Rachel Ruan brincava com suas mãos porque estava muito entediada. Ela olhava para Fannie Ruan, que preparava os itens de culto, e suspirou se sentindo impotente.
"Que foi com esse suspiro? O que aconteceu? Tudo é por você minha filha". Fannie colocou as velas e um pouco de "dinheiro" para os mortos na sua bolsa. Depois disso, ela não se esqueceu de se virar e olhou para sua amada filha.
Rachel, vendo que sua mãe tinha quase todo preparado, saiu para preparar suas coisas. Ela pegou o carregador do seu celular e o colocou na bolsa de cor bege. Desta vez, parecia que elas tinham que ficar na sua cidade natal por alguns dias.
Fannie e sua filha entraram no ônibus para ir à cidade natal da mulher maior. Ontem à noite esteve chovendo muito, por isso a estrada ficou bastante molhada e, estando nas montanhas, era muito perigoso viajar nesse momento. Embora Rachel não quisesse voltar com sua mãe, ela estava segurando as mãos da mulher.
"Minha filha, eu não tenho escolha, veja como você está agora. Desde o amor que teve na faculdade até os encontros às cegas, quando ficou com um bom final? Você não sabe o quão envergonhada fico quando tenho alguns encontros com nossos conhecidos, toda vez que vejo alguém preciso abaixar a cabeça para que não me reconheçam, é realmente embaraçoso".
Toda vez que Fannie lembrava da historia dos amores que sua filha teve, queria se suicidar. Sua filha esteve com muitos homens, mas nunca teve um bom final.
"Ei! Olha, olha, essa é a mãe da essa patife!", contou Fannie imitando as palavras de outras pessoas.
Nesses dois anos, Rachel teve dezenas de encontros às cegas com diferentes homens. Ao começo parecia que não tinha problemas, mas com o tempo, com cada homem que ela ficava, tinha que acontecer alguma coisa. Dois deles morreram em acidentes de trânsito, outros dois tiveram problemas durante seus encontros, como dor de estômago, vômito, etc. Ai! Por certo, também houve dois que, alguns dias antes do casamento, morreram duma doença.
É verdade que neste mundo há muitas coincidências, mas algo assim, ninguém acreditaria.
Por tudo isto, Rachel se tornou uma garota ruda da cidade, ninguém se atreveu a ter relacionamento com ela, temendo que traga má sorte.
"Mãe. Não tem que dizer isso. Na sociedade em que vivemos, ter alguns encontros às cegas é uma coisa muito normal. Por favor, não exagere. Além disso, neste mundo, a cada hora, a cada minuto, até a cada segundo, as pessoas morrem devido a um acidente de carro ou uma doença. Eu não acredito que você tenha-me que culpar por tudo".
Mas, todas essas coincidências aos olhos de Rachel eram seu destino, elas eram algo que tinha que sofrer desde o nascimento. Por essa razão, ela queria encontrar alguém que fosse mais azarado.
Fannie olhou para sua filha, tirou o bolso que Rachel estava segurando e disse, "Você não sabe de nada, temos que remover o azar de você ou então... Talvez você também mate sua mãe com seu azar!".
O ônibus chegou ao povo onde ficava a casa de Fannie e as duas desceram.
Rachel seguiu os passos de sua mãe. Quando elas atravessaram a rua, ouviram um barulho, a Rachel se virou e achou um Maybach preto e luxuoso.
"Oh! Se que eles tem dinheiro para dirigir um Maybach numa cidade como esta. Mas eles realmente não terão medo de cair no lodo sem poder sair de lá?", murmurou um pouco e olhou seus sapatos, eles certamente estavam cobertos de lodo. Ela se virou novamente e seguiu sua mãe.
O povo XH, era muito pequeno, mas com mais de 300 anos de história. A cidade ainda mantinha casas da antiguidade, especialmente os templos, desde a sua construção até hoje, ainda estavam perfeitamente preservados.
"Senhor Rong. Você poderia se apressar um pouco, por favor? A senhora está esperando fora desde algum tempo atrás. Ela diz que nove horas da manhã é o momento mais apropriado para orar!".
Diante dum espelho de bronze antigo, um homem estava consertando seu camisa, mas perdeu a paciência ao ouvir as palavras de seu mordomo.
