Esther Carson
Fui encaminhada por meu sub chefe para um colégio um pouco afastado da cidade, um pouco não, muito afastado da cidade.
Na verdade um lindo colégio fundado por um homem extremamente rico, a onde famílias colocam seus filhos para serem educados corretamente com regras, etiquetas e muita, mais muita disciplina. E eu como uma bela profissional e responsável para o cargo de professora de história, terei que ensinar a esses adolescente a cultura e lendas de muitas histórias antigas e medievais.
Uma das coisas que mais amo!
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Vinte horas de viagem, a escola é um castelo, rodeada de água e uma floresta densa.
Resumindo, este lugar é surreal.
Sub: Incrível!
Também!
Quando olho pra esse lugar lembro - me de várias e várias histórias que já li, sobre príncipes e princesas, sobre guerras entre lobos e vampiros, sobre bruxas e feiticeiras do bem e do mal, reis e rainhas sobrenaturais.
Tudo da mais pura ficção, tudo que possa caber na minha fértil imaginação.
Ainda não acredito que estou aqui. Assim que o barco atravessou todo o rio, peguei minha mala e minha mochila e sai em direção a uma grande estrada de pedras.
Isso é muito incrível!
- Senhorita Carson? - Uma voz feminina me chama e eu olho pra trás.
- Sim?
- Sou Charlotte Ubert sub diretora do colégio. - Ela sorrir e eu retribuo.
- Ah! Claro senhora Ubert. - Sorrio. -Bom dia!
- Bom dia senhori... - A interrompo.
- Me chame apenas de Esther. - Ela sorrir.
- Eu digo o mesmo, me chame somente de Charlotte.
Sorrimos uma para a outra e adentramos o grande portão de prata da escola, já tinha vários alunos no pátio, eles me olhavam com curiosidade.
Seguimos para uma área restrita para alunos, a não ser que sejam encaminhados para cá, paramos em frente a uma sala que tinha escrito com letras grandes "SALA DO DIRETOR".
Entramos!
- Bom dia Jacob, vim lhe apresentar a Esther Carson, nossa nova professora de história. - Ela fala sorrindo.
- Bom dia Charlotte! - Ele sorrir nervoso. - Bom dia senhorita Carson.
- Bom dia! Mas, por favor, me chame somente de Esther. - Ele assente com a cabeça.
Tinha mais alguns homens na sala.
- Esse é Dominic meu marido, Dimitri Notlin professor de artes marciais e este é o Kalil Zack professor de luta com armas. -Charlotte apresenta todos.
- Prazer Esther. - Todos falam em um perfeito coro.
- O prazer é meu. - Dou o meu melhor sorriso e percebo o olhar de Jacob sob mim.
Alguém abre a porta e entra, a ruiva entra soltando fogo pelos buracos da cara.
- Jacob aquelas crianças são umas diabas. - A ruiva oxigenada fala.
- Não fale assim das crianças. - Uma outra mulher fala, cabelos longos pretos, olhos azuis e morena, gostei dessa, da outra não.
- Sarabelly por favor, não fale das crianças desta forma, Brigitte está completamente certa. - E obrigado por agir corretamente senhor Jacob Reynard.
A ruiva bufa e a morena sorrir vitoriosa, não pude conter o riso, coloquei meus dentes pra fora.
- Do que está rindo sua vadia? - Já odeio ela.
- Por favor senhorita, não baixe o nível, seja educada por que eu não te xinguei pra você vir com sete pedras na mão, então ponha - se no seu lugar se não quiser ser processada e ainda posso lhe dar uma surra que você não recebeu quando criança pra ser tão mal educada desse jeito. - Falo e ela me olha incrédula assim como os outros.
- Quem você pensa que é? - Sarabelly me olha furiosa, se ela pudesse matar só com um olhar, já teria feito isso.
- Sou Esther Carson a nova professora de história.
- Argth! Você só pode esta de brincadeira comigo, você sabe quem eu sou?
- Não sei! Mas já posso tirar conclusões, pelo pouco que vi. - Respiro. - Uma mulher que não gosta do que faz, que não sabe o que é ser professora e com certeza os alunos devem te odiar assim como você os odeia, um ser desprezível que quer se achar superior mas que no fundo não é nada, e se quiser algumas aulas de como se tratar alunos e fazê - los gostar de ti, esta convidada a assistir as minhas aulas. - Sorrio e ela pula pra cima de mim, fulminando de raiva.
