Atenção : este é o 2° livro. O primeiro se chama Propriedade do Rei.
Boa leitura!
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Não podíamos mais pegar atalhos. Eu lutava com tudo que eu tinha com minha lança, era só um, contra alguns. Helena sempre dava um jeito de fugir ou se proteger.
Ofeguei ao terminar de deixar um último corpo cair no chão. Limpei o suor com as costas das mãos e a vi puxar uma roda, com um de seus pés afundado na parede para mais esforço.
A afastei puxando seu ombro e cravei minhas na roda. Subi sobre ela e impulsionava meu corpo para baixo. Helena se debruçou sobre ela, e em um solavanco, fomos ambos ao chão.
E observamos as correntes da ponte descerem apenas de um lado. Me levantei pegando minha lança e jogando contra um guarda que apareceu. Seu corpo ficou pregado na parede. Helena não perdeu tempo e se jogou sobre a segunda roda. Retirei minha lanca e o soldado despencou no chão. Fiquei alerta e me afastei, ajudando a Helena. Com muito esforço fizemos a roda se soltar.
E o som estrondoso da ponte batendo no chão nos fez arregalar os olhos e nos encarar atônitos. Um sorriso surgiu em nossos lábios e a ajudei a levantar, e nos debruçamos sobre o parapeito da torre para ver o exército de Dazzo entrar invadindo o pátio.
Me afastei pegando uma tocha presa na parede e me debrucei diante da torre e a balancei indicando a Archie que me olhava surpreso. Joguei a tocha na água e fiz um sinal de um bebê em meus braços.
Os olhos do rei se arregalaram e seu semblante mudar drasticamente e ele correr arrastando algo com ele. Apertei meus olhos para ver, e não era nada menos do que Nicolas coberto de lama, sendo arrastado pelo colarinho.
Peguei minha lança no chão e agarrei o braço de Helena, a obrigando a correr comigo.
- A onde vamos?
- Proteger a rainha! O rei está vindo!
- Você é mesmo empenhado, não é?
- É claro! É meu afilhado nascendo! _ gritei enquanto corriamos.
- Como assim seu afilhado? Como você pode ser padrinho do filho do rei?
- Por que eu sou o Duque, Helena! Agora vamos logo, porque você irá a um baile comigo!
- O QUÊ? NEM MORTA!
- E COMO ASSIM SIRE WILLY É SEU TIO?
- COMO VOCÊ PODE SER O DUQUE? _ ela gritou enquanto descíamos um lance de escadas.
Helena
Eu o segui quando o vi trocar sutis olhares com a rainha. Eu vi algum tipo de sentimento confuso em seus olhos azuis quando o duque sutilmente se desvencilhou e seguiu sozinho.
Eu queria ficar próximo ao meu tio, mas algo em mim estava desinquieto sobre aquele homem. Eu estive o seguindo, e ele a mim por longos momentos durante esta batalha.
Eu tinha que achar algo sobre esse homem que pudesse convencer meu tio Willy a desistir dessa ideia estúpida de me casar! Eu estou muito bem sozinha!
Sem que o Duque pudesse me ver o segui até o calabouço. O lugar estava a meia luz pelas tochas, apesar de ser dia la fora era bem escuro aqui. Apoiei a mão sobre a parede fria o observando atenta. O que ele está aprontando?
O barulho da porta rangendo alto, ecoou por todo calabouço. Olhei ao redor, averiguando se não seria pega o espiando.
Dylan ficou parado por um longo momento, com seus dedos esticados segurando a grossa porta de madeira e ferro. Desci mais um degrau da escadaria para ver melhor e a visão da barra de um vestido e sapatilhas se fez mais visível.
Uma mulher? O que uma mulher faz aqui?
Ele se moveu, parecendo travado, sentando sobre o chão e com as pernas esticadas o vi puxar a garota loira para perto de seu corpo. Os cabelos dela caindo sobre a mão do duque que suspendia sua cabeça. Os olhos dele estavam um mar profundo de tristeza. Seus lábios tremeram com força e ele desvencilhou a cabeça, fechando os olhos com força. Apertei meus dedos a parede, sua dor era tão palpável, tão sofrida que eu a sentia no ar, fazendo meu peito dor e lágrimas vir aos meus olhos. Engoli em seco. Ele tombou a cabeça, colando suas testas e derramando seu pranto sofrido.
Ele soluçou forte afundando o rosto da garota morta a seu peito. Pela semelhança, provavelmente eram irmãos.
