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Forçada a se casar com um lobisomem

Forçada a se casar com um lobisomem

Autor:: natchaprice
Gênero: Romance
Canary é uma jovem mulher que vive em uma aldeia cheia de licanos. Ela é uma jovem muito bonita e encantadora, mas detesta viver próxima àquelas criaturas. Seu sonho é se mudar para um lugar que sua mãe lhe contava ser livre dessas bestas, um lugar onde ela pode viver livre e sem medo. Mas um certo dia enquanto está na aldeia, o alfa a avista e de imediato quer ela para ser sua esposa. Ele se quer a pede, apenas a força a ir com ele até o altar. Mas enquanto está implorando em seu coração para ser salva daquilo de alguma forma, um outro licano surge. Alguém que ela já conhecia. Ele a salva das garras do alfa, e a leva até sua terra. Mas nos poucos dias que está com esse homem, ela descobre que não passa de uma prisioneira. E terá que lutar por sua liberdade, enquanto percebi aos poucos que está se apaixonando por seu carcereiro.

Capítulo 1 a escolhida do alfa

A garota segurou o balde pesado com a água do rio e viu seu reflexo na água. Olhos azuis exaustos a encaravam de volta. Ela não teve tempo para pensar muito, uma voz masculina atrás dela a fez congelar.

-- Continue inclinada, a visão é prazerosa Canary. -- um deles disse. Ela se se virou com o seu coração acelerado.

Diante dela havia três lobos e seus olhares predatórios a fizeram recuar.

Canary sabia que os lobos faziam o que queriam, mas ainda assim, ela nunca se imaginou naquela situação.

-- Tire suas roupas. -- Ordenou o mais alto deles, enquanto os outros esperavam com expectativa, quando ela não se moveu ele gritou. -- Sua mãe se deitava com qualquer um por um pouco de dinheiro. Quer que eu pague? -- eles riram. E ela se encolheu ainda mais, não tinha o que fazer.

Era o seu fim, ela sabia.

Mas quando toda sua esperança já havia se esgotado. Outro barulho foi ouvido na floresta, todos encararam a mata. E de lá ele surgiu Um enorme lobo vermelho, com olhos de chamas.

Ele rugiu cheio de fúria para os lobos, os ameaçando.

E eles fugiram desaparecendo. E ela ficou sozinha com o enorme lobo, que logo se transformou em um lindo homem alto de cabelos ruivos, e músculos definidos. Que estava... Nu.

Ao notar que estava o encarando, ela se virou sentindo o rosto queimar.

Ainda de costas, ela ouviu uma leve risada rouca.

-- me perdoe, mas infelizmente eu não fico com roupas de baixo. -- ela sentiu o coração disparar.

Nervosa ela notou que tinha trazido uma pequena toalha, ainda de costas ela a jogou para ele.

Novamente um sorriso.

-- obrigado. -- após alguns instantes, ele emitiu um novo som. -- já estou decente.

Ela se virou ainda nervosa, mas agora a toalha já cobria certas partes.

Ele sorriu ao ver seu rosto vermelho.

-- O-obrigada, por me ajudar... Muitas vezes eles me perseguem, mas nunca assim. -- o homem cerrou o maxilar.

-- eles merecem a morte. -- ela o olhou nos olhos. E se assustou ao ver a cor amarelada.

-- também acho. -- seus lábios se curvaram para cima.

-- eu sou Vahem. -- ele falou bruscamente.

-- Canary, sou Canary D'rue. seus olhos pareciam brilhar.

-- Canary... Você canta, não é? -- ela se curvou ao ouvir aquela pergunta. Ninguém sabia que ela cantava. Ela só fazia tal coisa quando estava só, ali naquele lago.

-- um... Pouco.

-- eu percebi, você tem a voz de uma ninfa quando canta. ela sentiu o coração disparar.

-- não é meio perigoso? Ficar vindo aqui sozinha? Aonde está sua família? -- seu coração apertou com aquela pergunta.

-- eu não sei quem foi meu pai, e... Minha mãe morreu já tem um tempo. -- era horrivel falar aquilo, ainda mais para um estranho.

