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Explosive Obsession

Explosive Obsession

Autor:: Kateko
Gênero: Aventura
Aleksey Markovic retorna à Bratva, o único lugar onde seu lado mais sombrio pode coexistir com uma semblante de normalidade. Após um longo período em terapia para domar sua fúria incontrolável, ele é finalmente liberado. A aparente calma na Bratva é quebrada quando Yasmin Ayala entra em sua vida, acendendo uma chama de instintos primitivos e demônios internos que ele lutou para enterrar. Yasmin, radiante por finalmente estar na Rússia para realizar seu sonho acadêmico, vê seu mundo desmoronar quando é subitamente sequestrada por Aleksey. Agora, ela se encontra em um dilema agonizante: ceder ao tumulto emocional e ao magnetismo de seu sequestrador ou encontrar uma forma de escapar das garras de um homem que encarna tanto a ameaça quanto um desejo perturbador. Para Aleksey, a única maneira de evitar a ruína é manter Yasmin sob seu controle. Para Yasmin, o desafio é sobreviver a um jogo mortal de sedução e fuga, enquanto descobre a verdadeira natureza do homem que a capturou. O destino de ambos está entrelaçado em uma trama de paixão, poder e violência, onde cada decisão pode significar a diferença entre a redenção e a destruição.

Capítulo 1 Prólogo e capítulo (1)

Prólogo ( Aleksey Markovic)

Bratva é minha casa. Meu santuário, o único lugar onde uma máquina de matar como eu pertence. É bom estar de volta, depois de tanto tempo afastado, não sei se as sessões de terapia serviram para alguma coisa, os meus demônios ainda estão vivos.

Às vezes, meus demônios voltam correndo, e eu me sinto fora de controle, cheio de raiva, perto de me perder completamente. Às vezes, eu só penso em deixar eles assumirem o controle e botar fogo no mundo, mas a voz doce e quebrada da minha ratinha me acalma. Mantê-la prisioneira em meus braços, é minha única opção, se ela for embora, minha escuridão ressurgirá e não haverá ser humano que escape dela dessa vez.

Yasmin Ayala (1)

Estava tendo um sono tão tranquilo que, não queria acordar por nada, o mundo podia até terminar a qualquer momento, mas eu só queria ter mais algumas horinhas em paz. Mas como diz o ditado, Deus ajuda, quem cedo madruga, sou forçada a deixar a minha amada cama e partir para mais uma aula. Eu sou estudante bolsista na São Petersburgo university, não posso dispersar essa oportunidade por nada na vida.

- Yasmin Ayala sua vaca, não está ouvindo o despertador tocar, se põe o despertador é para você acordar e não a casa inteira! - Mika grita irritada me dando pontapés, o humor dela nas manhãs é um verdadeiro atentado a minha vida.

Ela é minha colega de apartamento, nós duas somos colegas na universidade e compartilhamos o apê, para reduzir custos. Ela é filha de uma brasileira e um Russo, logo foi um bônus para mim em questão de língua em comum.

- Ai meu Deus Mika, eu já acordei pará com isso! - jogo o travesseiro nela.

- A tá, vá logo tomar banho que você não é herdeira minha filha - a desgraçada me empurra até o banheiro anexo em nosso pequeno apê.

Ela tem razão, diferente de todo o mundo daquela universidade, nós duas não somos herdeiras e precisamos trabalhar muito para ter o pão na mesa, já basta ser bolsista, bolsista burra, é a última coisa que me falta no mundo. Sem contar que não existem bolsistas burros. Além de estudar Engenharia de petróleo e gás, eu trabalho por meio período numa lanchonete bem próximo da minha casa, o que me garante alguns trocados no bolso.

- Yas! Estou indo, não se preocupe com o café eu já fiz - Mika sai de casa mais cedo que eu, como sempre.

