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Entre Quatro Paredes Vol 1

Entre Quatro Paredes Vol 1

Autor:: Flávia Silva
Gênero: Romance
Linda, sensual e meio doidinha, Katherine está prestes a se formar e completar seus 18 anos. Além de beleza, ela tem malícia e é bem ousada, o que atrai a atenção dos homens facilmente, logo, Marcos e Alexandre são os alvos de seus irresistíveis atributos femininos. Marcos, um empresário que aos 24 anos já é quase um milionário e se sucede cada vez mais, é sonho de consumo de muitas mulheres. Ele é lindo, viril, intensamente único e exala poder por onde passa. Ele também é direto, sempre foi mulherengo, em suma, conquista as mulheres com sua sexy confiança. Katherine tem o prazer de ver toda bagagem de perto. Alexandre, com 22 anos, é o irmão mais novo do Marcos. Alexandre é unicamente charmoso e igual ao irmão em quase todos os sentidos. Sexy, também hercúleo e um pedaço de mal caminho, atrai a atenção de Katherine que tem o prazer de conhecê-lo de uma forma ousada demais. Não é todo dia em que você conhece um homem de tirar o fôlego e ele está apenas de boxer, certo? Depois de colocar os olhos nela e passar dias pensando em Katherine, Marcos pensa num jeito de conhecê-la intimamente. O que ninguém desconfiava, era que ambos se interessariam pela estonteante Katherine, logo, ela teria que escolher entre seu desejo por um deles ou encarar uma experiência com esses tentadores homens loucos por ela. Será mesmo que Katherine consegue desfrutar de boa relação com os dois? E os irmãos? Podem dividir a mesma mulher por estarem igualmente apaixonados por ela?

Capítulo 1 PRÓLOGO

Marcos

Olho para o Alexandre e começo o treino arriscando dois socos, mas ele, com seu bom reflexo, desvia dos dois. Sinto meus músculos queimarem e uma vontade enorme de tomar uns bons goles de água. Temos uma pequena plateia composta por mulheres fortes e que têm treino quando o nosso acabar. Concentro-me nos movimentos do Alexandre e não me surpreendo quando ele começa a avançar e tentar socos em variados lugares do meu corpo. Defendo todos correndo de costas e dando um mortal para trás ficando longe dele. Logo em seguida prossigo com alguns passos, ele de cara tenta o golpe diving hurricanrana e consegue.

– Filho da puta. – Xingo rindo com ele.

Sinto meu corpo pular na cama elástica gigante e me levanto. Sim, treinamos numa cama elástica. Achamos melhor para treinar os golpes com vontade e não nos quebrarmos todos. Às vezes nos empolgamos com a ideia de levantar um ao outro e jogar no chão.

– 22 anos de pura experiência, Marcos. – Fala e me olha. – Irmão mais novo também sabe das coisas.

– Mas se distrai fácil. – Rapidamente golpeio meu irmão com o monkey flipe e ele cai no chão. – Vamos Sr. 22 anos de pura experiência. – Gargalho e ele me acerta com soco e depois um angle slam.

Cansado por hoje fico no chão da cama e ele começa a pular comemorando vitória.

– Hoje eu peguei você, Marcos!

Sinto meu corpo quente e as gostas de suor escorrendo por minha pele. Sinto-me exausto e minha respiração assim como a do Alexandre está muito acelerada. Meu irmão pula e deita na cama, logo, nossos corpos pesados pulam algumas vezes antes de repousarem completamente. Tiro as luvas e o protetor dental.

– Chega por hoje? – Pergunto arfando.

– Chega, estou exausto e preciso de um banho gelado. – Olha-me. – Treinamos bastante.

Levanto-me e saio do nosso ring especial. Alexandre sai logo em seguida e me segue até o vestiário. Olhares vindo das mulheres nos seguem e eu pisco para elas. Adoro vê-las com sorrisinhos bobos, é sensacional. Algumas até suspiram alto. Assim que entramos no vestiário o Ale me cheira e faz uma cara feia.

– Está fedendo para um cacete, Marcos. – Olho para ele de lado e sorrio.

– Esse cheiro é seu. Você fede. Eu sou cheiroso, másculo, sexy e a mulherada lá fora confirma isso.

– A mulherada deve estar se drogando então.

– Bastardo invejoso. – Falo enquanto abro meu armário e pego minhas coisas junto com ele.

Enquanto tomo vários goles de água que caem em minha barriga, ele tira o short e isso seria motivo para muitas mulheres ficarem caidinhas pelo Ale. Meu irmão é bonitão e puxou a mim. Seus olhos são num tom azul claro por causa do meu pai e os meus na cor âmbar por causa da minha mãe. Que Deus os tenha. Eles se foram quando eu tinha apenas nove anos de idade, como a família era apenas nós quatro, e nenhum parente nosso foi encontrado, fomos para um orfanato. Mesmo se encontrassem seria estranho viver na casa de quem nunca tínhamos visto antes. Meus avós estão todos mortos, então não tivemos saída. Tios e primos? Nunca os conheci, nem sei se existem. Ainda mais agora que sou um empresário conhecido, ninguém apareceu com cara de pau por dinheiro, isso é bom e espero que permaneça assim.

Não gosto de pessoas interesseiras, não no meu dinheiro pelo menos, por isso sou bem metódico com minhas amizades e paqueras. Não gosto de esbanjar o dinheiro na cara dos outros e muito menos que me olhem como se eu fosse um bolinho de grana. Tenho 24 anos, sou novo, no entanto, esperto. E bonitão, claro... muito bonito.

Como pode ser empresário com apenas 24 anos de idade? Sou muito esperto como eu tinha dito e fiz amizade com um velho rico e muito carismático, eu não sabia que ele era rico e empresário, e eu nunca fui interesseiro, por isso ele gostou de mim logo de cara. Reinaldo Barone Montanaro. Foi como um pai para mim, e quando faleceu me deixou seus negócios, não eram tão grandes, mas com apenas 19 anos eram como um império para mim. Ele não confiava nos outros, mas em mim, por algum motivo, confiou. E sinto uma falta danada dele.

Pulei alguns anos de escola, pois eu já era avançado e fiz a faculdade com 16. Ele pagou tudo para mim e para meu irmão. Foi a maior sorte conhecer o Reinaldo, ou melhor o Rei, era assim como eu o chamava. Conheci o Rei quando eu o servi em um de seus restaurantes. Conversei com ele um pouquinho e pronto. Ele me amou. Mudou minha vida e sou grato por isso. Já introduzido nesse mundo dos negócios, puxei o Ale junto e aqui estamos. Com empresas que crescem a cada dia e com uma boa grana. E quando falo boa é boa mesmo! O doido nos deixou dinheiro também. Foram bons anos ao lado dele e fomos sua família, já que a família biológica dele não lhe dava a mínima atenção e esperavam ansiosos para sua morte no intuito de fisgar sua fortuna.

Entro no banho gelado e gemo quando a água me tira todo o suor.

Eu e o Alexandre nos ajudamos muito. Eu posso interferir nos negócios dele e ele nos meus. Assim temos mais chances de vencer nessa vida, ou seja, trabalhamos por dois! Mas como somos responsáveis e ávidos trabalhadores, na maioria das vezes nos pegamos adiantando trabalho e, mais tarde, relaxando.

Quando termino a minha ducha, saio do box e me olho o espelho antes de pegar minha toalha. Meu corpo todo tatuado e muito bem moldado por personais trainers me causa orgulho.

– Sabe Marcos, acho que vou fazer mais uma tatuagem. – Sai do box e pega a toalha. – Vou fazer na coxa direita. Essa perna está muito vazia.

– Vai virar um gibi ambulante igual o Eric?

– Vou.

– Aprovo.

Olho no relógio e vejo que já são sete horas da manhã.

– Se apressa Alexandre, precisamos passar em casa para nos trocarmos.

No caminho de ida para a casa, Eduardo – nosso motorista – para num café e eu entrego meu cartão para ele.

– Mudei de ideia, Eduardo, aproveita que vai comprar algumas coisinhas para você e compra para nós também, algumas rosquinhas e docinhos, não teremos tempo de tomar café em casa e sei que não resiste as rosquinhas, então pode trazer várias. – Falo e ele ri.

– Você é inacreditável, Marcos. Só me dá trabalho, vou acabar me demitindo. – Gargalha. – Com um de seus cartões e o dinheiro que têm eu posso comprar o estabelecimento. – Sorri para mim.

– E quem disse que não é meu? – Tira o sorriso do rosto.

– Não dá nem para brincar com você... – Fecha a porta do carro e dou risada.

Deixo meu celular de lado e olho pela janela do carro. Bebo água fresquinha e gelada, mas acabo me babando todo e deixando mais de a metade cair no meu peito. Que coisinha... mais linda. A perfeição tem cabelos longos e castanhos bem escuros, os olhos grandes são da mesma cor e suas bochechas são rosadas naturalmente. Tem um sorriso lindo e a boca é uma perdição. Pescoço delicado, seios fartos e redondinhos. Tem aquelas gordurinhas na medida. Ah, leves pneuzinhos que eu amo, são quase inexistentes nessa Deusa, mas ela é celestial do jeito dela. Vira em direção a uma mulher, que provavelmente é sua amiga, pois seu sorriso se abre como uma cortina que revela o sol. Como ela está de frente para a janela do carro, ou seja, para mim, aprecio seu corpo mais ainda. Cintura fina e quadris largos de uma Deusa. Deve ter uma bunda imensa... Ah que menina mulher. Suas mãos são delicadas e ela certamente não está nem aí para um reboco de três quilos na cara logo de manhã. Não deveria, tem uma beleza tão linda que me dá sede. É a coisinha mais deliciosa que já vi...

