Axel Knight.
Fui um tolo em cair naquele anúncio de emprego. A necessidade me empurrou para frente; com dezenove anos, a urgência por uma renda era desesperadora. Mas fui enganado. Assim que cheguei à Austrália, achando que havia conseguido um emprego, fui capturado por um bando de homens mascarados. Quando recuperei a consciência, estava em um lugar horrível, parecia um porão. E para piorar, não estava sozinho. Havia várias pessoas passando pelo mesmo pesadelo que eu.
Não sei há quanto tempo estou aqui; minha vida tornou-se um inferno. Todos os dias, sou abusado por eles, assim como as outras vítimas. O desejo de vingança queimava dentro de mim. Tentei matá-los. Quando o maldito terminou seu ato vil, agarrei uma pedra e avancei contra ele, golpeando sua cabeça repetidamente. Infelizmente, os outros bandidos me arrancaram de cima dele. Apanhei muito e fui abusado novamente.
Não aguento mais. Quero que eles sofram como nós estamos sofrendo. Quero justiça.
Hoje deve ser só mais um dia. Meu corpo está dilacerado, não tenho forças para me levantar. Ergui meu olhar, vendo as outras vítimas com ferimentos ainda mais graves.
Desejo fervorosamente que alguém nos salve. Esses monstros merecem o mesmo tormento que estão nos infligindo.
De repente, ouvimos tiros vindo da saída do porão.
- Abaixem-se! - Grito, alertando todos.
Curvo-me no chão, apesar das dores, temendo ser atingido por uma bala perdida. O silêncio que se segue é ensurdecedor, até que o portão de ferro range ao ser aberto.
- Há pessoas aqui, chefe! - Um homem armado grita em um idioma estrangeiro.
Sinto um calafrio ao ver um homem alto, sua presença imponente emana poder. Seu olhar corta o ambiente, sério e penetrante. Ele inspira medo.
Quem é esse homem? Ele vai nos matar também?
- Vocês são prisioneiros desses desgraçados? - Sua voz ressoa, grave e ameaçadora, causando arrepios em todos nós.
Mas sinto um alívio ao ouvi-lo falar inglês.
- S-Sim... - Uma das vítimas responde em inglês.
- Meus homens os libertarão e os ajudarão a voltar para suas famílias.
Um suspiro coletivo de alívio ecoa pelo porão.
Seus homens abrem nossas celas, e, apesar das dores, consigo me levantar. Caminhamos para fora daquele inferno, passando pelos corpos dos infames responsáveis por nossos tormentos.
Deveriam ter sofrido mais. A morte foi rápida para eles, mas o que passamos nas mãos daqueles canalhas foi uma verdadeira tortura. Eles mereciam pagar ainda mais.
Encarei o homem que parecia ser o líder, meu coração acelerando enquanto me aproximava dele. Ele estava lá, fumando tranquilamente como se estivesse no controle de tudo.
- Com licença. - Minha voz saiu mais firme do que esperava, mas ainda assim senti o medo percorrer minha pele ao sentir os olhos gélidos dele sobre mim.
- O que você quer, criança? - Ele deu mais uma tragada no seu cigarro, sua expressão impassível.
- P-Por favor, me deixe trabalhar para o senhor. - Minhas palavras saíram trêmulas, mas eu precisava demonstrar coragem.
- Você tem coragem de matar alguém, criança? Acha que essa vida é brincadeira? - Sua voz era cortante, como uma lâmina afiada.
- E-Eu já tentei matar um deles, mas falhei. Eu tenho coragem, senhor. - Respondi, tentando controlar a tremedeira em minha voz.
Ele me olhou por um momento, avaliando-me, antes de fazer um gesto para outro homem ao seu lado.
- Entregue uma arma para ele. - Ordenou, sua voz ecoando autoridade.
O homem ao lado do líder obedeceu prontamente, colocando a arma em minhas mãos trêmulas.
- Mande o Yenki trazer aquele sobrevivente.
- Sim, senhor. - O homem saiu rapidamente, deixando-me sozinho com o peso da arma em minhas mãos.
Olhei para a arma, sentindo sua frieza, enquanto uma mistura de determinação e medo tomava conta de mim.
- Vamos ver se você realmente tem coragem, criança. - O líder deu um sorriso sinistro que me arrepiou até a espinha. - Me prove que pode matar sem hesitar.
Olhei para trás vendo o tal Yenki trazer aquele filho da puta que abusou de mim várias vezes. O Yenki o empurrou na minha direção, olhei para o desgraçado com muita raiva, a dor e a humilhação que passei nas suas mãos foi enorme demais.
