Decidi me mudar pra São Paulo pra abrir uma filial da minha empresa, tenho uma amiga na cidade, que aliás me apoiou muito na mudança. Depois de uma semana morando na cidade cinza, finalmente me organizei e me dei o direito de sair pra me distrair um pouco.
Fui a um barzinho no qual estava tendo um show ao vivo de rock, sentei em uma mesa, pedi uma cerveja e fiquei olhando em volta sem reconhecer nenhum rosto. No final do show ao sair do banheiro dei de cara com um homem - na verdade, derrubei toda a bebida dele, em uma trombada -, pedi mil desculpas e me ofereci a pagar outra bebida pra compensar a que tinha acabado de derrubar, ele sorriu e aceitou.
Na mesa, conversmos um pouco, nada sobre coisas pessoais, apenas sobre o show, a noite e a minha total desatenção visto o que tinha acabado de acontecer. Me disse que poderia chamá-lo de DG. Poucos minutos depois estávamos aos beijos, em menos tempo ainda pagávamos a conta pra ir ao um hotel ali perto. Chegando lá, não teve enrolação por parte de ninguém, eu sabia o que queria e ele já tinha percebido.
Chegamos no quarto e com beijos quentes e muito tesão, ele se sentou na ponta da cama, eu mais que depressa subi em seu colo com as pernas abertas e quando dei conta ele já abaixava as alças do meu vestido, e quando meus seios ficaram a mostra ele sorriu -são lindos- disse, já os chupando com força, senti sua ereção e fiquei ainda mais excitada. abri sua calça e coloquei seu pau pra fora -enorme por sinal- perguntei da camisinha, ele mais que depressa pegou no bolso da jaqueta e colocou; olhando fixamente em seus olhos sentei o sentindo todo dentro de mim, ele gemeu e eu sussurrei em seu ouvido - que pau gostoso - e continuei sentando. Ele chupava meu pescoço com vontade e me apertava contra ele, de uma vez só me levantou, me deitando na cama e foi passando sua língua por todo meu corpo até chegar lá. Eu só pensava - que oral maravilhoso - e gemi até ter um orgasmo em menos de dois minutos. Enquanto meu corpo tremia ele me virou de costas me deixando de quatro e me penetrou fundo, e com força; eu agarrei o lençol e gritei alto, sentia um misto de dor e muito prazer. Ele puxava meu cabelo com uma mão e com a outra segurava minha cintura e mergulhava tão fundo em mim que eu não queria que acabasse. Depois de um segundo orgasmo, ele gozou em seguida e eu senti todo seu corpo em cima de mim, ficamos deitados e o silêncio reinava. Não sei o que ele pensava, mas eu só conseguia repetir ual na minha cabeça.
Depois de um tempo me levantei e disse que iria embora, ele me pediu pra ficar e passar a noite com ele, e por mais que eu realmente quisesse que acontecesse novamente recusei o convite já me vestindo, ele me deu seu celular e pediu pra por meu número nele, claro que concordei. Nos despedimos com um beijo calmo e demorado, fui embora e ouvi a porta se fechando atrás de mim, eu nunca tinha transado com um estranho antes e a sensação foi maravilhosa...
Acordei em casa no dia seguinte e fui ver alguns pontos comerciais pra montar a loja. - A propósito tenho uma rede de lojas de roupas femininas -, visitei alguns, imaginei a loja em cada um deles mas nenhum me agradou realmente; já no almoço enquanto comia recebi uma mensagem no Whats de um número novo, quando abri era ele:
"Acordei querendo você de novo, tenha um bom dia que a noite eu garanto, será incrível"
Ual!!
Não sabia nem o que responder, tentei não demonstrar minha pressa pra que chegasse logo a noite "Meu dia está sendo ótimo, vai ter que se esforçar pra fazer a noite superar isso", ele visualizou e mandou um diabinho roxo. A conversa terminou por aí.