Ela estuda economia e eu engenharia, apesar de serem dois cursos totalmente opostos, nós duas trabalhamos com números, logo é fácil de nós duas entendermos uma a outra. Saio correndo do banheiro, se Mika já saiu, isso siginifica que eu estou pouco de chegar no final da aula do senhor Serguei. Não sei por quê aquele velho desgraçado não pede a reforma dele.

- Aiii! Eu vou me foder meu Deus - grunho fazendo um esforço para fazer uma skin care básica e rápida.

A Rússia é um país muito frio, para muitos, é a temperatura ideal para ter uma pele óptima, mas para o meu azar, a minha pele é sensível ao frio e eu sempre descasco, é de extrema importância sempre fazer skin care. Assim que faço isso, preparo o meu conjunto de moletom branco e meus fones de ouvido básicos.

Saio correndo até o ponto de ônibus, pego o mesmo e em menos de trinta minutos eu já estou na faculdade. Às vantagens de morar na Rússia é que, além de estar estudando o que eu sempre quis, os transportes nunca estão cheios, eu não preciso sair de casa duas horas antes do meu compromisso, não importa a hora que saio de casa, eu sempre encontro um ônibus me esperando.

Assim que chego a faculdade, a sala já está superlotada e as pessoas já estão em pares, menos o diabo de olhos azuis. Como sempre, Aleksey Markovic, está sentado num cantinho sozinho e para o meu azar, é o único banco disponível para mim. Invocando todos os espíritos da minha família, eu vou até ele com passos vacilantes, eu espero que Deus me proteja e que no final eu não morra congelada ou petrificada pelo olhar dele.

- Oi Aleksey, posso me sentar aqui? - minha voz sai tão trémula que é bem provável que ele vá rir de mim depois.

Ele nem sequer se dá o trabalho de olhar em meus olhos, ele simplesmente se afasta de mim e deixa a cadeira livre.

- Você já está aqui Ayala, sente-se noutro lugar se tiver - o senhor coração de gelo murmura suavemente.

Sua voz sai tão gélida e fria que acho que o próprio polo norte congela ainda mais. Eu não sei o que fiz para esse menino, mas desde o primeiro dia, ele não vai com a minha cara.

- Não tem outro lugar - me sento ao lado da geladeira insuportável de dois metros de altura.

Ele nem sequer se dá ao trabalho de me responder, me sento na cadeira ao lado do rei do gelo. A aula do professor Serguei começa intediante como sempre, metade da turma está sonecando, mas eu não estou conseguindo dormir, porque parece que todo o frio da Rússia, está na minha cadeira. A respiração de Aleksey me desconcentrar e muito. Observo com cuidado o que ele está fazendo e para minha completa surpresa, ele não está fazendo nenhum cálculo ou coisa do tipo, ele está desenhando coisas grotescas e assustadoras.

- Seus pais não ensinaram que é errado ser uma bisbilhoteira Yasmin Ayala? - ele me pega de surpresa fechando o caderno dele. Sua voz sai igual a flocos de neve e atinge a minha pele, me arrepiando no mesmo momento, todos os meus poros são despertos e porra! Isso não pode acontecer.

Ele sabe o meu nome? Como assim? Eu pensei que fosse um inseto para ele. Ninguém nessa universidade parece digno de ser considerado humano por ele, nem mesmo os professores. Ele parece alguém de outro mundo, com seus olhos azuis frios e cristalinos e seu cabelo loiro platinado. Ele não parece um humano, ele parece um deus grego de outro planeta, parace um alienígena. Alto como um poste e insuportável, como um velho de noventa anos.

- Ah! Eu não estava bisbilhotando, você é quem é um mal educado - mesmo que esteja me cagando de medo, não vou abaixar a guarda para ele.

Só porque eu pareço uma formiga do lado dele, não vou me deixar abalar. Os olhos dele, parecem dois cristais azuis, parece até que eu estou sendo puxada para um abismo sem fim. A minha alma está piscando, me dizendo que eu devo me afastar dele, ele é perigo, a aura dele é perigosa e sim, eu tenho que fugir dele não sei como.

