Benedict olhou para o corpo nu de Danúbia, como se fosse a primeira vez que a tivesse vendo. Por vezes, acabava se apaixonando pelas garotas novas que chegavam na casa.
Gostava muito daquele lugar, tinha tudo que ele precisava. Era frequentador desde que perdeu o interesse em sua esposa, Helena, isso já deveria fazer seis ou sete anos. Foi logo que descobriram que ela não podia ter filhos.
O álibi era perfeito. A fachada do lugar simulava uma empresa de investimentos. Não deixava de ser, até porque, em determinado momento, Benedict decidiu se tonar um sócio, investindo dinheiro no negócio.
O sigilo era garantido e a qualidade das modelos que eram levadas para o lugar era irretocável. Não eram apenas lindíssimas e gostosas, eram verdadeiras especialistas no prazer. Elas moravam no local, na verdade numa casa que tinha entrada na rua de trás e passagem direta por dentro para a empresa. Os quartos ficavam entre a fachada dos negócios de investimento, que até funcionavam mesmo e o quintal com piscina.
- Você quer ser chupado hoje? Da última vez você não quis... Preferiu me comer por mais tempo... Eu não me importo, tá? Pode gozar na minha boca, se quiser eu chupo mole e melado de novo até ficar duro de novo, não importa quanto tempo leve. Estou aqui pra tudo, sua absolutamente sua. Só não posso ficar marcada... Pelo menos não muito. Sabe que está nas minhas regras violência, né? - Danúbia explicava e Benedict só olhava para seus pelos pubianos. Que coisa maravilhosa, todos ruivos, da cor de seu cabelo. Sua pele muito clara, seus olhos azuis, quase cinzas, era maravilhosa. A vontade que ele tinha de sentir-se dentro dela era maior até do que o desejo de ver ela o chupando, enquanto olhava em seus olhos, fazendo cara que estava se deliciando com aquilo. Realmente não era uma mulher que permitia ser muito duradouro. Apesar dele normalmente seguir uma segunda vez, um novo orgasmo acabava o derrubando. Afinal de contas, apesar de poder passar uma boa parte do dia fora, voltar cansado, não era uma boa pedida.
Ele ainda passava um tempo conversando com a garota da vez.
Algumas não gostavam e por elas ele logo deixava de sentir qualquer coisa que o motivasse a continuar repetindo o encontro, mesmo as mais bonitas. Mas as que se interessavam, essas ele sentia ainda mais vontade de voltar. Talvez aquele já fosse o nono encontro com Danúbia. Estava longe ainda de ser a recordista, mas estava bem no Ranking e era a atual.
- Você hoje deve estar com a cabeça nas nuvens vou massagear suas coxas, te masturbar bem gostoso e te chupar em seguida!
Foi exatamente o que ela fez. As mãos dela eram de suaves e delicadas, mas ainda assim, apertavam de tal forma que parecia que ela tinha nascido para isso. Não, se ela tinha nascido para alguma coisa, com certeza era para chupar. A boca era quente, macia, os lábios grossos, mas sem exagero, totalmente condizentes com seu lindo rosto de uma princesa.
Ela era alta, magra, abdômen super definido seios fatos, mamilos claros, grandes e inchados cabelos compridos e muito bem cuidados. Talvez estivesse entre uma das mulheres mais lindas que já tinha visto.
- Eu vou gozar! Para! - Ele disse.
- Pode gozar tudo na minha boca. Eu já te deixo no ponto de novo! Só aproveite!
Ele decidiu não pensar em mais nada, apenas deixou a ejaculação acontecer, deixou-se sentir aquele prazer enorme, incomparável.
Mas Danúbia sabia agir naqueles momentos. Primeiro ela engoliu e colocou a língua pra fora pra mostrar, o que já o deixou levemente excitado de novo. Ela sabia que todos os clientes faziam exames mensais para doenças infecciosas, mas ela, particularmente só fazia isso com clientes que se tornavam fixos. Esses pelo tempo que voltavam e pela frequência, indicavam que não estavam se relacionando com outras pessoas ao mesmo tempo. Ainda assim era perigoso, mas para ela, um risco calculado e necessário. Em seguida, ela ao acelerou. Sua experiência lhe permitia saber que assim que um homem gozava, o estímulo tinha que ser lento. Suavidade, firmeza e os toques nos lugares certos. Sem pressa. Qualquer demonstração de que queria a coisa rapidamente, poderia por tudo a perder. Às vezes até brincava com o movimento, acariciava o saco, a bunda, se sentisse liberdade, até o ânus. Não era o caso com Benedict, mas os outros estímulos funcionavam. Novas lambidas na glande, como se fosse um sorvete e pronto, ele já estava bem duro de novo.
