Gênero Ranking
Baixar App HOT
Início > Romance > Entre mundos
Entre mundos

Entre mundos

Autor:: tayy
Gênero: Romance
Ada owen é uma garota da cidade. Que por inumeras razões, ela e sua família tiveram que se mudar para uma cidade mais pequena e esquecida no mapa. Só não esperava que sua vida iria mudar tanto depois de conhecer o filho do clã de Vampiros mais velhos da história, e acabar se apaixonando por ele. Mal sabia ela o que lhe esperava ao se envolver com a morte.

Capítulo 1 A Viagem

Consultei o relógio, olhei mais uma vez em volta e caminhei rapidamente em direção a porta. Queria sair logo daquele lugar, nunca achei fáceis as despedidas, mas com tanta coisa que aconteceu nesta casa, isso é irrelevante agora.

Recomeçar vai ser tranquilo, tenho estado mais na minha depois de tudo que aconteceu, eu sempre preferi ficar sozinha desde mais nova, então as coisas não vão mudar tanto quanto meus pais esperam. Sharon sempre diz que sou boa em aceitar as coisas muito facilmente.

Iremos para uma cidade pequena, mais retirada de tudo e de todos, que aceita o simples fato de que os vampiros ganharam direitos depois da guerra, e que eles existem e querem estudar e participar da sociedade como "iguais", mesmo não sendo assim tão iguais a nós humanos.

Para falar a verdade, não sei se vou poder lidar com isso tão facilmente assim, aqui em New City, existe escolas, mercados, postos de gasolina e até mesmo igrejas separadas para vampiros, para que não exista conflito ou até mesmo mortes desnecessárias; mas onde irei morar é diferente. Quem é que consegue se controlar sabendo que tem um "sugador de sangue" bem ao seu lado? E que se bater a fome nele, você pode virar só mais um lanchinho ou o café da manhã, isso se você acabar por descobrir só na hora em que ele te mostra como quer drenar toda a sua vida. Com isso eu não consigo lidar.

Nas cidades maiores o problema de mortes por vampiros é quase nulo, ou seja, o problema não existe, porém, nas cidades pequenas o problema é visto e ignorado por culpa do dinheiro que rola entre vampiros cheios da grana e políticos famintos por "poder" mesmo esse poder sendo uma ilusão na cabeça deles. Ações para o governo de "múmias" podres de ricas, para "ajudar" os cidadãos humanos em condições precárias.

Alguns vampiros são fáceis de reconhecer: cheiram mal e tem suas presas sempre a mostra, gostam de se jogar em cima das meninas e acham que só porque são vampiros podem ter o que querem e quando querem. Já outros, são iguais aos contos e filmes antigos: pele lisa e sem deformidades, brancos como porcelana, bonitos de morrer e claro, por causa da sua pele sensível eles não podem se expor muito ao sol, pois podem se "ferir" com os raios UV, esses são ditos como vegetarianos, pois adotaram a dieta de não humanos e se alimentam só de animais, são os mais fracos, podendo ser comparados até mesmo com a força humana media. O terceiro e último tipo de vampiro, é o mais perigoso, mas quase não são vistos, ou seja, são raríssimos, e se passam por humanos com muita facilidade, você só descobre quando já estão te arrastando para algum lugar, o que se sabe sobre eles é que adoram uma caçada, brincam com a presa até enjoarem e que se movimentam em volta de uma crença que afeta diretamente nós seres humanos, na qual todos temos medo, dizem que é um ritual, mas não sabemos ao certo o que é e nem o que acontece, pois todos os que tentaram descobrir ou que acabaram por passar por esse ritual, nunca mais voltam.

Assim que saio do pátio da casa, me dirijo aos meus pais, na qual me observam com certa curiosidade pelo meu pequeno devaneio momentâneo ao me despedir da casa, acabo por soltar um comentário besta para descontrair e acalmá-los.

