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Fuga de Um Sonho Sombrio

Fuga de Um Sonho Sombrio

Autor:: Stella
Gênero: Romance
Eu só queria ir para casa. No meu mundo real, eu estava em coma, presa a uma cama de hospital. A única saída era completar uma missão brutal: encarnar Luna, a heroína trágica de um romance de vingança, viver todo o sofrimento dela e, finalmente, morrer para me libertar. Meus "amores", Arthur, Bernardo, Carlos e Daniel, não eram salvadores, mas minhas gaiolas. Cada um me prendendo à sua maneira distorcida de "amor" . Eu tentei pular de um penhasco, me jogar na frente de um caminhão, até incendiar meu próprio corpo com gasolina. Mas eles sempre me impediam, me puxavam de volta para sua 'proteção'. Eu era tratada como louca, instável, tudo para justificar o controle deles. Minha própria família me rejeitou, me acusando de trazer vergonha, fechando a porta na minha cara quando eu implorei por ajuda. Atordoada pela rejeição e desespero, eu forcei uma confissão, admitindo um crime que não cometi, achando que seria meu bilhete de saída. "Fui eu, eu empurrei Carlos!" Eles caíram na mentira, mas a morte que eu desejava não veio. Em vez disso, Arthur me jogou contra uma parede, me deixando gravemente ferida. Quando tudo parecia perdido, Sofia, a rival que orquestrou minha miséria por trás das cenas, revelou sua verdadeira face. Ela não era a inocente que todos pensavam, mas uma "transmigradora rival", com sua própria missão de me destruir e tomar meu lugar. Ela me arrastou para um porão úmido e me acorrentou, me torturando psicologicamente com o sofrimento dos homens que eu havia deixado para trás, e fisicamente com sua crueldade. Eu estava quebrada, mas não vencida. No meio da escuridão, uma pequena esperança surgiu. Um espelho caído, um código secreto de infância e o último resquício de uma vontade indomável.

Introdução

Eu só queria ir para casa.

No meu mundo real, eu estava em coma, presa a uma cama de hospital.

A única saída era completar uma missão brutal: encarnar Luna, a heroína trágica de um romance de vingança, viver todo o sofrimento dela e, finalmente, morrer para me libertar.

Meus "amores", Arthur, Bernardo, Carlos e Daniel, não eram salvadores, mas minhas gaiolas. Cada um me prendendo à sua maneira distorcida de "amor" .

Eu tentei pular de um penhasco, me jogar na frente de um caminhão, até incendiar meu próprio corpo com gasolina.

Mas eles sempre me impediam, me puxavam de volta para sua 'proteção'.

Eu era tratada como louca, instável, tudo para justificar o controle deles.

Minha própria família me rejeitou, me acusando de trazer vergonha, fechando a porta na minha cara quando eu implorei por ajuda.

Atordoada pela rejeição e desespero, eu forcei uma confissão, admitindo um crime que não cometi, achando que seria meu bilhete de saída. "Fui eu, eu empurrei Carlos!"

Eles caíram na mentira, mas a morte que eu desejava não veio.

Em vez disso, Arthur me jogou contra uma parede, me deixando gravemente ferida.

Quando tudo parecia perdido, Sofia, a rival que orquestrou minha miséria por trás das cenas, revelou sua verdadeira face.

Ela não era a inocente que todos pensavam, mas uma "transmigradora rival", com sua própria missão de me destruir e tomar meu lugar.

Ela me arrastou para um porão úmido e me acorrentou, me torturando psicologicamente com o sofrimento dos homens que eu havia deixado para trás, e fisicamente com sua crueldade.

Eu estava quebrada, mas não vencida. No meio da escuridão, uma pequena esperança surgiu.

Um espelho caído, um código secreto de infância e o último resquício de uma vontade indomável.

Capítulo 1

O vento no topo do penhasco era forte, chicoteando os cabelos de Luna em seu rosto. Abaixo, as ondas batiam violentamente contra as rochas, um som furioso e constante. Era o lugar perfeito. Ninguém a encontraria aqui.