- Mal educado? Não querer conversar com você, não faz de mim mal educado, faz de mim uma pessoa reservada - ele fala com tanta calma, como se estivesse conversando com seu melhor amigo.

A calma dele me está irritando, tanto que quero furar os olhos dele, parece que o desgraçado percebe isso, os lábios dele se erguem de forma estranha, parecendo um sorriso.

- O que foi seu esquisito - perco um pouco a linha, aumentando um pouco as notas da minha voz.

A turma inteira parece estar prestando atenção na nossa discussão, pois, param suas actividades e observam a nossa discussão.

- Senhorita Ayala, quer vir explicar a aula? - o velho Serguei joga a culpa em mim, como se só eu estivesse provocando barulho.

Todos os filhinhos de papai dos meus colegas, observam a nossa interação e porra! Eu odeio isso, odeio ser o centro das atenções e ainda mais, falar em público. Por isso escolhi cálculos, eu não preciso falar muito para ser engenharia, só preciso fazer conta e nada mais.

- Sinto muito professor, eu não tive a intenção de interromper a sua aula - minha voz sai trémula e porra! Eu sinto uma vontade incrível de chorar agora.

Não sei por quê, mas sempre foi assim, a atenção desnecessária sempre provocou a torneira em meus olhos.

- Não interessa, vocês dois amanhã, serão os professores - o velho pará com a aula e sai da sala, deixando uma turma inteira boquiaberta e porra! Como assim nós dois? Eu e Aleksey? Que loucura é essa?

Olho para o Aleksey que está do meu lado, ele não faz nada para tentar impedir essa loucura, ele nem sequer dá um pio, ele é o dono do mundo, o rei do gelo, ele pode fazer tudo o que quiser e ninguém vai impedir isso. Mas o desgraçado não faz absolutamente nada.

- Dezoito horas, na minha casa, não se atrase - Aleksey simplesmente decreta isso e sai de perto de mim.

Como assim? Na casa dele às dezoito horas, ele está mesmo cogitando isso? Eu não posso me atrever a pisar no castelo dele, ele vai me congelar. As pessoas na minha sala estão olhando para mim com pena, como se eu fosse morrer a qualquer momento. Sem mais nada por fazer no laboratório, saio do mesmo rumo ao refeitório, tenho que tomar o café da manhã aqui, assim, eu poupo mais dinheiro, ninguém pode me condenar por isso, chama-se economia doméstica.

- Me fala o que vocês conversaram! - Madison Carter, loira, alta, branca, olhos verdes e uma conta bancária recheada, se acha a dona do mundo.

Ela acha que todos os homens da São Petersburgo, pertencem a ela, inclusive o rei do gelo.

- Oi? - me faço de desentendida.

Eu sei que ela quer saber de Aleksey, ele nunca fala com ninguém, não sei o que fez ele falar comigo, eu pensei que todos fôssemos um bando de insectos para ele, ainda mais para mim que a minha conta bancária nem sequer serve para comprar a pasta dentifica dele. O que fez ele me convidar para a casa dele, convidar não, ordenar.

- Como oi! Eu quero saber o que vocês conversaram! - ela berra como se fosse a dona do mundo, quem ela pensa que é? A dona do universo? A dona do mundo? Eu não devo satisfações a ninguém, como é que ela se atreve a falar assim comigo? Ela pensam que o cartão sem limites dela, a dá poderes sobre todo o mundo.

- Eu ouvi Madison, eu não sou surda, eu só estou surpresa, porque você pensa que tem algum tipo de poder sobre todo o mundo nessa escola, eu não sou uma de suas escravas, quer saber o que nós conversamos, vá perguntar para ele então! - eu sei que não devo ser rude com ele.

Madison é praticamente a rainha da São Petersburgo, quando ela bem entender, pode acabar com a minha vida, eu só queria continuar nas sombras.

