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Esmeraldas Quebradas, Alma Reconstruída

Esmeraldas Quebradas, Alma Reconstruída

Autor:: Dorothy
Gênero: Romance
A música alta da festa da empresa zumbia em meus ouvidos, enquanto eu observava meu marido, Lucas, o CEO carismático que todos admiravam. Naquela noite, eu usava o colar de esmeraldas que meu pai, o joalheiro mais renomado do país, havia criado antes de falecer, um tesouro que guardava sua alma. Então, Lucas anunciou um prêmio especial para uma estagiária, Camila, a mesma que o seguia como uma sombra e cujos olhos brilhavam de forma não profissional perto dele. Meu estômago gelou quando ele tirou uma caixa de veludo, e de dentro dela, meu colar; o colar do meu pai, que estava no meu cofre. Com uma naturalidade assustadora, Lucas colocou meu colar no pescoço de Camila, ali, na frente de todos, na minha frente. Minha voz saiu num sussurro rouco: "Lucas, o que você fez? Esse é o colar do meu pai." Ele me olhou com uma indiferença que doeu mais que um tapa: "É só um colar velho, Sofia, quanto pode valer?" A humilhação me atingiu como uma onda quando Camila, com um sorriso triunfante, arrancou o colar e o jogou no chão de mármore. O som das esmeraldas se estilhaçando ecoou no silêncio, e pequenos fragmentos verdes se espalharam, brilhando tragicamente sob as luzes. Eu caí de joelhos, tentando juntar os cacos, sentindo meu pai ali, sua memória sendo profanada. Lucas passou o braço pelos ombros de Camila, dizendo: "Coisas de gente morta dão azar." Naquela noite, Lucas não voltou para casa, nem atendeu minhas ligações, seu silêncio uma confissão de que ele me havia descartado. Meu corpo todo enrijeceu quando a melosa voz de Camila atendeu o telefone dele: "O Lucas está ocupado agora. Ele está no banho. Quer deixar recado?" Eu queria que ela pagasse pelo colar que destruiu, mas Lucas virou a culpa para mim, dizendo que ela ficou nervosa porque eu a humilhei. Ele me acusou de ser dramática e fria, disse que "superou" a morte do pai dele, e me chamou de louca quando a farsa de choro de Camila começou. Eu sentia uma raiva fria e cortante, uma força que eu não sabia que tinha, enquanto ele prometia um anel de safira mais caro à Camila. Mas Lucas não parou por aí: ele me sequestrou, me drogou e me forçou a doar sangue para Camila, que ele falsamente alegava ter uma condição rara. Minha dor e humilhação se transformaram em uma determinação fria. A pior traição não era apenas o caso, ou a violência, mas ele ter roubado meu projeto mais pessoal para dar a ela. Naquele momento, algo terrivelmente calmo se instalou, a calma antes da tempestade. Eu não seria mais a vítima.

Introdução

A música alta da festa da empresa zumbia em meus ouvidos, enquanto eu observava meu marido, Lucas, o CEO carismático que todos admiravam.

Naquela noite, eu usava o colar de esmeraldas que meu pai, o joalheiro mais renomado do país, havia criado antes de falecer, um tesouro que guardava sua alma.

Então, Lucas anunciou um prêmio especial para uma estagiária, Camila, a mesma que o seguia como uma sombra e cujos olhos brilhavam de forma não profissional perto dele.

Meu estômago gelou quando ele tirou uma caixa de veludo, e de dentro dela, meu colar; o colar do meu pai, que estava no meu cofre.

Com uma naturalidade assustadora, Lucas colocou meu colar no pescoço de Camila, ali, na frente de todos, na minha frente.

Minha voz saiu num sussurro rouco: "Lucas, o que você fez? Esse é o colar do meu pai."

Ele me olhou com uma indiferença que doeu mais que um tapa: "É só um colar velho, Sofia, quanto pode valer?"

A humilhação me atingiu como uma onda quando Camila, com um sorriso triunfante, arrancou o colar e o jogou no chão de mármore.

O som das esmeraldas se estilhaçando ecoou no silêncio, e pequenos fragmentos verdes se espalharam, brilhando tragicamente sob as luzes.