Ele se virou e o olhou. Seus olhos eram tão profundos como a noite estrelada, sua mirada era muito fria, como se ele fosse um imperador mirando seu território. Isso fez imediatamente que o mordomo calar a boca e não ousou dizer mais nada.
"Eu não gosto da gravata, me dê outra", depois de falar, ele tirou a gravata no ar.
O mordomo reagiu rapidamente, estendeu a mão e pegou a gravata que o homem descartou.
"Este cinto não combina com as roupas que estou usando agora, me dê outro para provar". Como ele disse, tirou o cinto escuro que tinha na cintura e jogou no chão também.
O mordomo deu alguns passos à frente para pegá-lo.
Este homem, tinha um hábito: descartar coisas que ele não gostava.
Toda vez que via algo que não gostava, dizia sempre a mesma coisa, "Jogue fora!". Então, todo mundo que trabalhava ao lado dele, secretários e assistentes ou até o mordomo, tinham uma capacidade de reação rápida. Exagerando um pouco, eles eram tão rápidos que podiam pegar uma mosca com um pauzinho.
A mãe do senhor já estava um pouco chateada com ele. Ela batia na porta do quarto para fazer barulho.
"Hiram, por favor, hoje é um dia muito importante. Isto está relacionado ao destino da família Rong, devemos ir ao templo agora!".
Mas Hiram estava se olhando no espelho e, finalmente, satisfeito com sua imagem, pegou o celular que estava sobre a mesa e saiu do dormitório.
Finalmente, o mordomo deu um suspiro de alívio. Quando ele abriu a porta, a mãe de Hiram já estava ali esperando.
E, ao mesmo tempo, na porta da frente da casa antiga dos Rong, uma mulher e uma garota saíram, indo para o antigo templo.
Durante todo o tempo, Fannie estava lembrando a filha das coisas que tinha que fazer quando chegassem ao templo. Ela estava preocupada com o fato de sua filha ofender os deuses e espíritos.
Rachel revirou os olhos porque, quando ela vinha ao templo, sua mãe sempre dizia as mesmas palavras. "Irmã Fannie, acho que você não se lembra bem. Eu sou sua filha, não sua avó, as palavras que você me diz são mais claras que a água".
Fannie já estava acostumada com o comportamento de sua filha, riu e olhou seriamente para ela. Ela puxou um pouco suas roupas e disse, "Receio que você esqueça".
Minutos depois, quando chegaram ao destino, Fannie entrou no templo e seguiu diretamente para a praça dos fundos do templo. "Vamos, pegue as coisas, não olhe para as coisas que você não deveria e lembre-se do que eu lhe disse".
Antes de entregar as coisas para a filha, ela lembrou-lhe preocupada. Nesta cidade, tinham uma regra antiga: se alguém pedisse a Deus, a pessoa tinha que acender uma vela, além de ter um coração firme para que o desejo se realizasse.
"Já sei!", pegou Rachel as coisas e entrou no salão principal do templo. Uma vez lá, os barulhos desapareceram e o mundo ficou em silêncio.
No outro lado, a família Rong era a mais rica do povo XH. Eles tinham atribuído muito dinheiro para manter o antigo tempo em forma, por isso, desfrutaram de fama nesta cidade. Na sala dos falecidos, havia várias tábuas dos ancestrais da família Rong, envoltas à luz do Buda, pois ficava muito perto do templo budista do outro lado.
"Hiram, agora que você é o senhor da família Rong, a oração de hoje deve ser feita por você mesmo", disse em voz baixa a digna mãe que olhava para seu excelente filho.
Se fosse necessário dizer o que Hiram mais odiava, era de fato a oração porque era totalmente ateísta. Se queria ter algo não pedia a Deus, ele preferia se apoiar em seus próprios esforços. Porque só confiava em si mesmo.
Embora odiasse o culto aos antepassados, na frente de sua mãe, ele não conseguia demonstrar sua verdadeira atitude. Sem outra opção, ele começou a caminhar até a sala.
O templo estava totalmente silencioso, apenas uma mulher era ouvida batendo no peixe de madeira. (Na tradição budista mahayana, os monges e leigos usam o peixe de madeira para tanger durante os rituais da recitação de sutras, mantras ou outros textos budistas). Todo o templo estava cheio dum cheiro de incenso.
