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Favela na veia - Os gêmeos

Favela na veia - Os gêmeos

Autor:: M. Aguiar
Gênero: Máfia
Victor e Hugo dividem tudo, roupas, sapatos, mulheres e até a mesma data de nascimento... Sim, irmãos gêmeos e mesmo não sendo idênticos, são muito parecidos, mas tudo pode mudar quando ambos conhecem uma loira linda, mas atrevida. Angel é rebelde e inconsequente e faz tudo para irritar sua mãe narcisista, mas no fundo é só uma menina carente de 16 anos que só queria ter uma relação normal com sua genitora. A vida dela muda quando ela conhece os gêmeos Victor e Hugo. Sabendo exatamente quem quer, ela vai gerar raiva e inveja em um dos irmão. Situações complexas acontecerão, atitudes errônea trará traumas irreparáveis e relações serão cortadas para sempre... Essa é mais uma história que mexerá com os sentimentos de vocês. Amor, ódio, raiva e pena farão vocês perderem suas noites de sono, mais uma vez.

Capítulo 1 O apreciador do Vip

- Pula! Pula logo!

Flávia minha melhor amiga sussurra me incentivando a pular da janela do meu quarto.

- Calma, se não eu vou me sujar!

Sussurro de volta.

Respiro fundo, conto até três, fecho os olhos e pulo, mas sou amparada por viny um ficante de Flávia.

- É isso aí!

Flávia comemora, mas logo segura minha mão e me puxa pra dentro do carro de viny.

Minha casa tem seguranças, mas eles são meus amigos, então eles sabem mais ou menos a hora que fujo e por coincidência é a mesma hora da troca deles de local, se é que me entendem...

Entramos no carro e seguimos para uma balada muito top que tem na Lapa e hoje é dia de funk, coisa que eu e Flávia amamos.

Não é nada difícil entrar na balada, já que viny é primo do administrador do teatro Odisseia.

- Mais uma vez vou pedir, não saiam de perto de mim, por favor! Hoje é dia de funk e lá costuma ir pessoas perigosas nesse dia, pessoal das comunidades.

Viny implora, mas no fundo ele sabe que se der na telha, nós vamos dar um perdido nele.

- Pode deixar, vamos ficar grudadinhas em você!

Digo e Flávia cai na gargalhada.

- Por que eu tenho a sensação de que vocês não vão me obedecer?

Viny diz desviando o olhar do trânsito por alguns segundos em nossa direção, mas balança a cabeça negando e bufa.

...

- Vocês são menores então não dêem pt! Querem ir para o camarote?

Já estávamos na balada e estava um luxo de cheia, o som estava alto e geral já estava em uma das pistas se acabando.

Olhamos para o alto e nos demos conta que aqui embaixo estava bem melhor.

- Não, vamos ficar aqui mesmo.

Digo já puxando Flávia para a pista.

Estava tocando " vivendo no auge" de L7nnon e MC maneirinho.

"...De Lacoste, tô no auge

No Barata, nóis tá forte

Menos arma, menos morte

Nossa falha, nosso porte..."

A gente rebolava, ria... Viny estava atrás de Flávia e o clima estava esquentando entre os dois, eu fico rindo e quando eles começam a se pegar ali mesmo no meio da pista eu dou as costas a eles, vou segurar vela é o caralho

Eu estou com uma garrafa de cerveja na mão e depois de uma boa golada, volto a dançar, mas sem querer meus olhos passeiam pelo vip e param em um gatinho... Moreno, boné branco, blusa branca, a parte de baixo não dá pra vê, mais que ele era gato, ah era!

Sorrio mordendo os lábios e levanto minha garrafa o cumprimentando, mas logo sou puxada por Flávia.

- Preciso ir ao banheiro!

Ela está eufórica.

Acabo deixando minha paquera da noite de lado e sigo até o banheiro com Flávia.

- Amiga, acho que hoje vai rolar!

Ela está nervosa.

A verdade é que apesar da nossa rebeldia, eu era virgem, Flávia não era mais, mas era como se fosse, já que a primeira vez dela foi a muito tempo, não que isso fosse importante para gente, não mesmo, mas ainda não tinha pintado o cara que valesse a pena ter nossa primeira vez.

- Como assim, hoje?!

Flávia estava no reservado fazendo seu xixi e eu grudada na porta tentando entender.

- Ele me chamou para o apartamento dele depois que sairmos daqui...

- E você vai?

- Eu não sei, por que está me perguntando? Acha que não devo ir?

Ela está nervosa.

