Gênero Ranking
Baixar App HOT
Início > Romance > Entre Traição e Redenção
Entre Traição e Redenção

Entre Traição e Redenção

Autor:: Jun Shang Ye
Gênero: Romance
O ar no escritório da TechNova estava pesado, um vídeo granulado de péssima qualidade circulava, mostrando uma mulher semelhante à minha namorada, Marina, entrando em um hotel de luxo com um homem desconhecido. Os murmúrios e olhares disfarçados se espalhavam na minha direção. De repente, Rui, o gerente de projetos de quem sempre invejou meu sucesso, empurrou o celular na minha cara com um sorriso presunçoso. "João, já viu isso? Parece que sua namorada influenciadora não é tão fiel quanto parece." Na minha vida anterior, a dor da traição me esmagou. Corri para casa e confrontei Marina, gritei, a acusei. Não a deixei explicar, e suas lágrimas, para mim, eram prova de culpa. No trabalho, Rui e Clara me isolaram, me convenceram de que eu era a vítima e Marina, a vilã. Secretamente financiados por Rui, trolls iniciaram uma campanha de ódio brutal contra Marina, demolindo sua carreira e a deixando sozinha. Eu, em minha dor egoísta e cega, não fiz nada. A pressão se tornou insuportável. Uma noite, a polícia ligou: Marina estava morta em um acidente de carro. Eu sabia que foi um suicídio, e a culpa me esmagou. Luto e uma sede desesperada por respostas me abriram os olhos. Invadi o sistema de Rui e encontrei o vídeo original: a mulher no hotel era Juliana, a noiva dele, e o homem, o próprio Rui. Ele encenou a própria traição com sua noiva e usou a semelhança dela com Marina para me incriminar. E-mails revelaram o plano detalhado para me destruir e garantir a promoção de Rui. Eu saí para confrontá-lo, munido de provas. Mas Rui não confessou, ele atacou. Dois capangas me espancaram até a morte em um beco. Meu último pensamento foi de arrependimento por não ter confiado em Marina, por não tê-la protegido. E então, escuridão. E depois, luz. Abri os olhos. Eu estava na minha cama, no dia daquele mesmo pesadelo. Eu estava de volta.

Introdução

O ar no escritório da TechNova estava pesado, um vídeo granulado de péssima qualidade circulava, mostrando uma mulher semelhante à minha namorada, Marina, entrando em um hotel de luxo com um homem desconhecido. Os murmúrios e olhares disfarçados se espalhavam na minha direção.

De repente, Rui, o gerente de projetos de quem sempre invejou meu sucesso, empurrou o celular na minha cara com um sorriso presunçoso. "João, já viu isso? Parece que sua namorada influenciadora não é tão fiel quanto parece."

Na minha vida anterior, a dor da traição me esmagou. Corri para casa e confrontei Marina, gritei, a acusei. Não a deixei explicar, e suas lágrimas, para mim, eram prova de culpa. No trabalho, Rui e Clara me isolaram, me convenceram de que eu era a vítima e Marina, a vilã. Secretamente financiados por Rui, trolls iniciaram uma campanha de ódio brutal contra Marina, demolindo sua carreira e a deixando sozinha. Eu, em minha dor egoísta e cega, não fiz nada.

A pressão se tornou insuportável. Uma noite, a polícia ligou: Marina estava morta em um acidente de carro. Eu sabia que foi um suicídio, e a culpa me esmagou.

Luto e uma sede desesperada por respostas me abriram os olhos. Invadi o sistema de Rui e encontrei o vídeo original: a mulher no hotel era Juliana, a noiva dele, e o homem, o próprio Rui. Ele encenou a própria traição com sua noiva e usou a semelhança dela com Marina para me incriminar. E-mails revelaram o plano detalhado para me destruir e garantir a promoção de Rui.

Eu saí para confrontá-lo, munido de provas. Mas Rui não confessou, ele atacou. Dois capangas me espancaram até a morte em um beco. Meu último pensamento foi de arrependimento por não ter confiado em Marina, por não tê-la protegido. E então, escuridão. E depois, luz. Abri os olhos. Eu estava na minha cama, no dia daquele mesmo pesadelo. Eu estava de volta.

Capítulo 1

O ar no escritório da TechNova estava pesado, carregado com o tipo de fofoca que se espalha mais rápido que um vírus de computador. Um vídeo granulado e de má qualidade circulava pelos celulares, mostrando uma mulher, cuja silhueta lembrava a de Marina, minha namorada, entrando em um hotel de luxo com um homem não identificado. A notícia se espalhava em sussurros e olhares disfarçados na minha direção.

