então o Pierre apareceu, e eu não posso deixar de rir com ele! Porque o Pierre me diverte, estar ao seu lado, faz com que eu me sinta mais leve. E mesmo que eu saiba, não deveria me sentir assim, ao lado do Lobo do Crime. Foi então que chegamos num carro, que era realmente muito caro. E Pierre diz.

"- Pode entrar, você é meu convidado, e acredite não vou deixar ninguém te machucar. Afinal, ninguém mexe com o que é meu - Abro um sorriso, enquanto que ele abre a porta do carro para mim, e eu entro. O carro por dentro é realmente muito colorido, mas em tons escuros, e isso me lembra o Pierre de certa forma. E ele entra e senta ao meu lado, enquanto que tira todas as armas e a tranca num cofre. E eu digo.

"- Para um vilão, você é um cavalheiro. E parte de mim, acha que eu vou amar, sair com você neste encontro - Ele começa a rir, até que se deita no banco. Enquanto que coloca a cabeça sobre minhas pernas, eu congelo. Mas então respiro fundo, e começo a passar as mãos por seus cabelos. Ele me olha confuso, mas parece simplesmente se deliciar com o toque.

"- Então é realmente um encontro, e sabe eu estou simplesmente amando esse cafuné! - Ele se vira para o motorista e diz - Nos leve para Manchester, aquele Restaurante Italiano, que eu matei a garçonete semana passada - Acho que devo me sentir intimidado, pela fala do Pierre. Mas eu simplesmente ri, enquanto que abro um sorriso. O Pierre me olha confuso e diz.

"- Bruno, você é tão diferente de qualquer outro encontro que eu já tive. E eu tenho certeza que isso vai ser emocionante, principalmente porque você sabe entender o meu humor! Mas me diga, o que acha de sair num encontro com um homem e ainda por cima com o Pierre? - Apoio minha cabeça no banco e suspiro, porque eu acho que eu deveria estar correndo daqui o mais rápido possível. Mas ao invés disso, eu digo.

"- Sendo sincero? Eu estou amando cada pedaço disso, porque geralmente hoje é um dia triste, faz 15 Anos da morte dos meus pais. Mas devo dizer, que você está animando o meu dia totalmente. E além disso, quase ninguém sabe, mas eu sou bissexual e estou inclinado a homens - O Pierre volta a se sentar, e com sua mão começa a acariciar meu rosto. E isso me deixa nervoso e ele diz.

"- Eu pensei que seria só mais um sequestro, mas devo dizer, que isso está saindo melhor que a encomenda! - Ele beija minha bochecha, e isso me faz sorrir.

Capítulo 2 O Jantar

Pierre On

Levo minhas mãos lentamente, até o joelho de Bruno, eu percebo que ele fica tenso. Mas logo depois ele relaxa, seus olhos estão voltados para janela. Mas eu não consigo deixar de olhar, ele é tão bonito. Com um rosto definido, e quando deitei em seu colo. Eu consegui perceber, que não era só o seu rosto definido. E isso me fez sentir um formigamento passar pelo meu corpo, porque eu nunca tinha estado com um homem. Só que tinha algo em Bruno,que me fazia querer estar com ele. Sentir o seu cheiro, e saber qual é o seu gosto, o Bruno me excitava. E faz muito tempo, que alguém não me excitava dessa forma. Mas parecia tão diferente de qualquer outro que eu já estive. Eu quero ter ele, só para mim. E eu não vou deixar, mais ninguém o tocar! Porque a partir desse momento, ele é meu e eu não vou deixar ninguém o levar. Ou o machucar, e até amanhã todos os Vilões e Bandidos, vão saber que não devem tocar em Bruno Warren. Eu rio, só de imaginar, que eu o Lobo do Crime estou saindo num encontro. Com o Playboy mais requisitado de toda Renascença, ele me escolheu, para sair num encontro. Quando poderia ter qualquer mulher de Renascença, até mesmo a Lucy, a Equilibrada, têm interesse em Bruno Warren. Mas nenhum deles conseguiu, o que eu acabei de conseguir. Me aproximo mais dele, e então o abraço, enquanto que deito minha cabeça em seu peito. Ele olha para mim, penso que vai me afastar, mas na verdade. Ele me puxa para mais perto, enquanto abre um grande sorriso.