Capítulo 2 2

Aleksey Markovic

Bratva é minha casa. Meu santuário, o único lugar onde uma máquina de matar como eu pertence. É bom estar de volta, depois de tanto tempo afastado, não sei se as sessões de terapia serviram para alguma coisa, os meus demônios ainda estão vivos, mais vivos do que nunca, mas sempre que eu estou perto dela, eles se acalmam.

Observo seu corpo lindo e curvilíneo na cama, ela tem o péssimo hábito de se deitar sem roupa na cama, se tiver um louco igual a mim observando ela? Porra! Faz dois anos que eu comecei a ter essa vontade de aprisionar ela. Desde que os nossos caminhos se cruzaram por causa da dela, eu nunca mais esqueci dela. Eu pesquisei tudo sobre ela, nome, idade e tudo relacionado a vida dela.

Nome: Yasmin Ayala

Idade: Vinte e dois anos

Filiação: Mohammed Ayala e Anifa Cristina Ayala

Tipo sanguíneo: O-

Melhores amigas: Mika Volkova e Natasha Bedingfield

Escolas médias: Escola secundária Da Manhanga

Histórico escolar: Melhor aluna da escola, por quatro anos consecutivos.

As informações que consegui haqueando o computador dela, não foram necessárias, eu queria saber tudo sobre ela, quantos namorados teve, quem são eles, onde moram, o tipo sanguíneo deles, eu queria saber tudo sobre ela, até o número da calcinha dela. Mas na minha pesquisa, consegui descobrir as redes sociais dela, a partir de uma um servidor pirata. Assim que ela se matriculou no São Petersburgo university, eu fiz o mesmo, me matriculei no mesmo curso que ela, mesmo que eu não precise de uma nova graduação, eu só fiz para me aproximar dela.

Hoje eu sinceramente, não estou com a menor vontade de participar da aula, mas as aulas são a única oportunidade que eu tenho que ficar perto dela, mesmo que seja observando ela á distância, eu posso garantir que ela não fique perto de nenhum homem e posso sentir o perfume dela.

- Yasmin Ayala sua vaca, não está ouvindo o despertador tocar, se põe o despertador é para você acordar e não a casa inteira! - a amiga dela grita chutando as pernas dela.

Essa maldita vaca Volkova, interrompe o meu show particular, estava tudo tão bom para mim, mas a desgraçada teve que fazer isso comigo. Minha malyshka¹, se levanta emburrada da cama. Ela detesta acordar cedo, como se fosse um castigo para ela acordar todas as manhãs.

- Ai meu Deus Mika, eu já acordei pará com isso! - minha boneca acorda emburrada jogando o travesseiro na amiga dela.

- A tá, vá logo tomar banho que você não é herdeira minha filha - a menina Volkova empurra minha boneca para o banheiro.

Me aproveito do momento em que ela vai ao banheiro e faço o mesmo também, tomo um banho frio, num ponto em que eu vou ficar com a pele quase descascando, o frio é óptimo para mim, ele ajuda a aliviar todo o meu stress, deste modo os meus demónios mantêm-se quietos num cantinho, eles não vão fazer nada por um bom tempo. Pelo menos, eu ficarei algumas horas perto dela. Depois do banho, saio de casa para a maldita faculdade, não gosto de chegar atrasado nos locais, mas também, não gosto de chegar muito cedo na faculdade, pois, deste modo, eu não terei a atenção desnecessária de ratos insuportáveis da minha sala.

- Aleksey Markovic, você está na mesma turma que a minha, que coincidência - Madison Carter abre o maldito sorriso de puta.

Ela está doida para se entregar a mim, ela nem vê o momento de abrir as pernas para mim. Desde que nos cruzamos por acaso numa boate, ela não pára com essa maldita fixação, meu tio disse que eu devia matar ela, mas eu não acho que ela seja um problema para mim, caso eu sinta que ela está sendo inconveniente para mim, eu mesmo vou matar ela com as minhas próprias mãos.