Me esquivo, ela cai no chão, se levanta e tenta puxar meu cabelo, pego sua mão e coloco para trás e torço um pouco.
- Afinal você é professora de que? - Pergunto desacreditada que essa mulher escrota ainda trabalha aqui com tanta arrogância e imoralidade.
- Etiqueta! - Brigitte me responde.
- Nem parece. - Solto ela que cai no chão. - Não ouse tocar em me novamente se não será pior.
- Acho que vamos nos dar bem. - Brigitte fala e eu lanço um sorriso para ela.
- Você está bem? - Kalil fala ajudando a oxigenada a se levantar.
- Você não vai fazer nada Jacob?
- Você mereceu tudo que aconteceu, irei com Esther e Charlotte apresenta-lá para os alunos, quando voltar não quero te ver em minha sala. - Saímos da sala dele.
- Você é muito perfeita. - Brigitte diz sorridente.
- Obrigada!
{...}
Esther Carson
Seguimos para o grande pátio, pelo o que entendi hoje é o primeiro dia de aula das crianças. Quando chegamos no pátio, as crianças estavam em uma fila indiana perfeita, todos com o uniforme do colégio, as meninas de saia rodada azul escura com detalhes vermelhos, blusa social branca e uma gravata vermelha, algumas com os cabelos solto, outras com os cabelos amarrado em um rabo de cavalo, os meninos estão com uma calça azul escura, cinto vermelho, blusa social branca e uma gravata vermelha.
Sub: Estilo maravilhoso.
Super concordo.
Todos estão calados.
- Bom dia alunos do colégio interno Reynard. - Jacob inicia.
- Bom dia senhor Reynard. - Todos os alunos respondem em uníssono.
- Bom dia meus amores. - Charlotte fala sorridente.
- Bom dia Charlotte. - Mais uma vez os alunos respondem em um coro perfeito.
- Sejam todos muito bem vindos para mais um ano letivo em nosso humilde lar. - Jacob fala e eu dou uma olhada nos arredores, humilde? Aqui esta longe de ser humilde.
- Obrigada senhor Reynard.
Ri internamente com tanta formalidade.
- Quero que dêem as boas vindas para Esther, a nova professora de história de vocês. - Jacob me olha.
Eles se assustaram, na verdade se surpreenderam, e começou o maior buchicho.
"-Não acredito!"
"-A história vai se repetir."
"-Não podemos permitir."
"-Não quero que aconteça o mesmo mais uma vez."
Não entendi nada, mas esta valendo.
- Silêncio! - Todos se calam. - Obrigado.
Esse ar autoritário de Jacob me deixa curiosa. Os alunos imediatamente falaram:
- Seja bem vida senhorita Esther.
- Por favor, só Esther, sem o senhorita. - Ri e eles me acompanharam.
- Está entregue aos seus alunos. - Charlotte fala
- Todos? - Pergunto um pouco assustada, nunca dei aula para duzentos alunos.
- É muito? - Jacob fala arqueando uma sonbrancelha.
- Não. - Sorrir frustrada. - Eu dou conta. - Ele sorrir.
- São seis horários de manhã, seis a tarde e seis a noite, a cada duas horas de aula você muda pra outra sala com mais duzentos alunos, ao todo você terá três aulas durante a manhã, tarde e noite, com intervalos de café da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar, você tem nove salas para dar aula, e dezoito aulas por dia. - O bonitão explica.
- Okay! Obrigada. - Sorri, ele retribui e depois sai. - Pois bem, bom dia meus amores.
- Bom dia Esther.
- Me levem até nossa humilde sala por que eu ainda não conheço nada aqui. - Eles gargalham, acho que é o meu jeito de falar.
Eles me levam até a nossa sala, e lá eu começo a dar aula, na verdade eu começo com um diálogo interessante com eles.
- Bem, não sei se decorarei o nome de todos, até por que são mais de 700 alunos. -Rimos. -Então, o que vocês gostariam nas aulas de história?
- Que nos falasse das coisas sobrenaturais da vida. - Uma moça fala.
- Tudo que envolva história. - Um menino fala.
- Isso! Boa Martin. - Outro rapaz fala.
- Eu sei que sou demais.
- Convencido também, Martin. - Falo e a galera da risada. - Uma ótima resposta devo confessar, então está bem, preparei uma coisa para vocês que eu só irei fazer mais pra frente, mas agora vamos falar sobre Conde Dracúla. - Todos rir do jeito sombrio que falo.
Pelo menos tentei que parecesse sombrio.