Maneio minha cabeça, escondendo meu rosto na parede fria e em meus cabelos desgrenhados que caíram ao redor de meu rosto. Meus olhos estavam cheios de lágrimas. Talvez, eu não devesse ser tão cruel com esse homem. Afinal, ele perdeu alguém que deveras amar muito.
Subi com cuidado de volta aos degraus e ao erguer meus olhos encontrei tio Willy parado, com suas feições céticas. Ele não disse nada para mim, nem ao menos me repreendeu. Abaixei a cabeça e limpei as lágrimas com as costas das mãos de um jeito desleixado, e funguei com força, enquanto o choro sofrido do duque ecoava pelo calabouço um pouco mais alto.
Tio Willy repousou sua mão sobre minha cabeça e ergui meus olhos para ele. Leves batidinhas me fez travar os dentes e meus olhos se encherem mais de lágrimas. Porque eu estava chorando como se fosse eu a perder alguém importante.
- Você é como sua mãe... Toma as dores dos outros para si mesma, compra brigas que não são suas... Bom, deve ser algo de família.
- Certamente... _ bufei, e funguei com força me recompondo.
- Vá para o salão, Helena. Me espere lá, hum?!
- Certo, tio. E só para você saber..._ murmurei chorosa ainda enxugando as lágrimas. _ Você fica muito legal na sua armadura!
- Obrigado! Agora vá e fique junto de Meredith e da rainha.
Balbuciei manhosa inaudível e segui em silêncio para o salão. Mas meu coração ainda estava aflito. Eu queria poder abraçar aquele homem, mas não saberia o que dizer a ele.
O que eu deveria dizer?
" Eu sinto muito pela sua perda! Vai passar... Oh não chore assim por uma traidora ou o rei vai arrancar seus olhos e cortar sua língua!"
Com certeza eu não sou a melhor pessoa com palavras delicadas para conforta-lo.
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É um prazer enorme para mim estar continuando essa obra. Espero que gostem.
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Boa leitura!
❤️
O caminho até Dazzo era bem longo. Me mantinha agarrada a armadura fria do meu tio.
Eu olhava para a paisagem a maioria da viagem, até sentir alguém me olhando, e de soslaio, movia meus olhos na direção.
Torci os lábios em desagrado e maneava a cabeça para longe de seu campo de visão.
O chorinho de um bebê fez o rei olhar por cima do ombro em direção a carruagem que ia ao centro da comitiva. Foi bonito o jeito que ele sorriu escondido e voltou a olhar o horizonte a frente. O rei parece um homem apaixonado e devoto por sua esposa.
E eu ainda não tive chance de falar com a rainha. A pobre mulher estava exausta após o parto, pingando suor com cabelos desgrenhados colados a testa, mas havia algo nela...
Um tipo de força silenciosa que a rondava, assim como uma aura obscura circunda uma bruxa.
Não posso me lembrar de bruxas, porque una vez eu quase fui queimada por acharem que eu era uma. Tive sorte de tio Willy estar lá.
E eu queria queimar todos aqueles ignorantes, pena que tio Willy não deixou e me proibiu de ser vista mexendo com plantas.
Mas ainda assim... Havia algo no olhar da rainha, era como um olhar de uma leoa. Você quer olhar para o belo animal, mas o teme, por não saber quando irá lhe atacar.
Eu sinto o mesmo com o rei. O olhar dele é ainda mais frio e afiado, autodeclarado seu perigo, sua intenções mortais...
Em compensação, príncipe parece um fofo leãozinho. Essas pessoas são criadas para serem assim?
Maneio a sobrancelha e arqueio a sobrancelha, olhando pensativa para o céu azul.
Será que eles são criados para terem esses olhares afiados em seu rosto que dizem :" se vacilar diante de mim, eu verei até o que há em sua alma? "
Estremeço inteiro, balançando a cabeça em negativa. Fecho os olhos por um momento enquanto converso mentalmente sozinha. Com certeza eles devem receber esse tipo de educação!
Concordo e abro os olhos, vagando meus olhar pela redondeza e o encontro novamente me olhando pelo canto dos olhos.
O que tanto esse homem repara em mim. O lanço uma careta afiada, com as sobrancelhas franzidas e lábios esticados.
- Tio Willy, arranca os olhos daquele cara!
- Eu bem que desejo fazer isso ha algum tempo...