- Espero que tenha internet lá, ou o resto da minha juventude acaba aqui mesmo e viro uma velhinha que coleciona gatos. -

- Fica tranquila querida, você vai poder dançar na frente do computador para suas amigas o dia inteiro se quiser. - diz Mike, marido de Sharon.

Ok! Isso foi jogo sujo, todo mundo tem o direito de dançar sua música favorita ou cantá-la, mesmo que esteja parecendo alguém sendo atacado por uma barata gigante comedora de gente.

- Há Mike, ... há, há, sem graça! - Digo revirando os olhos e sentando no banco de trás do carro. Mike disse que esse é uma boa escolha para o recomeço em outro lugar.

- Não se preocupe Ada, você vai poder ler, escrever, dançar e cantar e se quiser dar voltas na floresta aonde vamos ficar. - Consola Sharon, sempre cuidando de mim.

- Viu Mike? Ao menos a mamãe - aponto para Sharon- me entende. E com isso fecho a porta do carro escutando as gargalhadas dos dois, me aconchego ao lado do meu travesseiro, que trouxe a caso de acabar cochilando na viagem e observo o caminho a qual seguiremos até nosso novo lar.

Das doze horas de viagem, as quatro primeiras horas foram tranquilas, cantei com Sharon e irritei Mike até ele parar em uma lanchonete e me deixar usar o banheiro, olhei a paisagem que ia mudando conforme nos afastávamos da cidade, depois de oito horas de viagem, eu já não aguentava mais de tedio e já tinha visto todos os episódios da mini serie que tinha baixado. Minhas costas já estavam doloridas por estar na mesma posição por muito tempo, e mesmo as paradas para comer e ir ao banheiro não estavam ajudando muito com o tedio e as dores crescentes.

Assim que chegamos, já estava bem escuro e com muita neblina por causa do tempo úmido daquele lugar. A casa já estava mobiliada, então só restava mesmo as malas para pegar, ajudei pegando as quatro malas que me pertencem e fui direto para ao que parecia ser meu novo quarto, na qual era bem grande, com uma cama de casal de madeira bem ao centro da parede marrom claro e um criado mudo branco ao lado, uma poltrona bem fofinha rosa e um espelho gigante de frente para o closet, e ao lado da cama se via uma sacada cheia de flores e plantas das mais variadas espécies. Um quarto lindo e simples, bem do jeitinho que eu estava esperando e bem diferente do meu antigo quarto, que era pequeno e mal cabia uma cama e um guarda-roupa.

Como já era tarde o sono já estava me vencendo, então iria deixar para desfazer a mala e olhar o resto da casa amanhã quando estivesse bem descansada da viagem. Quando me deitei na cama, comecei a lembrar de todo o percurso até aqui, e percebo que tinha um trecho da viagem muito perto do nosso destino, na qual eu não me lembro de absolutamente nada, teria eu pego no sono enquanto não havíamos chegado? Me esforço para tentar lembrar de mais detalhes, mas sinto uma dor aguda, era como se cada vez que tentasse lembrar do momento um alfinete espetava em minha mente, como um aviso pra não pensar nisso, e ao levar a mão a cabeça percebo um sinal em meu

pulso, que até horas atrás não existia, mas resolvo parar de pensar sobre isso e tomar um remédio, pois aquela dor estava me deixando louca. Assim que a dor foi amenizando eu pego no sono, um sono profundo e cheio de pesadelos sobre o trajeto até ali.

Estávamos quase chegando na cidade quando do nada no meio da noite nebulosa aparece um anjo negro com sua vítima no meio da estrada ensanguentada. Minhas mãos suavam dentro dos bolsos do casaco, ainda que estivesse frio e nebuloso fora do carro, sentia no ar o cheiro de sangue e morte que vinha daquela sena a nossa frente. A boca daquele anjo mortal encheu de sangue, que se derramava pelos cantos da boca em direção a gola da camisa branca de grife, ao vislumbrar a silhueta da menina que estava sem vida ao lado daquele homem o ferro e o sal se misturou sobre a minha língua e embrulhou meu estomago, ocorreu-lhe o pensamento de fugir, como se fugir fosse possível. Mas não era. A garota era muito parecida com ela e isso lhe causou um arrepio na espinha. Os pés pareciam enraizados no chão do carro e seu corpo todo estava paralisado como pedra, ouvi um assobio longo e lamurioso do vento passando pelas frestas dos vidros entreabertos do carro e me encolhi em mim mesma, respirei fundo e tentei me acalmar, quando do nada o anjo negro aparece ao meu lado no banco de trás do carro. Fechei os olhos e gritei horrorizada com a possibilidade de ser a próxima vítima. Senti mãos sobre meu corpo e comecei a chutar e a chorar, logo começo a escutar Mike e Sharon me acalmando. Era só um pesadelo!

