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GROSS

GROSS

Autor:: I'm Emili
Gênero: Romance
Victoria Carver está tentando recomeçar sua vida em uma cabana na montanha após se livrar de um relacionamento abusivo. Tudo que ela quer e precisa é se manter longe de homens no geral e principalmente daqueles como Robert, seu ex. Tudo isso muda quando ela encontra um Nova Espécie enorme e bonito todo machucado caído em seu quintal. Agora, Victoria tem que lidar com um Nova Espécie traumatizado, um homem insano a perseguindo e com uma paixão desenfreada e inesperada. O macho Nova Espécie denominado 1001 tinha que encontrar um lugar seguro para se curar depois de conseguir fugir durante uma transferência de um cativeiro de testes de procriação para outro. Depois de correr por dias sem comer e sem beber, seu corpo ferido desfalece em uma residência desconhecida. Agora, o macho tem que lidar com sua possessividade em relação a humana que o ajudou e ele passa a acreditar firmemente que deve sua vida a ela e que precisa recompensá-la de alguma forma. Terá que lidar também com um macho humano obcecado por sua fêmea e que quer roubá-la dele.

Capítulo 1 1

Victoria

Olho para as nuvens vendo mais do que elas realmente estão mostrando, minha mente de artista e escritora amadora vê formatos e ideias em quase tudo, e tento pela milésima vez começar a escrever de novo, já que não consigo encostar o pincel numa tela e deixar fluir algo bom.

Também não consigo colocar uma palavra com sentido no caderno desde aquele maldito dia. O dia em que minha alma morreu e até hoje não ressuscitou. Estou sentada na varanda da cabana que comprei há três anos para viver reclusa em uma montanha longe da cidade e um ódio ferve meu sangue todas as vezes que eu tento fazer o que mais amo e me sinto bloqueada pelos traumas que meu maldito ex me deixou.

A ansiedade ameaça me atacar, mas respiro fundo dez vezes e encaro a foto da minha mãe colada na primeira página do caderno que ela me deu quando eu tinha quinze anos e tento não deixar que a depressão faça meu coração sangrar mais, no entanto é difícil quando eu perdi há quatro anos a pessoa que mais amava na vida.

Eu nunca vou perdoar meu maldito pai por ter me feito casar com um de seus sócios em trabalho sujo e ter permitido que o desgraçado abusasse de mim por seis meses até eu cravar uma faca no peito do miserável e quase matá-lo, uma pena que eu não tenha conseguido. Ele sobreviveu.

Eu só tinha dezenove anos!

Agora com vinte e dois, eu luto todos os dias contra uma depressão que quer me agarrar e me fazer não levantar da cama nunca mais e com crises de ansiedade que me faz chorar sem parar. Eu luto tanto e as vezes me arrisco a dizer que me orgulho da minha força. Isso quando minha baixa autoestima não me atinge e eu me sinto um lixo, fraca e inútil.

Talvez eu tenha algum complexo de bipolaridade.

Está tarde, sendo assim, desisto de tentar escrever e entro para a cabana, tranco a porta e vou para a cama. Hoje está tão frio, por isso, pego três cobertores, me deito e faço a coisa mais recorrente em todos esses anos, choro até dormir.

Durmo por apenas três horas e me levanto, não consigo passar disso. Faço o que tenho que fazer na minha pequena cabana, pego a velha caminhonete que roubei do meu pai e vou para a cidade vizinha que é onde eu trabalho de atendente em uma cafeteria.

- Bom dia Srta. Carver. Como está indo? - o Sr. Paul, um cliente recorrente e que gosta de passar horas me contando histórias, pergunta.

- Tentando. - respondo lhe servindo seu café expresso duplo de sempre.

Ele me pergunta sobre meu estado todos os dias desde que me viu ter uma crise de ansiedade após eu ter visto um homem parecido com Robert entrando na cafeteria, ele me ajudou com inspiração e expiração, então acabei contando um pouco do meu trauma para ele sem me aprofundar muito.

- Só irei acreditar quando não vir mais essas manchas debaixo de seus olhos. - se refere as minhas olheiras que eu tento disfarçar com maquiagem, e beberica seu café.