-- entendo como é, também sou sozinho. __ ele disse com pesar. -- mas... As vezes temos que dar um jeito nas coisas, não é? -- ele a questionou sério.

Seu coração disparou outra vez, ao ver um leve sorriso em seus lábios. Mas logo ela desviou. Ele a questionou.

-- você mora por aqui? Mesmo. -- ela se encolheu levemente. Era uma triste realidade, ela odiava morar ali.

-- infelizmente, mas... Eu tenho um sonho de... -- ela parou bruscamente com vergonha. Mas ele se aproximou.

-- fale, pode falar Canary. -- o modo como ele pronunciou seu nome, lhe deu coragem.

-- eu... Eu quero morar na capital azul. Minha mãe me contava histórias, lá é um bom lugar. Sem... Esses monstros. Estou juntando dinheiro para ir, não quero mais morar aqui. -- por algum motivo Vahem a encarou de forma estranha.

-- é um sonho e tanto! Espero que consiga realizar. ela sorriu levemente. Mas logo desviou o olhar.

-- obrigada por me ajudar, mas... Eu preciso ir. -- ele parecia querer dizer algo, mas se manteve aonde estava. Enquanto ela subia a ribanceira para ir embora.

-- as coisas vão melhorar Canary. -- ele disse de forma gentil. E por algum motivo, seu coração vibrou.

*****

Ao chegar em sua cabana que ficava em meio a floresta, Canary notou que sua porta havia sido escancarada. Ela adentrou em casa desesperada, e correu até o quarto da dispensa. Lá ela percebeu que toda sua comida para o inverno, havia sido destruída. Ela não tinha mais alimento. Ela se desesperou de imediato. Mas logo lembrou que havia uma aldeia ali perto, ela pegou algumas moedas e partiu em direção a aldeia atrás de alimento.

*****

A aldeia era governada por um alfa muito violento e controlador. Logo Canary comprou o que precisava, e já partiu de imediato. Mas antes de sair da aldeia, ela notou uma presença forte e autoritária. Tudo parecia parar, todos param. E quando ela olhou para trás, avistou o alfa. Alto de pele branca, de olhos negros como a noite e cabelos pretos. Ele se aproximou lentamente dela.

-- qual é o seu nome? -- seu tom de voz era estranhamente potente e amedrontador.

-- C-Canary... Alfa. -- seus lábios se curvam levemente para cima.

Ele se aproximou mais e anda em volta dela, como se buscasse algo.

-- você é linda, magra demais... Mas é linda. -- ela se encolheu levemente. Enquanto todos os encaravam.

-- você é daqui?

-- não, eu moro na floresta. ele franziu o cenho.

-- interessante. -- ele ronronou ao seu ouvido. -- é casada?

Ela engoliu em seco.

-- não, alfa.

-- tem família? -- novamente ela se encolheu.

-- não... Minha mãe morreu de febre. -- seus olhos brilharam.

-- quero que você seja minha.

Ela o encarou sobressaltada.

-- o quê?!

-- você é linda, quero que seja minha esposa. -- um tom de posse tomou sua voz. Ele falava sério. Canary só queria correr.

-- NUNCA!

-- nunca? -- ele riu. -- acha que pode me dizer não? É simples Canary. -- ele segurou seu queixo. -- eu a quero, eu a tenho! -- ela tentou correr, tentou se debater.

Mas não tinha mais para onde correr, quando os licanos a pegaram a força e a levaram para um casarão enorme no meio da aldeia.

De nada seus gritos, seus arranhões adiantaram. Nem mesmo ela implorando.

Ela não acreditava que aquilo estava acontecendo, ela não queria se casar. Não o conhecia, não sabia quem ele era.

Ela só queria fugir. Mas não era possível, toda a aldeia era cercada por licanos, muito maiores e mais fortes que ela.

******

Pouco tempo se passou com ela presa no casarão. Logo mulheres a vestiram com um horrível vestido de noiva, e um homem a levou para o salão principal. Lá haviam muitas pessoas, e o alfa estava no altar a esperando. Ao vê-lo, ela congelou.