Ela ia subir em cima dele, mas quase todas as vezes, já tinham sido assim. Os seios dela saltando eram muito excitantes, resolveu mudar e pegá-la de quatro.
- Um, vai comer minha bunda... Que delicia.
Ele não era muito fã de anal, algo incomum para os clientes dela, o convite até pareceu tentador, mas a supreendeu penetrando no vaginal.
- Aí que delicia! Uau! - Ela tinha uma bunda grande, perfeita. Se Deus tivesse pensado numa mulher para ser criada sem defeitos, provavelmente era Danúbia.
De repente, eles escutaram um barulho estranho, uma bagunça do lado de fora.
Benedict pensou em parar mas já estava quase gozando, até que a porta foi arrombada e entrou por ela o segurança de sua esposa e ela própria.
- Eu sabia que ele estava aqui.
Ela pegou não apenas o flagrante da posição, mas assim que ele, no susto, saiu de dentro da garota, gozou para todo lado, naquele exato momento, na frente de Helena.
- Pelo amor de Deus, Benedict. Olha o papel que você se presta. - Ela simplesmente saiu correndo.
Todos seus sonhos tinham acabado de morrer ali.
Benedict, num salto, enfiou a calça que estava no chão e saiu correndo atrás dela.
Já estavam no estacionamento quando ele conseguiu alcançá-la.
- Helena, eu te amo. Isso não significa nada!
- Amor? Você chama isso de amor? Quanto tempo você sequer me toca? E há quanto tempo você está fazendo isso?
Bene, isso é uma completo absurdo. Você não tem vergonha na cara, nessa cara que eu não quero nunca mais ter que olhar!
Os seguranças se aproximavam, e já se preparavam para intervir, quando Benedict botou a mão no peito. A dor era muito forte e o consumiu.
- Não venha fingir agora para eu ficar com dó de você! - Helena ainda falou, antes dele cair de joelhos e em seguida se debruçar no chão, com o rosto batendo nos pés dela. Ela se agachou e o virou. Ele não respirava. Subiu em cima dele para fazer massagem cardíaca e tentar os primeiro socorros e gritou por um médico. O local tinha um médico de plantão mas ele demorou um pouco para vir. Os seguranças também chamaram a ambulância. Quando o socorro chegou, Helena ainda estava lá, mantendo a RCP, os paramédicos tentaram o choque, mas já era tarde. Ele morreu ali mesmo.
Com a notícia, Helena ficou desolada e furiosa.
Além de tudo teria que carregar aquilo ainda consigo. Era muito cruel.
A vida toda foi uma mulher, uma esposa exemplar. Não merecia aquilo.
Deu um enorme grito e caiu de joelhos sem conseguir sequer derramar uma lágrima.
Helena, assim como Benedict, não tinha se mantido próxima de seus parentes, mas por motivos diferentes. Ela era órfã de pai, desde cedo e sua mãe morreu, quando ela ainda era adolescente. Passou um ano fingindo morar na casa de uma prima de sua mãe, que só queria saber de dinheiro. Conheceu Benedict, quando ela ainda estava na faculdade e ele já era um empresário consolidado, amigo de seu chefe no estágio de administração, que fazia. Não chegou nem a se formar, ele a levou para sua cidade e se casou com ela lá. Não podia dizer que não foi feliz ao seu lado.
Viveu por algum tempo um conta de fadas, uma história de princesa, com direito literalmente a cavalos brancos no quintal.
Moravam numa bonita fazenda, que ficava a cerca de 5 quilômetros da cidade, que era uma mistura de interior com capital.
Mas com o passar do tempo, não apenas pelas tentativas frustradas de engravidar, mas por uma série de pequenas mudanças de comportamento, foram gradativamente se afastando. As reações dele, frustrações no trabalho, bebida que de moderada começou a se tornar mais excessiva, acabaram causando também nela esse distanciamento.