- Quanto mais livros de terror você ler, mais pesadelos você vai ter Ada- disse Mike em tom de provocação.

Estava encharcada de suor e respirando irregularmente, assustada ainda com o sonho, que parecia real demais para ela, levantou da cama ignorando Mike e sua tentativa de amenizar a tensão e foi para o banheiro lavar o rosto. Quando voltou, seus pais a olhavam com preocupação.

- Quer companhia para dormir hoje filha? - perguntou Sharon, sua mãe.

Por mais que estava assustada com o pesadelo, se sentia idiota com a ideia de dormir com os pais em plenos dezessete anos de idade.

- Obrigada pela preocupação mãe, mas estou bem. A viagem foi cansativa, deve ter sido isso que me causou o pesadelo, desculpa preocupar vocês, mas podem voltar pra cama e descansar. - Dei um sorriso para disfarçar o terror estampado em meu rosto, dei um beijo de boa noite em cada um e fui para baixo das cobertas tentar dormir novamente sem pensar no sonho que tivera.

Capítulo 2 Descobertas

No dia seguinte o céu estava nublado e chovia de hora em hora, desci do segundo andar aonde fica os quartos e banheiro e fui para a sala me esquentar na lareira que Mike fez questão de ascender.

A parte da sala é feita de pedras com detalhes em madeira, bem rustico e meio Viking, só faltava a cabeça de um dragão pendurada em cima da lareira, mas me surpreendi ao ver um conjunto de iluminação moderna em ferro preto, com uma TV 42" e um sofá gigante marrom cheio de almofadas peludas, um tapete preto e um vaso com uma planta bem verde no canto da janela que ilumina bem o ambiente, cortinas grossas e pesadas caindo de qualquer jeito dando seu próprio charme aquele lugar. Comecei a me sentir dentro de um filme, aquela sala realmente era magnifica.

Bom dia querida! dormiu bem? Creio que você começa essa segunda na escola, então te aconselho a conhecer um pouco a cidade antes- Diz Sharon aparecendo na porta que dá acesso a cozinha.

Bom dia! Tão cedo assim? não posso esperar um pouco mais até me acostumar com a casa e a vizinhança? - Digo a ela com tom de tristeza na voz.

Desculpe filha, entendo seu medo. - diz Sharon tentando acalmar Ada - mas todos nós chegamos a um momento de nossa vida, que precisamos superar eles.

Na verdade, mãe, a palavra "medo" é muito pouco para o que eu sinto, mas eu vou tentar. - Digo a ela em tom baixo e depositando um beijo em sua testa.

Deixo a sala às pressas e me dirijo ao quarto, por conta da conversa que tivera com a mãe tinha perdido a oportunidade de tomar seu café da manhã, e agora não iria mais pois seu estomago avia embrulhado por causa do assunto que falaram. Esse diálogo é muito delicado para ela, nunca se sentira segura em parte alguma e fazer contato com outras pessoas, sendo elas humanos ou vampiros a aterrorizava ainda mais, e não sabia explicar o porquê.

Sento na cama apoiando os cotovelos nos joelhos e coloco as mãos na cabeça, então resolvo ligar o notebook e dar uma olhada nas redes sociais e quem sabe ligar para minhas amigas de New City. Depois de alguns minutos resolvo mandar uma mensagem de texto no grupo que temos juntas.