- Ei, não joga essa responsabilidade em cima de mim, não... Você só precisa ter certeza que está preparada para isso!

- EU NÃO SEI!

Ela fala quase que gritando, mas olha para os lados se certificando que ninguém tenha ouvido seu desespero.

- Se você não sabe, como vou saber por você?

- Mas se fosse você na minha situação, você iria?

- Eu não sei... Talvez sim, se eu sentisse que era o cara certo, ah sei lá Flávia!

Flávia ficou pensativa, mas não disse se iria ou não pra casa dele.

Saímos do banheiro e seguimos em direção ao bar onde viny estava.

Pedimos três tequilas com sal e limão... Chupamos o limão, lambemos o sal e viramos de uma vez a tequila, os três juntos...

Eu e Flávia começamos a tossir, mas logo paramos em uma crise de gargalhada.

Voltamos pra pista e no meio da música "senta braba" de MC WM sinto alguém atrás de mim, não estava me tocando, mas eu sentia sua presença e seu cheiro bom.

Me viro para ver quem era e dou de cara com o boy do vip...

Ele não disse nada, eu também não... Só ficamos naquela dança sexy e não desgrudamos nossos olhos um do outro.

Ao final da música, enfim ele se aproxima mais e fala no meu ouvido, quase grudando a boca nele.

- Posso te beijar?

Nossa, assim, tão direto? Gostei!

- Talvez eu esteja acompanhada!

Me faço de difícil, claro!

- Tenho certeza que flavinha e o rolo dela não vão ligar, eles estão... Digamos que ocupados demais.

Arqueiro a sobrancelha para ele, como assim Flavia conhece um deus grego desse e nunca me apresentou?

- E se eu tiver acompanhada com um carinha?

Eu sei que esse jogo é meio infantil, mas eu sou infantil, fazer o que?

Ele rir...

- Eu sei que não tem ninguém.

Agora ele segura minha cintura e uma calor me consome.

- E... Como você sabe?

Gaguejo.

- Observei você desde que chegou...

- Então estou de frente para um stalker?

- Digamos que você esteja de frente para um apreciador.

Agora foi eu quem sorriu.

Ele não esperou minha resposta e já me puxou para mais perto dele e em poucos minutos estávamos nos beijando.

Porra de homem que beija bem, cheiroso...

Eu deslizo minha mão pelo seu corpo, e consigo sentir cada pedacinho do seu tronco... Musculoso, ele tem gominhos...

Ele também analisa meu corpo, desliza sua mão pela minhas costas até o início da minha bunda, mas para ali.

- Que tal um lugar mais tranquilo?

Ele propõe.

- Não posso sair da balada.

Digo ainda grudada a ele.

- Não vamos!

Ele responde já me puxando pela mão.

Subimos as escadas da área vip de mãos dadas e depois de passar perto de uns caras estranhos que o cumprimenta, entramos em uma área que tem vários quartos.

Então é aqui que o pessoal transa?

Penso lembrando que Flávia já havia me falado sobre esse lugar, viny já havia contado pra ela.

Nem dá tempo de pensar muito, logo ele já estar agarrado a mim novamente.

Meu corpo é grudado na parede e logo sou impulsionada e minhas pernas estão envolvidas em sua cintura.

Eu estou com um vestido curto, preto brilhoso, uma calcinha preta que já estragou de tão molhada que estou.

Ele beija meu pescoço, morde meus lábios, esfrega com força sua ereção em mim e quando estamos perdendo o ar de tanto tesão, ele coloca a mão nas laterais da minha calcinha, mas aí eu recuo...

Claro que eu não ia perder minha virgindade, com alguém que eu nem sei o nome e muito menos em um quarto de balada que centenas de pessoas já transaram, nem sei se trocaram esses lençóis.

- Pera aí...

Digo descendo de seu colo.

Ajeito o cabelo, respiro fundo tentando acalmar minha respiração.

- Que foi... Não tá gostando?

Ele agora beija meu pescoço, chego a revirar os olhos de tanto tesão, mas volto raciocinar novamente.

- Preciso... Ir ao... Banheiro primeiro.

Falo com dificuldade.

- Claro... É a porta ao lado da porta que entramos.

Ajeito meu vestido e sigo até o banheiro.

Fico me olhando no espelho por um tempo e porra estou péssima...descabelada, boca vermelha de tanto beijo e pescoço mais vermelho ainda.

Capítulo 2 Ele te conhece, Flávia!

