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Fazendo Solitário

Fazendo Solitário

Autor:: YLA
Gênero: Romance
Vanessa Lopes é uma menina mulher muito linda, orgulhosa e rica que vive uma vida de luxo e é extremamente apaixonada pelo, o seu noivo, e no dia do seu casamento ela não esperava receber as duas piores notícias da sua vida, ser abandonada no altar, e que a sua família faliu a vergonha e o afastamento daqueles que diziam ser amigos a abalou profundamente. Ameaçada pelo o seu ex não terá outra saída a não ser aceitar ir passar uma temporada na fazenda do poderoso fazendeiro Laerte Valença, a pedido do seu pai. Laerte é um homem com um coração bom, mas totalmente misterioso, solitário, frio, fechado e que lhe dará amparo. Ela está quebrada, magoada e decepcionada. Ele tentará juntar os seus pedaços e a ensinará que a humildade e a simplicidade vale mais que luxo e dinheiro. Ela não o ama, mas trará alegria e felicidade para a solidão do fazendeiro. Será que o amor irá surgir entre os dois? E unirá dois corações tão diferentes?

Capítulo 1 VANESSA

Tudo estava perfeito na minha vida, eu iria casar naquele dia com o homem que escolhi para passar o resto dos dias da minha vida.

Vesti o melhor e mais bonito vestido de noiva feito por um estilista exclusivamente para mim, queria impressionar a todos, sou apaixonada por meu noivo Leonardo, que também diz me amar muito, por ele já fiz e faço inúmeras loucuras.

Para me enquadrar no seu mundo bilionário, apostei alto, fiz inúmeras compras, gastei horrores, comprei tudo do bom e do melhor para estar sempre perfeita para ele com o melhor carro, com a melhor roupa para nunca passar vergonha no meio da mais alta sociedade, sou de família rica, mas não tanto quanto ele e diante do espelho quase pronta para ir para o altar papai entra muito estranho no meu quarto.

- Papai, que cara é essa?

- Você está tão linda filha, quero conversar com você, para lhe dar um conselho para fazer o possível e o impossível por seu casamento dar certo com Leonardo, ele é um grande bilionário e não irá lhe faltar nada.

- Aonde quer chegar com essa conversa, o que está acontecendo. - Falo nervosa.

- Estamos falidos Vanessa, perdi tudo em jogo, apostas altas, investimentos errados, fali as nossas empresas e a nossa única salvação é o seu casamento, o seu espaço de estética não rende o suficiente para lhe bancar com luxo que você esbanja.

Ao ouvir todas aquelas palavras, chego a ficar tonta, pois também investimento todo o meu dinheiro nesse casamento e papai me diz que perdeu tudo e que não sou mais herdeira de nada.

- Você foi um irresponsável papai, ainda me dá essa notícia em um dos dias mais importantes da minha vida.

- Sei que fui um total irresponsável, não tenho mais como retroceder o que está feito, não posso mudar e que um antigo amigo meu está na cidade vou oferecer o que me restou e ir morar numa casa pequena.

- Você precisa se tratar desse vício maldito de jogos e mamãe sabe de tudo isso? - Falo chorando desmanchando toda a maquiagem.

- Sim, vou deixar você terminar de se arrumar, me desculpa filha.

Meu pai sai do quarto, só me tem um consolo agora, após casada pedir ajuda financeira ao meu marido para alavancar a minha clínica de estética, pelo menos um grande sobrenome terei e isso me fará ser grande, o maquiador entra para retocar a minha maquiagem.

Fico pronta e uma limousine me espera do lado de fora, estou bastante nervosa, o dia não começou fácil para mim.

Entro sorrindo e papai senta ao meu lado e seguimos em silêncio durante todo o caminho quando chegamos na porta da igreja sinto um arrepio algo muito estranho vejo uma certa agitação na porta da igreja, meu pai desce para ver o que está acontecendo, fico dentro da limousine apreensiva será que foi alguém que passou mal, fico nervosa e vários fotógrafos chegam próximo de onde estou e sinto que está acontecendo algo grave desço da limousine e o meu pai volta passando a mão no rosto.

- O que está acontecendo pelo amor de Deus, pai me fala?

- Leonardo não veio para a igreja.

Naquele momento eu queria estar num pesadelo, meu coração bate ligeiramente, fotógrafos me rodeiam me enchendo de perguntas pelas quais sou incapaz de responder, pois estou tonta e não querendo acreditar que aquilo está acontecendo justamente comigo.