Olho para a garrafa de água e solto todo o ar que estava segurando... Nossa ficou quente aqui... Bebo quatro generosos goles olhando para ela. Sinto minha cueca apertar e minhas pernas bambearem. Que porra é essa? Tenho 15 anos e acabei de entrar na puberdade? Não! Ela usa um jeans que certamente era para ser largo, mas sua carne preenche o tecido com gosto e que bela carne. Sua camiseta baby look fica colada em seu corpo. Dobro meu dedo indicador e o mordo. Preciso conhecer essa mulher... Menina... Mulher... ah é uma coisinha gostosa e fascinante.

Que merda Marcos! Controle-se, você nem sabe quem é, nunca a viu na vida, porque está derretido por ela? – Meu consciente fala. – E ela não é pedaço de carne, lobão. Controle-se.

Porque ela é a coisinha mais linda e deliciosa que já vi.

– Alexandre... Olha para essa belezinha de jeans e camiseta ali. – Ele olha e arregala os olhos.

– Puta merda. – Fala. – Puta merda. – Repete. – É errado a gente babar por ela enquanto ela está conversando com as amigas em frente à escola?

– Claro que não, isso não tem nada a ver e ela deve estar no último ano. Deve ter dezessete, chutando baixo, porque para mim já é um mulherão.

– Acho que estou apaixonado, Marcos.

– Você não vale, se apaixona por qualquer rabo de saia além de ter dito a mesma coisa para as 3 mulheres que levou para a casa na semana passada, e uma delas tentou me atacar. E claro, eu indefeso, com meus bracinhos fracos não pude fazer nada. Mas quer saber, dessa vez dou um desconto porque essa é... – Paro de falar e sorrio. – Formosa. Olha como ela conversa com as amigas animada e que carinha de safada. Olha o sorriso dela.

– Ela tem um ar sensual. É muito bonita. Até demais. As muito bonitas nos dão trabalho.

Eduardo volta para o carro e passo a mão no rosto.

– Linda, mas nunca a veremos de novo. – Alexandre fala e eu olho o nome da escola.

Colégio Giordano Vallentini Morelli. Vou lembrar desse nome.

∞∞∞

Já é quarta-feira e eu ainda me lembro do sorriso daquela mulher. Os dias estão passando rápido, mas por algum motivo eu não consigo parar de pensar nela. A mulher misteriosa me chamou atenção. Ela está na minha cabeça (nas duas) e o modo como gesticulava, o jeito que sorria e a maneira como colocava o cabelo grande atrás da orelha me deixou hipnotizado. Devo estar louco. Ontem saí à noite e mesmo com a negra linda e sensual por cima de mim eu ainda pensava nela. Nem sei seu nome. Como ela pode ter marcado tanto aqui na minha cabeça? Como? Só sei que fico de pau duro ao lembrar do corpo dela e nossa... O pior de tudo é que nem a conheço, nunca a vi e ela nem sabe que existo. Tenho que parar, pareço um adolescente! Controle-se, Marcos!

Passo a mão no rosto. Deve ser uma paixonite. Eu me recuso a prestar atenção na sensação de desejo que está entre minhas pernas. Arrumo minha gravata e levanto indo até o bar em meu escritório para pegar uma dose de whisky. Ando calmamente até o janelão panorâmico do teto ao chão e observo como está transito na cidade. Já é fim de expediente e há vários carros deixando São Paulo bem movimentada. Ainda estou no pique para trabalhar então termino minha dose e volto a concentrar-me no trabalho.

∞∞∞

– Tem como você parar de comer um minuto e me ajudar? – Falo para o Alexandre que devora o quinto pedaço de pizza.

– Estou com fome e em fase de crescimento.

– Quando você não está com fome, Alexandre? – Bufo. – Você já não está mais em fase de crescimento. Aceita e não dá essa desculpa para comer igual a uma baleia azul.

– Você é insuportável. – Jogo uma almofada nele que sorri e joga de volta.

– Já começaram a brigar novamente? – Rebecca diz trazendo água para nós dois.

Rebecca é nossa governanta/mãe. Cuida da casa e da gente. Sem ela aqui iriamos enlouquecer.

– Obrigado, Rebecca. – Diz pegando o copo. – E você sabe que o Marcos sempre começa as discussões.

– Até mesmo porque você é um anjo, né Alexandre?

– Claro! – Diz e bebe água.

Rebecca dá um puxão de orelha no Ale e estreita os olhos para mim sorrindo antes de se retirar do escritório rindo para nós dois.

– No que precisa de ajuda?

– Alexandre, desde o momento em que comecei a falar você estava me ouvindo, seu avoado?

– Estava... – Fica em silêncio. – Mais ou menos, pois a pizza também merece devida atenção. – Pega mais um pedaço. – Olha só que gostosa, que delícia. – Ele morde e revira os olhos. – Melhor que bocetinha apertada.

Caio na gargalhada e jogo novamente a almofada nele.

– Céus Alexandre, se concentra. Por que fala tanta merda, cara?

– Não sei. – Diz rindo.

– Tenho que encontrar aquela garota de novo, já é sexta feira e eu ainda estou pensando nela. Quando foi que a vimos? Segunda! Alexandre, segunda feira e eu ainda penso na maldita gostosa e bonitona com o sorriso lindo, seios chamativos. – Mostro com minhas mãos. – E uma bunda que foi feita por um Deus. Essa mulher é uma dádiva, Alexandre, estou dizendo.

– Achei que fosse só eu quem estava ficando duro e enlouquecendo por causa dela. – Ele sorri. – Aliviado.

– Estamos obcecados!

– Talvez.

– Tenho que pensar em algo para ter contato com ela novamente. Pensei que fosse algo passageiro e que logo ia esquecê-la, mas... – Desabo no sofá e passo as mãos no rosto. – Ela está me enlouquecendo e eu nem sei seu nome ainda.

– Isso não é problema, você sabe bem disso.

– O que meu pau não me faz fazer, hein...

– Você é libertino, Marcos! Devasso.

– Cala a boca. – Desta vez jogo a almofada com força e cai em cheio no meio de seu rostinho lindo.

Capítulo 2 PRIMEIRO

Katherine

– Katherine? Katherine? Vai dormir até que horas? Acorda!

E é a primeira coisa que ouço nesse dia nublado e sem sol. Na minha opinião um dia lindo, porém pelo fato de eu estar acordando cedo isso já me deixa de mau humor. Já estou no fim do ano e meu aniversário de 18 está chegando, mas, por incrível que pareça, não está fazendo efeito nenhum em mim. Estou bem cansada por causa da escola, tive que passar noites em claro terminando meu TCC. Tirei nota máxima, e isso já me deixa aliviada, mas não animada. Preciso sair um pouco, conhecer alguém, fazer algumas loucuras, ficar bêbada ou sei lá o que. Só sei que minha vida anda sem graça e sinto falta de sexo.

Minha mãe me deixa em frente à escola e como meu sono reduziu, meu humor melhorou um pouco. POUCO! Vou andando pelo pátio dando alguns sorriso e acenos para alguns amigos. Não sou popular, mas muito sociável, então acabo criando amizades. Como sempre faço toda manhã, passo os olhos panoramicamente pela escola, várias pessoas conversando, um homem bonitão conversando com a diretora, pessoas comprando lanche na cantina e... opa.

Olho novamente e sinto minhas pernas bambearem. Um Deus grego! Ele é muito bonito. Moreno, barba bem-feita, um estilo bem de executivo, mesmo não estando em um terno ele é bem elegante. Como estou vendo-o de lado eu arisco a andar um pouquinho mais para frente para conseguir vê-lo melhor. Que foi? Olhar não arranca pedaço! E esse homem é com certeza um pedaço de mau caminho. Ele tem olhos claros, castanhos talvez... Seus lábios são finos e ele é bem forte. Tem um porte grande e é muito viril. Suspiro e me controlo para não babar. Que homem...

Acabo esbarrando em alguém por não olhar por onde ando, mas como o infeliz sai resmungando, a atenção da diretora e do gostosão vieram para nós dois. Agora para mim já que fiquei parada e olhando para o bonitão. Ele me encara causando um forte frio na minha barriga e eu lanço um breve sorriso antes de sair quase correndo dali em direção a Jade e Eva. Que olhar foi aquele? Intimida qualquer um e que homem. Provavelmente é o mais bonito que já vi.

Jade e Eva já estavam comentando sobre ele. Reparo que Eva tem a pele negra bem brilhante esta manhã. Deve ser um de seus cremes com brilho que ela ama comprar e abusar com belas camadas na pele. Seus cachos estão presos num rabo de cavalo e bem cheios. Olho para a Jade e reparo que ela mantém seus cabelos negros, e bem lisos, soltos. Ela não costuma fazer muito isso e eu acho que ela fica linda assim. Sua pele branquinha como um palmito combina com o blush em suas bochechas e o gatinho que faz toda manhã com um delineador. Entramos na sala e eu dou risada com um comentário de Eva.

– Ele é definitivamente um gostoso. Pena que não vai dar bola para nenhuma de nós, pois deve ser casado. Bonito desse jeito alguma mulher deve tê-lo fisgado e se fosse eu não o soltaria mais.

– Os bonitos que são perigosos. Pela postura pode até ser, mas com tanta beleza duvido que não seja um mulherengo. Sempre são. – Jade diz.

– Só espero que tenhamos chance de ver o bonitão mais uma vez – Falo. – Provável que ele se derreta pela Globeleza aí. –Aponto para a Eva com a cabeça e olho para Jade. – Uma negona bonita e gostosa dessa ninguém resiste. – Ela gargalha comigo e me dá um beijo na bochecha.

