Era inverno, e a neve caia fortemente do lado de fora.
Era por volta da meia noite, quando um luxuoso carro preto estacionou, acordando a mulher doente que estava dormindo no andar de cima.
A porta da frente da sala de estar foi aberta, um homem e uma mulher entraram tropeçando e desabaram no sofá grande e confortável, e o homem, era o dono desta casa, mas a mulher com ele, não era nada com status aqui.
- Presidente... - A governanta, ao ouvir o barulho, ela desceu as escadas correndo com medo de ser sua chefe que estava doente, mas ao ver a cena, ela exclamou surpresa.
- Saia daqui! - A voz do homem soou, sem deixar a mulher que estava em seus braços.
A governanta com medo, apenas saiu correndo, subindo as escadas, ela tinha dó da sua chefe, que certamente, veria essa cena.
Depois de meia hora, um vento gelado entrou pelas enormes janelas da sala, mas não conseguiu dissipar o calor na sala de estar.
Isabella que estava deitada, ao ouvir sons de vaso quebrando, e vozes no andar de baixo, ficou assustada, pois seu marido raramente voltava cedo, ainda mais com visitas.
Com o pouco de força que restava por causa da Leucemia, ela se levantou, e caminhou pelo carpete grosso, e os ruídos estranhos vindos do andar de baixo aumentaram sua curiosidade.
Ao chegar ao topo da escada, ela olhou para baixo e sua mente pareceu explodir com um grande estrondo!
No sofá de sua enorme sala, havia um homem e uma mulher completamente nus, e essa visão, fez com que ela sentisse suas pernas falharem.
O homem que estava de costas para ela era seu marido, e ele estava traindo ela, bem na sua casa, no seu sofá, sem se importar se ela iria ou não ver eles!
Isabella sentiu uma onda de raiva subir repentinamente subir, fazendo-a sentir aperto no peito e falta de ar, ela estava à beira de uma explosão mental, e com os lábios trêmulos, ela agarrou o corrimão com força e gritou.
- John Arbex, como você pode fazer isso?
A voz dela surpreendeu o casal que estava deitado no sofá, e o homem virou a cabeça para olhar para ela.
Sob o brilho dourado suave e difuso da luminária de cristal pendurada, seus olhos profundos, nariz alto e lábios finos se destacavam.
Ele tinha um rosto angelical, mas o coração de um demônio de coração frio.
Olhando para a mulher triste no andar de cima, ele estreitou os olhos, suas pupilas quentes e escuras brilhavam com leve irritação por ter sido perturbado e um desdém frio inato, e Isabella tremeu quando encontrou seu olhar frio, fazendo seu coração gelar.
Ele não entrou em pânico, nem sentiu remorso, pelo contrário, ficou irritado por ser pertubado.
Naquele momento, Isabella sentiu uma enorme tristeza, e se perguntou, com que tipo de homem ela havia se casado?
- Some daqui, não há nada para você! - Os lábios finos de John mal se moveram enquanto ele falava friamente.
Ele não demonstrou nenhuma intenção de se levantar, e a mulher ao lado dele era claramente mais importante do que sua esposa, que estava casada há mais de 4 anos com ele, e estava doente, com leucemia.
Isabella firmou seu corpo cambaleante, seu coração doía dolorosamente e ela sentiu uma dor aguda em seu peito, como se o ar faltasse.
- Querido, eu não quero que ela fique olhando para nós, ou você pode pedir para ela desviar o olhar? - Olivia falou claramente se exibindo, e segurando mais forte o corpo de John contra o seu.
Mas seu olhar era provocativamente irônico quando ela olhou para Isabella, que apenas devolveu o olhar com raiva.
Algo estava queimando em seu peito. Se ela não desabafasse sua raiva, ela iria sufocar.
- Sua imunda, está é a minha casa! - Isabella gritou com raiva. - Você dois são nojentos! Sumam daqui!
- Querido, ela falou que está casa é dela, e ainda nós expulsou, você vai deixar? - Olivia fez uma cara de pena, e seu semblante encantador parecia tão lamentável que despertou um senso de compaixão, e John beijou-a carinhosamente nos lábios e então se virou para olhar para Isabella, com olhos frios e sombrios.
- Está casa, e tudo que tem aqui, é meu! - Ele falou em um tom autoritário. - Se você quer ir embora, pois bem, vá, mas eu e Olivia não vamos sair aqui! - Sua voz era igualmente fria, muito parecida com o inverno do lado de fora da mansão.
Os olhos de Isabella se arregalaram quando ela ouviu isso, e não pode deixar de dar risada.
Ele falou que se ela estivesse incomodada, ela que teria que ir embora?