- Pai ligue para Leonardo, deve estar acontecendo algo muito ruim, ele me ama e seria incapaz de fazer isso comigo.

E a nossa amiga Gisele, que eu pensava ser nossa amiga de verdade, chega com fotos nas mãos do Leonardo rodeado de mulheres numa casa noturna e me entrega.

- Gisele onde está, Leonardo diz que tudo isso aqui é mentira.

- Tenho pena de você, Vanessa sempre foi traída por Leonardo e olha o que ele fez, te traiu um dia antes do casamento e o pior todos aqui já sabem que Leonardo odeia gente pobre, está em todos os jornais que as empresas do seu pai faliram acha mesmo que ele iria casar com você, jamais.

A dor da humilhação me fizeram cair no chão, em prantos, sem acreditar que no dia mais especial da minha vida o mundo fosse desabar na minha cabeça, todos ficam ao redor de mim, uns com pena, outros rindo, a minha vontade era que o chão se abrisse naquele momento para cair dentro e nunca mais sair.

Meus pais me levantam, estou completamente arrasada, surtei naquele momento, rasguei o véu e vestido, meu pai me jogou dentro do carro, fico completamente louca, tentei fugir saindo do carro, meu pai tentava me conter, enquanto minha mãe dirigia, e fomos para um hospital, pois estou completamente fora de mim.

- Eu quero morrer - tento sair, mas sou impedida, começo a quebrar tudo dentro do hospital.

- Se acalma, Vanessa.

Meu pai me prende nos seus braços e enfermeiros naquele momento tentam me conter, estava completamente louca que eles precisaram me sedar.

Horas se passam, começo abrir os olhos tentando entender naquele momento o que de fato aconteceu às minhas mãos enfaixadas, o quarto estou dividindo com mais gente.

Olho para o lado me mãe me olha em silêncio.

- O que é isso, mãe, que hospital é esse? Por que estou com essas pessoas?

- Não temos mais o nosso plano de saúde.

E naquele momento desabo a chorar ao me lembrar do que aconteceu agora a pouco, tento me soltar da cama, mas estou amarrada.

- Mãe me solta, pelo amor de Deus, preciso saber o porquê Leonardo fez isso comigo, eu não mereço.

- Filha não se humilhe mais, ele não te amava, suas fotos já estão em todos os jornais, noticias que estamos pobres, as fotos dele com outras mulheres não temos saída, minha filha.

Me encolho naquela cama me debatendo, uma crise de ansiedade me toma, médicos vem até a mim, para mim medicar novamente estou ficando louca, nunca pensei que um dia alguém me destruiria assim.

Quando acordei novamente, tento me controlar para tentar sair desse leito divido com milhares de doentes, tentei não chorar, pois é quase impossível, queria mesmo era me matar, pois já estou na lama mesmo, morrer seria a única opção.

Um médico me visita e como já estou mais calma ele acha melhor me dar alta e me receita remédios calmantes, vou para a casa com a minha mãe, em vez de uma família parecemos estranhos, subo para o meu quarto e mesmo cansada na primeira oportunidade busco o meu carro na garagem e fui atrás do Leonardo para tirar satisfações.

Capítulo 2 LAERTE

Quando se fala em Laerte Valença me imaginam como um verdadeiro xerife, um homem extremamente frio e mandão, até sou assim, não sou de transparecer as minhas fragilidades e emoções para ninguém, mas sou um homem compreensível e de bom coração por baixo de toda essa carcaça de roupa de cowboy e caipira xucro.

Sempre gostei do campo, adoro sentir o ar puro da natureza, após formado em engenheiro-agrônomo aprendi a trabalhar e a conduzir os negócios da minha família, pois fiquei órfão de pais muito cedo e sempre sozinho, pois o meu irmão decidiu morar na capital e aprendi a me virar sozinho aqui.

Adoro a minha solidão, mas às vezes sinto um vazio profundo no meu coração, minha tia disse ser falta de um amor, uma mulher de verdade para entrar no meu coração e apesar de ser muito cobiçado pelas mulheres desse lugar, nenhuma me desperta o sentimento de querer estar perto, de conhecer.

Mas estou bem só, cuidando dos animais e organizando os meus rodeios, estou preparando a minha viagem para a capital do Texas, o meu irmão Célio pediu o meu comparecimento numa importante reunião e um evento de comemoração dos 25 anos da nossa empresa SOL indústrias.