As aulas passam até rápido. Acabamos esquecendo o garanhão de hoje cedo, mas lembramos imediatamente quando tivemos que ir ao auditório e o encontramos. Em cima do palco, ele fica com as mãos no bolso, postura ereta e um sorriso arrebatador. Respiro fundo e por ideia de Jade sentamos bem na frente. Ela me puxou com tanta força que para não fazer papel de idiota eu apenas apressei os passos e me sentei. Sinto meu rosto queimar quando ele fica me encarando, e para disfarçar, cruzo minhas pernas e jogo meu cabelo para o lado. Olho rapidamente para vê-lo e quase vomito de tanta vergonha quando percebo que ele está me encarando. Seu olhar quase me atravessa o corpo e é tão intimidante quanto sensual. Eu posso estar errada, mas eu senti desejo nesses olhos. Para manter a postura e fingir estar relaxa, eu respiro fundo e o encaro de volta. Ele é mais bonito ainda de perto. É mais forte, mais intenso e acho que eu estou molhada.

A coordenadora chega para falar algo com ele e, então, olho para trás, ainda há pessoas sentando nas cadeiras e entrando na sala. Nossa sala contém 36 alunos e sempre têm os atrasados que andam mais devagar que uma lesma. Tenho uma boa relação com todos e falo com todos, mas sou realista e sei que Jade e Eva é quem farão parte da minha vida quando nos formarmos.

Sinto meu corpo inteiro ficar quente e um perfume masculino incrivelmente bom. Mesmo com o ar-condicionado ligado eu me abano com as mãos e passo a mão na nuca. Estou suando, tem um gostoso me encarando, tenho borboletas agitadas na barriga e estou excitada. Por que meu Deus? Por quê? Podia ser um velhinho gordo. Estou reclamando como uma idiota, ele é exatamente o homem que eu queria que ficasse bem na minha frente para que eu pudesse admirar. E é isso o que vou fazer!

A porta do auditório é fechada e a coordenadora sobe ao palco para introduzir o que acho que será a palestra.

– Boa tarde, terceirão. Vocês estão passando por um momento importante de transição da vida, com esse climão de vestibular e faculdade, vocês estão bem elétricos e também meio cansados querendo que acabe logo o ano. O Marcos Walker...

Marcos Walker. Um bom nome. Um nome bem forte. Acabo parando de ouvir o que a coordenadora diz e o encaro. Respiro fundo e sinto os músculos abaixo da minha cintura ficarem contraídos. Mais uma vez recebo seu olhar e sorrio olhando para baixo. Como sou boba, ele sabe que é bonitão e deve apenas estar jogando o charme por diversão. Deve fazer isso sempre para ver as mulheres caidinhas por ele.

– Parece que alguém gostou muito de você. – Sussurra. – O gostosão não para de te olhar.

– Deixa de falar besteira, Jade. – Sussurro de volta.

– Não é besteira não, Katherine. Ele está te olhando desde a hora que sentamos. – Eva murmura bem baixinho.

– Vocês estão loucas. – Jogo meu cabelo para o outro lado e o olho. Ele está me olhando.

– Então dá uma piscadinha para ele. – Jade diz – Anda Katherine, você é bonitona e se ele se demonstrar afetado você nos paga uma pizza.

– Não vou piscar para ele, que vergonha. – Olho para ela e belisco seu braço. – Abaixa esse fogo, sua safada.

A coordenadora finalmente para de falar e ele com suas longas pernas vai até o centro do palco, tira as mãos do bolso e exibe toda sua altura e elegância. Como pode parecer ser tão poderoso e bem-sucedido? Possui meu corpo pelo amor de Deus!

– Boa tarde, meu nome é Marcos e a pedido da escola venho contar um pouco da minha vida e tentar de alguma forma inspirar vocês para que possam seguir carreiras que realmente gostem, e talvez administrar empresas que é o foco da palestra de hoje, além de ser minha grande paixão.

Marcos vai conduzindo muito bem a palestra com elegância e segurança. A voz dele é máscula, levemente rouca, é literalmente a definição de uma voz sexy! Sinceramente, não presto atenção em nada do que ele fala, mas não é culpa minha, é dele! Ele é o bonitão aqui, ele é quem faz qualquer uma pensar várias coisas inapropriadas para o momento e ele é quem tem a voz suave e ao mesmo tempo grossa. Ele é quem distrai as meras mortais como eu. Só consigo olhar para seus olhos, sua boca fina e imaginar como deve ser seu beijo. Jesus, esse homem tem cara de quem sabe beijar e trepar. Tem sim! É VISÍVEL! Estou delirando... eu sei.

Oh lorde! O que que eu estou pensando? Katherine Miller, controle-se, mocinha. Presta atenção no que o Marcos está falando, danada! Respiro fundo e o olho. Cristo, parece que eu nunca vi homem bonito nessa vida... Quer saber, pensar não faz mal a ninguém.

– ... e sou muito grato por ter conhecido o Rei, ele me ensinou muito. Absorvi cada conhecimento que ele quis reverberar, e é indubitável que...

Ele tem tatuagem. Vejo a pontinha de uma delas em seu pescoço, no entanto não dá para saber o que é. Sou louca por tatuagens. Ah eu quero tirar todas essas roupas caras que está usando e estudar todo o corpo dele. RESPIRA KATHERINE.

OH!! Ele está me olhando, está falando algo e está me olhando. Cruzo minha perna e molho meus lábios mantendo a postura. ESTÁ CALOR AQUI. Estou suando. Essa palestra não acaba nunca não?

A Palestra chegou ao fim e muitas meninas rodearam o Sr. Walker para "tirarem dúvidas" a respeito da palestra, porém a coordenadora percebeu e abaixou o fogo delas pedindo para se retirarem da sala, pois o Sr. Walker é um homem ocupado e tem que ir embora. Jade e Eva acabaram indo embora mais cedo, pois elas iriam procurar o vestido para a formatura. Olho para a porta do auditório e vejo a muvuca de pessoas saindo. Resolvo sentar novamente e esperar os apressados.

Meu celular toca e por curiosidade desbloqueio. É uma mensagem da minha mãe.

Filha, vou me atrasar um pouquinho, mas já to chegando. Acalma a piriquita. Bjs.

Dou uma risadinha discreta e mando uma carinha. Eu já disse que minha mãe é meio piradinha? Eu gosto disso. E amo minha relação com ela.

Sinto um cheiro de perfume um pouco mais forte em meio do silêncio que eu nem tinha percebido, e para completar ouço a voz que está me enlouquecendo desde o começo da última aula.

– É seu, anjo? – Olho para minha frente e o vejo cara a cara me estendendo um fone de ouvido branco da Apple com seus dedos longos.

– É, sim. Obrigada. – Ele estuda meu rosto e abre um sorriso lindo cheio de dentes brancos e retinhos. Ele é perfeito demais.

Coloco meu celular em cima da mesa e devagar eu pego meu fone olhando para ele. Devo estar vermelha. Neste momento o que sinto é um frio imenso na barriga. Agora que ele está perto e agachado no chão posso ver o quão macia sua barba aparenta ser. Minha mão coça por causa da vontade de tocar em cada fio.

Marcos continua me olhando e sorrindo e eu sinto meu corpo todo ficar mole. Ele levanta e eu também, nem sei o porquê. Minha cabeça está uma bagunça. É culpa do perfume dele que me distrai e seca minha garganta ou do seu incrível hálito de hortelã que me faz salivar pela boca dele.

– Prazer. Marcos Walker, mas pode me chamar de Marcos.

– Prazer. Katherine... Ah... A palestra foi incrível. Você tem jeito para isso... Ou treinou muito e... Você se saiu muito bem. – Apresso-me em dizer. Cala boca, Katherine! Ele sabe que se saiu bem, ele já deve ter feito isso antes.

Marcos encosta o quadril numa mesa mais próxima e me olha atento. Estou me sentindo nua aqui. Respiro fundo, pela milésima vez e ponho o cabelo para o lado na tentativa de conter o suor e também a leve vergonha. Eu nunca fiquei assim com ninguém, geralmente sou faladeira, comunicativa e extrovertida. Timidez não é uma das coisas que estão presentes em minha vida, mas perto dele me sinto muito retraída. Eu sou atrevida isso sim!

– Então gostou da palestra... Fico feliz em saber, você...

– Gostei sim, o tema é bem interessante. – Interrompo-o sem querer porque meu lado faladeira está começando a aflorar. – Desculpa, te interrompi. – Espero que ele não comece a falar comigo sobre a palestra, fiquei hipnotizada por ele, não lembro nem qual foi o tema.

Eu estava ocupada demais imaginando como seria beijar e abraçar o corpo enorme que ele tem, como seria ser abraçada por seus braços visivelmente fortes e escutar sussurros no ouvido com a sua voz. Por que não me concentro perto dele?

– Sem problemas, eu só ia dizer que percebi que você achou o tema interessante. Não desgrudou os olhos de mim nenhum momento, na minha opinião foi a mais atenta, só não sei se ouviu alguma coisa do que eu falei ou se a atenção toda era para a palestra. – Ele está flertando comigo? Não pode ser, acho que ele percebeu que eu estava babando e está tirando uma com a minha cara. Vou tirar a prova agora!

– Era sim. No que mais eu prestaria atenção? – Ele sorri com confiança e com cara de safado.

– Bom, se fosse você aqui na frente eu teria muita coisa para observar. – Marcos me lança uma piscadela, desencosta da mesa e pega sua bolsa tira colo. – Estou brincando com você – Ele fisga meu queixo rapidamente com o dedão e o indicador. – Vamos, acredito que você tem que ir para a casa. – Aponta para frente e eu contenho mais um bobo sorriso prendendo meus lábios nos dentes e jogando meu longo cabelo para trás.

Marcos me acompanha nos corredores puxando assunto como minha idade, que carreira quero seguir e inclusive me elogia pela timidez. Ela não é minha, não sei como se instalou em mim. Andamos devagar e sem pressa, ele conduz cada assunto e presta atenção nas coisas que falo. É um homem atencioso que mantém um contato intenso com os olhos e como de costume e educação faço o mesmo.