Neste templo não havia monges ou monjas, os que cuidavam eram os anciãos do povo. Rachel conhecia as figuras dos deuses deste templo, já que ela costumava vir com sua mãe desde pequena.
Ela colocou as velas em cima da mesa, deu alguns passos para trás, ajoelhou-se e começou a orar. Cada movimento que ela fazia eram muito dedicado aos olhos das outras pessoas.
Ao outro lado da sala, Hiram Rong e as coisas estavam prontas, apenas as roupas que ele vestia não eram realmente adequadas para esse momento.
Se só fosse adorar os ancestrais da família Rong, ele poderia orar sem problemas. Mas agora, ele tinha que se ajoelhar na frente de estátuas... Ele se sentou na cadeira porque pretendia sair direto quando a hora chegasse. Ele tirou o telefone do bolso para navegar um pouco na Internet porque estava entediado.
Ainda nem um minuto passava, quando barulhos estranhos começaram a soar do outro lado da parede. As sobrancelhas de Hiram se enrugaram e todo o seu rosto ficou mais sério. Seus olhos estavam fixos na parede.
'O templo não deveria ser tranquilo? De onde veio esse estranho barulho?'
Por outro lado, Rachel não podia ficar tranquila. Ela estava se movendo a cada dois por três e continuava murmurando.
A mulher que estava no comando do templo também morava neste povo, portanto Rachel a conhecia perfeitamente. Ela ao princípio não quis participar da conversa, mas a jovem não parou de falar e começaram uma conversa.
"Sabe que eu vi? Na entrada, vi uma velha com uma caixa cheia de dinheiro! Agora estou pensando, se ela realmente tem tanto dinheiro. Por que ela não usa esse dinheiro para fazer algo mais interessante e útil? Por exemplo, ajudando pessoas que precisam dele como as crianças que não conseguem continuar estudar. Na minha opinião, qualquer coisa é mais útil do que doar dinheiro para um templo".
Rachel sabia que nesse momento, o templo não precisava de tanto dinheiro para se sustentar. O que parecia estúpido eram as pessoas que doavam dinheiro apenas para ter boa sorte.
Acostumada com essas situações, a mulher só balançou a cabeça e não respondeu. Ela achava que as pessoas que doavam tanto dinheiro ao templo costumavam ser os que cometeram alguns erros e foram ao lugar procurando conforto.
"Ah! Também...".
Nesse momento, Hiram não pôde mais suportar esse barulho. Ele queria pegar uma toalha e colocá-la na boca da pessoa que falava muito.
Os dois quartos foram separados apenas por meia parede e uma cortina conectada à parede. Essa era a razão de porque o ruído podia ser ouvido claramente.
Rachel não percebeu que o perigo se aproximava. No momento em que contava a parte mais animada, sentiu um ar frio nas costas e, segundos depois, notou um leve cheiro de perfume masculino.
A primeira reação da Rachel foi que o perfume masculino também podia ser agradável.
"Você pode calar a boca?", foi ouvida uma voz profunda.
Rachel levantou a cabeça e viu um homem super belo. Ela ficou impressionada com ele, nunca tinha visto um homem tão belo na sua vida.
Hiram, olhando pra mulher conversadora na frente dele, ficou um pouco surpreso. De acordo com sua aparência, não parecia uma pessoa que falava muito, pelo contrário, parecia alguém tranquila e silenciosa.
Dando alguns passos para trás, Rachel olhou para o lugar onde Hiram apareceu, "Você é da família Rong? Desculpe, não sabia que havia mais pessoas do outro lado".
Todos no Povo XH conheciam a família Rong. Mesmo o templo inteiro foi reconstruído por essa esplêndida família, não era surpresa que alguém dessa família viesse para orar.
Ao ouvir isso, a raiva nos olhos de Hiram descendeu um pouco.
"Mas, todas as pessoas da família Rong são tão rudes? Mesmo se você me ouviu falar num volume alto, não há necessidade de me ameaçar", ela levantou a mão para apontar para Hiram e simultaneamente moveu suas sobrancelhas.
Ele ainda queria que ela fiquei de boca fechada?
A família Rong não era indiferente a Rachel porque ela tinha ouvido falar do arranjo que seus antepassados fizeram mil vezes. No seu interior, ela não tinha uma boa impressão da família Rong.