Eu caí de joelhos, tentando juntar os cacos, sentindo meu pai ali, sua memória sendo profanada.

Lucas passou o braço pelos ombros de Camila, dizendo: "Coisas de gente morta dão azar."

Naquela noite, Lucas não voltou para casa, nem atendeu minhas ligações, seu silêncio uma confissão de que ele me havia descartado.

Meu corpo todo enrijeceu quando a melosa voz de Camila atendeu o telefone dele: "O Lucas está ocupado agora. Ele está no banho. Quer deixar recado?"

Eu queria que ela pagasse pelo colar que destruiu, mas Lucas virou a culpa para mim, dizendo que ela ficou nervosa porque eu a humilhei.

Ele me acusou de ser dramática e fria, disse que "superou" a morte do pai dele, e me chamou de louca quando a farsa de choro de Camila começou.

Eu sentia uma raiva fria e cortante, uma força que eu não sabia que tinha, enquanto ele prometia um anel de safira mais caro à Camila.

Mas Lucas não parou por aí: ele me sequestrou, me drogou e me forçou a doar sangue para Camila, que ele falsamente alegava ter uma condição rara.

Minha dor e humilhação se transformaram em uma determinação fria.

A pior traição não era apenas o caso, ou a violência, mas ele ter roubado meu projeto mais pessoal para dar a ela.

Naquele momento, algo terrivelmente calmo se instalou, a calma antes da tempestade. Eu não seria mais a vítima.

Capítulo 1

A música alta do jantar anual da empresa zumbia nos meus ouvidos, mas o único som que eu realmente ouvia era a batida descompassada do meu próprio coração. Eu segurava a taça de vinho com os dedos um pouco trêmulos, observando meu marido, Lucas, no palco. Ele estava radiante sob as luzes, o CEO carismático que todos admiravam.

Naquela noite, eu usava um vestido simples, mas em volta do meu pescoço, sentia o peso reconfortante do colar de esmeraldas. Era a última joia que meu pai, o mestre joalheiro mais renomado do país, havia criado antes de falecer. Ele o fez para mim, cada pedra polida com o amor de uma vida inteira. Para mim, não era uma joia, era a materialização da sua presença, um tesouro que guardava sua alma.

Lucas começou a falar sobre os destaques do ano, sobre o crescimento da empresa, e então sorriu, um sorriso que um dia me fez apaixonar, mas que agora parecia frio e calculado.

"E para celebrar o talento emergente em nossa empresa, tenho um prêmio especial esta noite," ele anunciou, sua voz ressoando pelo salão. "Um prêmio para uma estagiária que demonstrou uma dedicação e um potencial incríveis."

Meu estômago se revirou. Eu sabia de quem ele estava falando. Camila. A jovem estagiária que o seguia como uma sombra, cujos olhos brilhavam de uma forma nada profissional sempre que ele estava por perto.

"Camila, por favor, suba ao palco."

Camila caminhou até ele, o rosto corado de um jeito ensaiado. Ela usava um vestido vermelho que era um pouco ousado demais para um evento corporativo. Lucas a esperava com um sorriso largo.

Então, algo terrível aconteceu. Algo que congelou o sangue nas minhas veias.

Lucas tirou do bolso uma pequena caixa de veludo. Não a caixa que ele deveria usar. Era uma caixa que eu não reconhecia. Mas o que ele tirou de dentro dela... eu reconheci imediatamente.

Era o meu colar. O colar do meu pai.

Meu ar sumiu. Como ele pegou? Estava no meu cofre. Ele não tinha a senha. Tinha?

Lucas, com uma naturalidade assustadora, colocou o colar de esmeraldas no pescoço de Camila, bem ali, na frente de todos, na frente de mim. A plateia aplaudiu, sem entender o drama silencioso que se desenrolava.

Meus olhos se encheram de lágrimas. Eu me levantei, a cadeira arrastando ruidosamente no chão. O som fez algumas cabeças se virarem na minha direção.

Eu caminhei até o palco, meu corpo se movendo por pura incredulidade. Camila estava lá, exibindo o colar, tocando as esmeraldas com um sorriso triunfante. Ela me viu chegando e seu sorriso se alargou.