Eu abro um sorriso para ele, e fecho os olhos. Enquanto me aconchego em seu peito, que é tão quentinho e forte. Eu me sinto tão estranho, é primeira vez, que eu estou me sentindo confortável com alguém. É diferente, de todas as outras, que eu já estive. Elas eram como brinquedos, que eu transformava no que eu queria, uma cópia de mim e que fossem loucas como eu. Mas com o Bruno é diferente, eu não quero o transformar num lacaio, alguém que eu possa mandar. Eu quero o ajudar, porque quando eu o encontrei. Eu podia fazer muita coisa, podia ter sequestrado ele e ter aparecido em todos os jornais da Renascença. Mas quando ouvi sua voz e olhei em seus olhos, eu vi uma alma quebrada, era como se eu visse minha própria alma. Ele era tão diferente de mim, mas ao mesmo tempo tão parecido. Bruno Warren, nunca apareceu nos Jornais, por infringir a lei. E já foi escolhido, como o homem mais bom de Renascença. E é estranho imaginar, que ele está aqui do meu lado, e está aceitando o meu carinho. Como se fossemos, conhecidos e até mesmo namorados. E eu sinto que isso é loucura! E eu simplesmente, amo a loucura! Isso é simplesmente tão caótico, ninguém poderia imaginar, o que está acontecendo. E o que vai acontecer no futuro, porque eu não vou deixar Bruno ir embora porque ele é meu agora. E mesmo que ele queira, eu não vou o deixar ir. Quando, finalmente, achei alguém com a mesma alma que eu. Que ri das minhas piadas, por mais sádicas que pareçam ser, e que acima de tudo está confiando em mim.

É então, que o carro para, me separo de Bruno e começo a sair do carro. Olho em volta e percebo que não têm ninguém, para minha óbvia alegria. Porque não quero que o povo saiba, pelo menos ainda não, que eu estou conquistando Bruno Warren! Não vejo a hora, de todos saberem, que eu estou com Bruno. Mas acho que devo levar às coisas lentamente. Afinal, eu não o quero assustar ou o machucar, só quero que ele se entregue a mim. Mas eu não tenho pressa, abro a porta, e lhe ofereço a mão. E então eu digo.

"- Nós chegamos, meu querido, Bruno! Se prepare, para se deliciar, com a melhor comida Italiana de Manchester! - Ele pega na minha mão e sai do carro, percebo o sorriso em seu rosto, enquanto ele observa o restaurante. É realmente, um ótimo restaurante, e o Dono ama fazer o que eu peço! Por isso eu tenho certeza, que ele vai ficar em silêncio se eu pedir.

"- Eu sempre gostei de comida italiana, e quando visitei a Itália, fiquei ainda mais apaixonado por essa culinária. E devo dizer, que a Companhia melhora tudo - Solto um gritinho, ele fica um pouco assustado, mas começa a rir. Enquanto, que eu me agarro ao seu lado. Seu corpo é tão quente, enquanto que o meu é mais frio, para ser sincero e eu digo.

"- Eu que deveria me sentir honrado em ter um encontro com Bruno Warren, agora vamos! Porque não temos a noite toda, ou temos? - Olho sugestivamente para ele, e percebo o vermelho manchado as suas bochechas. E isso o faz ficar tão fofo! Me estico para cima e lhe dou um beijo perto dos lábios, fazendo com que seus lábios tremiam. E ele diz.

"- Acho que temos, só me esperam, amanhã de manhã na WarrenCorp. E Alberto sabe, que eu sempre desapareço neste dia. Então podemos fazer o que você quiser, durante a noite inteira!

