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Espere: A Promessa Que Quebrou Minha Alma

Espere: A Promessa Que Quebrou Minha Alma

Autor:: Crawford Sinclair
Gênero: Romance
Eu era Jacob Gordon, um mecânico de motos da favela do Rio. Ela era Fiona Lawrence, a princesa do café, herdeira de um império. Nosso amor era proibido, mas ela renunciou a tudo por mim, prometendo: "Eu só quero me casar com você." Aquelas palavras eram a minha vida. Mas a família dela impôs uma condição cruel, uma faca fria em nosso amor: Fiona primeiro teria que dar um herdeiro a eles, concebido com outro homem – Hugo Neame. Meses de tortura se arrastaram, enquanto Fiona pedia: "Espere." Então, a ligação que quebrou meu mundo: "Jacob, eu consegui. Estou grávida." A dor se tornou física quando ela me empurrou contra a parede de pedra, me deixando sangrando, enquanto levava Hugo para o hospital. Eu, que uma vez fui seu mundo, era agora um perigo, trancado em um quarto, ouvindo sua família feliz do lado de fora. As chicotadas em minhas costas ecoavam sua traição. Ela me culpava por incidentes que eu não causei, me forçou a doar sangue para Hugo no hospital. E me informou do "casamento falso". "Você me fez esperar por algo que não ia acontecer", pensei, minha alma em mil pedaços invisíveis. A dor de cada mentira, cada "espere", me esmagava. Como ela pôde me trair de forma tão completa? Como pôde a mulher que jurava me amar me destruir tão completamente? Foi então que entendi: este amor estava morto. Peguei as passagens de avião que o pai dela me deu, mas troquei o destino. Eu sumi. Deixei para trás o que restava de Jacob Gordon e comecei uma nova vida. Mas o destino é cruel. Ela me encontrou. E uma última ação dela selou nosso fim. Será que o preço da liberdade vale a dor de um adeus sem perdão?

Introdução

Eu era Jacob Gordon, um mecânico de motos da favela do Rio.

Ela era Fiona Lawrence, a princesa do café, herdeira de um império.

Nosso amor era proibido, mas ela renunciou a tudo por mim, prometendo: "Eu só quero me casar com você."

Aquelas palavras eram a minha vida.

Mas a família dela impôs uma condição cruel, uma faca fria em nosso amor: Fiona primeiro teria que dar um herdeiro a eles, concebido com outro homem – Hugo Neame.

Meses de tortura se arrastaram, enquanto Fiona pedia: "Espere."

Então, a ligação que quebrou meu mundo: "Jacob, eu consegui. Estou grávida."

A dor se tornou física quando ela me empurrou contra a parede de pedra, me deixando sangrando, enquanto levava Hugo para o hospital.

Eu, que uma vez fui seu mundo, era agora um perigo, trancado em um quarto, ouvindo sua família feliz do lado de fora.

As chicotadas em minhas costas ecoavam sua traição.

Ela me culpava por incidentes que eu não causei, me forçou a doar sangue para Hugo no hospital.

E me informou do "casamento falso".

"Você me fez esperar por algo que não ia acontecer", pensei, minha alma em mil pedaços invisíveis.

A dor de cada mentira, cada "espere", me esmagava.

Como ela pôde me trair de forma tão completa?

Como pôde a mulher que jurava me amar me destruir tão completamente?

Foi então que entendi: este amor estava morto.

Peguei as passagens de avião que o pai dela me deu, mas troquei o destino.

Eu sumi.

Deixei para trás o que restava de Jacob Gordon e comecei uma nova vida.

Mas o destino é cruel. Ela me encontrou.

E uma última ação dela selou nosso fim.

Será que o preço da liberdade vale a dor de um adeus sem perdão?

Capítulo 1

A tradição da família Lawrence, os reis do café de Minas Gerais, era clara como a água: a herdeira devia casar-se com alguém de igual status, para fortalecer o império.

Mas Fiona Lawrence, a "princesa do café", rasgou essa regra.

Ela se apaixonou por mim, Jacob Gordon, um mecânico de motos de uma favela no Rio de Janeiro, um homem que não tinha nada além do orgulho e das mãos sujas de graxa.

Para ficar comigo, ela renunciou à sua herança.

