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Experimentando o Amor

Experimentando o Amor

Autor:: Alexiiia
Gênero: Romance
Uma jovem mulher escolheu ser livre das imposições de sua família, com isso ela teve que encarar a vida de uma forma diferente. Mesmo sendo muito nova enfrentou diversos desafios e descobriu a importância do amor. Começou a sentir as primeiras reações de ter um coração preenchido por uma emoção desconhecida e sentir palpitações e experimentar sensações que só um amor verdadeiro poderiam proporcionar. Venha conhecer a história de Alexia e Gabriel em contexto contemporâneo e bem atual.

Capítulo 1 Saindo de casa

Fechando a porta atrás de si com um suave click, o som era quase como uma sinfonia de novos começos. O cheiro familiar de casa ainda pairava no ar, mas ela estava determinada a seguir em frente. Os dias de desentendimentos e exploração familiar ficariam para trás, e diante dela se estendia um mundo de possibilidades e incertezas. Com a mochila nas costas e uma mala de mão, sentiu o peso das responsabilidades e das promessas.

Durante o caminho ela viu um filme se desenrolar em sua mente.

"Em uma casa no interior do Rio de Janeiro, onde a tensão se tornava palpável a cada dia, a convivência entre a madrasta Vilma e a enteada Alexia era marcada por constantes desentendimentos. A madrasta, tentando estabelecer sua autoridade e impor regras, frequentemente entrava em conflito com a adolescente. Mandando que ela fizesse de tudo um pouco. Por sua vez, Alexia, que lutava para encontrar seu espaço e aceitação, respondia com resistência e rebeldia.

Enquanto a situação se deteriorava, o pai da Alexia permanecia observando e, infelizmente, inerte. Em vez de intervir ou mediar a disputa, ele se mantinha à margem, muitas vezes justificando sua postura com a ideia de que essas questões deveriam ser resolvidas internamente entre os envolvidos.

Esse silêncio e falta de ação do pai só aumentavam a frustração de todos os lados. A Vilma sentia-se desamparada, acreditando que sua posição e esforços não eram valorizados. A Alexia, por sua vez, sentia-se isolada e incompreendida, sua relação com o pai se enfraquecendo a cada dia que passava sem uma intervenção eficaz.

O ambiente familiar, em vez de ser um refúgio de apoio e compreensão, se transformava em um campo de batalha onde a comunicação se perdia e o conflito parecia interminável. Sem uma mediação adequada e o envolvimento do pai, a situação só tendia a se agravar, corroendo a possibilidade de uma convivência harmônica e afetiva entre todos os membros da família.

Alexia se sentia desamparada e sem mãe aos 17 anos, vivendo nesse ambiente com o pai, a madrasta, o filho dela e dois meio-irmãos, uma menina e uma menino. Ela se viu sem saída a não ser ir embora ganhar a vida sozinha.

A partir daí ela começou a organizar uma estratégia e na primeira oportunidade colocaria em prática. Alexia sabia que não teria mais condições de continuar morando nessa casa.

Então quando surgiu novamente uma briga entre a madrasta e Alexia, foi o ponto crucial, ela juntou suas malas e foi embora, só parou para exigir aos prantos, ao seu pai, que lhe entregasse as chaves do apartamento que era de sua mãe."

