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Esposa Comprada - Reconquistando minha Ex

Esposa Comprada - Reconquistando minha Ex

Autor:: Yana _ Shadow
Gênero: Bilionários
O bilionário Nathan Relish não casou por amor! Por um tempo, ele nutriu um desejo de vingança enquanto esteve casado com uma jovem de olhos cor de esmeralda. "Não vamos perder tempo", Nathan abriu a gaveta para apanhar os papéis e jogou-os sobre a mesa. "Assine e vá embora", a mandíbula quadrada estava trincada quando Nathan vociferou. Três anos depois, o bilionário observou a mulher que estava passando pela rua com uma criança. O homem amargurado estava de volta. Ele queria reconquistar a ex, mas Evelyn Lee havia prometido a si mesma que nunca mais cairia na armadilha do senhor Relish.

Capítulo 1 Aceitamos o acordo

- Sirva uma bebida para o senhor Relish, - a mulher de rosto pálido olhou para Evelyn.

Mary não parava de sorrir para o solteiro convicto enquanto esperava pelo marido.

Do outro lado da sala, Evelyn desejava que o seu irmão mais velho chegasse a tempo de ver a esposa flertando com o senhor Nathan Relish.

- Você é surda? - Mary indagou asperamente. - Faça logo o que te mandei!

No fundo, Evelyn sabia que a cunhada só queria ficar a sós com a visita.

- Temos apenas uma dose na garrafa de uísque do meu irmão, - Evelyn cochichou para a cunhada.

- Eu aceito um copo de água - a voz rouca saiu num barítono aveludado.

- Vou buscar para o senhor.

Não demorou muito, até que a jovem de cabelos dourados e olhos verdes retornou.

Os pêlos de sua pele eriçaram quando Nathan encostou no dorso de sua mão enquanto ela lhe servia o copo com água.

Do outro lado da sala, Mary franziu o rosto, mas logo forçou o riso quando o marido apareceu.

- Como foi a viagem, senhor Relish?

Richard era o irmão mais velho de Evelyn. Era responsável pela fazenda que se localizava a 30 km a oeste de Paris. Desde que os pais morreram em um acidente de carro, ele herdou a fazenda, mas não demorou muito a mostrar que não possuía tino para os negócios.

- Eu não gosto de perder tempo, - Nathan encurtou a conversa, - Quero me casar com Evelyn.

Apreensiva, Mary arregalou os olhos e se mexeu no sofá.

- Claro - Richard trocou olhares com a esposa. - Aceitamos o acordo! - Ele nem mesmo quis saber a resposta da irmã caçula.

Quando Evelyn viu o senhor Relish pela primeira vez, ela ficou encantada com a sensualidade que emanava daquele homem. O elegante terno azul feito sob medida delineava o peitoral e os ombros largos. Não entendia porque um homem tão bonito queria se casar com uma garota do campo como ela.

- Não! - Evelyn respondeu baixinho.

Ela pretendia sair da fazenda desde que atingiu a maioridade, mas não daquela forma.

- O que disse? - Mary ergueu a sobrancelha espessa.

- Não está nos meus planos casar tão cedo.

Dando alguns passos, Richard foi na direção da irmã. Com apenas um olhar, amedrontou-a.

- Preciso de um minuto para conversar com a minha irmã, - Richard apertou o pulso magro da jovem esguia e a levou.

Mary sorriu para o senhor Relish enquanto o marido se retirava da sala. Os cílios batiam um contra o outro enquanto ela paquerava o homem inquieto.

Pondo o copo na mesinha ao lado da poltrona, ele virou o rosto para o corredor ao ouvir a voz alterada.

- Você sairá desta fazenda por bem ou por mal! - Richard vociferou. - Esta propriedade é minha. Você já é adulta e eu não tenho obrigação de te sustentar.

Com os olhos cheios de lágrimas, ela concordou com a cabeça. O irmão mais velho sempre dizia que ela devia ter morrido no acidente ao invés dos pais.

- Recomponha-se e volte logo para a sala.

Evelyn passou a mão no pulso quando Richard a soltou e caminhou com um cordeirinho pronto para o abate.

"Não seria ruim casar ir para bem longe daquele lugar", a jovem pensou ao retornar.

- Vá pegar as suas coisas! - Richard ordenou.