Enfrentou a humilhação pública de sua família, que a desprezava por sua escolha.

Naquele dia, debaixo de uma chuva fina que molhava o asfalto, ela me abraçou e prometeu, com a voz firme:

"Eu não quero nada disso, Jacob. Eu só quero me casar com você."

Aquelas palavras eram a minha vida.

Mas a família dela, no final, não cedeu por completo. Eles apresentaram uma condição, uma faca fria e cruel no nosso amor.

Fiona podia ficar comigo, mas primeiro, tinha que dar um herdeiro à família.

Um herdeiro concebido com outro homem.

Hugo Neame, o filho de um político influente, um parceiro de negócios essencial para o império Lawrence.

A partir desse momento, a palavra que eu mais ouvi da boca de Fiona foi uma tortura silenciosa.

"Espere."

Ela me pediu para esperar enquanto se mudava para uma fazenda isolada com Hugo, com o único propósito de engravidar.

Os meses se arrastaram, cada dia uma eternidade de silêncio e imaginação doentia.

Eu esperava.

Até que um dia, ela ligou. A voz dela estava diferente, distante.

"Jacob, eu consegui. Estou grávida."

Eu não disse nada. O que eu poderia dizer?

Mas a crueldade do destino não parou aí.

O bebê nasceu. Uma menina.

A família Lawrence, com sua tradição podre e a necessidade de apaziguar o parceiro político, exigia um herdeiro homem.

A tradição era mais importante que a vida de uma criança, mais importante que o nosso amor.

Fiona me ligou de novo, a voz ainda mais vazia.

"Jacob... por favor. Espere mais um pouco."

Ela prolongou o seu acordo com Hugo. Mais tempo naquela fazenda. Mais tempo formando uma família que não era a nossa.

Eu continuei esperando, meu coração se transformando em pedra.

O ponto de ruptura veio numa noite fria. A filha deles, a pequena menina, ficou doente. Uma febre alta que não cedia.

E todos, sem exceção, me culparam.

"Foi ele!", gritou a mãe de Fiona. "Esse marginal, com ciúmes, envenenou a minha neta!"

Hugo, o homem charmoso e educado, mostrou sua verdadeira face. Ele voou para cima de mim, seus punhos me atingindo com fúria.

Os pais de Fiona não o impediram. Pelo contrário. Eles me arrastaram para fora, me jogaram em um antigo armazém de café, o ar gelado cortando minha pele.

Trancaram a porta.

Do lado de fora, através de uma fresta na madeira velha, eu vi a silhueta dela. Fiona.

Meus olhos buscaram os dela, procurando a mulher que eu amava.

Mas os olhos que me encararam de volta não tinham amor. Estavam cheios de uma frieza que eu nunca tinha visto. Decepção. Acusação.

"Eu disse para você esperar", a voz dela era um sussurro gelado. "Por que você tinha que tocar na minha filha?"

Naquele instante, algo dentro de mim se partiu. Quebrou em mil pedaços que nunca mais poderiam ser juntados.

Eu não esperaria mais.

Com o corpo doendo e a alma destruída, encontrei meu celular no bolso. Disquei o número do pai dela.

"Senhor Lawrence", minha voz era um fiapo. "Eu desisto. Deixo a Fiona para sempre. A única coisa que peço é que me mandem para um lugar onde ela nunca possa me encontrar."

Do outro lado da linha, ouvi um riso de desprezo.

"É o melhor que você faz, rapaz. Sua passagem estará pronta."

Nos dias que se seguiram, fui forçado a assistir ao fim do meu mundo.

Vi a intimidade entre Fiona e Hugo crescer. Vi ela cuidando dele, sorrindo para ele.

A cena final aconteceu numa tarde. Hugo estava reclamando de um arranhão no braço, um corte insignificante.

Fiona, para acalmá-lo, tirou algo de sua bolsa.

Era o relógio de pulso antigo da minha mãe. A única coisa de valor que eu tinha, o último pedaço dela que restava comigo.

"Tome, Hugo. Um presente de desculpas pelo que o Jacob fez."

Meu sangue gelou. Corri até eles, o desespero me movendo.

"Fiona, não! Esse relógio..."

"Saia daqui, Jacob!", ela gritou.

Tentei pegar o relógio da mão de Hugo. Ele recuou, fingindo que eu o havia atacado, e caiu no chão, gemendo de dor.