- Essa história de sugar o sangue e a vitalidade dos outros é uma lenda velha, que existe desde a Antiguidade. Não dá pra saber se algum dia a prática deixou de ser lenda. Se depender de Vlad III, a mania de chupar sangue alheio continua fazendo parte da ficção. Ele era cruel, é verdade. Mas sua prática favorita era o empalamento. Funciona assim: você pega uma estaca de madeira de mais ou menos uns três metros, introduz em posição vertical no ânus do seu inimigo e o assiste deslizar lentamente estaca abaixo até a morte por horas. Ou dias. Muita gente morreu desse jeito nas mãos de Vlad, inclusive conterrâneos que se viravam contra a corte. A fama era tanta que o conde ganhou um sobrenome-apelido: "Tepes"- literalmente "empalador", em romeno. - Falo.
- Eu conheço muito bem essa história. - Martin se pronuncia.
- Então me de a honra de escuta - lá por você.
- Claro. - Ele sorrir. - Agora meus caros, eu vos pergunto, e a Transilvânia? Onde entra na história? - Ele é bom. -
Foi lá que Vlad III nasceu, em 1431. Mais precisamente na cidade de Sighişoara. Vlad era filho do nobre Vlad II "Dracul", que governou antes dele a Valáquia. Aliás, foi daí que surgiu o apelido "Drácula". Em latim, draco significa dragão – ordem à qual Vlad II pertencia, cuja principal função era defender a Europa cristã do Império Otomano. Drácula significa – adivinhe! – filho do dragão. Mas, dependendo do tradutor que você consulta, também pode significar outra coisa. É que, em romeno atual, dracul significa diabo. Logo, Drácula é também "filho do diabo". Dá pra ver por que Bram Stoker se inspirou nesse personagem.
- Muito bom. - O elogio.
- Posso continuar?
- Sinta - se a vontade.
- Vlad III passou os primeiros anos de sua infância em Sighisoara e, em 1436, se mudou para a Târgoviste, capital do principado da Valáquia, quando seu pai assumiu a liderança da província. Em 1442 sua história mudou. Vlad III, então uma criança de 11 anos, e seu irmão mais novo, Radu, foram entregues ao sultão otomano Murad II, como garantia de que seu pai, Vlad II, iria "se comportar". Ou seja, os reféns garantiriam que Vlad pai jamais bateria de frente com o Império Otomano. Com os turcos em Constantinopla (hoje Istambul), Vlad III aprendeu a língua, costumes e, conforme garantem os romenos, os hábitos cruéis. O acordo acabou em 1448, quando Vlad III foi informado da morte do pai e do irmão mais velho, Mircea. Mas, a essa altura, já fazia um ano que eles tinham sido assassinados pelos nobres da Valáquia, que supostamente deveriam estar do mesmo lado de Vlad pai.
Com 17 anos, Vlad III deu início à série de guerras e lutas que marcariam sua vida. Seu irmão, Radu, todavia, optou por ficar ao lado do sultão, na Turquia. Determinado a recuperar o trono do pai, Vlad III retornou à Romênia e tomou o principado da Valáquia em 1448. Mas demorou um bocado até conseguir. Afastado do poder, ele juntou forças para, em 1456, aos 25 anos, ganhar definitivamente o trono que pertencera ao pai. Desta vez, o sucesso foi pleno (ele matou em batalha o então governante, Vladislav II) e comandou a província por seis anos.
Foi neste período que Vlad III ganhou o apelido de Empalador. O reinado do príncipe marcou um dos mais importantes momentos de resistência contra os ataques do Império Otomano. É por isso que ele virou herói nacional.
- A glória não durou para sempre. Os recursos da Valáquia para a guerra (que vinham do Império Húngaro) começaram a ficar mais escassos. Até que não deu mais para segurar. Um ataque otomano tirou Drácula do poder. Sabe quem estava no comando dessa investida? Radu, que passou a governar a região. #GameOfThronesfeelings. (Sentimentos do jogo dos tronos.) - Continuo.
- Vlad III não teve outra opção e fugiu para o Império Húngaro, onde ficou preso por 12 anos. Mas o regime da detenção não era muito rígido. Tanto que Vlad III se casou, teve filhos e chegou à condição de membro da família real – tudo isso enquanto ainda era prisioneiro. Anos depois, quando a moral do ex-príncipe já estava no alto e ele já não estava mais na lista de "mais procurados" dos turcos, Vlad III decidiu reconquistar a Valáquia pela terceira vez. - Martin prossegue.