Arregalo meus olhos, porque eu posso fazer o que eu quiser. Começo a puxar Bruno para dentro do restaurante, que para nossa sorte está totalmente vazio. Procuro o Chefe, mas também não o encontro. Onde está, aquele imprestável? Ele deveria estar aqui, pronto para nos receber. Ele não pode estragar o meu encontro com o meu Bruno! Isso me deixa tão irritado, porque ele está estragando, o que na verdade deveria ser perfeito. E eu não vou deixar isso, sair dessa forma. Eu me viro para Bruno, com um lindo sorriso nos lábios, e eu digo.

"- Escolha uma mesa, meu querido Bruno. Eu vou ter um papo com o Chefe, mas não se preocupe, eu já volto. E não saia daí, tenha pensamentos loucos comigo!

Bruno dá risada, enquanto que começa a procurar uma mesa. Vou me afastar dele, por mais que seja difícil, porque ele é tão gostoso! Parece um pedaço de mal caminho, o que é muito estranho, porque eu nunca me atraí por homens. Mas Bruno, ele é diferente de tudo que eu já conheci. E eu amo só estar perto dele, e sentir o seu cheiro que parece me atrair. Eu só tenho que garantir, que nada atrapalhe isso, que nenhum louco de Renascença vai me impedir de ter Bruno Warren só para mim. É então que eu entro na cozinha, vejo o Chefe preparando seus venenos e digo.

"- Matteo Bianchi! Como sempre, produzindo seus venenos, e por que está aqui! Enfiado nessa maldita cozinha! Quando deveria estar atendendo, eu e meu encontro! - Matteo dá um pulo de susto, e se vira para mim com um sorriso. Mas eu não estou de brincadeira, eu quero que o meu encontro seja perfeito e ele diz.

"- Mestre Pierre, o que precisa? A seleção de venenos usual? Aquela que está na ordem, do tempo de morte? - Ele vai se aproximando de mim, até que eu pego pelo colarinho e o empurro para a mesa. Minha faca saiu da minha manga, e a pressionando levemente contra a sua barriga gorda e flácida. Ele parece um porco, do jeito que ele está suando e isso é tão divertido! E eu digo.

"- Sem veneno, ou qualquer substância ilícita que cause dor, sofrimento, alergia, ou alguma alegria que acabe levando a uma morte. Eu quero comida italiana, saborosa e fresca! Para mim e o meu encontro. Capichi? - Ele está com os olhos esbugalhados, como um porco, prestes a ser abatido. E seria tão bom destrinchar ele, mas não devo, porque eu preciso dos seus serviços.

"- Sim, Mestre Pierre! Vou acordar, meus melhores cozinheiros, para que possam servir você e seu convidado. Eu posso pegar o pedido? - Devo mostrar Bruno a ele? Meu plano é que o jornal não saiba sobre esse encontro. Mas o Submundo da Renascença, têm que saber, para que possa manter Bruno em segurança e eu digo.

"- Pode sim, mas lembre- se, ninguém dos Jornais podem saber quem ele é. Ou você terá o mesmo fim, da sua garçonete! Vai virar almôndega! E vou fazer seus filhos comerem

Eu vou pulando para fora da cozinha, e voltei a esconder a faca. Porque não quero assustar o meu querido e lindo Bruno, e logo o encontro vendo o cardápio. Ele parece tão bonito, mesmo que esteja principalmente muito molhado. Mas todos estamos, não é? Me sento em sua frente, fazendo com que ele sorria para mim. Olho para o Chef, e percebi seus olhos arregalados. Mas isso só me diverte ainda mais, coloco minha mão sobre a mesa, e Bruno prontamente segura. E o Chefe diz.

"- Mestre Bruno, é uma honra, ter você e o Pierre aqui esta noite! O que vocês gostariam de comer? Posso fazer qualquer coisa, que agrade aos meus clientes - Eu percebo seu nervosismo, mas não me importo. Eu concentro o meu olhar, sobre o Bruno, que parece estar tão tranquilo e confortável. Eu quero simplesmente beijar, mas vou ir mais devagar e ele diz.