- Quem sabe um dia. - volto ao balcão e busco um pedaço de bolo de limão que ele sempre come também.

- Meu filho Josh chegará amanhã na cidade depois de dez anos trabalhando na marinha. Qual a chance de vocês saírem em um encontro?

- Absolutamente nenhuma! - exclamo um pouco desesperada - Eu não quero nenhum homem na minha vida. Tá repreendido em nome de Jesus!

- Que horror, Srta. Carver... Um dia você encontrará o homem certo.

- Uma mulher pode ser feliz sozinha, Sr. Paul. Homem não trás nada além de problemas, sem querer ofendê-lo.

- Tudo bem, filha. Eu já causei muitos problemas para minha Dália, por isso ela me trocou pelo Leonard e hoje são uma bela família, enquanto eu, vivo uma vida solitária tendo como única amiga, uma jovem atendente. - vejo os olhos do velho ficarem marejados.

- Todos devemos aprender com nossos erros, há consequências para todos eles. - falo suavemente - Com licença.

Me retiro e passo o restante do meu expediente atendendo clientes, limpando mesas, até que finalmente as duas da tarde, Flora, a moça que fica o restante do dia até fechar, chega. Troco de roupa, visto um casaco e saio, com uma leve sensação de repente de que algo diferente irá acontecer.

Eu só espero que não seja nada ruim.

1001

Paro um pouco minha corrida para respirar fundo, sentindo uma dor aguda no processo. Todo meu corpo surrado dói. Eu vivi em cativeiro durante toda minha vida e minha fulga não foi nenhum pouco pacífica, eu lutei com muitos humanos de uma vez e não há nenhum lugar em meu corpo que não dói.

Tenho inúmeros cortes e contusões causados pelos espancamentos e torturas que eu vinha sendo submetido, sem contar as incontáveis doses do meu esperma que eles tiravam a força do meu corpo usando fêmeas humanas aliadas deles com a ajuda de remédios que ativavam meus impulsos sexuais.

Me forço a voltar a correr, estou há dias correndo e me sinto quase sem forças. Não sei onde estou ou para onde estou indo, apenas sei que já estou longe do inferno que eu estava, mas não posso parar, mesmo que eu morra de exaustão. A primeira oportunidade que tive de escapar, não desperdicei.

Estive observando, esperando que os humanos que me tinham preso cometessem um erro e eles finalmente tinham, pensando que eu estava derrotado demais para lutar. Minha ideia que para ser sincero, pensei que não daria certo, acabou dando. Eu me fingi de morto e os ataquei com guarda baixa sem os malditos dardos de sonífero enquanto tentavam me transferir de um cativeiro para outro.

Com certeza queriam continuar roubando meu esperma usando fêmeas diferentes. Eu espero que eles não tenham mesmo conseguido nenhum outro sucesso em suas tentativas de reprodução durante esses anos.

Caio de joelhos depois de algumas horas, fraco e mais ferido do que eu esperava. Olho para cima e avisto montanhas, é um ótimo lugar para me esconder e descansar até meu corpo se curar um pouco.

Com muita dificuldade eu subo o morro, segurando grunhidos de dor. Levo minha mãe até minha costela e sinto o sangue escorrer novamente, eu havia conseguido estancar com uma atadura de pano em volta de mim mas parece não estar segurando mais nada agora. Sinto-me mais fraco do que nunca, devo ter perdido muito sangue e não como há dias.

Mais a frente consigo enxergar uma cabana de madeira, sorrio levemente com esperança brotando dentro de mim, mas é a última coisa que vejo antes de perder a consciência de vez e cair no chão.

Capítulo 2 2

Victoria

A chuva cai forte no teto do meu carro velho fazendo barulho como se tivesse perfurando o ferro. Está quase escurecendo e eu começo a me arrepender de ter passado no supermercado logo hoje para fazer a compra da semana porque simplesmente não consigo ver quase nada da estrada a minha frente.

O vidro todo embaçado me faz ficar com medo de não conseguir ver direito e acabar sofrendo um acidente ou atropelando alguém.

- Se eu tivesse ido direito para casa desde o momento que sai do trabalho, não estaria nessa situação agora. - me culpo, falando sozinha - Mas como eu iria saber que a chuva seria tão forte assim? - emendo defendendo a mim mesma, enfim, a bipolaridade.