Depois de alguns segundos me dou conta de que não quero perder minha virgindade aqui, então saio do banheiro de fininho e passo apressada no meio daqueles homens, mas nem olho para eles, só saio rápido e mando mensagem para Flávia.

"Tá aonde, preciso ir embora agora!"

Não demora muito e Flávia me responde.

"O que aconteceu? Vá para o carro do viny, chego logo!"

Nem respondi ela, só segui até onde ele havia parado o carro e logo em seguida Flávia chega.

- O que aconteceu?

Viny pergunta, mas eu só quero ir embora antes que eu veja o boy novamente, eu não teria onde enfiar a cara, já que fugi dele.

- No caminho explico!

Entramos no carro e saímos dali.

- Agora diz o que aconteceu.

Flávia me pergunta nervosa.

- Eu fiquei com um gatinho que estava no camarote...

Início a explicação e já sou interrompida por Vinny.

- Do camarote? Qual foi a parte que disse para vocês não saírem de perto de mim por que hoje teria gente perigosa lá, você não entendeu?

Ele brigava e dirigia ao mesmo tempo.

- Mas eu não fui até ele, nós só flertamos, mas aí ele desceu e rolou um beijo...

- Ele te forçou a fazer algo?

Vinny estava super preocupado.

- Não!

Digo rápido.

- Então por que fugiu dele?

Flávia não entende.

- Ele me levou para um dos quartos... Vinny me olhar rápido, mais volta sua atenção para o trânsito. - Calma Vinny, ele não fez nada e por isso eu fugi... O clima estava esquentando demais e na hora H eu pedi para ir ao banheiro e fugi... Aliás, teve uma hora que estávamos dançando na pista que ele falou seu nome, Flávia... Ele te conhece...

Vinny olha pra Flávia desconfiado.

- Me conhece? Qual o nome dele?

- Não faço ideia, mais que ele te conhece, ah te conhece.

Flávia pediu as descrições dele, mas mesmo eu dizendo, ela não conseguiu identificar quem poderia ser.

Eles me deixaram em casa e com ajuda de um dos meus seguranças consegui ir para o meu quarto sem que Tânia me veja, apesar de ser 3 da manhã e ela estar no milésimo sono, Gilmar poderia acordar.

Capítulo 3 Fui descoberta!

- ANGELLL, VEM AQUI AGORA!

Essa é minha mãe, Tânia é o nome dela.

Eu e minha mãe não nos damos muito bem, quer dizer, genitora, não posso chama-la de mãe já que quem desempenhou esse papel a minha vida inteira foi minha babá... Sim, apesar de ter 16 quase 17 anos, quem sempre fez esse papel tão importante foi Amélia, minha amada babá.

- O que você aprontou desta vez, Angel?

Amélia entra no meu quarto desesperada.

Tânia dificilmente falava comigo, mas quando me gritava assim era por que havia descoberto alguma de minhas "fugas".

- Aprontei nada, Amélia... Você sabe que ela gosta de me torturar!

Digo me levantando da cama.

- Ela é uma bruxa, isso eu sei... Amélia sussurra para que minha mãe não ouça. - Mas eu sei que você não facilita, o que você aprontou?

- Saí com Flavinha, mas foi de madrugada, não sei como essa peste ficou sabendo!

Tânia tinha uma fonte secreta, por que sempre sabia das minhas fugas, mas impossível dela ter visto, já que toma calmante para dormir e tenho certeza que os seguranças da casa jamais contariam para ela.

- Vai logo, depois vamos conversar sobre essas suas fugas!

Estou me preparando para sair do quarto quando ela, a bruxa má entra no meu quanto.

Tânia parecia a cruella do filme 101 dálmatas, sempre bem arrumada, com um cigarro eletrônico na mão e aquela cara de superioridade.

- Estou chegando ao ponto de te algemar na cama toda vez que eu for dormir! Aonde Você Foi?

Ela está aos berros e nem são 8 da manhã ainda, minha cabeça chega estremecer de tanta dor.

Eu fico em silêncio encarando ela.

Apesar de eu odiar essa mulher, ainda sim eu tinha medo dela. Tânia sabe torturar, é agressiva e apesar da maioria das vezes ela me colocar de castigo, algumas vezes já me bateu e eu prometi a mim mesma que jamais permitiria que ela me tocasse outra vez.

- Anda Garota, Me Responde!

Ela berra e meu pai aparece na porta do meu quarto.

- Uma hora dessa e essa casa já está esse inferno?

- Não se mete Gilmar! Essa garota está ultrapassando todos os limites... 16 anos e fica vagando por aí com marginais, ela pensa que não sei!