- O quê? - inquiriu, hesitante. - Tenho que ir hoje?

- Vá logo! - Mary sustentou o olhar de Evelyn. - Não vamos deixar o senhor Relish esperando. - Vamos?

- Não! - respondeu, cabisbaixa. - Licença, eu vou arrumar a mala.

- Não demore, - disse Richard.

_________

Ao voltar para a sala com a bagagem, Evelyn foi conduzida até o escritório onde assinou os papéis.

Ela não conseguiu tirar os olhos do homem elegante que pegou a bengala e começou a mancar até a saída.

- O que está olhando?

- Nada, senhor - a voz estremeceu diante do homem que se agigantou.

Evelyn tinha apenas vinte anos quando seu irmão a entregou como uma simples moeda de troca. Richard receberia o perdão da dívida e o apoio financeiro de um poderoso magnata do petróleo e da rede hoteleira.

Evelyn não se despediu do irmão e muito menos da cunhada. Entrou no carro de luxo sem olhar para trás.

________

Desde que tirou Evelyn da fazenda, o senhor Relish não ficava em casa.

Quase sempre, Nathan aparecia acompanhado por jovens modelos e atrizes em fotos na internet.

Evelyn não tinha a mesma postura e nem mesmo se sentia bonita como as mulheres que o marido gostava.

Por alguns meses, ficou satisfeita por ele não procurá-la. Tudo ia bem até a noite em que ele retornou de uma viagem de negócios e, em passos sorrateiros, invadiu o seu quarto.

Natan pretendia obrigá-la a cumprir com os seus deveres de esposa, mas grunhiu ao vê-la envolta aos lençóis grudados em seu corpo. Evelyn moveu o rosto para o homem parado ao lado de sua cama. Ele ergueu uma única sobrancelha quando a esposa abriu os olhos e puxou o lençol branco até o queixo.

- O senhor deseja alguma coisa?

- Eu vim exigir o que é meu! - esbravejou.

Nathan despiu o roupão e o deixou cair no chão. Os olhos brilharam no quarto iluminado apenas por um abajur. Parecia que ele estava despindo a sua alma.

- O que o senhor quer de mim?

Nathan chegou mais perto. O colchão afundou quando ele subiu e puxou o lençol que a cobria.

- Eu não sei como fazer...

- Ótimo! - Mordiscou o lábio ao constatar que ela nunca foi tocada por um homem.

O coração parecia que ia sair por sua garganta. Ela sabia que aquilo seria bem mais complicado do que havia fantasiado.

Ele estava tão perto de seu rosto que o ar morno da respiração acariciava a bochecha direita de Evelyn. Engolindo seco, ela estendeu o corpo na cama, esperando pelo que estava por vir.

- Eu te quero!

Um arrepio percorreu por sua espinha quando sentiu a ponta da língua de Nathan passeando por sua orelha.

- Tem certeza? - Ela ofegou ao indagar.

- Sim! Quero você por completo.

- Eu, eu... - gaguejou enquanto os lábios de Nathan deslizava pela base de seu pescoço

Evelyn arfou. Aquele carinho destruía todo medo e, pouco a pouco, derrubava as suas defesas.

Capítulo 2 Comprei você!

Nathan apoiou as mãos ao lado de seu rosto e se curvou, inclinando-se ainda mais sobre o corpo coberto pelo tecido fino da camisola preta. Puxou o lóbulo de sua orelha entre os dentes e rosnou perto de seu ouvido. O carinho era um pouco diferente, mas o contato despertava um calor que se alastrava por cada centímetro de seu corpo. Ela estremeceu e permitiu que o esposo seguisse em frente.

Ele baixou o rosto e colou a boca ao de sua esposa. Puxava os lábios inferiores de Evelyn entre os dentes, sugava e aprofundava ainda mais o beijo. Evelyn deslizou os dedos pelos cabelos escuros de seu marido. Há alguns meses, estava certa que Nathan não queria nada com ela e que nunca teria chance de beijar o marido, mas lá estava ele, sugando a sua língua e tocando-a com luxúria. Estava tão perdida nas carícias ousadas que não se recordou do momento em que ele removeu a sua camisola e jogou-a no chão.

- Serei gentil. - A rouquidão da voz de Nathan reverberou pelo quarto.