Mantenho a calma e dirijo bem devagar, demorando quase o dobro do tempo que normalmente eu levo para chegar em casa. Assim que estaciono a caminhonete em frente a cabana, desço rápido pegando as compras no banco carona e correndo para debaixo da varanda, procuro a chave no bolso da calça e abro a porta, aperto o interruptor para acender a luz e para minha surpresa está sem energia.

Com certeza a chuva forte deve ter causado algum dano em um poste de energia nas proximidades.

Xingo chateada, mas não há o que fazer, sendo assim, começo a procurar as velas que sempre tenho guardadas, afinal não é a primeira vez que passo por perrengues morando nessa cabana velha. Acendo algumas pela cabana e volto para a varanda para pegar as sacolas. Apenas quando retorno, me lembro de que quando chove, pinga em quase todos os cômodos.

Lá vou eu procurar baldes para espalhar nas goteiras. Quando termino, tiro a roupa molhada, pronta para tomar um banho e vestir um pijama quente, no entanto quando abro o chuveiro, não cai um pingo de água. Corro para a pia da cozinha e nada, estou sem energia e sem água também.

- Que droga! O cano deve ter soltado lá embaixo perto do poço. - exclamo irritada.

Começo a procurar um guarda-chuva debaixo da cama onde tem algumas bagunças que não tenho lugar para colocar, parece que quando fizeram essa cabana, fizeram também uma cama com os pés de ferro grudados ao chão de cimento que não tem como arrastar nem ferrando. Quando o encontro pego uma lanterna e saio da cabana sentindo o vento frio no meu rosto.

Caminho em direção ao poço de água que abastece minha cabana e quando estou quase chegando ao meu destino, um gemido baixo me faz congelar no lugar.

Mordo o lábio enquanto me movo lentamente na direção do gemido que ouvi, apenas porque parece um cachorro machucado e eu jamais poderia ignorar isso. Eu só espero de coração que realmente seja um animalzinho ferido e que eu tenha condições de cuidar dele, espero também que já não seja tarde demais.

Meu coração acelera em desespero quando meus olhos capturam a imagem que não é de um animal e sim de uma pessoa, especificamente um homem, um homem muito grande, caído de bruços na grama úmida.

Movendo-me hesitantemente, me abaixo perto dele, ele tem cabelos longos castanhos e está vestindo apenas uma calça velha, nada mais. Seu cabelo cobre todo o rosto e eu não consigo ver seus traços.

Coloco a lanterna entre minhas coxas para deixar uma mão livre para tocar no homem, balanço seu ombro para tentar acordá-lo mas não se mexe, apenas geme de dor como um cachorrinho, meu coração aperta.

- Vamos pensar pelo lado positivo, se está fazendo sons, mesmo que de dor, não está morto. Graças a Deus.

Suavemente coloco um pouco do seu cabelo para longe do pescoço para tentar sentir a pulsação e sinto uma pulsação fraca.

- Deus, sua pele está queimando! - murmuro com a preocupação aumentando dentro de mim.

O que eu faço? Como vou arrastar esse homem daqui? Não posso simplesmente deixá-lo na chuva quase morto e ardendo em febre!

Coloco meu guarda-chuva sobre ele e me sento ao seu lado pouco me importando se estou molhando e sujando toda minha roupa.

Preciso pensar em alguma coisa.

Vários minutos se passam e eu chego a conclusão de que não há o que fazer a não ser tentar arrastá-lo. Me sentindo péssima em fazer isso, percorro minhas mãos pelo seu corpo enorme para verificar se há contusões severas que me impeça de arrastá-lo e que possa acabar machucado-o mais.

- Mas o que eu estou fazendo? Eu nunca vou saber se tem algo grave porque não sou uma maldita médica. - grito comigo mesma - Desculpa desconhecido, mas será pior se eu deixá-lo aqui na chuva. Terei que arrastá-lo da maneira que posso.

Rolo seu corpo de costas com um pouco de dificuldade, jogo o guarda-chuva e a lanterna para longe pois não irei conseguir fazer duas coisas ao mesmo tempo, depois volto para buscar. Agora com seu corpo virado, eu retiro todo seu cabelo do rosto para não arrastar no chão e faço um nó nele.