-- se não quiser morrer moça, é melhor andar. -- o licano que estava ao seu lado, sussurrou.

Com a garganta apertada, ela se forçou a andar até o altar. Sentindo as lágrimas quentes, molharem seu rosto.

Logo ela estava ao seu lado, o encarando.

O alfa sorria triunfante.

-- comece. -- ele ordenou ao que parecia ser o pastor.

O homem começou a falar e a falar, mas Canary não sabia o que estava acontecendo. Ela só conseguia implorar por socorro em silêncio. encarando cada um, pedindo por ajuda. Mas todos pareciam mortos, frios.

O pastor, finalmente terminou o falatório e questionou Canary.

-- você... Aceita o alfa como seu marido e seu dono? -- não haviam palavras. Mas o olhar do alfa, era gélido. Ela morreria, ela não aceitaria morrer para ele. Mesmo que isso significasse ter que casar com ele.

-- sim... -- o alfa sorrio.

Ele assentiu para o bispo, mas antes que o homem oficializasse.

Uivos foram ouvidos, os licanos na sala aguçaram seus sentidos.

O alfa fez o mesmo. Alguém escancarou a porta de entrada.

-- A CASA DE ADORAÇÃO, ESTÁ EM CHAMAS! -- o licano gritou.

Todos se puseram de pé.

-- PRECISAMOS DE AJUDA. PARECE SER UM ATAQUE, ALFA. -- o alfa rugiu a encarando.

-- VÃO TODOS. -- ele ordenou, enquanto Canary se manteve imóvel.

Logo todos os licanos saíram correndo em direção a saída.

Ela não sabia se estava respirando.

Logo apenas ela e o alfa ficaram, assim como dois licanos.

Ele a encarava de forma estranha.

Uivos e gritos foram ouvidos novamente, e derrepente todas as tochas da sala se apagaram. Os dois licanos se transformaram. E se puseram em posição encarando a porta.

Novamente a porta foi aberta, mas foi jogada para longe.

Ali de pé, enfrente a ela. Estava ele... Vahem. Em sua forma bestial.

O licano estava com a boca cheia de sangue. Os dois licanos foram em sua direção, mas foram rapidamente imobilizados e jogados para longe, com os pescoços quebrados.

Canary gritou. O alfa, riu.

-- aí está você... Rouge. Quem diria que você ainda guarda tanta mágoa. -- o alfa rosnou, assim como Vahem. -- me encare como homem! Seu bastardo.

Mas ele continuou em sua forma bestial. O alfa agarrou a cintura de Canary.

-- ela é minha. -- Vahem rugiu. O alfa riu. -- ótimo, vamos acabar com isso.

Canary caiu no chão de joelhos tremendo.

Vahem com extrema rapidez, correu até eles. Canary sentiu uma pressão contra as costas. Tudo ficou rápido e escuro. Ela estava de olhos fechados, e derrepente. Ela sentiu que estava se movendo. Muito rápido.

Ao reabrir os olhos, ela estava em cima dele. Vahem em sua forma bestial estava correndo em direção a floresta, enquanto ela ouviu os gritos e uivos do alfa. Vindo da aldeia em sua direção.

Capítulo 2 O lorde rouge

Canary estava com seus olhos fechados, não dormindo, mas com medo de reabrir os olhos.

agora não dava mais para fingir, lentamente ela abriu os olhos.

Uma luz forte e quente a assustou. Ela pôs as mãos em volta de onde estava deitada, e notou que era uma cama. Assustada ela abriu os olhos rápido, olhou ao redor e notou que estava em um quarto. Um enorme quarto bem iluminado, deitada em uma cama gigantesca e confortável.

Ao vasculhar o quarto com seus olhos ela viu que sentado em uma cadeira, lá estava ele. Vahem.

Ela se mexeu um pouco nervosa, e ele abriu os olhos encarando ela de imediato.

Seu rosto estava machucado e seu braço esquerdo estava rasgado.