- E por que ainda não o fez?_ protesto exaltada e tio Willy me olha por cima do ombro coberto pelas ombreiras douradas de sua armadura. Ele arqueia suas sobrancelhas grossas, como sempre me dizendo com um único olhar : "Fica quieta, Helena!"
Bufo, voltando a olhar Dylan que sorriu escondido abaixando os olhos. Como esse cara consegue sorrir depois de ter chorado horrores?
O olho baixo a cima com desgosto e desdém e escondo meu rosto.
- E o que a senhorita estava fazendo lá?_ simplismente do nada tio Willy questionou movendo seu tronco sobre a sela para me encarar. Rolei meus olhos pela paisagem e engoli em seco pela cara de carrasco em seu rosto. _ Vamos conversar quando chegarmos ao castelo, mocinha!
***
Eu vi ao longe o vislumbre do enorme castelo de Dazzo. Era simplesmente gigantesco, com torres tão altas que fizeram meu queixo cair.
-Deve dar um trabalhão limpar tudo isso! _ balbuciei baixinho e meu tio Willy riu rouco baixo.
- É por isso que há muitos criados.
- Onde você mora, tio Willy? _ estiquei meu pescoço olhando para ao longe uma alteia um tanto grande.
- Eu sou o guarda da rainha, eu moro no castelo.
- E onde eu vou morar?
- Vai morar no castelo até estiver pronta para se casar!
- O quê?_ rosnei o agarrando os ombros por trás e os saculejando em protesto. _ Não pode fazer isso comigo, seu tio desnaturado!
- Eu posso! Sou seu tutor desde a morte do seu pai! Além de ser uma solteirona, eu não tenho tempo para cuidar de você de tão longe! Chega de morar sozinha!
- Mas eu...
- Helena!_ ele me repreendeu e rosnei travando os dentes, com vontade de estrangular esse homem.
Meu tio sempre disse que eu era cabeça quente como minha mãe e por isso meus cabelos saíram da cor do fogo.
Cruzei os braços com brutalidade abaixo dos seios, emburrada com a situação. Eu vou fugir! Sim! Eu vou fugir para bem longe, onde tio Willy nunca me encontraria...
E então ele vai ficar sozinho para aprender a não me arrumar um casamento. Sorri maquiavélica contra suas costas, o rogando pragas.
Mas... Tio Willy ficaria sozinho... E eu sou sua única família. Ele sempre veio me ver, e me salvava de confusões e problemas....
Suspiro pesadamente relaxando os braços. Bom, no final, eu não posso deixar esse pobre homem sozinho. O que seria ele sem mim?
Pobrezinho, com certeza ficaria solitário.... Sim! Não posso abandonar tio Willy.
Dylan
Afinal, acho que Sire Willy me enfiou em grandes problemas. Essa mulher é bem expressiva, fala sozinha mentalmente, faz caretas o tempo todo como se estivesse em uma discussão assídua em sua cabeça consigo mesma.
Além disso, ela tem um temperamento bem forte e explosivo. O vento assopra, lançando seus cachos para trás, limpando a imagem do seu rosto torcido em uma careta pensativa engraçada.
Balanço a cabeça em negativa. Acho que encontrei alguém mais temperamento explosivo mais forte que o minha irmã.
Ela e Catarina se odiariam!
Ao chegar no Castelo, o rei deu suas ordens para com os corpos dos traidores. Ele olhou em minha direção, um olhar difícil de decifrar e apertou sutilmente as sobrancelhas e maneou a cabeça quase imperceptível, mas me dando autorização para levar o corpo de Catarina para enterra-la.
Ao menos, eu poderia enterrar minha irmã sem que ela passasse por uma vergonha publica pós-morte.
Príncipe Nicolas sai da carrugem, pálido de lábios arroxeados, coberto de lama e cambaleia entrando dentro do castelo. A pobre criança parecia uma barata tonta, andando em zig zag tropeçando nas próprias pernas. Risos preencheram o local dos que sabiam o motivo pelos quais o deixou assim.
- Oh! Casamento... Como eu odeio esse dia!
Arqueio minha sobrancelha encarando o mensageiro do rei usando um vestido. E acho que a intriga não foi apenas minha, ja que Sire Willy começou a gargalhar alto, batendo a mão na perna e segurando a barriga.
O rei estava com o mesmo olhar zombeiro no rosto. E o rapaz de vestido cruzou os braços e bufou.