Arregalo meus olhos um pouco chocada, porque agora consigo ver todos os traços do seu rosto e ele é sem exageros o homem mais bonito e exótico que já vi na vida. E nem as severas marcas de espancamento em seu rosto consegue deixá-lo menos bonito.

Meus olhos se enchem de lágrimas ao ver tantos machucados.

- Como alguém pode ser tão ruim a ponto de fazer isso com outra pessoa? - sussurro sentindo meu coração partido com a imagem.

Há um pedaço de pano velho amarrado em seu tórax e nele também há muitas marcas de sangue. Seus traços faciais não são muito estranhos para mim, parece que já o vi em algum lugar, o observo enquanto faço toda força que consigo para movê-lo. Minhas costas doem, ele é extremamente pesado e eu não sei se vou conseguir.

Na medida que a água da chuva cai sobre seu rosto, vai levando as marcas de sangue, deixando suas características mais visíveis para mim. Choque percorre todo meu sistema nervoso quando me dou conta do que ele é.

Ele tem características fortes e marcantes. Lábios carnudos. Seu nariz é um pouco mais achatado do que o normal e ele tem maçãs do rosto proeminentes. Sua pele é de um bronzeado mais claro.

- É claro! - exclamo exasperada - Eu já ouvi muito falar de vocês antes de me mudar para a cabana. Você é um daqueles Nova Espécie de Homeland e Reserva!

Tiro forças de onde eu não tenho e começo a puxá-lo com tudo que sou. Ele não é um homem qualquer que poderia estar ferido porque feriu alguém ou fez algum mal. Ele é um Nova Espécie, ele nunca deveria ser machucado independente de qualquer coisa. Eu conheço a história deles e esse aqui parece ter fugido de algum cativeiro.

- Eu irei protegê-lo em tudo que eu puder! - juro determinada.

Capítulo 3 3

Victoria

A chuva parece cessar um pouco na medida que minha viagem de volta para a cabana se torna mais lenta e difícil. O homem Nova Espécie geme de dor algumas vezes mas não acorda por nada. A parte mais difícil vem agora, os três degraus para a varanda, temo machucá-lo mas pior do que estar, com certeza não fica.

Paro para respirar e retomar um pouco de força, depois de alguns minutos, com um impulso forte eu o puxo degraus acima. A madeira molhada faz deslizar com mais facilidade, até mesmo eu já escorreguei algumas vezes e caí nelas quando choveu.

- Consegui! - expresso feliz quando estamos na porta da cabana.

Minha respiração está tão ofegante meu peito dói ao inspirar e expirar o ar, me recomponho e abro a porta, vou até o quarto e coloco o colchão no chão, nunca iria conseguir levantar o espécie para colocá-lo em cima da cama.

Vários minutos depois, me jogo ao seu lado no colchão, totalmente exausta com minhas articulações doloridas, nunca fiz tanta força na vida e é provável que eu sinta meus músculos por alguns dias. Depois que consegui trazê-lo para dentro, ainda voltei para o poço onde religuei o cano de água, afinal de contas não conseguiria cuidar dele sem limpá-lo.

- Ainda bem que meu colchão é grande, embora estejamos fazendo a maior bagunça, você todo sujo de sangue e eu toda suja de terra. - murmuro sabendo que ele não vai responder.

Para ser um pouco sincera eu até que senti falta de alguém dentro dessa cabana para conversar, as paredes já devem estar cansadas de me ouvir falando sozinha o tempo todo. Os únicos com quem eu falava diariamente eram os clientes da cafeteria mas em sua maioria eram só frases típicas de uma atendente simpática, com excessão é claro do Sr. Paul.

- Outro ponto positivo do meu colchão ser grande é que caso contrário você ocuparia todo o lugar e está frio demais, eu não poderia dormir no chão e meu sofá é todo velho e desproporcional em seu estofado, cheio de buracos. Tem até uma madeira lá que machuca as nádegas.

Percebo que estou falando sozinha como uma maluca, no entanto não posso evitar quando já é corriqueiro para mim fazer isso no meu dia a dia. Me recomponho depois de alguns minutos e me levanto. Agora eu tenho que evitar que ele fique molhado, isso pode agravar seu estado de saúde, infelizmente eu preciso tirar as roupas dele para deixá-lo limpo e seco e depois cuidar de seus machucados.