Hiram se congelou com as palavras da Rachel e instantaneamente seu rosto mudou. As pontas do seus lábios subiram um pouco, "Ameaça? Você disse que eu estou te ameaçando? Tá bom, não importa se isso se torna realidade".
Enquanto ele começou falar, se aproximou à Rachel pouco a pouco, "Eu odeio mulheres que falam muito, se você quer falar de mais, posso lhe trazer um microfone e um amplificador para que você possa dizer o que quiser no teto".
Instantaneamente, Hiram abraçou a cintura da Rachel. Seu movimento foi tão rápido que ele não deu tempo para Rachel reagir.
"Oh meu Deus, por favor parem! Estamos num lugar sagrado, senhorita Ruan, por favor, não diga mais nada". A mulher ao lado deles finalmente não podia continuar olhando e ela disse isso imediatamente para evitá-los.
Ao ouvir o que a mulher acabara de dizer, Hiram apertou mais sua mão. Ele mal entendeu o que a mulher queria dizer porque seu sotaque era muito forte e, como ele não cresceu nesse povo, não conhecia esse dialeto. Mas ele ouviu as palavras, "Senhorita Ruan". 'Ela é da família Rouen?', pensou o Hiram.
Tá bom. Ele também não tinha uma boa impressão da família Ruan.
Espera ...
A família Ruan?
"Simpson Ruan é seu ...", Hiram lembrou-se das palavras que seu avô lhe disse quando ele era uma criança.
"Hiram, eu achei uma esposa super atraente, também muito calma e bonita. Que sorte você teve! No futuro, você tem que tratá-la bem! Ah, a propósito, o nome dela é ...".
"Eu sou Rachel Ruan e meu pai é Simpson Ruan! Como você sabe o nome do meu pai?", Rachel olhou para o homem na frente dela, seus pais eram todos do povo XH e a maioria das pessoas se chamavam Ruan ou Rong. Mas, seu pai já tinha falecido muito tempo atrás.
Ao ouvir o nome dela, as pontas dos lábios de Hiram se ergueram novamente, lançando um sorriso frio, 'Uma mulher tranquila? O avô devia ter enlouquecido naquela época porque até acreditava que essa mulher era calma', Hiram pensou dentro dele.
Ele soltou as mãos que agarraram a cintura da Rachel pouco a pouco, ela deu um passo para trás e de repente sentiu uma dor na cintura porque ele tinha apertado com força.
"Parece que você não está interessada em mim, nem gosta da família Rong", ele não respondeu à pergunta da Rachel, disse isso de repente e ninguém entendia qual era a intenção dele. Mas seus olhos ficaram mais pretos.
"Claro que não! Brutal, rude, ameaçador! Ouvi falar que a família Rong trabalhava com transportação de mercadorias para acumular sua riqueza. Parece que eles são todos dessa família rude".
Rachel era uma vendedora. Ela tinha sucessos no trabalho porque conseguia que as pessoas comprassem algo que nunca tinham pensado em comprar. Pelo que sua eloquência mostrou.
A família Rong tinha enviado muitos presentes para a família Ruan durante esses anos, mas eles nunca quiseram conhecer as pessoas da família Ruan. Isto mostrou que a família Rong queria quebrar o acordo que seus anciãos tinham feito, mas também não queriam dizê-lo diretamente. Era uma família muito hipócrita.
Hiram sacudiu seu traje, fingindo remover os "pós" de suas roupas, indicando que não se queria espalhar da personalidade daquela mulher conversadora.
"Se você odeia tanto a família Rong, nunca entre nossa casa".
"Claro que não pretendo entrar! Você pensa demais, não vou entrar na família Rong mesmo que você me implore!".
Rachel sorriu um pouco, aquele homem parecia muito ridículo, 'Por que eu tenho que ir para a casa da família Rong?', ela pensou.
"Muito bem".
Hiram não estava com raiva, ele apenas sorriu e olhou para o rosto da Rachel. "Espero que você não esqueça o que diz agora! Estarei observando você o tempo tudo".
"Mãe, onde você pretende ir?", quando Rachel chegou em casa, deixou a cesta na mesa, e se serviu dum copo de água porque tinha sede.
Logo da discussão que teve com o Hiram, era normal que quisesse beber mais água.