Eu sentia os olhares, mas mantinha minha atenção fixa na tela, nas linhas de código que fluíam sob meus dedos.

De repente, uma sombra pairou sobre minha mesa.

Rui, o gerente de projetos, estava ali, com um sorriso presunçoso no rosto. Ele era a personificação da ambição medíocre, sempre invejoso do meu sucesso como programador principal.

"João, já viu isso?"

Ele empurrou o celular na minha cara. Na tela, o vídeo borrado era reproduzido em loop.

"Parece que sua namorada influenciadora não é tão fiel quanto parece. Que pena, cara."

Seus olhos brilhavam com uma malícia mal disfarçada. Ele queria uma reação. Ele queria ver o caos, a dor, a raiva.

Mas ele não veria nada disso.

Eu olhei para o vídeo com uma calma que o desarmou. Meu coração não acelerou. Minha respiração não falhou. Para mim, aquilo não era uma revelação chocante, era uma reprise. Eu já tinha vivido aquele dia. Cada segundo dele estava gravado na minha alma. Eu renasci das cinzas da minha vida anterior, e o homem à minha frente era o arquiteto da minha tragédia.

Eu sabia que a mulher no vídeo não era Marina. Era Juliana, a noiva do próprio Rui. E eu sabia que Rui tinha planejado tudo isso para me difamar e roubar a promoção a gerente que estava ao meu alcance.

"Homem, uma influenciadora... não se pode confiar," Rui continuou, falando alto o suficiente para que todo o departamento pudesse ouvir. "Sempre buscando mais fama, mais dinheiro. Você deveria ter mais cuidado, João."

Clara, uma colega que sempre agia como sua seguidora, concordou prontamente.

"O Rui tem razão. João, você precisa ficar esperto."

Eu dei de ombros, um gesto deliberadamente casual.

"É só um vídeo borrado, Rui. Pode ser qualquer pessoa."

Voltei a digitar, ignorando-o. Sua mandíbula se contraiu de frustração. Minha falta de reação não estava no roteiro dele. Ele esperava um surto, uma briga, um homem de coração partido correndo para confrontar sua namorada.

Então, meu celular tocou. O nome "Marina" brilhou na tela.

Rui sorriu, vitorioso. Ele achava que aquele era o momento da verdade.

Eu atendi.

"João, você viu o vídeo?" a voz de Marina estava trêmula, cheia de pânico. "Não sou eu, eu juro! Mas a Juliana está me ligando, chorando, dizendo... eu não sei o que está acontecendo!"

Era exatamente como da última vez. A mesma confusão, a mesma angústia. Mas desta vez, eu estava no controle.

"Calma, amor. Eu sei que não é você. Eu confio em você," eu disse, com uma firmeza que a surpreendeu.

Rui, que ouvia atentamente, franziu a testa. Ele interpretou minha calma como negação, como a atitude de um tolo que se recusa a ver a verdade. Ele se afastou, cochichando com Clara, convencido de que seu plano estava funcionando perfeitamente e que eu estava apenas me humilhando.

Depois de desligar, olhei diretamente para Rui. Meu rosto estava impassível, mas meus olhos estavam frios.

"Rui, falando nisso... onde está a Juliana hoje? Pensei que vocês tinham um almoço marcado."

A pergunta o atingiu como um soco. O sorriso presunçoso desapareceu de seu rosto, substituído por uma expressão de choque e confusão. Ele abriu a boca para responder, mas nenhum som saiu. Ele não esperava por aquilo. Naquele momento, eu plantei a primeira semente de dúvida em sua mente arrogante. O jogo tinha começado. E desta vez, eu ditava as regras.

Capítulo 2

A imagem de Rui gaguejando desapareceu, e eu mergulhei nas profundezas da minha memória, revivendo o pesadelo que foi a minha primeira vida.

Naquela época, a pergunta sobre Juliana nunca foi feita. Eu era um homem diferente. Um homem que confiava nos outros. Um homem cego.

Na vida passada, quando vi aquele vídeo, meu mundo desabou. A dor da traição foi aguda, um veneno que se espalhou por cada veia. Corri para casa e confrontei Marina. Gritei. Acusei. Não a deixei explicar. Vi as lágrimas escorrendo por seu rosto, a confusão em seus olhos, e interpretei tudo como culpa.