Fiona se virou para mim, seus olhos em chamas. Ela me empurrou com uma força que eu não sabia que ela tinha.

Minha cabeça bateu com força na parede de pedra. Senti o sangue quente escorrer pela minha nuca.

Ela nem olhou para trás. Ajoelhou-se ao lado de Hugo, ajudando-o a se levantar, sua voz cheia de preocupação.

"Você está bem? Vamos para o hospital agora."

Ela me deixou ali, sangrando no chão, e levou Hugo para o hospital.

Naquele momento, eu soube. O amor dela por mim estava morto. Completamente morto.

O confronto final foi no hospital. Eu fui atrás deles, precisava do relógio da minha mãe.

Encontrei Hugo sozinho no corredor. Ele sorriu, um sorriso vitorioso e cruel.

"Ela tem sido incrível, sabe? Cuidando de mim, da nossa filha... somos uma família de verdade agora."

Ele tirou o relógio do bolso. Meus olhos se fixaram nele.

"Ah, isso? Um lixo de favelado. Não combina com a nossa família."

E com um movimento rápido, ele jogou o relógio no chão e o esmagou com o pé.

O som do metal e do vidro se quebrando ecoou no corredor, e no meu coração.

Eu perdi o controle. Avancei para ele.

Nesse exato momento, Fiona e seus pais chegaram.

"Parem ele! Ele está tentando atacar o Hugo de novo! Ele quer machucar minha filha!", gritou a mãe dela.

Os seguranças da família me agarraram. O pai de Fiona, com os olhos cheios de ódio, ordenou:

"Deem uma lição nele. Usem o chicote."

Eles me arrastaram para os fundos. As chicotadas rasgavam minhas costas, cada golpe uma nova camada de dor sobre a traição.

Eu olhei para Fiona, uma última vez, buscando um pingo de compaixão.

Ela ficou parada, imóvel.

E então, lentamente, ela virou o rosto.

A última esperança dentro de mim se apagou.

Fui levado dali, jogado em um carro. Me deram uma passagem de avião e um envelope com dinheiro.

No aeroporto, em segredo, troquei meu destino.

Eles queriam que eu sumisse. E eu sumi.

Usei o dinheiro para voltar ao lugar de onde minha mãe veio. Um pequeno vilarejo no interior da Bahia, um lugar sobre o qual eu nunca tinha contado a Fiona.

Lá, longe de tudo e de todos, eu me tornei professor em uma pequena escola comunitária.

Enquanto isso, a verdade veio à tona. Fiona descobriu tudo.

Descobriu que Hugo machucava a própria filha, de propósito, para me incriminar e mantê-la presa a ele.

Cheia de remorso, ela o expulsou, rompeu com a família dele e começou uma busca desesperada por mim.

Sua busca a levou, meses depois, àquela remota escola na Bahia.

Ela me encontrou.

Implorou por perdão, chorou, explicou cada mentira, cada manipulação.

Mas era tarde demais.

"Fiona, a verdade não muda o que aconteceu", eu disse, minha voz calma, vazia. "A dor... a traição... destruíram tudo. Não há como voltar."

Naquela noite, o céu desabou. Uma chuva torrencial causou um deslizamento de terra que ameaçou a vila.

Em um ato final de um amor que já não existia para mim, ela se jogou na minha frente para me salvar de uma casa que desabava.

Uma viga a atingiu. Um ferimento fatal.

Um helicóptero a levou, em coma. Os médicos disseram que ela nunca mais acordaria.

Entreguei à mãe dela um diário que Fiona tinha me dado anos antes, agora preenchido com as minhas próprias palavras de dor e arrependimento.

"Se ela um dia acordar", eu disse, sem olhar para a mulher que ajudou a destruir minha vida, "diga a ela que seguimos caminhos separados. Para sempre."

Eu me virei, sem derramar uma lágrima, e caminhei de volta para a escola, para a vida que eu escolhi.

O passado ficou para trás, enterrado sob os escombros daquele amor.

Capítulo 2

A dor nas minhas costas era uma brasa constante, mas a ferida na minha cabeça, onde Fiona me empurrou contra a parede, latejava com uma dor mais profunda.

Deitado na cama estreita do pequeno quarto que a família Lawrence me designou, eu olhava para o teto manchado de umidade.