Por volta das 17h uma nova mensagem do DG
" Me passa seu endereço, te busco mais tarde ", respondi "Nos encontramos no mesmo hotel hoje às 20h". Tomei um banho, e comecei me arrumar, passei uma maquiagem simples visto que não sou boa nisso, um vestido preto básico, um pouco acima do joelho, tênis também preto, minha bolsa transversal azul marinho e deixei o cabelo solto, cobrindo em partes meus brincos de argola dourada. Já eram quase 20h e segui pro hotel, antes que eu abrisse a porta do quarto ela se abriu diante de mim e ele estava lá, parado. - fiquei aliviada em ver que ele estava tão ansioso quanto eu pra aquela noite -
- Aceita jantar comigo ou só sexo? - me perguntou com um sorriso no canto da boca, e nessa hora com certeza corei, sem conseguir disfarçar minha surpresa.
- Tô morrendo de fome - respondi envergonhada. Fomos para o restaurante do hotel mesmo, enquanto nossos pratos não chegavam ele pediu uma garrafa de vinho - raramente tomo vinho, considerando que prefiro uma cerveja, mas aquele dia até o vinho estava perfeito.
- Tá aqui a trabalho? - perguntou sem tirar os olhos dos meus. - Sim, na verdade estou procurando um lugar pra montar uma loja, tenho uma pequena rede e decidi expandir pra cá - respondi sorrindo e um pouco incomodada pelo olhar fixo dele em mim. - E você, trabalha com o que ?- ele continuou me olhando e perguntou dando um sorriso - Então eu tô jantando com uma empresária?- eu sorri, sem perceber que ele ignorou minha pergunta sobre seu trabalho - Gosto de pensar que sim -. Falamos mais de mim, e percebi que já estávamos na segunda garrafa; -Me fala um pouco de você, sua vida deve ser mais interessante que a minha - falei sem olhar diretamente pra ele. - Não tem muito o que falar, sou sozinho, sem família, nada e meu trabalho é bem tedioso, nada demais - ficou um breve silêncio que eu logo cortei - Parece que minha vida é mais interessante nesse caso - disse soltando uma risada sem graça e por dentro pensando " Sério Luana, foi isso que você disse mesmo", o garçom cortou aquele clima estranho que tinha ficado na mesa nos trazendo os pratos. Comemos e terminamos a garrafa de vinho conversando mais um pouco sobre a cidade.
- Quero te chupar - disse levantando-se da mesa e pedindo pro garçom marcar o jantar na conta do quarto. Arregalei os olhos com a forma que ele era direto e o segui um pouco sem jeito. Mal entramos no quarto e ele já me tomou em seus braços, me pegando no colo e me deitando na cama, enquanto me beijava, me tocou, e eu já estava molhada
- Já tá assim? - disse rindo e me penetrou com dois dedos enquanto mantinha seus olhos fixos aos meus, eu mordia os lábios e soltava gemidos abafados
- Agora você vai gemer - falou se abaixando em frente minhas pernas e tirando minha calcinha devagar. Ele estava certo. Em menos de dois minutos tive um orgasmo e ele me chupava com ainda mais vontade enquanto meu corpo tremia. - Seu gosto é maravilhoso - disse se levantando e arrumando seu corpo de forma que se encaixasse ao meu antes de me penetrar de uma só vez apertando forte minha cintura, gritei e logo tampei minha própria boca com uma mão, ele estava sério, concentrado e foi aumentando a força de suas estocadas e também a velocidade que fazia aquilo, com alguns gritos abafados tive outro orgasmo o que acredito ter desencadeado o dele, sentia o peso de seu corpo sobre o meu que ainda tremia. Me deu um beijo longo que só terminou quando faltou o ar.
- Posso me acostumar com isso fácil - sussurrou pra mim, e eu sorria pensando que também poderia me acostumar com aquilo, ele se deitou sobre meu peito e dormimos ali.