Fannie estava se arrumando na frente do espelho, quando olhou em volta a sua filha, de repente sorriu e disse, "Rachel, parece que a boa sorte está de volta, assim que entrei no templo, conheci à senhora Rong".
Ao mencionar a família Rong, Rachel quase se engasgou com a água. Então, ela limpou sua boca e perguntou nervosamente, "Senhora Rong? Você fala sobre a tia Joanna? Do que vocês falaram?".
Ao ver a reação da filha, Fannie não pôde deixar de rir e disse, "É claro que falamos sobre o seu casamento. Os encontros às cegas que você teve antes deram errado, certamente é porque o fantasma do falecido Senhor Rong não permite isso. Por essa razão, não tenho escolha e devo procurar um membro da família Rong como seu marido".
"Procurar um membro da família Rong? Você não procurou há 20 anos?". Ela não sabia nada sobre o que tinha acontecido há 20 anos, mas só sabia uma coisa. Se a família Rong tivesse um filho, seria o homem dela, o seja, seria seu marido.
"Sim, a Senhora Rong me convidou para ter uma conversa. Eu direi para ela que se a família Rong não tivesse um filho, que procure outra pessoa que também pertença à sua família para casar com você". Enquanto falava, ela pegou sua bolsa e se dirigiu pra porta. "Fique tranquila em casa e aguarde minhas boas notícias!".
Rachel levantou-se rapidamente do sofá, tinha impressão de que algo estava errado, e aproximou-se da mãe rapidamente.
"Mãe! Aguarde um momento...". Antes que ela pudesse terminar de falar, houve uma batida na porta.
Rachel olhou para a porta que acabava de ser fechada, ela não sabia o porquê, mas sentia-se cada vez mais desconfortável.
...
No Povo XH havia um parque que ficava próximo ao rio. Quando Fannie era uma criança, sempre brincava lá, mas depois dum tempo, haviam menos crianças nesse lugar e o parque estava vazio o tempo todo.
"Olá Senhora Rong. Não esperava que você quisesse andar por este lugar". Quando Fannie soube que a senhora Rong queria se encontrar com ela nesse parque, ela ficou muito surpresa, agora parecia que ela mal conhecia a essa mulher.
"Olá Fannie, venha, sente-se aqui e me chame de Joanna. Embora eu não seja do povo XH, estou na família Rong há 30 anos. Toda vez que volto para o povo, gosto de passear neste parque".
Joanna olhou a paisagem ao seu redor e começou a se lembrar dos bons tempos. Eles nunca construiriam uma estrada para melhorar o transporte local, porque não queriam carros para poluir essa área tão tranquila.
Fannie ficou um pouco surpresa de olhar à mulher. Ela era luxuosa e nobre, mas também lhe parecia alguém muito gentil e agradável.
"Joanna, como você, desde pequena eu gosto muito de estar neste parque. Embora depois de que me mudei pra cidade, sempre sinto falta desta área agradável".
Ao ouvir as palavras de Joanna, pensou que o que diria a seguir sobre o acordo de casamento entre suas famílias seria mais fácil.
Ela, ouvindo as palavras da Fannie, assentiu, mas notando um pouco o significado, ela franziu o cenho, "Fannie, agora que você diz isso, eu vou lhe dizer a verdade. Na realidade ... Eu tenho um filho que é alguns anos mais velho que Rachel, mas, mas...".
Antes que ela pudesse terminar suas palavras, Fannie levantou-se rapidamente com um rosto cheio de surpresa. Sua voz começou a tremer, "O quê? O que você disse? A família Rong tem um filho? Como eu dizia, como é possível que uma família tão grande como a família Rong não tenha um sucessor masculino? Mas se você tem um filho e sua idade é quase a mesma da minha filha, por que você não disse nada antes?".
Ela tinha escondido isso há 20 anos, então não era de admirar que Fannie estivesse tão chocada. Se ela houvesse sabido antes, não teria a necessidade de marcar tantos encontros às cegas para sua filha.
"Fannie, não era que não queira te contar. É que essa criança, desde que era pequena, tem suas próprias decisões. Nunca deixa que outros decidam por ele. Nós conversamos sobre o casamento muitas vezes, mas ele nunca leva isso a sério. Ele não se importa do acordo", dito isso, a Joanna aliviou sua respiração.