Sem hesitar, apontei a arma para o rosto daquele desgraçado e descarreguei o tambor, alimentado por uma mistura de fúria e determinação. Cada disparo era uma libertação, um ato de justiça por todo o tormento que ele nos infligiu. E mesmo quando as balas cessaram, meu desejo por vingança ainda rugia dentro de mim, clamando por mais.
- Muito bem, criança. Vejo que você tem um grande potencial para ser um de nós. - O líder sorriu, sua expressão sinistra ecoando no silêncio do porão. Ele colocou a mão no meu ombro, um gesto que transmite autoridade e aceitação. - Você será treinado por mim, passará por muito treinamento. Está pronto?
- Sim, senhor. - Minha resposta foi firme, carregada com a promessa de um futuro marcado pela determinação e lealdade.
- Muito bem, bom menino. Seja bem-vindo à máfia Zefinópolis. Mas lembre-se, criança, uma vez dentro, não há como sair. - Seus olhos frios brilhavam com uma promessa sombria.
- Não tenho intenção de sair, senhor. - Minha determinação era inabalável.
Ele apenas sorriu, um sorriso que continha tanto poder quanto perigo, e passou por mim, deixando-me com a sensação de que minha vida nunca mais seria a mesma.
A partir daquele dia, mergulhei de cabeça no mundo sombrio e sedutor da máfia Zefinópolis. Sob a tutela de Dante Sinclair, aprendi os segredos e as artimanhas do submundo, tornando-me uma peça valiosa em seu jogo de poder e influência. Cada dia era um desafio, uma oportunidade de provar minha lealdade e habilidade.
Sob a orientação de Dante, transformei-me em algo que jamais imaginei ser possível: um executor impiedoso, capaz de enfrentar qualquer adversidade com coragem e astúcia. Cada missão cumprida era uma prova da minha devoção ao meu senhor e à máfia.
E ao lado de Dante, não apenas encontrei um chefe, mas também um mentor e um amigo. Seu apoio inabalável e sua sabedoria foram como âncoras em meio à tempestade, guiando-me através dos perigos e das traições do mundo do crime.
Nunca irei me arrepender de ter entrado nessa vida. Pois, ao lado de Dante Sinclair e da máfia Zefinópolis, encontrei um propósito, uma família e um destino que me pertence. E estou determinado a seguir esse caminho até o fim, não importa quais desafios e adversidades possam surgir no meu caminho.
07:30 - Quarto do Axel. - Cidade do Vale. - Zefinópolis
Axel Knight.
O despertador ressoa implacável, arrancando-me do conforto do sono. Solto um gemido frustrado, irritado com sua insistência. Mal fechei os olhos e já estava tocando, como se estivesse determinado a me arrancar da cama.
Com um suspiro resignado, sento-me na cama e estico os braços em um longo bocejo, esfregando os olhos para afastar a sonolência. Consulto o relógio ao lado, constatando que são seis e meia da manhã. O dia mal começou e já estou mergulhado na rotina.
Decido que um banho longo é a melhor maneira de despertar completamente. Levanto-me e dirijo-me ao banheiro, onde jogo minhas roupas no cesto de roupas sujas antes de adentrar o box.
A água quente cai sobre mim, revitalizando meus sentidos entorpecidos pelo sono. Deixo-me envolver pelo vapor, permitindo que a correnteza leve consigo a tensão acumulada durante a noite. É um momento breve de paz antes do caos do dia.
Agora que o senhor Dante se tornou pai, a responsabilidade de comandar a máfia recaiu sobre os meus ombros. Sinto o peso dessa incumbência em cada fibra do meu ser. Ser o líder não é glamouroso como muitos imaginam; é uma tarefa árdua e incessante, que consome minha energia e minha sanidade.
Tudo agora é minha responsabilidade. Decidir quem entra, quem sai, quem vive e quem morre. É um fardo pesado demais para carregar sozinho. Entendo agora as palavras do chefe, quando dizia que o trabalho é uma merda. Ele estava certo.
Desligo o chuveiro e sai do box, envolvendo-me em uma toalha. Caminho até a pia e pego minha escova de dentes, preparando-me para enfrentar mais um dia no comando da máfia Zefinópolis. Que Deus tenha piedade da minha alma.