Assim que saímos do colégio avisto o carro da minha mãe. Ela retira os óculos escuros sorrindo para mim e acena discretamente olhando o Marcos desde os fios de cabelo até os pés.

– Minha mãe. – Falo sorrindo para ela. – Éhh... eu tenho que ir. Eu adorei te conhecer, Marcos.

– Eu também, anjo. – Beija minha bochecha antes que eu estendesse a mão. Arrepio-me todinha quando sinto sua barba roçar na minha pele. – Tem uma pele macia. – Murmura baixinho e eu ando devagar me afastando dolorosamente dele.

Por que minha vida não podia ser um filme? Minha mãe demoraria mais para chegar, ele me beijaria com muita vontade e eu iria ser muito feliz. É tão simples.

– Katherine? – Marcos me chama e meu coração dispara. Olho para ele e sorrio levemente. – A gente se vê – Pisca e cumprimenta brevemente um homem que parece ser seu motorista. O cara tem motorista!

Entro no carro e minha mãe fica me encarando. Ponho o cinto fingindo não ver e olho para frente. Como sei que ela não vai desistir olho para ela.

– O que foi, Dona Lorena? – Olho para seus olhos escuros e sua aparência muito igual a minha. Cabelos grandes, sorriso bonito, olhos que escondem charme e muito curiosos. Seus lábios estão pintados de vermelho e sua beleza me fascina. Lorena Miller é linda até demais. Ainda mais com cílios grandes e naturais que me deixam com inveja.

– Quem era o gostosão, sua danada?

– O Max sabe que você anda observando os rapazes mais novos? Vou falar para o seu marido.

– Não muda de assunto que o seu pai não tem nada a ver. Quem era o bonitão? – Insiste em saber.

– Marcos Walker. Um palestrante. É só isso que sei dele... – Falo indiferente. – E ele tem 24 anos. É só isso. Conversamos pouco.

– Poxa, nem perguntou o tamanho do... – Ela demonstra com as mãos e eu dou risada.

– Mãe! Que coisa feia, Lorena, vou falar para o Max – Ela dá risada.

– Não se atreva a falar para o seu pai. – Sorri antes de colocar os óculos novamente e dar partida.

Entro em casa enquanto minha mãe manobra para ir ao trabalho e vou direto para o quarto. Ponho minha mochila na mesa e tiro meus tênis. Enfio a mão na bolsa procurando pelo meu celular, estranho ele não ter tocado... as notificações nunca param e isso me irrita às vezes. De qualquer jeito, tenho que contar para as garotas que o bonitão interagiu comigo, e não foi pouco, só que eu preciso encontrar essa droga de celular. Bolsa de mulher é uma porra mesmo. É como se fosse um submundo que suga tudo o que a gente põe dentro.

No momento em que tateio a bolsa inteira e não acho já começo a sentir um leve ataque cardíaco chegando. Não pode ser. Pego minha bolsa e despejo todas as coisas na cama. Cadê essa merda de celular?

– Puta merda. Eu perdi um IPhone. Eu vou morrer. Ninguém mais vai saber quem é Katherine, porque minha mãe vai com certeza me matar. Merda. – Praguejo em voz alta e começo a andar de um lado para o outro no quarto. – Quem liga para coisas materiais, né? Posso dizer que fui assaltada, minha mãe vai ficar aliviada por eu estar bem. – Que droga, eu tenho 14 anos para ficar inventando desculpinhas? Não! Concentra. Foco, Katherine.

Onde você deixou pela última vez? Aquela merda está sem senha! Eu tirei por algum motivo desgraçado que eu não lembro.

– Eu vou morrer, vão encontrar e mexer em tudo. Vão me expor na internet e eu vou morrer!

Jogo-me na cama e mexo meu corpo todo involuntariamente. Tá bom. Primeiro eu estava na sala com ele. Depois fomos para o auditório e o maldito estava na mochila. Não toquei nele durante a palestra porque tive coisas melhores para olhar e imaginar que estava tocando, como por exemplo o peitoral glorioso do Marcos que deve ser uma coisa linda de ser vista, também nos braços dele e os gomos perfeitos que ele deve ter na barriga e em baixo com certeza tem aquela entrada de gente gostosa e... MERDA! Foco! Foco!

Peguei para ver a mensagem que minha mãe mandou e o Marcos veio falar comigo todo polido, perfeito, e com um sorriso que, com certeza, me molhou. Eu estava hipnotizada demais para perceber... merda, coloquei o celular na mesa e... ficou na mesa. Alguma tia da limpeza deve ter ido lá para arrumar a sala e elas são uns amores, se encontrassem meu celular sei que guardariam.

Vou ligar para ele. E a essa hora a coordenadora já deve ter recebido e guardou. Espero.

– Alô? – Um homem atende e eu fico meio confusa. Parece a voz do... NÃO PODE SER... – Alô?

– Quem fala?

– Eu é quem te pergunto. – Não é o Marcos, mas a voz é tão bonita e excitante como a dele.

– Você está com o meu celular.

– Katherine? Que bom que ligou. – O homem fica surpreso e eu reconheço malícia na sua voz – Eu sou o Alexandre. Irmão mais novo do Marcos, gracinha. Você o conheceu hoje. – Alguém me segura, essa voz deixou minhas pernas bambas, acho que vou surtar. – A propósito o Marcos falou de você ele disse que você... – Algo o interrompe antes que ele fale e eu aguço meus ouvidos tentando ouvir o que rola do outro lado da linha. – Solta... Alexandre, solta esse... Ah Marcos, deixa eu falar com ela... eu sou o mais velho, me obedece... Marcos!... Porra, você tem 15 anos? me dá esse celular. – Seguro o riso, pois mesmo eles brigando em sussurro dá para ouvir perfeitamente o que falam. – Alô? Katherine?

– Oi.

– Aparentemente você esqueceu seu celular na sala. Depois que foi embora eu tive que voltar para falar com a diretora do colégio e passei no auditório. – Posso ser meio piradinha, mas burra eu não sou!

– Que coincidência, né?

– Acho que foi sorte.

– E você também acha que vou engolir essa desculpa?

– Não, por isso disse algo bem absurdo.

– Então pegou meu celular de propósito? Roubou meu celular, Marcos Walker? Posso te denunciar, sabia? – Contenho meu sorriso já que minha voz humorada não dá.

– Eu sei que pode e tenho certeza que não vai.

– Como tem tanta certeza?

– Tenho certeza porque eu sei que você vai analisar toda a situação e vai adorar quando eu for na sua escola te entregar pessoalmente.

– Talvez não.

– Você vai.

– É muito convencido.

– Otimista. – Eu poderia ficar dias ouvindo essa voz. Não acredito que estou conversando com o bonitão. – Fica tranquila, anjo. Amanhã eu levo o seu precioso celular.

– Ok – Fica um silêncio gostoso e eu sorrio de orelha a orelha. Quero gritar! – Marcos, posso te pedir uma coisa?

– O que quiser.

– Meu celular está sem senha. Não olha nada não, por favor. – Peço com uma voz meio séria e calma.

– Não vou invadir sua privacidade, Katherine. Na verdade, não tinha percebido que estava sem senha, muito obrigada por me deixar curioso. Tem sorte que eu sou uma pessoa controlada.

– Devo ter mesmo. E mais uma coisa, seu irmão mais novo, o Alexandre, disse que você tinha falado algo sobre mim, Marcos. O que era?

– Não era nada. Bobagem, ele é assim mesmo. – Ouço ele suspirar. – Eu adoraria ficar aqui conversando, mas tenho algumas coisas a fazer. Muitas, na verdade.

– Oh, claro desculpa. Sem problemas. Até amanhã, Marcos.

– Até amanhã, Katherine. – Meu nome fica muito bem na boca dele.

∞∞∞

Dormi muito bem essa noite. E estou ansiosa, mas hoje é um novo dia e olha só... Está ensolarado, um dia bonito. Particularmente prefiro frio, chuva e neblina, mas não deixa de ser um dia querido. Tomo meu banho relaxante e despertador e vou até meu guarda roupa. Vou vestir a primeira calça que encontrar, não vou ficar me arrumando muito, pois o Marcos só vai ao colégio entregar meu celular não para me paquerar ou flertar comigo. O que não seria ruim, ele é tão bonito, tão forte e de tirar o fôlego.

A primeira calça que encontro é uma calça flare. Eu já fui com ela para a escola, mas é muito forçado. Tenho uma perfeita. Abro minha gaveta e pego uma das minhas preferidas. É uma calça jeans capri, bem escura, colada no meu corpo, deixa minha bunda gigante e é cintura alta, ou seja, valoriza minha cintura. Visto a blusa do uniforme, já que não posso me livrar dela, ao menos é baby look e preta. Uniforme preto é maravilhoso. Olho para minha sapateira e resolvo que meu par de tênis preto combina. Olho-me no espelho e sorrio com o resultado. Estou bonita, nada chamativa, corpo modelado e estilosa para um dia de aula. Não sou passar maquiagem para ir estudar, mas acho que eu poderia testar um delineado discreto. Meu cabelo? Lindo de qualquer jeito, bem comprido e liso. Às vezes acho meio sem graça, mas eu amo meus longos e hidratados fios.

A gente tem que ter mais amor próprio e é isso o que tenho praticado. Gostar mais de mim mesma, ficar mais segura... O que que eu estou falando? Estou nervosa, porque Marcos vai à escola. Olha para mim, eu nunca passo maquiagem para ir a aula e até que eu vou arrumada sim, gosto de ficar bonita, mas... meu Deus. Não quero parecer ridícula na frente dele e nem malvestida, ele é todo estiloso, dono de si e poderoso. JESUS COMO O HOMEM É PODEROSO.

Pego minha bolsa tiracolo e desço indo até a cozinha. Eu geralmente como no caminho indo para a escola, então pego o dinheiro para o intervalo e um lanche que minha mãe insiste em fazer para mim. Não sou mimada, mas ela gosta de cuidar de mim.