-- bom dia, Canary. -- ele disse sorrindo.

Ela se sobressaltou.

-- aonde estou, o que... O que aconteceu? -- ele se aproximou da cama, e ela se encolheu um pouco.

-- não lembra?

-- lembro de algumas coisas, mas... Não lembro de ter chegado aqui. -- seus lábios se curvaram levemente para cima.

-- aqui é minha casa, está segura aqui! Fique deitada e descanse um pouco mais. -- ele foi indo até a porta, mas Canary se pôs de pé rapidamente. E se assustou ao notar que estava com um vestido muito transparente, Vahem parecia ter notado Também. Envergonhada, ela usou o cobertor para se cobrir.

-- obrigada por ter me ajudado, novamente. Mas... Já que me salvou, eu quero ir embora. -- ele se aproximou lentamente.

-- não está em condições de ir a lugar algum Canary. -- ele fala de forma imponente.

Mas ela não se intimida.

-- tem um lugar para onde quero ir...

-- eu sei, a capital azul. -- algo dentro dela saltitou por perceber que ele lembrou.

-- sim, eu quero ir! E então... Não incomodarei mais você.

Ele ficou quieto e então cruzou os braços.

-- sinto muito Canary, mas você ficará aqui. -- ela franziu o cenho.

-- eu não entendo! Me deixe ir, você me salvou do alfa e agora está... Me prendendo? Que diferença você está fazendo? -- ele sorri novamente, mas o sorriso não chega aos olhos.

-- quero que você fique segura.

-- eu ficarei bem!

-- ah é? Como você ficou antes? -- ela tenta falar, mas não tem argumento algum.

-- é diferente!

-- sempre é. -- logo ele vai rumando até a porta, mas Canary vai atrás dele. Ficando cara a cara com ele.

Seus olhos amarelos, parecem brilhar.

-- exijo que me deixe ir agora!

-- não será possível! Eu já disse. -- ele tenta abrir a porta, mas ela segura seu braço. Uma espécie de faísca queima sua pele quando ela o toca, então ela o solta imediatamente.

-- o que foi isso? -- ela questiona.

-- o que foi o quê? -- confusa ela desvia o olhar.

-- me deixe ir agora! Não serei sua prisioneira! Se é o que está pensando. -- ele abre um enorme sorriso irônico, que a deixa Furiosa.

-- seria tão ruim assim? Ser minha prisioneira? -- ele se aproxima um pouco mais, ficando a centímetros dela.

Por alguns instantes, era como se Canary estivesse sob feitiço. Mas ele se afasta sorrindo.

-- descanse Canary. -- e antes que ela pudesse retrucar, ele saí do quarto.

Ela tenta quebrar a fechadura, mas é impossível.

Furiosa ela grita para ele. E por um momento, ela escuta sua risada ecoando pelo corredor.

****

Na manhã seguinte, ele lhe mandou um vestido e a convidou para sair do quarto e dar uma volta.

Mesmo Furiosa, ela aceitou.

Quando saiu do quarto, logo ela descobriu que estava em um enorme casarão.

Após descer as escadas, encontrou Vahem enfrente a porta principal.

-- está linda. -- ela bufou.

-- você está me dando a liberdade? -- ele sorriu novamente.

-- você acha mesmo que está presa?

-- bem... Você não me deixa ir embora então... Acho que sim, não é? -- ela fala de forma irônica. Lhe arrancando uma risada.

-- vamos lá, quero lhe mostrar uma coisa. -- ele lhe oferece a mão, e Canary aceita.

Quando saem do casarão, ela dá de cara com uma enorme comunidade. Era uma aldeia, mas era diferente de tudo o que Canary conhecia.

Após andarem um pouco, Canary descobre que era uma espécie de aldeia escondida. Havia uma muralha invisível em volta da aldeia, que impedia a visão de inimigos.

-- então... Você é o alfa daqui?

-- não funciona assim. -- ele fala um tanto distante.

-- ah é? E como funciona?

Ele a olha novamente com aquele brilho no olhar.

