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Entre a Lua e o Coração

Entre a Lua e o Coração

Autor:: Gleiclly
Gênero: Lobisomem
Em um mundo onde o místico e o real se entrelaçam, Elisa, uma jovem humana, se vê envolvida em uma história proibida e selvagem quando conhece Cael, um misterioso lobo guardião da floresta, destinado a proteger segredos antigos. Mas o que começa como uma atração perigosa logo se transforma em um vínculo profundo e impossível de ignorar. Cael, marcado pela maldição dos guardiões, vive em uma batalha interna entre sua forma humana e o lobo que o consome. Seu destino, até então, era selado pela floresta, uma prisão de poderosos seres que o mantinham sob controle. Mas quando ele encontra Elisa, algo inesperado acontece: o toque dela, o olhar dela, despertam algo dentro de si que desafia todas as leis da natureza e da magia. Juntos, Elisa e Cael são forçados a enfrentar os guardiões, figuras imortais que servem à floresta e que veem o amor entre uma humana e um lobo como uma abominação. À medida que a relação deles se aprofunda, Elisa descobre que ela não é apenas uma simples mortal; ela é parte do destino de Cael, um elo capaz de quebrar a maldição que o aprisiona. Entre a paixão ardente e o perigo iminente, Elisa e Cael terão que decidir até onde estão dispostos a ir para proteger o amor que os consome e lutar contra uma força ancestral que ameaça separá-los para sempre. Em um confronto que mistura desejo e magia, eles desafiarão tudo pelo direito de estarem juntos. Mas, no final, será o vínculo entre eles forte o suficiente para romper a maldição eterna que os persegue?

Capítulo 1 A Floresta e o Olhar

A brisa fria cortava os ombros nus de Elisa enquanto ela caminhava pela trilha coberta de folhas úmidas. O silêncio daquela floresta era diferente. Não era vazio - era carregado de presença. Cada árvore parecia observar. Cada som parecia sussurrar seu nome.

Era sua terceira noite ali. A vila onde havia alugado a pequena cabana era cercada por lendas, velhas superstições que os moradores preferiam não comentar. Mas ela não se importava. Depois de tudo o que vivera, o que era um pouco de mistério comparado ao vazio que sentia por dentro?

Ao chegar à clareira, parou. O ar ficou mais denso. Ali, ele estava. O lobo.

Preto como a noite, de olhos dourados que queimavam em contraste com a névoa. Ele não rosnava. Não fugia. Apenas a olhava - com uma intensidade que a fez esquecer do frio e lembrar que ainda era feita de pele e desejo.

Seu coração acelerou. Elisa não sabia explicar por que não sentia medo. Ao contrário, algo dentro dela despertava, como se tivesse sido tocada por um fio invisível de energia crua. Aquela criatura não era comum. Havia inteligência naquele olhar, havia... fome. Mas não por carne. Por algo mais.

Ela deu um passo à frente, quase sem perceber. O lobo também se moveu. Lentamente. Com elegância. Com... propósito.

- Você não é só um animal, é? - ela sussurrou, sabendo que não esperava resposta, mas sentindo, de forma estranha e arrebatadora, que ele a entendia.

Então o lobo recuou, desaparecendo entre as sombras com o mesmo silêncio com que surgiu. E ainda assim, o calor que ele deixara nela não se apagou. Ao contrário, crescia. Pulsava.

Naquela noite, deitada em sua cama estreita, Elisa fechou os olhos, mas o sono não veio. Apenas lembranças do olhar do lobo. Do modo como ele a fazia sentir: viva, exposta, desejada.

Seu corpo, carente havia tanto tempo, agora ardia. Seus dedos buscaram o próprio ventre, e pela primeira vez em muito tempo, ela se permitiu tocar-se. Não como um alívio qualquer, mas como se evocasse aquele olhar. Aquele animal. Aquela alma selvagem.

E em meio ao prazer crescente, ela sussurrou um nome que ainda nem sabia: Cael.

Capítulo 2 Sob a Pele da Besta

A noite seguinte veio com uma lua cheia tão intensa que banhava a floresta em prata. Elisa não conseguia tirar o lobo da cabeça. Seus olhos. Sua presença. E a forma como seu corpo reagira àquilo... como se o animal tivesse despertado algo adormecido nela.

Naquele dia, ela caminhou mais fundo na floresta, guiada por um impulso que não compreendia, como se algo dentro dela soubesse o caminho. Seus pés a levaram até a mesma clareira - mas agora ela estava diferente. Havia um círculo de pedras cobertas por musgo, como um altar antigo, esquecido pelo tempo.

E ele estava lá.

Mas não como antes.

Em pé no centro da clareira, nu sob a luz da lua, estava um homem. Alto, de pele bronzeada, cabelos escuros caindo até os ombros e músculos esculpidos como se a própria natureza o tivesse moldado. Seus olhos - aqueles olhos - eram os mesmos. Intensos, dourados. Selvagens.

Elisa parou, o coração martelando no peito. Ele a observava com a mesma fome silenciosa.

- Você... - ela murmurou, ofegante.

- Cael - ele disse, com a voz rouca, grave, como o eco de um trovão distante. - É o nome que me deram antes da maldição.