Ela olhou para o céu cinzento, sentindo o peso de uma exaustão que ia além do corpo. Era uma fadiga na alma.

Uma voz fria e mecânica soou em sua mente, sem emoção.

[Anfitriã, a localização atual tem uma taxa de sucesso de morte de 98,7%. É uma excelente escolha.]

Luna fechou os olhos. Finalmente.

Ela não pertencia a este mundo. Ela era apenas uma alma que foi puxada para o corpo de "Luna", a personagem principal de um romance de vingança doentio. Sua tarefa era simples, mas brutal: experimentar todo o sofrimento destinado à personagem original e, no final, morrer para poder voltar para casa.

No seu mundo real, ela estava em coma, deitada em uma cama de hospital. Sua família estava esperando por ela. A única maneira de acordar era completar essa missão estúpida.

[Condições para o retorno ao mundo original: completar a linha principal da história e morrer com sucesso. Se a morte for impedida por personagens-chave, a missão será considerada um fracasso temporário.]

Um fracasso temporário. Luna quase riu do termo. Cada dia que passava neste mundo era um inferno. Os homens que a cercavam, os supostos protagonistas masculinos da história, eram como gaiolas. Cada um com um tipo diferente de barra de ferro, mas todos com o mesmo propósito: aprisioná-la.

Arthur, o empresário possessivo que a via como um troféu brilhante para sua coleção.

Bernardo, o amigo de infância sensível, cujo amor não correspondido se transformou em uma devoção sufocante.

Carlos, seu mentor intelectual, cuja admiração se tornou uma obsessão em moldá-la à sua imagem.

E Daniel, o noivo ambicioso, que a via como um degrau na sua escalada social.

Eles a amavam, diziam. Mas o amor deles era um veneno. A "morte" dela deveria ser a libertação final. Para ela, e para eles.

"Eu estou cansada", ela sussurrou para o vento.

O cheiro do mar salgado encheu seus pulmões. Ela deu um passo à frente, sentindo as pequenas pedras se soltarem sob seus sapatos e caírem no abismo. O som demorou a chegar.

Seus nervos estavam tensos, uma mistura de medo e antecipação. O medo era apenas um instinto do corpo, uma reação biológica à aniquilação iminente. A antecipação era de sua alma, o desejo desesperado de finalmente ir para casa.

Ela pensou em sua mãe, no rosto dela. No cheiro da comida do seu pai. Coisas simples. Coisas reais.

O sistema falou novamente, seu tom tão monótono quanto o de um relatório meteorológico.

[Detectada alta concentração de adrenalina. Frequência cardíaca elevada. Anfitriã, por favor, execute a ação final.]

A ação final. Luna respirou fundo uma última vez. O ar frio queimou sua garganta. Ela inclinou o corpo para a frente, entregando-se à gravidade.

Por um segundo, houve a sensação de queda livre. O vento assobiava em seus ouvidos, um grito agudo. O mundo se tornou um borrão de cinza e azul. A liberdade estava a um instante de distância.

Seu corpo ficou leve. A consciência começou a se desfazer nas bordas, a escuridão se aproximando. Estava quase no fim.

Então, um som cortou o barulho do vento. Um grito.

"LUNA!"

A voz era profunda, cheia de pânico e fúria. Uma voz que ela conhecia bem demais.

Uma força bruta a atingiu, envolvendo sua cintura e a jogando para trás, para longe da borda. Ela caiu com força no chão rochoso, o impacto tirando o ar de seus pulmões.

A escuridão que a acolhia recuou, substituída pela dor aguda em suas costas e pela realidade dura e fria do chão.

A missão falhou.

Capítulo 2

Luna abriu os olhos e viu o rosto de Arthur pairando sobre ela. Sua expressão era uma máscara de fúria contida, a mandíbula cerrada com tanta força que um músculo saltava em sua bochecha. Ele a segurava pelos ombros, seus dedos cravados em sua carne como garras.

"O que você pensa que estava fazendo?", ele rosnou, a voz baixa e perigosa.