– Bom dia, Mãe. Bom dia, Pai. – Sorrio para os dois.

– Bom... Dia. – Meu pai me responde fazendo uma breve pausa com um pequeno sorriso em seu rosto que vai aumentando. – De onde vem essa animação toda? Querida, quando foi a última vez que vimos a pequena Katherine desse jeito? E logo de manhã... – Olha para mim. – Geralmente você é um porre, uma espécie de fera raivosa. – Diz tirando onda com a minha cara. – Você tomou uma das pílulas da sua mãe, né filha? Toma cuidado em...

– Max! – Ela ri olhando para o marido com os olhos serrados.

Max Miller é um homem de aparência comum. Tem olhos escuros, uma barba bem rala e grandes entradas em seu cabelo escuro também graças as tintas. Com uma testa pequena e nariz longo ele deixa minha mãe caidinha. Tem um pequeno topete de galã de novela e está até em forma para a idade. É um roqueiro nato e muito sério algumas vezes apesar do seu senso de humor.

– Muito engraçado. Eu não tomo pílulas! E que tipo seria? – Põe as mãos na cintura. – Caso você não saiba ontem eu a vi conversando com um rapaz muito bonito.

– Ahh. Então achou o rapaz bonito? Você é casada, Lorena. Não tem que achar ninguém bonito, só o seu marido. Que sou eu!

– Já está bem velhinho. E você sabe bem que não manda em mim e muito menos diz o que eu tenho que fazer, garanhão.

– Vou te mostrar o velhinho. Ontem à noite Lorena...

– OPA! – Falo. – Não aconteceu nada entre vocês, eu não preciso saber e estou atrasada.

– Vamos, querida. Depois eu converso com o seu pai.

Não demora muito para eu chegar no colégio. Beijo a bochecha da minha mãe e saio do carro. Por costume jogo meu cabelo para o lado. Estou com um frio na barriga e nervosa. Acalme-se, Katherine, é só um homem bonito demais. Olho para o lado e o vejo sair de uma Ferrari. O cara tem uma Ferrari. Quem nesse mundo tem uma Ferrari? O gostosão claro.

Olha isso está bom demais para ser verdade. O cara é bonito, rico e não é um idiota arrogante. Pelo menos até agora não foi. Mais bonito que ontem, ele sorri e anda até mim com suas pernas longas. Ele tem um andar leve e calmo. Usa um terno azul marinho feito sob medida com certeza, pois não tem nenhuma parte folgada. É possível um homem ficar tão sexy usando um terno? Ele é tão definido que seus músculos aparecem quase que perfeitamente pelo paletó.

A cada passo que ele dá fico mais nervosa e respiro fundo. Tento me acalmar e sorrio para ele. É simples, pegar o celular, agradecer e dizer adeus. Pegar o celular, agradecer e dizer adeus. Pegar o celular... Marcos me cumprimenta com um beijo na bochecha e nossa senhora que homem cheiroso.

– Katherine. Como é bom te ver de novo. – Ele passa os olhos por mim e sorri com malícia. – Está linda. – Pega minha mão. – Dá uma voltinha? – Fico vermelha na hora.

– Marcos...

– Desculpa, não queria te deixar envergonhada.

– Não deixou. Eu fico vermelha fácil – Ele põe a mão dentro do paletó e me entrega o celular.

– Prontinho. De volta para a dona.

– Obrigada. Eu quase entrei em desespero quando vi que tinha perdido. – Quase?

– Por nada. Sai que horas do colégio?

– Minhas aulas acabam às 13h40. – Ele parece pensar um pouco.

– Vai fazer algo no fim da tarde?

– Não programei nada... eu... – Paro de falar respiro fundo. É um belo homem.

Ele vai mesmo me chamar para sair? Fico com um frio imenso na barriga e minhas pernas ficam bambas.

– Ótimo. – Ele olha para o Rolex em seu pulso. – Eu te busco às 19h. Janta comigo?

– Claro. – Pisco várias vezes e contenho a sensação de estouro que sinto no colo do peito.

Sinto uma corrente elétrica de felicidade passar por cada parte do meu corpo e começo a mexer nas pontas do meu cabelo na tentativa de disfarçar o nervosismo.

– Boa aula, anjo. Me manda o endereço da sua casa pelo WhatsApp. Já gravei meu número no seu celular. – Novamente seus lábios encostam na minha bochecha e eu respiro fundo discretamente para inalar seu aroma. Vejo o Marcos sair andando e encaro suas costas largas. Solto o ar que estava respirando e percebo que ele me deixou excitada... – E Katherine. – Ele me chama. – Se não me mandar o endereço eu vou te ligar.

– Se eu não mandar, talvez significa que eu não queira. – Falo sorrindo.

– Você quer sim e está louca por um beijo meu.

– Convencido.

– Otimista. – Pisca para mim e vai até sua maldita vermelhinha.

Capítulo 3 SEGUNDO

Fiquei a tarde inteira pensando no encontro. Estou muito ansiosa. Tive que contar tudo para Jade e Eva e as duas quase ficam loucas. As duas foram para casa quase agora e me ajudaram a escolher uma roupa.

O Marcos é realmente lindo, tão bonito como o pôr do sol e como eu disse minha ansiedade é muita, não paro de pensar nele. Pego-me quase toda hora com um sorriso bobo na cara. Droga. O que aquele homem fez comigo em tão pouco tempo?

Já são 18h45. Não sei se ele é pontual, mas vou me apressar para colocar meu vestido preto de veludo. O vestido é bonito, simples e elegante. Possui alcinhas e um decote discreto, mas é colado no corpo. Como tenho uma cintura fina, o vestido me deixa sexy e é perfeito já que não sei onde iremos jantar. Minha sandália cor nude a qual possui um salto pequeno e fino combinou muito bem com o vestido.

Soltando o grampo da minha franja que cai ondulada eu respiro fundo me olhando no espelho do closet e sorrio. As borboletas estão agitadas em minha barriga. Fico me namorando no espelho até ouvir meu celular tocar. É uma mensagem dele. Bem baixinho escuto o barulho de uma porta de carro se fechar e sorrio abrindo a mensagem.

Estou aqui em baixo, faminto e ansioso para te ver

Guardo o celular na minha bolsinha e quase corro para vê-lo. Antes de sair, olho-me no espelho do hall de entrada e vejo se falta algo. Não! Está tudo okay. Abro a porta e o encontro encostado em seu carro. Dou um breve sorriso e tranco a porta atrás de mim. Quando viro ele já está ereto, com uma bela postura e todo bonitão. Marcos anda até mim e isso é o suficiente para eu esquecer como se anda. Respiro fundo e movo meu corpo devagar. Não quero cair por causa dos meus dois pés esquerdos e passar a maior vergonha.

Dando-me uma boa olhada, ele sorri, tira as mãos do bolso e me beija a bochecha de forma intensa, mas respeitosa. Céus, ele está muito cheiroso. Com as mãos em minha cintura ele passa os olhos devagar por meu corpo eu mordo o lábio em sinal de ansiedade. Ele exala tanta beleza e uma energia tão boa que quase não consigo me manter em pé.

– Você está sexy, se me permite dizer. – Fico corada e escondo meu rosto com minha bolsinha de mão – Desta vez eu rodo em torno de você, não se dê ao trabalho– Deixo escapar uma boa risada e o encaro quando ele termina a volta e fica na minha frente.

Marcos me devora com os olhos e passa a mão na barba bem-feita e com certeza macia. Suas sobrancelhas aliadas e perfeitamente feitas levantam num instante e eu respiro fundo tomando coragem de dizer algo.

– Obrigada, você também está lindo. – Quase que me engasgo. Quase que digo o quão gostoso ele é.

– Não tanto quanto você.

Marcos usa um estilo esporte fino e está magnífico como sempre. Seu blazer lhe deixa estiloso. Ele abre a porta do carro para mim e pousa sua mão na base da minha coluna quando chego perto. Na mesma hora sinto um frio na espinha e minhas pernas bambeiam. Sento-me na sua confortável e luxuosa Ferrari. É a primeira vez que entro em uma. A porta é fechada e eu inspiro fundo. Eu nem acredito que isso está realmente acontecendo, meu Deus. De onde saiu esse cara?

Marcos tem um aroma gostoso e isso me deixa louca. Um pouco excitada. Pouco. Estou tentando enganar quem? A presença dele passou a me deixar assim. Posso estar apressando as coisas, mas estou pensando se ele vai gostar da minha lingerie.

Não ouse me julgar! Eu quero e ele visivelmente quer também, somos solteiros, bonitos e eu quero curtir a vida e fazer loucuras. Ele entra no carro e eu mordo o lábio ao perceber que até entrando no carro o cara é sexy. Nunca conheci alguém com um ar tão poderoso assim.

Marcos pega o cinto, mas para e me olha. Aproxima o rosto e roça sua barba em meu maxilar quando cheira meu pescoço e deposita um beijo terno ali. A boca dele deve ser divina.

– Cheirosa. – Sorri e põe o cinto enquanto coloco o meu. – Quer me deixar louco só pode.

Isso tudo é uma loucura! Eu mal o conheço, eu sei, mas de alguma forma sinto-me um pouco à vontade com ele. Meio nervosa, claro, mas ele é uma pessoa que transmite conforto. Ele pode ser um psicopata, não pensei nisso antes. Rio mentalmente. Ele não é um psicopata. Espero.

– Essa boca está pedindo um beijo meu. – Ele diz com a voz mais sexy que existe. – Está sim.

Estampo um sorriso no rosto e levanto uma sobrancelha. Marcos da partida e eu começo a observá-lo de perto e com calma já que antes não tive tempo. Acho que todas as roupas desse homem são feitas sob medida, pois ficam perfeitas nele. Ele tem braços musculosos e o seu peito é bem sexy. Ele tem um maxilar marcado e sua barba, como eu disse antes, é bem alinhada. Queria poder passar a mão nela. Ele tem um pescoço grosso, com veias saltadas e ombros largos. Ele é magro e tem um volume grande na calça. Parece ser enorme. Olho para suas coxas grossas, mas meus olhos voltam para seu volume. É incrivelmente...