- O que você quer Cárter? - não estou com muita paciência para ela, na verdade eu só quero que todos sumam e que a minha boneca finalmente chegue aqui.

- Você! - ela é filha de um político americano totalmente corrupto.

O pai dela, Benjamin Carter, dá tudo o que a filha deseja usando os fundos públicos, caso ela comece a se tornar um problema para mim, eu usarei tudo que tenho contra ele, não é preciso de muito trabalho para acabar com um político desonesto, bastando apenas um clique e já está, ele será destruído.

- Você não pode ter tudo o que deseja Cárter, não se esqueça que seu pai não é a pessoa mais honesta do mundo - deixou a minha promessa velada e entro no laboratório.

O laboratório está cheio de estudantes, todos têm que ficar em duplas e sinceramente, isso é uma grande merda para mim, se pudesse, eu matava metade dos alunos aqui, mas talvez a aula em duplas, não seja totalmente um problema, eu posso muito bem me aproveitar disso para ficar perto da minha boneca.

As duplas vão sendo formadas, algumas garotas tentam se aproximar de mim, mas só com um olhar, eu espanto elas, ninguém tem coragem de me enfrentar, eu sou Aleksey Markovic. A aula está prestes a começar e ela não chegou ainda, ela tam a mania de chegar faltando cinco minutos para a aula. Antes que o velho do Serguei entre e comece com seu sermão, minha boneca entra na sala, iluminando tudo ao nosso redor, sua presença angelical, traz paz para mim e os meus demónios, eles alegram-se assim que ela vai se aproximando de mim a passos vacilantes, ela está tão assustada por ser a única que fará par comigo que, porra! É lindo de se ver, ela está magnífica hoje, sua pele brilhante de ébano se destaca em meio a tantas peles pálidas, seus cachos balançam e porra! Eu sinto uma vontade enorme de pegar nos cachos dela enquanto ela grita o meu nome gozando.

- Oi Aleksey, posso me sentar aqui? - minha boneca chega perto de mim e porra! Seu aroma de Jasmins preenche todo o meu sistema e porra! Eu preciso de todo o meu autocontrole para não gozar,

Sua voz sai tão trémula que é impossível, não imaginar como é que seria se estivesse tremendo em meus braços. Eu não quero ser mal educado com ela, mas não me dou ao trabalho de olhar os olhos dela, se o fizer, é bem provável que ela vá perceber toda a legião de demónios que habita em mim. Parece que só com o olhar ela consegue me despir e descobrir todos os meus segredos.

- Você já está aqui Ayala, sente-se noutro lugar se tiver - eu sei que ela não é muito paciente, ela adora me desafiar, eu sei que ela vai se sentar do meu lado só para me irritar.

- Não tem outro lugar - ela se senta do meu lado e amarra a boca, igual a uma boneca realista.

A aula do velho Serguei começa de forma chata como sempre, esse velho já devia estar aposentado faz anos, mas o desgraçado não tem mais nada por fazer na vida, para além de encher o saco desses riquinhos de merda. Ninguém está prestando atenção nas aulas, nem mesmo a minha boneca, ela luta entre prestar atenção nas palavras do velho, entre bisbilhotar o meu caderno. Ela é uma verdadeira bisbilhoteira sem vergonha, por causa da curiosidade dela, ela terminou nas minhas mãos.

- Seus pais não ensinaram que é errado ser uma bisbilhoteira Yasmin Ayala? - provoco fechando o meu caderno, ela parece surpresa demais, seus olhos estão arregalados e parece que ela não esperava por isso.

- Ah! Eu não estava bisbilhotando, você é quem é um mal educado - ela está se cagando de medo, mas mesmo assim ela não baixa a guarda para mim.

Porra! É isso que mais me atrai nela, meus demónios adoram esse jeito todo indisciplinado dela, ela não me teme, todos têm medo de mim, mas Yasmin Ayala, me trata como se fosse uma amiga íntima minha.