Benedict começou a passar noites em reuniões, viajar a negócios sem levá-la, como no começo e algo que não a deixava em paz eram as visitas semanais, às vezes até por mais de uma vez na semana, naquela tal de empresa de investimentos.
Seu sensor de aviso de que algo estava errado ali, piscava mais do que em qualquer outro lugar ou situação.
Começou a pesquisar na Internet e ouviu relatos da possibilidade da existência de uma casa de mulheres ser parte do negócio. Algumas outras esposas tinham criado um grupo dizendo que sabiam da existência de algo assim, na rua de trás, parede com parede com a tal empresa. Não dava pra dizer que era mesmo uma espécie de prostíbulo pois, apesar de manter muitas mulheres tecnicamente morando lá, tinha uma fachada de agência de modelos de alta classe. Nenhuma delas havia conseguido flagrar nada, descobrir nada contundente, apenas evidências.
Foi naquele dia que ela se cansou e decidiu que iria com tudo.
- Sra. Helena, se isso que a senhora está pensando for só coisa da sua cabeça o patrão me manda embora! - Vicente, o motorista e segurança dela, estava muito contrariado com a decisão dela.
- Vicente, toma aqui esse cartão. É um cartão pré-pago, com cinquenta mil de crédito. Ele não pode ser cancelado, eu inseri o valor e desinstalei o aplicativo. Se der errado, qualquer coisa, a primeira coisa que vou fazer é te passar a senha, ok? Mas você vai entrar naquele lugar a força, contra quem estiver no seu caminho e a gente vai pegar ele em flagrante, tenho certeza!
- Sra. Helena, todas as certezas que já vi na vida nunca deram muito certo, ou estraga a vida porque tava realmente certo, ou estraga a vida porque não conseguiu provar nada. Não vai sair nada de bom daí, ouça o que estou te falando!
- Por favor, Vicente! Não posso mais viver desse jeito!
Apesar de não concordar, ele entendia e respeitava tal sentimento. Benedict, de todo modo, apesar de ser um homem que nunca lhe faltou com a palavra, de cumprir o que dizia, era bastante sisudo e duro. Ele próprio não sabia muito bem o que pensar, pois havia uma dualidade muito grande em seus comportamentos.
Mesmo assim, estava ali, convencido a ajudar a esposa dele a provar a traição que ela acreditava acontecer.
E depois de se passar por um cliente, praticamente invadir o corredor que Helena apontou como que seu sexto sentido dissesse, no caminho oposto ao das salas de reuniões, sair praticamente arrastando seguranças, derrubando-os pelo caminho e arrombar a porta exatamente do quarto de onde ela disse que ouviu o marido, estava agora ao lado dela no enterro dele.
Do outro lado do caixão, estava o irmão de Bene. Esse, ele fez questão de tirar do testamento antes de sequer pensar em casar com Helena. Haviam sobrinhos, primos, de vários graus. Além de funcionários e pseudo-amigos. De uma coisa ela sabia, por mais que escondesse segredos, ele era um homem solitário e não faria questão de nenhum daqueles interesseiros.
Um padre fez um bonito discurso de despedida, bem genérico, sem sequer buscar alguma relação fosse com a vida dele, fosse com o momento de sua morte. Foi um pedido de Helena e só por isso a oratória foi louvável. Quase até se podia esquecer do que havia acontecido, claro que não para ela.
- Sra. Helena, meus pêsames... - Um senhor de idade, que Helena conhecia de algum lugar, vestido com um caro terno italiano, foi o primeiro a se antecipar. - Antes que esses urubus venham em cima de você... - Ele se aproximou do ouvido dela para falar mais baixo. - Eu era advogado de Benedict e vou te levar pelo braço para te celebrar logo o testamento dele, te poupando dessas falsidades. Qualquer coisa você fala depois que um velho louco te levou... Ou não fale nada, nem deve nada a eles. - Ele ia bradando, num tom de voz baixo, praticamente carregando-a. - Nem olhe pro lado, nem pra ninguém. Vamos sair daqui logo, tem uma sala ali em cima.
Entraram pelo prédio principal da administração do Cemitério e subiram.