"oi meninas, chegamos bem! O lugar é cheio de arvores e bem afastado do centro da cidade. Me desejem sorte, segunda já começo na escola nova. Já estou com saudades de vocês."

Enquanto esperava a resposta de suas amigas acabou por pegar no sono novamente, e ao acordar 3 horas depois suas amigas já aviam respondido a mensagem que enviara.

"Olá baby, que bom que tudo ocorreu bem! Te desejo sorte na nova escola sem a nossa companhia. Logo iremos te visitar, a Eadlim não parou de chorar dês de quando você partiu. Tenho umas informações pra te contar."

Respondeu Isadora no grupo das amigas, deixando Ada integrada com a amiga, pois ela não era de trocar informações, ela sempre foi muito reservada e centrada em tudo, o que será que acontecera?

"Isa, conta logo pra ela! E Ada..., sinto sua falta."

Coloca a amiga Eadlim, atiçando ainda mais a curiosidade que já fervia em meu interior.

"o que está acontecendo? Vocês estão me deixando nervosa."

Já estava impaciente por causa do suspense todo que as duas amigas estavam fazendo, resolveu respirar fundo e esperar pela resposta.

"Ontem à noite minha mãe recebeu uma visita, na qual tem muitas conexões com vampiros de todos os tipos por causa da empresa dela. E no meio do assunto acabaram por citar a cidade aonde você foi morar, e advinha? Essa cidade é famosa por ser morada de uma família de vampiros muito antiga e que ainda segue a tal religião, o que todos colocam como ritual."

Ela sabia sobre essa tal família e sobre a influência que exercia sobre essa cidade, mas achava que a amiga estava exagerando.

"então me prometa que vai se cuidar. Essa moça contou muitas histórias ruins sobre esse suposto ritual." complementa Eadlim.

"ok! Prometo que irei me cuidar meninas."

tinham me apavorada para isso? Provável que tenha mais coisas que não estão querendo me contar, então resolveu mandar mais uma mensagem para as duas.

"espero que não estejam escondendo nada de mim! E se estão, dou até a noite pra me contarem o que está acontecendo."

Quando sua mensagem foi visualizada, e Isadora começou a escrever a tela de seu computador apagou. Pensei que tinha colocado para carregar o Notebook, e infelizmente terá que esperar carregar para saber o que as garotas estão lhe escondendo.

Capítulo 3 Convidados

Assim que desci as escadas, me deparo com um casal e supostamente seu filho de mais ou menos 10 anos de idade, sentados juntos no sofá conversando alegremente com meus pais. Acho melhor não interromper, já que não fora chamada a se apresentar, pode ser que seja uma visita de negócios, e me dirijo a cozinha sem chamar a atenção.

Conforme me aproximo da cozinha, meu corpo começa a ficar inquieto, a porta lateral da cozinha esta entreaberta fazendo o ressinto ficar gelado, ao me aproximar da bancada ouço ruídos altos vindo além da porta, ou seja, da floresta que rodeava a casa. Então ao ouvir um berro vindo daquele local, parecido como alguém sendo torturado, me escondo por trás da mesa.

Apesar da temperatura estar muito baixa, minhas mãos suam estendidas ao lado do meu corpo. Sinto no ar o cheiro mais doce que já sentira na vida, vindo das árvores bruxuleantes largadas a própria sorte naquela terra de ninguém. Minha boca começa a ficar seca e um gosto de ferro surge sobre a minha língua embrulhando o meu estômago. Ouvia agora o assovio longo e triste do vento passando entre meio as árvores, então do nada instalou-se um silêncio ensurdecedor. Resolvo levantar e caminhar até o balcão novamente e ao olhar para a porta vislumbro a silhueta de um homem, me movimento em pânico numa tentativa fútil de sair daquele local, infelizmente o garoto me nota ali em estado de choque, então me vejo mergulhando dentro de seus olhos verdes.