- Mal educado? Não querer conversar com você, não faz de mim mal educado, faz de mim uma pessoa reservada - faço todo o possível para que a minha voz, saia calma, não quero assustar ela.

Parece que a minha calma, não deixa ela muito satisfeita, seus olhos ficam fulminantes e parece que vai me matar a qualquer momento.

- O que foi seu esquisito - ela perde um pouco a linha, aumentando um pouco as notas da voz.

A turma inteira parece estar prestando atenção na nossa discussão, pois, param suas actividades e observam a nossa discussão. Bando de abutres fofoqueiros, eles não têm nada por fazer?

- Senhorita Ayala, quer vir explicar a aula? - o velho Serguei joga a culpa nela, como se só ela estivesse provocando barulho.

Minha boneca fica envergonhada e para bastante constrangida, ela não gosta de chamar a atenção. Esse velho maldito está só chamando a atenção dela, porque sente medo de mim.

- Sinto muito professor, eu não tive a intenção de interromper a sua aula - a voz dela sai bastante trémula, porra! Ela está assustada, não gosto disso.

O cheiro de seu medo deixa os meus demônios agitados, eles não gostam disso. Eles não gostam de saber que a minha boneca está sofrendo, porra! Ela está prestes a chorar.

- Não interessa, vocês dois amanhã, serão os professores - o velho pará com a aula e sai da sala, deixando uma turma inteira boquiaberta.

Porra! Esse velho esse velho caquetico está louco ou o quê? Minha boneca sente de falar em público, foi uma das razões que fez com ela escolhesse esse curso, ela está trémula e assustada. Ela olha para mim a busca de uma ajuda ou resposta, mas acho que isso não será ao todo mau, é uma óptima oportunidade para mim, é a minha chance de ter ela perto de mim, é a minha oportunidade de manter ela presa ou quem sabe, conquistar ela.

- Dezoito horas, na minha casa, não se atrase - a minha voz sai com algumas notas elevadas, preciso me acalmar porra!

Saio do laboratório totalmente desnorteado, com um monte de ideias passando pela minha mente, não posso me precipitar, preciso de toda a calma possível para que os meus demônios não tomem meu lugar.

Capítulo 3 3

Yasmin Ayala

Eu sei que ela quer saber de Aleksey, ele nunca fala com ninguém, não sei o que fez ele falar comigo, eu pensei que todos fôssemos um bando de insectos para ele, ainda mais para mim que a minha conta bancária nem sequer serve para comprar a pasta dentifica dele. O que fez ele me convidar para a casa dele, convidar não, ordenar.

- Como oi! Eu quero saber o que vocês conversaram! - ela berra como se fosse a dona do mundo, quem ela pensa que é? A dona do universo? A dona do mundo? Eu não devo satisfações a ninguém, como é que ela se atreve a falar assim comigo? Ela pensam que o cartão sem limites dela, a dá poderes sobre todo o mundo.

- Eu ouvi Madison, eu não sou surda, eu só estou surpresa, porque você pensa que tem algum tipo de poder sobre todo o mundo nessa escola, eu não sou uma de suas escravas, quer saber o que nós conversamos, vá perguntar para ele então! - eu sei que não devo ser rude com ele.

Madison é praticamente a rainha da São Petersburgo, quando ela bem entender, pode acabar com a minha vida, eu só queria continuar nas sombras.Por quê é que as pessoas insistem em me tirar das sombras? Aleksey insiste em me provocar, consequentemente, ele faz com as pessoas que nunca olham para mim, fiquem atentas aos meus movimentos, eu não mereço isso, sou uma pessoa tão boa, não é justo.

- Então me fala logo o que vocês tanto conversaram, para quê tanto mistério, ele por acaso está interessado em você? Não me faça rir, por favor - a desgraçada da Carter não aceita que o Markovic está nem aí para ela.

Ela pensa que Aleksey é propriedade dela, como se ele fosse uma espécie de objeto e não um ser humano.