- Aqui já estamos a salvo. Bando de zumbis. Benedict detestava toda essa gente! Bom, o que tenho que lhe dizer é simples e direto. Nesse envelope tem todos os detalhes sobre tudo que ele tinha e que agora será seu. Ele deixou toda a herança apenas para você. Ele fez essa escritura logo que casou e eu renovei não tem três meses, incluindo novos bens de maior valor. Tem informações suficientes sobre o que fazer com cada coisa. Ofereceria meus serviços, mas acho que minha idade não me garante mais equilíbrio psicológico para lidar com tais questões. Fique com meus sentimentos! - Ele terminou de falar e apenas saiu.
Aquilo não parecia com uma abertura de testamento que ela já tinha visto em qualquer filme. De toda forma, abriu o envelope e começou a se deparar com uma série de informações que ela não fazia ideia.
- Eu sabia que ele tinha dinheiro escondido, mas tantas propriedades? Isso só pode ser brincadeira.
Ela começou a se deparar com a série de negócios dos quais ele era dono. Haviam hotéis, motéis, boates e outros centros de "investimento" com indicação clara na frente que se tratava de instituições com aquela onde ele morreu.
- Então, ele gostava de haréns? Pois se você estiver em algum lugar e conseguir ver o que teve coragem de me deixar aqui na Terra, você vai ver o que eu vou fazer em sua homenagem! - Ela esbravejou, continuando a ler as posses e perceber que mesmo daquele cemitério ele era dono.
Danúbia ainda não estava certa de que estava tomando a decisão mais correta. Pensou muito depois de receber aquela ligação.
- Alô!
- Alô, Danúbia, aqui é Helena, viúva de Benedict. - Quando ouviu o som de que a garota ia desligar, ela se antecipou. - Não desligue, por favor! Eu tenho uma proposta! - De volta com o telefone ao ouvido, arriscou descobrir o que poderia ser.
- Não consigo imaginar o que te faria querer me propor alguma coisa que possa ser interessante para mim - ela foi bastante direta.
- Venha até o endereço que vou te enviar por mensagem e você não irá se arrepender. Bons negócios precisam de pessoas competentes e tenho certeza que você vai conseguir me ajudar e eu espero retribuir, sem nenhum ressentimento. O errado era meu marido, não você!
- Ok, vou dar uma chance... - Ela respondeu receosa.
- Te vejo amanhã, então!
Agora estava ela assustada na portaria daquele prédio monstruoso. Não fazia sequer ideia do que seria aquele lugar.
- O que é essa empresa mesmo? - Ela perguntou para o funcionário da recepção que tentava cadastrar os dados dela e tirar uma foto, mas Danúbia estava a própria ansiedade em pessoa e virava para todos os lados, tensa.
- Aqui é uma corretora de ações e investimentos, senhorita Nantes. Agora, se me permite, preciso finalizar o procedimento. - O pobre recepcionista fazia malabarismo segurando a câmera.
- Ah, me desculpe, nem percebi! - Finalmente sossegou e foi liberada com um crachá para subir.
Ela observou um outro rapaz que tinha pouco antes terminado o cadastro e fez igual a ele. Passou a parte frontal do identificador na luz verde e a entrada foi liberada. Haviam 8 elevadores e ela ficou confusa, pois haviam letras ao invés de números. Sem graça, ela não perguntou, ficou mais um pouco atenta, esperando próximo do mesmo rapaz, apesar das pessoas irem cada uma para um elevador diferente. Quando o elevador G chegou, o rapaz foi o único que se dirigiu para ele e Danúbia o seguiu.
Ele pressionou a digital e a porta se fechou pouco depois que ela conseguiu entrar junto dele.
- Desculpe, mas você tem que passar seu crachá ou colocar sua digital. - O elevador estava fechado, mas não saiu do lugar.
- Ah, já estava esquecendo. - Ela tentou o crachá e deu uma luz vermelha e um som de alerta. Em seguida, ao passar o crachá, a advertência se repetiu e a porta se abriu.
- Você nunca veio aqui, não é mesmo? - O rapaz, que estava todo engravatado, perguntou, rindo mas de forma bastante cordial.
- Deu pra perceber, né? - Danúbia sorriu de forma bastante sedutora, mas natural, transparecendo timidez.