Voltando de seu devaneio sentiu uma sensação estranha, misturando empolgação com um leve temor. Cada passo que dava em direção ao caminho que a levaria ao novo apartamento representava um passo mais longe do lar onde crescera, mas também um passo mais próximo do futuro que ela sempre sonhou. Pela janela podia observar as ruas vibrando com a energia da cidade, e o sol que brilhava intensamente, como se estivesse dando uma calorosa despedida. Ela observava os detalhes ao seu redor com um misto de fascínio e apreensão. Na longa estrada do interior para cidade observava as longas e frondosas árvores sendo substituídas pelos prédios altos, as lojas movimentadas, o barulho constante – tudo era novo e desafiador. Lembrou-se das conversas com seu pai, das promessas feitas e dos conselhos recebidos. "Você vai encontrar seu caminho", disse ele. "Ser independente é incrível, mas não se esqueça de que sempre terá um lugar para voltar." Alexia sorriu para si mesma, grata pelo apoio, sabendo o que a esperava se ela retornasse dessa jornada, mas também sabia que era hora de testar suas próprias asas. Ao entrar no apartamento pequeno, mas acolhedor, ela se deparou com a sensação palpável de paz e liberdade. Cada cantinho daquele lugar representava tudo que ela sempre sonhou, ainda não tinham móveis e objetos de decoração, embora estivesse vazio, tinha um significado especial agora, representando não só as suas escolhas, desafios e conquistas, mas também de sua mãe. O lugar era seu, e isso era tanto um alívio quanto uma grande responsabilidade. Alexia se permitiu um momento para respirar, para se maravilhar com a nova fase de sua vida. Havia um mundo inteiro esperando por ela, repleto de desafios e de oportunidades. Ela estava pronta para enfrentá-los, para descobrir quem realmente era será fora da casa de seu pai e sua madrasta. Com um último olhar para a cidade que agora seria sue lar, ela entrou na nova fase de sua vida com coragem e um brilho nos olhos. O futuro era incerto, mas Alexia estava pronta para abraçá-lo com todo o seu coração. Afinal, ela sabia que, apesar de estar sozinha, nunca estaria realmente sozinha – carregava consigo a força e o amor de tudo o que a havia moldado até aquele momento. Sempre se lembrando do que diziam a respeito de sua mãe, embora não tivesse memórias de como ela era, a conhecia como se ela estivesse presente ao seu lado a todo momento.

Capítulo 2 Em busca de uma oportunidade

Alexia havia se perdido no labirinto de telas e janelas abertas do seu computador. As palavras e os números se misturavam em um turbilhão de ansiedade e determinação. As horas tinham se estendido para além do que imaginara, e a madrugada silenciosa fora marcada pelo som constante dos cliques e do teclado. Ela estava tão absorvida na criação do currículo perfeito e na busca incessante por vagas de emprego que perdeu a noção do tempo. A noite avançava, e o cansaço começava a pesar em seus ombros.