Estou no meu quarto, quando a minha tia Lurdes bate a porta!

- Pode entrar tia.

- Vim me despedir de você Laerte, já está quase na hora da sua partida, filho e não se esqueça de dizer que estou mandando um abraço para Célio.

- Pode deixar e saiba que você é muito importante para nós.

Lhe dei um abraço e em seguida desci com a mala e segui para a minha viagem e quando chego na capital, a minha vontade é de voltar para trás o motorista do Célio acena para mim, a diferença aqui é grande as pessoas não vivem elas correm não sabem sequer apreciar a natureza entro no carro no banco de trás e me deparo com um jornal com uma foto de uma mulher vestida de noiva que me chamou muito atenção ela é linda a manchete fala que um playboy abandonou a noiva e por incrível que seja o moleque é filho do Maximiliano um dos maiores bilionários desse país, e ainda está exposta à vida pessoal da noiva, que foi abandonada que é uma linda mulher, com jeito de garota tento imaginar o que ela sente nesse momento e o motorista me pede desculpas por deixar o jornal ali.

- Senhor Laerte, perdão por deixar esse jornal no banco de trás.

- Não precisa se preocupar, estou vendo que a mais alta sociedade está movimentando os sites de fofoca, quem é essa moça que foi abandonada?

- Vanessa é filha do Escobar, um grande e ex empresário que é amigo do senhor Célio e acho que do senhor também.

- Como assim ex-empresário? Ele é um grande amigo nosso, não estou sabendo que ele abandou a vida de empresário.

No caminho ele me conta o que está acontecendo, segundo ele está tudo escrito naquele jornal e os meus olhos fixam novamente na foto da tal Vanessa raramente algo me chama muito a atenção como ela me chamou, muito tempo se passou e não sabia que ele tem uma filha e o mesmo está vendendo as suas empresas.

O motorista me avisa dizendo que chegamos e sou recebido por Célio que me abraça.

- Irmão seja bem-vindo, já vejo que vem lendo as notícias de fofoca, o fazendeiro está diferente.

- Não sabia que Escobar tinha falido e nem dá existência da sua filha.

- Ah, Vanessa, ela só era conhecida por namorar o patife do Leonardo que abandonou no dia do casamento e o sinal ficou vermelho, o Escobar perdeu muito dinheiro em investimentos errados e jogos, mas não entendo a sua preocupação.

- Estou surpreso somente, sabe que odeio vir para cá, a foto do sofrimento da noiva me chamou atenção e comecei a ler.

- Chamou atenção entendi, Escobar nos ofereceu as suas empresas, não posso fazer um negócio sem sua autorização.

- Estou cansado Célio, depois conversamos sobre isso.

A governanta me leva até o meu quarto, e ao entrar me sento na poltrona olho a foto do jornal, Vanessa vestida de noiva, rasgo a página que esta aquela foto e deixo sobre o criado mudo, após o banho tomado, desci até a cozinha para fazer um lanche e todos os olhares das empregadas se voltam para mim, sem entender o que eu fazia ali no meio deles, tento falar um pouco da minha rotina simples na fazenda para eles e todos ficam felizes por eu tomar café com eles, percebi que Célio está no escritório, bato na porta.

- Pensei estar descansando? Ele fala.

- Pode comprar as empresas do Escobar e tudo o que estiver à venda dele, pelo que vejo eles estão precisando muito.

- Farei isso, a sua mansão está à venda também, ele nos convidou para irmos até a sua casa e negociar tudo.

- Por mim tudo bem.

Descansei bastante e no dia seguinte pude avaliar todos os relatórios das nossas empresas, e graças a um trabalho árduo estamos crescendo mais e mais e pela tarde enquanto me arrumava para ir à reunião com Escobar para agilizar a compra de todos os seus empreendimentos, Célio diz que não poderá ir comigo, mas o motorista me acompanha e quando chegamos Escobar corre para me abraçar.

- Quanto tempo Laerte, que homem você se tornou, seu pai deve estar feliz por deixar dois grandes homens a frente das suas indústrias.

- Quanto tempo mesmo vim aqui para fecharmos a compra das suas empresas, só quero voltar quando tudo tiver certo irá vender ainda.

Quando ele ia abrir a boca a sua filha Vanessa desse ligeiramente das escadas gritando pedindo para que o seu pai não faça essa loucura, meus olhos vão ao encontro dela, ela é mais bonita pessoalmente.

- Pai, não cometa essa loucura de vender a nossa herança, há de haver alguma solução.