No dia seguinte, no trabalho, eu era uma casca vazia. Rui se aproximou, não com um sorriso, mas com uma expressão de falsa compaixão.

"Cara, eu sinto muito," ele disse, colocando a mão no meu ombro. "Eu sei como é. Mulheres assim... elas só pensam em si mesmas. Isso vai afetar sua reputação aqui na empresa. O gerente valoriza a estabilidade."

Ele me alimentou com veneno, e eu o bebi avidamente. Clara também se aproximou, oferecendo um café e palavras de "apoio" , enquanto seus olhos brilhavam com o mesmo prazer sádico de Rui. Eles me isolaram, me convenceram de que eu era a vítima e Marina, a vilã.

Enquanto isso, secretamente financiados por Rui, os trolls da internet iniciaram uma campanha de ódio brutal contra Marina. Milhares de comentários a chamavam de vagabunda, interesseira, traidora. Sua carreira, construída com tanto esforço, foi demolida em questão de dias. Patrocinadores cancelaram contratos. "Amigos" a abandonaram. Ela estava sozinha.

Eu, em minha dor egoísta e cega, não fiz nada.

A pressão se tornou insuportável. Uma noite, recebi uma ligação da polícia. Houve um acidente de carro. Marina estava morta. O relatório oficial dizia que ela perdeu o controle do veículo em uma estrada molhada, mas no fundo do meu coração, eu sabia. Foi um suicídio. A culpa me esmagou com o peso de um planeta.

Foi o luto que me abriu os olhos. O luto e uma sede desesperada por respostas. Comecei a investigar, a refazer os passos daquele dia fatídico. Havia algo errado, peças que não se encaixavam.

Uma noite, movido por uma determinação sombria, usei minhas habilidades de programador para fazer o que deveria ter feito desde o início. Invadi o sistema de Rui. Hackeei seu computador pessoal, seu e-mail, seu armazenamento em nuvem.

E então eu vi.

Lá estava o vídeo original, em alta definição. A mulher entrando no hotel não era Marina. Era Juliana, a noiva de Rui. O homem com ela... era o próprio Rui. Ele havia encenado a própria traição com sua noiva e usado a semelhança dela com Marina para me incriminar.

Mas a podridão era ainda mais profunda. Encontrei e-mails trocados entre Rui e Clara. Eles planejaram cada detalhe. O vídeo, o vazamento, a campanha de difamação online. O objetivo era me destruir psicologicamente, arruinar minha performance no trabalho e garantir que Rui conseguisse a promoção a gerente que deveria ser minha. Havia até mesmo uma conversa em que Rui dizia a Clara que planejava terminar com Juliana logo depois, que ela era apenas um peão em seu jogo.

O sangue ferveu em minhas veias. Peguei as provas, uma cópia de tudo em um pen drive, e fui confrontá-lo. Eu o encontrei em um bar, comemorando sua "vitória" com Clara.

Eu não gritei. Falei com uma calma mortal, apresentando as provas, uma por uma. O rosto de Rui passou do choque à fúria. Ele não confessou. Ele não pediu perdão.

Ele atacou.

Não estava sozinho. Dois homens enormes, que eu presumi serem capangas contratados, se levantaram de uma mesa próxima. Eles me arrastaram para um beco escuro atrás do bar. A última coisa que senti foi a dor excruciante de uma bota chutando minhas costelas, o gosto de sangue na boca. Eles me espancaram até eu perder a consciência, levando minha carteira e celular para que parecesse um assalto que deu errado.

Enquanto eu sangrava até a morte no chão frio e sujo, meu único pensamento era de arrependimento. Arrependimento por não ter confiado em Marina. Arrependimento por não tê-la protegido. Meu último suspiro foi o nome dela.

Então, escuridão.

E depois, luz.

Abri os olhos. Eu estava na minha cama. A luz do sol entrava pela janela. Meu celular no criado-mudo mostrava a data. Era a manhã daquele mesmo dia fatídico. Eu estava vivo. Eu estava de volta.

O choque inicial deu lugar a uma clareza gelada. O destino, ou alguma força desconhecida, me deu uma segunda chance. Não para ser feliz. Mas para fazer justiça.

Eu não deixaria acontecer de novo. Eu protegeria Marina a qualquer custo. E Rui, Clara, e todos os que os ajudaram... eles iriam pagar. Cada lágrima que Marina derramou, eu devolveria em um rio de desespero. Esta não era mais uma história sobre amor e traição. Era uma história de vingança.

Baixar livro

COPYRIGHT(©) 2022