- A única maneira de tirar sua calça é cortando elas, apesar de já estarem bem velhas pode ter algum ferimento que se eu forçar puxar de você, pode machucar mais. - murmuro e vou atrás de uma tesoura para fazer meu trabalho - Não se preocupe, amanhã irei dar um jeito de comprar uma nova para você na cidade, eu trabalho perto de uma lojinha de roupas.

Não consigo conter as lágrimas com o número de cortes e contusões que vejo no pobre Nova Espécie. Minhas mãos tremem quando corto e arranco sua calça fora, meu rosto fica quente como o inferno no momento em que me dou conta de que ele não usava nada debaixo de suas calças.

Tento ao máximo não olhá-lo lá, mas é um tanto impossível quando ele é impressionantemente grande que eu não posso evitar em meu campo de visão. Faço o meu máximo para manter um toque respeitoso e espero que ele não fique bravo por isso quando acordar.

Meu coração se parte quando constato o tanto de hematomas e cortes pelo seu corpo. Provavelmente ele foi torturado por muito tempo, lágrimas deslizam pelos meus olhos quando retiro a atadura do seu tórax, é o ferimento mais grave até agora e parece estar inflamando.

Me levanto rápido, jogo a calça velha no lixo, entro no banheiro e encho um balde com água, vou até o fogão, despejo em uma panela grande e deixo mornar.

Quando a água atinge a temperatura que eu quero, retiro do fogo, coloco no balde e pego algumas toalhas. Me abaixo perto dele e começo a limpar os ferimentos menores. Tento virá-lo de costas e com dificuldade consigo, lavo toda suas costas até as pernas, em seguida seco com uma toalha limpa, aproveito para arrancar o lençol e o viro novamente.

Tomo todo cuidado do mundo quando limpo o corte maior em sua costela, em seguida faço um curativo rápido com algumas coisas que tenho em casa. Meu rosto fica ainda mais quente quando chego na área íntima dele, parece grandemente construído mesmo em seu estado de inatividade.

Minhas mãos tremem na medida que o limpo suavemente tentando não olhar muito e terminar o mais rápido possível. Assim que termino de limpar por completo seu corpo, desato o nó que fiz em seu cabelo, busco um pente e os penteio com um pouco de dificuldade pois está muito embaraçado, consigo terminar com a ajuda do meu creme para pentear.

- Ufa! Pronto. Agora você está limpinho. - sibilo me levantando e pegando toda a bagunça que fiz.

Minha carne do corpo treme por todo esforço que fiz, mas olhando-o agora, eu faria tudo de novo.

Afasto o corpo do Nova Espécie para um lado do colchão e forro um novo lençol e em seguida puxo do outro lado até ter o colchão completamente forrado. O ajeito direitinho no colchão e o cubro com cobertas.

- Você já parece melhor aparentemente. Espero que acorde logo e me diga o que fazer para ajudá-lo. De forma alguma chamarei alguém, eu não sei em quem podemos confiar.

Nas horas seguintes eu passo arrumando as compras que fiz, lavo todas as toalhas e panos que usei e também o lençol, estendo nos varais pela minha varanda e em seguida entro para tomar um banho, sou rápida em fazer isso e então começo a preparar o jantar, se ele acordar com certeza estará com fome, sendo assim faço um pouco a mais do que estou acostumada a fazer.

Fico aliviada quando as luzes se acendem me deixando saber que a energia voltou. Graças a Deus! Apago as velas e olho para o lado de fora da janela, ainda chove fraco e faz muito frio, fecho toda a cabana e caminho até o colchão com um prato de sopa, observo o grande Nova Espécie deitado, coloco minha mão sobre sua testa e a febre parece ter abaixo um pouco apesar de seu corpo ainda estar mais quente que o normal.

Volto para a sala e me sento no sofá para comer, depois de alguns minutos sinto-me satisfeita, eu poderia dormir nesse sofá mas infelizmente ele é desconfortável demais. Terei que dormir com o Nova Espécie. Vou me sentir melhor estando por perto caso ele piore.

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