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Entre Sombras e Sol: O Recomeço

Entre Sombras e Sol: O Recomeço

Autor:: Mo Yufei
Gênero: Romance
Sofia Almeida vivia como uma princesa, rodeada de luxo na famosa Quinta Monteiro. Até aos vinte anos, quando Leonor surgiu. Com um teste de ADN irrefutável. "Eu sou a verdadeira filha dos Monteiro. Tu és uma impostora!" De um dia para o outro, o chão desapareceu sob os meus pés. Os meus pais, que me amavam, olharam-me com desprezo. O meu "irmão" Tiago, com obsessão doentia, forçou noivado. Aprisionada na minha própria casa. Após o acidente e amnésia de Tiago, a salvação parecia real. Mas foi o início de um novo inferno. A família Monteiro e a nova noiva, Beatriz, humilharam-me sem piedade. Fui tratada como criada, espancada, acusada de roubo, quase entregue a um mendigo! Como tanta crueldade podia cair sobre mim? Onde estava a justiça para tanto sofrimento injusto? No auge da minha tortura, a oportunidade surgiu. Beatriz, a noiva, precisava do meu sangue raro para sobreviver. A minha condição era simples: liberdade e a promessa de Tiago de nunca mais me procurar. Ele, com o gelo nos olhos, concordou. "És uma ninguém. Desaparece." Agarrei essa chance. Com a ajuda do meu amigo, Rafael, fugi para a Austrália. Recomecei longe, feliz e em paz. Mas o passado realmente me deixaria seguir em frente? E ele, com a memória de volta, ainda me encontraria?

Introdução

Sofia Almeida vivia como uma princesa,

rodeada de luxo na famosa Quinta Monteiro.

Até aos vinte anos, quando Leonor surgiu.

Com um teste de ADN irrefutável.

"Eu sou a verdadeira filha dos Monteiro. Tu és uma impostora!"

De um dia para o outro, o chão desapareceu sob os meus pés.

Os meus pais, que me amavam, olharam-me com desprezo.

O meu "irmão" Tiago, com obsessão doentia, forçou noivado.

Aprisionada na minha própria casa.

Após o acidente e amnésia de Tiago, a salvação parecia real.

Mas foi o início de um novo inferno.

A família Monteiro e a nova noiva, Beatriz, humilharam-me sem piedade.

Fui tratada como criada, espancada, acusada de roubo, quase entregue a um mendigo!

Como tanta crueldade podia cair sobre mim?

Onde estava a justiça para tanto sofrimento injusto?

No auge da minha tortura, a oportunidade surgiu.

Beatriz, a noiva, precisava do meu sangue raro para sobreviver.

A minha condição era simples: liberdade e a promessa de Tiago de nunca mais me procurar.

Ele, com o gelo nos olhos, concordou. "És uma ninguém. Desaparece."

Agarrei essa chance.

Com a ajuda do meu amigo, Rafael, fugi para a Austrália.

Recomecei longe, feliz e em paz.

Mas o passado realmente me deixaria seguir em frente?

E ele, com a memória de volta, ainda me encontraria?

Capítulo 1

Sofia Almeida vivia como uma princesa na Quinta Monteiro, uma famosa quinta de vinho do Porto no Douro.

Aos vinte anos, a sua vida perfeita desmoronou.

Leonor Monteiro apareceu com um teste de ADN.

"Eu sou a verdadeira filha dos Monteiro," Leonor anunciou, com um sorriso cruel. "Tu és uma impostora."

Sofia sentiu o chão desaparecer sob os seus pés.

Os seus pais, aqueles que sempre a tinham amado, olharam para ela com uma frieza repentina.

Ela tentou sair discretamente da quinta, levar apenas as suas roupas.

Não queria nada que não fosse seu.

Tiago Monteiro, o seu "irmão" mais velho, bloqueou-lhe o caminho.

"Onde pensas que vais, Sofia?" a voz dele era baixa, perigosa.

Sofia estremeceu. "Tiago, deixa-me ir. Eu não pertenço aqui."

Ele riu, um som que não alcançou os seus olhos. "Pertenças ou não, tu ficas. És minha."

Ele revelou uma paixão doentia, uma obsessão que a aterrorizava.

Forçou um noivado.

Assumiu o controlo total da quinta, marginalizando os pais e Leonor, que assistiam, impotentes e furiosos.

Sofia tornou-se prisioneira na sua própria casa.

Ela tentou fugir inúmeras vezes.

De cada vez, Tiago encontrava-a.

As punições tornavam-se mais severas.

Numa noite escura e chuvosa, Sofia planeou mais uma fuga.

Tiago, estranhamente, parecia mais calmo. "Queres os teus pastéis de nata favoritos, não queres? Aqueles de Belém."

Sofia não respondeu. O medo era uma constante.

Ele saiu de carro, furioso com o silêncio dela, determinado a ir à confeitaria específica em Belém, mesmo que fosse uma viagem longa e perigosa com a tempestade.

Horas depois, o telefone tocou.

Tiago tinha sofrido um grave acidente de carro.

Sofia sentiu um misto de horror e um alívio culpado.

Quando Tiago acordou no hospital, não se lembrava de nada.

Amnésia total.

Especialmente, não se lembrava do seu amor obsessivo por Sofia.

Para os Monteiro, foi uma oportunidade de ouro.

"Essa rapariga não é nada para nós," disse o Sr. Monteiro a Sofia, com desprezo. "Eras apenas um erro."

Trataram-na como uma criada, uma "moça de recados".

Ofereceram-lhe cinco milhões de euros. "Pega neste dinheiro e desaparece. Nunca mais voltes."