Ela concordou com a cabeça e esperou pelo que estava para acontecer. As bocas se uniram, e Nathan afastou as suas pernas, sentindo a entrada apertada. Nathan recuou um pouco e arremeteu novamente. Evelyn cerrou os olhos com outro movimento, e ela murmurou com o ardor. A mandíbula dele estava trincada quando finalmente a possuiu.

- Você está bem? - Ele parou de repente e avaliou.

Engolindo em seco, ela assentiu com a cabeça, escondendo o incômodo inicial. Nathan tornou a beijá-la, moveu-se vagarosamente.

Evelyn tocou os músculos rígidos dos ombros largos, e traçou um caminho pelas costas molhadas pelo suor. Não estava doendo tanto como antes, ele a beijava de um jeito que acendia uma chama em seu corpo. Sentia-se feliz pelo marido finalmente desposá-la. Em algum momento, a combinação dos beijos com os movimentos se tornaram mais perfeitos. Evelyn ergueu o quadril para acompanhar a cadência do corpo do marido.

- Oh, céus! - Ela afundou a cabeça no travesseiro, apreciando a sensação que não havia experimentado antes.

Nathan jogou a cabeça para trás, cada músculo do corpo estava rijo enquanto se derramava. Evelyn ainda estava ofegante quando ele abriu os olhos e saiu devagar. Deitou-se ao lado da mulher que ainda estava com os olhos fechados e de repente, ele se afastou e se levantou.

- Não vai dormir aqui? - Evelyn abriu os olhos.

- Não! - respondeu rudemente enquanto vestia o robe de seda negro.

- Estamos casados há meses e nunca dormimos no mesmo quarto.

- Escute, não vou discutir sobre isso com você.

- Para que se casou comigo?

- Porque o seu irmão te vendeu e eu precisava de uma esposa.

- Não sou uma mercadoria, - ela puxou os lençóis e cobriu o corpo ao se sentar.

- Comprei você! - A voz grave exclamou.

Nathan já estava a caminho da porta quando girou para dar uma última olhada na mulher com o rosto corado de vergonha.

Conseguira humilhar a filha do homem que destruiu a sua família. Anos atrás, era o pai de Evelyn quem dirigia o carro que bateu contra o automóvel de Nathan e causou a morte de sua esposa e de sua filhinha. Em cada noite que esteve internado no hospital, ele lutou pela vida e jurou que destruiria os únicos sobreviventes da família Lee. O plano era perfeito, adquirir todas as terras da família da esposa e expulsar a família Lee de suas terras após humilhar Evelyn. Ele bateu a porta do quarto com toda a força, ignorando o choro angustiado da esposa.

Por uma fração de segundos, parou. Ainda estava segurando a maçaneta dourada enquanto suprimia a vontade de voltar para aquele quarto, mas o mal já estava feito. Evelyn deveria suportar a dor da humilhação, assim como ele teve de aguentar a falta que sentia de sua família.

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Certo dia, ela estava escovando os dentes enquanto as pupilas de esmeralda avaliavam o seu rosto no espelho. Ela sentiu a necessidade de abandonar aquele visual e se desfazer daquelas tranças que lhe davam um ar jovial. As belas mulheres que eram fotografadas com Nathan tinham uma aparência impecável e sexy. Evelyn tentou imitar a expressão sensual de uma modelo americana, mordeu os lábios e fez biquinho. Por mais que aquilo fosse um tanto ridículo, os homens pareciam gostar.

Quando estava viva, a sua mãe tinha lhe falado sobre o instinto primitivo dos homens. Segundo ela, o homem era um ser visual. A maioria se atraía pela boa aparência ou por alguma parte do corpo feminino. Era raro ver homens que gostavam de mulher com personalidade, humor e inteligência. Sem ter quem a aconselhasse, Evelyn buscou uma forma de ganhar os olhares do marido.

Dias depois, ela pesquisou algumas dicas na internet. Usando um cartão que lhe foi dado para as suas despesas pessoais, Evelyn comprou perfumes, camisolas e vestidos com decotes exagerados, além de sapatos. Nunca tinha andando sobre um daqueles elegantes saltos, mas enquanto o marido viajava, ela aproveitaria para aprender.

Após escovar os dentes e realizar sua assepsia, ela arrumou os cabelos num rabo de cavalo e saiu do quarto. Passando pelo corredor, foi até a cozinha onde encontrou a governanta:

- Deseja alguma coisa?