Elisa sentiu um arrepio percorrer-lhe a espinha, mas não de medo. O corpo dele era uma obra viva. Forte, viril, coberto apenas pela luz da lua e pelas cicatrizes que contavam histórias de dor e sobrevivência. Ele se aproximou lentamente, como quem respeita um ritual antigo.

- Você não tem medo de mim... - ele falou, com um leve sorriso.

- Não. E não sei por quê - respondeu ela, os olhos fixos nos dele.

- Porque você sente. Como eu. - Seus dedos tocaram o rosto dela, deslizando pela pele como se a estivesse decorando. - Você me despertou, Elisa. Há anos eu não tomava forma humana. Mas algo em você... quebrou a prisão.

Ela não resistiu quando ele a puxou para mais perto. O calor que irradiava do corpo dele era como uma fogueira em meio ao frio da floresta. Seus lábios se encontraram, primeiro devagar, como um reconhecimento - depois com urgência. Fome. Desejo. Fúria e carência misturadas.

As mãos de Cael eram firmes, marcadas pelo tempo, e percorreram o corpo de Elisa como quem aprende uma nova linguagem. Ela se entregou. Não havia razão ali. Só instinto. A pele contra a pele. Os suspiros misturados. Os corpos se movendo sobre a grama úmida, embalados pela música ancestral da floresta.

E quando Cael a tomou, não foi apenas físico - foi algo mais profundo. Como se ele a tocasse por dentro. Como se cada estocada libertasse não apenas prazer, mas partes esquecidas dela mesma. Partes que ela não sabia que ainda existiam.

Gritou o nome dele enquanto chegava ao clímax. E nos olhos de Cael, ao alcançá-la, havia mais do que luxúria. Havia reverência. Como se ela fosse a salvação dele.

Ali, entre os sussurros das árvores e o luar banhando seus corpos unidos, Elisa entendeu: aquela floresta guardava segredos antigos. E ela era agora parte deles.

Capítulo 3 – O Preço do Prazer

O sol da manhã mal tocava as folhas quando Elisa despertou sozinha na clareira. O calor do corpo de Cael ainda estava na grama, mas ele havia desaparecido - como se tivesse sido apenas um sonho. Mas o gosto de sua pele ainda pairava em seus lábios. A dor doce entre suas coxas era real. O arrepio constante em sua nuca também.

Ela retornou à cabana sem dizer uma palavra. Por dentro, fervia. Cada toque, cada suspiro, cada olhar dele a havia marcado de forma irreversível. Era como se o lobo tivesse deixado um pedaço de si nela - e ela, de si nele.

Naquela noite, não dormiu. Esperou. Desejou.

E quando a floresta chamou, ela atendeu.

A caminhada foi silenciosa, como se os galhos e folhas a guiassem em reverência. E ali, no mesmo círculo de pedras, ele estava. Sentado, seminu, o peito largo ofegante, os olhos dourados cravados nela.

- Você voltou - disse ele, como se não esperasse. Mas desejasse.

- Eu não consegui ficar longe - respondeu, parando diante dele. - O que você é, Cael?

Ele a observou por um longo tempo, antes de responder.

- Uma maldição. Um homem que se tornou fera por desafiar as regras do sangue. Alguém que, por desejar demais... foi condenado a viver entre dois mundos. - Ele se levantou, nu, imponente, o membro já semi-ereto apenas por vê-la ali. - Mas com você... eu me sinto homem de novo.

Ela o tocou. Primeiro o peito, sentindo o coração acelerado sob sua pele. Depois deslizou a mão por sua barriga firme, até alcançá-lo. O calor pulsava em seus dedos, e o olhar dele se escureceu com desejo.

- Então me prove - ela sussurrou. - Me mostre que ainda é homem. E meu.

Ele não pediu permissão. A puxou com força pela cintura, colando seus corpos, e a beijou como se precisasse dela para viver. Elisa gemeu, sentindo a excitação crescer rápido, voraz, como se seus corpos já se conhecessem há milênios.

Cael a virou com um movimento firme, colocando-a de costas contra uma árvore. Suas mãos deslizaram por sob o vestido dela, puxando a peça com impaciência. Seus dedos exploraram entre suas pernas, sentindo o quanto ela já estava molhada por ele.

- Você está pronta para mim, toda vez que me vê - ele sussurrou ao pé de seu ouvido, antes de morder levemente seu pescoço. - É como se sua alma chamasse a minha.

E então ele a penetrou por trás, com força, com fome. O corpo de Elisa arqueou, os seios pressionados contra a casca áspera da árvore, enquanto ele se movia dentro dela com estocadas profundas, precisas. Cada gemido dela era um convite. Cada investida dele, uma resposta selvagem.

A floresta os envolvia. O som dos corpos se chocando, os gemidos, os suspiros e o vento dançando pelas folhas criavam uma sinfonia erótica e ancestral.

Quando vieram juntos, foi como um rugido surdo que ecoou no coração da mata. Um pacto. Um elo. Algo mais profundo que o prazer.

Depois, ainda ofegante, Cael a abraçou por trás, as mãos grandes cobrindo seus seios, o rosto escondido em seu pescoço.

- Você é o que me ancora - murmurou. - Mas quanto mais forte nosso laço se torna... mais a maldição reage.

- O que isso quer dizer?

- Quer dizer que não vão permitir que fiquemos juntos por muito tempo... a floresta... sente. E ela não perdoa.

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