Ela completamente descontrolada e fora de si...

- Não há uma solução filha, até essa casa irei vender, preciso pagar o que devo e o que sobrar ir morar num lugar pequeno.

- Saia da minha casa agora, você não irá comprar nada, saia daqui, seu impostor.

Ela fala vindo na minha direção me empurrando, a seguro nos braços, olhando nos seus olhos para tentar contê-la.

- Olha aqui, garota baixe a sua bola, você não sabe com quem está falando e mexendo, se estou aqui foi porque fui convidado, estou fazendo um favor ao seu pai comprando o que ainda lhe restou e por um preço até maior do que elas valem, agora tenta se controlar e fecha a boca e volta para a sua vida normal não tenho culpa das suas frustrações.

Escobar e a sua esposa nos olham assustado, eles tentam acalmar Vanessa que começa a chorar, e sai da nossa presença, fico arrependido de ter dito essas palavras, não consegui me controlar, perdi totalmente a minha paciência.

- Desculpa por essa cena agora, se você não quiser vender as empresas irei entender, só vim porque Célio disse que você nos ofereceu e quero fechar esse negócio e ir embora o mais rápido possível.

- Vamos fechar o negócio, Laerte, quero te pedir um favor de amigo.

- O que quer?

- Pedir se pode levar Vanessa para o campo, ela está passando por um momento difícil, foi abandonada pelo noivo, ela nunca agiu com ninguém assim como agora se ela permanecer aqui tenho medo dela se matar.

- Escobar você só pode estar brincando comigo, olha como ela agiu comigo, acha mesmo que ela irá acompanhar um homem estranho, a força não a levarei, estou indo embora amanhã as portas da minha fazenda estarão abertas caso um dia ela queira ir.

Ele me leva até o seu escritório para darmos início a nossa negociação, fiquei um pouco desconcertado com o pedido dele para levar Vanessa comigo para a fazenda, ela jamais irá aceitar descontrolada como está.

Capítulo 3 VANESSA

Aproveitei que os meus pais foram descansar, entrei no meu carro e fui atrás do Leonardo, preciso tirar satisfação com o mesmo, quero que ele me fale olhando nos meus olhos o porquê de toda essa humilhação que ele me fez passar.

Dirijo o mais rápido que posso até a sua cobertura, o porteiro me reconhece e a minha entrada é liberada imediatamente e quando entro naquele elevador com sangue nos olhos.

Um misto de sentimentos toma o meu coração e quando toco aquela campainha e a porta é aberta por uma mulher loira.

Uma raiva e uma decepção me toma naquele momento.

- Quem é você? - Pergunto com a voz embargada.

- Como assim quem é você? Estou esperando o almoço pedido por mim, você não é a entregadora?

Quando ela fala aquelas palavras a empurro e invado a cobertura e fui direto para o quarto do Leonardo e chegando lá a porta está entre aberta, quando escancarei aquela ele está com outra mulher deitados transando na mesma cama que era de nós dois.

Ver aquela imagem foi como uma facada no meu peito, não merecia toda aquela vergonha e traição ele sai de dentro da vadia pulando para fora da cama.

- O que faz aqui, Vanessa está louca de invadir o meu apartamento.

- A louca veio pedir satisfação do porquê você ter jogado no lixo toda a nossa história, mas tá explicado, eu tenho nojo de você, nojo. - Começo arremessar as coisas do quarto nele até que paro.

- Eu nunca te amei Vanessa, pensei que se conformaria em eu ter te abandonado no altar, aliás não te abandonei, eu esqueci desse dia fui curtir com umas mulheres bem mais gostosa que você que nem lembrei de casamento.

Parti para cima dele e lhe acertei um tapa e a vadia que estava nua na cama fugiu do quarto nos deixando a sós.

- Mulher nenhuma bate na minha cara.

Leonardo fala com raiva nos olhos, e parte em minha direção me acertando um tapa e me joga no chão, tento me levantar, mas não consigo, pois estou com muita dor.

- Você é um covarde só em pensar que amei um homem como você me dá náuseas, um desgosto profundo.

- Suma.

E para acabar de me maltratar, ele me tira do chão me puxando pelos cabelos.

- Aí me solta seu covarde, vou te denunciar e acabar com a sua vida.

- Some da minha vida Vanessa, desaparece, sua falida, se você ousar me denunciar, seja lá o que for mando matar você e a sua família, não queira experimentar do poder que tenho sobre todos nessa capital, está avisada, tem mais, esqueça de mim e me deixe em paz.