A sensação de estar sempre correndo contra o tempo me consome, deixando-me à beira da exaustão. Chegar em casa às três e meia da manhã se tornou rotina, e o sono regular que eu costumava desfrutar agora é apenas uma memória distante. Sinto que a qualquer momento poderia explodir, e o pior é que minha mente parece prestes a seguir o mesmo caminho.
Zefinópolis não é exatamente o tipo de lugar onde as pessoas fazem fila para visitar. É uma cidade marcada pela violência, onde a tranquilidade é um luxo que poucos podem desfrutar. Nós, os da máfia, temos nosso próprio código de conduta. Cuidamos das nossas coisas, mas não gostamos de chamar atenção para nossas atividades. A polícia sabe disso e sabe também que, se decidir cruzar nossas fronteiras, não terá força suficiente para lidar conosco. É uma espécie de pacto não escrito, onde todos sabem seu lugar e respeitam os limites impostos. A violência é nossa sombra, sempre presente, mas cuidadosamente controlada.
Os policiais podem tentar, é claro. Sempre que nos aventuramos a transportar armas ou drogas através de suas fronteiras, há o risco de conflito. No entanto, eles estão cientes de que não ficaremos de braços cruzados diante de qualquer interferência. Se optarem por nos desafiar, estarão declarando guerra contra nós. E, como bem sabem, não recuaremos diante de uma batalha. O que nos diferencia não é apenas a força bruta, mas também a astúcia e a determinação em proteger nossos interesses a qualquer custo. A guerra não é uma opção que tomamos de ânimo leve, mas se for necessário, estaremos prontos para lutar até o fim.
Deixo o banheiro para trás e me dirijo ao guarda-roupa, buscando algo para vestir. Opto por uma calça jeans preta e uma camisa preta, complementadas por uma jaqueta de couro da mesma cor. Vou de luto nessa merda, refletindo meu estado de espírito sombrio.
Com o celular em mãos, saio do quarto e vejo as chamadas perdidas do Yenki. Solto um suspiro resignado, pressentindo que problemas estão a caminho. Não demora muito para eu retornar a ligação para ele.
- Axel? - Sua voz soa do outro lado da linha.
Bufo com sua pergunta óbvia.
- Não, aqui é a alma dele, quer deixar alguma mensagem? - Minha resposta vem carregada de sarcasmo, uma forma de autopreservação diante da inevitável tormenta que se aproxima.
Ele solta um suspiro cansado.
- Nem a essa hora da manhã, você deixa de ser sarcástico.
- É um dom. Agora, o que você quer? - Minha impaciência transparece em cada palavra, enquanto me preparo para o que quer que seja que ele tenha a me dizer.
Mais um suspiro ecoa do outro lado da linha.
- Acho que fiz merda.
Pelo amor de Deus, tudo o que eu queria era um pouco de paciência.
A irritação toma conta de mim enquanto ouço as palavras de Yenki.
- O que diabos você fez, cara?
Minha voz transborda de raiva contida.
- Lembra que estávamos precisando de alguém para contratar pessoal, para ficar de guarda nas boates, nos cassinos... - Ele tenta explicar, mas eu o interrompi bruscamente.
- Fala de uma vez, droga! O que exatamente você fez?
Minha impaciência atinge seu ápice. Estou à beira de perder o controle.
- Eu contratei um garoto... - Sua voz soa apreensiva.
Solto um longo suspiro, tentando conter minha fúria crescente.
- Hum? - minha resposta é um grunhido desanimado.
- E ele só contratou estupradores e pedófilos.
Minha mente parece congelar por um instante diante dessa revelação repugnante. Então, todo o meu autocontrole desmorona.
- Vai se ferrar, seu idiota! Que diabos você fez, caralho!!? - explodo em um palavrão em outro idioma, deixando escapar toda a minha frustração e revolta.
- O que? - a voz de Yenki soa confusa do outro lado da linha.
Respiro fundo várias vezes, tentando recuperar minha compostura.
- Irei relatar tudo para o chefe e depois eu chego aí.
- Tudo bem... Sinto muito, Axel. - sua voz soa arrependida.
- O que passou, passou.
Sem dar-lhe a chance de responder, desligo na cara dele, deixando-me sozinho com minha raiva borbulhante e a necessidade de resolver mais um problema criado por minha equipe.
Respiro fundo várias vezes, tentando controlar a tempestade de emoções que ameaça me consumir. Nego com a cabeça, irritado com a situação, e sigo até a cozinha, onde uma montanha de pratos sujos me aguarda. Não tenho tempo para isso, mas também não posso ignorar minhas responsabilidades domésticas.