A decepção foi tão avassaladora que superou a dor física. Ela estava tão perto. Tão perto.

Luna não respondeu. Ela apenas o encarou, seus olhos vazios de qualquer emoção que ele pudesse reconhecer. Não havia medo, nem tristeza. Apenas um cansaço profundo.

"Responda-me!", ele gritou, sacudindo-a.

"Eu estava indo para casa", ela disse, a voz rouca.

A resposta pareceu enfurecê-lo ainda mais. Ele a levantou do chão como se ela não pesasse nada e a forçou a encará-lo. Seus olhos escuros a perscrutavam, procurando por algo, qualquer coisa que fizesse sentido para ele.

"Outro dos seus jogos, Luna? Outro drama para chamar a atenção? Fingir a própria morte? Isso é um novo nível de manipulação, mesmo para você."

Manipulação. Era a única lente através da qual ele conseguia vê-la. Luna lembrou-se de um ano atrás, no jantar de gala da empresa dele. Ela tinha usado um vestido vermelho. Ele a exibiu para seus parceiros de negócios como se ela fosse o último modelo de um carro de luxo. Mais tarde naquela noite, quando ela expressou seu desconforto, ele a acusou de tentar envergonhá-lo.

Ele disse que ela era ingrata. Que ele a havia tirado de uma vida medíocre e lhe dado o mundo, e tudo o que ela fazia era reclamar.

A verdade era que ele a havia isolado. Ele a afastou de seus amigos, sutilmente minou sua confiança em suas próprias habilidades e a transformou em um acessório de sua vida poderosa. Qualquer tentativa dela de ter sua própria identidade era vista como um ato de rebelião, uma traição.

Foi Arthur quem espalhou o boato de que ela era emocionalmente instável, uma mentira conveniente para justificar seu comportamento controlador para seu círculo social. Ele a havia enquadrado como a vilã de sua própria história, e todos acreditaram.

"Não é um jogo, Arthur", ela falou, a voz monótona. "Eu só quero que acabe."

"Não", ele disse, seu aperto se tornando doloroso. "Eu decido quando acaba."

Ele a arrastou de volta para o carro dele, um sedã preto e imponente estacionado na estrada de terra que levava ao penhasco. Ele abriu a porta do passageiro e a jogou para dentro sem nenhuma gentileza.

O trajeto de volta para a cidade foi feito em um silêncio tenso. Arthur dirigia com uma fúria controlada, suas mãos apertando o volante. Luna olhava pela janela, observando a paisagem passar, sentindo-se mais prisioneira do que nunca.

Ele não a levou para o apartamento dela. Ele a levou para a mansão dele, a gaiola dourada que ela tanto odiava. Ele a puxou para fora do carro e a arrastou pela porta da frente.

"Fique aqui", ele ordenou, empurrando-a para um sofá na vasta sala de estar. "Nós vamos ter uma conversa."

Mas Luna não queria conversar. Ela não queria mais nada dele. Enquanto ele se virou para servir uma bebida, ela viu sua chance. A porta dos fundos, que levava ao jardim e à rua movimentada além dos muros, estava destrancada.

Ela se levantou em silêncio. Seus músculos protestaram, mas sua vontade era mais forte. Ela não podia esperar por outra chance. Tinha que ser agora.

Ela correu.

Ela o ouviu gritar seu nome, um som de raiva e surpresa, mas não olhou para trás. Empurrou a porta dos fundos, correu pelo gramado perfeitamente cuidado e saiu pelo portão de serviço.

A rua estava cheia de carros. O som das buzinas e dos motores era um caos bem-vindo depois do silêncio opressor da mansão.

Sem hesitar, Luna correu para o meio da estrada, diretamente no caminho de um caminhão que se aproximava.

As luzes do veículo a cegaram. O som da buzina foi ensurdecedor. O motorista gritou.

Desta vez, vai funcionar.

Era seu último pensamento antes que outro par de braços a envolvesse e a puxasse violentamente para a segurança da calçada, um segundo antes do caminhão passar zunindo pelo lugar onde ela estivera.

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