- Corte o meu cabelo, por favor!

- O quê? - A funcionária ergueu uma sobrancelha.

- Quero cortar o cabelo.

- Essa não é a minha função, senhora! - Pôs a jarra de suco na mesa de café da manhã.

Evelyn abaixou a cabeça, escondendo o rosto sobre os braços.

- A senhora ainda tem o cartão para as despesas que seu marido lhe deu?

- Sim!

- Vou pedir ao motorista que a leve ao cabeleireiro.

A jovem animadamente se levantou e abraçou a mulher que ficou rija como uma pedra dura. Não estava habituada a receber aquele tipo de agradecimentos dos patrões.

Após a visita ao salão de beleza, Evelyn passou a tarde animada com a mudança. O corte repicado valorizou o seu rosto anguloso com queixo pequeno. Suas bochechas ganharam cor e a sombra de tom pêssego ressaltou ainda mais os olhos esverdeados. O novo visual agradou. Ela já estava ansiosa pelo retorno de seu marido.

Em casa, Evelyn recebeu as encomendas e foi direto para o quarto. Os vestidos eram um pouco mais curtos e mais justos do que esperava. O decote revelou ainda mais o contorno de seus seios. Ela passou o dia experimentando os sapatos e caminhando de um lado para o outro com um livro na cabeça. Estava animada com a possibilidade do marido aprovar sua nova aparência e levá-la para os eventos e festas como fazia com aquelas modelos e atrizes.

Os dias se transformaram em semanas até que passou o primeiro e logo veio o segundo mês. Evelyn se esforçava para não se deixar abater, mas tinha dias que mal conseguia dar um passo sem que tudo a sua volta girasse.

Numa tarde, ela sentiu o estômago embrulhar enquanto fazia sua refeição na cozinha. A governanta espremeu os olhos quando Evelyn correu e agachou-se perto da lixeira.

- Há quanto tempo a sua regra não vem? - Joana perguntou quando a garota se levantou. - O Senhor Relish já sabe?

Evelyn se limitou a negar com a cabeça.

Capítulo 3 Prefiro o divórcio

- Já fez exame? - A governanta questionou.

- Eu não sei onde fazer.

- Quer que eu avise a sua mãe?

- Meus pais morreram.

Evelyn pegou o guardanapo que a funcionária lhe deu e então, limpou a boca.

- Lamento! - Joana continuou dirigindo um olhar complacente. - Como se sente?

- Estou melhor.

- Vou chamar um médico.

- Não precisa, Joana.

- É óbvio que precisa. Não quero que o patrão ache que eu não cuidei bem de você.

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Numa madrugada, Evelyn estava caminhando para a cozinha quando ouviu a voz rouca do marido vindo da porta entreaberta. Ela espiou por um tempo, esperando o momento certo para entrar, mas desistiu ao ver que Nathan discutia acaloradamente por telefone.

- Acabou, Richard, não farei mais negócios com você!

"Que tipo de negócio ele tem com o meu irmão?" Questionou-se em seus pensamentos.

Apesar do mau-humor do marido, ela foi até o quarto e colocou a camisola de renda vermelha. Pegou o batom de cor rubi da sua penteadeira, deslizou pelos lábios curvos e passou um pouco nas bochechas para lhe dar um ar de viço.

O som dos passos pesados anunciavam a chegada do marido. Evelyn soltou os cabelos, puxou o vestido, ajeitou o decote e então, endireitou os ombros pouco antes da porta se abrir.

Nathan fixou as pupilas dilatadas na mulher mais madura que encontrou no seu quarto. Evelyn estava mais sexy, contudo, ele tratou de conter o desejo. Ela estava mais ousada, tentando seduzi-lo. Tinha que se livrar daquela mulher antes que caísse na própria armadilha. Não permitiria que ela tomasse o lugar de sua falecida esposa.

- Que porra é essa? - Esbravejou a pergunta.

- Não gostou? - Os olhos caídos ainda fitavam o marido.

- Você está ridícula. - Nathan balançou a cabeça, reprovando a transformação.

Dando-lhe as costas, escondeu o corpo que a reagia e rapidamente saiu de seu quarto. Tentando se equilibrar no salto alto, Evelyn caminhava às pressas para alcançá-lo. Estava farta da indiferença de seu marido.