"- Eu gostaria de uma Lasanha a Bolonhesa, e obrigada. Por nos receber, num horário tão tardio, afinal seu restaurante não estaria fechado? - Ele abre a boca, mas mando o meu olhar. Fazendo com que ele fique quieto, eu me concentro em Bruno. Que me olha, como se eu fosse o homem mais bonito do Mundo. Eu não concordo, porque ele é o homem mais bonito do Mundo.

"- Não se preocupe, meu querido Bruno. O Chef, sempre está pronto para abrir o Restaurante para mim, independente do horário! Afinal, ele sabe, o que pode acontecer se não abrir! - Abro um sorriso, enquanto que Bruno dá risada e eu falo com Chef - Eu quero macarrão a bolonhesa, com bastante molho! Agora, nos deixe sozinhos

Ele literalmente saiu correndo, eu estalo os dedos, enquanto que o meu capanga apaga a luz e traz velas. Junto com um vaso com uma flor, e dessa forma tornando tudo mais romântico. Eu quero garantir que tudo seja simplesmente perfeito. Para que Bruno não se esqueça disso. E ele diz.

"- Eu não esperava Romance de um Pierre, mas devo admitir que está saindo melhor que o esperado - Pisco meus olhos para ele, enquanto acaricio seus dedos.

Capítulo 3 O Jantar 2

Bruno On

Olho para a mesa Romântica, que foi colocada em minha frente, e eu devo admitir que estou realmente encantado. Eu sempre pensei que Pierre fosse um cara duro e sem emoções. Mas quanto mais tempo eu passo com ele, e olho em seus olhos. Mais eu sinto, o meu coração, passando de mim para ele. Mas eu temo, não receber o coração dele em troca. Porque toda Renascença sabe, que o Pierre não ama ninguém. E isso e isso me fere um pouco, porque é uma completa loucura, que eu esteja me entregando dessa forma. Quando eu não vou receber nada em troca, isso machuca. Tudo que eu sempre quis, foi o amor de alguém. Que me amasse como eu sou, que se importasse comigo, não por causa de uma ligação familiar. Mas porque me vê por inteiro, e que me amo por eu ser como eu sou. Mas não o amor que Alberto sente e os meus Pais já sentiram por mim. Eu quero que alguém me ame, como os amantes se amam. Como das histórias que eu lia, em que o Casal sempre tinha um final feliz no fim. Mas às vezes, eu tenho a sensação, que eu não vou ter esse final. Porque eu tenho que encarar a realidade, eu estou apaixonado por um assassino. Um louco, que não ama ninguém. Mas eu continuo me enganando, e acreditando que existe pelo menos um fio de humanidade nesse lobo. E que esse fio, vai fazer com que ele ame e que se apaixone por mim. E por mais que pareça louco, quando olho em seus olhos, vejo um pouco de amor.

Olho em volta, parece que o tempo parou, enquanto que olho ao redor. E percebo, como que em um estalar de dedos, Pierre fez tudo isso só para mim. E isso me emociona, faz eu até sentir, que estou no meu primeiro encontro. E isso é um pouco patético, porque todos sabem, que eu já namorei bastante. Mas quanto mais tempo, eu passo com Pierre, mais eu sinto que eu sou um novato perto dele. Eu já estive com tantos homens e mulheres, mas com o Pierre é tão diferente. É como se eu fosse um adolescente novamente, e estivesse tentando entender ainda as regras do jogo. Porque tudo que já aprendi na minha vida, nenhuma das coisas, me preparou para o que está à minha frente. Amar um louco, um lobo, ou melhor dizendo um Pierre. E infelizmente, eu ainda sou o Corvo. E isso com certeza, complica as coisas de uma forma que eu nem mesmo posso compreender! Porque me dói, lutar contra o Pierre. Porque eu não quero o machucar, eu não quero que ele morra ou algo parecido. Tudo que eu quero é impedir que Pierre machuque outras pessoas. Mas ao mesmo tempo, eu não sei, porque eu ainda protejo essas pessoas. Quando elas não fazem nada por mim, quando nunca me querem, e mesmo quando eu as ajudo. Eu sou criticado, mesmo quando não tenho culpa! E eu estou tão cansado, de tudo. Mas quando eu estou com o Pierre, é tão diferente, eu me sinto tão leve. Como se eu pudesse ser eu mesmo, e que nada possa me impedir disso, ele me faz feliz. E eu não posso mudar isso, por mais que todos queiram, não posso mudar os meus sentimentos.