Tomo o café da manhã às pressas, com a mente já focada em resolver o problema criado pelo garoto. Só espero que o chefe não decida me mandar matar o Yenki. Apesar de todas as suas falhas, ele tem sido útil em algumas situações.
Saio de casa e entro no meu novo carro, substituto do anterior que precisou ser incinerado para eliminar qualquer evidência do último trabalho sujo que executei.
Ao dar partida em direção à casa do chefe, observo atentamente as ruas de Zefinópolis. Apesar de ser conhecida por sua agitação e violência, há momentos de calmaria que contrastam com a imagem geral da cidade. O nome oficial deste lugar é Cidade do Vale, uma região marcada por um clima predominantemente ameno. Aqui, as estações do ano parecem se fundir em um padrão quase constante de sol, raramente interrompido por chuvas torrenciais que transformam o chão em uma pista de patinação.
Os prédios imponentes da Cidade do Vale se erguem majestosos, testemunhas silenciosas da intensa atividade que pulsa em suas ruas movimentadas. É um lugar onde o movimento é constante, onde cada esquina conta uma história e cada sombra esconde segredos que apenas os iniciados podem compreender.
Mas mesmo com tudo isso, eu amo essa cidade.
08:40 - Casa do senhor Dante. - Cidade do Vale. - Zefinópolis
Axel Knight.
Desço do carro e digito a senha para abrir a porta da casa. Sinto-me sortudo por ter a confiança deles para me conceder acesso ao seu santuário. Porém, mal adentro a casa, sou atingido por um travesseiro lançado em minha direção.
- Ainda se faz de líder da máfia e anda tão distraído. - Bufo, reconhecendo a voz irritante de Orion.
Orion é um jovem de energia contagiante e curiosidade insaciável e às vezes um pé no saco. Com uma altura média e uma estrutura corporal esguia, ele é ágil e rápido, sempre pronto para explorar o mundo ao seu redor. Sua postura é relaxada e descontraída, refletindo sua natureza jovial e despreocupada.
Despreocupada até demais. Esse garoto só me tira a paciência.
Seus traços faciais são suaves e juvenis, com bochechas levemente rosadas e olhos brilhantes cheios de entusiasmo. Seu sorriso é luminoso e contagiante, iluminando seu rosto com uma alegria genuína e inocência.
E de inocente esse garoto não tem nada.
Ele tem cabelos escuros e rebeldes, que caem em desalinho sobre sua testa em uma bagunça encantadora. Sua expressão é frequentemente animada e expressiva, refletindo sua natureza vibrante e energética.
Sua pele é macia e imaculada, com um tom de pêssego que parece radiante e saudável. Ele possui uma aura de juventude e vitalidade que é irresistivelmente cativante, e sua presença ilumina qualquer ambiente em que ele se encontra.
Ilumina mesmo, ilumina para pior.
- Orion, vá procurar outra pessoa para infernizar. - Minha paciência está no limite.
- Hum, está tão irritadinho? - Ele provoca, ignorando minha advertência.
Se ao menos ele soubesse o quão próximo estou de explodir, talvez reconsiderasse suas brincadeiras.
- Me deixe em paz. Onde está o chefe? - Minha voz soa áspera.
- Pegando a mamãe. - Seus olhos reviram em uma expressão de tédio.
Essa criança é um verdadeiro incômodo, meu irmão.
- Sabe como é, a Elara está no quarto se quiser vê-la. - Orion comenta, provocando-me com um sorriso malicioso.
Sinto meu rosto esquentar um pouco diante da menção dela.
- Cale a boca, você é uma praga. - Reviro os olhos, tentando disfarçar minha reação.
- Axel!! - Sou surpreendido pelo tom de repreensão da senhora Thalia, que desce as escadas. - Não chame o meu filho assim, seu idiota.
Thalía é uma mulher de beleza atemporal e presença cativante. Com uma altura média e uma figura esbelta e elegante, ela exala uma elegância discreta em cada movimento. Sua postura é impecável, refletindo sua graça e confiança interior.
Seus traços faciais são delicados e refinados, com maçãs do rosto suavemente definidas e um queixo gracioso. Seus olhos são grandes e expressivos, com uma cor profunda e misteriosa que parece capturar a luz ao seu redor.
Ela tem cabelos longos e sedosos, que caem em cascata ao longo de suas costas em ondas suaves. Sua cor é um rico tom de castanho, com reflexos dourados que brilham à luz do sol, adicionando uma dimensão extra à sua beleza radiante.