– Está gostando, Katherine? – Pergunta e me olha de canto.

Tomo um susto e olho imediatamente para a rua cheia de carros e bem iluminada. Meu coração com certeza bate mais forte e eu sinto meu rosto todo vermelho. Fui pega no flagra.

– Gostando? – Pergunto e ponho minha franja atrás da orelha.

– É, está gostando do que vê?

– Claro, a cidade é linda à noite.

– Então você estar olhando fixamente para mim foi impressão minha?

– Talvez – Ele dá risada.

– Talvez? – Olha para mim curioso.

– Olhos na rua, bonitão. – Faço ele olhar para frente num pretexto para tocar em sua barba. É macia sim.

Fico pensando na sensação dela entre minhas pernas.

Cruzo minhas pernas atraindo seu olhar para elas. Marcos é quente como um inferno e estou ficando com muito desejo e talvez um pouco de medo. Eu não o conheço e sei que é loucura sair com ele assim, mas seus olhos não expressam nenhuma maldade. Ele parece ser um anjo, mas com a sua malícia toda ele me tira completamente a concentração. Sinto algumas faíscas no ar, basta uma provocação e sei que pegaremos fogo.

– Mora sozinho, Marcos?

– Não, com meu irmão mais novo.

– O Alexandre?

– Sim, falou com ele, não falou?

– Falei.

– Caso ele tenha falado algo sobre mim, não acredite. É calúnia. – Dou risada.

– Ele não disse nada, fica tranquilo.

– Mas mexeu no seu celular. Ele é bem intrometido.

– O que ele viu?

– Suas fotos.

– E você com certeza viu junto.

– Eu não ia ver, mas eram lindas e não pude deixar passar. Eram como colírios. Você tem um corpo muito bonito e tem uma beleza natural inacreditável.

– Não tem problema, obrigada, eu não tenho nada a esconder. E obrigada, aliás.

– Nem aquelas fotos sensuais?

– Quais? – Fito o Marcos e ele me olha por um tempo antes de tornar a olhar para a frente.

– As que você tirou no espelho do seu quarto.

– Não são sensuais, são fotos normais.

– Boa notícia então. Você é sensual para caralho.

Agora eu já me sinto um pouco mais confiante ao lado dele. Antes que eu pudesse dar continuidade a conversa percebo que ele estaciona em uma rua deserta e tira o cinto. Respira fundo e me olha.

– Por que parou?

– Não aguento, eu preciso fazer uma coisa.

– O que? – Ele morde o lábio olhando para minha boca.

Olhamos com lascívia para os lábios até que miramos um na boca do outro e acertamos em cheio. Sinto uma explosão quando beijo sua boca e passo a querê-lo muito mais. Um choque passa pelo meu corpo todo, seu gosto é incrívelmente gostoso, sua língua explora cada canto da minha e é como se só existisse eu e ele no mundo todo. Sinto frio na barriga e só com esse beijo os músculos a baixo da minha cintura dão sinal de vida implorando por atenção. Paro de beijar e olho para ele. Ele me deu a deixa para atacar e eu vou montar nele agora.

Tiro o cinto e ele entende o recado. Suas mãos agarram minha cintura então consigo montar nele com mais facilidade. Sua mão grande puxa meus cabelos e sua boca começa a venerar meu pescoço. Consigo sentir seu membro no meio das minhas pernas e gemo quando suas mãos passeiam pelo meu corpo no mesmo momento em que sua boca me possui com ferocidade e avidez. Minha língua roça na dele o tempo inteiro e minhas mãos ficam perfeitamente posicionadas em seu maxilar. Sinto desejo e percebo um clima mais que quente entre nós dois. Olha, eu mal o conheço, mas mesmo assim, sinto como se tivéssemos uma química muito forte. O beijo encaixou como nunca e eu não faço ideia do que estou fazendo.

– Eu desconfiei que o beijo seria gostoso, mas ultrapassou minhas expectativas. – Murmura com sua voz rouca e sorri.

Marcos tem um hálito maravilhoso. Esfrego meu nariz no seu e fito seus olhos. Aliviando minha vontade passo os dedos por sua barba e depois meu dedão por seu lábio. Ele põe os dedos em meu queixo e toma minha boca novamente cedendo-me um beijo molhado, tentamos manter um ritmo lento, embora isso seja difícil. Parece haver um imã nas nossas bocas, nossas línguas praticamente dançam umas com as outras. Marcos desce as mãos até chegar em minha bunda, a qual ele apalpa e acaricia abrindo minha carne. Ele me excita e me toca como se eu fosse dele há muito tempo.

É uma maravilha sentir seus lábios incrivelmente gostosos tocando nos meus que roçam em sua barba bem-feita. Pode até cortar o clima, mas eu não quero fazer nada com ele aqui no carro, então tenho que me conter e parar com esse fogo. Ainda acho tudo isso meio doido, mas no carro não. Não hoje! Não vou poder apreciar todo o corpo dele e quero luz e claridade para olhar cada pedaço de perdição.

– Podemos ir para outro lugar? – Pergunto ofegante com os lábios ainda nos dele.

– Claro! Eu ia te levar a um restaurante, mas que acha de irmos para minha casa? – Sorrio para ele. - Podemos jantar lá. E só jantar se quiser. Você quem devide. – Sorrio e mordo o lábio. – Estou cheio de fome.

Marcos aperta minhas nádegas com as duas mãos e morde meu lábio.

– Pode ser. Gosto da ideia. – Olho para o seu cabelo e vejo que está todo bagunçado, mas ele está sexy assim.

Abaixo a cabeça meio corada e sorrindo.

– Ei! – Ele levanta meu queixo e me lança um sorriso incrivelmente sexy – Você é linda, Katherine! – Marcos me envolve novamente com os braços e morde meu pescoço.

Marcos possui minha boca outra vez levando-me ao delírio, ele me prova pela segunda vez com vontade e desejo, pressiona minha nuca e suas mãos passeiam pelo meu corpo até chegar aos meus cabelos dando leve puxadas para me deixar louca.

Minha nossa, eu estou ficando doida mesmo, vou ir para casa de um cara que não conheço, mas ele me atrai assim como açucar atrai formiga.

Não demora muito, mas quando chegamos em sua casa confesso que fiquei de boca aberta. O cara tem uma puta casa. Ele deve ser um palestrante muito bom ou vir de família rica. Na verdade, eu não me lembro bem qual sua profissão, quando eu disse que não tinha prestado atenção na palestra, por motivos plausíveis, eu estava falando sério.

Para que pudéssemos chegar até a enorme porta do hall, ele teve estacionar em frente a uma grande e moderna escada toda preta. Meus saltos fazem barulho enquanto subo. Fico encantada e distraída demais com a beleza do casarão. Agora, observando todo o hall de entrada calmamente, encanto-me pelo aparador preto e depois para o enorme espelho na parede oposta que vai do teto ao chão, que com certeza é um caro e luxuoso mármore.

– Fique à vontade. – Diz tirando o blazer e colocando num closet ao lado do aparador. – Vamos, querida.

Põe a mão na base da minha coluna e me conduz até os três grandes degraus que dão para uma enorme escada e a sala de estar. Continuamos andando, meus saltos fazem barulho no chão mais uma vez e eu observo cada parte de sua linda casa. Espero que o pau dele seja tão grande quanto a casa. Rio mentalmente, não pude evitar pensar isso! Esquece essa parte!

Assim que entramos na sala de TV damos de cara com um homem deitado no sofá de bruços vestindo apenas uma cueca boxer branca, ele tem uma bunda redondinha e malhada, costas bem definidas, corpo tatuado, coxas na medida e se de costas já é um pecado mal posso esperar para vê-lo de frente. Ele me vê ao lado do Marcos e logo levanta parecendo meio sem graça por estar só de cueca. Seguro o riso e olho para baixo. Ele parece um pedaço de mau caminho assim como o Marcos.

– Ahh... Nossa... Oi, Katherine... você é a Katherine, né? – Conheço essa voz. – Prazer em finalmente conhecê-la. Você é mais bonita pessoalmente. – Bate algumas palminhas que me fazem rir e agradecer ao elogio.

A timidez dele vai toda embora e agora me sinto um porco em frente a um leão. Ele deve ser o Alexandre, irmão do Marcos. Sorrindo para mim, ele parece relaxar um pouco. Ele me concede um beijo na bochecha e ainda estampa um belo e encantador sorriso em seu rosto lindo.

– Sou sim, prazer, Alexandre. – Tento não olhar para o seu corpo, mas é impossível.

– De cueca, Alexandre? O que aconteceu com suas roupas?

– Acredita que fomos invadidos e roubaram todas?

– Se foram os seus contatinhos frustrados pela falta de atenção que dá para eles eu acredito sim. – Alexandre solta uma pequena risada e eu luto contra meus olhos para não ficar fixamente olhando para ele.

Pela terceira vez recebo seu olhar de desejo e quando a perdição na minha frente olha em meus olhos, tento controlar a sensação gostosa e desejosa entre minhas pernas. Alexandre é tão voluptuoso quando Marcos e seus olhos também são atordoantes, porém são mais claros e um pouco azuis.

– Desculpa estar só de boxer, Katherine. Eu não sabia que você vinha, o bonitão disse que chegaria mais tarde. – Aponta para o Marcos com o queixo.

– Katherine, se importa de ficar com o garanhão por um tempinho? – Pega em meu braço carinhosamente e depois em minha nuca. – Vou providenciar o jantar e resolver alguns problemas que não podem ser adiados.