Ela era sua esposa, estava doente, mal conseguia se manter em pé, e estava nevando do lado de fora, mas mesmo assim, teve a audácia de mandá-la embora na frente de sua amante!
Tudo bem, ela iria embora, quem precisa dele, afinal!
Isabella estava cheia de raiva e tristeza, e enxugou suas lágrimas e resolutamente, com a pouca de força que restava, voltou para o quarto, e John apenas observou a figura dela se afastando, e seus olhos escureceram com indiferença.
Ele sabia que ela não iria embora, ela nunca conseguiria se separar dele. No entanto, a interrupção dela estragou o humor dele, por isso, ele pegou suas roupas jogadas no chão, e sentou-se novamente no sofá, e depois, acendeu um cigarro de sabor menta, e uma leve nuvem de fumaça surgiu no ambiente.
Olivia, que estava apenas de calcinha e sutiã, deitou-se no braço de John, com um olhar magoado em seu rosto.
- John, querido, é minha culpa. Eu não deveria ter provocado ela, afinal, ela é sua esposa, e eu sou apenas a amante!
O homem apagou o cigarro, levantou o queixo delicado dela e abriu um sorriso gentil e indulgente.
- Não tem nada a ver com você, e você sabe, se não fosse por meu avó me obrigando a me casar, eu teria me casado com você. Era para você ser a Sra Arbex, e não Isabella!
- Está bem, meu amor, não tenho problemas com isso, contando que você sempre me ame!
No momento em que John estava prestes a confortá-la, ele viu Isabella, agora com outra roupa, e carregando uma mala, e lutando para descer as escadas.
Como ela precisava de um equipamento para respirar, era uma visão que inspirava medo, afinal, ela segurava de um lado, seu cilindro do ar, e do outro lado, uma mala grande, e John ficou surpreso e rapidamente correu até ela, agarrando seu pulso.
- Quem você está tentando impressionar? Você acha que eu vou implorar para você ficar?
Como ela estava fraca, ela tinha pouca força para brigar, e então, olhou para ele com tristeza.
- Fique tranquilo, uma vez que eu for embora, nunca mais voltarei, e você pode convidar quem quiser, não vou mais te incomodar! Afinal, está é sua casa, não é mesmo? - Ela o confrontou, e as púpilas de John se contraíram e seus olhos instantaneamente ficaram escuros.
Isabella sempre foi uma mulher obediente e gentil com ele, nem mesmo ousando levantar a voz, e agora, ela ousou falar com ele assim, o que naturalmente o deixou atordoado e furioso.
- Isabella, você deve estar ficando muito corajosa! - John falou cuspindo fogo. - Não pense que só porque você está doente, eu não ousarei encostar um dedo em você!
As feridas no coração de Isabella só se intensificaram, e ela estava teimosamente segurando as lágrimas, seu pulso lutando.
- Sabe, John, eu já tive o suficiente vivendo esse falso casamento com você! - Ela sentiu lagríma por lagrima caindo. - Eu não quero ficar aqui, eu não quero ver você, então, apenas me deixe iro, eu já estou doente o suficiente para isso!
- Isabella... - Em vez de soltá-la, John apertou sua mão com ainda mais força, e no meio da luta, a mala grande caiu escada abaixo, estimulando seus nervos e fazendo com que ela lutasse ainda mais.
John agarrou a outra mão dela com força e os olhos cheios de fúria, e ele estava bravo, mas ela estava mais brava ainda...
Os olhos de Isabella ficaram vermelhos de raiva, e ela mordeu a mão dele com força. Assustado pela dor, ele reflexivamente jogou a mão, resultando na queda dela da escada.
Isabella caiu quase trinta lances de escadas ao lado do seu respirador, e sentiu uma enorme dor, segurando com força seu peito, e seu rosto mortalmente pálido, suas feições distorcidas de dor.
John, ao ver ela caída no chão, e cercada de sangue, por um corte na cabeça, não pensou duas vezes em descer para socorre-lá.
- Isabella, pelo amor de Deus, você está bem? - Ele perguntou, e o cilindro de ar estava totalmente vazio, e ela também sangrava pela boca.
- Me salve... por favor? - Isabella pediu suplicando.
- Olivia, chame a ambulância, rápido! - John pediu, e a mulher somente de calcinha e sutiã, começou a procurar o telefone dentro de sua bolsa.
- John... - Ela sussurrou. - Se eu pudesse voltar atrás, nesta vida, eu jamais teria me casado com você!
E num último suspiro, ela fechou os olhos...
- Nãooo!! - Isabella gritou, e abriu os olhos confusa, e olhou para seu corpo preocupada.