Ela havia comprado um lanche e as latas energéticos vazias ao seu lado eram testemunhas da sua luta para permanecer acordada, para ajustar cada detalhe do currículo, para encontrar a palavra certa que a destacasse entre os candidatos. Ela reescreveu cada seção várias vezes, revisou cada ponto, certificando-se de que tudo estava impecável. Em algum momento, os olhos de Alexia começaram a ficar pesados, mas a ideia de não terminar a tarefa a mantinha firmemente grudada à cadeira. De repente, um fraco clarão atravessou a janela, e Alexia piscou, tentando entender o que estava acontecendo. O céu, antes escuro e coberto por nuvens, agora mostrava os primeiros sinais de um novo dia. Ela olhou para o relógio, e um frio na barriga a tomou ao perceber que a madrugada já havia dado lugar à manhã. O ponteiro dos minutos girava calmamente, marcando um tempo que parecia tão distante quando ela começou. Ela suspirou, aliviada e exausta. O resultado do esforço era um currículo aprimorado e uma lista interminável de oportunidades e formulários preenchidos. A sensação de realização era um misto de satisfação e esgotamento. Levantou-se, esticando os braços e se espreguiçando, enquanto observava a luz do sol se infiltrando pela janela. O dia havia chegado, e com ele, novas possibilidades e desafios. Alexia olhou para a tela do computador, agora refletindo a luz do dia, e sorriu para si mesma. Ela sabia que o caminho para encontrar o emprego ideal ainda não estava completo, mas o que passou a noite fazendo era um passo crucial. Fechou o laptop com um gesto firme, sentindo o peso das horas investidas, e decidiu que merecia um pouco de descanso. Com o coração repleto de esperança, estava pronta para enfrentar o dia que começava com a mesma determinação que teve a noite toda. Ela tomou um bom banho e colocou sua melhor roupa e saiu, quando Alexia fechou a porta de seu pequeno apartamento. O barulho da chave girando na fechadura ecoou pelo corredor vazio, e ela deu um suspiro pensando que aqui agora era o seu lar. As paredes nuas e o silêncio que preenchia o espaço agora vazio eram um lembrete de sua situação atual. Alexia desceu as escadas apressada, sentindo o peso das incertezas sobre seus ombros. Na rua, o sol começava a despontar no horizonte, tingindo o céu com tons de laranja e rosa, o ar fresco da manhã revigorava seus sentidos, dando-lhe uma leve esperança de que o dia traria boas notícias. Ela arrumou o blazer para parecer mais confiante, afastando o medo de não conseguir um bom emprego. Com pouco dinheiro para se manter, Alexia sabia que tinha que ser cautelosa. Cada centavo contava, e ela não podia se dar ao luxo de esbanjar. Caminhando pelas ruas de paralelepípedos do centro da cidade, Alexia observava as lojas ainda fechadas e o movimento lento dos primeiros transeuntes. A cidade despertava lentamente, mas ela já estava desperta há horas, pensando em como daria o próximo passo. Sabia que não poderia mais contar com a ajuda dos pais, e a solidão da cidade grande a fazia se sentir ainda mais vulnerável. Depois de alguns minutos de caminhada, o aroma de café fresco e pão recém-assado chamou sua atenção. Seguindo o cheiro, ela encontrou uma pequena padaria de esquina, com uma fachada simples e aconchegante. As luzes quentes do interior eram um convite tentador, e Alexia entrou, sentindo um alívio momentâneo. Ela se aproximou do balcão e foi recebida por uma simpática senhora de cabelos grisalhos, que lhe ofereceu um sorriso acolhedor. Alexia olhou para o cardápio simples, ponderando o que gostaria de pedir. Decidiu-se por um café pingado e um queijo quente. Enquanto esperava o pedido, Alexia observava os outros clientes, alguns parecendo habituais, conversando com a atendente como velhos amigos. A sensação de pertencimento que eles transmitiam fez com que ela se sentisse deslocada. Mas ela sabia que não tinha tempo para se deixar abater. Precisava focar em encontrar um emprego, algo que lhe desse a estabilidade que tanto precisava. Pois não tinha intenção de voltar para casa do pai. Sentada em uma das mesas próximas à janela, Alexia sorveu o café lentamente, tentando saborear cada gole como se pudesse estender aquele momento de conforto por mais tempo. Ela abriu o jornal que havia pegado na entrada da padaria, procurando na seção de classificados alguma oportunidade de trabalho. As opções não eram muitas, e as que apareciam não pareciam promissoras. Sentiu um nó se formar em sua garganta, mas se forçou a respirar fundo e continuar procurando. Depois de terminar o café, Alexia levantou-se, agradeceu à atendente e saiu da padaria, de volta a sus caminha em busca de uma colocação profissional. O céu já começava a perder o brilho suave do amanhecer, dando lugar a um azul claro, e a cidade se tornava mais movimentada. Determinada, Alexia começou a andar pelas ruas, entrando em lojas, escritórios e qualquer lugar que pudesse estar contratando. Cada "não" que recebia era mais uma pedra em seu caminho, mas ela não podia desistir. Precisava encontrar uma solução, e rápido. Conforme as horas passavam, Alexia começou a sentir o cansaço nos pés e na alma. A cidade, que antes parecia cheia de oportunidades, agora parecia implacável e indiferente. Porém, a cada porta que se fechava, ela se lembrava de sua promessa de nunca desistir, de continuar lutando até que encontrasse uma saída. E foi essa determinação que a levou até a última parada do dia: havia um mercado de bairro e ela pensou em comprar alguma coisa para comer mais tarde, a localização era em uma rua lateral. A fachada antiga e as prateleiras abarrotadas de produtos chamaram sua atenção. Algo naquele lugar parecia diferente dos outros onde havia estado. Talvez fosse a possibilidade de conseguir uma vaga de emprego naquele lugar. Ela entrou na li, uma mulher de meia-idade, de óculos e um ar gentil, a cumprimentou com um sorriso. Alexia sentiu uma ponta de esperança ressurgir ao perguntar se havia alguma vaga de emprego disponível. Para sua surpresa, a resposta foi positiva. Enquanto conversava com a dona do mercado sobre a vaga, Alexia não pôde deixar de pensar que, talvez, aquele lugar pudesse ser um novo começo.

Capítulo 3 Encontro ao acaso

Após acertar tudo com a senhora Macy, percebeu que era uma tarde ensolarada, e a luz dourada que banhava a cidade parecia suavizar os contornos das ruas e dos edifícios. Após uma manhã cheia de entrevistas e algumas esperanças frustradas, Alexia finalmente encontrou a oportunidade que precisava, não era o que esperava de salário, mas aceitou de bom grado pois seria o seu primeiro emprego, apenas com 17 anos de idade elas ainda tinha muito o que conquistar então decidiu comprar algumas coisas.