"Sofia," ela disse, a voz falsamente doce. "Olha o que o Lucas me deu. Não é lindo?"

Meu coração parecia estar sendo esmagado. Olhei para Lucas, buscando uma explicação, qualquer coisa que fizesse sentido.

"Lucas, o que você fez?" minha voz saiu como um sussurro rouco. "Esse é o colar do meu pai."

Ele me olhou com uma indiferença que doeu mais do que um tapa.

"É só um colar velho, Sofia, quanto pode valer?" ele disse, alto o suficiente para que as pessoas mais próximas ouvissem. "Não seja dramática. É um gesto para incentivar os novos talentos."

A humilhação me atingiu como uma onda. Um colar velho. As últimas palavras do meu pai transformadas em metal e pedra, chamadas de "um colar velho".

Camila riu, um som agudo e maldoso.

"Oh, Sofia," ela disse, com um tom de falsa pena. "Não fique assim. É só um objeto."

E então, com um movimento deliberado, ela arrancou o colar do pescoço. Meus olhos se arregalaram em pânico.

"Não!" eu gritei.

Mas era tarde demais. Ela o jogou no chão de mármore com força.

O som das esmeraldas se estilhaçando ecoou no silêncio que se formou de repente. Pequenos fragmentos verdes se espalharam pelo chão branco, brilhando tragicamente sob as luzes.

"Ops," Camila disse, cobrindo a boca com a mão. "Que pena, Sofia. Um colar tão bonito, estragado."

Eu caí de joelhos, sem me importar com o vestido, com as pessoas olhando. Minhas mãos tremiam enquanto eu tentava juntar os cacos. Cada fragmento que eu tocava parecia queimar minha pele. Eu podia sentir meu pai ali, sua memória sendo profanada, destruída.

Lucas não se moveu para me ajudar. Em vez disso, ele passou o braço pelos ombros de Camila, abraçando-a protetoramente.

"Não se preocupe, Camila," ele disse, a voz suave para ela, mas cada palavra era uma facada para mim. "Eu te dou um novo. Coisas de gente morta dão azar."

Ele se virou e começou a se afastar com ela, sem sequer olhar para trás uma última vez.

Vendo as costas deles se afastando, o casal perfeito sob os olhares confusos dos convidados, algo dentro de mim mudou. A dor, a tristeza, a humilhação... tudo começou a se transformar em uma raiva fria e cortante.

Apertei os fragmentos do colar na minha mão, sentindo as bordas afiadas cortarem minha palma. O sangue se misturou ao pó verde das esmeraldas.

Eu apertei meus punhos.

Parece que está na hora de reaver os projetos de design que eu cedi para a empresa de Lucas. Todos eles.

Capítulo 2

Voltei para casa naquela noite, mas a casa parecia vazia e fria, um mausoléu para as memórias de um casamento que acabara de morrer. Na minha oficina, sob a luz forte de uma luminária de mesa, espalhei os fragmentos do colar sobre um pano de veludo preto.

Tentei por horas. Com minhas pinças mais delicadas e a lupa de joalheiro, tentei ver se alguma coisa poderia ser salva. Mas a destruição foi intencional, brutal. As pedras principais estavam rachadas ao meio, as menores, pulverizadas. O ouro da corrente estava torcido e quebrado. Era inútil. Cada pedaço quebrado era um lembrete da traição de Lucas e da maldade de Camila. A dor era uma pressão constante no meu peito, uma ferida que não podia ser consertada, assim como o colar.

Lucas não voltou para casa naquela noite. Nem na noite seguinte.

Ele não atendeu minhas ligações, não respondeu minhas mensagens. O silêncio dele era uma confissão, uma confirmação de que ele não se importava, que ele havia me descartado junto com o colar. A solidão e o abandono alimentavam a raiva que crescia dentro de mim.

No terceiro dia, liguei novamente. Desta vez, para minha surpresa, alguém atendeu.

Mas não era a voz de Lucas.

"Alô?" A voz era feminina, melosa e inconfundivelmente a de Camila.

Meu corpo inteiro ficou rígido. A audácia dela me deixou sem fôlego por um segundo.