-- não posso ser considerado o alfa, sou considerado o lorde deles. -- Canary sorri de forma irônica.

-- não é um título um tanto humano?

-- e você acha que sou um monstro?

-- bem... Você se transforma em um, não é? -- ele parou bruscamente.

-- acho que está me confundindo Canary.

-- será? -- ela continua andando. Mas Vahem segura seu braço, a puxando para perto dele. Ficando novamente a centímetros dela. Os dois se encaram, mas Canary se afasta.

Vahem respira fundo.

-- não obrigo essas pessoas a fazerem nada, elas confiam em mim! Sempre confiaram, você acha que sou como o alfa que você conheceu, apenas porquê me transformo em licano também? -- ela para bruscamente.

-- se você é tão diferente assim, me deixe ir embora agora! O alfa me obrigou a casar com ele, e agora você... Está me mantendo aqui! -- ele joga as mãos para o alto.

-- é diferente!

-- DIFERENTE COMO? -- os dois se encaram furiosos.

-- é complicado explicar para você! -- ela sorri sem alegria.

-- mas que ótima desculpa, rouge. -- Vahem se aproxima dela novamente, prendendo ela contra uma árvore próxima.

Os dois estão ofegantes.

-- eu não quero ficar aqui! Quero ir embora. -- ela fala em seu rosto.

-- sinto muito mas isso não irá acontecer. -- ela tenta lhe dar um tapa, mas Vahem segura sua mão.

Ele a olha no fundo dos olhos, parecem a ver chamas dentro de seus olhos.

-- você tem o mesmo brilho dela sabia? -- sobressaltada Canary se encolhe.

-- dela quem? -- mas Vahem se afasta rapidamente. Canary joga as mãos para o alto.

-- obrigada por responder minhas perguntas, "lorde."

E logo ela volta correndo até o casarão.

****

Quando já está indo deitar, ela escuta a porta abrindo.

Ao olhar em sua direção, ele está lá. A observando.

-- as coisas não deveriam se sair dessa forma, Canary. -- ela dá uma risada ríspida.

-- nem imagino como deveriam se sair. -- ela não está olhando para ele, mas sabe que ele a está encarando.

Ela escuta algo, como se ele estivesse se aproximando. Mas ele para bruscamente e antes que ela se vire, ele já foi embora.

Furiosa, ela se joga na cama. E começa a chorar.

****

Durante a noite, Canary acorda e nota que o lugar inteiro está silencioso. Ela decide que não aguentará mais aquilo.

Ela usa de suas técnicas de caçada, e de forma silenciosa ela abre a janela. Usa três enormes cobertores, e vai montando eles para descer até o chão.

Quando enfim consegui, ela escuta alguns licanos de vigia. Mas de forma rápida e silenciosa, ela corre até a floresta.

Quando chega na muralha, ela nota que alguns licanos estão do lado de fora e a espécie de portão está aberta. Usando três pedras, ela consegue distrair um deles. E rapidamente ela corre passando pelo portão. Enquanto corre ela não entende como os licanos não sentiram seu cheiro, afinal eles são treinados para fazerem isso. Mas ela igonora esse pensamento e continua correndo.

Ela se joga dentro de pequeno lago e vai descendo.

Quando enfim saí da água, ela nota que chegou em uma pequena clareira.

Ela respira fundo, e vai andando o mais rápido que pode. Até que ela ouve um barulho na mata, nervosa ela se abaixa.

Tem algo ali, ela começa a andar novamente mas dá de cara com algo... Alguém.

-- ora... Ora... Eu nem precisei te caçar, você veio até mim... Esposa. -- Canary consegui olhar para frente. E ali está ele, o alfa.

Canary olha ao seu redor, e há vários licanos ali. Todos dele.

Ele segura o queixo dela com força.

-- vamos para casa agora.