Abaixo os meus olhos, por que me sinto perdido, em meio ao que as pessoas querem e em o que eu quero. E isso está me matando por dentro, acho que eu não deveria estar aqui! Eu tenho que ir embora, eu não posso continuar com isso. Sendo que isso só vai acabar me trazendo dor às pessoas que eu amo. Podem acabar machucadas, por isso sem olhar para o Pierre. Eu me levanto da mesa, antes que eu me afaste. Pierre segura minha mão.

"- Bruno, meu querido, o que está acontecendo? Para onde você está indo? - Ele se levanta e fica em minha frente, olho em seus olhos, e percebo que nunca tinha reparado. Que os seus olhos são diferentes, um deles é de cor dourada e outro em prata. Isso me lembrava, pedras preciosas, e isso só firmava minha ideia. De que Pierre, dê como uma jóia, esquecida pela Sociedade. E digo, desviando meus olhos do seus

"- Eu estou indo embora, Pierre, acredite. Eu estou amando nosso encontro, mas eu já estou me entregando a você. Mas nós, nunca daremos certo, e você sabe o porquê - Seus olhos brilharam que era de irritação, e algo que parecia ser tristeza. E eu odiava ver isso em seus olhos, e saber que fui eu que causei isso. Porque eu não queria o machucar, meu objetivo foi sempre, o deixar feliz.

"- Deixa, eu adivinhar, é porque você é um Playboy e um dos mocinhos. E nunca ficaria comigo, porque sou um lobo Louco! Um Psicopata! Um Vilão, que não merece sua atenção!

Ele colocou a cabeça sobre as mãos, e eu senti uma dor no meu peito. Porque meu coração se partiu, porque eu o machuquei! E o mais importante, eu ia ficar sozinho novamente. E eu simplesmente, não queria passar o resto da minha vida sem saber o que era amor. Ou saber se um dia, o Pierre poderia me amar. E pela primeira vez, deixo minhas lágrimas escorrerem. E logo me vejo soluçando, e ao tempo que cai de joelhos. Pela primeira vez, em muitos anos, me permito mostrar emoções. E então ouvi Pierre dizer

"- Você está chorando? Meu Santo Caos, você está mesmo chorando! Porque você está chorando? - É então, que ele coloca suas mãos sobre minha cabeça. E me forçou a olhar, eu olhei naqueles olhos, que mostravam tanta devastação e tristeza. E isso fez com que minhas lágrimas se multiplicassem ainda mais. Porque eu causei essa tristeza, sou culpado por tudo isso. E eu digo.

"- Eu choro, porque estou te machucando! Quando na verdade, tudo que eu queria fazer, é nos ajudar. Porque nunca daria certo, afinal, você não ama ninguém. E eu estou simplesmente me entregando, e eu estou cansado de sofrer - Fecho meus olhos, deixando minhas lágrimas escorrerem, mas então. Eu sinto alguém acariciando meus cabelos, e ouço a voz do Pierre dizer.

"- Bruno, meu querido, quem disse que eu não amo ninguém? Eu amo a mim mesmo, e eu amo o Caos. Mas principalmente, estou amando estar aqui com você. Quanto mais eu vejo você, e enxergo quem tu és. Mas eu sinto, que estou me entregando - Arregalo meus olhos, enquanto que olho nos seus olhos. Que por um momento, parecem tão lúcidos, mas logo voltam a loucura que me fez amar ele.