- Ele contou com o apoio de forças húngaras e de seu primo, o príncipe da Moldávia, Estevão. Nessa época, Radu já tinha morrido, e quem mandava na Valáquia era Bassarabe, o Velho. Quando Vlad III chegou lá, o governante ficou tão assustado que preferiu fugir a encará-lo de frente. A reconquista, portanto, deu certo. - Falo e paro pra respirar.
- Só que, no mesmo ano, Vlad III morreu misteriosamente. Ele tinha 45 anos. Enquanto parte dos historiadores diz que ele morreu em batalha contra os turcos (que estavam tentando recolocar Bassarabe no poder), outra leva sustenta que ele sucumbiu numa emboscada armada pelos burgueses descontentes de seu próprio reino, assim como tinha acontecido com seu pai. - Martin.
- Os restos mortais do conde também geram discussões. Há quem garanta que eles estejam na ilha de Snagov, a cerca de 30 km da capital Bucareste. Mas já tentaram examinar uma ossada encontrada por lá e, aparentemente, não era a dele. Outros dizem que a cabeça de Vlad III, separada de seu corpo, teria sido levada pelos turcos a Constantinopla, como prova de sua morte. Nessa história, que tem capítulos mais mirabolantes do que qualquer saga de ficção, esse parece ser um final mais plausível. Ou a gente pode simplesmente acreditar que ele se desfez em poeira, como diz a versão de Bram Stoker. - Eu finalizo.
O sinal tocou depois dessa aula totalmente empolgante, pelo menos pra mim.
- Até amanhã meus amores. -Falo saindo da sala indo pra minha próxima aula.
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Esther Carson
Coisa de louco, esse castelo é muito medieval e... um tanto sombrio, tem alguma coisa por trás desses muros.
- Esther? Querida? Junte - se a nós. -Acordo de meus devaneios com Charlotte me chamando.
- Ah! Claro. - Sorri simpática.
- Profeee. - Matin vem até mim, me abraça por trás e deposita um beijo na minha bochecha.
- Diga meu bem. - Sorri, todos estão surpresos, todos os adultos, e a vaca da Sarabelly estava com o queixo no chão.
- Que tal se juntar a nos? - Ele apontou pra mesa mais grande do refeitório, lá tinha na base de uns 300 à 400 alunos. Meu Deus!
- Claro meu bem, por que não? - Sorri, olhei para Charlotte. - Tudo bem?
- Claro meu bem, vá lá se divertir com seus alunos. - Ela sorrir e eu saio com Martin.
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Jacob Reynard
Eu tenho medo, muito medo que aconteça tudo de novo. A cada mil anos aparecerá uma mulher na minha vida, a mesma mulher reencarnada.
Ela foi a escolhida para mim, á séculos, mas os inimigos sempre conseguiram destruir nosso amor, de acordo com o feitiço jogado por uma bruxa eu teria que ser sábio o suficiente pra não deixar minha futura rainha morrer, eu quero que seja diferente com Esther, ela é forte, ela tem muita dor em seu coração e isso é o que a faz forte.
Eu sou apaixonado pela mesma mulher a séculos, e eu sofro por mil anos até que a mesma mulher reencarne.
- Esther é incrível, diferente das outras. - Charlotte fala.
- Tenho que concordar. - Falo e Sarabelly bufa.
- Realmente ela é uma mulher incrível, pena que terá que passar por uma morte cruel. - Kalil provoca.
Me irrito, levanto - me bruscamente e bato a mão na mesa.
- Acho melhor você calar essa sua boca imunda se não quiser que eu jogue sua língua fora. - Falo com minha voz de líder temido, Kalil estremece e eu me retiro.
Passo pela mesa a onde Esther está e ela me olha com curiosidade, mas não ligo, preciso extravasar minha raiva.
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Esther Carson
O que será que houve com ele?
Pra mim, possa até ser loucura, mas acho que Jacob é um vampiro medieval, e que todos aqui são, eles agem diferente, muito esquisitos, e Kalil com certeza o irritou.
- Tudo bem profe? - Martin pergunta.
- Tudo ótimo! - Lanço um sorriso sem mostrar os dentres pra ele.
Consegui decorar o nome de alguns alunos, Katily namorada de Martin, Laion é o irmão de Katily, Luana namorada de Laion, Luan, Yasmin, Loara e Victor.
- Profe, você tem namorado? Família? Alguma coisa para nos contar? - Katily pergunta.