Minhas pernas tremem, e o suor começou a brotar em minha testa, um arrepio gelado percorre minha coluna, não consigo respirar... preciso de ar, minha visão embaça e sinto as mãos daquele garoto percorrerem meu corpo, deixando um rastro quente em minha pele, sua voz me acaricia ao me perguntar algo que não consigo entender, ele pressiona o corpo dele ao meu contra a pia da cozinha para eu não cair e também não poder escapar, sinto todos os seus músculos tensos sobre suas roupas pretas.

Porque ele está tenso? ele estava me encurralando, eu que deveria estar me sentindo tensa. Assim que me curvo para frente arquejando ao sentir uma onda forte de enjoo, a mão dele desliza de minha cintura e brinca com os cabelos em meu ombro e pescoço, ouço ele falar algo mais alto, mas os zumbidos em meus ouvidos não me deixam entender absolutamente nada do que ele está falando.

Então sinto outro toque, e todo aquele mal estar parece diminuir, porém, o dono daqueles olhos na qual me prenderam e me acariciaram parece estar relutante em me soltar, ele aperta minha cintura uma última vez e desaparece do meu campo de visão, assim como tudo a minha volta, então eu caio desmaiada ao chão.

Acordo deitada em meu quarto, confusa e com uma dor de cabeça latejante, o que será que aconteceu comigo? Então, lembro-me do ocorrido. De quem eram aqueles olhos? Aquele toque quente que mexeu comigo? Quem será que era essa pessoa? E aliás... como fui parar em meu quarto depois do desmaio? Ainda estava zonza, e meu coração ainda martelava em no peito, fui ao banheiro lavar o rosto para tentar me acalmar e clarear a mente.

Quando estava indo em direção ao quarto para me deitar novamente, começo a escutar as vozes dos convidados e de meus pais na sala, tento escutar o que conversavam.

-Sua filha está melhor senhora Owen? - pergunta o homem mais velho

-Claro, está ótima... só precisa de um descanso - diz Sharon, que pelo tom de voz parece estar com um sorriso nos lábios - ela já passou por coisas piores.

-É uma menina forte senhor Moore - Mike acrescenta em um tom mais reservado.

-Vejo que vocês têm somente a Ada - diz o senhor Moore- não pensaram em ter mais filhos?

-Já pensamos sim, porém, Deus não quis que tivéssemos ninguém mais além da Ada- Diz Mike tristemente.

Quando Mike e Sharon me adotaram, eles estavam tentando já havia algum tempo ter filhos, a primeira tentativa infelizmente não tinha dado certo, Sharon teve um abordo instantâneo, estávamos sozinhas e a casa foi invadida por vampiros, consegui chamar a polícia, mas infelizmente não consegui salvar o bebe. Na segunda tentativa, Sharon e Mike tinham conseguido o tão sonhado filho, porém, poucas semanas depois que ela e o bebe tinham voltado do hospital, eu fiquei doente e Sharon fez questão de ficar comigo no hospital, porque ela achava que na verdade eu estava com ciúmes do novo integrante da família, mas eu estava com a apêndice quase estourando. Mike havia saído para trabalhar e o bebe tinha ficado com uma conhecida dos meus pais, e quando voltamos para casa, o bebe estava amarrado ao lustre, sangrando como um pedaço inútil de carne, aquilo foi horrível. Sharon precisou de anos para se recuperar psicologicamente daquilo, a amiga de Sharon foi encontrada morta no quarto do bebe e a polícia nunca conseguiu achar os culpados. A maior parte do tempo eu ficava com os pais das minhas amigas, porque me sentia responsável pelo que acontecera, o enterro tinha sido rápido, pois precisei voltar ao médico porque eu tinha piorado e precisava passar por uma cirurgia urgente. Então assim que tudo melhorou, decidimos deixar aquela casa e abandonar aquelas lembranças horríveis, começando do zero em um novo lugar.

Caminho para meu quarto e sento na cama tentando não lembrar daqueles anos horríveis que passamos, respiro fundo e coloco uma música para relaxar enquanto leio meu livro.

Baixar livro

COPYRIGHT(©) 2022