Acordo já de madrugada com uma nessecidade enorme de tomar um banho, me levanto devagar pra não acordá-lo, tiro o vestido e sigo pro banheiro, percebo minha calcinha no chão - devia ter trazido uma na bolsa - penso. O banheiro é bonito, um Box de vidro transparente, reparo em duas toalhas de banho dobradas em cima da pia, uma de rosto pendurada e sabonetes, shampoo e condicionador em pequenas embalagens. Começo então meu banho. De olhos fechados enxaguando meu cabelo, sinto que nao estou mais sozinha, abro o olho rapidamente e me deparo com ele parado na porta me observando, ele me olha sério e percebo sua ereção, acredito que minhas bochechas ficaram vermelhas na hora .- Entra - falei tentando ser direta como ele, acho que deu certo. Ele abriu a porta do Box me olhando dos pés a cabeça e entrou me beijando e me empurrando contra a parede - Calma- digo notando uma expressão de dúvida em seu rosto, como se quisesse dizer - sério? agora você quer calma? - eu me afasto, vou pra frente dele e me ajoelho, ele me olha e agora sua expressão é outra, ele me olha de um jeito totalmente sexy, eu quase podia ver fogo nos olhos dele, e ao mesmo tempo aprovação. Seguro seu membro de forma forte, porém sutil, e passo a língua na ponta tentando manter meus olhos nele, - o que fica difícil considerando a água caindo do chuveiro - passo a língua por todo seu pênis e depois o engulo de uma só vez, fazendo movimentos circulares com a língua; considerando o tamanho não cabe todo na minha boca, então uso a mão fazendo o movimento de sobe e desce acompanhando minha boca. Ouço seus gemidos abafados, e o sinto pulsar enquanto o chupo, a água caindo sobre ele, tornava a cena ainda mais erótica - Levanta, quero terminar dentro de você - levantei rapidinho porque também queria aquilo e ele me virou contra a parede, estimulou meu clitóris e com a outra mão segurou a minha sobre a parede, sussurrou no meu ouvido quase gemendo - Goza pra eu foder você - o que não demorou muito pra acontecer, e com meu corpo tremendo, principalmente minhas pernas ele me penetrou devagar, e eu sentia todo o calor dele, e a respiração ofegante, quando solta minha mão e passa a segurar meu seio com força e apertar minha cintura. A sensação de sentir ele todo dentro de mim era imensurável. Ele aumenta a força e diminui o intervalo entre uma estocada e outra, tira seu pênis de mim com pressa e goza no chão. O silêncio mais uma vez impera, o clima muda quando ele me beija devagar e de forma doce. Terminamos o banho e durmo em seu peito enquanto assistíamos um filme qualquer que passava TV.
Acordei no dia seguinte apressada porque precisava ver alguns imóveis, juntei minhas coisas, guardei minha calcinha na bolsa e quando me dirigia até a porta, DG aparece na porta do banheiro
- Tá fugindo? -
- Ah... Não, só tô atrasada, ainda preciso passar em casa e... - primeiro, porque eu tô dando satisfação pra ele e segundo, esqueci completamente que ele estava no quarto, se ele não tivesse aparecido provavelmente teria ido embora sem me despedir. - Só tenho que ir agora - disse passando por ele, que me segurou pelo braço
- Não mereço nem um beijinho? - Que sorriso mais malicioso e convidativo. Dei um longo beijo nele, e senti sua mão passando pelo meu corpo por cima do vestido até chegar lá. Ele me olha e eu me sinto na obrigação de uma explicação por estar sem calcinha
- Ela tava no chão e não trouxe outra - falei baixo, nitidamente constrangida.
- Tá com muita pressa ? - Disse já beijando meu pescoço - Infelizmente - falei me afastando e indo pra porta.
- A gente se vê então -
- A gente se vê - fechei a porta e saí correndo pra casa.
Meu dia foi corrido, visitei vários imóveis e finalmente encontrei o perfeito pra loja, com a correria pra fechar o contrato, estoque, inauguração e contratação de funcionários a semana passou voando. Não vi ou falei com DG durante esse tempo.