Tento não demonstrar minha tristeza com a pergunta dela.
- Sou órfã, perdi meu marido e minha filha. - Suspiro.
- Me desculpe. - Ela me abraça. - Meus pêsames.
- Não! - Falo e dou um sorriso fraco. - Tudo bem.
O sinal tocou, me levantei da cadeira e falei:
- Vamos meus amores, vão para suas salas, agilizem o processo. - Eles dão risada e vão para as salas e eu vou pra minha.
Depois de todas as aulas, me encontro em meu quarto me arrumando para o jantar, estou morta de cansada, são muitos alunos, meu Deus!
Vesti um vestido longo azul escuro, ele é no estilo medieval, sempre gostei de roupas assim, ele é um vestido simples, sai do meu quarto, desci as escadas e segui pelos corredores até o refeitório.
Quando entrei, os olhares se direcionaram para mim, Jacob me olhou diferente, sei lá, senti um arrepio percorrer minhas costas, e um flash veio a minha mente.
"Eu estava em um grande salão medieval, iluminado por velas, Jacob me esperava mais a frente, ele sorria, eu sorri e começamos dançar."
O que foi isso?
Balanço minha cabeça negativamente e sigo até a mesa de meus queridos alunos, Martin acenou para me ir ao seu encontro, assim fiz.
- Boa noite profe. - Yasmin fala.
-Boa boite baby. - Sorri. - Boa noite amores. - Cumprimento os outros.
- Bom dia professora Esther. - Todos falam em uníssono.
Olhei em direção a mesa dos meus queridos colegas de trabalho e resolvi que iria lá lhes desejas "boa noite".
- Como licença amores. - Falo, me levanto e sigo até a mesa deles.
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- Boa noite amores. - Falo sorrindo.
- Tava uma ótima noite até você chegar. - Sarabelly fala antipática como sempre.
- Os incomodados que se mude minha querida. - Respondo a altura e Jacob segura o riso.
- Vejo que está se dando bem com as crianças. - Charlotte fala para quebrar o clima de discussões.
- Eles são uns amores e eu amo o que faço. - Sorri e ela retribui.
"-Acho que você deveria saber que será rainha, eu também seria, mas os inimigos me impediram."-Ouço uma voz feminina na minha cabeça, olho ao redor e não encontro ninguém. "
Estou ficando louca?
"-Não! Não está, só precisas saber que tudo que você acha realmente é real."-Oxe!
"-Quem é você?"-Pergunto em minha mente a fim de receber uma resposta.
"-Sou Andressa, a primeira de você."-Que?
"-Como assim?"
"-Você é reencarnação de várias garotas como eu, somos em muitas, e você terá que ser a última, você tem que conseguir sobreviver, se casar com Jacob, se tornar rainha e cumprir a profecia, dando um herdeiro pro líder dos vampiros e logo após se transformar em vampira também. Você é nossa libertação."-Ela fala e sinto tudo escurecer.
Acordei em meu quarto, achei muito estranho, eu desmanhei? Ou foi um sonho? Ah! Nem sei.
Peguei meu celular, olhei a hora, 06:09, me levantei da cama, fiz minha higienes matinais, vesti um vestido longo até as canelas, soltei meus cabelos, fiz uma make nude e sai do quarto descendo a grande escadaria.
Meu look:👇

- Bom dia profe.- Martin beija minha testa, isso é o que dá ser baixinha.
- Tá linda.-Katily me abraça.
- Obrigada. - Digo. Sorrimos e sigo para a sala com eles.
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- Vejo que se deu muito bem com os alunos. -Charlotte se aproxima da mesa na qual estou, com seu marido, Kalil e Sarabelly logo atrás.
-As crianças são uns amores. - Digo sorrindó. -E eu sei o que faço. -Sarabelly revira os olhos. -Tá com problema nos olhos Sarabelly? Acho que deveria ver se precisas usar óculos. -Sorrio e meus alunos riem.
Ela sai batendo o pé, Kalil me olha divertido, pera...Kalil?
"-Não se aproxime dele, ele é perigoso."-A voz do além fala novamente.
Meu Deus! Eu só posso está ficando maluca.
-Esther? Me ouviu? - Charlotte pergunta me tirando de meus devaneios.
- Hã? Que? Desculpe Charlotte, pode repetir?
- Essa noite terá uma festa, aniversário do colégio. - Charlotte diz.
-Ah! Claro! Devo comparecer?
- Mais é óbvio. -Martin diz.