- Srta Collins, está tudo bem? - Um dos empregados entrou no quarto correndo, assustado com os gritos da sua chefe.
Isabella começou a olhar aos arredores, e percebeu que estava no quarto que dividia com John Arbex, mas ela se lembrava claramente de estar nos braços dele, já que havia caído das escadas. Mas, ela rapidamente colocou a mão em seu rosto, e não havia nenhum tubo de ar, como se ela não estivesse doente.
- Senhora, o que há de errado? - A empregada via o rosto assustado de sua chefe. - Você não está se sentindo bem? Devemos ir ao hospital?
Isabella estava recordando tudo que havia acontecido na noite passado, e ela se perguntou, como estava viva.
- Eu... eu fui traída e quase morri... - No momento em que ela começou a falar, ela começou a chorar amargamente.
- Senhora, você estava sonhando? - A empregada perguntou confusa. - Você o presidente acabaram de se casar, e como ele iria lhe trair? E como você quase morreu? Sua saúde é de ouro!
Isabella congelou quando ouviu o que a empregada disse.
- O que você disse? - Isabella perguntou.
- Eu disse que você e o presidente acabaram de se casar, e você não morreu, sua saúde é de ferro. Tem certeza que está bem? - A empregada perguntou.
- Eu não estava com leucemia? Eu não cai das escadas ontem a noite? - Isabella perguntou um tanto confusa.
- Caiu da escada? - A empregada deu risada. - Você realmente teve um sonho e tanto, senhora.
- Você não está mentindo para mim, está? - Isabella ainda não estava confiante mediante as palavras de sua governanta.
- A senhora está com febre? - Donna, a empregada tocou rapidamente a testa de sua chefe. - Mas, não está quente!
Quando ela terminou de falar, nesse momento, a porta do quarto foi aberta, e vestindo uma camisa branca, John Arbex entrou, e seus olhos escuros se voltaram para Isabella deitada na cama.
- Isabella, ouvi os gritos da cozinha. Está tudo bem?
- Presidente, era apenas um pesado que a madame teve. - Donna respondeu dando um passo para trás.
- E eu subi correndo, ouvindo todos apavorados, por que ela estava tendo um pesadelo? - John franziu a testa em desgosto. - Por acaso, Donna, você acha que eu estou com bastante tempo livre?
- Não senhor! - Donna abaixou a cabeça sem jeito, explicando cautelosamente. - A Srta Collins realmente teve febre ontem, e gritou por causa de um pesado, ela até mesmo estava delirando agora.
- Você pode ir embora agora, Donna! - John bufou friamente.
- Sim, senhor!
Donna foi embora, e John sentou-se ao lado de Isabella do lado da cama, e seus olhos escuros e penetrante a encararam, e seu olhar era gelado e desprovido de qualquer calor.
Isabella também olhou para ele, lutando para suprimir sua raiva, tentando manter o rosto calmo, eeu olhar pareceu assustar John um pouco. Normalmente, o olhar que ela lhe lançava era de uma afeição irritantemente profunda, que deixaria qualquer um arrepiado. Mas seu olhar hoje era estranho, distante e frio, aparentemente escondendo raiva e ressentimento.
- Por que eu não voltei ontem à noite, você está com o coração partido? - Ele falou sorrindo. - Isabella, quando nós casamos, eu disse que jamais iria me apaixonar por você, e nem lhe daria a atenção que você queria. E você concordou com isso, mas será que você está se arrependendo disso?
Isabella permaneceu em silêncio, ela não ousou falar, temendo dizer algo errado. Mesmo que ela não tivesse descoberto a verdade, ela ainda podia sentir que algo estava errado.
Donna disse que não estava doente, e John também não mencionou nada sobre sua doença, então, ela queria ver o que eles estavam fazendo.
John, ao vê-la em silêncio, franziu a testa em desgosto.
Ele não queria continuar falando com ela e se levantou imediatamente para tomar banho no banheiro.
Ele abriu a torneira bem alto, o som da água correndo podia ser ouvido claramente lá fora.
Mas, que diabos estava acontecendo?
Ela não deveria estar morrendo? Como ela acordou bem de repente?
Quando ela estava perdendo o juízo, o alarme do seu telefone tocou, e ela programava o alarme para oito e meia todas as manhãs e, ao ouvir a melodia familiar rapidamente pegou o telefone na mesa de cabeceira e desligou o alarme.
Então, ela viu a data exibida em seu telefone.
Ela arregalou os olhos, surpresa.
Como isso poderia ser possível?
Eles estavam em 2018?
O telefone dela pode estar quebrado?