Não era bem com marginais que eu andava, era com pessoas simples, mas pra Tânia qualquer um que não morasse na zona sul era favelado ou marginal.

- Não são marginal quanto vocês...

Digo baixo e entre os dentes.

Foi mais forte que eu, apesar de não querer que ela tivesse ouvido, as coisas saem da minha boca sem filtro, sem pensar nas consequências.

E para variar, só que não, sinto a consequência da minha boca grande arder meu rosto... Sim, acabo de levar um tapa no meio do rosto, desta vez foi tão forte que sinto gosto de sangue.

- Eu vou surtar com vocês, vou surtar!

Meu "pai" sai do quarto resmungando.

É isso mesmo gente, ele não se importava comigo, nenhum dos dois se importavam, eu só não entendo o por que me tiveram... Vai entender!

- Sua merdinha, olha o que tú fez! Azedou seu pai logo cedo!

Eu? Eu azedei ele? Ela acorda cedo fazendo o maior escândalo e eu é quem azedo ele?

Penso, mais não digo nada, só permaneço com a mão no rosto e seguro para não chorar, não na frente dela.

Tem anos que me prometi não derramar uma lágrima na frente dela, eu sentia que era prazeroso para Tânia me ver chorando, sentindo dor, ela tinha prazer em me torturar.

- Senhora...

Amélia tenta falar, mas Tânia a interrompe.

- Cala a boca, Amélia! Essa garota está assim sem limites por sua culpa, que não a educou corretamente, não fez seu papel direito!

- Não grita com ela! Grito... - Eu aceito tudo, inclusive suas agressões, mas não grita com Amélia, ela fez mais por mim que você!

- Ah ela fez?

Tânia segura forte meu cabelo e continua falando ...

- Ela te veste? Paga escola e cursos caros? Suas viagens? Ah já sei, é ela que te dá o dinheiro que você gasta toda madrugada? Ela é uma pobre coitada que não tem aonde cair dura...

- Tânia eu estou falando... Lava a boca para falar da Amélia... Não vou aceitar vê você ofendendo ela...

Advirto Tânia, mesmo ela com meus cabelos em sua mão... Meu olhar é estreito, mais furioso e Tânia sabe muito bem qual é o meu limite e uma vez que chego nele, ninguém me segura, por que o surto é grande. Da última vez eu quebrei metade da mansão, inclusive seus perfumes caríssimos.

Apanhei? Sim, mas deixei todo mundo doido dentro dessa casa.

Tânia respira fundo e pensa no que vai falar.

- Está de castigo, é curso e casa!

- Por que odeia tanto que eu saia para me divertir? Eu sei que não se importa comigo, então por que essa farofada toda cada vez que saio?

- Estou me lixando pra você Angel, lixando! Mas o nome da família está em jogo, não quero ser associada a esses favelados que você costuma chamar de amigos.

Ela faz cara de nojo e solta meu cabelo.

Era isso, Tânia morria de medo que uma de suas amigas me veja na companhia de "favelados".

- Pois então vá se acostumando, por que tudo que você odiar, eu vou ter o prazer em fazer!

Digo entre os dentes, mas recuo com dois passos para trás quando ela ameaça a vir pra cima de mim.

- Chega Angel... Eu vou conversar com ela dona Tânia.

Amélia entra na frente e mesmo correndo o risco de ser mais uma vez hostilizada pela megera, ela tenta me proteger... Tânia fica me encarando e antes de sair enfim do meu quarto diz:

- Apronta mais uma e eu te envio para a casa da sua tia Vera!

Graças a Deus ela sai do meu quarto.

- Angel... Por que tú provoca ela?

Amélia diz preocupada e vai até meu banheiro para pegar a caixa de primeiros socorros.

- Ai... Resmungo quando ela passa um remédio vermelho no corte na lateral da minha boca. - Eu estava quieta, mais ela tinha que abrir aquela boca para te humilhar... Isso eu não aceito!

- Não preciso que me defenda, eu sou adulta, sei lhe dar com ela!

- Não adianta Amélia, se ela te ofender de novo, eu surto outra vez!

Amélia arregala os olhos assustada.

- Para de falar besteira, da última vez Kiara passou 4 dias arrumando a bagunça que você fez!

Kiara era a responsável pela limpeza da casa.

- É só Tânia manter aquela boca fechada!

Digo brava.

- Vai tomar banho, você tem curso daqui a pouco!

Ela me dá um beijo e saí do meu quarto.

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