– Sem problemas, Marcos. – Respondo ainda atordoada com o rumo que esta noite está tomando.

– Pedi comida japonesa. – Alexandre diz – Ou prefere comer as frescuras nobres com nomes franceses ou italianos que ele tem a oferecer?

– Frescuras nobres que você come todo dia. – Marcos rebate num tom humorado.

– Acho que comida japonesa está ótima – Falo e ando um pouco pela grande sala.

– Tem certeza? – Marcos pergunta e eu viro-me de frente para os dois.

– Sim, posso experimentar as frescuras nobres outro dia. Não tem problema, e além do mais eu adoro comida japonesa.

– Okay. Vou estar no escritório e já venho. – Anda até mim e beija minha bochecha. – Fica à vontade que a casa é sua.

Marcos se retira da sala e Alexandre atravessa o local em direção a um bar.

– Posso te oferecer uma bebida? – Pergunta.

– Claro. – Respondo olhando para suas costas largas e muito bonitas.

Aperto minhas mãos umas nas outras para reprimir a vontade de deslizar pela sua carne musculosa. Alexandre é bem viril e tão bonito quanto o irmão. Com duas taças na mão ele vem até mim e me estende uma.

– Por favor, senta. – Diz e eu faço. – Se me permite... – Olha para mim. – Você ficou deslumbrante nesse vestido. Realçou todas as suas curvas. – Bebe um gole do vinho. – Você deve ser importante para ele.

– Por quê?

– Ele geralmente não traz mulheres aqui.

– Ele pediu para você me dizer isso?

– Não. É a verdade, ele não traz mulheres aqui.

– Deve ser um engano da sua parte dizer que eu sou importante, ele me conheceu ontem. Não temos nada, ainda vamos nos conhecer. – Falo e tomo o vinho terminando as preciosas gotas da taça.

Alexandre me serve mais e eu não consigo recusar, é delicioso.

– Bom saber.

– Vai ficar de cueca? – Cruzo as pernas.

– Te incomoda? Posso por uma roupa se quiser. – Fala um pouco mais baixo e com um tom malicioso.

– Não e não se dê ao trabalho, a casa é sua e eu sou a intrusa. – Eu mesma não consigo identifica meu tom. Não sei se falei sério ou brincando. Meu Deus! Esse homem não pode se atrever a colocar uma roupa.

Ele é igualzinho o irmão. Gostoso, tem um porte grande e é hercúleo. Será que um ménage seria bom com os... Que? Não! KATHERINE, controle essa mente safada, que ideia maluca... Mas ter os dois juntos não seria nada mal. Tenho uma imaginação fértil, que homem aceitaria isso? Outros talvez, mas Marcos não. Embora fazer loucura seja bom, por enquanto não vou arriscar. E mesmo se pudesse, eu talvez daria com o pé para trás. Sou confiante, mas os dois parecem ser muito para mim.

Ao longo da nossa curta conversa, Alexandre foi aproximando-se cada vez mais e começando a flertar discretamente. Mesmo com o seu charme de libertino, achei o Alexandre encantador. Seu sorriso deve deixar todas as vítimas loucas.

– Que inferno! Ninguém resolve porra nenhuma. – Ouvimos a voz do Marcos e então ele entra na sala com seu celular na mão e me faz levantar grudando-me no seu corpo. Ele está vestido demais. – Meu anjo. Peço desculpas, não estava nos planos, mas preciso sair por alguns minutos, mas eu volto rápido. – Sorrio.

– Não tem problema. Eu espero. Seu irmão é uma ótima companhia. – Ele olha para o irmão serra os olhos humorado.

– Eu sei que esse libertino é uma ótima companhia. É um devasso, não de trela a menos que queira mesmo. Qualquer um já teria colocado uma roupa. – Marcos me dá um selinho e morde meu lábio. – Qualquer outra já teria brigado comigo e ido embora.

– Porque são burras. – Falo e o olho.

– Você é maravilhosa. – Beija meus lábios de jeito rápido, intenso e gostoso. – Já volto, Ale.

– Não vai me beijar também?

– Não curto homens e muito menos incesto.

Quando me solta e vai embora eu me sinto um pouco vazia. Eu poderia ficar para sempre nos braços dele enquanto me beija e me devora com sua boca faminta e gostosa. Sentindo-me confortável, já que nem se eu quisesse ficaria mal ou desconfortável com o Alexandre sem roupa na minha frente, deixo a taça na mesa de centro e sigo-o. Alexandre quer me mostrar outras partes da casa, ele tecnicamente leu meus pensamentos. Eu estava doida para ver mais.

A casa é realmente enorme e muito bonita, tem um toque masculino e é cheirosa. Logicamente o cheiro dos dois. Entramos em uma suíte muito bonita. Algo me diz que é a do Alexandre. Ando pelo lugar e sorrio ao encontrar algumas fotos dos dois irmãos juntos. Alexandre me observa e eu continuo olhando para o quarto bem decorado com tons de preto, bege e azul. Ambos têm um olhar bem penetrante e intenso, isso percebi muito bem.

Durante o tour eu não pude deixar de olhar para o Alexandre de cima a baixo. Assim como o irmão, Alexandre é bonito, tem um corpo grande, lábios finos, barba bem-feita, um sorriso safado e olhos que quando estão te encarando fazem suas pernas falharem miseravelmente. O irmão mais novo tem o torso forte como o de um gladiador, possui tatuagens é preciso controle para não pular em cima dele.

– Vocês têm mais irmãos? – Pergunto e o olho percebendo que está ficando perto demais.

– Não. Somos só nós dois. – Diz meio sério olhando para minha boca. – Você realmente é muito bonita. Tem uma carinha de mulher esperta... – Meus lábios curvam-se do lado direito e minha sobrancelha é erguida. – Deve ter os homens aos seus pés.

– Errado, não tenho nenhum homem aos meus pés.

Alexandre passa a mão no meu longo cabelo e aproxima-se devagar. Ele deposita um beijo meio pegajoso em minha bochecha enquanto suas grandes mãos compostas por dedos longos agarram minha cintura. Olho para seu pau e noto que está bem ereto e... Céus! Imenso. O clima esquentou bastante e estou tendo alguma noção do quão quente o Alexandre pode ser. Meu rosto fica bem em frente ao seu peitoral inflado por conta de sua tão maravilhosa altura.

Como dou permissão com os olhos, sua boca é arrastada pela minha pele e novamente sinto um frio na barriga e desejo. Respiro fundo e ponho as mãos em seu peito na tentativa muito falha de afastá-lo. Estou aqui por causa do Marcos e não por causa da tentação que é o irmão dele. Está bem difícil me controlar com sua ereção roçando na minha barriga e provocando-me desta forma.

– É melhor não... – Falo antes que ele me beije.

– Está preocupada com o que, anjo? – Morde meu pescoço e não consigo deixar de passar meus dedos por entre seus cabelos sedosos.

– Eu estou saindo com seu irmão, o que ele vai pensar de mim? – Ele sorri.

– Relaxa. É a última coisa com o que tem que se preocupar.

– Não sei não, Ale.

– Fica tranquila. Você quer, não quer? – Pergunta e me dá um selinho.

Apenas esse simples e rápido toque faz minha libido aumentar.

– Ele não vai pensar nada, não vai ficar bravo e não vai brigar com a gente. Agora me beija.

Alexandre toca meus lábios com os seus e não posso deixar de soltar um gemido de prazer. Minhas mãos deslizam por todos os seus músculos rígidos. Seus ombros são largos e seu pescoço sexy. Minha nuca é pressionada para que o beijo fique mais intenso, esse primeiro contato é arrebatador e nos beijamos como se quiséssemos nos comermos vivos. O ímpeto de nossos lábios não acaba nunca e nos faz ficar cada vez mais ardentes. Sinto sua língua me saborear e faço o mesmo, pois sua boca é uma delícia que deve ser apreciada. O beijo tira todo o ar ao meu redor e ficar envolvida por seus braços é delirante.

Em um elã ele deita comigo por cima e passa a mãos pelo meu corpo. Acaricio seu peito vigoroso e não ouso parar de beijá-lo. Dois beijos arfantes e prazerosos em um dia só são magníficos. Enquanto nos tocávamos ele tratou de tirar meu vestido e apenas desfez o contado para que o tecido passasse por minha cabeça. Seus olhos azuis fitam meus seios e não deixam de mostrar fascinação e interesse total por eles.

– São lindos, Katherine. – Diz embevecido.

Captura um deles com a boca e geme levemente. Minhas costas tocam o macio lençol da cama enquanto uma trilha de beijos é feita pelo meu corpo. Sinto minha calcinha ficar cada vez mais molhada por causa de seu toque e fecho os olhos para poder apreciar cada carícia. Alexandre abre minhas pernas e passa os dedos pelo tecido fino e rendado da minha lingerie. Ponho minhas mãos na parte de trás dos meus joelhos e o observo arrastar minha calcinha para o lado e sorrir.

Se eu apenas sentisse seria pouco, então o olho fixamente e solto um longo gemido quando vejo Alexandre me abocanhar com vontade e precisão. Ele me beija de língua acariciando meu ponto mais sensível enlouquecendo-me.

– Sua bocetinha é doce. – Murmura e torna a me sugar algumas vezes. – Muito gostosinha.

Abre meus lábios e passa a língua lentamente mantenho o olhar conectado com o meu, penetra dois dedos e começa fazendo movimentos lentos para me provocar. O modo como sua boca e seus dedos me estimulam é um total deleite para mim. Alexandre me beija um pouco mais rápido e seus dedos já não estão mais dentro de mim e sim mantenho minha intimidade levemente aberta. Gemo mais alto e posiciono minha mão em sua nuca, puxo seus cabelos quando sua mão livre agarra meu seio... Não dá para pensar em nada, apenas em sua língua e na incrível habilidade de fazer-me revirar os olhos. Ele faz isso tão bem, estou me sentindo uma traíra por estar permitindo isso, mas está tão gostoso. Sinto umas das melhores sensações do mundo depois de me contorcer e forçar sua boca contra meus lábios inchados e melados, o orgasmo. Pulso em sua boca e fecho os olhos para sentir sua língua dar atenção ao meu clitóris.