Capítulo 3 A híbrida

Canary tenta fugir, ou se desvencilhar do alfa. Mas ele a prende com força, em volta de seus braços enquanto seus licanos rugem para ela. Ele segura seu queixo e fala:

-- você acha mesmo que vai escapar de mim, assim? -- ele ri de forma irónica. -- magrela e fraca como você é! Não me leve a mal, eu gosto de ser desafiado Canary! Mas... Tudo tem um limite e está na hora de irmos para casa. -- ele a segura com ainda mais força, mas ela consegue lhe dar um tapa bem forte no rosto e se afastar dele.

Os licanos vão para cima dela com extrema velocidade, mas Kyra ergue a mão, ordenando que parem. Canary se mantém firme.

-- eu não irei com você a lugar algum! Não sou sua esposa, ou seja lá o que você pensa que eu sou! Eu não queria me casar com você! E nunca faria tal coisa! Nem mesmo se eu estivesse louca! -- ela grita em seu rosto.

Kyra abre um sorriso assustador e se aproxima dela novamente, fazendo Canary se encolher.

-- eu não gosto de repetir as coisas que digo, Canary. -- as garras de suas mãos cresceram assustadoramente. Canary se encolheu.

-- eu disse que você vem comigo, e você vem! Sua puta! Quer ser tratada como a vadia da sua mãe era tratada? pois bem. -- Kyra a pegou pela cintura, prendeu seus braços para trás e a obrigou a andar.

Seu corpo inteiro arrepiou de medo, Kyra era um monstro.

-- você não tem o cheiro, dele o que significa que ele não tocou em você. Que bom... Esse privilégio é meu.-- ele disse ao seu ouvido, fazendo o estômago dela se revirar.

Então eles começaram a seguir viagem, e Canary não podia fazer nada a não ser andar.

****

O dia já estava quase raiando, Canary sentia uma vontade imensa de correr. Só de pensar que seria obrigada a ficar com aquele maldito, sua pele congelava.

Eles já estavam próximos da fronteira da aldeia dele, quando ela sentiu algo. Ela não sabia o que era. Sua pele ferveu, como um pressentimento. Mas ela nunca havia sentido aquilo, parecia... Que algo estava se aproximando.

-- continue andando! -- Kyra gritou para ela. A fazendo voltar a andar.

Ela continuou sentindo, enquanto eles desciam uma ribanceira. E então, sua nuca arrepiou e logo em seguida ela ouviu um uivo assustador. Nervosa ela olhou para trás, e Kyra já estava em sua forma bestial.

De repente o licano de pelugem vermelha pulou em cima dele, o jogando para longe. Vahem.

Os licanos todos correram em direção ao seu alfa, Canary só via sangue e ouvia seus gritos.

Kyra pulou em cima de Vahem, enquanto ele tentava se desvencilhar.

Ela sentiu um impulso em seu corpo, algo que a ordenava ir na direção dele.

Mas ela negou esse impulso e saiu correndo em direção a floresta, ela não iria virar a prisioneira de nenhum dos dois.

Ela continua descendo mas ouvia os gritos, e por um momento ela parou e olhou para trás.

-- Vahem... -- ela sussurrou tremendo. Seu sangue gelou.

Mas ela se forçou a correr, enquanto ouvia os gritos.

Mas Então ela sentiu uma pontada em sua cabeça, uma pontada estranha. E ela caiu ladeira abaixo e ao chegar no chão, algo dentro dela despertou, ela não sabia o que. Ela rugiu como uma besta, como um licano. Seus olhos ficaram vermelhos como sangue.

seu impulso foi de correr de volta para Vahem, por algum motivo. Mas ela se manteve no chão.

-- Canary... -- ela ouviu sua voz atrás dela.

Rapidamente ela olhou para trás, e Vahem estava ali.

Estava nu e muito machucado.

-- v-vamos, Canary. -- ele lhe estendeu a mão.

Ela quis resistir, ela conseguiria fugir dele se quisesse. Mas algo não deixou, ela segurou sua mão e o seguiu.

-- quando me transformar, monte em minhas costas está bem? -- ela assentiu.

Mesmo muito machucado, ele se transformou.

E quando ela montou nele, e eles começaram a correr pela floresta, algo dentro dela agradeceu pela vida do rouge.

****

Após correrem um pouco, ele já estava exausto e perdendo a velocidade.