Caminhou pelos corredores do mercado, o lugar tinha um movimento constante e uma diversidade de pessoas e produtos. O mercado era um labirinto de estantes coloridas, com representantes oferecendo desde frutas frescas até artesanatos locais. O cheiro de ervas, flores e especiarias misturava-se no ar, criando uma atmosfera vibrante e acolhedora. Alexia se perdeu por entre as prateleiras, apreciando os produtos e pensando no compraria, se esquecendo das preocupações que a acompanhavam naquela manhã, quando saiu de casa. Ela parou no setor de frutas, encantada com a variedade de cores e formas. As maçãs vermelhas e brilhantes, os cachos de uvas suculentas, e as mangas maduras a tentavam. Pegou uma maçã na mão, examinando-a com atenção, quando uma voz profunda e suave soou ao seu lado. "Essa é uma boa escolha. As maçãs daqui são as melhores da cidade." Alexia se virou, um pouco surpresa, e encontrou um par de olhos verdes intensos que a observavam com interesse. O homem à sua frente era alto, com cabelos castanhos levemente desalinhados e um sorriso caloroso que fez o coração de Alexia bater um pouco mais rápido. Ele segurava uma cesta de compras e parecia completamente à vontade naquele ambiente. "Ah, sim? Então acho que vou levar algumas," respondeu Alexia, tentando não parecer afetada pela presença dele. "Você vem aqui sempre?" "Sim, sempre que posso," disse ele, pegando uma maçã da bancada e girando-a nos dedos. "Gosto de cozinhar e o mercado tem tudo o que eu preciso. Além disso, os produtos daqui são ótima qualidade." Alexia sorriu, apreciando a maneira descontraída como ele falava. "Parece um bom plano. Eu gosto de vir ao mercado fazer compras, há algo de satisfatório nisso." O homem assentiu, como se entendesse perfeitamente. "Você está certa. Há algo especial em poder escolher seus próprios ingredientes, saber de onde vem a comida. Eu sou Gabriel, aliás." Alexia, não respondeu dizendo seu nome, mas estendendo a mão para cumprimentá-lo. O toque firme e quente da mão dele fez com que ela se sentisse imediatamente à vontade, como se o conhecesse há mais tempo do que apenas alguns segundos. Os dois seguiram para fazer suas compras e sempre que se encontravam ao pelos corredores se cumprimentavam com um sorriso. No final Alexia foi para fila do caixa, ao vê-la Gabriel foi para mesma fila e continuaram a conversar enquanto esperavam a sua vez. Gabriel durante a conversa que foi rápida, ele acabou revelando que morava ali perto e era cliente assíduo do mercado. Alexia, por sua vez, contou era nova na cidade pois havia se mudado para a cidade recentemente. Enquanto ele falava, ela não podia deixar de notar como a presença de Gabriel a fazia se sentir leve, como se todas as preocupações do dia tivessem sido momentaneamente esquecidas. Quando saíram do mercado, Alexia percebeu que não queria que a conversa. Sentiu-se impulsionada a continuar aquela conversa, a conhecer mais sobre aquele homem que parecia tão encantador e acessível. "Eu estava pensando," começou Gabriel, como se lesse seus pensamentos, "se você estiver livre mais tarde, poderíamos tomar um café. Conheço um lugar ótimo aqui perto." Alexia hesitou, ela começou a ponderar as variáveis, pois embora ele fosse uma boa companhia, ela ainda sabia como essas coisas aconteciam na cidade grande. Além disso, havia algo nele que despertava sua curiosidade, um misto de segurança e mistério que a atraía, contudo o foco para o qual ela veio para este era de se estabelecer e ser independente, considerando tudo que já havia passado na vida. "Eu adoraria, mas seria melhor em outro momento, infelizmente eu ainda não posso " respondeu, sorrindo. "Ótimo! Então, que tal em um outra dia?" sugeriu ele. Gabriel entendeu que tinha ido com muita cedo ao pote e enquanto se despedia com um sorriso e se afastava, Alexia ficou parada por alguns segundos, sentindo uma alegria inesperada brotar dentro de si. O dia, que começara cheio de incertezas, agora parecia promissor. Ela olhou para o mercado e para as compras que ainda segurava na mão, lembrando-se da primeira coisa que ele lhe disse. Depois virou se para se despedir de Macy "Até muito obrigada pela oportunidade e até amanhã", que respondeu com um sorriso caloroso no rosto. Às vezes, pensou Alexia, a vida nos surpreende quando menos esperamos. E naquele mercado, em meio a frutas e diversas pessoas desconhecidas, talvez ela tivesse encontrado algo mais do que apenas ingredientes para uma refeição.

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