Cada latejar na minha cabeça trazia uma memória.

Lembrei-me do início.

Lembrei-me de como eu a conheci.

Fiona Lawrence, a herdeira do império do café, apareceu na minha oficina na favela como um anjo deslocado.

Seu carro de luxo quebrou, e ela, contra o conselho de seu motorista, insistiu em entrar no meu mundo de graxa e metal.

Seus olhos brilharam de curiosidade, não de desprezo.

Ela começou a voltar.

Todos os dias.

Com desculpas cada vez mais esfarrapadas. Um pneu furado, um barulho estranho no motor, uma luz que não acendia.

Meus amigos na oficina riam.

"Essa moça rica está apaixonada por você, Jacob."

Eu não acreditava. Era de outro mundo, outra realidade.

Mas ela era incansável.

Trazia almoço para mim, comida cara que eu nunca tinha provado. Sentava-se em um caixote de madeira, com seu vestido impecável, e me observava trabalhar, fascinada.

Um dia, um dos meus clientes, um cara perigoso do tráfico local, ficou irritado com a demora no conserto de sua moto.

Ele começou a gritar, a me ameaçar.

Fiona, pequena e delicada, se colocou na minha frente.

"Não fale com ele assim", ela disse, a voz tremendo, mas firme.

O homem riu e a empurrou.

Eu reagi. A briga foi rápida e feia. Acabei com um corte profundo no braço, feito com a faca que ele carregava.

Quando a confusão acabou, e o homem fugiu, Fiona estava chorando.

Não de medo, mas de culpa.

Ela rasgou um pedaço de seu vestido caro e amarrou no meu braço para estancar o sangue.

"Isso é minha culpa", ela soluçava. "Me desculpe, Jacob."

Naquele dia, na minha oficina suja, ela me beijou pela primeira vez.

O beijo selou nosso destino.

O cuidado dela era quase sufocante.

Se eu tossisse, ela aparecia com xarope e chás.

Se eu me arranhasse com uma ferramenta, ela fazia um curativo com um cuidado de cirurgiã.

Ela me mimava, me protegia de tudo.

Uma vez, reclamei do sol forte enquanto trabalhava. No dia seguinte, ela apareceu com uma equipe de operários que instalaram um toldo gigante sobre toda a frente da minha oficina.

"Agora você não vai mais pegar sol na cabeça", ela disse, sorrindo, orgulhosa de si mesma.

Era um amor de conto de fadas, intenso e irreal.

Agora, deitado naquela cama, sentindo o sangue seco no meu cabelo, a memória daquele cuidado era uma tortura.

A mulher que uma vez se preocupou com o sol na minha cabeça era a mesma que me empurrou contra uma parede de pedra e me deixou sangrando.

A porta do quarto se abriu.

Era ela. Fiona.

Seus olhos estavam vermelhos, inchados de choro. Ela se aproximou da cama.

"Jacob, como você está?"

Sua voz era um sussurro.

Eu não respondi. Apenas a encarei.

O cheiro do perfume caro de Hugo estava impregnado nela. O cheiro do homem que ela levou ao hospital enquanto eu sangrava.

"Eu sinto muito", ela disse, tentando pegar minha mão.

Eu a puxei de volta.

"Você sente muito pelo quê, Fiona? Por me empurrar? Por dar o relógio da minha mãe para ele? Ou por acreditar que eu machucaria uma criança?"

Lágrimas escorreram pelo rosto dela.

"Não é isso, Jacob. Eu sei que você não faria isso. É que... é complicado. Hugo é o pai da minha filha. Eu preciso cuidar dele."

"E eu?", perguntei, a voz saindo mais áspera do que eu pretendia. "Eu não sou nada?"

"Você é tudo!", ela disse, desesperada. "Você é o homem que eu amo. Eu juro. Apenas... espere. Espere mais um pouco. Quando tudo isso acabar, vamos ficar juntos. Eu prometo."

"Eu não acredito mais nas suas promessas, Fiona."

Eu me virei de costas para ela, encarando a parede descascada.

Senti a cama afundar um pouco quando ela se sentou ao meu lado.

Ela não disse mais nada.

Apenas ficou ali, chorando em silêncio.

Um choro que, para mim, não significava mais nada.

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