Isabella rapidamente acessou a internet com seu telefone, atualizou a data no telefone e a data continuou a mesma!
Ela ficou chocada. Por que a data foi adiada em mais de dois anos?
Quando John saiu do banheiro, vestido apenas com uma toalha em volta da cintura, ele viu Isabella olhando fixamente para ele, com uma carranca formada em seu rosto por hábito.
- John, que dia é hoje? - Isabella de repente virou a cabeça para olhá-lo e perguntou ansiosamente.
- Dia 18 de janeiro. - John não sabia o que ela estava fazendo, então, respondeu indiferentemente.
18 de janeiro...
Isabella sentiu como se tivesse sido atingida por um raio, e ela lembrou que o dia do acidente foi em outubro, mas ainda era janeiro, então, ou ela estava em coma há dois anos, ou realmente foi apenas um sonho. Mas as coisas que aconteceram eram tão vívidas, como poderiam ser sonho?
Isso não está certo, parecia que ela tinha retornado a dois atrás... Será que ela voltou no tempo? Era uma segunda chance que a vida estava lhe dando?
Isabella empalideceu, segurando a cabeça com força, ela estava profundamente confusa.
O que diabos estava acontecendo?!
- Isabella, o que há de errado com você?
Ele não gostava que as coisas saíssem do seu controle, e mesmo que não gostasse dela, isso não significava que não quisesse saber o que estava acontecendo com ela.
- Eu acho que tive um pesadelo, foi isso! - Isabella hesitou, e John não entendeu o que ela quis dizer com ter um pesadelo.
Ele sempre foi impaciente com ela e hoje, com seu comportamento estranho e sua incapacidade de dar respostas diretas às suas perguntas, ele perdeu completamente a paciência.
- Acho que você está ficando louca, e precisa se cuidar! - Pegando algumas roupas limpas do closet, ele se vestiu rapidamente, e com isso, ele saiu pela porta, batendo-a atrás de si, expressando sua irritação com ela.
Isabella ficou momentaneamente atordoada, mas rapidamente calçou os sapatos e o seguiu escada abaixo, e lá, estava Donna e alguns empregados.
- Donna, o aniversário de 70 anos do avô já chegou?
- Ainda não. - Donna deu risada. - Isso é no mês que vem.
Isabella ficou branca, em sua memória, o 70º aniversário de seu avô já havia passado, então, soltando a mão de Donna, ela pegou o telefone fixo e discou o número do avô.
- Bella, o que você precisa do seu avô? - Carlos gentilmente perguntou do outro lado da linha, e Isabella respirou fundo e riu.
- Avô, seu aniversário de 70 anos está se aproximando, então, eu queria perguntar que tipo de presente de aniversário você gostaria para que eu possa prepará-lo com antecedência.
- O avô não precisa de presentes, e o melhor presente para mim seria se você e John se apressarem e me dessem um bisneto. - Carlos riu e respondeu.
- Avô, você está me provocando... - Isabella reclamou timidamente, mas dentro de sua mente, uma tempestade estava se formando.
Ninguém estava tentando enganá-la.
Então, tudo o que ela tinha acabado de vivenciar tinha sido apenas um sonho?
Isabella se lembrou dos romances que leu online na vida passada, alguns deles eram sobre renascimento. Será que ela também havia reencarnado?
Revisando suas memórias, John a expulsou de casa nessa época de sua vida passada, mas no meio do caminho ele recebeu um telefonema e a expulsou do carro, deixando-a sozinha para encontrar o caminho de casa.
Ele foi embora e começou a chover muito.
Ela estava profundamente ferida e não tinha veículo disponível, então voltou para casa na chuva, apenas para ficar doente com um resfriado e febre naquela noite.
Dada a situação atual, parecia que a ocasião em que ela adoeceu em sua vida passada foi precisamente na noite passada. Então o tempo realmente havia retrocedido mais de um ano... Isabella não tinha certeza do porquê de ter renascido, mas depois do choque inicial, ela sentiu alegria.
Renascer significava que tudo poderia recomeçar.
Depois de vivenciar tudo o que passou em sua vida anterior, ela descobriu a verdadeira extensão da indiferença e crueldade de John para com ela. Portanto, nesta vida, ela não o amaria mais e certamente não ansiaria por seu amor.
Já que a vida lhe dera essa segunda chance, ela a agarraria firmemente, jurando não morrer de uma morte trágica e miserável novamente!
Isabella cerrou os punhos, gritando em seu coração: John, nesta vida, não vou mais te amar, certamente não vou te dar a chance de me machucar!