Sofia aceitou. A amnésia de Tiago era a sua única hipótese de escapar daquele amor opressor.

Ela queria apenas a sua liberdade.

Tiago voltou para casa.

Ao seu lado, estava Beatriz Vasconcelos, filha de uma família influente no ramo hoteleiro do Algarve.

Bonita, elegante, e com um sorriso que não alcançava os olhos.

A noiva prometida a Tiago após a sua amnésia.

Tiago olhou para Sofia com frieza. "Quem é esta?"

Leonor sorriu, vitoriosa. "Apenas uma empregada, irmão."

Leonor aproximou-se de Sofia e deu-lhe uma bofetada forte. "Aprendeste o teu lugar, sua usurpadora?"

Sofia cambaleou, o rosto a arder.

Tiago observou, impassível. "Levem-na daqui. Não quero vê-la."

Depois, acrescentou, como se fosse uma reflexão tardia, "Tranquem-na na adega. Está frio lá, talvez arrefeça as ideias dela."

Os seguranças agarraram Sofia.

Ela olhou para Tiago, procurando um vislumbre do homem que a tinha amado obsessivamente.

Não encontrou nada. Apenas gelo.

Na escuridão fria e húmida da adega, Sofia encolheu-se.

Horas mais tarde, a porta rangeu.

Rafael Costa, o seu amigo de infância e colega de faculdade de arquitetura, apareceu como um anjo.

"Sofia! Meu Deus, o que te fizeram?"

Ele ajudou-a a levantar-se, o seu toque gentil e preocupado.

Capítulo 2

Sofia acordou num quarto de hospital, a luz do sol a entrar pela janela.

Sentia o corpo dorido, mas o pior tinha passado.

Rafael estava sentado numa cadeira ao lado da cama, a dormir, a cabeça tombada de forma desconfortável.

Ele tinha ficado com ela a noite toda.

Um televisor no canto do quarto estava ligado, sem som.

De repente, as legendas chamaram a atenção de Sofia.

"Noivado de Tiago Monteiro e Beatriz Vasconcelos anunciado. O herdeiro da fortuna Monteiro, recuperado de um grave acidente, encontrou o amor."

As imagens mostravam Tiago, sorridente, ao lado de Beatriz.

O coração de Sofia afundou-se. Era real. Ele não se lembrava dela.

Rafael acordou com o movimento dela.

"Sofia, estás bem?" Ele aproximou-se, a preocupação evidente no seu rosto.

"Vi as notícias," ela murmurou.

Rafael suspirou. "Eu sei. Sofia, esta é a tua oportunidade. Ele não se lembra de ti. Podes finalmente ser livre."

Ele pegou na mão dela. "Eu ajudo-te. Podemos ir para o Brasil, como sempre sonhaste. Começar de novo."

Sofia olhou para ele, lágrimas nos olhos. "Sim, Rafa. Por favor. Tira-me daqui. Quero ir para longe, para onde ele nunca me encontre."

O alívio no rosto de Rafael foi imenso. Ele sorriu, um sorriso genuíno que aqueceu Sofia por dentro.

"Claro, Sofia. Vou tratar de tudo."

Ele apertou a mão dela com entusiasmo e depois, hesitou, como se quisesse abraçá-la, mas recuou.

Sofia percebeu a hesitação dele.

"Rafa," ele começou, a voz um pouco trémula. "Eu... eu sempre gostei de ti, Sofia. Desde que éramos miúdos."

Sofia olhou para ele, surpresa. Sabia que ele se importava, mas não tinha percebido a profundidade dos seus sentimentos.

Lembrou-se de todas as vezes que Rafael a tinha ajudado, especialmente durante o tempo em que Tiago a mantinha prisioneira na quinta.

Ele enviava mensagens secretas, tentava arranjar formas de ela escapar.

Ela sentiu uma onda de gratidão.

Mas o medo ainda a paralisava. O trauma do controlo de Tiago, a sua obsessão, deixaram cicatrizes profundas.

Ela não conseguia pensar em romance. Não ainda.

"Rafa, tu foste o meu único amigo, o meu único apoio," ela disse, a voz embargada. "Não sei o que teria feito sem ti."

Ele sorriu, um pouco triste. "Eu farei qualquer coisa por ti, Sofia. Quero que sejas feliz, mesmo que não seja comigo."

As palavras dele tocaram-na profundamente.

"Eu quero ser feliz, Rafa. Quero uma vida normal. Quero paz."

Ele assentiu. "E vais ter. Vou tratar dos teus documentos, do voo. Partimos assim que tiveres alta."

A ideia de liberdade, de um futuro sem Tiago, começou a parecer real.

Rafael foi incansável. Em poucos dias, conseguiu os passaportes e os bilhetes.

Sofia sentiu um alívio imenso quando assinou os papéis para a sua partida.

Era como se um peso enorme tivesse sido tirado dos seus ombros.

"Eu também vou para o Brasil," Rafael disse casualmente, uns dias depois. "A minha empresa tem um projeto grande lá, precisam de um arquiteto com a minha experiência."

Sofia sorriu. Sabia que ele estava a fazer aquilo por ela, mas não disse nada.

A presença dele era um conforto.

Quando Sofia teve alta, Rafael estava à espera dela.

Ele pegou na mala dela e, num gesto gentil, afastou uma madeixa de cabelo do rosto dela.

O toque foi leve, mas carregado de ternura.

Sofia sentiu o coração aquecer.

Enquanto caminhavam para a saída do hospital, em direção ao carro de Rafael, uma figura alta e imponente surgiu à entrada da quinta, que ficava perto.

Era Tiago.

Ele estava parado, a observá-los, o rosto uma máscara indecifrável.

Sofia gelou.

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