- Eu não vou falar nada, você não manda em mim, quem pensa que é? - saio de perto dela, só porque o pai dela é um milionário, isso não implica que deva tratar a todos dessa faculdade igual a seus escravos, eu não sou da família dela e não aceito esse tipo de tratamento de alguém que nem sequer me ajuda a pagar as minhas contas.

Eu não tenho sangue de barata, mesmo que ela seja a mais forte e a mais rica da faculdade, eu não vou abaixar a guarda e nem a minha cabeça, não sou uma criança assustada que ela pode pisar quando bem entender. Saio da faculdade correndo, pois, estou atrasada para o meu trabalho na lanchonete, ela fica há algumas quadras da faculdade e do meu apartamento, se eu estivesse no meu país, eu provavelmente, andaria até lá, mas nesse frio insuportável da Rússia, a única solução para mim é pegar um ônibus mesmo. O ônibus logo chega e porra! Eu tenho que gastar meus trocados, que provavelmente usaria para comprar algumas meias térmicas na SHEIN, mas eu tenho que escolher entre correr contra o frio no ônibus ou correr contra o frio na calçada cheia de neve, como pode imaginar, a melhor decisão é pegar o ônibus. A viagem de ônibus até o meu local de trabalho, não dura não mais de quinze minutos, assim que chego nela, encontro o local totalmente lotado, parece que toda a Rússia tirou o dia para vir comer aqui, com tantos lugares para comer, os estudantes da São Petersburgo, preferem essa lanchonete aos pedaços, isso é um verdadeiro bônus para mim, ao menos eu poderei ganhar algumas gorjetas e aumentar a minha renda com o salário miserável que ganhou, mas apesar do pouco salário, eu não tenho do que reclamar, esse é o melhor trabalho que eu poderia arranjar, sendo mulher e morando sozinha na Rússia.

- Bom dia! O que vão desejar? - eu me dirijo a uma das mesas para atender um dos riquinhos da faculdade.

Collin North, filho de um bilionário do ramo do petróleo, ele é um dos alunos mais influentes da São Petersburgo, quem está ao lado de Collin, tem alguma espécie de poder naquele hospício. Todo esse poder, meio que virou a cabeça dele, ele pensa que pode tudo, onde e como quiser, como se as coisas no mundo só existissem para que ele pisassa, ele é pior que Aleksey Markovic.

- Você temperada e grelhada ao molho com especiarias - como sempre, eu tenho que ouvir coisas desagradáveis dele.

Ele acha que tem algum poder sobre o mundo e sobre tudo que nele está, desde que eu comecei a estudar na São Petersburgo, ele não me deixa em paz, ele arruma um jeito sujo de chamar a minha atenção, ele é simplesmente alguém insuportável que eu tenho que aturar quando estou no serviço e na faculdade também, ninguém merece isso. Piadas como essa, são o meu pão de cada dia, eu simplesmente tenho que engolir o meu orgulho e atender ele, mas não pense que estou satisfeita com isso, ou que vou abaixar a cabeça para ele, se eles pensam que só por terem mais dinheiro, têm alguma influência na minha vida, eles estão enganados, no final de tudo eu vou embora e nunca mais volto.

- Sinto muito senhor, mas não existe Você temporada e grelhada ao molho com especiarias, o nosso menu é muito antigo, mas caso o senhor não se importe, eu posso perguntar a dona do estabelecimento se temos isso - falo debochada.

Ele sabe que Mona! A dona do estabelecimento não gosta dele e não vai permitir uma loucura dessas vinda dele, da última vez que ele quis fazer piadas sem graças para mim, ele se arrependeu amargamente. A dona do estabelecimento, não brinca em serviço, ela deu uma sova nele e nos amigos dele, os expulsou da lanchonete e baniu a entrada deles, acho que o pai dele ou os capangas dele, fizeram algo para que ela permitisse a entrada dele novamente..