Sua pele é suave e impecável, com um tom de porcelana que contrasta com seus cabelos escuros e olhos brilhantes. Ela tem uma tez naturalmente luminosa, que parece emanar uma aura de serenidade e calma. O senhor Dante encontrou uma bela esposa.
E apesar de ser a esposa do meu chefe, desenvolvemos uma relação de amizade sincera ao longo dos anos. Ela se tornou uma figura materna para mim, cuidando de mim como se eu fosse seu próprio filho, especialmente nos momentos difíceis.
- Não tenho culpa se o garoto puxou ao senhor Dante. - Retruco, provocando uma risada na senhora Thalia.
- Ele está lá em cima. - Ela sorri gentilmente, indicando o caminho para o escritório do chefe.
Com um aceno de agradecimento, subo as escadas rapidamente. Preciso relatar os acontecimentos ao chefe com urgência, minha cabeça parece à beira de uma explosão iminente. No entanto, minha pressa me faz colidir com Elara no corredor, resultando em ambos caídos no chão.
- Desculpa. - Dizemos simultaneamente, antes de sermos tomados por uma risada compartilhada.
- Essa foi boa. - Ela comenta, seus olhos brilhando com alegria genuína.
Observo-a por um momento, maravilhado com sua beleza e graça.
Ela tem uma altura de um metro e sessenta e cinco, uma estatura graciosa que complementa sua presença elegante. Suas maçãs do rosto são suavemente arredondadas, destacando-se delicadamente em seu rosto encantador, enquanto seu queixo é delicado e bem definido.
Seus cabelos são longos, lisos e luxuosos, caindo em uma cascata de fios sedosos da cor castanho escuro, que brilham com reflexos sutis à luz. Seus olhos são uma característica marcante, com uma tonalidade cativante de castanho claro que brilha com calor e vivacidade.
O tom de pele dela é moreno, radiante e luminoso, exibindo uma tez impecável e saudável. Sua aparência geral é marcada por uma beleza natural e uma aura de graça e sofisticação, que a torna verdadeiramente deslumbrante. Ela é linda demais.
Nunca imaginei que pudesse sentir algo assim por alguém, mesmo sabendo que meus sentimentos não são correspondidos.
- Sim, foi. Se machucou? - Perguntei, preocupado com a possibilidade de tê-la ferido.
- Não, e você? - Ela me olha intensamente, seus olhos transmitindo uma curiosidade genuína.
- Não... Eu estou bem. - Respondo, um pouco envergonhado por estar sendo observado de perto.
É estranho como me sinto tão desconcertado na presença dela. Sou conhecido por ser frio, um assassino, quase um líder da máfia. Mas perto dela, pareço um adolescente inseguro.
- Que bom, fico aliviada em saber que não se machucou. - Ela sorri, e por um momento, tudo ao meu redor parece desaparecer, deixando apenas nós dois.
Ela se tornou uma mulher incrivelmente linda. Droga, estou realmente apaixonado pela filha do meu chefe.
Um pigarro nos interrompe, trazendo-me de volta à realidade.
- Se eu não estiver atrapalhando aí, Axel, poderia entrar? - A voz de Dante me faz dar um sobressalto.
O chefe Dante é um homem de presença imponente e carisma magnético. Com uma estatura alta e uma figura robusta, ele irradia uma aura de autoridade e poder. Sua postura é firme e confiante, refletindo sua posição de liderança dentro da comunidade.
Seus traços faciais são fortes e marcantes, com uma mandíbula quadrada e sobrancelhas arqueadas que lhe conferem uma expressão de determinação e seriedade. Seus olhos são profundos e penetrantes, de uma cor intensa que parece capturar a atenção de todos ao seu redor.
Ele tem cabelos escuros e bem cuidados, que estão levemente grisalhos nas têmporas, indicando sua maturidade e experiência de vida. Seu rosto está marcado por linhas de expressão que contam a história de seus muitos anos de liderança e sabedoria.
Sua pele é ligeiramente bronzeada pelo sol, mostrando os vestígios de uma vida passada ao ar livre e sob o calor do sol. Ele possui uma constituição atlética e musculosa, resultado de anos de trabalho árduo e dedicação à sua comunidade.
- A-Ah.. C-Certo, chefe. - Respondo, me sentindo totalmente desajeitado.
Elara também parece nervosa.
- Vou ver como a mãe está. - Ela some rapidamente da nossa vista, deixando-me sozinho com o meu chefe.
Ela correu, me deixando sozinho com o chefe, meu Deus. Que constrangedor.