"- Eu sinto o mesmo, mas eu tenho tanto medo, porque a única pessoa que já ficou ao meu lado. Foi Alberto, e ele está envelhecendo, e logo estarei sozinho. - Me levanto do chão, porque acho que meu humilhei demais. Mas novamente, sinto o Pierre segurar minha mão, e ele me empurra contra a parede e diz.

"- Eu não vou deixar você sozinho, tu és meu! E nunca te deixarei ir

Pierre On

Empurro Bruno contra a parede, e olho naqueles olhos de avelã, eles parecem ainda mais bonitos de perto. E são tão expressivos, mostram dor e sofrimentos, mas principalmente muita solidão. E eu quero acabar com isso! Eu não suporto ver isso em seus olhos, porque eu os quero brilhando de felicidade. Que brilhe com o amor, que quero que ele sinta por mim. Desço meus olhos até seus lábios, que para um homem, são finos. Mas isso, só faz com que queira devorar sua boca. Uma das minhas mãos apertam seu quadril, e a outra seca suas lágrimas. Ele abre a boca, e passa a língua pelos lábios. O aperto ainda mais contra parede, ele está me provocando, mesmo que não de forma consciente. Mas está, então chego perto do seu ouvido e digo.

"- Você está me provocando, não é? Você parece tão vulnerável, com tanta dor nos olhos, e eu não entendo. Geralmente, eu te estriparia e riria do seu sofrimento. - Me calo, ao ver seus olhos fixos nos meus. Enquanto que sua mão, segura minha camisa com força, como se tivesse medo. De me soltar, e que eu acabe indo embora. Mas eu não vou, não quero ir e não posso ir.

"- Mas então, porque não está fazendo isso? Porque não me matou, ou me sequestrou? Porque estou vivo, enquanto que olho em seus olhos, que são tão bonitos e perfeitos. E me pergunto, porque não acabou comigo? - Olho nos seus olhos de avelã, que são perfeitos, e eu olho em seus lábios. Que parecem pedir, para que eu o beije. E digo, com sinceridade, o que eu sinto.

"- Porque têm algo em você, que me faz me encantar! Que me dá vontade de beijar, cada parte do seu corpo e me declarar a você. Porque eu estou sentido, algo que nunca senti! E estou amando, algo que pensei, não seria possível. Então me diga, posso te beijar? - Eu nunca pedi permissão para fazer algo, mas algo em Bruno. Me fazia querer, ter permissão, saber se ele queria o mesmo que eu. E então ele diz.

"- Pode, mas por favor, não me deixe depois de me usar. Porque eu só quero, o que for duradouro, o passageiro não me serve mais - Rio, enquanto que sinto o seu cheiro, parece ser um perfume muito caro. E eu me pergunto, qual será seu cheiro natural, acho que devemos mudar isso. Para um cheiro mais atraente. E eu digo.

"- Não se preocupe, meu querido, Bruno. Eu não faço nada passageiro, e você, será a coisa mais estável na minha vida. Afinal, até mesmo no Caos, existe a estabilidade do amor e é isso que sinto

Aproximo meu rosto do de Bruno, e por um momento, o tempo parece congelar. Até que vou chegando mais perto, e logo meus lábios tocam os seus. E eu sinto algo dentro de mim mudar, é como se eu finalmente tivesse encontrado aquele que me pertence. Minhas unhas apertam seu rosto com força, enquanto que movo meus lábios contra os seus. Delicadamente, faço com que ele abra boca. E arregalei os olhos, ao sentir o seu gosto, parecia algo tão exótico e ao mesmo tempo cativante. E eu não resisto, dou mordidas em seus lábios. Que sangram levemente, tal com as marcas de unhas que deixei em sua face. E quando nos falta digo.

"- Então, me diga, você vai ficar comigo? - Olho para Bruno, que confirma, e o beijo muito.

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