- Nathan, espere!

Já no corredor, tirou os saltos e correu atrás dele.

- Vá dormir, Evelyn! - Cerrou os olhos.

Sua vingança já tinha passado dos limites, a garota já estava apaixonada.

No meio do corredor, ela tropeçou nos próprios pés. Nathan virou-se ao ouvir o barulho da mulher tombando no chão. As lágrimas já tinham borrado toda a maquiagem de Evelyn. Apesar de odiar todos os membros da família Lee, não tinha como não sentir pena da garota vendida pelo próprio irmão. Ele respirou profundamente, julgando a si por ser um fraco. Voltou em passos lentos e agachou-se. Os olhos cruzaram por poucos segundos, mas o suficiente para ele ver o erro que cometera.

- Se você não me quer, então, eu prefiro o divórcio.

- Vá para o seu quarto! - Puxando-a pelos braços, ele a tirou do chão.

Desta vez, não olhou para trás. Era hora de terminar com aquilo.

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Nos meses em que esteve fora de casa, ele fez questão de ser fotografado com belas mulheres durante o tempo em que esteve casado.

Mesmo distante, ele sabia tudo o que Evelyn realizava no computador. Estava ciente de cada compra, cada pesquisa na internet e de cada um dos passos que ela deu enquanto esteve fora de casa. A câmera escondida na parede no canto do quarto mostrou até os tombos que ela levou durante o treinamento sobre o salto alto.

Sozinho no escritório, Nathan pegou o porta-retratos com a foto de sua falecida esposa. Ainda se lamentava pela perda e agarrava-se à dor.

- Richard está desesperado porque a mulher dele o abandonou, - disse rindo enquanto olhava a foto da mulher de cabelos platinados. - Ela abandonou ele por dinheiro, casa e algumas joias, - continuou conversando com a fotografia. - Em breve, eu vou me livrar da Evelyn Lee! Ela nunca substituirá você, meu amor.

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Nos últimos dias, Nathan estava pronto para dar um fim ao falso casamento. Após almoço, ele iria a um encontro, e no fim do dia, voltaria a casa com os papéis do divórcio.

- Desculpe a demora, senhor, - disse Joana, a governanta. - Estava ocupada com os afazeres da cozinha.

- Onde ela está? - Os olhos inquisidores se fixaram na funcionária.

Era difícil de encontrá-la, já que Evelyn sempre comia com os empregados ou fazia as refeições escondida em seu quarto desde que o senhor Relish a desprezou.

- Ela foi ao jardim colher flores... - a governanta uniu as mãos na frente da barriga. - Quer que eu a chame?

- Não será necessário. Assim que eu voltar, falarei com ela.

- Sim, senhor!

Com as mãos enfiadas no bolso lateral de sua calça de linho azul-escuro, Nathan virou-se para a janela. Estava vigiando a garota que passeava pela estradinha de pedras brancas no meio do jardim. Não havia tempo para arrependimentos e nem mesmo piedade, tinha que expulsá-la de sua vida.

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Naquela tarde, Evelyn estava aproveitando o clima ameno para saborear a brisa fresca.

Teve uma breve sensação de ser observada enquanto colhia algumas rosas. Ela se levantou, passou a mão na testa para enxugar o suor e viu o homem que fechou as cortinas rapidamente.

Ela sabia que o senhor Relish não tinha viajado naquela semana e depois do vexame que deu no corredor, decidiu não incomodá-lo. Era melhor assim. Segurando o ramalhete de rosas, Evelyn foi direto para a porta dos fundos da mansão que dava para a cozinha.

Colocou as rosas no jarro com água e arrumou no centro da mesa. Ela encheu um copo com o suco de laranja e sentou-se. Abriu o jornal que ainda estava sobre a mesa e viu a foto do marido ao lado da mulher de cabelos flamejantes. As pupilas arregalaram quando ela leu o título da reportagem: "O Magnata do petróleo vai se casar com uma famosa modelo!".

As mãos começaram a tremer. O copo quebrou-se em vários pedaços quando caiu ao chão. O suco se espalhou por todo o piso de madeira.

"Como ele vai se casar com outra mulher se continua casado comigo?" Evelyn suspirou, pensativa.

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