No entanto, Isabella não conseguiu evitar rir amargamente. Se ela renascesse, por que não poderia retornar a dois anos atrás, quando poderia ter escolhido não se casar com ele?
Renascer agora não era tarde demais, afinal, a tragédia ainda não havia acontecido, ela poderia evitar seu terrível destino. É claro que, tendo outra chance na vida, ela não desperdiçaria essa oportunidade dada por Deus.
Isabella cerrou os punhos com força, fazendo um voto em seu coração de que ela se separaria de John, ela deveria se divorciar dele!
À noite, John voltou para casa muito tarde, como de costume, na verdade, esta casa era apenas um lugar para ele dormir, pois ele sempre teve atividades infinitas e um número infinito de mulheres.
Em sua vida passada, Isabella esperava por ele todos os dias na espaçosa vila, sentindo-se solitária. Toda vez que ele voltava para casa, ela ficava de coração partido pelo cheiro de perfume nele.
Mas não mais, não importa se ele volte ou quantas mulheres ele tenha lá fora, ela não ficará mais com o coração partido por causa dele.
Quando John retornou, Isabella já tinha ido dormir.
Normalmente, ela deixava um abajur aceso, não importava o quão tarde ele chegasse, sempre havia uma luz quente acesa no quarto.
Mas não esta noite, John entrou em seu quarto, o quarto escuro como breu o fez franzir a testa.
Ele ligou o interruptor principal, o quarto inteiro ficou bem iluminado e a luz era penetrante.
Isabella, acordada, esfregou os olhos doloridos, apagou a luz e deixou apenas um abajur aceso.
- Da próxima vez que você chegar tarde em casa, não acenda todas as luzes aleatoriamente, isso perturba o descanso dos outros. - Depois de dizer isso calmamente, ela se virou, de costas para ele, e continuou a fechar os olhos e dormir.
John ficou um pouco surpreso. Foi esse o tom em que Isabella falou com ele?
Ela não deixou nenhuma luz acesa para ele hoje e até disse que ele atrapalhou seu sono!
Essa mulher ainda guardava rancor por ele tê-la deixado na chuva ontem, fazendo com que ela pegasse um resfriado e tivesse febre?
John franziu o canto da boca friamente, apenas olhando para ela por um momento antes de ir ao banheiro para se lavar.
O barulho da água no banheiro era alto, e Isabella não conseguia dormir.
John era assim mesmo, fazia o que queria, não se importava nem um pouco com o que os outros sentiam. Ele não só voltava tarde todos os dias, mas o som da água no banheiro também era incrivelmente alto quando ele tomava banho. Isso sempre a mantinha acordada.
Ela realmente não conseguia entender como em sua vida passada ela se apaixonou por uma pessoa como ele.
Quando John saiu do banheiro enrolado em uma toalha, Isabella se levantou.
- Você pode abaixar o volume quando toma banho no futuro? Senão, vou para outro quarto para dormir, assim não vamos nos incomodar.
John estreitou os olhos, uma luz forte refletida neles.
- Isabella, o que há de errado com você hoje? Você é explosiva ou algo assim? Tudo o que eu faço é simplesmente inaceitável para você, é porque eu te deixei na chuva ontem, você é realmente tão mesquinha?!
Isabella baixou as pálpebras, escondendo o sorriso frio e irônico em seus olhos.
De fato, a velha Isabella o amava e nunca o acharia irritante.
Mas a renascida Isabella não tinha sentimentos por ele. Ela o achava repugnante, como ela poderia aturar tudo isso?
- Você acha que estou sendo mesquinha sobre o incidente de ontem? Se eu fosse mesquinha, teria começado no dia em que me casei com você. John, você não tem sentimentos por mim de qualquer forma, então não há necessidade de continuarmos com essa farsa de casamento.
- Você está pedindo o divórcio? - John fez uma pausa, então seus olhos se encheram de tristeza.
Ele não conseguia acreditar no que ouvia, e a mulher que o amava tanto que frequentemente batia nas paredes porque estava muito ocupada olhando para ele, agora estava pedindo o divórcio.
Isabella olhou para ele diretamente nos olhos e assentiu.
- Sim. Não quero nada de você. Se concordar, vamos nos divorciar. - Desde que acordou, ela não tinha intenção de continuar o relacionamento.
Este casamento tem que acabar!
O maxilar de John de repente se contraiu, e um toque de ameaça brilhou em seus olhos escuros.
Ele estendeu a mão e agarrou o queixo dela, seus olhos frios se estreitaram, seus lábios se curvaram em um sorriso frio.
- Isabella, você acha que está qualificada para dizer a palavra 'divórcio?' Se alguém deve propor o divórcio, não é você!