Mas ela notou que eles já estavam chegando na aldeia, logo muitos licanos correram na direção deles.

Ela estava desmontando do rouge, quando sentiu uma dor lancinante no braço esquerdo. Ela não sabia o era, parecia fogo queimando sua pele.

Os licanos levaram ela e Vahem para dentro, mas a dor continuava.

Eles puseram Vahem na sala principal de seu casarão e o vestiram.

Ela lentamente foi atrás dele.

-- ele... Vai ficar bem? -- ela questionou a um de seus licanos. Ele a encarou desconfiado.

-- talvez, ele ficou muito ferido nessa batalha! Por sua causa. -- ela se encolheu levemente, ainda segurando seu braço esquerdo que doía muito.

Lentamente ela se aproximou de onde ele estava sentado, seu corpo estava cheio de sangue.

Ela não entendia porque ele havia arriscado sua vida daquela maneira, e... Por ela.

Ela chegou bem perto dele.

-- obrigada... Vahem. -- ela não sabia se ele ouvia, e então logo se afastou.

Mas então ele puxou sua mão a trazendo para perto dele, lhe envolvendo em seus braços em... Um abraço.

Ela não sabia como reagir, o corpo dele estava quente e ele estava... Tremendo?

-- não sabe o que eu senti quando vi que havia desaparecido, Canary. -- ele falou em seu ouvido. Ela sentiu o sangue ferver novamente.

-- só de imaginar o que aquele maldito teria feito com você... -- ela sentiu sua pele ficar tensa. -- eu... Eu não sei o que teria feito.

Ela sentiu ódio em sua voz, ainda sem saber muito o que fazer, ela pôs as mãos em volta de sua nuca e retribuiu seu abraço.

Ela não sabia o que aquilo significava.

-- eu estou bem, estou aqui... Obrigada! Novamente. -- ela o ouviu rir.

Quando ela estava prestes a falar algo, seu braço ardeu como brasa. Ela se afastou dele sentindo aquela maldita dor.

-- O QUE HOUVE? -- ele se pôs de pé, mesmo ferido.

Ela caiu de joelhos suando e sentindo aquela maldita dor, ela olhou para seu braço e estava aparecendo um... Símbolo. Ela gritou apavorada.

Vahem se aproximou, mas ela se afastou, a dor era terrível. mas então... Passou como se nunca tivesse acontecido.

Tremendo ela encarou seu braço e havia um maldito símbolo ali, era uma meia lua.

-- que merda é essa? -- ela questionou sem voz.

Vehem a encarou e ele estava pálido.

-- QUE MERDA É ESSA, VAHEM? -- ele se abaixou lentamente, se ajoelhando na frente dela.

Seus braços estavam cobertos com uma camisa branca, lentamente ele ergueu a manga da camisa. Revelando a mesma lua em seu braço.

Canary sentiu o corpo tremer.

-- o... o que é isso? -- mas ele se manteve quieto.

-- me responde! É... É algum tipo de maldição eu... Eu...

-- não é uma maldição Canary. -- ele disse abaixando a cabeça.

-- então... Então o que é isso merda?

-- é um símbolo de união licana. -- Canary ficou pálida de imediato..

-- o que?

-- é um símbolo de união carnal, entre um licano e outro! As luas em nossos braços... Se completam. -- ela começou a rir desesperada e sem reação, seu coração estava a mil.

-- não... Não... Isso não é possível, porque eu não sou uma licano. -- Vahem ficou quieto.

-- eu não sou!

-- tem certeza disso Canary?

-- o que você quer dizer com isso? -- seus olhos encheram de lágrimas.

-- minha mãe... Ela... Ela era humana, isso não faz sentido isso...

-- sua mãe sim, mas seu pai... Era um alfa, Canary. -- seu corpo inteiro paralisou.

-- o que torna você, uma híbrida! Você é metade humana e metade licano Canary. E é... Minha Lua. -- ela não sabia o que dizer, seu mundo inteiro desabou naquele momento. Tudo ficou escuro, e então... Ela apagou.

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