- Te via mais quando morava em outra cidade sabia? -
- Anaaaaa, que saudade! - desde que cheguei em São Paulo ainda não tinha visto minha amiga que me encorajou com a mudança e a filial da loja.
- Finalmente a gente conseguiu se ver, vim te ajudar com o que precisar aqui e trouxe cerveja - ela me conhece bem demais.
- Me ajuda a dobrar essas roupas e passa uma garrafa pra cá - disse entusiasmada enquanto a abraçava, as coisas estavam dando certo na loja, a inauguração seria em breve e reencontrei minha amiga pra por a conversa em dia, o dia estava ótimo.
Falamos sobre tudo, relembramos histórias antigas e bebemos. Não demorou pro assunto chegar no DG, que aliás não tenho contato a dias.
- Como assim essa história? Luana você mudou muito menina - Ana disse gargalhando - Pra quem não beijava mais de um cara na balada, ir pra cama no primeiro dia é surreal - eu ria e ficava com o rosto tão vermelho que parecia uma pimenta. Ana e eu nos conhecemos desde a infância, ela morou na mesma cidade que eu no interior até sua mãe falecer e ela decidir tentar uma nova vida na capital.
- Tudo só aconteceu, foi rápido e maravilhoso, mas já faz um tempo que não falo com ele -
- Me mostra foto dele pra ver se eu aprovo - fazíamos isso na escola quando uma nós tinha interesse em alguém. - Só tem a do whats, olha - disse pegando o celular, e pra minha surpresa estava sem foto. - Amiga não tem mais foto no perfil - confesso que fiquei chateada com a ideia de que...
- Ele te bloqueou, que idiota! - Ana falou franzindo a testa e eu tentei não dar mais importância pra aquilo, mas po**a, ele me bloqueou.
- Manda mensagem pra ver se chega, talvez só tenha tirado, sei lá - quando ela percebeu que aquele bloqueio me incomodou, acho que tentou amenizar.
- Não, e espero nunca mais encontrar esse cara - falei em tom de raiva e depois tive uma crise de riso e o motivo ainda nao sei.
Terminamos as roupas e as cervejas, cada uma foi pra sua casa, cheguei tão cansada que só tomei um banho e apaguei.
No outro dia, acordei e lembrei que DG me bloqueou - Desgraçado - bufei por não entender o motivo daquilo, mas vida que segue como dizem, as semanas se passaram e nada dele, confesso que cheguei a ir no mesmo barzinho que nos conhecemos uma noite, e nem sinal também. - Para de ser idiota Luana, tanto homem no mundo e você caçando esse cara - repeti isso pra mim algumas vezes. Já tinham se passado três semanas e confesso que acabei me desligando dessa história toda com os preparativos pra inauguração.
- Ual você está linda, vai arrasar hoje! - Ana disse animada enquanto eu saia do quarto arrumada pra inaugurar minha loja. - Tô tão nervosa, espero que dê tudo certo hoje. - levei quase o mês todo preparando tudo, e hoje a noite tinha que ser perfeita.
Trabalhei tanto, a inauguração bombou, várias clientes apareceram, tivemos sorteios, promoções, coquetéis e tudo foi incrível, ainda melhor do que tinha imaginado. Já passava da meia noite quando finalmente consegui organizar tudo pra poder ir embora.
Me despedi de todos que trabalharam e dispensei eles. Quando estava terminando de fechar a loja ouvi um carro parar bem na porta atrás de mim, terminei de trancar, já pálida, com o coração acelerado e me virei com muita vontade de chorar - é um assalto, só pode ser - pensei. Um carro todo preto, não dava pra enxergar quem estava dentro, fiquei parada ali olhando sem reação nenhuma; aos poucos a porta foi se abrindo e eu fechei os olhos já sentindo a morte.
- Vim te parabenizar - Meu coração acelerou e no mesmo instante senti meu sangue voltar a circular, abri meus olhos e era ele, DG depois de quase um mês apareceu, e por pouco não me matou de susto.