"Onde está o Lucas?" perguntei, minha voz saindo fria e controlada, apesar da fúria que fervia por dentro.

"Ah, Sofia. O Lucas está ocupado agora," ela respondeu, com um tom de diversão. "Ele está no banho. Quer deixar recado?"

A provocação era tão explícita, tão descarada. Ela queria que eu soubesse. Ela queria me machucar.

"Passe o telefone para ele. Agora," eu disse, a autoridade na minha voz surpreendendo até a mim mesma.

Ouvi um barulho, e a voz de Camila ficou mais distante, como se ela tivesse coberto o bocal. "Amor, é a sua esposa. Ela parece brava." Depois, uma risadinha.

Meu sangue gelou. "Amor".

Lucas finalmente pegou o telefone. Sua voz estava irritada.

"O que você quer, Sofia? Eu não te disse para não ser dramática?"

"Onde você está, Lucas?"

"Não te interessa. O que é tão importante que você precisa que a Camila atenda meu telefone?" ele disse, virando a culpa para mim.

"Eu quero que ela pague pelo colar que destruiu," eu disse, direta. "Aquele colar tem um valor que ela nunca vai entender, mas o valor material, ela vai pagar. Cada centavo."

Houve uma pausa. Eu podia quase ouvi-lo revirar os olhos.

"Você está falando sério? Por causa daquele pedaço de lixo velho? A Camila não fez por mal, foi um acidente."

"Um acidente?" Eu ri, um som amargo e sem alegria. "Ela o jogou no chão, Lucas! Na minha frente! Ela sorriu enquanto fazia isso!"

"Ela ficou nervosa porque você a confrontou na frente de todo mundo! Você a humilhou!"

A lógica distorcida dele me deixou atordoada. Eu o humilhei?

"Lucas, aquele colar era a última coisa que meu pai me deu," minha voz falhou, a emoção finalmente quebrando minha fachada de frieza. "Era a coisa mais preciosa que eu tinha. Tinha o trabalho da vida dele, o amor dele. Você sabia disso. Você sabia o quanto significava para mim."

Eu esperava uma faísca de remorso, um pingo de humanidade. Mas não veio.

"Deixa de drama. Meu pai morreu e eu superei. Você também deveria," ele respondeu, com uma crueldade inacreditável.

De repente, ouvi um choro falso no fundo. Camila.

"Lucas... ela está me assustando," a voz dela soou chorosa e fraca. "Eu não queria quebrar... eu só... eu estava com medo..."

A performance era digna de um prêmio.

Imediatamente, o tom de Lucas mudou. A irritação dele comigo se transformou em preocupação por ela.

"Calma, meu bem, calma. Não chora," ele disse, a voz cheia de uma ternura que ele não usava comigo há anos. "Não foi sua culpa."

Ele voltou a falar comigo, e a raiva em sua voz era palpável.

"Você ouviu isso, Sofia? Você a fez chorar. Você está feliz agora? Deixe-a em paz. Esqueça o maldito colar. Eu compro outro para você."

"Eu não quero outro colar, Lucas! Eu quero o meu! O que você deu para a sua amante e ela destruiu!" eu gritei, a represa finalmente se rompendo.

"Chega! Eu não vou mais discutir isso com você," ele disse, ríspido. "Você está agindo como uma louca. A Camila é só uma menina, ela está assustada. Tenha um pouco de decência."

"Uma menina?" cuspi as palavras. "Ela tem idade suficiente para dormir com o marido de outra pessoa e destruir as coisas dela!"

"Eu já disse, chega!" ele gritou, e então desligou o telefone na minha cara.

O silêncio que se seguiu foi ensurdecedor. Fiquei parada no meio da minha oficina, o telefone ainda na minha mão, o coração batendo forte de raiva e dor. Ele a defendeu. Ele me culpou. Ele me chamou de louca.

A imagem de Camila, com suas lágrimas de crocodilo, e Lucas, correndo para confortá-la, se gravou na minha mente. A injustiça era tão grande, tão sufocante.

Eu olhei para os fragmentos do colar na mesa.

A raiva não era mais suficiente. Eu precisava de mais. Eu precisava de justiça. E eu ia conseguir, não importava o custo.

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