Fannie perdeu a paciência e disse imediatamente, "Senhora Rong, você sabe quantos encontros às cegas a Rachel teve? E todos seus encontros foram em vão. Pelo menos 10 vezes, ao longo do tempo, sempre acontecia algo, por acidente ou doença, e isso fazia que ninguém se atrevesse a casar com nossa Rachel! Finalmente entendo por que todos esses infortúnios acontecem com minha filha! Isso ocorre porque o falecido Senhor Rong não concorda com isso, ele quer que nossos filhos se casem!".
Joanna suspirou e balançou a cabeça, "Mas, Hiram sempre tem seu próprio pensamento. Ele tem seus planos e suas idéias. Não podemos fazer nada a respeito!".
"Não diga isso! Por favor, não diga isso, quanto ao casamento dos filhos, eles sempre precisam ouvir as palavras dos pais. Se você não aceitar esse casamento agora, temo que uma boa desgraça caia sobre a família Rong".
Com essas palavras, Fannie imediatamente cobriu sua boca. Ela percebeu que o que tinha dito era muito ruim, mas isso estava relacionado ao casamento de sua filha e não tinha escolha.
"O que?", Joanna estava chateada com as palavras da mulher.
Fannie sentou-se imediatamente e disse com uma voz suave, "Não fique brava, eu estive errada. É minha culpa. Oh! Nós somos pais, você precisa entender. Desde que meu marido faleceu, deixando minha filha e eu sozinhas neste mundo, tenho que encontrar um bom casamento para ela. Eu acho que isso é destino, de acordo com o compromisso, os mais velhos querem que eles fiquem juntos!".
Na sua época, Simpson e o Senhor Rong eram como irmãos, não tinham irmãs; portanto, não podiam unir as duas famílias ao casamento.
"Mas agora a situação é diferente. Você tem um filho e os mais velhos querem que nossos filhos se casem e as duas famílias se juntem".
Ao ouvir essas palavras, Joanna suspirou e disse preocupada, "Fannie, se eu digo a verdade, penso o mesmo que você. Nossa família não precisa de dinheiro através do casamento, se o Hiram quer se casar com Rachel e também o desejo do meu sogro pode ser cumprido, eu concordo claramente com isso. No ano em que sua filha nasceu, meu marido sonhou com o pai muitas vezes. Nos sonhos, ele lhe disse que desejava poder casar Hiram com a filha da família Ruan".
Fannie, ouvindo as palavras da mulher, assentiu rapidamente, "Se você concorda comigo, por que não fala com Hiram sobre isso e o convence?".
Joanna assentiu também e disse com orgulho, "Hiram é um garoto que quer fazer as coisas sozinho desde que era pequeno, ele nunca nos decepcionou. É muito educado, mas não quer que ninguém se envolva nos negócios dele. No entanto, também é um garoto que obedece aos pais. Estou pensando que se o encontro casual entre nós é o destino deles. Vou tentar, se forçá-lo a casar com Rachel, talvez ele possa aceitar".
Ao ouvir isso, Fannie ficou muito feliz e disse, "Muito bem, então, apresse-se, assim que tiver novas notícias, me avise!".
Depois de voltar do parque, Fannie sorriu o tempo todo. Assim que ela chegou, começou a orar e agradeceu a Deus.
...
Na sala, Rachel estava comendo uma maçã e também assistindo a televisão. Ela viu sua mãe entrar e ficou surpresa.
'Por que ela estava tão feliz? Ela poderia ganhar na loteria?', se perguntou.
"Vamos lá, você ganhou na loteria? Por que você não compartilha com sua filha?". Rachel disse ao mesmo tempo que mastigava a maçã na boca.
Fannie revirou os olhos e disse, "Loteria? Você acha que sua mãe está interessada na loteria?".
"Vamos lá, não me diga que você encontrou ouro ou algo parecido?", disse Rachel erguendo as sobrancelhas e sorrindo.
Fannie estava dobrando as roupas para colocá-las no armário e não conseguia parar de sorrir, "Você realmente acha que o dinheiro poderia interessar à sua mãe? Eu lhe direi quando todos os problemas forem resolvidos, porque se eu lhe disser agora e depois não se cumpre, então você chorará outra vez".
Rachel continuou mastigando a comida e no seu interior pensou, 'O que você quer dizer com isso?'.
Na manhã seguinte, quando ela ainda dormia, Fannie correu para o seu quarto.