-E aí de você se não aparecer.- Katily diz. Dou risada.
- Okay! Okay! Eu venho.-Rimos mais uma vez.
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Jacob Reynard
Estava no refeitório quando vi Esther adentrar com Martin e Katily ao seu lado. Ela está linda, muito linda mesmo. Charlotte, Dominic, Sarabelly e Kalil foram até ela.
- Vai da problema. - Brigitte diz mais para ela do que para mim. E quando vi Sarabelly saindo de perto deles enfurecida entendi o por que dela ter falando isso.
- Já deu.- Dimitri diz e eu rio de nervoso.
"-Não irei deixa - lo ficar com Esther, ela será minha, ela foi minha escolhida."-Kalil fala em minha mente.
Sub: Mas repara quem quer morrer.
"-Esther é minha escolhida à séculos, precisamos cumprir a profecia, ou você quer morrer?"-Falo calmo.
"-Prefiro morrer ao deixar ela morrer."
"-Ela não vai morrer, dessa vez eu não deixarei, e Esther é forte o suficiente para não deixar isso acontecer também, e você está cego, mal percebe que está sendo manipulado pelas sombras."-Falo irritado e não consigo contato com Kalil mais.
Sub: Tome cuidado.
Pelo menos agora eu sei quem é meu inimigo.
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Esther Carson
Já havia se passado algumas horas e nesse exato momento estou me arrumando, bem, já estou pronta na verdade. Optei por um vestido longo preto com uma abertura na perna esquerda, soltei os meus cabelos loiros natural e fiz uma make que deixou meus olhos azuis bem marcados.
Meu look:👇

Sai do meu quarto e segui pro 14° andar, pro salão de festas. Estou atrasada, mas valerá a pena. Quando entrei no grande salão todos me olharam boquiabertos, Jacob e Kalil me comiam com os olhos discretamente. Os dois caminharam até mim. Aí meu Deus! Alguém me salve.
- Profeee, tá linda. -Martin meu salvador. Ele sorrir e nos abraçamos. -Gostaria de dançar comigo?
-Claro. -Respiro aliviada.
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-Posso roubar meu namorado um pouquinho? -Katily pergunta.
-Claro meu bem.-Abraço os dois e saio de perto dos mesmo.
-Aceita dançar comigo Esther? - Jacob e Kalil perguntam na mesma hora em um perfeito coro.
Meu Deus! Que enrascada.
- Bem... é... nossa...
- Dança comigo Esther? -Dominic me chama.
-Claro!- Não penso duas vezes antes de aceitar. Sorrio e vou dançar com ele. - Obrigadaa. -Ele sorrir.
-Não a de que. - Ele diz.
- Kalil e Jacob podem ser irritantes. - Charlotte diz se aproximando de nós.
- Não é irritante e sim...hum, competitivos? - Digo.
- Sim! Mas...Kalil está errado. -Foi a vez de Brigitte se pronunciar.
-Bem...Quem está ou deixa de está eu não sei. - Suspiro. -Só quero paz.
- Lhe entendo minha jovem. - Charlotte diz com ternura.
-Esther...aceita dançar? - Kalil. Cara insistente.
-Bem, já dancei demais por hoje. -Olho para trás e vejo Jacob de longe. -Com licença. -Saio de perto deles e sigo para o meu quarto.
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Jacob Reynard
Consegui me afastar de Esther para não assusta - lá, fiquei de longe à observando, escutei com minha audição de vampiro, o que ela falou com Kalil me deixou muito feliz.
Eu sabia que de início tinha sido um perfeito idiota, não deveria ter tratado-a como um pedaço de carne me rebaixando ao nível do infeliz do Kalil. Eu preciso agir com cautela para não assusta-la quando dizer o que somos.
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Esther Carson
Que saco!
O que esse Kalil quer comigo?
Aí que saco!
Olhei ao redor de meu enorme quarto e vi em minha escrivaninha um porta retrato com uma foto minha grávida e meu falecido marido. Os verdadeiros amores da minha vida, aquela noite foi terrível, no caso aquelas noites.
A dor de ter perdido os dois ainda é muito clara, e isso me machuca demais. Eu gostaria de todo o fundo do meu coração que eles ainda estivesse aqui, queria conseguir pegar minha filha no colo, sentir seu cheiro, trocar sua roupa. Gostaria de sentir o cheiro do meu amor, seus beijos, seus toques, como eu gostaria dos dois aqui do meu lado.
{...}