- Eu lido com você mais tarde!_ o rei arqueou a sobrancelha ainda humorado, porém mais severo, fazendo Rupert ficar pálido.
Mas Sire Willy não parou de rir, e Helena havia engatado em uma gargalhada alta junto do tio.
- Rupert, você não estava brincando quando disse que colocaria um vestido para uma missão que pudesse custar sua vida, não é?_ Sire Willy exclamou tentando parar de rir enquanto enxugava as lágrimas.
- Ora seu.... _ Rupert estremeceu de raiva. _ Pois saiba que sou mais homem que você!
- Duvido muito arrumar uma esposa depois disso!
- Pois está bem errado! Me casarei com Fena!
O silêncio caiu, junto com a surpresa.
- EU NUNCA CONCORDEI COM ISSO!_ Fena gritou ao longe erguendo em revolta uma panela e vindo correndo atrás do mensageiro, que inesperadamente e para humor de todos, ergueu as saias do vestido para correr da panelada que seria certeira em sua cabeça.
Mas foi apenas olhar para Helena, e ela o percebeu, e seu sorriso morreu em seu rosto virando uma careta de desgosto.
Essa mulher me daria trabalho...
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Boa sorte ao Dylan! 😂😂😂 E ao Rupert também!
Boa leitura!
❤️
Willy
As preocupações de um pai são validas para um tio. Helena é o que me restou de família. A negligenciei por muito tempo, a mantendo longe de meus olhos.
A menina nem ao menos tem educação, não sabe ler ou escrever, mas é portadora de uma inteligência impressionante para aprender coisas novas.
Eu e minha irmã nos tornamos órfãos muito cedo. Ao mudar a minha vida, me tornando guarda do rei, eu mudei a vida da minha família também. Sempre que podia, com a autorização de Archie, eu ia visitar Helena e seu pai. Mas não faz muito tempo que meu cunhado veio a falecer, deixando minha sobrinha sozinha no mundo...
- Oh!_ exclamou entusiasmada, olhando com espanto e admiração o interior do castelo. _ Tio Willy, esse castelo é muito mais grandioso do que aquela fortaleza velha.
- E você, mocinha, trate de se comportar! _ a repreendi previamente. Ela fez uma careta e revirou os olhos, e a dei um tapa leve atrás da cabeça. _ Tenha mais respeito e modos também!
- UF! _ resmungou com o lábio arqueado em desgosto.
Estiquei os lábios em desaprovação enquanto caminhamos pelos corredores do castelo. As vezes, ao me lembrar de Helena também me lembro de Evelyn quando chegou a Dazzo.
Era uma garota silenciosa, graciosa, de caráter respeitável e coragem. Não posso dizer exatamente as mesmas coisas de minha sobrinha, que um tanto atrapalhada, de temperamento forte, mas também corajosa. O que me trás a lembrança semelhante as duas, é a força distinta que cada uma tem para lutar por si mesma.
Como um tio preocupado, devo garantir que minha sobrinha receba boa educação, e se case bem. Se ela atraiu os olhos de um homem de poder como Dylan Bhontor, isso deve ser bem usufruído. Minha sobrinha terá uma vida boa e diferente das criadas do castelo.
- Tio Willy, é verdade que os homens da guarda real não podem se casar?
- Sim! Juramos lealdade e proteção ao rei. Um casamento é uma distração e tenho pena dos que precisam o fazer.
- Oh! Mas está me condenando a tal ato deplorável para si mesmo! _ Helena apertou os olhos e balançou o indicador em minha direção.
- É diferente para você! Não é da guarda real! É uma mulher! O que espera de seu futuro, Helena?
- Eu não preciso me casar! Estou bem sozinha! _ praguejou cruzando os braços abaixo dos seios.
- Está? Então me diga, quanto tempo durará sem a proteção de um marido? Quanto tempo levará até que as pessoas passem a olhar para tu com maus olhos? Como viverá sem onde cair morta? Não me terá para sempre, minha cara! Por mais que sempre estarei por ti enquanto viver... Mas no que sucederá a ti, no momento em que meu corpo se esfriar na cova?
Ela me encarou, suavizando sua expressão, antes emburrada agora estoica e pensativa.
- Me teve até então para livra-la de problemas. O simples fato de meu nome associado ao seu, mantinha-lhe levemente segura dos perigos da vida de uma mulher. Eu sou o guarda do rei, mas o que será você quando o meu título for enterrado comigo?
- Eu ...