- Não tem problema, a recepção teve muitos funcionários recém-contratados e eles acabam esquecendo de indicar o funcionamento dos elevadores. Cada um deles vai para uma sequência de andares diferente, eu achei estranho mesmo pois no que eu pego, existem apenas dois pisos para os quais ele libera acesso e eu conheço praticamente todos lá. Deixe me ver, qual a letra do seu crachá... - Ele parou espantado ao ler a informação, olhou para cara dela, olhou para o crachá de novo.
- Tem alguma coisa errada? - Danúbia estranhou a reação dele.
- É que aqui diz que você vai no H.
- E o que tem isso? - Ela perguntou inocentemente.
- O elevador G da acesso à sala da Presidência. - Ele explicou ainda espantado.
- O que você quer dizer com isso, que eu não pareço ter desenvoltura para ser recebida pela Presidente da empresa? - Nitidamente, Danúbia aproveitou para ostentar a informação que ela, até então, não fazia a mínima ideia.
- Não, não, me perdoe, não foi minha intenção. É que desde que a nova diretoria assumiu, não é nada comum ver alguém entrando neste elevador. - Ele apertou o botão e prontamente a porta de abriu. - A propósito, eu me chamo Herbert, ao seu dispor. Não poderei subir com você, mas espero ter plantado a semente da curiosidade para que você queira conhecer o penúltimo andar, para onde vou todo dia no horário comercial. Boa sorte no seu compromisso.
Ele saiu da frente da porta, deixando apenas um olhar 43 e a mesma se fechou, permitindo o movimento daquela estrutura tão incrível que nem parecia um elevador, em alta velocidade, a qual Danúbia nunca tinha visto. Em poucos segundos ele já se abriu e ela ainda estava se recuperando de tanta informação que ela absorveu ao mesmo tempo. Não foi rápida o suficiente pois já teve que lidar com mais uma bateria de percepções ativadas com a grandiosidade daquela sala.
- Incrível, não é mesmo? Aparentemente meu falecido marido tinha algum complexo de grandeza, pois tudo que eu encontro pela frente é imponente desse jeito. Bom, você como eu deve saber o possível motivo desse complexo, não é mesmo? - Helena surgiu por trás de Danúbia, assustando-a, enquanto adentrava pelo recinto, que reluzia repleto de detalhes em ouro pela decoração, com uma iluminação mais quente, que ia na contramão de todo local até ali.
- Você quase me matou do coração. - Danúbia reagiu, enquanto Helena dava a volta na mesa olhando para a janela que era na verdade uma parede de vidro, permitindo total vista externa.
- Não te matei nem no ímpeto de quando te vi transando com meu marido, não seria agora. - Helena respondeu, num tom irônico.
- Sra. Helena, se me chamou aqui para tratar sobre esse assunto...
- Fique tranquila, que não foi esse o assunto pelo qual eu te convidei. Minha intenção é nem lembrar daquele traste. Meu objetivo, já que você está sendo direta, é montar um negócio usando sua experiência. Achei que vice seria a pessoa certa, pela possibilidade de transformar o vínculo traumático, que acabamos criando, em uma relação de sociedade. Eu quero montar o mesmo negócio do qual você fazia parte, só que ao contrário. - Helena explicou, após interromper Danúbia de sua ideia de sair dali correndo.
- Como assim, ao contrário? - A moça ficou confusa.
- Não quero um harém de modelos femininas. Quero com homens!
Danúbia riu, mordeu os lábios e engoliu seco.
- Você quer a minha ajuda para montar uma casa de modelos masculinos para o uso de mulheres?
- Exatamente, eu quero ter os meus próprios Escravos do Harém. Você aceita?
- Mas é claro, se tivesse me dito isso antes eu teria já vindo despreocupada.
- Ah, mas eu precisava saber até que ponto você teria coragem para vir aqui na minha frente me ouvir, sem nenhuma garantia de nada.
- Passei no teste, então?
- Eu não tive muitas dúvidas, quando te vi pela primeira vez. Não costumo me enganar com as pessoas.
- E como vai funcionar? - Danúbia permaneceu curiosa.
- Bom, nós vamos achar o lugar para nossa sede principal e depois vai ser você que vai me contar os pormenores de como funciona para adaptarmos no nosso caso. A partir daí, vamos encontrar nossos garotos.