- Acho que não há necessidade disso cachinhos, você não precisa ser tão radical comigo - ele tenta se aproximar de mim, mas me afasto a tempo, sua mão toca somente a barra do meu avental.

- Falem logo o que querem que eu tenho outras mesas para atender - estou preparada para sair da mesa deles quando um dos cães do grupo, logo fala o que quer.

- Eu vou querer o milkshake de chocolate, o Jason um café e o Ethan um hambúrguer - ele faz o pedido dele e dos amigos dele, ele é tão maníaco que até os próprios amigos ele controla..

Ele não consegue controlar a própria vida e coloca todas as frustrações na vida dos amigos, ele controla tudo deles, as roupas, o que eles vão comer, quando eles devem comer e onde. Isso não é só nos amigos, todas as corajosas que já se atreveram a se envolver com ele, passaram pelo mesmo, ninguém merece um louco como ele de namorado, se for para ter mais um louco na minha vida, eu prefiro o sem coração do Aleksey Markovic.

- Está aqui senhores, por favor aproveitem - deixo seus pedidos na mesa e volto ao balcão.

Eu trabalho por seis horas na lanchonete, mas eu vou sair mais cedo que outros dias, tenho um trabalho por fazer na casa do rei do gelo e como ele mesmo disse, odeia atrasos e eu preciso chegar cedo ou pelo menos tentar chegar alguns minutos atrasadas, está no meu sistema, eu simplesmente não consigo chegar na hora marcada ou antes, eu não faço de propósito, é simplesmente mais forte que eu.

- Mona! Eu estou indo, até amanhã - me despeço dela com um sorriso e ela simplesmente acena para mim.

Mona é uma senhora de cinquenta anos de idade, sem filhos e sem marido, ela foi fuzileira naval, mas as sequelas da guerra a tornaram alguém que aparentemente não tem emoções, muitos chamam ela de mulher de ferro, mas ela é um amor de pessoa, pelo menos comigo, ela é um anjo..

- Vê se toma cuidado, não quero ficar sozinha aqui - ela cuida de mim igual a uma mãe cuida de uma filha, confesso que é bom ter alguém assim cuidando de mim num país tão distante do meu, ainda mais um país em que não tenho os meus pais comigo ou os meus amigos.

A temperatura hoje está um pouco amena, comparada a outros dias, eu diria até que está quente, pelo menos, eu consigo andar sem parecer um pinguim engripado, eu posso finalmente andar como gente. Saio da lanchonete as pressas, preciso chegar em casa, tomar um banho, organizar o meu ninho de rato que eu insisto em chamar de cabelo, procurar uma roupa decente mais que não vai me matar de frio, preciso estar bonita sem que pareça que me organizei para o encontro, digo o trabalho.

- O que aconteceu? Mona vai ao banco? - Mika já está em casa, fazendo suas atividades.

Minha amiga costuma voltar mais tarde da faculdade, ela não trabalha em meio período igual a mim, os pais dela conseguem enviar algum dinheiro para ela, para que ela não viva a base de miojo e pão.

- Não, eu pedi para sair mais cedo, tenho um trabalho por fazer ainda hoje, na casa de um colega - corro até o banheiro e me preparo para tomar banho.

Espero a água ficar quente, não muito quente, mas também não muito fria, uma temperatura aceitável para mim, que eu não morra de frio e que não me queime também.

- Onde será esse trabalho amiga, você está cogitando fazer um trabalho na casa de alguém que você nem sequer conhece? Está quase escurecendo, você não vai sozinha - o modo amiga protetora dela, logo é activo na hora, quando ela começa com as ideias dela, ninguém consegue tirar isso da cabeça dela, ela simplesmente sisma e ponto final, ela sismou.

- Ai relaxa, não vai acontecer absolutamente nada comigo, ele não é alguém que deva se preocupar, para ele eu não passo de uma formiga - falo saindo do meu quarto, um pouco apresentável, um conjunto de saia até os joelhos, acompanhada de meias calças térmicas, um body e um sobretudo..

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