- Esquecemos por hora esse assunto. Ajuda na cozinha até que eu possa falar com a rainha. Ela poderá te dar um trabalho melhor, onde eu possa manter meus olhos perto de você. Enquanto isso, pense em minhas palavras. Tem a chance de ter um título, viver bem, usufruir de luxos que muitas querem... Se dúvidas, pergunte a Fena ou qualquer outra criada, o que elas gostariam: ser para sempre serviçal ou duquesa de Bhontor?
Helena bufou maneando a cabeça para um canto qualquer. Seguimos andando quando abri a porta robusta da cozinha e os criados estavam trabalhando arduamente para servir comida e preparar o banho para a família real. Meredith estava tão contente, que a mulher cantarolava e cozinhava com um sorriso estampando seu rosto também cansado.
- Senhora Meredith. _ Chamei e ela nos olhou por cima do ombro, enquanto enxugava as mãos no avental.
- Sire Willy, no que posso ajudar?
- Trabalho para a menina..._ aponto para Helena que ainda está emburrada com uma careta no rosto.
Meredith se vira completamente em nossa direção, e pega o rosto de Helena, avalia os cabelos e as bochechas.
- Sire Willy, ela não se parece muito com você.
- É mais parecida com minha irmã.
- Sabe cozinhar?
- Mais ou menos..._ Helena resmungou baixinho olhando primeiramente para mim e depois para Meredith.
- Bom! Então me ajude aqui por enquanto. Eu ja até mesmo sei que trabalha Evelyn dará a você!
Helena arregalou os olhos, com certeza pensando em abobrinhas.
- Senhora Meredith, o que acha que a rainha dará a Helena?
- Se conheço minha menina, Sire Willy, ela fará com muito carinho sua preciosa sobrinho como dama de companhia.
Os olhos de Helena se arregalaram, a vi abri a boca para expressar algo, mas conteve para si. Sua face se torceu em uma careta pensativa, enquanto ela fazia um bico e o mexia de um lado a outro pelos cantos da boca.
- Bom, isso não parece tão ruim assim...
Meredith gargalhou folgosa e balançou a cabeça em positiva com um bom sorriso estampado.
- Minha cara jovem, a rainha apesar de ser uma mulher casada, é jovem como você. E mulheres jovens gostam da presença uma das outras.
- Mas, será sensato senhora Meredith?_ questiono preocupado.
A rainha agora tinha dois bebês, dois bebes reais e não há ninguém mais desastrada que Helena. E se ela deixar um dos bebês cair? Oh... O pescoço de minha sobrinha rolaria pela espada impiedosa do rei.
- Eu confio nas escolhas de minha rainha. Agora venha, menina! Me ajude a levar alguns baldes de água quente para o quarto do rei...
- Eu ajudarei também! Deixe conosco, senhora Meredith, vejo que está ocupada com a refeição da rainha. _ tomo dois baldes em mãos e Helena um.
Me viro caminhando levemente apressado quando Meredith volta a me chamar, a olho por cima do ombro, observando sua expressão cetica enquanto apertava o avental branco.
- Sire Willy, obrigada! Graças a sua proteção e agilidade, nossa rainha pôde ter seus bebês em segurança. Você a protegeu em seu momento mais frágil e desprotegido. Não é segredo que olho para Evelyn como se fosse uma filha querida, então como "mãe" eu agradeço por tudo que fez a ela.
Maneio a cabeça em concordância e sigo para fora com Helena.
- Que homem respeitável você é, tio. Não é em vao que todos gostam do senhor!
- Honra e caráter são coisas respeitáveis. Quanto mais você faz jus a eles, mais respeitável você se torna.
- Bom, me lembrarei disso! Mas por agora, me dê esse outro balde!_ ela toma um dos baldes de mim, mesmo os carregando com dificuldade. _ Seu braço ainda está ferido! Não pode fazer muito esforço...
- UF!_ praguejo tomando o balde de volta_ O que pensa que sou, garota? Acha que um arranhão desse vai me fazer parar?
- Sabe, tio Willy, quando você diz que tenho o temperamento da minha mãe, eu tenho minhas dúvidas... _ ela me olha de soslaio com um sorriso perverso surgindo em seus lábios. _ Acho que é algo de família.
- Tonta!
- Brutamontes!- ela pragueja baixinho e um breve silêncio se fez antes de começarmos a rir pelo corredor.
- Bom, essa é minha sobrinha! É inegável que somos da mesma família!
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Boa leitura!
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