Ele me chuta para fora do seu apartamento como se eu fosse um cachorro sem dono e ali fico sem forças de seguir, estou me sentindo um lixo, usada.

Tento me levantar e saio mancando, choro copiosamente um ódio maior do que eu, como pode a minha vida desmoronar assim.

Tento dirigir rápido, mas com a dor que sinto faltei foi não chegar em casa e quando entro na garagem o meu pai e a minha mãe correm de um lado para o outro preocupados comigo e ali dentro daquele carro fico, os dois correm vindo até a mim e quando abrem a porta para mim eles vêm o meu estado.

- Filha, pelo amor de Deus, o que ouve com você, fala alguma coisa Vanessa. - Minha mãe fala desesperada.

Estou parada em silêncio, congelei na minha dor, estou igual a um zumbi, meu pai chora ao meu lado querendo saber o que aconteceu, mas não consigo dizer uma só palavra.

Eles me levam até o quarto, me dão um pouco de água, eles me olham perguntando o que está acontecendo até que respiro fundo e falo o que realmente aconteceu, conto detalhes da minha conversa com Leonardo, minha chora copiosamente com medo do que venha nos acontecer.

Eles não julgaram a minha ação de ter ido lá atrás dele.

E uma impotência cai sobre nós três naquela conversa, pois não podemos fazer nada para colocá-lo na cadeia, ficamos em choque, a minha mãe me dá um remédio, que ao tomá-lo já fico tonta e começo adormecendo.

Ao acordar me olho no espelho, não me reconheço mais, meu rosto está roxo do tapa que aquele covarde me deu, faço uma maquiagem cobrindo as marcas.

E ao descer a escada vejo um homem aparentemente bem-vestido, alto, forte e cabelos castanhos claros, lindo, mas toda a minha hipnose pela beleza dele acaba quando ouço ele dizer que veio comprar as empresas do meu pai.

Me descontrolei totalmente, só eu sei o quanto não aceito a hipótese que estou pobre e partir para cima dele querendo que o mesmo fosse embora e quase o agredi, fui contida por minha mãe e meu pai está decidido mesmo vender tudo o que nos resta, estou perdida, minha clínica de estética está fechada desde o dia do maldito casamento, preciso reagir não posso me entregar a ruína desse jeito.

Fiquei no meu quarto e sou avisada que o tal do Laerte, esse é o nome dele que irá almoçar conosco, preferi não sair mais do meu quarto primeiro porque não fui, gostei dele e segundo por vergonha, no fundo, ele não tem culpa do que está acontecendo comigo.

Horas se passam fico lembrando das cenas que vi hoje, como pude ser tão tola, as imagens de Leonardo com aquela mulher na cama me embrulhou o estômago e corri para o banheiro, passei muito mal.

Ouço batidas na porta...

- Pode entrar - Meu pai entra devagar, sentando-se na cama.

- Filha precisamos conversar, é sobre as ameaças do Leonardo, irei morar num lugar afastado da cidade no Interior, depois de toda turbulência irei atrás da minha cura, arruinei toda a nossa vida por conta de jogos e lhe aconselho fazer o mesmo

- Pai não irei morar com vocês de jeito nenhum, no interior de um sítio, irei me virar por aqui.

- Não é sobre morar conosco e sim na grande fazenda do Laerte.

- O que está dizendo papai, bebeu foi isso, jamais irei morar na casa de um estranho de favor como se fosse uma desolada.

- Eu pedi a ele para que você fosse passar um tempo lá para descansar enquanto essa poeira baixa mais, é pela, a sua saúde, quando você renovar suas energias você volta para a cidade e retoma a sua vida, respirar um ar puro rodeado de natureza.

- Não acredito que você fez isso, garanto que você falou o que passei com Leonardo para ele, me tornei uma coitada para esse fazendeiro, sei lá o que ele é.

- Filha, estou querendo ajudar, somente ele irá embora amanhã e nós também assim que eu assinar passando tudo para o nome dele.

- Como assim? - Pergunto surpresa.

amanhã, irei para o meu apartamento que aquele covarde do Leonardo me deu de presente.

Papai me diz que até os móveis e tudo dentro da casa ele vendeu para o fazendeiro, estou perdida, não gosto de natureza, necessito sumir para algum lugar, mas com esse estranho, misterioso não estava nos meus planos, não posso aceitar.

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