Alexandre levanta e se livra de sua cueca ficando de joelhos na cama, seu pau parece ser aveludado então ponho na boca sentindo a maciez e a vontade enorme de socar na minha garganta. Além de macio é um pau gostoso. Grossa, dura, com veias pulsante e uma cabeça e inchada de tesão, sua ereção escorrega em minha boca com facilidade. Faço movimentos circulares com a língua na cabeça do seu membro e depois desço a boca junto com a minha mão na mesma sintonia e ritmo. Ouvir seu gemido de prazer acompanhado de um sorriso safado alimenta minha sede que tenho dele. Deixo-o louco com minha boca e seus dedos entrelaçam meus cabelos fazendo um coque improvisado. Deslizo minha língua por seus testículos ao mesmo tempo que o masturbo. Sorrio mordendo o lábio para ele no momento que me olha.

– Cacete, Katherine. – Arfa.

Volto a chupar seu pau com vontade e não paro até sentir seu jorro cremoso transbordar pela minha boca. Ele avisou e tentou não gozar na minha boca, mas eu não dei ouvidos. Continuo a lamber sua longa e grossa extensão melada e sorrio para ele.

– Você é incrível – Murmura e beija meus lábios subindo em cima de mim.

– Alexandre? Não acha melhor parar? Eu me sinto um pouco culpada.

– Não se sinta. – Recebo um beijo na testa. – Se quer parar... – O celular dele toca.

Reparo que tem a foto do Marcos na tela e o famoso peso na consciência bate na minha porta. Alexandre sai de cima de mim e eu fico por um momento hipnotizada com todos os seus músculos bem definidos. Ele termina de falar com o irmão e joga o celular na cama.

– Ele disse que já está voltando. Era um problemão de trabalho e te pediu desculpas pelo imprevisto.

– Eu tenho que pedir desculpas para ele. – Levanto da cama e trato de colocar minha roupa.

– Você ainda não acredita que está tudo bem, não é?

– Exato. Eu estou saindo com seu irmão e acabamos de... de fazer sexo oral um no outro.

– Eu cuido disso.

– Ele vai pensar que sou...

– Não vai pensar nada. – Diz quando termina de vestir a calça moletom e uma camisa preta colada em seu torso trincado. – Vamos.

– Posso lavar minha boca antes? – Pergunto indo até o banheiro.

– Claro, tem uma escova nova na primeira gaveta se quiser.

– Quero sim, obrigada.

Antes que eu fosse, ele me beija a testa e me olha com charme.

– Relaxa...

Assim que termino eu o sigo até sala de estar. Alexandre senta no sofá e eu aconchego-me do seu lado. Sinto minhas bochechas vermelhas então olho para minhas mãos em meu colo.

– Katherine. – Alexandre sorri meigo e beija meus lábios delicadamente. – Não se preocupa, não é porque você é mulher que você precisa se sentir culpada agora, você quis transar e eu também, se eu não vou ser taxado como um vagabundo, você também não. Eu quis, eu sou homem, você quis e você é mulher. A diferença entre nós dois é que eu tenho um pênis e você não. Eu e o Marcos temos o mesmo pensamento sobre isso. Acho as mulheres incríveis e odeio esses caras que gostam de rebaixá-las só pra se sentirem melhor. Vocês são... – Fito ele fascinada com seu pensamento e suas palavras... – Poderosas, porra, como conseguem sangrar todo mês, ficar com os pés doendo por causa do salto alto, ser organizadas, estarem sempre se preocupando em fazer unha cabelo e maquiagem? Vocês são os melhores seres do mundo, e nunca deixe um cara te desrespeitar, te desvalorizar ou te taxar de alguma coisa ruim por fazer uma coisa que a sociedade diz ser normal e aceitável só para os homens fazerem. Tipo transar com um cara que conheceu a alguns minutos e que agora está totalmente hipnotizado pela sua beleza e corpo e ainda está delirando e lembrando de cada momento que aconteceu naquele quarto.

Fico sem palavras por um tempo olhando sorrindo e com os olhos arregalados, ele é maravilhoso. Os dois são. Fico pensando como eu vim para aqui. Em uma mansão conversando com um cara que estava só de cueca e acabou de me fazer revirar os olhos na cama com sua língua maravilhosa, e além do mais esperando outro Deus grego que beija mais que bem e me faz delirar quando suas mãos estão pelo meu corpo. Marcos e Alexandre. Quem são esses homens? Céus...

– Ok. Belas palavras. – Ele beija minha bochecha.

– Posso fazer uma pergunta?

– Claro.

– É íntima. Tem problema?

– Não.

– Você já fez ménage? – Ele abre um sorriso de orelha a orelha.

– Não, mas eu faria por experiência... Eu acho.

Ouvimos barulho da porta e meu coração dispara. Fico com frio na barriga e começo a suar frio. Marcos chegou. Alexandre me olha e beija novamente minha bochecha.

– Vou falar com ele.

Alexandre vai para a cozinha e acabo seguindo, não pude deixar de ouvir a conversa. Quero saber o que o Marcos vai falar e como ele vai reagir. Será que estraguei qualquer chance que eu possivelmente teria com ele?

– Marcos, preciso falar uma coisa.

– Fale. – Ele tira o blazer.

– Eu e a Katherine transamos.

– Vocês o que? – Ele fala um pouco mais alto.

– Na verdade, eu chupei a Katherine, foi incrível. E ela retribuiu o favor com muita habilidade. – Fica um silêncio.

– Como ela é lá embaixo?

– Perfeita, não vai me socar?

– Sabe que não.

– Claro, você já pegou uma das minhas.

– Não ligo de dividir mulheres com você. E não foi de total culpa minha, elas deram em cima.

– Sabia que era mais de uma.

– Eu estava solteiro e elas com fogo. Combinação perfeita.

– Você é um cretino.

– Você é mais, mal conheceu a Katherine e já colocou a boca nela.

– Já olhou para ela? Se eu deixo passar eu sou um idiota. E aquela coisinha linda não tem só beleza não meu querido, é mais que isso. Muito mais.

– Eu já imaginava.

– Está apaixonado? E me deixa adivinhar, é à primeira vista.

– Você é um idiota. Como foi a festinha lá em cima?

– Não muda de assunto. – Alexandre diz rindo.

– Quer me dizer como foi? – Diz impaciente

– Estávamos no sofá, fui mostrar a casa para ela e o clima esquentou. Ela recusou minhas primeiras tentativas, ficou com medo do que você ia pensar dela. Mas eu consegui, e foi o melhor oral que já recebi. Não estou brincando. Os seios dela são duas perfeições redondinhas, Marcos. São lindos, ela tem uma cintura fina e sua pele é totalmente aveludada. Os lábios são incríveis de tão macios. – Ouço seu suspiro. – Ela parece um fim de tarde numa ilha deserta, com uma brisa gostosa e o cheiro do mar. Estou dizendo ele é delirante.

– Depois eu quem estou apaixonado. – Marcos solta uma risada gostosa. – Está de pau duro até agora?

– Agora me entende?

– Sim. E agora sei que não tenho um irmão gay – Ouço o Marcos rir novamente.

– Vai se ferrar. – Rebate.

– Queria ter visto a cara dela ao ver que seu pau é pequeno.

– Maior que o seu. Assim já basta.

– Nem em sonho. Como era a lingerie dela?

– Calcinha fio dental preta e a renda era tão delicada que parecia que ia rasgar com qualquer puxão mais forte.

– Ela já tinha algo em mente...

A campainha toca e eu levo um pequeno susto esbarrando num vaso enorme e com certeza caro. Meu coração acelera, mas com um bom reflexo agarro-o deixando no lugar e volto até a sala de estar. Vejo uma mulher baixinha e morena passar rapidamente pela sala. Ela não me viu, mas isso foi suficiente para eu tomar outro pequeno susto. Isso que dá ficar fazendo coisa errada!

Alexandre e Marcos aparecem na sala juntos e eu dou meu melhor sorriso, sendo retribuída generosa e lindamente pelo Marcos. Com toda sua confiança e passos leves ele chega até mim e toma minha boca num impulso. Minhas mãos passam por seus braços e deslizam até seu pescoço, sinto um frio na barriga e agradeço por ele beijar tão bem. Sinto sua barba em meus lábios e gemo baixinho contra sua boca macia e com gosto de vinho. Nosso beijo é selado e nossos olhos se encontram com veemência, a mesma de uma forte excitação.

– Alexandre falou com você?

– Sim, e não se preocupa, Katherine. Não vou te julgar. Eu já desconfiava que ele iria tentar algo. Alexandre é sem vergonha.

– Somos, Marcos.

– Deve estar faminta, vamos para a sala de jantar.

No meio dos dois eu ando graciosamente com meu salto fazendo barulho pelo piso. O som soa diferente quando entramos no local aconchegante e com uma luz reduzida causando um bom clima. Olho para a madeira rapidamente antes de atentar-me para a mesa perfeitamente posta e para a mesma mulher que vi passando como um raio.

– Katherine, essa é a Rebecca, nossa governanta barra mãe. Sem ela estaríamos perdidos.

– Prazer, Rebecca. – Falo e ela beija minhas bochechas.

– Que moça mais linda.

– Fala se não sou sortudo. – Marcos diz e eu fico vermelha.

– É um descarado. Um bonitão descarado. – Rebecca diz sorrindo para os dois.

– Gostei dela. – Falo antes de ela olhar-me com carinho e retirar-se da sala.

Marcos puxa uma poltrona para mim e eu sento cruzando minhas pernas.

– Muito obrigada.

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